Trabalho de Biologia
Doenças Parasitas: causas, sintomas e prevenção
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Trabalho de Biologia
Aluno: Natália Santiagode moura ________________________________
Turma: 3 ° A tec ________________________________
Professor(a):Ester _____________________________
Data de Entrega: 29/05/2025
Escola: __________________________________
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Este trabalho tem como objetivo abordar as principais doenças
parasitárias que acometem os seres humanos, analisando suas
causas, sintomas, formas de transmissão, diagnóstico, tratamento e
métodos de prevenção. A proposta é promover uma reflexão crítica e
aprofundada sobre a importância da saúde pública e da educação
sanitária como ferramentas de combate às doenças negligenciadas.
Índice
1. Introdução
2. Doença de Chagas
3. Giardíase
4. Toxoplasmose
5. Leishmaniose
6. Esquistossomose
7. Filariose
8. Ascaridíase
9. Teníase
10. Conclusão
11. Referências Bibliográficas
1. Introdução
As doenças parasitárias, embora muitas vezes esquecidas pela mídia
e pela sociedade, são um problema de saúde pública urgente,
especialmente em países em desenvolvimento. São doenças
silenciosas que atingem milhões de pessoas e estão diretamente
ligadas à pobreza, à falta de saneamento básico, à escassez de
informação e ao acesso limitado aos serviços de saúde.
Essas enfermidades são causadas por parasitas — organismos que
vivem em outro ser vivo e dele retiram seus nutrientes. Esses
parasitas podem ser protozoários, vermes ou outros agentes
microscópicos. Muitas vezes, seus ciclos de vida envolvem vetores
como mosquitos e caramujos, ou alimentos e águas contaminadas.
Conhecer essas doenças é um passo essencial para combatê-las. Este
trabalho traz um estudo detalhado de oito doenças parasitárias que
afetam o Brasil e o mundo, abordando aspectos científicos e
humanos, para conscientizar sobre a importância da prevenção, do
diagnóstico precoce e do tratamento adequado.
2. Doença de Chagas
Causa: O protozoário Trypanosoma cruzi, descoberto em 1909 por
Carlos Chagas.
Transmissor: O inseto conhecido como barbeiro.
Sintomas: Na fase aguda, febre, mal-estar, aumento do fígado e
coração. Na fase crônica, pode causar insuficiência cardíaca,
problemas digestivos e até a morte.
Transmissão: Fezes do barbeiro, transfusão sanguínea, alimentos
contaminados, transmissão vertical (da mãe para o bebê).
Diagnóstico: Sorologia e exames de sangue.
Tratamento: Benzonidazol e nifurtimox.
Prevenção: Evitar contato com barbeiros, melhorar a estrutura das
casas, triagem de sangue.
Impacto humano: Muitas pessoas são infectadas ainda na infância e
só percebem décadas depois, quando os danos cardíacos se tornam
irreversíveis. A desinformação e a negligência tornam essa doença
ainda mais perigosa.
3. Giardíase
Causa: Giardia lamblia, um protozoário microscópico.
Transmissão: Água contaminada, alimentos mal lavados, contato com
fezes de humanos e animais.
Sintomas: Diarreia crônica, gases, dor abdominal, desnutrição.
Diagnóstico: Exame de fezes com pesquisa de cistos.
Tratamento: Metronidazol ou tinidazol.
Prevenção: Filtrar e ferver a água, lavar as mãos e os alimentos.
Curiosidade: É uma das parasitoses mais comuns em crianças
pequenas, especialmente em creches e locais com água de má
qualidade.
4. Toxoplasmose
Causa: Protozoário Toxoplasma gondii.
Hospedeiro definitivo: Felinos (especialmente gatos).
Transmissão: Carne malcozida, contato com fezes de gatos
infectados, transmissão placentária.
Sintomas: Assintomática na maioria das pessoas, mas pode causar
danos neurológicos e oftalmológicos. Em gestantes, pode provocar
aborto ou malformações no feto.
Diagnóstico: Sorologia para detecção de anticorpos.
Tratamento: Pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.
Prevenção: Higienizar frutas e verduras, evitar carnes cruas, cuidado
com a manipulação da areia de gatos.
Nota social: Apesar de muito associada aos gatos, o verdadeiro perigo
está no manejo incorreto de alimentos contaminados. Gatos bem
cuidados dificilmente transmitem a doença.
5. Leishmaniose
Causa: Protozoários do gênero Leishmania.
Transmissor: Mosquito-palha (Lutzomyia).
Formas: Cutânea (feridas na pele) e visceral (afeta órgãos internos).
Sintomas: Feridas na pele que não cicatrizam, febre, emagrecimento,
anemia, aumento do fígado e baço.
Diagnóstico: Exame clínico, biópsias, testes laboratoriais.
Tratamento: Antimoniais, anfotericina B.
Prevenção: Controle ambiental, uso de repelentes, proteção de cães
com coleiras e vacinas.
Problema social: Muitas vítimas são crianças que vivem em áreas
próximas a matas ou terrenos baldios. O abandono de animais
infectados contribui para a propagação da doença.
6. Esquistossomose (Barriga d’água)
Causa: Verme Schistosoma mansoni.
Hospedeiro intermediário: Caramujo de água doce.
Transmissão: Contato da pele com água contaminada.
Sintomas: Coceira, diarreia, sangue nas fezes, aumento do fígado e
baço.
Diagnóstico: Exame de fezes e exames sorológicos.
Tratamento: Praziquantel.
Prevenção: Saneamento básico, controle do caramujo, evitar águas
contaminadas.
Importância: É uma das principais causas de internações por doenças
parasitárias no Brasil, especialmente na região Nordeste.
7. Filariose (Elefantíase)
Causa: Verme Wuchereria bancrofti.
Transmissor: Mosquitos Culex (pernilongos).
Sintomas: Inchaço extremo nos membros, dor, febre, inflamações.
Diagnóstico: Exames de sangue à noite (quando as microfilárias
circulam mais).
Tratamento: Dietilcarbamazina (DEC), ivermectina.
Prevenção: Controle do mosquito, uso de mosquiteiros, campanhas de
saúde pública.
Impacto social: Além da dor física, a elefantíase causa sofrimento
emocional devido à deformação dos membros e à exclusão social dos
afetados.
8. Ascaridíase
Causa: Ascaris lumbricoides, conhecida como lombriga.
Transmissão: Ingestão de alimentos ou água contaminada com ovos
do verme.
Sintomas: Dor abdominal, náuseas, vômitos, obstrução intestinal.
Diagnóstico: Exame de fezes.
Tratamento: Albendazol ou mebendazol.
Prevenção: Higiene alimentar, lavar as mãos, tratar a água.
Fato preocupante: A infecção por lombrigas é comum em crianças
que brincam em solo contaminado, como em áreas sem esgoto
tratado.
9. Teníase
Causa: Vermes Taenia solium (porco) e Taenia saginata (boi).
Transmissão: Ingestão de carne crua ou malcozida contendo larvas
(cisticercos).
Sintomas: Emagrecimento, dor abdominal, náuseas, presença de
segmentos do verme nas fezes.
Diagnóstico: Exame de fezes.
Tratamento: Praziquantel.
Prevenção: Cozinhar bem as carnes, inspeção sanitária, higiene
alimentar.
Curiosidade: Quando os ovos da Taenia solium são ingeridos, podem
causar cisticercose, uma condição grave que pode afetar o cérebro.
10. Conclusão
As doenças parasitárias não são apenas questões médicas, mas
também sociais e políticas. Elas nos mostram a importância da saúde
pública, da educação e da igualdade no acesso ao saneamento e aos
serviços de saúde. É necessário não apenas tratar os infectados, mas
investir em prevenção, informação e dignidade para as populações
vulneráveis.
11. Referências Bibliográficas
Ministério da Saúde. [Link]/saude
FIOCRUZ – Fundação Oswaldo Cruz. [Link]
Organização Mundial da Saúde. [Link]
Livros didáticos de Biologia – Ensino Médio
Organização Pan-Americana da Saúde. [Link]