1.
1 Paradigmas de analise dominantes
Evolução da Contabilidade
Origens da contabilidade Preencher limitações da memoria Classificação e registo
Objetivo da evolução da Contabilidade
Recordar facilmente as variações de determinada grandeza para que em qualquer momento
pudesse ser conhecida a sua ampliação.
Os processos de registo inicialmente utilizados eram bastante simples, com o passar dos anos foi
se generalizando e aperfeiçoando, tendo chegado aos dias de hoje como sistema contabilístico.
Sistema contabilístico: é um conjunto de processos e procedimentos que nos dão informação
sobre as grandezas que se pretende observar e às variações que nelas possam ocorrer.
Grandezas: apresentam-se em grupos homogéneos de informação (Conta).
A contabilidade foi Contabilidade por Contabilidade por
na sua origem uma: partidas simples partidas dobradas
O que é a Contabilidade?
A contabilidade é um sistema de informação
A contabilidade é Poderoso Apoio à gestão
um sistema de Instrumento de futura e no exercicio
informação gestão do controlo
Generalizando contabilidade é uma técnica que tem por finalidade registar de forma
sistemática, todos os factos que ocorrem nas organizações, permitindo a determinação da sua
situação patrimonial e dos seus resultados ou uma ciência de natureza económica que tem por
objeto produzir informação, para possibilitar o conhecimento do passado, presente e futura da
realidade económica em termos quantitativos e qualitativos a todos os níveis organizativos,
mediante a utilização de um método especifico apoiado em bases suficientes testadas, com o fim
a facilitar a adoção das decisões financeiras externas e as de planificação e controlo internas.
Qual é o objetivo da Contabilidade?
Fornecer informações uteis e tempestivas aos seus múltiplos utilizadores, sendo que esta
informação tem de ser útil e credível, de forma que os utilizadores dela possam retirar
conclusões idóneas.
A diversidade de decisões que podem ser baseadas na informação contabilística indica que
existem uma grande diversidade de utilizadores da mesma, e com objetivos diferentes e
consequentemente necessidades informação distintas, e que serão satisfeitas pela Contabilidade.
Os utilizadores de informação contabilística são os seguintes:
Investidores
Bancos
Estado
Fornecedores
Clientes Empresa
Publico em geral
Trabalhadores
Sócios
Quando é que estes utentes têm acesso à informação?
Essa informação é disponibilizada em intervalos de tempo exercício económico
Sendo a contabilidade comparada a um sistema de Informação, quais são as suas funções:
Captar os factos económicos;
Processa-los; e
Comunica a informação relativa aos mesmos ao exterior.
Estas fases, sucedem-se através de:
Identificação e
Mediação e Resumo e
captação dos Registo
valorização Comunicação
dados
Concluindo:
“A contabilidade é um processo de identificação, medida e comunicação de informação
económica que permite aos utilizadores da informação fazer julgamentos e tomar decisões
informados.” (AAA)
“uma atividade de serviço, cuja função é fornecer informação quantitativa, principalmente de
natureza financeira, acerca das entidades económicas, com o objetivo de que sejam úteis para a
tomada de decisões económicas racionais entre recursos alternativos”. (AICPA)
EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE e das suas áreas disciplinares
Desenvolvimento do tecido empresarial finais do seculo XIX/ início XX.
• Distinção entre Proprietario e Gestor
Desenvolvimento dos Mercados financeiros
Necessidade de criar mecanismo de controlo dos investimentos e
dos creditos (Teoria da Agência)
•Contabilidade Financeira - Prestação de Contas
Contabilidade de Custos - Complemento da Contabilidade
Financeira
Informação para:
Conhecer
Prever
Controlar
O modelo informacional ou utilitarista considera a Contabilidade um sistema de produção e
divulgação de informações económicas uteis para fundamentar decisões económicas racionais.
Ou seja, tanto o Paradigma informacional, como o paradigma utilitarista deve proporcionar
informação que transmita uma imagem verdadeira e apropriada da entidade e seja útil ao maior
número de utilizadores possível.
Tipos de informação:
Informação Interna abrange a atividade interna da empresa.
Informação Externa relatada ao exterior.
1.2 Objeto material e formal
1.2.1 Objeto material
[Link] A entidade contabilística
[Link] Tipologias das entidades
[Link] A vida económico-financeira da empresa: fluxos reais e monetários;
Empresa - conjunto organizado de meios materiais e humanos, virados para a produção de bens
e serviço.
Função objetivo – criação de valor para os múltiplos “stakeholders” da empresa.
Stakeholders” –os interessados nos resultados da atividade empresarial e os afetados pela
forma como esta é exercida:
Os empregados pela situação retributiva e pelo bem-estar profissional
Os clientes pela qualidade do produto e serviço;
Os credores pelo cumprimento dos compromissos assumidos;
O Estado pelos níveis de tributação que lhe são devidos;
A sociedade em geral pelos impactos ambientais, económicos e sociais.
Ciclo de vida - fases:
Institucional ou de constituição- em que se decide a sua criação, através da obtenção e
combinação dos recursos necessários para a sua entrada em funcionamento.
Funcionamento ou execução – na qual se desenvolve todo o processo de transformação, ou
seja, o da produção de bens e serviços, com vista à obtenção de resultados.
Liquidação apesar de na data se constituírem sem horizonte temporal definido têm um ciclo de
vida limitado, como as demais organizações.
Tipologias das entidades:
A - Quanto à forma jurídica
B – Quanto à titularidade
C – Quanto ao setor económico
D - Quanto ao fim que prosseguem
E – Quanto à dimensão
Quanto à forma jurídica
o Individualmente - a título individual como comerciantes, prestadores de serviços ou
industriais ou sob a forma de sociedade por quotas unipessoal ou como
Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada
o Coletivamente – pessoas físicas ou jurídicas – formas previstas no Código das
Sociedades Comerciais, no Código Cooperativo ou outra legislação própria Por
exemplo: as sociedades por quotas (mínimo 2 pessoas); as sociedades anónimas
(mínimo 5 pessoas)
Quanto à titularidade do capital social
o Pública (o Estado detém a maioria do capital social ou tem o poder de exercer uma
influência dominante na gestão, determinando as orientações estratégicas da empresa)
o Setor público empresarial – conjunto das empresas públicas, empresas municipais e
as sociedades de capital exclusivamente ou maioritariamente público
o Privada
Quanto ao setor económico, isto é, ao objeto da atividade:
o Industrial
o Comercial
o Agrícola - Serviços
Quanto ao fim que prosseguem
o finalidades sociais, setor social
o finalidades lucrativas
Reparos:
Classificação económica
Classificação laboral
Classificação contabilística
Contabilisticamente - Qualquer entidade só se considera dentro de uma dada categoria se
estiver contida em pelo menos dois dos três limites caracterizadores.
A empresa é caracterizada pela:
Detenção de um conjunto de recursos (soma de fatores económicos, conjunto de
recursos materiais e humanos);
Aplicação de uma função de produção de bens ou de serviços;
Participação num processo de troca (compras e vendas).
Circuito económico
Fluxo Real
Fluxo Monetário
Fluxo Económico
A empresa, para o exercício da sua atividade necessita de bens e serviços que procura obter, de
forma sistemática, junto dos seus fornecedores…. Gera-se, assim, um fluxo real de entrada.
Fluxo real
Bens e serviços EMPRESAS Bens e serviços
Fluxo real
Fornecedores Fluxo Financeiros:
Imediatos Clientes
Diferidos
Fluxo Financeiro
Pagamento Autónomos Recebimentos Fluxo financeiro
O fluxo anterior será compensado com a venda ou prestação de serviços a clientes…. Gera-se,
assim, um fluxo real de saída.
Na aquisição de bens e serviços, nasce a obrigação de efetuar o pagamento correspondente,
ou seja, uma saída presente ou futura de meios líquidos da entidade… A essa aquisição e
respetiva obrigação financeira designa-se DESPESA.
Na venda de bens e prestações serviços, nasce o direito de receber o valor correspondente,
ou seja, uma entrada presente ou futura de meios líquidos.
Fornecedores Clientes
Despesa Receita
EMPRESA
Para que os bens e serviços sejam postos à disposição dos clientes, procede-se a um conjunto
de transformações dos meios adquiridos pela empresa geram-se novos fluxos:
Consumos ou utilizações dos meios ou recursos na produção, nas vendas e nas prestações
de serviços;
Obtenção de produtos (bens ou serviços aptos a serem vendidos ou utilizados pelos
clientes), vendas e prestações de serviços
Para se assegurarem os fluxos reais externos de entrada dos fornecedores (despesas) e de
saídas para os clientes (receitas) tornase necessário proceder à correspondente
contraprestação pecuniária – Fluxos monetários.
Clientes Fornecedor
Recebimento Pagamento
EMPRESA
Receita/Despesa
Ótica Financeira
Gasto/Rendimento
Ótica Económica
Recebimento/Pagamento
Ótica Monetária (de caixa)
A ATIVIDADE DA EMPRESA (Resumindo)
Podemos identificar 3 tipos de fluxos:
Fluxo de tesouraria: Pagamento / Recebimento;
Fluxo financeiro: Despesa / Receita;
Fluxo económico: Custo / Rendimento.
PAGAMENTO: importância paga a terceiros que pode ser antecipada, postecipada ou
simultânea, quer com a despesa, quer com o gasto;
RECEBIMENTO: importância recebida que pode ser antecipada, postecipada ou simultânea,
quer com a receita, quer com o rendimento.
DESPESA: constitui a obrigação de pagar algo a terceiros;
RECEITA: refere-se ao direito de receber algo de terceiros.
GASTO: componente negativa do resultado, que representa o valor dos consumos incorporados
no processo produtivo;
RENDIMENTO: componente positiva do resultado.
Para cada período:
Resultado do período = Rendimentos – Gastos
Gastos – consumo de recursos incorporados benefícios económicos
Rendimentos – afluxo de benefícios económicos
Se Rendimentos > Gastos Resultado > 0 ou LUCRO
Se Rendimentos < Gastos Resultado < 0 ou PREJUIZO
1.2.2 Objeto formal e dualidade
[Link] Objeto formal e dualidade
[Link]. Tipologia das transações
Objeto material da contabilidade
É o assunto sobre o qual se debruça
O seu campo de observação é a realidade económica
Objeto formal da contabilidade
É contituido pelo conhecimento, tanto qualitativo como quantitativo da
realidade económica, obtido com métodos específicos e instrumentos
próprios.
Métodos e instrumentos específicos visando:
Identificar – as operações, factos e acontecimentos que devem ser objeto de análise
contabilística (unidade de análise: as transações);
Reconhecer – incorporar a informação na contabilidade
Mensurar – atribuir uma quantia monetária ao facto que se vai contabilizar
Apresentar ou elaborar as demonstrações financeiras
Divulgar – complementar no Anexo a informação que consta nas demonstrações financeiras
A legislação (CSC) obriga as empresas a divulgar as suas contas
Relatório e contas
O relatório e contas inclui as demonstrações financeiras (DF)
As DF refletem a:
Posição financeira da empresa
Os resultados das suas operações
Objeto formal e dualidade
A análise dual
Princípio da Dualidade:
As partidas dobradas envolvem:
DUALIDADE: Análise de uma transação bidimensionalmente
DIGRAFIA OU PARTIDAS DOBRADAS: Traduz-se numa dupla classificação dentro de um
conjunto de classes e digrafia num duplo registo.
Princípio da Dualidade:
Análise em termos estáticos:
EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DO BALANÇO:
Aplicação de Fundos Aplicação de Fundos
Capital
Aplicação de Fundos Próprio
Passivo
Ativo
Recurso Controlado pela entidade como resultado de acontecimentos passados e dos quais se
esperam benefícios económicos futuros
Passivo
Obrigação presente de entidade proveniente de acontecimentos passados, da liquidação da
qual se espera que resulte um exfluxo de recursos da entidade incorporando benefícios
Património
Suponhamos que determinada entidade inicia a sua atividade comercial. Irá começar
por investir um determinado montante de dinheiro. Logo, inicialmente o único património
que possui será o dinheiro investido. No decurso da sua atividade irá aplicar esse dinheiro na
compra de outros bens (equipamentos/inventários) que lhe permita gerar os rendimentos
(vendas), rendimentos esses que irão gerar direitos sobre terceiros, se estes não pagarem no
imediato. Mas para comprar os bens aos fornecedores o empresário irá também contrair
obrigações para com terceiros, se também não pagar por eles no imediato.
Neste momento, de que forma se constituirá o seu património?
O seu património será igual ao valor dos bens, dos direitos menos as obrigações
contraídas.
Património: noção
Património = Bens + Direitos – Obrigações
Aos elementos que representam bens e direitos para a empresa damos o nome de elementos
patrimoniais ativos, constituindo o ATIVO.
Aos elementos do património que representam as obrigações para a empresa damos o nome de
elementos patrimoniais passivos, constituindo o PASSIVO.
Logo,
Património = Ativo – Passivo
Património é o conjunto de bens e direitos, deduzidos das obrigações de uma empresa, em
determinada data, devidamente valorizados e utilizados para atingir determinados objetivos.
Fórmula fundamental da contabilidade
Capital Próprio = Ativo – Passivo
Ativo = Capital Próprio + Passivo
Agregação dos elementos patrimoniais
Com o objetivo de melhorar a arrumação e facilitar a leitura do património, é comum agregar os
elementos patrimoniais em subconjuntos com características semelhantes a que chamamos de
CONTA.
CONTA: conjunto de elementos patrimoniais com características semelhantes, expressos
em unidades de valor.
Toda a conta tem que ter duas características:
1. Homogeneidade: cada conta deve conter elementos que tenham características comuns;
2. Integralidade: todos os elementos que apresentam características comuns devem fazer parte
da mesma conta.
Algumas contas do ATIVO
INVESTIMENTOS FINANCEIROS: ativos detidos por uma empresa para aumento de
riqueza através de distribuição (juros, dividendos), para valorização de capital ou para outros
benefícios destinados à empresa investidora, tais como os obtidos através de relações
comerciais.
PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO: propriedades (terreno ou um edifício – ou parte de
um edifício – ou ambos) detidas para obter rendas ou para valorização do capital ou para ambas
as finalidades, e não para: (a) uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para
finalidades administrativas ou (b) venda no curso ordinário do negócio.
ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS: itens tangíveis que: (a) sejam detidos para uso na produção ou
fornecimento de bens ou serviços, para arrendamento a outros, ou para fins administrativos; e
(b) se espera que sejam utilizados durante mais que um período.
ATIVOS INTANGÍVEIS: ativos não monetários identificáveis sem substância física.
MERCADORIAS: regista os activos adquiridos para serem vendidos e que se encontram, em
geral, no seu armazém. São as suas existências. Numa empresa industrial as existências seriam
constituídas por: matérias-primas, matérias subsidiárias, produtos acabados e intermédios,
subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos.
CLIENTES: regista os movimentos com os compradores de mercadorias, de produtos e de
serviços.
ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS: regista as dívidas de terceiros à empresa que
provenham de relações com o Estado, Autarquias Locais e outros entes públicos que tenham
características de impostos e taxas
ACIONISTAS/SÓCIOS: regista as dívidas de terceiros relacionadas com os acionistas/sócios.
OUTROS CONTAS A RECEBER E A PAGAR: dívidas de terceiros à empresa relacionadas
com outras operações com terceiros que não tenham cabimento com clientes, pessoal, EOEP e
acionistas ou noutras classes específicas.
INSTRUMENTOS FINANCEIROS: inclui todos os instrumentos financeiros que não sejam
caixa ou depósitos bancários que não incluam derivados que sejam mensurados ao justo valor,
cujas alterações sejam reconhecidas na demonstração dos resultados.
DEPÓSITOS À ORDEM: meios líquidos de pagamento que são pertença da empresa e se
encontram depositados à vista em instituições de crédito.
CAIXA: meios líquidos de pagamento, tais como notas, moedas que são propriedade da
empresa e se encontram nos seus cofres.
Algumas contas do PASSIVO
FORNECEDORES: regista os movimentos com os vendedores de bens e de serviços, com
exceção dos destinados aos investimentos da entidade.
ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS: dívidas ao Estado, Autarquias Locais e outros
entes públicos que tenham características de impostos e taxas.
ACIONISTAS/SÓCIOS: dívidas da empresa aos sócios/acionistas.
FINANCIAMENTOS OBTIDOS: dívidas de empréstimos que a empresa obtém junto de
instituições financeiras.
OUTROS CONTAS A RECEBER E A PAGAR: dívidas da empresa relacionadas com outras
operações com terceiros não tenham cabimento com fornecedores, pessoal, EOEP,
financiadores e acionistas ou noutras classes específicas.
Divisões da Contabilidade
1. Contabilidade Financeira
Fornece informação geral, sobre a empresa no seu todo
Informação sobretudo histórica
A informação financeira divulgada publicamente pelas entidades tem origem neste
subsistema
2. Contabilidade de Gestão (Contabilidade analítica ou de custos)
Fornece informação sobre os processos internos, por exemplo, resultados por produtos
e atividades
Permite um controlo mais pormenorizado sobre a contabilidade da empresa.
(Base voluntária; exigida no setor público administrativo – Educação e Saúde).
3. Contabilidade orçamental ou previsional
Disponibiliza informação prospetiva
Fundamentada em planos de atividade, em planos de investimento e previsões de
tesouraria
Permite de uma forma atempada reunir os recursos necessários para as ações planeadas
Exigida nos organismos do setor público administrativo
Contabilidade Financeira (Externa)
Contabilidade de Gestão (Interna)
Informação
externa
Sistema de
Sistema de informação
Informação da
da contabilidade de
contabilidade
gestão
financeira
Outra informação
da empresa
Contabilidade Externa
A Contabilidade Externa ou Financeira está dirigida a facilitar a informação aos agentes
económicos exteriores à empresa e cujos direitos de informação devem ficar garantidos na
Lei.
Trata dos princípios contabilísticos que todas as unidades económicas devem observar na
escrituração das suas operações e na elaboração dos quadros de informação económica e
financeira.
A Contabilidade Externa ou Financeira fornece informação ao nível da organização no seu
todo, como:
o conhecimento dos encargos com as remunerações dos colaboradores;
valores a receber dos clientes;
montante das vendas, etc.
As insuficiências da Contabilidade Financeira:
Preparação da informação com o objetivo do relato externo com ênfase na posição
financeira, desempenho e fluxos de caixa, numa perspetiva global da entidade;
A produção da informação é muito condicionada pelos aspetos fiscais e outras
imposições legais;
Não se quantifica o contributo de cada atividade ou produto para o resultado apurado;
O período de análise por excelência continua a ser o exercício económico, pelo que a
informação não apresenta a característica da tempestividade.
Contabilidade Interna
A Contabilidade Interna ou de Gestão visa o apuramento de resultados a nível mais elementar,
proporcionando informação por determinados segmentos da organização, nomeadamente:
Produto;
Canal de distribuição;
Por projeto;
Por cliente;
Por mercado, etc.
Em resumo, constitui um sistema de informação dirigido a facilitar o processo de tomada de
decisões por parte da gerência.
Características:
Está organizada em função das necessidades específicas de cada empresa e não está sujeita
a qualquer constrangimento de forma;
A Contabilidade de Gestão é destinada a servir todos os responsáveis da empresa qualquer
que seja a sua posição hierárquica;
Utiliza as informações da Contabilidade Financeira e dos documentos que lhe servem de
base;
Deve estar atualizada e fornecer as informações rapidamente;
Deve ser organizada para pôr em relevo as responsabilidades
Principais objetivos da Contabilidade Analítica
a) Valorização interna
Dos produtos acabados e intermédios;
Dos produtos e trabalhos em curso;
Dos trabalhos para a própria empresa.
b) Informação para o planeamento, controlo e avaliação do desempenho
Da produção.
Dos custos.
Dos resultados.
c) Informação relevante para a tomada de decisões
Fabricar, comprar ou alugar determinado equipamento?
Subcontratar ou produzir internamente?
Aceitar ou recusar determinada encomenda?
Escolha entre produções alternativas possíveis.
Escolha entre métodos de produção alternativos.
Qual a dimensão ótima da exploração? (...)
Contabilidade de Gestão versus Financeira
Uma comparação
Contabilidade Financeira Contabilidade de Gestão
1. Utilizadores Internos e externos em Internos (gestores)
decisões financeiras
2. Perspetiva temporal Histórica Futuras
Reflete as decisões passadas Informações para o futuro
3. Verificabilidade versus Enfase na verificabilidade Ênfase na relevância para
relevância planeamento/controlo
4. Precisão versus rapidez Enfase na precisão Ênfase na rapidez
5. Focus Na organização como um Em segmento de analise:
todo clientes/produtos
6. Harmonização e Forte – obrigatoriedade de Reduzida – depende das
requisitos legais seguir os p.c.g.a necessidades de inf.
Divisões da contabilidade
Privada Pública Nacional
Empresas Setor Público Administrativo Nação
Famílias Grupo de nações