0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações57 páginas

Matemática: Fundamentos e Aplicações

O documento aborda conceitos fundamentais de Matemática, incluindo porcentagem, regra de três simples e composta, e equações de primeiro e segundo graus. Ele fornece exemplos práticos e métodos de resolução para cada tópico, destacando a aplicação em situações cotidianas. Além disso, o material inclui seções sobre geometria e funções, oferecendo uma visão abrangente dos conteúdos matemáticos abordados.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações57 páginas

Matemática: Fundamentos e Aplicações

O documento aborda conceitos fundamentais de Matemática, incluindo porcentagem, regra de três simples e composta, e equações de primeiro e segundo graus. Ele fornece exemplos práticos e métodos de resolução para cada tópico, destacando a aplicação em situações cotidianas. Além disso, o material inclui seções sobre geometria e funções, oferecendo uma visão abrangente dos conteúdos matemáticos abordados.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

sumário

UNESPAR

Matemática

Porcentagem................................................................................................................... 1
Regra de três simples e composta.................................................................................. 3
Equações de primeiro e segundo graus.......................................................................... 4
Trigonometria no triângulo retângulo............................................................................... 9

Matemática
Geometria plana.............................................................................................................. 11
Geometria espacial......................................................................................................... 24
Funções: afim, quadrática e exponencial........................................................................ 34

MATÉRIA
Sistema lineares.............................................................................................................. 45
Questões......................................................................................................................... 49
Gabarito........................................................................................................................... 56
Porcentagem

O termo porcentagem se refere a uma fração cujo denominador é 100, representada pelo símbolo (%). Seu
uso é tão comum que a encontramos em praticamente todos os aspectos do dia a dia: nos meios de comunica-
ção, em estatísticas, nas etiquetas de preços, nas máquinas de calcular, e muito mais.
A porcentagem facilita a compreensão de aumentos, reduções e taxas, o que auxilia na resolução de exer-
cícios e situações financeiras cotidianas.

Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determinado valor, podemos calcular o novo valor multipli-
cando esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por 1,20, e
assim por diante. Veja a tabela abaixo:

ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67

Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 × 1,10 = R$ 11,00

Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação = 1 - taxa de desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:

DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10

Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 × 0,90 = R$ 9,00

Desconto Composto
O desconto composto é aplicado de forma que a taxa de desconto incide sobre o valor já descontado no
período anterior. Para calcular o novo valor após vários períodos de desconto, utilizamos a fórmula:
Vn = V0 × (1 - taxa)n

1
Onde:
• Vn é o valor após n períodos de desconto.
• V0 é o valor original.
• Taxa é a taxa de desconto por período em forma decimal.
• n é o número de períodos.

DESCONTO FATOR DO 1º PERÍODO FATOR DO 2 º PERÍODO FATOR DO 3º PERÍODO


10% 0,90 0,81 0,729
25% 0,75 0,5625 0,4218
34% 0,66 0,4356 0,2872
60% 0,40 0,16 0,064
90% 0,10 0,01 0,001

Exemplo: Se aplicarmos um desconto composto de 10% ao valor de R$100,00 por dois períodos, teremos:
100 × 0,90 × 0,90 = R$ 81,00

Lucro
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e venda a diferença entre o preço de venda e
o preço de custo.
Lucro = preço de venda - preço de custo
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas:

Exemplo
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse
total está com gripe. Se x% das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.

Resolução
45------100%
X-------60%
X=27

2
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se todos os meninos estiverem gripados, assim
apenas 2 meninas estão.

Resposta: C.

Regra de três simples e composta

A regra de três é uma ferramenta matemática essencial que permite resolver problemas que envolvem a
proporcionalidade direta ou inversa entre grandezas. Seja no planejamento de uma receita de cozinha, no cál-
culo de distâncias em um mapa ou na gestão financeira, a regra de três surge como um método prático para
encontrar valores desconhecidos a partir de relações conhecidas.

REGRA DE TRÊS SIMPLES


A regra de três simples é utilizada quando temos duas grandezas diretamente proporcionais ou inversamen-
te proporcionais entre si.
Passos utilizados numa regra de três simples:
1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e mantendo na mesma
linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência.
2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais.
3º) Montar a proporção e resolver a equação.
Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h, faz um determinado percurso em 3 horas.
Em quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse de 480km/h?
Solução: montando a tabela:
1) Velocidade (Km/h) Tempo (h)

400 ----- 3
480 ----- X

2) Identificação do tipo de relação:

VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3↑
480 ↓ ----- X↑

Obs.: como as setas estão invertidas temos que inverter os números mantendo a primeira coluna e inver-
tendo a segunda coluna ou seja o que está em cima vai para baixo e o que está em baixo na segunda coluna
vai para cima

VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3↓
480 ↓ ----- X↓

480x=1200
X=25

3
REGRA DE TRÊS COMPOSTA
Regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou inversamente
proporcionais.

Exemplos:
1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m³ de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão neces-
sários para descarregar 125m³?
Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as grandezas de mesma espécie e, em cada linha,
as grandezas de espécies diferentes que se correspondem:

HORAS CAMINHÕES VOLUME


8↑ ----- 20 ↓ ----- 160 ↑
5↑ ----- X↓ ----- 125 ↑

A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x.


Observe que:
Aumentando o número de horas de trabalho, podemos diminuir o número de caminhões. Portanto a relação
é inversamente proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número de caminhões. Portanto a relação é direta-
mente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a razão que contém o termo x com o pro-
duto das outras razões de acordo com o sentido das setas.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

HORAS CAMINHÕES VOLUME


8↑ ----- 20 ↓ ----- 160 ↓
5↑ ----- X↓ ----- 125 ↓

Obs.: Assim devemos inverter a primeira coluna ficando:

HORAS CAMINHÕES VOLUME


8 ----- 20 ----- 160
5 ----- X ----- 125

Logo, serão necessários 25 caminhões

Equações de primeiro e segundo graus

EQUAÇÃO DO 1° GRAU
Na Matemática, uma equação é uma igualdade que envolve uma ou mais incógnitas. O grau de uma equação
é determinado pelo maior expoente da incógnita. Assim, se o maior expoente for 1, a equação será de 1º grau;
se o maior expoente for 2, será de 2º grau; e se o maior expoente for 3, será de 3º grau.
Exemplos:
4x1 + 2 = 16 (equação do 1º grau)

4
x² + 2x + 4 = 0 (equação do 2º grau)
x³ + 2x² + 5x – 2 = 0 (equação do 3º grau)
No caso da equação do 1º grau, a forma geral é:
ax + b = 0
Onde:
• a e b são números reais, com a ≠ 0 (ou seja, a não pode ser zero);
• x é a incógnita, o valor que queremos encontrar.
É importante ressaltar que uma equação é composta por dois membros:
• O primeiro membro é o lado esquerdo da igualdade
• O segundo membro é o lado direito da igualdade.

Como resolver equações do 1º grau


Para resolver uma equação do 1º grau, nosso objetivo é isolar a incógnita (x) em um dos lados da equação.
Para isso, devemos realizar operações inversas nos dois lados da equação, garantindo que x fique sozinho em
um dos membros.
Passo a passo:
• Identifique o número que está no mesmo lado que a incógnita e veja qual operação está sendo realizada
• Realize a operação inversa no outro lado da igualdade para isolar a incógnita.
Exemplo: x + 4 = 12
Começamos eliminando o número 4, que está somando no mesmo lado da incógnita x. A operação inversa
será subtrair 4 de ambos os lados da equação.
x + 4 - 4 = 12 - 4
x=8
Portanto, o valor de x é 8.
Exemplo: x - 12 = 20
Aqui, temos x menos 12. Para isolar a incógnita, somamos 12 aos dois lados.
x - 12 + 12 = 20 + 12
x = 32
Portanto, o valor de x é 32.
Exemplo: 4x + 2 = 10
Vamos eliminar o número 2, que está somando no mesmo lado da incógnita x, subtraindo 2 de ambos os
lados da equação:
4x + 2 - 2 = 10 - 2
4x = 8
Agora, x está sendo multiplicado por 4. A operação inversa será dividir ambos os lados da equação por 4:

x=2
Portanto, o valor de x é 2.
Exemplo: −3x = 9

5
Aqui, temos -3x, onde o coeficiente de x é negativo. Será necessário tornar o coeficiente positivo, multiplicando
ambos os lados por -1:
−3x . (−1) = 9 . (−1)
3x = −9
Agora, x está sendo multiplicado por 3. Para isolar a incógnita, dividimos ambos os lados por 3:

x = -3
Portanto, o valor de x é -3.

Propriedade Fundamental das Equações


A propriedade fundamental das equações, também chamada de regra da balança, diz que podemos realizar
qualquer operação em um lado da equação desde que façamos a mesma operação no outro lado. Isso mantém
a equação “equilibrada” e preserva a igualdade. Essa técnica é especialmente útil, pois resume todas as
operações possíveis em uma única regra simples: o que você faz em um lado da equação, deve ser feito no
outro. Essa regra foi aplicada em todos os exemplos anteriores, onde somamos, subtraímos, multiplicamos ou
dividimos ambos os lados da equação para isolar a incógnita.

EQUAÇÃO DO 2° GRAU
Uma equação do segundo grau é qualquer equação que pode ser escrita na forma:
ax2 + bx + c = 0
Onde:
• a, b e c são números reais (com a ≠ 0, já que a equação deixaria de ser de 2º grau se a = 0).
• x é a incógnita, cujo valor ou valores devem ser encontrados.

Como resolver equações do 2º grau


As soluções ou raízes da equação ax2 + bx + c = 0 são os valores de x que tornam a equação verdadeira. Uma
equação do 2º grau pode ter até duas soluções reais. Para resolver essas equações, utilizamos principalmente
dois métodos:
• Fórmula de Bhaskara: Método universal, aplicável a qualquer equação do 2º grau.
• Soma e Produto: Método rápido quando as raízes são números inteiros.

Fórmula de Bhaskara
A Fórmula de Bhaskara se baseia no discriminante, representado pela letra grega Δ, e é dada pela fórmula:

Uma vez calculado o valor de Δ, as raízes da equação podem ser encontradas pela fórmula:

Onde o símbolo ± indica que será necessário calcular duas soluções, uma com o sinal positivo e outra com
o sinal negativo.
Exemplo: Encontre as raízes da equação 4x² –4x –24 = 0
Passo 1: Identificar os coeficientes:

6
• a=4
• b = −4
• c = −24
Passo 2: Calcular o discriminante
Δ = (−4)2−4⋅4⋅(−24)
Δ=16+384=400
Passo 3: Aplicar a Fórmula de Bhaskara:

As duas soluções serão:

Portanto, as raízes são x1= 3 e x2= −2

Soma e Produto
O método da soma e produto é uma alternativa mais prática quando as raízes da equação são números
inteiros. Ele se baseia na relação entre as raízes x1 e x2, a soma e o produto dessas raízes:
• A soma das raízes é igual a −b/a.
• O produto das raízes é igual a c/a.
Ou seja,

Exemplo: Encontre as soluções para a equação x² –5x + 6 = 0.


Passo 1: Identificar os coeficientes:
• a=1
• b = −5
• c=6
Passo 2: Encontrar dois números que tenham:
Soma = −(−5)/1=5
Produto = 6/1=6
Os números que satisfazem essa condição são
3 e 2, já que 3+2=5 e 3×2=6.
Logo, as soluções são x1= 3 e x2= 2.

7
Tipos de Equações do 2º Grau
Há dois tipos de equações do 2º grau:
− Equação do 2º grau completa: É aquela que possui todos os coeficientes diferentes de zero, ou seja, a, b
e c estão presentes na equação. O método mais indicado para esse tipo de equação é a Fórmula de Bhaskara.
− Equação do 2º grau incompleta: Uma equação do 2º grau é chamada incompleta quando um ou mais
coeficientes b ou c são iguais a zero.

Como Resolver Equações do 2º Grau Incompletas


Dependendo de quais coeficientes forem iguais a zero, podemos aplicar métodos mais rápidos e diretos do
que a Fórmula de Bhaskara. Abaixo, veremos como resolver cada tipo de equação incompleta.

1) Quando b = 0
Neste caso, a equação tem a forma:
ax2 + c = 0
O coeficiente b está ausente, o que significa que não há um termo em x. Aqui, a resolução é mais direta:
isolamos x2 e, em seguida, encontramos as raízes extraindo a raiz quadrada de ambos os lados.
Exemplo: Resolver 3x2 −12 = 0.
Passo 1: Isolamos o termo x2:
3x2 = 12
Passo 2: Dividimos ambos os lados por 3:
x2 = 4
Passo 3: Extraímos a raiz quadrada dos dois lados. Lembrando que existem duas soluções possíveis para
x, uma positiva e outra negativa:
x = ±√4
x = ±2
Portanto, as soluções são x1 = 2 e x2 = −2.

2) Quando c = 0
Neste caso, a equação tem a forma:
ax2 + bx = 0
Aqui, o coeficiente c está ausente, o que nos permite colocar o fator comum x em evidência. Isso transforma
a equação em um produto de dois termos iguais a zero. Em seguida, resolvemos cada fator separadamente.
Exemplo: Resolver 2x2 + 5x = 0.
Passo 1: Colocamos x em evidência:
x(2x + 5) = 0
Passo 2: Agora, para que o produto seja zero, um dos fatores deve ser igual a zero. Assim, temos duas
possibilidades:
x = 0 ou 2x +5 = 0
Passo 3: Resolva a segunda equação para encontrar a outra solução:
2x = −5
x = −5/2
Portanto, as soluções são x1 = 0 e x2 = −5/2

8
3) Quando b = 0 e c = 0
Neste caso, a equação tem a forma mais simples de todas:
ax2 = 0
Aqui, tanto b quanto c são iguais a zero. A solução é ainda mais direta, pois basta dividir ambos os lados por
a e, em seguida, extrair a raiz quadrada de zero.
Exemplo: Resolver 3x2 = 0.
Passo 1: Dividimos ambos os lados por 3:
x2 = 0
Passo 2: Extraímos a raiz quadrada de ambos os lados:
x = √0
x=0
Portanto, a única solução é x = 0.

Trigonometria no triângulo retângulo

Trigonometria é a parte da matemática que estuda as relações existentes entre os lados e os ângulos dos
triângulos.

No triângulo retângulo
Em todo triângulo retângulo os lados recebem nomes especiais. O maior lado (oposto do ângulo de 90°) é
chamado de Hipotenusa e os outros dois lados menores (opostos aos dois ângulos agudos) são chamados de
Catetos. Deles podemos tirar as seguintes relações: seno (sen); cosseno (cos) e tangente.

Como podemos notar, .


Em todo triângulo a soma dos ângulos internos é igual a 180°.
No triângulo retângulo um ângulo mede 90°, então:
90° + α + β = 180°
α + β = 180° - 90°
α + β = 90°
Quando a soma de dois ângulos é igual a 90°, eles são chamados de Ângulos Complementares. E, neste
caso, sempre o seno de um será igual ao cosseno do outro.

9
Exemplo:
(FUVEST) A uma distância de 40 m, uma torre é vista sob um ângulo , como mostra a figura.

Sabendo que sen20° = 0,342 e cos20° = 0,940, a altura da torre, em metros, será aproximadamente:
(A) 14,552
(B) 14,391
(C) 12,552
(D) 12,391
(E) 16,552

Resolução:
Observando a figura, nós temos um triângulo retângulo, vamos chamar os vértices de A, B e C.

Como podemos ver h e 40 m são catetos, a relação a ser usada é a tangente. Porém no enunciado foram
dados o sen e o cos. Então, para calcular a tangente, temos que usar a relação fundamental:

Resposta: A

10
Valores Notáveis
Considere um triângulo retângulo BAC. Em resumo temos:

Se dois ângulos são complementares, então o seno de um deles é igual ao cosseno do complementar. As
tangentes de ângulos complementares são inversas.

Geometria plana

A geometria durante muito tempo foi a principal área desenvolvida da matemática, isso se deve aos seus
conceitos abordados que são originados de elementos concretos. Sua principal fonte foi, durante muitos anos,
o livro Elementos de Euclides (300 a.C.).
Mesmo assim, não conseguimos construir uma reta perfeita, assim como um círculo e um quadrado, que não
existem em nosso mundo, já que esses elementos possuem apenas duas dimensões, enquanto nós possuímos
três.

POSTULADOS E TEOREMAS
Nesse primeiro momento, iremos estudar os principais fundamentos da geometria, definidos por Euclides em
sua obra “Elementos”. Essa geometria a partir de postulados, axiomas e teoremas ganha o nome de geometria
euclidiana.
Comecemos então por certos elementos que não possuem uma definição certa, chamados de entes
primitivos. São eles:

• Ponto:

– Adimensional (0 dimensões);
– Não possui largura, altura ou profundidade;
– O ponto é representado por letras latinas maiúsculas: A, B, R, P, Z ,entre outras.

11
• Reta:

– Unidimensional (1 dimensão);
– Possui apenas largura;
– A reta é representada por letras latinas minúsculas: r, s, t, x, entre outras.

• Plano:

– Bidimensional (2 dimensões);
– Possui largura e profundidade;

– O plano é representado por letras gregas minúsculas: entre outras.

Algumas definições importantes:


Euclides desenvolveu cinco axiomas que, durante alguns milênios, definiram os rumos da geometria
ocidental.
A palavra axioma origina-se do grego, significando “uma verdade que merece ser acreditada”, ou seja, uma
afirmação que não exige prova.
São os 5 axiomas de Euclides:
I - Entre dois pontos passa-se uma única reta:

II - Pode-se prolongar uma reta finita de modo contínuo em uma reta infinita de modo único:

12
III - Dado um centro e um raio, constrói-se um círculo:

IV - Todos os ângulos retos (90º) são iguais.


V - Dado um ponto fora de uma reta, pode-se traçar uma única reta paralela a reta dada:

Definição: Duas retas são paralelas se elas se encontram apenas no infinito


É equivalente a essa definição dizer que a intersecção das duas retas é vazia (não há pontos em comum
entre elas).
Mesmo que essas afirmações sejam axiomas para Euclides e não exigem provas, com o auxílio de régua e
compasso, conseguimos demonstrar facilmente os quatro primeiros axiomas.

ÂNGULOS
Define-se como a interseção de duas semirretas que compartilham uma origem comum.

Componentes de um ângulo
– Lados: referem-se às semirretas OA e OB.
– Vértice: corresponde ao ponto onde as semirretas se encontram, neste caso, o ponto O.

13
Ângulo Agudo
Define-se como um ângulo cuja amplitude é inferior a 90 graus.

Ângulo Central
– Na circunferência: refere-se ao ângulo que tem seu vértice localizado no centro da circunferência;
– No polígono: descreve-se como o ângulo formado com vértice no centro de um polígono regular,
estendendo-se seus lados até alcançar vértices consecutivos do polígono.

Ângulo Circunscrito: é um ângulo formado por lados que são tangentes à circunferência, com o vértice
localizado fora da mesma.

Ângulo Inscrito: trata-se de um ângulo cujo vértice se encontra sobre a circunferência.

Ângulo Obtuso: refere-se a um ângulo cuja medida excede 90 graus.

14
Ângulo Raso
Este é um ângulo que mede exatamente 180 graus;
Caracteriza-se por ter lados que são semirretas opostas entre si.

Ângulo Reto
É um ângulo que possui uma medida de 90 graus;
É formado por lados que se intersectam em ângulos perpendiculares.

Ângulos Complementares: são dois ângulos cuja soma de suas medidas é de 90 graus.

Ângulos Replementares: dois ângulos são considerados replementares quando a soma de suas medidas
é de 360 graus.

Ângulos Suplementares: são dois ângulos cuja soma das suas medidas é de 180 graus.

Portanto, se x e y representam dois ângulos, então:


– Se x + y = 90°, x e y são Complementares;
– Se x + y = 180°, x e y são Suplementares;
– Se x + y = 360°, x e y são Replementares.

15
Ângulos Congruentes: são ângulos que têm a mesma medida.

Ângulos Opostos pelo Vértice: são formados quando duas linhas se cruzam, sendo iguais em medida

– Ângulos Consecutivos: são aqueles que compartilham um lado comum.


– Ângulos Adjacentes: são ângulos consecutivos que, compartilham um lado e vértice, sem pontos internos
em comum.

Por exemplo, os ângulos AÔB e BÔC, AÔB e AÔC, bem como BÔC e AÔC, formam pares de ângulos
consecutivos.
Os ângulos AÔB e BÔC exemplificam ângulos adjacentes.

POLÍGONOS
Polígonos são linhas fechadas formadas apenas por segmentos de reta que não se cruzam. Ou seja, são
figuras geométricas planas formadas por lados, que, por sua vez, são segmentos de reta.

Elementos de um polígono

• Lados: cada um dos segmentos de reta que une vértices consecutivos.


• Vértices: ponto de intersecção de dois lados consecutivos.
• Diagonais: Segmentos que unem dois vértices não consecutivos
• Ângulos internos: ângulos formados por dois lados consecutivos

16
• Ângulos externos: ângulos formados por um lado e pelo prolongamento do lado a ele consecutivo.
Classificação
Os polígonos são classificados de acordo com o número de lados, conforme a tabela.

Fórmulas
Diagonais de um vértice: dv = n – 3.

Total de diagonais:
Soma dos ângulos internos: Si = (n – 2).180°.
Soma dos ângulos externos: para qualquer polígono o valor da soma dos ângulos externos é uma constan-
te, isto é, Se = 360°.

Polígonos Regulares
Um polígono é chamado de regular quando tem todos os lados congruentes (iguais) e todos os ângulos
congruentes. Para os polígonos regulares temos as seguintes fórmulas, além das quatro acima:

Ângulo interno:

Ângulo externo:

Semelhança de Polígonos
Dois polígonos são semelhantes quando os ângulos correspondentes são congruentes e os lados corres-
pondentes são proporcionais.

17
Exemplo:
Um joalheiro recebe uma encomenda para uma joia poligonal. O comprador exige que o número de diago-
nais seja igual ao número de lados. Sendo assim, o joalheiro deve produzir uma joia:
(A) Triangular
(B) Quadrangular
(C) Pentagonal
(D) Hexagonal
(E) Decagonal

Resolução:
Sendo d o número de diagonais e n o número de lados, devemos ter:

Resposta: C

QUADRILÁTEROS
Quadrilátero é um polígono que satisfaz as seguintes propriedades:
- Tem 4 lados.
- Tem 2 diagonais.
- A soma dos ângulos internos Si = 360º
- A soma dos ângulos externos Se = 360º

Tipos de quadriláteros
• Trapézio: 2 lados paralelos. Nesse caso abaixo, AB é paralelo a DC.

Área = [(B + b) . h]⁄2, onde B é a medida da base maior, b é a medida da base menor e h é medida da altura.
• Losango: 4 lados congruentes

18
Área = (D . d)⁄2, onde D é a medida da diagonal maior e d é a medida da diagonal menor.
• Retângulo: 4 ângulos retos (90º graus)

Área = b.h, onde b é a medida da base e h é a medida da altura.


• Quadrado: 4 lados congruentes e 4 ângulos retos.

Área = L2, onde L é a medida do lado

Observações:
- No retângulo e no quadrado as diagonais são congruentes (iguais)
- No losango e no quadrado as diagonais são perpendiculares entre si (formam ângulo de 90°) e são bisse-
trizes dos ângulos internos (dividem os ângulos ao meio).

TRIÂNGULOS
Um triângulo é uma figura geométrica planas formada por três segmentos de reta que se encontram em três
pontos não alinhados, chamados vértices, e que formam três ângulos internos.

Cevianas
Uma ceviana é qualquer segmento de reta traçado de um vértice de um triângulo até um ponto no lado
oposto (ou no prolongamento deste lado). Vejamos os tipos principais de cevianas:

• Mediana
A mediana de um triângulo é um segmento de reta que liga um vértice ao ponto médio do lado oposto. Todo
triângulo tem três medianas.
Na figura, AM é uma mediana do ∆ABC.

• Bissetriz interna
A bissetriz interna de um triângulo é o segmento que divide um ângulo interno em duas partes iguais e se
estende do vértice desse ângulo até o ponto de interseção com o lado oposto. Todo triângulo tem três bissetri-
zes internas.

19
Na figura, AS é uma bissetriz interna do ∆ABC.

• Altura
A altura de um triângulo é o segmento que liga um vértice a um ponto da reta suporte do lado oposto e é
perpendicular a esse lado. Todo triângulo tem três alturas.
Na figura, AH é uma altura do ∆ABC.

• Mediatriz
A mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular a esse segmento pelo seu ponto médio.
Na figura, a reta m é a mediatriz de AB.

Logo, a mediatriz de um triângulo é uma reta do plano do triângulo que é mediatriz de um dos seus lados.
Todo triângulo tem três mediatrizes.
Na figura, a reta m é a mediatriz do lado BC do ∆ABC.

20
Classificação

- Quanto aos lados


• Triângulo escaleno: três lados desiguais.

• Triângulo isósceles: Pelo menos dois lados iguais.

• Triângulo equilátero: três lados iguais.

- Quanto aos ângulos


• Triângulo acutângulo: tem os três ângulos agudos.

• Triângulo retângulo: tem um ângulo reto.

21
• Triângulo obtusângulo: tem um ângulo obtuso

Condição de Existência
Para que três segmentos formem um triângulo, é necessário que a soma de dois lados seja sempre maior
que o terceiro:

Desigualdade entre Lados e Ângulos


Em um triângulo, o comprimento de qualquer lado é menor que a soma e maior que a diferença dos outros
dois.
Ao maior ângulo opõe-se o maior lado, e ao menor ângulo opõe-se o menor lado.

SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS
Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, os seus ângulos internos tiverem, respectivamente, as
mesmas medidas, e os lados correspondentes forem proporcionais.

Casos de Semelhança
• 1º Caso: AA(ângulo - ângulo)
Se dois triângulos têm dois ângulos congruentes de vértices correspondentes, então esses triângulos são
congruentes.

22
• 2º Caso: LAL(lado - ângulo - lado)
Se dois triângulos têm dois lados correspondentes proporcionais e os ângulos compreendidos entre eles
congruentes, então esses dois triângulos são semelhantes.

• 3º Caso: LLL (lado - lado - lado)


Se dois triângulos têm os três lado correspondentes proporcionais, então esses dois triângulos são seme-
lhantes.

23
PERÍMETROS E ÁREAS
A seguir, exploraremos as fórmulas necessárias para calcular o perímetro e a área de diferentes figuras
geométricas planas, como triângulos, quadrados, retângulos, círculos e outros polígonos, aprofundando nosso
entendimento dessas importantes propriedades.
− Perímetro: Medida total do contorno de uma figura geométrica, somando o comprimento de todos os seus
lados.
− Área: Medida da superfície interna de uma figura geométrica, indicando seu tamanho.

Geometria espacial

Aqui trataremos tanto das figuras tridimensionais e dos sólidos geométricos. O importante é termos em
mente todas as figuras planas, pois a construção espacial se dá através da junção dessas figuras. Vejamos:

DIEDROS
Sendo dois planos secantes (planos que se cruzam) π e π’, o espaço entre eles é chamado de diedro. A
medida de um diedro é feita em graus, dependendo do ângulo formado entre os planos.

24
POLIEDROS
São sólidos geométricos ou figuras geométricas espaciais formadas por três elementos básicos: faces,
arestas e vértices. Chamamos de poliedro o sólido limitado por quatro ou mais polígonos planos, pertencentes
a planos diferentes e que têm dois a dois somente uma aresta em comum. Veja alguns exemplos:

Os polígonos são as faces do poliedro; os lados e os vértices dos polígonos são as arestas e os vértices do
poliedro.
Um poliedro é convexo se qualquer reta (não paralela a nenhuma de suas faces) o corta em, no máximo,
dois pontos. Ele não possuí “reentrâncias”. E caso contrário é dito não convexo.

Relação de Euler
Em todo poliedro convexo sendo V o número de vértices, A o número de arestas e F o número de faces,
valem as seguintes relações de Euler:

Poliedro Fechado: V – A + F = 2

Poliedro Aberto: V – A + F = 1
Para calcular o número de arestas de um poliedro temos que multiplicar o número de faces F pelo número
de lados de cada face n e dividir por dois. Quando temos mais de um tipo de face, basta somar os resultados.

A = n.F/2

Poliedros de Platão
Eles satisfazem as seguintes condições:
- todas as faces têm o mesmo número n de arestas;
- todos os ângulos poliédricos têm o mesmo número m de arestas;
- for válida a relação de Euler (V – A + F = 2).

25
Poliedros Regulares
Um poliedro e dito regular quando:
- suas faces são polígonos regulares congruentes;
- seus ângulos poliédricos são congruentes;
Por essas condições e observações podemos afirmar que todos os poliedros de Platão são ditos Poliedros
Regulares.

Exemplo:
(PUC/RS) Um poliedro convexo tem cinco faces triangulares e três pentagonais. O número de arestas e o
número de vértices deste poliedro são, respectivamente:
(A) 30 e 40
(B) 30 e 24
(C) 30 e 8
(D) 15 e 25
(E) 15 e 9

Resolução:
O poliedro tem 5 faces triangulares e 3 faces pentagonais, logo, tem um total de 8 faces (F = 8). Como cada
triângulo tem 3 lados e o pentágono 5 lados. Temos:

Resposta: E

Não Poliedros

Os sólidos acima são. São considerados não planos pois possuem suas superfícies curvas.
Cilindro: tem duas bases geometricamente iguais definidas por curvas fechadas em superfície lateral curva.
Cone: tem uma só base definida por uma linha curva fechada e uma superfície lateral curva.
Esfera: é formada por uma única superfície curva.

26
PLANIFICAÇÕES DE ALGUNS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS

Fonte: [Link]
25C3%25A3o%2Bfiguras%2Bgeom%25C3%[Link]

VOLUMES E ÁREAS
Os sólidos geométricos estão presentes em diversas formas ao nosso redor, desde objetos cotidianos até
grandes estruturas arquitetônicas. Compreender como calcular suas áreas e volumes é essencial para medir,
construir e otimizar espaços.

• Cilindros
Considere dois planos paralelos, α e β, e um círculo de centro O contido em um dos planos. Seja s uma reta
que intercepta ambos os planos. Um cilindro pode ser definido como o sólido gerado pela reunião de todos os
segmentos de reta paralelos a s, cujas extremidades pertencem ao círculo em um plano e ao outro plano.

27
Classificação de Cilindros
– Cilindro Reto (ou de Revolução): Um cilindro é classificado como reto quando as geratrizes (segmentos
que unem os pontos correspondentes das bases) são perpendiculares ao plano das bases.

– Cilindro Equilátero: Um cilindro reto é chamado de equilátero quando sua altura (h) é igual ao dobro do
raio da base (r), ou seja, h = 2r.
– Cilindro Oblíquo: Um cilindro é classificado como oblíquo quando as geratrizes são inclinadas em rela-
ção ao plano das bases, ou seja, não são perpendiculares. Nesse caso, as faces laterais formam um ângulo
diferente de 90° com o plano da base.

Fórmulas da Área e Volume de Cilindros


– Área da Base (Sb): Cada base do cilindro é um círculo, cuja área é dada por:

Onde:
▪ r é o raio da base.
– Área Lateral (Sl): É a área da superfície lateral do cilindro, equivalente ao “retângulo” obtido ao desenrolar
a lateral. A fórmula é:

Onde:
▪ r é o raio da base.
▪ h é a altura do cilindro.
– Área Total (St): A soma da área lateral e das duas bases:

– Volume: O volume de um cilindro é calculado como o produto da área da base pelo valor da altura. A
fórmula é:

28
• Cones
Considere um plano α contendo um círculo e um ponto V que não pertence ao plano α. A figura geométrica
formada pela reunião de todos os segmentos de reta que têm uma extremidade no ponto V e a outra em qual-
quer ponto do círculo é denominada cone circular. O ponto V é chamado de vértice do cone, e o círculo no plano
α é denominado base do cone.

Classificação de Cones
– Cone Reto (ou de Revolução): Um cone é classificado como reto quando o eixo (VO) que une o vértice
(V) ao centro da base (O) é perpendicular ao plano da base. Esse tipo de cone pode ser gerado pela rotação
de um triângulo retângulo em torno de um de seus catetos.

– Cone Equilátero: Um cone reto é chamado de equilátero quando a sua geratriz (g) é igual ao dobro do
raio da base (r), ou seja, g = 2r.
Para verificar essa condição, podemos usar a fórmula

– Cone Oblíquo: Um cone é classificado como oblíquo quando o eixo (VO) não é perpendicular ao plano
da base. Nesse caso, o vértice (V) não está alinhado diretamente sobre o centro da base (O), resultando em
uma figura inclinada.

Fórmulas da Área e Volume de Cones


– Área da Base (Sb): A base do cone é um círculo, cuja área é dada por:

Onde:
▪ r é o raio da base do cone.

29
– Área Lateral (Sl): A área lateral é a área da superfície curva do cone. Ela é obtida ao considerar a super-
fície formada pela geratriz (g) ao redor da base. A fórmula é:

Onde:
▪ r é o raio da base
▪ g é a geratriz do cone
– Área Total (St): A área total do cone é a soma da área lateral com a área da base. A fórmula é:

– Volume: O volume do cone é calculado como um terço do produto da área da base pelo valor da altura.

• Pirâmides
Considere um polígono plano como base e um ponto V que não pertence ao plano da base. A figu-
ra geométrica formada pela reunião de todos os segmentos de reta que têm uma extremidade no ponto
V e a outra em qualquer ponto do polígono base é denominada pirâmide. As pirâmides podem ser classificadas
quanto ao número de lados da base:

Fórmulas da Área e Volume de Pirâmides


– Área Lateral (Sl): A área lateral de uma pirâmide é a soma das áreas das faces laterais, que são triângu-
los. Para uma pirâmide regular, em que todas as faces laterais são triângulos congruentes, a fórmula é:

Onde:
▪ n é o número de lados da base
▪ A área de cada triângulo é calculada como

– Área da Base (Sb): A área da base é a área do polígono que forma a base da pirâmide. Para polígonos
regulares:

30
– Área Total (St): A área total da pirâmide é a soma da área lateral com a área da base:

– Volume: O volume da pirâmide é calculado como um terço do produto da área da base pelo valor da altura
(h). A fórmula é:

• Prismas
Considere dois planos paralelos, α e β, e um polígono R contido no plano α. A figura geométrica formada
pela união de todos os segmentos de reta que são perpendiculares aos planos e têm uma extremidade no po-
lígono R e a outra no plano β é denominada prisma. O prisma é um poliedro composto por duas faces paralelas
e congruentes, chamadas de bases, que são cópias do polígono R, e pelas demais faces, denominadas faces
laterais, que são paralelogramos resultantes da ligação dos vértices correspondentes das duas bases.

Classificação de Prismas
Os prismas podem ser classificados de acordo com diferentes critérios:

1. Quanto à inclinação das arestas laterais:


– Prisma reto: Quando as arestas laterais são perpendiculares às bases. Nesse caso, as faces laterais são
retângulos.

– Prisma oblíquo: Quando as arestas laterais não são perpendiculares às bases, fazendo com que as fa-
ces laterais sejam paralelogramos inclinados.

31
2. Quanto ao formato do polígono da base:
– Prisma triangular: A base é um triângulo (base com 3 lados).

– Prisma quadrangular: A base é um quadrilátero (base com 4 lados).

E assim sucessivamente, seguindo o padrão, como no caso do prisma pentagonal (base com 5 lados) ou
prisma octogonal (base com 8 lados).

3. Quanto à regularidade da base:


– Prisma regular: A base é um polígono regular (todos os lados e ângulos iguais), e o prisma é reto.
– Prisma irregular: A base não é um polígono regular.

Prismas especiais
– Paralelepípedo reto: Todas as faces laterais são retângulos.

– Paralelepípedo oblíquo: As faces laterais são paralelogramos inclinados.

32
– Cubo: Caso particular de um paralelepípedo reto com todas as faces quadradas.

Fórmulas da Área e Volume de Prismas


– Área Lateral (Sl): A área lateral de um prisma é a soma das áreas das faces laterais. Para prismas retos,
as faces laterais são retângulos congruentes, e a área lateral é calculada como:

Onde:
▪ Pb: perímetro da base.
▪ h : altura do prisma.
– Área da Base (Sb): A área da base é a área do polígono que forma a base do prisma. Para diferentes
tipos de base:

– Área Total (St): A área total do prisma é a soma da área lateral com as áreas das duas bases:

– Área do Cubo (St): A área total de um cubo é a soma das áreas de suas seis faces quadradas:

Onde:
▪ a: comprimento da aresta do cubo.
– Área do Paralelepípedo (St): A área total de um paralelepípedo é a soma das áreas de suas três pares
de faces opostas:

Onde:
▪ a, b, c: comprimentos das arestas.
– Área do Prisma (St): A área total de um prisma é a soma da área lateral e das áreas das duas bases:

– Volume do Cubo (V): O volume do cubo é dado pelo cubo do comprimento de sua aresta:

33
– Volume do Paralelepípedo (V): O volume do paralelepípedo é o produto das dimensões de suas arestas:

– Volume do Prisma (V): O volume de qualquer prisma é o produto da área da base pela altura (h):

Funções: afim, quadrática e exponencial

FUNÇÃO AFIM
A função afim, também chamada de função do 1º grau, é uma função f: ℝ→ℝ, definida como f(x) = ax + b,
sendo a e b números reais1. As funções f(x) = x + 5, g(x) = 3√3x - 8 e h(x) = 1/2 x são exemplos de funções afim.
Neste tipo de função, o número a é chamado de coeficiente de x e representa a taxa de crescimento ou taxa
de variação da função. Já o número b é chamado de termo constante.

Gráfico de uma Função do 1º grau


O gráfico de uma função polinomial do 1º grau é uma reta oblíqua aos eixos Ox e Oy. Desta forma, para
construirmos seu gráfico basta encontrarmos pontos que satisfaçam a função.
Exemplo: Construa o gráfico da função f (x) = 2x + 3.
Para construir o gráfico desta função, vamos atribuir valores arbitrários para x, substituir na equação e
calcular o valor correspondente para a f (x).
Sendo assim, iremos calcular a função para os valores de x iguais a: - 2, - 1, 0, 1 e 2. Substituindo esses
valores na função, temos:
f (- 2) = 2. (- 2) + 3 = - 4 + 3 = - 1
f (- 1) = 2 . (- 1) + 3 = - 2 + 3 = 1
f (0) = 2 . 0 + 3 = 3
f (1) = 2 . 1 + 3 = 5
f (2) = 2 . 2 + 3 = 7
Os pontos escolhidos e o gráfico da f (x) são apresentados na imagem abaixo:

1 [Link]

34
No exemplo, utilizamos vários pontos para construir o gráfico, entretanto, para definir uma reta bastam dois
pontos.
Para facilitar os cálculos podemos, por exemplo, escolher os pontos (0,y) e (x,0). Nestes pontos, a reta da
função corta o eixo Ox e Oy respectivamente.

Coeficiente Linear e Angular


Como o gráfico de uma função afim é uma reta, o coeficiente a de x é também chamado de coeficiente
angular. Esse valor representa a inclinação da reta em relação ao eixo Ox.
O termo constante b é chamado de coeficiente linear e representa o ponto onde a reta corta o eixo Oy. Pois
sendo x = 0, temos:
y = a.0 + b → y = b
Quando uma função afim apresentar o coeficiente angular igual a zero (a = 0) a função será chamada de
constante. Neste caso, o seu gráfico será uma reta paralela ao eixo Ox.
Abaixo representamos o gráfico da função constante f (x) = 4:

Ao passo que, quando b = 0 e a = 1 a função é chamada de função identidade. O gráfico da função f (x) = x
(função identidade) é uma reta que passa pela origem (0,0).
Além disso, essa reta é bissetriz do 1º e 3º quadrantes, ou seja, divide os quadrantes em dois ângulos
iguais, conforme indicado na imagem abaixo:

35
Temos ainda que, quando o coeficiente linear é igual a zero (b = 0), a função afim é chamada de função
linear. Por exemplo as funções f (x) = 2x e g (x) = - 3x são funções lineares.
O gráfico das funções lineares são retas inclinadas que passam pela origem (0,0).
Representamos abaixo o gráfico da função linear f (x) = - 3x:

Função Crescente e Decrescente


Uma função é crescente quando ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o resultado da f (x) será
também cada vez maior.
Já a função decrescente é aquela que ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o resultado da f (x)
será cada vez menor.
Para identificar se uma função afim é crescente ou decrescente, basta verificar o valor do seu coeficiente
angular.
Se o coeficiente angular for positivo, ou seja, a é maior que zero, a função será crescente. Ao contrário, se
a for negativo, a função será decrescente.
Por exemplo, a função 2x - 4 é crescente, pois a = 2 (valor positivo). Entretanto, a função - 2x + - 4 é
decrescente visto que a = - 2 (negativo). Essas funções estão representadas nos gráficos abaixo:

36
FUNÇÃO QUADRÁTICA
A função quadrática, também chamada de função polinomial de 2º grau, é uma função representada pela
seguinte expressão2:
f(x) = ax² + bx + c
Onde a, b e c são números reais e a ≠ 0.
Exemplo:
f(x) = 2x² + 3x + 5,
sendo,
a=2
b=3
c=5
Nesse caso, o polinômio da função quadrática é de grau 2, pois é o maior expoente da variável.

— Como resolver uma função quadrática


Confira abaixo o passo-a-passo por meio um exemplo de resolução da função quadrática:
Exemplo: Determine a, b e c na função quadrática dada por: f(x) = ax² + bx + c, sendo:
f (-1) = 8
f (0) = 4
f (2) = 2
Primeiramente, vamos substituir o x pelos valores de cada função e assim teremos:
f (-1) = 8
a (-1)² + b (–1) + c = 8
a - b + c = 8 (equação I)
f (0) = 4
a . 0² + b . 0 + c = 4
c = 4 (equação II)
f (2) = 2
a . 2² + b . 2 + c = 2
4a + 2b + c = 2 (equação III)
Pela segunda função f (0) = 4, já temos o valor de c = 4.
Assim, vamos substituir o valor obtido para c nas equações I e III para determinar as outras incógnitas (a e
b):
(Equação I)
a-b+4=8
a-b=4
a=b+4
Já que temos a equação de a pela Equação I, vamos substituir na III para determinar o valor de b:

2 [Link]

37
(Equação III)
4a + 2b + 4 = 2
4a + 2b = - 2
4 (b + 4) + 2b = - 2
4b + 16 + 2b = - 2
6b = - 18
b=-3
Por fim, para encontrar o valor de a substituímos os valores de b e c que já foram encontrados. Logo:
(Equação I)
a-b+c=8
a - (- 3) + 4 = 8
a=-3+4
a=1
Sendo assim, os coeficientes da função quadrática dada são:
a=1
b=-3
c=4

— Raízes da Função
As raízes ou zeros da função do segundo grau representam aos valores de x tais que f(x) = 0. As raízes da
função são determinadas pela resolução da equação de segundo grau:
f(x) = ax² +bx + c = 0
Para resolver a equação do 2º grau podemos utilizar vários métodos, sendo um dos mais utilizados é
aplicando a Fórmula de Bhaskara, ou seja:

Exemplo: Encontre os zeros da função f(x) = x² – 5x + 6.


Sendo:
a=1
b=–5
c=6
Substituindo esses valores na fórmula de Bhaskara, temos:

Portanto, as raízes são 2 e 3.

38
Observe que a quantidade de raízes de uma função quadrática vai depender do valor obtido pela expressão:
Δ = b² – 4. ac, o qual é chamado de discriminante.
Assim,
- Se Δ > 0, a função terá duas raízes reais e distintas (x1 ≠ x2);
- Se Δ < 0, a função não terá uma raiz real;
- Se Δ = 0, a função terá duas raízes reais e iguais (x1 = x2).

— Gráfico da Função Quadrática


O gráfico das funções do 2º grau são curvas que recebem o nome de parábolas. Diferente das funções do
1º grau, onde conhecendo dois pontos é possível traçar o gráfico, nas funções quadráticas são necessários
conhecer vários pontos.
A curva de uma função quadrática corta o eixo x nas raízes ou zeros da função, em no máximo dois pontos
dependendo do valor do discriminante (Δ). Assim, temos:
- Se Δ > 0, o gráfico cortará o eixo x em dois pontos;
- Se Δ < 0, o gráfico não cortará o eixo x;
- Se Δ = 0, a parábola tocará o eixo x em apenas um ponto.
Existe ainda um outro ponto, chamado de vértice da parábola, que é o valor máximo ou mínimo da função.
Este ponto é encontrado usando-se a seguinte fórmula:

O vértice irá representar o ponto de valor máximo da função quando a parábola estiver voltada para baixo e
o valor mínimo quando estiver para cima.
É possível identificar a posição da concavidade da curva analisando apenas o sinal do coeficiente a. Se o
coeficiente for positivo, a concavidade ficará voltada para cima e se for negativo ficará para baixo, ou seja:

Assim, para fazer o esboço do gráfico de uma função do 2º grau, podemos analisar o valor do a, calcular os
zeros da função, seu vértice e o ponto em que a curva corta o eixo y, ou seja, quando x = 0.
A partir dos pares ordenados dados (x, y), podemos construir a parábola num plano cartesiano, por meio da
ligação entre os pontos encontrados.

39
FUNÇÃO EXPONENCIAL
Função Exponencial é aquela que a variável está no expoente e cuja base é sempre maior que zero e
diferente de um3.
Essas restrições são necessárias, pois 1 elevado a qualquer número resulta em 1. Assim, em vez de
exponencial, estaríamos diante de uma função constante.
Além disso, a base não pode ser negativa, nem igual a zero, pois para alguns expoentes a função não
estaria definida.
Por exemplo, a base igual a - 3 e o expoente igual a 1/2. Como no conjunto dos números reais não existe
raiz quadrada de número negativo, não existiria imagem da função para esse valor.
Exemplos:
f(x) = 4x
f(x) = (0,1)x
f(x) = (⅔)x
Nos exemplos acima 4, 0,1 e ⅔ são as bases, enquanto x é o expoente.

— Gráfico da Função Exponencial


O gráfico desta função passa pelo ponto (0,1), pois todo número elevado a zero é igual a 1. Além disso, a
curva exponencial não toca no eixo x.
Na função exponencial a base é sempre maior que zero, portanto, a função terá sempre imagem positiva.
Assim sendo, não apresenta pontos nos quadrantes III e IV (imagem negativa).
Abaixo representamos o gráfico da função exponencial.

3 [Link]

40
— Função Crescente ou Decrescente
A função exponencial pode ser crescente ou decrescente.
Será crescente quando a base for maior que 1. Por exemplo, a função y = 2x é uma função crescente.
Para constatar que essa função é crescente, atribuímos valores para x no expoente da função e encontramos
a sua imagem. Os valores encontrados estão na tabela abaixo.

Observando a tabela, notamos que quando aumentamos o valor de x, a sua imagem também aumenta.
Abaixo, representamos o gráfico desta função.

Por sua vez, as funções cujas bases são valores maiores que zero e menores que 1, são decrescentes. Por
exemplo, f(x) = (1/2)x é uma função decrescente.

41
Calculamos a imagem de alguns valores de x e o resultado encontra-se na tabela abaixo.

Notamos que para esta função, enquanto os valores de x aumentam, os valores das respectivas imagens
diminuem. Desta forma, constatamos que a função f(x) = (1/2)x é uma função decrescente.
Com os valores encontrados na tabela, traçamos o gráfico dessa função. Note que quanto maior o x, mais
perto do zero a curva exponencial fica.

42
• Equação exponencial
Uma equação exponencial é aquela em que a variável x está posicionada no expoente. Exemplos:

Para resolver, precisamos determinar os valores da variável que tornam a expressão verdadeira. Revisaremos
algumas propriedades da potenciação para prosseguir:

Vejamos como resolver uma equação exponencial. Exemplos:


1) 2x = 8
1º) Algumas equações podem ser transformadas em outras equivalentes, as quais possuem nos dois
membros potências de mesma base. Neste caso o 8 pode ser transformado em potência de base 2. Fatorando
o 8 obtemos 23 = 8
2º) Aplicando a propriedade da potenciação: 2x = 23 → base iguais, igualamos os expoentes, logo
x=3
2) 2m . 24 = 210
2 m + 4 = 210 → m + 4 = 10 → m = 10 - 4 → m = 6
S = {6}
3) 6 2m – 1 : 6 m – 3 = 64
6 (2m – 1 ) – (m – 3) = 64 → 2m – 1 – m + 3 = 4 → 2m – m = 4 + 1 – 3 → m = 5 – 3 → m = 2
S = {2}

• Inequação exponencial
Semelhante às equações exponenciais, as inequações exponenciais apresentam a variável no expoente,
sendo expressas através de desigualdades como >, <, ≤ ou ≥. Vejamos alguns exemplos:

43
Resolução de inequação exponencial
Resolver uma inequação exponencial envolve encontrar valores para a variável que atendam à expressão
matemática. Antes de solucionar uma inequação exponencial, é importante analisar as bases de cada lado da
inequação.
Se as bases forem diferentes, converta-as para uma base comum e, então, estabeleça uma inequação com
os expoentes. É essencial prestar atenção às regras dos sinais:

Exemplos:
1) 2x ≥ 128
Por fatoração, 128 = 27.
2x ≥ 27 → como as bases são iguais e a > 1, basta formar uma inequação com os expoentes
x≥7
S = {x ∈ R | x ≥ 7}
2) 4x + 4 > 5 . 2x
Perceba que, por fatoração, 4x = 22x e 22x é o mesmo que (2x)². Vamos reescrever a inequação, temos:
(2x)² + 4 > 5 . 2x
Chamando 2x de t, para facilitar a resolução, ficamos com:
t2 + 4 > 5t
t2 – 5t + 4 > 0, observe que caímos em uma equação do 2º grau, resolvendo a equação encontramos as
raízes da mesma t’ = 1 e t’’ = 4. Como a > 0, concavidade fica para cima; e isto também significa que estamos
procurando valores que tornem a inequação positiva, ficamos com:
t < 1 ou t > 4
Retornando a equação inicial:
t = 2x
2x < 1 → x < 0 → lembre-se que todo número elevado a 1 é igual ao próprio número, e que todo número
elevado a zero é igual a 1.
2x > 4 → 2x > 22 → x > 2.
S = {x ∈ R | x < 0 ou x > 2}

44
Sistema lineares

SISTEMA DO 1º GRAU
Um sistema de equação de 1º grau com duas incógnitas é formado por: duas equações de 1º grau com duas
incógnitas diferentes em cada equação. Veja um exemplo:

• Resolução de sistemas
Existem dois métodos de resolução dos sistemas. Vejamos:

• Método da substituição
Consiste em escolher uma das duas equações, isolar uma das incógnitas e substituir na outra equação, veja
como:

Dado o sistema , enumeramos as equações.

Escolhemos a equação 1 (pelo valor da incógnita de x ser 1) e isolamos x. Teremos: x = 20 – y e substituí-


mos na equação 2.
3 (20 – y) + 4y = 72, com isso teremos apenas 1 incógnita. Resolvendo:
60 – 3y + 4y = 72 → -3y + 4y = 72 -60 → y = 12
Para descobrir o valor de x basta substituir 12 na equação x = 20 – y. Logo:
x = 20 – y → x = 20 – 12 →x = 8
Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)

Método da adição
Esse método consiste em adicionar as duas equações de tal forma que a soma de uma das incógnitas seja
zero. Para que isso aconteça será preciso que multipliquemos algumas vezes as duas equações ou apenas
uma equação por números inteiros para que a soma de uma das incógnitas seja zero.

Dado o sistema

Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma das incógnitas de zero, teremos que multiplicar a
primeira equação por – 3.

45
Teremos:

Adicionando as duas equações:

Para descobrirmos o valor de x basta escolher uma das duas equações e substituir o valor de y encontrado:
x + y = 20 → x + 12 = 20 → x = 20 – 12 → x = 8
Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12).

Exemplos:
(SABESP – APRENDIZ – FCC) Em uma gincana entre as três equipes de uma escola (amarela, vermelha
e branca), foram arrecadados 1 040 quilogramas de alimentos. A equipe amarela arrecadou 50 quilogramas a
mais que a equipe vermelha e esta arrecadou 30 quilogramas a menos que a equipe branca. A quantidade de
alimentos arrecadada pela equipe vencedora foi, em quilogramas, igual a
(A) 310
(B) 320
(C) 330
(D) 350
(E) 370

Resolução:
Amarela: x
Vermelha: y
Branca: z
x = y + 50
y = z - 30
z = y + 30

Substituindo a II e a III equação na I:

Substituindo na equação II
x = 320 + 50 = 370
z=320+30=350
A equipe que mais arrecadou foi a amarela com 370kg

Resposta: E

46
(SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDADE – FCC) Em um campeonato de futebol, as equi-
pes recebem, em cada jogo, três pontos por vitória, um ponto em caso de empate e nenhum ponto se forem
derrotadas. Após disputar 30 partidas, uma das equipes desse campeonato havia perdido apenas dois jogos e
acumulado 58 pontos. O número de vitórias que essa equipe conquistou, nessas 30 partidas, é igual a
(A) 12
(B) 14
(C) 16
(D) 13

(E) 15

Resolução:
Vitórias: x
Empate: y
Derrotas: 2
Pelo método da adição temos:

Resposta: E

SISTEMA DO 2º GRAU
Utilizamos o mesmo princípio da resolução dos sistemas de 1º grau, por adição, substituições, etc. A dife-
rença é que teremos como solução um sistema de pares ordenados.

Sequência prática
– Estabelecer o sistema de equações que traduzam o problema para a linguagem matemática;
– Resolver o sistema de equações;
– Interpretar as raízes encontradas, verificando se são compatíveis com os dados do problema.

Exemplos:
(CPTM - MÉDICO DO TRABALHO – MAKIYAMA) Sabe-se que o produto da idade de Miguel pela idade de
Lucas é 500. Miguel é 5 anos mais velho que Lucas. Qual a soma das idades de Miguel e Lucas?
(A) 40.
(B) 55.
(C) 65.
(D) 50.
(E) 45.

47
Resolução:
Sendo Miguel M e Lucas L:
M.L = 500 (I)
M = L + 5 (II)
substituindo II em I, temos:
(L + 5).L = 500
L2 + 5L – 500 = 0, a = 1, b = 5 e c = - 500
∆ = b² - 4.a.c
∆ = 5² - 4.1.(-500)
∆ = 25 + 2000
∆ = 2025
x = (-b ± √∆)/2a
x’ = (-5 + 45) / 2.1 → x’ = 40/2 → x’ = 20
x’’ = (-5 - 45) / 2.1 → x’’ = -50/2 → x’’ = -25 (não serve)
Então L = 20
M.20 = 500
m = 500 : 20 = 25
M + L = 25 + 20 = 45

Resposta: E
(TJ- FAURGS) Se a soma de dois números é igual a 10 e o seu produto é igual a 20, a soma de seus qua-
drados é igual a:
(A) 30
(B) 40
(C) 50
(D) 60
(E) 80

Resolução:

Eu quero saber a soma de seus quadrados x2 + y2


Vamos elevar o x + y ao quadrado:
(x + y)2 = (10)2
x2 + 2xy + y2 = 100 , como x . y=20 substituímos o valor :
x2 + 2.20 + y2 = 100
x2 + 40 + y2 = 100
x2 + y2 = 100 – 40
x2 + y2 = 60

Resposta: D

48
Questões

1. UNESPAR - 2023

João percorre A quilômetros diários com seu carro o qual consome B litros de gasolina nessa quilometragem
diária. Ao ter conhecimento de um aumento de 7% no litro de gasolina, João decidiu diminuir a quilometragem
diária com o objetivo de manter o mesmo consumo de combustível. Assinale a alternativa que apresenta qual
deve ser a nova quilometragem percorrida diariamente por João para atingir seu objetivo de não alterar seu
gasto diário com combustível.
(A) 86,92% de A
(B) 93% de A
(C) 93,46% de A
(D) 107% de A
(E) 107,53% de A

2. UNESPAR - 2021

Paulo comprou 20 máquinas que, operando 8 horas por dia, produzem juntas 300 peças de carro em 18
dias. Sabe-se que 4 dessas máquinas apresentaram problemas e que as máquinas restantes serão progra-
madas para operar 9 horas por dia, para produzirem juntas uma quantidade de 225 peças de carro. De acordo
com essas informações, assinale a alternativa que representa a quantidade de dias necessários para que as
máquinas que estão em operação consigam produzir todas essas peças de carro:
(A) 9 dias.
(B) 10 dias.
(C) 12 dias.
(D) 14 dais.
(E) 15 dias.

3. UNESPAR - 2023

Considere duas funções afim: f(x) = ax + 3 e g(x) = -2x + b. Sabendo-se que f(-1) = 2 e que g(2) = -1, qual
alternativa apresenta o valor de g(0) – f(2)?
(A) -4
(B) -2
(C) 0
(D) 2
(E) 4

49
4. UNESPAR - 2023

No plano cartesiano abaixo está plotada a função f(x) = ax2 + bx + c, em que os valores a, b e c são simul-
taneamente não nulos. Os pontos A, B e C pertencem ao gráfico de f.

Assinale a alternativa que apresenta a expressão algébrica de f.


(A) f(x) = x2 + 2x + 1
(B) f(x) = x2 + x - 1
(C) f(x) = x2 + x - 5/3
(D) f(x) = x2 + x + 1
(E) f(x) = 5/3x2 + x - 5/3

5. UNESPAR - 2023

A área de um polígono ABCDE é 15 cm2 . Qual é a área de um polígono FGHIJ semelhante a ABCDE, cujo
perímetro é o quádruplo do perímetro de ABCDE?
(A) 30 cm2
(B) 60 cm2
(C) 90 cm2
(D) 120 cm2
(E) 240 cm2

6. UNESPAR - 2022

Qual é o volume (V) de um cone circular reto cuja altura (h) é igual ao triplo do seu diâmetro (d)?
(A) V = π/2d2
(B) V = π/6d3
(C) V = 3πd3
(D) V = π/3d3
(E) V = 2/3πd3

50
7. UNESPAR - 2021

Dados os sistemas de equações abaixo:

Assinale a alternativa CORRETA após analisar cada item a seguir sobre esses sistemas:
I. Resolvendo o sistema de equação B, encontramos uma solução igual a S = {7,-4}.
II. Após resolver o sistema de equação A, o resultado obtido é igual a S = {1,2}.
III. A solução do sistema de equação C é igual a S = {46,12}.
(A) Somente os itens I e II estão corretos.
(B) Somente os itens II e III estão corretos.
(C) Somente o item III está correto.
(D) Somente os itens I e III estão corretos.
(E) Nenhum item está correto.

8. OBJETIVA - 2021

Certo produto, com preço de R$ 290,00, foi vendido com 24% de desconto. Sendo assim, qual o valor pelo
qual esse produto foi vendido?
(A) R$ 210,40
(B) R$ 215,40
(C) R$ 220,40
(D) R$ 225,40

9. Itame - 2020

Sabendo que o salário de Marcos equivale a 80% do salário de Wanessa e que a diferença entre os dois
salários é de R$ 500,00, então podemos concluir que o salário de Marcos é igual à:
(A) R$ 2.500,00
(B) R$ 2.300,00
(C) R$ 2.100,00
(D) R$ 2.000,00

51
10. Creative Group - 2021

Uma moto com velocidade constante de 90 km/h faz determinado percurso em 80 minutos. Qual foi a velo-
cidade da moto sabendo que em outro momento ela fez esse mesmo percurso em 1h 40minutos?
(A) 112,5km/h.
(B) 72km/h.
(C) 82km/h.
(D) 80km/h.

11. Creative Group - 2021

Uma moto com velocidade constante de 90 km/h faz determinado percurso em 80 minutos. Qual foi a velo-
cidade da moto sabendo que em outro momento ela fez esse mesmo percurso em 1h 40minutos?
(A) 112,5km/h.
(B) 72km/h.
(C) 82km/h.
(D) 80km/h.

12. IPPEC - 2024

Um bloco para anotações e uma caneta esferográfica cristal custam juntos R$2,80 (dois reais e oitenta
centavos). Quanto custa a caneta se o bloco para anotações custa quarenta centavos a mais que a caneta?
(A) R$ 1,10
(B) R$ 1,20
(C) R$ 1,60
(D) R$ 1,16
(E) R$ 0,80

13. UNIVIDA - 2024

A respeito da representação gráfica da função linear f(x) = - 2x / 5 + 8, é correto dizer que:


(A) Intercepta o eixo da ordenadas no ponto (8, 0).
(B) Intercepta o eixo das abcissas no ponto (8, 0).
(C) Intercepta o eixo da ordenadas no ponto (0, 8).
(D) Intercepta o eixo das abcissas no ponto (0, 8).
(E) Intercepta o eixo das abcissas no ponto (0, 20).

14. Faculdade Alfa Umuarama - 2023

Dada a equação de 2º grau a seguir, assinale a resposta que apresenta a SOMA das raízes.
2x2 - 10x -48=0
(A) -24
(B) -5
(C) -10

52
(D) 5
(E) 10

15. FUNDATEC - 2024

As raízes da equação de segundo grau 2x2 - 4x + 8 = 6x - 4 representam as dimensões de um retângulo.


Determine o perímetro desse retângulo.
(A) 3.
(B) 5.
(C) 6.
(D) 10.
(E) 12.

16. ADM&TEC - 2024

Uma fazenda tem um campo retangular de 0,3 km de comprimento e 200 metros de largura. Se a fazendeira
deseja cercar toda a área do campo com três voltas de cerca, quantos metros de cerca serão necessários?
(A) 1.000 m
(B) 3.000 m
(C) 3.300 m
(D) 4.000 m

17. CESPE / CEBRASPE - 2023

Considerando-se a figura a seguir, que ilustra dois caminhos possíveis entre os municípios de Patos e de
Araras, é correto inferir que, caso um viajante escolha o maior caminho, ele percorrerá 30(√3 − 1) km a mais do
que se tivesse ido pelo caminho direto que liga os municípios.

( ) CERTO
( ) ERRADO

53
18. FAUEL - 2024

A casa de Tereza foi construída sobre um terreno em formato de paralelogramo, como mostra a figura a
seguir.

Qual é a medida da área total do terreno de Tereza?


(A) 120 m².
(B) 180 m².
(C) 216 m².
(D) 460 m².

19. UNIVIDA - 2024

Qual é a área de um quadrado cujo perímetro é igual ao de um retângulo com dimensões de x cm por y cm,
onde x é o maior número natural de um algarismo e y é o menor número natural com dois algarismos?
(A) 90 cm².
(B) 2,25 cm².
(C) 5,0625 cm².
(D) 6,0459 cm².
(E) 2,025 cm².

20. IBADE - 2024

Gabriel é dono de uma fábrica de materiais de construção e deseja calcular o volume de areia que foi arma-
zenado em um tanque. Para isso, ele estabeleceu as seguintes medidas:

O volume, em m³, de areia nesse tanque é de:


(A) 0,130
(B) 0,325
(C) 0,455
(D) 0,585
(E) 0,715

54
21. OMNI - 2021

Seja uma pirâmide hexagonal de área da base igual a 5m2 e altura igual a 12m, o volume dela é de:
(A) 20 m3
(B) 20 m2
(C) 60 m3
(D) Nenhuma das alternativas.

22. OBJETIVA - 2021

Um posto de combustível está com promoção em prol de uma entidade. Em dias normais, o litro da gasolina
está R$ 4,00, mas, na promoção, abastecendo o carro e doando o valor de R$ 20,00 para uma entidade
beneficente, o litro da gasolina sai por R$ 3,75. A promoção feita pelo posto pode ser descrita por uma função.
Como é chamada essa função e como podemos escrevê-la?
(A) Função de primeiro grau, f(x) = 4x − 3,75x + 20
(B) Função de segundo grau, f(x) = 4x2 − 3,75x + 20
(C) Função de segundo grau, f(x) = 3,75x2 + 20
(D) Função de primeiro grau, f(x) = 3,75x + 20
(E) Função de segundo grau, f(x) = 4x2 + 3,75 + 20

23. GUALIMP - 2020

Um cientista acompanhou o desenvolvimento de uma cultura de bactérias. Foi verificado que o número
de bactérias presentes nessa cultura era expresso pela função B(t) =20*3t/2 onde B(t) representa o número de
bactérias presentes nessa cultura e t representa o tempo (em dias) em que esse acompanhamento havia sido
iniciado.
Quantos dias após o início do acompanhamento o número de bactérias presentes nessa cultura era de
1.620?
(A) 8 dias.
(B) 11 dias.
(C) 14 dias.
(D) 18 dias.

24. FUNCEPE - 2024

A partir do sistema de 1º grau a seguir, encontre o valor de y.

(A) y = 2.
(B) y = 3.
(C) y = 1.
(D) y = 5.
(E) y = 0.

55
25. FUNDATEC - 2024

Sofia e Tomás colecionam bonecas. Juntos eles têm 37 bonecas. Sofia tem uma boneca a mais que o dobro
das de Tomás. Quantas bonecas Sofia e Tomás têm, respectivamente?
(A) 16 e 21.
(B) 18 e 19.
(C) 20 e 17.
(D) 22 e 15.
(E) 25 e 12.

Gabarito

1 C
2 E
3 B
4 D
5 E
6 A
7 A
8 C
9 D
10 B
11 B
12 B
13 C
14 D
15 D
16 B
17 CERTO
18 B
19 C
20 C
21 A
22 D
23 A
24 C
25 E

56

Você também pode gostar