Índice
1. Introdução.................................................................................................................................3
1.2. Objetivo geral....................................................................................................................3
1.2.1. Objetivos específicos......................................................................................................3
2. Metodologia..............................................................................................................................4
3. Administração estruturalista.....................................................................................................5
3.1. Origem..................................................................................................................................5
4. Conceito....................................................................................................................................5
4.1. Estrutura e estruturalismo.....................................................................................................5
4.1.2. Características principais da Administração Estruturalista............................................5
4.2. Ideias Centrais.......................................................................................................................6
4.3. Principais autores e ideias.....................................................................................................6
5. Análise das organizações.............................................................................................................7
6. Objetivos Organizacionais.......................................................................................................8
6.1. Natureza dos Objetivos Organizacionais..............................................................................9
7. Estratégias Organizacionais na Teoria Estruturalista.............................................................10
7.1. Definição de Estratégia Organizacional..............................................................................10
1. Introdução
A administração organizacional evoluiu ao longo do tempo, com várias teorias sendo
desenvolvidas para explicar a complexidade das organizações. A teoria estruturalista surgiu
como uma resposta crítica às abordagens anteriores, como a teoria clássica, a teoria das relações
humanas e a teoria burocrática. Ao invés de tratar os elementos das organizações de maneira
isolada, o estruturalismo propôs uma análise integrada, considerando tanto a estrutura formal
quanto os aspetos informais e os fatores externos. Influenciada por sociólogos e administradores
como Max Weber, Peter Blau, Philip Selznick, Amitai Etzioni, entre outros, essa abordagem
busca compreender a dinâmica organizacional de forma mais abrangente, reconhecendo a
interdependência dos fatores internos e externos.
O objetivo deste trabalho é analisar as contribuições da teoria estruturalista da administração,
destacando suas principais ideias e sua relevância para o entendimento das organizações no
contexto contemporâneo.
1.2. Objetivo geral
Analisar a teoria estruturalista da administração, identificando suas principais ideias e sua
aplicação na compreensão das organizações como sistemas interdependentes e dinâmicos
1.2.1. Objetivos específicos
Explorar os conceitos centrais do estruturalismo
Identificar as principais contribuições de autores-chave
Discutir a aplicabilidade do estruturalismo
2. Metodologia
Metodologia é o estudo dos caminhos para se chegar ao conhecimento, sendo indispensável a
escolha consciente do método mais adequado ao tipo de pesquisa (Gil, 2008, p. 42)
Neste trabalho, optamos por realizar uma pesquisa de natureza qualitativa, com enfoque
exploratório e descritivo. A abordagem qualitativa foi escolhida por permitir uma análise
aprofundada dos conceitos e ideias relacionadas à teoria estruturalista da administração,
considerando as contribuições dos principais autores e a evolução do pensamento organizacional
ao longo do tempo. A escolha dessa metodologia se justifica pela natureza teórica do tema, que
demanda a compreensão e articulação de diferentes perspetivas conceituais para que se possa
analisar a teoria estruturalista de forma contextualizada e comparativa com outras correntes do
pensamento administrativo.
3. Administração estruturalista
3.1. Origem
A Administração Estruturalista é uma teoria da gestão que surgiu por volta dos anos 1950. Ela
veio para juntar o que havia de melhor nas teorias anteriores (a Clássica, a das Relações
Humanas e a Burocrática) e corrigir os seus erros. Esta teoria olha para a organização como um
todo, como um sistema formado por várias partes ligadas entre si. Preocupa-se tanto com a
estrutura formal (regras, hierarquia, cargos) como com a estrutura informal (relações entre
pessoas, grupos, conflitos).
4. Conceito
4.1. Estrutura e estruturalismo
Estrutura é o conjunto formal de dois ou mais elementos e que permanece inalterado seja na
mudança, seja na diversidade de conteúdos, isto é, a estrutura mantém-se mesmo com a alteração
de um dos seus elementos ou relações.
Estruturalismo é um método analítico e comparativo que estuda os elementos ou fenômenos
com relação a uma totalidade, salientando o seu valor de posição.
4.1.2. Características principais da Administração Estruturalista
Considera a organização como um sistema social complexo, onde tudo está interligado;
Reconhece que os conflitos internos são normais e até úteis, desde que bem geridos;
Dá importância tanto à parte técnica como à parte humana da organização;
Tem uma visão mais realista, considerando que as pessoas são diferentes, têm interesses
próprios e agem com base nesses interesses;
Integra vários níveis da organização (superiores, médios e operacionais), mostrando a
interdependência entre eles.
4.2. Ideias Centrais
Homem organizacional: indivíduo que desempenha múltiplos papéis dentro de
diferentes organizações, é flexível, adaptável e busca equilíbrio entre satisfação pessoal e
profissional.
Conflitos são inevitáveis: os estruturalistas acreditam que o conflito é parte natural da
vida organizacional e pode ser positivo se bem gerido.
Recompensas mistas: as motivações humanas são económicas e psicológicas. Portanto,
as organizações devem oferecer incentivos monetários e emocionai
4.3. Principais autores e ideias
A Teoria Estruturalista contou com importantes contribuições que ampliaram a visão das
organizações como sistemas sociais complexos.
Amitai Etzioni destacou que as organizações podem ser coercitivas, utilitárias ou normativas,
dependendo do tipo de autoridade e do envolvimento dos membros. Ele mostrou que diferentes
formas de controle coexistem nas organizações, o que exige abordagens de gestão mais flexíveis.
Peter Blau e Richard Scott analisaram as organizações considerando as estruturas formais e
informais, e classificaram-nas de acordo com quem se beneficia diretamente de seus serviços.
Também apontaram dilemas organizacionais, como o conflito entre hierarquia formal e
especialização técnica, e entre controle centralizado e iniciativa individual.
Philip Selznick introduziu os imperativos institucionais, defendendo que as organizações devem
adaptar-se ao ambiente externo sem perder a sua identidade. Para isso, precisam manter a
estabilidade interna e cooptar forças externas para reduzir resistências.
Victor Thompson criticou a rigidez da burocracia, alertando para suas disfunções, como a
buropatologia e a dramaturgia do poder. Para ele, é essencial reconhecer a interdependência entre
hierarquia e especialistas para evitar a estagnação organizacional.
Por fim, Talcott Parsons via as organizações como sistemas integrados na sociedade, com
funções essenciais como adaptação, alcance de objetivos, integração e manutenção de valores
culturais. Ele via as organizações como agentes de mudança social de longo prazo.
autor Contribuição Principal
Amitai Etzioni Tipologia das organizações (coercitivas, utilitárias e normativas); análise
do poder e da autoridade.
Peter Blau Relações entre estrutura formal e informal; conflito entre especialização e
burocracia.
Richard Scott Estudo das relações entre organizações e seus públicos (clientes,
beneficiários, etc.).
Philip Selznick Conceito de "imperativos institucionais"; importância da adaptação sem
perder a identidade.
Talcott Parsons Organização como instrumento de mudança social; análise
macroeconómica.
5. Análise das organizações
Para estudar as organizações, os estruturalistas utilizam uma análise organizacional mais ampla
do que a de qualquer outra teoria anterior, pois pretendem conciliar a Teoria Clássica e a Teoria
das Relações Humanas, baseando-se também na Teoria da Burocracia. Assim, a análise das
organizações do ponto de vista estruturalista é feita a partir de uma abordagem múltipla que leva
em conta simultaneamente.
Organização formal e informal:
Considera tanto a estrutura oficial (regras, cargos) quanto as relações sociais e informais que
surgem dentro da organização.
Recompensas materiais e sociais:
Reconhece que as pessoas são motivadas não só por salário, mas também por status,
reconhecimento e relacionamentos.
Diversos enfoques organizacionais:
Integra diferentes visões sobre as organizações (clássica, burocrática, humanística etc.) para uma
análise mais ampla.
Níveis da organização:
Analisa desde a base operacional até a alta administração, entendendo a organização como um
todo interligado.
decisões
planos
opereaçõ
es
Diversidade de organizações:
Estuda empresas privadas, organizações públicas, ONGs etc., reconhecendo suas
particularidades.
Análise interorganizacional:
Observa como as organizações se relacionam com outras instituições e com o ambiente externo.
6. Objetivos Organizacionais
A abordagem estruturalista amplia a compreensão dos objetivos ao integrá-los com as diversas
dimensões da organização e com seu ambiente. Essa visão considera que as organizações operam
em um sistema social mais amplo e, por isso, seus objetivos não podem ser analisados de forma
isolada ou meramente interna.
6.1. Natureza dos Objetivos Organizacionais
Os objetivos são múltiplos e muitas vezes conflituantes, refletindo a diversidade de interesses
presentes na organização. Eles incluem metas econômicas (como lucro e crescimento), metas
sociais (como responsabilidade social e bem-estar dos empregados), metas técnicas (como
eficiência e inovação), e metas políticas (como influência e poder institucional).
Importância dos Objetivos
Os objetivos funcionam como guias para a ação organizacional. Eles servem para:
Motivar os participantes, orientando seus esforços em direção a resultados comuns;
Estabelecer critérios de avaliação de desempenho organizacional;
Justificar a própria existência da organização diante da sociedade;
Harmonizar interesses entre os diversos grupos internos e externos à organização
(acionistas, empregados, consumidores, governo, comunidade etc.).
Hierarquia dos Objetivos
Chiavenato apresenta os objetivos organizacionais como hierarquizados em níveis, em
consonância com a estrutura da organização:
Objetivos estratégicos (nível institucional): definidos pela alta direção, são amplos,
genéricos e de longo prazo;
Objetivos táticos (nível intermediário): definidos por gerentes e chefias, são mais
específicos e de médio prazo;
Objetivos operacionais (nível técnico): relacionados às tarefas e operações cotidianas, de
curto prazo e voltados à execução direta.
Conflito de Objetivos
A Teoria Estruturalista reconhece que as organizações enfrentam frequentemente conflitos entre
os objetivos organizacionais e os individuais dos participantes. Esses conflitos são considerados
inevitáveis e naturais, dada a complexidade das organizações. Portanto, a função administrativa
inclui: gerenciar e negociar esses conflitos, criar mecanismos de integração e adaptação,
estabelecer recompensas e incentivos que alinhem os interesses pessoais aos objetivos da
organização.
Objetivos e o Ambiente Externo
Os objetivos organizacionais não são definidos apenas internamente. Eles são influenciados pelas
demandas e expectativas do ambiente externo, como mercado, legislação, cultura, concorrência e
políticas públicas. Por isso, os estruturalistas defendem que: A organização deve buscar
legitimidade perante a sociedade, a definição dos objetivos deve levar em conta as pressões e
influências externas, a flexibilidade e a adaptabilidade são essenciais para a sobrevivência
organizacional.
7. Estratégias Organizacionais na Teoria Estruturalista
Na abordagem estruturalista, a estratégia organizacional é compreendida como um instrumento
de adaptação da organização ao seu ambiente. Essa visão considera que a organização está
inserida em um sistema social mais amplo e que, para sobreviver e alcançar seus objetivos,
precisa se posicionar estrategicamente em relação ao ambiente externo.
7.1. Definição de Estratégia Organizacional
A estratégia organizacional, segundo Chiavenato, é o conjunto de decisões e ações que
determinam o desempenho de uma organização no longo prazo. Ela envolve: A definição de
objetivos gerais, a alocação de recursos para alcançar tais objetivos, a resposta às oportunidades
e ameaças do ambiente externo, a consideração dos pontos fortes e fracos da organização.
Enfoque Sistêmico e Ambiental
Para os estruturalistas, uma estratégia eficaz deve considerar:
As interações com outras organizações (parcerias, concorrência, alianças);
A influência dos fatores ambientais (econômicos, tecnológicos, legais, sociais);
A necessidade de legitimidade social, ou seja, de aceitação e reconhecimento por parte da
sociedade.
Nesse sentido, a estratégia não pode ser formulada apenas com base em análises internas,
mas deve partir de um diagnóstico interorganizacional e interinstitucional.
Interdependência Organizacional
As organizações, de acordo com a Teoria Estruturalista, não operam isoladamente. Elas fazem
parte de um conjunto organizacional interdependente, em que as decisões de uma influenciam as
demais. Assim, as estratégias devem considerar: Os impactos sistêmicos, as relações de poder e
influência no ambiente, a cooperação ou conflito com outras organizações.
Estratégias como Respostas a Conflitos
Chiavenato ressalta que as organizações enfrentam conflitos internos (entre departamentos,
chefias e empregados) e conflitos externos (com outras organizações e instituições). A estratégia,
nesse contexto, é também uma forma de gerenciar e resolver esses conflitos, buscando-se no
equilíbrio interno por meio de políticas, normas e cultura organizacional e estabilidade externa
por meio de alianças estratégicas, negociação com stakeholders , adaptação à legislação e às
demandas sociais.
Referencias
Chiavenato, I. (2014). Introdução à teoria geral da administração (8. ed.). Elsevier.
Etzioni, A. (1970). Organizações modernas. Fundação Getúlio Vargas.
Gil, A. C. (2008). Como elaborar projetos de pesquisa (6ª ed.). Atlas.
Mayntz, R. (1980). Sociologia da administração pública. EPU.
Blau, P. M., & Scott, R. W. (1962). Formal organizations: A comparative approach.
Chandler Publishing Company.
Maximiano, A. C. A. (2012). Teoria geral da administração (7. ed.). Atlas