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O que é um Controlador Lógico Programável?

O Controlador Lógico Programável (CLP) é um dispositivo eletrônico digital projetado para aplicações industriais, capaz de armazenar instruções e implementar funções como lógica e temporização. Com componentes como CPU, módulos de entrada e saída, e memória, os CLPs são utilizados em diversas indústrias para controlar máquinas e processos sob condições adversas. Sua programação pode ser realizada em várias linguagens, permitindo flexibilidade e adaptação a diferentes necessidades industriais.

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O que é um Controlador Lógico Programável?

O Controlador Lógico Programável (CLP) é um dispositivo eletrônico digital projetado para aplicações industriais, capaz de armazenar instruções e implementar funções como lógica e temporização. Com componentes como CPU, módulos de entrada e saída, e memória, os CLPs são utilizados em diversas indústrias para controlar máquinas e processos sob condições adversas. Sua programação pode ser realizada em várias linguagens, permitindo flexibilidade e adaptação a diferentes necessidades industriais.

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CLP

Controlador Lógico Programável segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas


Técnicas), é um equipamento eletrônico digital com hardware e software compatíveis com
aplicações industriais. Segundo a NEMA (National Electrical Manufacturers Association), é
um aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória programável para armazenar
internamente instruções e para implementar funções específicas, tais como lógica,
sequenciamento, temporização, contagem e aritmética, controlando, por meio de módulos
de entradas e saídas, vários tipos de máquinas ou processos.

(Com relação as similaridades com um PC, a principal diferença é que um CLP foi
projetado para trabalhar em condições industriais extremas e ambientes agressivos, de
forma a suportar poeira, temperaturas e vibrações. O CLP também possui a característica
de ser flexível e possibilita a inserção de módulos de entradas e saídas ou comunicação
para diferentes aplicações, permitindo a interface com vários dispositivos de chão de
fábrica)

(O desenvolvimento dos CLPs começou em 1968 em resposta a uma requisição da


Divisão Hidramática da General Motors.

A GM necessitava de um sistema de estado sólido, com flexibilidade de um computador,


mas que pudesse ser programado e mantido pelos engenheiros e técnicos na fábrica.

Era preciso também que suportasse o ar poluído, a vibração, o ruído elétrico e os


extremos de umidade e temperatura encontrados normalmente num ambiente industrial)

(Conceitos básicos:

Um Controlador Lógico Programável, também denominado CLP, é um aparelho eletrônico


digital com uma memória programável para o armazenamento de instruções, permitindo a
implementação de funções específicas, tais como: lógicas, seqüências temporizações e
contagens aritméticas; com o objetivo de controlar máquinas e processos.

Os CLPs são utilizados onde se exige tanto controles lógicos como seqüenciais, ou ambos
ao mesmo tempo.

Sua aplicação é generalizada em diferentes processos industriais, como : tratamento de


águas, calefação, climatização, controle de acesso, portas automáticas, distribuidores
automáticos, máquina de lavagem de veículos, máquina de acondicionamento,
embalagem e impressão, equipamentos médicos, manipuladores, acionamento de
bombas, construções mecânicas, manutenção, equipamentos têxteis, etc.)

Componentes:

CPU
A forma como o controlador lógico programável trabalha é descrita pela sua CPU, que
podemos chamar do cérebro do CLP. Este módulo tipicamente fica no slot ao lado da fonte
de alimentação ou até mesmo incorporado com a fonte de alimentação.

O CPU é composto por vários componentes como microprocessador, chip de memória,


interface de E/S e outros circuitos integrados para controlar a lógica e monitorar a
comunicação. Ele pode variar a velocidade de operação, sendo que a medida que a
velocidade de processamento aumenta, o preço também aumenta proporcionalmente.
(A Unidade Central de Processamento inclui os circuitos de controle da interpretação e
execução do programa em memória. Ela executa o programa do usuário, atualiza a memória
de dados e a memória-imagem das entradas e saídas)

Fonte de alimentação (O backplane ou rack com a fonte de alimentação)


O rack que tem a função de fornecer uma montagem física para as E/S’s bem como a
conexão elétrica dos barramentos entre os módulos. O barramento se refere ao
barramento de dados que estabelece um link de comunicação entre todos os módulos de
E/S e o controlador.

Geralmente nas entradas são ligados sensores analógicos ou digitais e comandos de


outros dispositivos. Já nas saídas são ligados atuadores. Assim, por exemplo, um sensor
pode enviar um sinal de comando para o CLP através de sua entrada, o CLP processa o
sinal e por sua vez e dá o comando através da saída que envia o sinal para um contator e
aciona um motor.

Como uma espinha dorsal humana, o rack tem um backplane por trás que dá o suporte
físico necessário para os módulos e cartões do CLP permitindo que todos os módulos se
comuniquem com a CPU ou processador através do barramento de dados. Este
barramento é muito importante para que o CLP acesse diretamente cada módulo
individualmente.

(O CLP recebe alimentação da rede elétrica local, em corrente alternada, e a transforma em


corrente contínua. Caso falte energia elétrica, a bateria mantém o programa do usuário para
não perder toda a programação, reiniciando o ciclo de trabalho quando retornar a energia)

Processador

O processador possui como tarefa principal a execução do programa realizado pelo usuário,
entretanto possui também outras tarefas, como o gerenciamento da comunicação e execução
dos programas de auto-diagnósticos. Existem atualmente CLP’s que utilizam mais de um
processador, conseguindo assim, dividir tarefas e com isso ganhar maior velocidade de
processamento e facilidade de programação.

Memória

O programa construído pelo usuário deve permanecer estável durante o funcionamento do


equipamento e deve ser fácil de ler, escrever ou apagar. Por isso é que para seu
armazenamento usam-se memórias tipo RAM ou EEPROM. No caso de serem usadas
memórias tipo RAM, será necessário também o uso de baterias, já que este tipo de memória
se apaga na ausência de alimentação. Como a velocidade exerce um papel importante na
velocidade de operação do CLP, são utilizadas memórias tipo RAM. Em síntese, a memória é
responsável pelo armazenamento de todas as informações necessárias ao funcionamento do
CLP.

(É uma memória de aplicação, que armazena o programa do usuário, nesta área entra-se com
o programa que se deseja executar em relação ao equipamento. A CPU processa este
programa, atualiza a memória de dados internos e imagem E/S e retorna novamente para esta
área de memória)

Módulo de Entradas de sinais discretos


É o tipo de módulo mais comum nas aplicações gerais de uma indústria, abrange uma
faixa definida de informação que é da natureza binária, como botões de comando, chaves
seletoras e sensores verdadeiro/falso. A informação entra no módulo de maneira
determinística de modo a indicar o estado de algum contato externo, ou informar a
presença ou ausência de alimentação no circuito em processo.

Módulo de Entrada de sinais analógicos

É o tipo de módulo de entradas mais recente no mercado e também o mais sofisticado


para aplicações que exigem valores precisos das amplitudes das leituras feitas pelos
sensores. Na prática, a entrada de sinais analógicos é de suma importância quando se fala
principalmente de processos que envolvem controle de temperatura, aferição de pressão e
medição de vazão, e em boa parte dos casos são os transmissores/transdutores que
tratam sinais dos sensores para posterior encaminhamento, geralmente na forma de
tensão ou corrente (normalmente 0-10V e 0-20mA respectivamente) para as entradas do
módulo do CLP. Com a informação analógica disponível nos bornes de entrada do módulo
do controlador, uma medida para discretizá-lo deve ser tomada para só então o
processamento ocorrer. De fato o que acontece é a transformação de um sinal analógico
(sinal de entrada) para um sinal digital por um conversor analógico-digital (A/D).

Os CLPs possuem limitações de tensão e corrente para que seus componentes não se
danifiquem. A tensão analógica de entrada dos módulos pode ser de dois tipos: unipolar e
bipolar. Os módulos unipolares podem receber apenas sinais de entradas que variam
positivamente; por exemplo, um sinal que varia entre 0V e 10V é um sinal unipolar. Sinais
bipolares oscilam entre um valor máximo negativo e um valor máximo positivo; por
exemplo, um sinal que varia entre -10V e 10V é um sinal bipolar. A resolução de um canal
de entrada analógico refere-se a menor variação da amplitude do sinal que pode ser
detectada e é representada pelo número de bits utilizado na representação do sinal

Módulo de Saídas de sinais discretos


Os módulos de saída discretos são utilizados para ligar ou desligar um dispositivo de
campo e podem ser usados para controlar qualquer dispositivo de dois estados
(ligado/desligado). Eles estão disponíveis nas versões CA e CC, com vários valores de
tensão e corrente, e podem funcionar através de transistor, triac ou relé na saída. As
saídas com triac só podem ser utilizadas para o controle de dispositivos CA, enquanto as
saídas com transistor, só para o controle de CC. O módulo de saída discreto utiliza os
relés eletromecânicos (bobina) como elemento de chaveamento. Esses relés na saída
podem ser utilizados com dispositivos CA ou CC, mas eles têm um tempo de chaveamento
bem menor comparado com o das saídas de estado sólido.

Módulo de Saídas de sinais analógicos

O módulo de saídas de sinais analógicos funciona basicamente de forma inversa ao módulo de


entrada. Ele recebe dados digitais do CPU, com sua representação binária de tamanho
referente à sua resolução; por exemplo um módulo de saída analógico de 12 bits pode enviar
para a sua saída 2¹² = 4096 valores distintos dentro de sua faixa de operação. Os dados
recebidos são convertidos proporcionalmente em um sinal analógico por meio de um
conversor digital-analógico (D/A). Os dispositivos comumente controlados por um módulo de
saída analógico são válvulas de controle, registradores gráficos, acionadores eletrônicos e
outros atuadores proporcionais (que respondem a sinais analógicos).

Módulos Alternativos

Existem vários tipos de módulos diferenciados, que não se limitam apenas a distinguir e
produzir valores discretos e analógicos, mas também a realizar funções diferenciadas. Entre
eles, temos:

Módulo contador de alta velocidade (para contar pulsos em velocidade não suportada pelo
processador do CLP);

Módulo Thumbweel (chave mecânica);

Módulo TTL (para a transmissão e recepção de sinais TTL);

Módulo contador decodificador (encoder);

Módulo Basic ou ASCII (funciona com programas escritos em Basic ou C);

Módulo para motor de passo;

Módulo de saída BCD (para operar dispositivos que exigem sinais com o código BCD, como
displays de sete segmentos);

Módulo PID (módulo proporcional-integral-derivativo para trabalhar com algoritmos PID);

Módulo de controle de movimento e posição (para controle de máquinas de alta precisão);

Módulo de comunicação serial.

Dispositivo de programação
É o dispositivo através do qual o programa é inserido na memória do processador, são
bastante utilizados para manutenção de CLP’s em campo. Apesar disto os computadores
pessoais são os dispositivos de programação mais utilizados devido ao monitor do
computador ser capaz de mostrar na tela mais lógicas que os dispositivos compactos,
facilitando a visualização.

Funções:

2 funções gráficas, 2 funções no método SFC, 2 funções textuais normalizadas pela IEC 61161-
3.

Linguagem FDB (Function Diagram Blocks) - Diagrama de Blocos de Funções:

 Muito usada na indústria de processos;


 Expressa o comportamento de funções, blocos funcionais e programas como um
conjunto de blocos gráficos interligados, como nos diagramas de circuitos eletrônicos;
 Se parece com um sistema em termos do fluxo de sinais entre elementos de
processamento.

Linguagem LD (Ladder Diagram) – Diagrama de Relês:


 Originou nos EUA;
 Baseada na representação gráfica da lógica de relês.

Linguagem Grafcet ou SFC (Sequential Function Chart):

 Descreve graficamente o comportamento sequencial de um programa de controle;


 É derivado das redes de Petri e da norma IEC 848 Grafcet. Consiste de “passos”,
interligados com blocos de “ações” e “transições”. Cada passo representa um estado
particular do sistema que está sendo controlado.

Linguagem IL (Instruction List) - Lista de Instrução:

 De origem européia;
 Semelhante ao Assembler.

Linguagem ST (Structured Text) – Texto Estruturado:

 Linguagem de alto nível, muito poderosa, com raízesAda, Pascal e C;


 Contém todos os elementos essenciais de uma linguagem moderna, incluindo
estruturas condicionais (IF - THEN - ELSE e CASE OF) e iterações (FOR, WHILE e
REPEAT).

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