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Recurso Ordinário: Vínculo Empregatício e Indenização

Josias interpõe recurso ordinário contra sentença que julgou improcedentes seus pedidos de reconhecimento de vínculo empregatício com a Automais Ltda. O recorrente argumenta que prestou serviços de forma subordinada e contínua, configurando a relação de emprego, e solicita a reforma da sentença para o reconhecimento de seus direitos trabalhistas. Além disso, pleiteia a responsabilidade da Reclamada por danos decorrentes de acidente de trabalho.
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Recurso Ordinário: Vínculo Empregatício e Indenização

Josias interpõe recurso ordinário contra sentença que julgou improcedentes seus pedidos de reconhecimento de vínculo empregatício com a Automais Ltda. O recorrente argumenta que prestou serviços de forma subordinada e contínua, configurando a relação de emprego, e solicita a reforma da sentença para o reconhecimento de seus direitos trabalhistas. Além disso, pleiteia a responsabilidade da Reclamada por danos decorrentes de acidente de trabalho.
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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ PRESIDENTE DO EGRÉGIO

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO

Processo nº: ____________________________

Josias, já qualificado nos autos da reclamação trabalhista que move em face


de Automais Ltda., vem, respeitosamente, por seu advogado que esta subscreve,
inconformado com a respeitável sentença que julgou improcedentes os pedidos
formulados na inicial, interpor o presente

RECURSO ORDINÁRIO

com fulcro no artigo 895, inciso I, da Consolidação das Leis do Trabalho


na1
(CLT), requerendo a sua juntada aos autos, bem como a remessa ao Egrégio Pági
Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, de quem se espera total provimento.
RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO

EGRÉGIO TRIBUNAL

COLENDA TURMA

I – SÍNTESE FÁTICA

O Recorrente ajuizou reclamatória trabalhista objetivando o reconhecimento


de vínculo empregatício com a empresa Automais Ltda., bem como o pagamento
das verbas rescisórias e demais direitos decorrentes. Alegou ter prestado serviços
de forma pessoal, contínua, onerosa e subordinada à Reclamada de setembro de
2018 a fevereiro de 2024, realizando avaliações, serviços mecânicos e
comercialização de veículos por ela indicados.

Contudo, a respeitável sentença de primeiro grau entendeu por bem julgar


improcedentes os pedidos do Recorrente, sob o argumento de que a relação entre
as partes se deu de forma autônoma, não havendo vínculo de emprego.
1
na1
Pági
Data venia, a r. sentença merece reforma.

II – DO MÉRITO

1. Do vínculo de emprego – Configuração dos requisitos legais

Com o devido respeito, o MM. Juízo a quo não aplicou corretamente o


princípio da primazia da realidade, consagrado no Direito do Trabalho. Restou
incontroverso nos autos que o Recorrente prestava serviços de forma habitual,
pessoal, onerosa e subordinada, o que configura a relação de emprego, nos moldes
dos artigos 2º e 3º da CLT.

A subordinação se evidencia pelo controle que a Reclamada exercia sobre os


valores das avaliações, cobranças em relação à venda dos veículos e exigência de
presença física do Recorrente na loja da concessionária, de segunda a sábado, das
08h às 19h, com apenas 30 minutos de intervalo, conforme alegado e confirmado
pelas testemunhas do próprio Recorrente.

Ainda que o Recorrente possuísse CNPJ e realizasse a intermediação das


vendas, isso não desnatura o vínculo empregatício, pois tais medidas foram
tomadas para atender às exigências da própria Reclamada e, inclusive, mascarar a
verdadeira relação jurídica havida entre as partes, prática conhecida como
"pejotização".

A prestação de serviços de forma contínua e exclusiva à Reclamada por mais


de cinco anos, com ingerência sobre sua atividade e horários, afasta a tese de
autonomia e confirma o vínculo empregatício.

1
na1
2. Da confissão judicial e sua relativização
Pági

O MM. Juízo conferiu excessivo peso ao depoimento pessoal do Recorrente,


atribuindo-lhe caráter de confissão sobre a ausência de subordinação. Todavia, o
Direito do Trabalho orienta-se pela proteção do trabalhador, parte hipossuficiente da
relação, sendo imprescindível analisar o conjunto probatório sob a ótica do princípio
da proteção, relativizando eventuais confissões contraditórias.

As testemunhas ouvidas confirmaram a subordinação e o caráter não


eventual da prestação dos serviços, especialmente quanto à rotina extenuante e à
exigência de permanência no ambiente da Reclamada. Assim, a prova oral favorece
o reconhecimento do vínculo.

3. Do acidente de trabalho e da responsabilidade da Reclamada

O Recorrente sofreu acidente de trabalho em janeiro de 2024, quando


transportava veículo para seu galpão, em atividade diretamente ligada ao objeto da
prestação de serviços à Reclamada. Ainda que não se reconhecesse o vínculo de
emprego, a responsabilidade objetiva da Reclamada, na qualidade de tomadora dos
serviços, atrairia a sua obrigação de reparação, nos termos do artigo 927, parágrafo
único, do Código Civil.

Assim, merece reforma a r. sentença também neste aspecto, para o fim de


condenar a Reclamada ao pagamento de indenização por danos morais e materiais
decorrentes do acidente.

III – DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer o Recorrente:

1. O conhecimento e provimento do presente Recurso Ordinário; 1


na1
2. A reforma da sentença para o fim de reconhecer o vínculo de emprego entre o
Pági

Recorrente e a Reclamada, com a consequente condenação ao pagamento


de todas as verbas rescisórias, saldo de salário, aviso prévio, férias + 1/3, 13º
salários, FGTS + multa de 40%, bem como registro em CTPS;

3. Caso assim não se entenda, que seja reconhecida a responsabilidade civil da


Reclamada pelo acidente de trabalho sofrido pelo Recorrente, com a
condenação ao pagamento de indenização por danos morais e materiais;

4. A condenação da Reclamada ao pagamento das custas processuais e


honorários advocatícios.
Nesses termos, pede deferimento.

Santa Maria / Porto Alegre, 03 de junho de 2025.

Rafael Júnior Dalcin Joaquim

OAB/RS 00. 000 OAB/RS 00.001

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Pági

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