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Urbanismo Renascentista e Cidades Ideais

O documento aborda a evolução do urbanismo da Idade Média ao Renascimento, destacando a transição de cidades fortificadas para um planejamento urbano mais racional e estético. O Renascimento trouxe um foco na geometria e na perspectiva, influenciando a construção de cidades ideais, como Sforzinda e Palmanova. A obra de Alberti e a criação de praças urbanas exemplificam a busca por um espaço urbano harmonioso e funcional.

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Urbanismo Renascentista e Cidades Ideais

O documento aborda a evolução do urbanismo da Idade Média ao Renascimento, destacando a transição de cidades fortificadas para um planejamento urbano mais racional e estético. O Renascimento trouxe um foco na geometria e na perspectiva, influenciando a construção de cidades ideais, como Sforzinda e Palmanova. A obra de Alberti e a criação de praças urbanas exemplificam a busca por um espaço urbano harmonioso e funcional.

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IDADE MÉDIA URBANISMO – CIDADE MEDIEVAL

A partir do século X várias aglomerações urbanas fortificadas foram criadas


 Novas aglomerações ou construção de muralhas em torno das cidades já existentes
 A maioria da população urbana vivia dentro de muralhas até o século XV

PASSAGEM PARA O RENASCIMENTO

• Muralhas ficaram obsoletas: tecnologia dos canhões - demolidas para dar lugar à
amplos boulevards ( vias largas – com preocupação paisagística) – (processo
iniciado em Paris)

• Em várias cidades da Europa, a elite enriquecida construía grandiosos palácios


e outras estruturas.
• A maior cidade da Idade Média foi Veneza com 70 mil a 100 mil habitantes.
• Paris em 1200 ultrapassa com 150 mil.
• Londres : maior cidade Européia do Renascimento.
• Na China – Hong Kong e Shangai possuíam aproxim. 350.000 habitantes
RENASCIMENTO
Período de desenvolvimento da civilização Européia que compreende os séculos XIV
e XVI (1330 e 1650). Teve início na península Itálica, nas cidades de intensas atividades
culturais, como Florença, Roma e Veneza, alastrando-se por toda a Europa.

 O comércio com o oriente e o enriquecimento de comerciantes europeus,


 Mecenato: financiamento da produção artística: escultores, pintores,
arquitetos, músicos, escritores, etc
 Impulso nas artes e ciências, reafirmação da autoridade política

Itália durante o Renascimento


RENASCIMENTO HUMANISMO RENASCENTISTA
 FLORENÇA - Berço do  PÁDUA: - centro de estudos da
Renascimento - domínio do comércio
medicina e fenômenos naturais.
e das atividades financeiras, nas artes
e ofícios.  Corrente Aristotélica: crença na
 Platonismo: conhecimento rigoroso supremacia natural da razão.
das leis e propriedades da natureza  Não negavam a existência de Deus.
/transição harmonica nas obras de  Foco nas preocupações terrenas.
arte pela elaboração matemática
precisa.

Ideal do homem: poeta, filósofo, mecenas,


diplomata...
RENASCIMENTO URBANISMO UTÓPICO - CIDADE IDEAL

"A cidade deve constituir-se


com o objetivo do prazer
austero da geometria."
ALBERTI

O ideal renascentista
concentra-se na forma
geométrica, o projeto das
cidades radiocêntrico, a
partir do círculo, quadrado,
ou polígiono regular.

A Cidade do Sol – (Campanella) exemplo do urbanismo utópico,


O símbolo ancestral do Sol representa a natureza da cidade perfeita
RENASCIMENTO URBANISMO UTÓPICO - CIDADE IDEAL

Sforzinda - 1450
Antonio Averulino (Filarete)

Diferentes concepções Renascentistas da cidade ideal: 1. La Sforzinda by


Filarete (1460 – 1465); 2. Fra Giocondo (Giovanni of Verona), c. 1433 – 1515 ; 3.
Girolamo Magi (or Maggi) (c. 1523 – c. 1572) (1564); 4. Giorgio Vasari (1598); 5.
Antonio Lupicini (c. 1530 – c. 1598); 6. Daniele Barbaro (1513 – 1570); 7. Pietro
Cattaneo (1537 – 1587); 8/9; Francesco di Giorgio Martini (1439 – 1502).
RENASCIMENTO URBANISMO UTÓPICO - CIDADE IDEAL

Fortaleza de PALMANOVA - Sacamozi – 1593


Rede geométrica de ruas e caminhos.
Ênfase no ponto central traçado radial – praça e
sede do poder.
RENASCIMENTO URBANISMO UTÓPICO - CIDADE IDEAL
Biaggio Rossetti desenhou a expansão de Ferrara - a
primeira intervenção de urbanismo moderno - 1470
As ideias expandem-se por toda a Europa no inicio do
século XVII até ao movimento moderno.
RENASCIMENTO URBANISMO UTÓPICO- CIDADE IDEAL

Neuf-Brisach é uma comuna francesa – Alsácia


Forma octogonal- traçado interno ortogonal.
RENASCIMENTO ESPAÇO URBANO
RENASCIMENTO ESPAÇO URBANO
PERSPECTIVA: instrumento de projeto
Regras e desenho de fácil assimilação, análise objetiva do espaço, relações
proporcionais.
FORMA ANALÍTICA E OBJETIVA
edifício não mais domina o indivíduo.
indivíduo apreende suas relações espaciais e domina o espaço e o edifício
(medida do homem)
RENASCIMENTO ESPAÇO URBANO
Alberti retoma o problema da cidade ideal:

A teoria albertinana da cidade:


União de novas concepções urbanísticas com a antiga, de estrutura medieval
A cidade é formulada a partir de fatores climáticos.
Tratado : de re aedificatoria - 1452
As ruas estão divididas em 3 categorias:

 Rurais: largas e retas e o mais curta possível, e Urbanas: por serem nobres e
poderosas, é justo que sejam largas e retas para valorizarem seu entorno.
 Secundárias : estreitas para transmitirem aconchego e proteger as edificações do
sol, e moradores contra inimigos, levemente curvilíneas, e devem se ligar com as
ruas principais, formando linhas diagonais nos pontos de convergência.
 Funcionais: exercem funções dentro da cidade. Ex: a rua que conduz ao templo, ou
a rua que leva ao trabalho e assim por diante.
RENASCIMENTO ESPAÇO URBANO
Recomendações gerais de Alberti

• As ruas devem estar bem empedradas e limpas ao extremo.


• Todos os edifícios devem estar alinhados ter continuidade e mesma altura.
• Deve-se prever espaços públicos

• A perspectiva que organiza o espaço


em linhas matemáticas dentro de
dois planos, era apresentada como
uma “construção” geométrica
“correta” se transforma em
instrumento de retificação e
construção dos cenários urbanos.

• A Perspectiva de uma praça


representa as proporções
matemáticas da praça, a forma
perfeita circular apresentada na
igreja central, a regularidade dos
pequenos palácios nas margens.
RENASCIMENTO ESPAÇO URBANO
RENASCIMENTO

Em algumas cidades foi ensaiado um


urbanismo sob os novos conceitos, mas é
em Roma o espaço urbano idealizado no
Renascimento mais se concretiza.
RENASCIMENTO URBANISMO – FLORENÇA
• Florença situada a 230 km de Roma
área de 105 km². Fundada por motivos
comerciais e militares.

• O centro da cidade pouco mudou desde os


séculos XIII e XV.

• Conserva-se o traçado das antigas ruas que


cruzavam o núcleo urbano.

• No século XX muitas medidas foram


tomadas para proteger o acervo cultural e
artístico.
RENASCIMENTO URBANISMO – FLORENÇA

Tipologia de quadra e
arquitetônica
padrão da área central
RENASCIMENTO ESPAÇO
URBANO – PRAÇA
Homogeneização e sistematização do espaço urbano
Ordenação racional e geométrica
Concepção de salão ao ar livre
Articulação pela repetição de esquema de 3 arcos – do térreo, primeiro pavimento e
menor

Praça Ducal de Vigevano – Leonardo da Vinci


RENASCIMENTO ESPAÇO URBANO – PRAÇA
A perspectiva preside a construção da praça - pela ênfase das linhas horizontais e
sua posição
Permeabilidade visual e física dos edifícios com a praça- através das arcadas das
galerias

Praça Ducale – Vigevano - 1498


RENASCIMENTO ESPAÇO URBANO – PRAÇA
• A praça é definida pela arquitetura
Imposta sobre o tecido medieval

• Arcos repetidos e galerias homogeinizam o


espaço urbano

• Mercado e centro social = nove acessos

• Permeabilidade visual e física dos edifícios


com a praça- através das arcadas das galerias
RENASCIMENTO ESPAÇO URBANO – PRAÇA

Piazza del campo – Siena - 1293

Mercado e centro social


Onze acessos,
Forma irregular: definida pela arquitetura
desenvolvida ao logo do tempo
RENASCIMENTO ESPAÇO URBANO – PRAÇA

Plaza Mayor – Madri – 1620

Uso original de mercado – dez acessos


Local de comércio e festas
Definida pelo tecido urbano e arquitetura
Forma derivada de ideais renascentistas
e domínio civil
RENASCIMENTO ESPAÇO URBANO – PRAÇA

Place Des Voges, Paris –


1612

Primeiro exemplo de espaço urbano renascentista em


Paris
Inspiração na Piazza Ducale de Vigevano.
Espaço puro, unificado: formalmente específica e finita;
Funcionalmente: genérica e flexível, pois não possui
edifício público como foco.
Praça residencial separada do tráfego.
RENASCIMENTO ESPAÇO URBANO – PRAÇA

FORMA ANALÍTICA E OBJETIVA


edifício não mais domina o indivíduo.
indivíduo apreende suas relações
espaciais e domina o espaço e o
edifício (medida do homem)

Praça do Campidoglio
Michelangelo

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