Matemática: Fundamentos e Aplicações
Matemática: Fundamentos e Aplicações
UNESPAR
Matemática
Porcentagem................................................................................................................... 1
Regra de três simples e composta.................................................................................. 3
Equações de primeiro e segundo graus.......................................................................... 4
Trigonometria no triângulo retângulo............................................................................... 9
Matemática
Geometria plana.............................................................................................................. 11
Geometria espacial......................................................................................................... 24
Funções: afim, quadrática e exponencial........................................................................ 34
MATÉRIA
Sistema lineares.............................................................................................................. 45
Questões......................................................................................................................... 49
Gabarito........................................................................................................................... 56
Porcentagem
O termo porcentagem se refere a uma fração cujo denominador é 100, representada pelo símbolo (%). Seu
uso é tão comum que a encontramos em praticamente todos os aspectos do dia a dia: nos meios de comunica-
ção, em estatísticas, nas etiquetas de preços, nas máquinas de calcular, e muito mais.
A porcentagem facilita a compreensão de aumentos, reduções e taxas, o que auxilia na resolução de exer-
cícios e situações financeiras cotidianas.
Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determinado valor, podemos calcular o novo valor multipli-
cando esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por 1,20, e
assim por diante. Veja a tabela abaixo:
Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação = 1 - taxa de desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:
Desconto Composto
O desconto composto é aplicado de forma que a taxa de desconto incide sobre o valor já descontado no
período anterior. Para calcular o novo valor após vários períodos de desconto, utilizamos a fórmula:
Vn = V0 × (1 - taxa)n
1
Onde:
• Vn é o valor após n períodos de desconto.
• V0 é o valor original.
• Taxa é a taxa de desconto por período em forma decimal.
• n é o número de períodos.
Exemplo: Se aplicarmos um desconto composto de 10% ao valor de R$100,00 por dois períodos, teremos:
100 × 0,90 × 0,90 = R$ 81,00
Lucro
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e venda a diferença entre o preço de venda e
o preço de custo.
Lucro = preço de venda - preço de custo
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas:
Exemplo
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse
total está com gripe. Se x% das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.
Resolução
45------100%
X-------60%
X=27
2
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se todos os meninos estiverem gripados, assim
apenas 2 meninas estão.
Resposta: C.
A regra de três é uma ferramenta matemática essencial que permite resolver problemas que envolvem a
proporcionalidade direta ou inversa entre grandezas. Seja no planejamento de uma receita de cozinha, no cál-
culo de distâncias em um mapa ou na gestão financeira, a regra de três surge como um método prático para
encontrar valores desconhecidos a partir de relações conhecidas.
400 ----- 3
480 ----- X
VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3↑
480 ↓ ----- X↑
Obs.: como as setas estão invertidas temos que inverter os números mantendo a primeira coluna e inver-
tendo a segunda coluna ou seja o que está em cima vai para baixo e o que está em baixo na segunda coluna
vai para cima
VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3↓
480 ↓ ----- X↓
480x=1200
X=25
3
REGRA DE TRÊS COMPOSTA
Regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou inversamente
proporcionais.
Exemplos:
1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m³ de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão neces-
sários para descarregar 125m³?
Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as grandezas de mesma espécie e, em cada linha,
as grandezas de espécies diferentes que se correspondem:
EQUAÇÃO DO 1° GRAU
Na Matemática, uma equação é uma igualdade que envolve uma ou mais incógnitas. O grau de uma equação
é determinado pelo maior expoente da incógnita. Assim, se o maior expoente for 1, a equação será de 1º grau;
se o maior expoente for 2, será de 2º grau; e se o maior expoente for 3, será de 3º grau.
Exemplos:
4x1 + 2 = 16 (equação do 1º grau)
4
x² + 2x + 4 = 0 (equação do 2º grau)
x³ + 2x² + 5x – 2 = 0 (equação do 3º grau)
No caso da equação do 1º grau, a forma geral é:
ax + b = 0
Onde:
• a e b são números reais, com a ≠ 0 (ou seja, a não pode ser zero);
• x é a incógnita, o valor que queremos encontrar.
É importante ressaltar que uma equação é composta por dois membros:
• O primeiro membro é o lado esquerdo da igualdade
• O segundo membro é o lado direito da igualdade.
x=2
Portanto, o valor de x é 2.
Exemplo: −3x = 9
5
Aqui, temos -3x, onde o coeficiente de x é negativo. Será necessário tornar o coeficiente positivo, multiplicando
ambos os lados por -1:
−3x . (−1) = 9 . (−1)
3x = −9
Agora, x está sendo multiplicado por 3. Para isolar a incógnita, dividimos ambos os lados por 3:
x = -3
Portanto, o valor de x é -3.
EQUAÇÃO DO 2° GRAU
Uma equação do segundo grau é qualquer equação que pode ser escrita na forma:
ax2 + bx + c = 0
Onde:
• a, b e c são números reais (com a ≠ 0, já que a equação deixaria de ser de 2º grau se a = 0).
• x é a incógnita, cujo valor ou valores devem ser encontrados.
Fórmula de Bhaskara
A Fórmula de Bhaskara se baseia no discriminante, representado pela letra grega Δ, e é dada pela fórmula:
Uma vez calculado o valor de Δ, as raízes da equação podem ser encontradas pela fórmula:
Onde o símbolo ± indica que será necessário calcular duas soluções, uma com o sinal positivo e outra com
o sinal negativo.
Exemplo: Encontre as raízes da equação 4x² –4x –24 = 0
Passo 1: Identificar os coeficientes:
6
• a=4
• b = −4
• c = −24
Passo 2: Calcular o discriminante
Δ = (−4)2−4⋅4⋅(−24)
Δ=16+384=400
Passo 3: Aplicar a Fórmula de Bhaskara:
Soma e Produto
O método da soma e produto é uma alternativa mais prática quando as raízes da equação são números
inteiros. Ele se baseia na relação entre as raízes x1 e x2, a soma e o produto dessas raízes:
• A soma das raízes é igual a −b/a.
• O produto das raízes é igual a c/a.
Ou seja,
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Tipos de Equações do 2º Grau
Há dois tipos de equações do 2º grau:
− Equação do 2º grau completa: É aquela que possui todos os coeficientes diferentes de zero, ou seja, a, b
e c estão presentes na equação. O método mais indicado para esse tipo de equação é a Fórmula de Bhaskara.
− Equação do 2º grau incompleta: Uma equação do 2º grau é chamada incompleta quando um ou mais
coeficientes b ou c são iguais a zero.
1) Quando b = 0
Neste caso, a equação tem a forma:
ax2 + c = 0
O coeficiente b está ausente, o que significa que não há um termo em x. Aqui, a resolução é mais direta:
isolamos x2 e, em seguida, encontramos as raízes extraindo a raiz quadrada de ambos os lados.
Exemplo: Resolver 3x2 −12 = 0.
Passo 1: Isolamos o termo x2:
3x2 = 12
Passo 2: Dividimos ambos os lados por 3:
x2 = 4
Passo 3: Extraímos a raiz quadrada dos dois lados. Lembrando que existem duas soluções possíveis para
x, uma positiva e outra negativa:
x = ±√4
x = ±2
Portanto, as soluções são x1 = 2 e x2 = −2.
2) Quando c = 0
Neste caso, a equação tem a forma:
ax2 + bx = 0
Aqui, o coeficiente c está ausente, o que nos permite colocar o fator comum x em evidência. Isso transforma
a equação em um produto de dois termos iguais a zero. Em seguida, resolvemos cada fator separadamente.
Exemplo: Resolver 2x2 + 5x = 0.
Passo 1: Colocamos x em evidência:
x(2x + 5) = 0
Passo 2: Agora, para que o produto seja zero, um dos fatores deve ser igual a zero. Assim, temos duas
possibilidades:
x = 0 ou 2x +5 = 0
Passo 3: Resolva a segunda equação para encontrar a outra solução:
2x = −5
x = −5/2
Portanto, as soluções são x1 = 0 e x2 = −5/2
8
3) Quando b = 0 e c = 0
Neste caso, a equação tem a forma mais simples de todas:
ax2 = 0
Aqui, tanto b quanto c são iguais a zero. A solução é ainda mais direta, pois basta dividir ambos os lados por
a e, em seguida, extrair a raiz quadrada de zero.
Exemplo: Resolver 3x2 = 0.
Passo 1: Dividimos ambos os lados por 3:
x2 = 0
Passo 2: Extraímos a raiz quadrada de ambos os lados:
x = √0
x=0
Portanto, a única solução é x = 0.
Trigonometria é a parte da matemática que estuda as relações existentes entre os lados e os ângulos dos
triângulos.
No triângulo retângulo
Em todo triângulo retângulo os lados recebem nomes especiais. O maior lado (oposto do ângulo de 90°) é
chamado de Hipotenusa e os outros dois lados menores (opostos aos dois ângulos agudos) são chamados de
Catetos. Deles podemos tirar as seguintes relações: seno (sen); cosseno (cos) e tangente.
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Exemplo:
(FUVEST) A uma distância de 40 m, uma torre é vista sob um ângulo , como mostra a figura.
Sabendo que sen20° = 0,342 e cos20° = 0,940, a altura da torre, em metros, será aproximadamente:
(A) 14,552
(B) 14,391
(C) 12,552
(D) 12,391
(E) 16,552
Resolução:
Observando a figura, nós temos um triângulo retângulo, vamos chamar os vértices de A, B e C.
Como podemos ver h e 40 m são catetos, a relação a ser usada é a tangente. Porém no enunciado foram
dados o sen e o cos. Então, para calcular a tangente, temos que usar a relação fundamental:
Resposta: A
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Valores Notáveis
Considere um triângulo retângulo BAC. Em resumo temos:
Se dois ângulos são complementares, então o seno de um deles é igual ao cosseno do complementar. As
tangentes de ângulos complementares são inversas.
Geometria plana
A geometria durante muito tempo foi a principal área desenvolvida da matemática, isso se deve aos seus
conceitos abordados que são originados de elementos concretos. Sua principal fonte foi, durante muitos anos,
o livro Elementos de Euclides (300 a.C.).
Mesmo assim, não conseguimos construir uma reta perfeita, assim como um círculo e um quadrado, que não
existem em nosso mundo, já que esses elementos possuem apenas duas dimensões, enquanto nós possuímos
três.
POSTULADOS E TEOREMAS
Nesse primeiro momento, iremos estudar os principais fundamentos da geometria, definidos por Euclides em
sua obra “Elementos”. Essa geometria a partir de postulados, axiomas e teoremas ganha o nome de geometria
euclidiana.
Comecemos então por certos elementos que não possuem uma definição certa, chamados de entes
primitivos. São eles:
• Ponto:
– Adimensional (0 dimensões);
– Não possui largura, altura ou profundidade;
– O ponto é representado por letras latinas maiúsculas: A, B, R, P, Z ,entre outras.
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• Reta:
– Unidimensional (1 dimensão);
– Possui apenas largura;
– A reta é representada por letras latinas minúsculas: r, s, t, x, entre outras.
• Plano:
– Bidimensional (2 dimensões);
– Possui largura e profundidade;
II - Pode-se prolongar uma reta finita de modo contínuo em uma reta infinita de modo único:
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III - Dado um centro e um raio, constrói-se um círculo:
ÂNGULOS
Define-se como a interseção de duas semirretas que compartilham uma origem comum.
Componentes de um ângulo
– Lados: referem-se às semirretas OA e OB.
– Vértice: corresponde ao ponto onde as semirretas se encontram, neste caso, o ponto O.
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Ângulo Agudo
Define-se como um ângulo cuja amplitude é inferior a 90 graus.
Ângulo Central
– Na circunferência: refere-se ao ângulo que tem seu vértice localizado no centro da circunferência;
– No polígono: descreve-se como o ângulo formado com vértice no centro de um polígono regular,
estendendo-se seus lados até alcançar vértices consecutivos do polígono.
Ângulo Circunscrito: é um ângulo formado por lados que são tangentes à circunferência, com o vértice
localizado fora da mesma.
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Ângulo Raso
Este é um ângulo que mede exatamente 180 graus;
Caracteriza-se por ter lados que são semirretas opostas entre si.
Ângulo Reto
É um ângulo que possui uma medida de 90 graus;
É formado por lados que se intersectam em ângulos perpendiculares.
Ângulos Complementares: são dois ângulos cuja soma de suas medidas é de 90 graus.
Ângulos Replementares: dois ângulos são considerados replementares quando a soma de suas medidas
é de 360 graus.
Ângulos Suplementares: são dois ângulos cuja soma das suas medidas é de 180 graus.
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Ângulos Congruentes: são ângulos que têm a mesma medida.
Ângulos Opostos pelo Vértice: são formados quando duas linhas se cruzam, sendo iguais em medida
Por exemplo, os ângulos AÔB e BÔC, AÔB e AÔC, bem como BÔC e AÔC, formam pares de ângulos
consecutivos.
Os ângulos AÔB e BÔC exemplificam ângulos adjacentes.
POLÍGONOS
Polígonos são linhas fechadas formadas apenas por segmentos de reta que não se cruzam. Ou seja, são
figuras geométricas planas formadas por lados, que, por sua vez, são segmentos de reta.
Elementos de um polígono
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• Ângulos externos: ângulos formados por um lado e pelo prolongamento do lado a ele consecutivo.
Classificação
Os polígonos são classificados de acordo com o número de lados, conforme a tabela.
Fórmulas
Diagonais de um vértice: dv = n – 3.
Total de diagonais:
Soma dos ângulos internos: Si = (n – 2).180°.
Soma dos ângulos externos: para qualquer polígono o valor da soma dos ângulos externos é uma constan-
te, isto é, Se = 360°.
Polígonos Regulares
Um polígono é chamado de regular quando tem todos os lados congruentes (iguais) e todos os ângulos
congruentes. Para os polígonos regulares temos as seguintes fórmulas, além das quatro acima:
Ângulo interno:
Ângulo externo:
Semelhança de Polígonos
Dois polígonos são semelhantes quando os ângulos correspondentes são congruentes e os lados corres-
pondentes são proporcionais.
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Exemplo:
Um joalheiro recebe uma encomenda para uma joia poligonal. O comprador exige que o número de diago-
nais seja igual ao número de lados. Sendo assim, o joalheiro deve produzir uma joia:
(A) Triangular
(B) Quadrangular
(C) Pentagonal
(D) Hexagonal
(E) Decagonal
Resolução:
Sendo d o número de diagonais e n o número de lados, devemos ter:
Resposta: C
QUADRILÁTEROS
Quadrilátero é um polígono que satisfaz as seguintes propriedades:
- Tem 4 lados.
- Tem 2 diagonais.
- A soma dos ângulos internos Si = 360º
- A soma dos ângulos externos Se = 360º
Tipos de quadriláteros
• Trapézio: 2 lados paralelos. Nesse caso abaixo, AB é paralelo a DC.
Área = [(B + b) . h]⁄2, onde B é a medida da base maior, b é a medida da base menor e h é medida da altura.
• Losango: 4 lados congruentes
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Área = (D . d)⁄2, onde D é a medida da diagonal maior e d é a medida da diagonal menor.
• Retângulo: 4 ângulos retos (90º graus)
Observações:
- No retângulo e no quadrado as diagonais são congruentes (iguais)
- No losango e no quadrado as diagonais são perpendiculares entre si (formam ângulo de 90°) e são bisse-
trizes dos ângulos internos (dividem os ângulos ao meio).
TRIÂNGULOS
Um triângulo é uma figura geométrica planas formada por três segmentos de reta que se encontram em três
pontos não alinhados, chamados vértices, e que formam três ângulos internos.
Cevianas
Uma ceviana é qualquer segmento de reta traçado de um vértice de um triângulo até um ponto no lado
oposto (ou no prolongamento deste lado). Vejamos os tipos principais de cevianas:
• Mediana
A mediana de um triângulo é um segmento de reta que liga um vértice ao ponto médio do lado oposto. Todo
triângulo tem três medianas.
Na figura, AM é uma mediana do ∆ABC.
• Bissetriz interna
A bissetriz interna de um triângulo é o segmento que divide um ângulo interno em duas partes iguais e se
estende do vértice desse ângulo até o ponto de interseção com o lado oposto. Todo triângulo tem três bissetri-
zes internas.
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Na figura, AS é uma bissetriz interna do ∆ABC.
• Altura
A altura de um triângulo é o segmento que liga um vértice a um ponto da reta suporte do lado oposto e é
perpendicular a esse lado. Todo triângulo tem três alturas.
Na figura, AH é uma altura do ∆ABC.
• Mediatriz
A mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular a esse segmento pelo seu ponto médio.
Na figura, a reta m é a mediatriz de AB.
Logo, a mediatriz de um triângulo é uma reta do plano do triângulo que é mediatriz de um dos seus lados.
Todo triângulo tem três mediatrizes.
Na figura, a reta m é a mediatriz do lado BC do ∆ABC.
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Classificação
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• Triângulo obtusângulo: tem um ângulo obtuso
Condição de Existência
Para que três segmentos formem um triângulo, é necessário que a soma de dois lados seja sempre maior
que o terceiro:
SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS
Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, os seus ângulos internos tiverem, respectivamente, as
mesmas medidas, e os lados correspondentes forem proporcionais.
Casos de Semelhança
• 1º Caso: AA(ângulo - ângulo)
Se dois triângulos têm dois ângulos congruentes de vértices correspondentes, então esses triângulos são
congruentes.
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• 2º Caso: LAL(lado - ângulo - lado)
Se dois triângulos têm dois lados correspondentes proporcionais e os ângulos compreendidos entre eles
congruentes, então esses dois triângulos são semelhantes.
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PERÍMETROS E ÁREAS
A seguir, exploraremos as fórmulas necessárias para calcular o perímetro e a área de diferentes figuras
geométricas planas, como triângulos, quadrados, retângulos, círculos e outros polígonos, aprofundando nosso
entendimento dessas importantes propriedades.
− Perímetro: Medida total do contorno de uma figura geométrica, somando o comprimento de todos os seus
lados.
− Área: Medida da superfície interna de uma figura geométrica, indicando seu tamanho.
Geometria espacial
Aqui trataremos tanto das figuras tridimensionais e dos sólidos geométricos. O importante é termos em
mente todas as figuras planas, pois a construção espacial se dá através da junção dessas figuras. Vejamos:
DIEDROS
Sendo dois planos secantes (planos que se cruzam) π e π’, o espaço entre eles é chamado de diedro. A
medida de um diedro é feita em graus, dependendo do ângulo formado entre os planos.
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POLIEDROS
São sólidos geométricos ou figuras geométricas espaciais formadas por três elementos básicos: faces,
arestas e vértices. Chamamos de poliedro o sólido limitado por quatro ou mais polígonos planos, pertencentes
a planos diferentes e que têm dois a dois somente uma aresta em comum. Veja alguns exemplos:
Os polígonos são as faces do poliedro; os lados e os vértices dos polígonos são as arestas e os vértices do
poliedro.
Um poliedro é convexo se qualquer reta (não paralela a nenhuma de suas faces) o corta em, no máximo,
dois pontos. Ele não possuí “reentrâncias”. E caso contrário é dito não convexo.
Relação de Euler
Em todo poliedro convexo sendo V o número de vértices, A o número de arestas e F o número de faces,
valem as seguintes relações de Euler:
Poliedro Fechado: V – A + F = 2
Poliedro Aberto: V – A + F = 1
Para calcular o número de arestas de um poliedro temos que multiplicar o número de faces F pelo número
de lados de cada face n e dividir por dois. Quando temos mais de um tipo de face, basta somar os resultados.
A = n.F/2
Poliedros de Platão
Eles satisfazem as seguintes condições:
- todas as faces têm o mesmo número n de arestas;
- todos os ângulos poliédricos têm o mesmo número m de arestas;
- for válida a relação de Euler (V – A + F = 2).
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Poliedros Regulares
Um poliedro e dito regular quando:
- suas faces são polígonos regulares congruentes;
- seus ângulos poliédricos são congruentes;
Por essas condições e observações podemos afirmar que todos os poliedros de Platão são ditos Poliedros
Regulares.
Exemplo:
(PUC/RS) Um poliedro convexo tem cinco faces triangulares e três pentagonais. O número de arestas e o
número de vértices deste poliedro são, respectivamente:
(A) 30 e 40
(B) 30 e 24
(C) 30 e 8
(D) 15 e 25
(E) 15 e 9
Resolução:
O poliedro tem 5 faces triangulares e 3 faces pentagonais, logo, tem um total de 8 faces (F = 8). Como cada
triângulo tem 3 lados e o pentágono 5 lados. Temos:
Resposta: E
Não Poliedros
Os sólidos acima são. São considerados não planos pois possuem suas superfícies curvas.
Cilindro: tem duas bases geometricamente iguais definidas por curvas fechadas em superfície lateral curva.
Cone: tem uma só base definida por uma linha curva fechada e uma superfície lateral curva.
Esfera: é formada por uma única superfície curva.
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PLANIFICAÇÕES DE ALGUNS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS
Fonte: [Link]
25C3%25A3o%2Bfiguras%2Bgeom%25C3%[Link]
VOLUMES E ÁREAS
Os sólidos geométricos estão presentes em diversas formas ao nosso redor, desde objetos cotidianos até
grandes estruturas arquitetônicas. Compreender como calcular suas áreas e volumes é essencial para medir,
construir e otimizar espaços.
• Cilindros
Considere dois planos paralelos, α e β, e um círculo de centro O contido em um dos planos. Seja s uma reta
que intercepta ambos os planos. Um cilindro pode ser definido como o sólido gerado pela reunião de todos os
segmentos de reta paralelos a s, cujas extremidades pertencem ao círculo em um plano e ao outro plano.
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Classificação de Cilindros
– Cilindro Reto (ou de Revolução): Um cilindro é classificado como reto quando as geratrizes (segmentos
que unem os pontos correspondentes das bases) são perpendiculares ao plano das bases.
– Cilindro Equilátero: Um cilindro reto é chamado de equilátero quando sua altura (h) é igual ao dobro do
raio da base (r), ou seja, h = 2r.
– Cilindro Oblíquo: Um cilindro é classificado como oblíquo quando as geratrizes são inclinadas em rela-
ção ao plano das bases, ou seja, não são perpendiculares. Nesse caso, as faces laterais formam um ângulo
diferente de 90° com o plano da base.
Onde:
▪ r é o raio da base.
– Área Lateral (Sl): É a área da superfície lateral do cilindro, equivalente ao “retângulo” obtido ao desenrolar
a lateral. A fórmula é:
Onde:
▪ r é o raio da base.
▪ h é a altura do cilindro.
– Área Total (St): A soma da área lateral e das duas bases:
– Volume: O volume de um cilindro é calculado como o produto da área da base pelo valor da altura. A
fórmula é:
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• Cones
Considere um plano α contendo um círculo e um ponto V que não pertence ao plano α. A figura geométrica
formada pela reunião de todos os segmentos de reta que têm uma extremidade no ponto V e a outra em qual-
quer ponto do círculo é denominada cone circular. O ponto V é chamado de vértice do cone, e o círculo no plano
α é denominado base do cone.
Classificação de Cones
– Cone Reto (ou de Revolução): Um cone é classificado como reto quando o eixo (VO) que une o vértice
(V) ao centro da base (O) é perpendicular ao plano da base. Esse tipo de cone pode ser gerado pela rotação
de um triângulo retângulo em torno de um de seus catetos.
– Cone Equilátero: Um cone reto é chamado de equilátero quando a sua geratriz (g) é igual ao dobro do
raio da base (r), ou seja, g = 2r.
Para verificar essa condição, podemos usar a fórmula
– Cone Oblíquo: Um cone é classificado como oblíquo quando o eixo (VO) não é perpendicular ao plano
da base. Nesse caso, o vértice (V) não está alinhado diretamente sobre o centro da base (O), resultando em
uma figura inclinada.
Onde:
▪ r é o raio da base do cone.
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– Área Lateral (Sl): A área lateral é a área da superfície curva do cone. Ela é obtida ao considerar a super-
fície formada pela geratriz (g) ao redor da base. A fórmula é:
Onde:
▪ r é o raio da base
▪ g é a geratriz do cone
– Área Total (St): A área total do cone é a soma da área lateral com a área da base. A fórmula é:
– Volume: O volume do cone é calculado como um terço do produto da área da base pelo valor da altura.
• Pirâmides
Considere um polígono plano como base e um ponto V que não pertence ao plano da base. A figu-
ra geométrica formada pela reunião de todos os segmentos de reta que têm uma extremidade no ponto
V e a outra em qualquer ponto do polígono base é denominada pirâmide. As pirâmides podem ser classificadas
quanto ao número de lados da base:
Onde:
▪ n é o número de lados da base
▪ A área de cada triângulo é calculada como
– Área da Base (Sb): A área da base é a área do polígono que forma a base da pirâmide. Para polígonos
regulares:
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– Área Total (St): A área total da pirâmide é a soma da área lateral com a área da base:
– Volume: O volume da pirâmide é calculado como um terço do produto da área da base pelo valor da altura
(h). A fórmula é:
• Prismas
Considere dois planos paralelos, α e β, e um polígono R contido no plano α. A figura geométrica formada
pela união de todos os segmentos de reta que são perpendiculares aos planos e têm uma extremidade no po-
lígono R e a outra no plano β é denominada prisma. O prisma é um poliedro composto por duas faces paralelas
e congruentes, chamadas de bases, que são cópias do polígono R, e pelas demais faces, denominadas faces
laterais, que são paralelogramos resultantes da ligação dos vértices correspondentes das duas bases.
Classificação de Prismas
Os prismas podem ser classificados de acordo com diferentes critérios:
– Prisma oblíquo: Quando as arestas laterais não são perpendiculares às bases, fazendo com que as fa-
ces laterais sejam paralelogramos inclinados.
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2. Quanto ao formato do polígono da base:
– Prisma triangular: A base é um triângulo (base com 3 lados).
E assim sucessivamente, seguindo o padrão, como no caso do prisma pentagonal (base com 5 lados) ou
prisma octogonal (base com 8 lados).
Prismas especiais
– Paralelepípedo reto: Todas as faces laterais são retângulos.
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– Cubo: Caso particular de um paralelepípedo reto com todas as faces quadradas.
Onde:
▪ Pb: perímetro da base.
▪ h : altura do prisma.
– Área da Base (Sb): A área da base é a área do polígono que forma a base do prisma. Para diferentes
tipos de base:
– Área Total (St): A área total do prisma é a soma da área lateral com as áreas das duas bases:
– Área do Cubo (St): A área total de um cubo é a soma das áreas de suas seis faces quadradas:
Onde:
▪ a: comprimento da aresta do cubo.
– Área do Paralelepípedo (St): A área total de um paralelepípedo é a soma das áreas de suas três pares
de faces opostas:
Onde:
▪ a, b, c: comprimentos das arestas.
– Área do Prisma (St): A área total de um prisma é a soma da área lateral e das áreas das duas bases:
– Volume do Cubo (V): O volume do cubo é dado pelo cubo do comprimento de sua aresta:
33
– Volume do Paralelepípedo (V): O volume do paralelepípedo é o produto das dimensões de suas arestas:
– Volume do Prisma (V): O volume de qualquer prisma é o produto da área da base pela altura (h):
FUNÇÃO AFIM
A função afim, também chamada de função do 1º grau, é uma função f: ℝ→ℝ, definida como f(x) = ax + b,
sendo a e b números reais1. As funções f(x) = x + 5, g(x) = 3√3x - 8 e h(x) = 1/2 x são exemplos de funções afim.
Neste tipo de função, o número a é chamado de coeficiente de x e representa a taxa de crescimento ou taxa
de variação da função. Já o número b é chamado de termo constante.
1 [Link]
34
No exemplo, utilizamos vários pontos para construir o gráfico, entretanto, para definir uma reta bastam dois
pontos.
Para facilitar os cálculos podemos, por exemplo, escolher os pontos (0,y) e (x,0). Nestes pontos, a reta da
função corta o eixo Ox e Oy respectivamente.
Ao passo que, quando b = 0 e a = 1 a função é chamada de função identidade. O gráfico da função f (x) = x
(função identidade) é uma reta que passa pela origem (0,0).
Além disso, essa reta é bissetriz do 1º e 3º quadrantes, ou seja, divide os quadrantes em dois ângulos
iguais, conforme indicado na imagem abaixo:
35
Temos ainda que, quando o coeficiente linear é igual a zero (b = 0), a função afim é chamada de função
linear. Por exemplo as funções f (x) = 2x e g (x) = - 3x são funções lineares.
O gráfico das funções lineares são retas inclinadas que passam pela origem (0,0).
Representamos abaixo o gráfico da função linear f (x) = - 3x:
36
FUNÇÃO QUADRÁTICA
A função quadrática, também chamada de função polinomial de 2º grau, é uma função representada pela
seguinte expressão2:
f(x) = ax² + bx + c
Onde a, b e c são números reais e a ≠ 0.
Exemplo:
f(x) = 2x² + 3x + 5,
sendo,
a=2
b=3
c=5
Nesse caso, o polinômio da função quadrática é de grau 2, pois é o maior expoente da variável.
2 [Link]
37
(Equação III)
4a + 2b + 4 = 2
4a + 2b = - 2
4 (b + 4) + 2b = - 2
4b + 16 + 2b = - 2
6b = - 18
b=-3
Por fim, para encontrar o valor de a substituímos os valores de b e c que já foram encontrados. Logo:
(Equação I)
a-b+c=8
a - (- 3) + 4 = 8
a=-3+4
a=1
Sendo assim, os coeficientes da função quadrática dada são:
a=1
b=-3
c=4
— Raízes da Função
As raízes ou zeros da função do segundo grau representam aos valores de x tais que f(x) = 0. As raízes da
função são determinadas pela resolução da equação de segundo grau:
f(x) = ax² +bx + c = 0
Para resolver a equação do 2º grau podemos utilizar vários métodos, sendo um dos mais utilizados é
aplicando a Fórmula de Bhaskara, ou seja:
38
Observe que a quantidade de raízes de uma função quadrática vai depender do valor obtido pela expressão:
Δ = b² – 4. ac, o qual é chamado de discriminante.
Assim,
- Se Δ > 0, a função terá duas raízes reais e distintas (x1 ≠ x2);
- Se Δ < 0, a função não terá uma raiz real;
- Se Δ = 0, a função terá duas raízes reais e iguais (x1 = x2).
O vértice irá representar o ponto de valor máximo da função quando a parábola estiver voltada para baixo e
o valor mínimo quando estiver para cima.
É possível identificar a posição da concavidade da curva analisando apenas o sinal do coeficiente a. Se o
coeficiente for positivo, a concavidade ficará voltada para cima e se for negativo ficará para baixo, ou seja:
Assim, para fazer o esboço do gráfico de uma função do 2º grau, podemos analisar o valor do a, calcular os
zeros da função, seu vértice e o ponto em que a curva corta o eixo y, ou seja, quando x = 0.
A partir dos pares ordenados dados (x, y), podemos construir a parábola num plano cartesiano, por meio da
ligação entre os pontos encontrados.
39
FUNÇÃO EXPONENCIAL
Função Exponencial é aquela que a variável está no expoente e cuja base é sempre maior que zero e
diferente de um3.
Essas restrições são necessárias, pois 1 elevado a qualquer número resulta em 1. Assim, em vez de
exponencial, estaríamos diante de uma função constante.
Além disso, a base não pode ser negativa, nem igual a zero, pois para alguns expoentes a função não
estaria definida.
Por exemplo, a base igual a - 3 e o expoente igual a 1/2. Como no conjunto dos números reais não existe
raiz quadrada de número negativo, não existiria imagem da função para esse valor.
Exemplos:
f(x) = 4x
f(x) = (0,1)x
f(x) = (⅔)x
Nos exemplos acima 4, 0,1 e ⅔ são as bases, enquanto x é o expoente.
3 [Link]
40
— Função Crescente ou Decrescente
A função exponencial pode ser crescente ou decrescente.
Será crescente quando a base for maior que 1. Por exemplo, a função y = 2x é uma função crescente.
Para constatar que essa função é crescente, atribuímos valores para x no expoente da função e encontramos
a sua imagem. Os valores encontrados estão na tabela abaixo.
Observando a tabela, notamos que quando aumentamos o valor de x, a sua imagem também aumenta.
Abaixo, representamos o gráfico desta função.
Por sua vez, as funções cujas bases são valores maiores que zero e menores que 1, são decrescentes. Por
exemplo, f(x) = (1/2)x é uma função decrescente.
41
Calculamos a imagem de alguns valores de x e o resultado encontra-se na tabela abaixo.
Notamos que para esta função, enquanto os valores de x aumentam, os valores das respectivas imagens
diminuem. Desta forma, constatamos que a função f(x) = (1/2)x é uma função decrescente.
Com os valores encontrados na tabela, traçamos o gráfico dessa função. Note que quanto maior o x, mais
perto do zero a curva exponencial fica.
42
• Equação exponencial
Uma equação exponencial é aquela em que a variável x está posicionada no expoente. Exemplos:
Para resolver, precisamos determinar os valores da variável que tornam a expressão verdadeira. Revisaremos
algumas propriedades da potenciação para prosseguir:
• Inequação exponencial
Semelhante às equações exponenciais, as inequações exponenciais apresentam a variável no expoente,
sendo expressas através de desigualdades como >, <, ≤ ou ≥. Vejamos alguns exemplos:
43
Resolução de inequação exponencial
Resolver uma inequação exponencial envolve encontrar valores para a variável que atendam à expressão
matemática. Antes de solucionar uma inequação exponencial, é importante analisar as bases de cada lado da
inequação.
Se as bases forem diferentes, converta-as para uma base comum e, então, estabeleça uma inequação com
os expoentes. É essencial prestar atenção às regras dos sinais:
Exemplos:
1) 2x ≥ 128
Por fatoração, 128 = 27.
2x ≥ 27 → como as bases são iguais e a > 1, basta formar uma inequação com os expoentes
x≥7
S = {x ∈ R | x ≥ 7}
2) 4x + 4 > 5 . 2x
Perceba que, por fatoração, 4x = 22x e 22x é o mesmo que (2x)². Vamos reescrever a inequação, temos:
(2x)² + 4 > 5 . 2x
Chamando 2x de t, para facilitar a resolução, ficamos com:
t2 + 4 > 5t
t2 – 5t + 4 > 0, observe que caímos em uma equação do 2º grau, resolvendo a equação encontramos as
raízes da mesma t’ = 1 e t’’ = 4. Como a > 0, concavidade fica para cima; e isto também significa que estamos
procurando valores que tornem a inequação positiva, ficamos com:
t < 1 ou t > 4
Retornando a equação inicial:
t = 2x
2x < 1 → x < 0 → lembre-se que todo número elevado a 1 é igual ao próprio número, e que todo número
elevado a zero é igual a 1.
2x > 4 → 2x > 22 → x > 2.
S = {x ∈ R | x < 0 ou x > 2}
44
Sistema lineares
SISTEMA DO 1º GRAU
Um sistema de equação de 1º grau com duas incógnitas é formado por: duas equações de 1º grau com duas
incógnitas diferentes em cada equação. Veja um exemplo:
• Resolução de sistemas
Existem dois métodos de resolução dos sistemas. Vejamos:
• Método da substituição
Consiste em escolher uma das duas equações, isolar uma das incógnitas e substituir na outra equação, veja
como:
Método da adição
Esse método consiste em adicionar as duas equações de tal forma que a soma de uma das incógnitas seja
zero. Para que isso aconteça será preciso que multipliquemos algumas vezes as duas equações ou apenas
uma equação por números inteiros para que a soma de uma das incógnitas seja zero.
Dado o sistema
Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma das incógnitas de zero, teremos que multiplicar a
primeira equação por – 3.
45
Teremos:
Para descobrirmos o valor de x basta escolher uma das duas equações e substituir o valor de y encontrado:
x + y = 20 → x + 12 = 20 → x = 20 – 12 → x = 8
Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12).
Exemplos:
(SABESP – APRENDIZ – FCC) Em uma gincana entre as três equipes de uma escola (amarela, vermelha
e branca), foram arrecadados 1 040 quilogramas de alimentos. A equipe amarela arrecadou 50 quilogramas a
mais que a equipe vermelha e esta arrecadou 30 quilogramas a menos que a equipe branca. A quantidade de
alimentos arrecadada pela equipe vencedora foi, em quilogramas, igual a
(A) 310
(B) 320
(C) 330
(D) 350
(E) 370
Resolução:
Amarela: x
Vermelha: y
Branca: z
x = y + 50
y = z - 30
z = y + 30
Substituindo na equação II
x = 320 + 50 = 370
z=320+30=350
A equipe que mais arrecadou foi a amarela com 370kg
Resposta: E
46
(SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDADE – FCC) Em um campeonato de futebol, as equi-
pes recebem, em cada jogo, três pontos por vitória, um ponto em caso de empate e nenhum ponto se forem
derrotadas. Após disputar 30 partidas, uma das equipes desse campeonato havia perdido apenas dois jogos e
acumulado 58 pontos. O número de vitórias que essa equipe conquistou, nessas 30 partidas, é igual a
(A) 12
(B) 14
(C) 16
(D) 13
(E) 15
Resolução:
Vitórias: x
Empate: y
Derrotas: 2
Pelo método da adição temos:
Resposta: E
SISTEMA DO 2º GRAU
Utilizamos o mesmo princípio da resolução dos sistemas de 1º grau, por adição, substituições, etc. A dife-
rença é que teremos como solução um sistema de pares ordenados.
Sequência prática
– Estabelecer o sistema de equações que traduzam o problema para a linguagem matemática;
– Resolver o sistema de equações;
– Interpretar as raízes encontradas, verificando se são compatíveis com os dados do problema.
Exemplos:
(CPTM - MÉDICO DO TRABALHO – MAKIYAMA) Sabe-se que o produto da idade de Miguel pela idade de
Lucas é 500. Miguel é 5 anos mais velho que Lucas. Qual a soma das idades de Miguel e Lucas?
(A) 40.
(B) 55.
(C) 65.
(D) 50.
(E) 45.
47
Resolução:
Sendo Miguel M e Lucas L:
M.L = 500 (I)
M = L + 5 (II)
substituindo II em I, temos:
(L + 5).L = 500
L2 + 5L – 500 = 0, a = 1, b = 5 e c = - 500
∆ = b² - 4.a.c
∆ = 5² - 4.1.(-500)
∆ = 25 + 2000
∆ = 2025
x = (-b ± √∆)/2a
x’ = (-5 + 45) / 2.1 → x’ = 40/2 → x’ = 20
x’’ = (-5 - 45) / 2.1 → x’’ = -50/2 → x’’ = -25 (não serve)
Então L = 20
M.20 = 500
m = 500 : 20 = 25
M + L = 25 + 20 = 45
Resposta: E
(TJ- FAURGS) Se a soma de dois números é igual a 10 e o seu produto é igual a 20, a soma de seus qua-
drados é igual a:
(A) 30
(B) 40
(C) 50
(D) 60
(E) 80
Resolução:
Resposta: D
48
Questões
1. UNESPAR - 2023
João percorre A quilômetros diários com seu carro o qual consome B litros de gasolina nessa quilometragem
diária. Ao ter conhecimento de um aumento de 7% no litro de gasolina, João decidiu diminuir a quilometragem
diária com o objetivo de manter o mesmo consumo de combustível. Assinale a alternativa que apresenta qual
deve ser a nova quilometragem percorrida diariamente por João para atingir seu objetivo de não alterar seu
gasto diário com combustível.
(A) 86,92% de A
(B) 93% de A
(C) 93,46% de A
(D) 107% de A
(E) 107,53% de A
2. UNESPAR - 2021
Paulo comprou 20 máquinas que, operando 8 horas por dia, produzem juntas 300 peças de carro em 18
dias. Sabe-se que 4 dessas máquinas apresentaram problemas e que as máquinas restantes serão progra-
madas para operar 9 horas por dia, para produzirem juntas uma quantidade de 225 peças de carro. De acordo
com essas informações, assinale a alternativa que representa a quantidade de dias necessários para que as
máquinas que estão em operação consigam produzir todas essas peças de carro:
(A) 9 dias.
(B) 10 dias.
(C) 12 dias.
(D) 14 dais.
(E) 15 dias.
3. UNESPAR - 2023
Considere duas funções afim: f(x) = ax + 3 e g(x) = -2x + b. Sabendo-se que f(-1) = 2 e que g(2) = -1, qual
alternativa apresenta o valor de g(0) – f(2)?
(A) -4
(B) -2
(C) 0
(D) 2
(E) 4
49
4. UNESPAR - 2023
No plano cartesiano abaixo está plotada a função f(x) = ax2 + bx + c, em que os valores a, b e c são simul-
taneamente não nulos. Os pontos A, B e C pertencem ao gráfico de f.
5. UNESPAR - 2023
A área de um polígono ABCDE é 15 cm2 . Qual é a área de um polígono FGHIJ semelhante a ABCDE, cujo
perímetro é o quádruplo do perímetro de ABCDE?
(A) 30 cm2
(B) 60 cm2
(C) 90 cm2
(D) 120 cm2
(E) 240 cm2
6. UNESPAR - 2022
Qual é o volume (V) de um cone circular reto cuja altura (h) é igual ao triplo do seu diâmetro (d)?
(A) V = π/2d2
(B) V = π/6d3
(C) V = 3πd3
(D) V = π/3d3
(E) V = 2/3πd3
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7. UNESPAR - 2021
Assinale a alternativa CORRETA após analisar cada item a seguir sobre esses sistemas:
I. Resolvendo o sistema de equação B, encontramos uma solução igual a S = {7,-4}.
II. Após resolver o sistema de equação A, o resultado obtido é igual a S = {1,2}.
III. A solução do sistema de equação C é igual a S = {46,12}.
(A) Somente os itens I e II estão corretos.
(B) Somente os itens II e III estão corretos.
(C) Somente o item III está correto.
(D) Somente os itens I e III estão corretos.
(E) Nenhum item está correto.
8. OBJETIVA - 2021
Certo produto, com preço de R$ 290,00, foi vendido com 24% de desconto. Sendo assim, qual o valor pelo
qual esse produto foi vendido?
(A) R$ 210,40
(B) R$ 215,40
(C) R$ 220,40
(D) R$ 225,40
9. Itame - 2020
Sabendo que o salário de Marcos equivale a 80% do salário de Wanessa e que a diferença entre os dois
salários é de R$ 500,00, então podemos concluir que o salário de Marcos é igual à:
(A) R$ 2.500,00
(B) R$ 2.300,00
(C) R$ 2.100,00
(D) R$ 2.000,00
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10. Creative Group - 2021
Uma moto com velocidade constante de 90 km/h faz determinado percurso em 80 minutos. Qual foi a velo-
cidade da moto sabendo que em outro momento ela fez esse mesmo percurso em 1h 40minutos?
(A) 112,5km/h.
(B) 72km/h.
(C) 82km/h.
(D) 80km/h.
Uma moto com velocidade constante de 90 km/h faz determinado percurso em 80 minutos. Qual foi a velo-
cidade da moto sabendo que em outro momento ela fez esse mesmo percurso em 1h 40minutos?
(A) 112,5km/h.
(B) 72km/h.
(C) 82km/h.
(D) 80km/h.
Um bloco para anotações e uma caneta esferográfica cristal custam juntos R$2,80 (dois reais e oitenta
centavos). Quanto custa a caneta se o bloco para anotações custa quarenta centavos a mais que a caneta?
(A) R$ 1,10
(B) R$ 1,20
(C) R$ 1,60
(D) R$ 1,16
(E) R$ 0,80
Dada a equação de 2º grau a seguir, assinale a resposta que apresenta a SOMA das raízes.
2x2 - 10x -48=0
(A) -24
(B) -5
(C) -10
52
(D) 5
(E) 10
Uma fazenda tem um campo retangular de 0,3 km de comprimento e 200 metros de largura. Se a fazendeira
deseja cercar toda a área do campo com três voltas de cerca, quantos metros de cerca serão necessários?
(A) 1.000 m
(B) 3.000 m
(C) 3.300 m
(D) 4.000 m
Considerando-se a figura a seguir, que ilustra dois caminhos possíveis entre os municípios de Patos e de
Araras, é correto inferir que, caso um viajante escolha o maior caminho, ele percorrerá 30(√3 − 1) km a mais do
que se tivesse ido pelo caminho direto que liga os municípios.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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18. FAUEL - 2024
A casa de Tereza foi construída sobre um terreno em formato de paralelogramo, como mostra a figura a
seguir.
Qual é a área de um quadrado cujo perímetro é igual ao de um retângulo com dimensões de x cm por y cm,
onde x é o maior número natural de um algarismo e y é o menor número natural com dois algarismos?
(A) 90 cm².
(B) 2,25 cm².
(C) 5,0625 cm².
(D) 6,0459 cm².
(E) 2,025 cm².
Gabriel é dono de uma fábrica de materiais de construção e deseja calcular o volume de areia que foi arma-
zenado em um tanque. Para isso, ele estabeleceu as seguintes medidas:
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21. OMNI - 2021
Seja uma pirâmide hexagonal de área da base igual a 5m2 e altura igual a 12m, o volume dela é de:
(A) 20 m3
(B) 20 m2
(C) 60 m3
(D) Nenhuma das alternativas.
Um posto de combustível está com promoção em prol de uma entidade. Em dias normais, o litro da gasolina
está R$ 4,00, mas, na promoção, abastecendo o carro e doando o valor de R$ 20,00 para uma entidade
beneficente, o litro da gasolina sai por R$ 3,75. A promoção feita pelo posto pode ser descrita por uma função.
Como é chamada essa função e como podemos escrevê-la?
(A) Função de primeiro grau, f(x) = 4x − 3,75x + 20
(B) Função de segundo grau, f(x) = 4x2 − 3,75x + 20
(C) Função de segundo grau, f(x) = 3,75x2 + 20
(D) Função de primeiro grau, f(x) = 3,75x + 20
(E) Função de segundo grau, f(x) = 4x2 + 3,75 + 20
Um cientista acompanhou o desenvolvimento de uma cultura de bactérias. Foi verificado que o número
de bactérias presentes nessa cultura era expresso pela função B(t) =20*3t/2 onde B(t) representa o número de
bactérias presentes nessa cultura e t representa o tempo (em dias) em que esse acompanhamento havia sido
iniciado.
Quantos dias após o início do acompanhamento o número de bactérias presentes nessa cultura era de
1.620?
(A) 8 dias.
(B) 11 dias.
(C) 14 dias.
(D) 18 dias.
(A) y = 2.
(B) y = 3.
(C) y = 1.
(D) y = 5.
(E) y = 0.
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25. FUNDATEC - 2024
Sofia e Tomás colecionam bonecas. Juntos eles têm 37 bonecas. Sofia tem uma boneca a mais que o dobro
das de Tomás. Quantas bonecas Sofia e Tomás têm, respectivamente?
(A) 16 e 21.
(B) 18 e 19.
(C) 20 e 17.
(D) 22 e 15.
(E) 25 e 12.
Gabarito
1 C
2 E
3 B
4 D
5 E
6 A
7 A
8 C
9 D
10 B
11 B
12 B
13 C
14 D
15 D
16 B
17 CERTO
18 B
19 C
20 C
21 A
22 D
23 A
24 C
25 E
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