Análise de controle interno e auditoria
interna em pequenas e microempresas
do bairro Armour de Santana do
Livramento-RS
Analysis of internal control and internal audit
in small and microenterprises in the Armour
District of Santana do Livramento-RS
Karen Beatriz Rodrigues Viera Madeira1
Resumo
O controle interno e a auditoria interna são técnicas utilizadas na gestão das
empresas para se obter melhoria na organização dos processos internos e
desenvolvimento das atividades, a fim de que seja mantida sua continuidade.
No Brasil, as empresas são classificadas pelo seu porte e, a maioria delas é
enquadrada como micro e pequenas empresas. Nesses empreendimentos
nem sempre a contabilidade é empregada como uma ferramenta para
auxiliar a administração e, em consequência disso acabam ficando sujeitos a
fraudes e erros involuntários prejudicando a gestão da empresa. O objetivo do
trabalho foi apresentar e analisar a utilização das técnicas do controle interno
e da auditoria interna na tomada de decisão e na administração das micro e
pequenas empresas do bairro Armour de Santana do Livramento-RS. O estudo
contou com a realização de revisão da literatura e pesquisa de campo com
a aplicação de questionário aos proprietários/responsáveis de dez empresas
do bairro Armour. Observou-se que há baixa adoção do controle interno e
auditoria interna pelas microempresas, possivelmente devido ao custo na
implantação desses sistemas, além da necessidade de pessoal treinado e
experiente para a execução das responsabilidades. A baixa adoção das técnicas
de controle pelas microempresas pode afetar o seu planejamento estratégico.
Palavras-chave: Controle Interno. Auditoria Interna. Micro e Pequenas Empresas.
1
Graduada em Ciências Contábeis pela Universidade da Região da Campanha (URCAMP).
Pós-Graduada em Perícia e Auditoria Contábil pela Faculdade Educacional da Lapa (FAEL).
E-mail: karenbeatriz4@[Link]
Abstract
Internal control and internal auditing are techniques used in the
management of companies to obtain improvement in the organization of
internal processes and development of activities in order that continuity
be maintained. In Brazil, companies are classified by their size, and the
majority of them are classed as micro and small enterprises. In these
enterprises, accountancy is not always employed as a tool to help the
administration, and as a result they end up being subject to fraud and
involuntary errors, harming the company’s management. The objective
of this work was to present and analyze the use of internal control and
internal auditing techniques in decision making and administration of
micro and small enterprises in the Armour neighborhood of Santana do
Livramento, RS. The study counted on the implementation of literature
revision and field research with the application of a questionnaire for the
owners/ those responsible of ten companies in the Armour neighborhood.
It was observed that there is a low adoption of internal control and internal
auditing by the micro-enterprises, possibly due to the cost of implantation
of these systems as well as the need for trained staff with experience for the
execution of these responsibilities. The low adoption of control techniques
by the micro-enterprises can affect their strategic planning.
Keywords: Internal Control. Internal Auditing. Micro and Small Enterprises.
Data de submissão: 12 de maio de 2021
Data de aprovação: 07 de julho de 2021
Revista da FAE, Curitiba, v. 24, 2021 – e 0696
INTRODUÇÃO
No Brasil, a maioria dos empreendimentos existentes são
enquadrados como micro e pequenas empresas. Embora sejam de grande
importância para o desenvolvimento social e econômico, essas empresas
têm enfrentado obstáculos na continuidade de suas atividades devido à
falta de planejamento antecipado, a inexistência de estratégias no negócio,
a falta de gestão eficaz ou a utilização da contabilidade apenas para fins
fiscais e não comerciais, entre outros fatores.
Muitos empreendedores não veem a contabilidade como uma
ferramenta necessária para a administração da empresa e, por falta de
conhecimento acabam tomando decisões através de sua experiência ou
intuição. Na maioria das vezes essas empresas não tem um controle de
estoque ou um fluxo de caixa, embasam o seu preço na concorrência ou
até mesmo por dedução, alguns sequer fazem uma análise financeira para
formar uma estratégia competitiva.
O controle interno, segundo Alves et al. (2014) tem por objetivo
controlar e assegurar que a empresa seja eficaz nos processos de
organização e obtenha um bom desenvolvimento, para que seja mantida
sua continuidade. Já a auditoria é [...] “o levantamento, estudo e avaliação
sistemática das transações, procedimentos, operações, rotinas e das
demonstrações financeiras de uma entidade” (CREPALDI, 2002, p. 23).
Sendo assim, ambos auxiliam na gestão e planejamento das empresas.
Esta pesquisa justifica-se em virtude de que o bairro Armour de
Santana do Livramento-RS caracteriza-se por possuir muitas empresas
implantadas em sua avenida principal, as quais são a fonte de renda
de grande parte da comunidade local e, cada vez mais são instituídos
novos empreendimentos, os quais muitas vezes não adotam as técnicas
necessárias para o planejamento do negócio.
Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo apresentar e
analisar a utilização das técnicas do controle interno e da auditoria interna
na tomada de decisão e na administração das micro e pequenas empresas
do bairro Armour de Santana do Livramento-RS.
1 REFERENCIAL TEÓRICO
A fundamentação teórica aborda os componentes teóricos
relacionados com o tema estudado, auxiliando na formulação e
comprovação dos questionamentos contidos no estudo.
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1.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO DE EMPRESA
Para Fraporti et al. (2018), a empresa é caracterizada como uma
atividade econômica com o objetivo de fazer a produção de mercadorias e
incentivar a circulação de serviços e produtos no mercado. É formada por
elementos técnicos, pessoais e materiais, seu objetivo é obter lucro por
meio da participação no mercado. As empresas podem ser classificadas
por diversos critérios, e um deles é em relação ao seu porte, podendo ser
micro, pequena, média e grande empresa. Porém, neste trabalho foram
abordadas apenas microempresas e empresas de pequeno porte.
No Brasil, as microempresas e de pequeno porte estão amparadas
pela Lei Complementar n° 123/2006, que originou o Estatuto Nacional
da microempresa e da empresa de pequeno porte, também conhecido
como Lei Geral, e regulamenta o tratamento favorecido, simplificado e
diferenciado a esse setor (BRASIL, 2006). A Lei Geral classifica o negócio
com base na receita bruta anual, sendo Microempresa: receita bruta anual
Para reduzir a taxa igual ou inferior a R$ 360.000,00 e Empresa de Pequeno Porte: receita
de mortalidade das bruta anual superior a R$ 360.000,00 e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00.
empresas e assegurar
a sua continuidade, Segundo o estudo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro
é importante atentar e Pequenas Empresas- SEBRAE (2016), as microempresas (ME) constituem o
para a gestão e para o segmento com maior taxa de mortalidade, visto que, em 2012, a taxa era de
controle interno. 45%, bem acima dos outros portes que variaram de 2% a 13%. Esses resultados
indicam que as empresas maiores, cujas contam com estrutura mais organizada
e maior capital, tendem a possuir maior chance de sobrevivência.
Para reduzir a taxa de mortalidade das empresas e assegurar a sua
continuidade, é importante atentar para a gestão e para o controle interno,
cujos conceitos, objetivos, princípios e características serão tratados no
próximo tópico.
1.2 CONTROLE INTERNO
“O controle interno representa em uma organização o conjunto de
procedimentos, métodos ou rotinas com os objetivos de proteger os ativos,
produzir dados contábeis confiáveis e ajudar a administração na condução
ordenada dos negócios da empresa” (ALMEIDA, 2012).
Sendo assim, o controle interno auxilia na tomada de decisões, pois utiliza
do resultado dos fluxos das operações cotidianas para controlar e gerenciar as
operações futuras, prevenindo erros e fraudes na gestão da empresa.
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Um controle interno eficiente e bem desenvolvido é de extrema
necessidade, pois é ele que vai influenciar de forma positiva em todos os
departamentos da empresa, garantindo uma melhor qualidade e segurança
nas informações. O controle garante organização e aperfeiçoamento dos
colaboradores e desenvolvimento nos processos das organizações, por se
tratar de uma uniformização de tarefas.
Através da utilização do controle interno adequado os erros
e as fraudes podem ser detectados e corrigidos a curto prazo, pelos
colaboradores, por verificarem as ações e os processos diariamente
em suas funções. Entretanto, é de total responsabilidade da empresa o
treinamento adequado dos colaboradores, para que eles possam ter
pleno conhecimento do que está sendo pretendido e possam identificar
responsabilidades “por eventuais omissões na realização das transações
da empresa” (ALMEIDA, 2010, p. 43).
Um controle interno Portanto, diante do exposto, percebe-se que o controle interno
eficiente e bem aplicado na gestão assegura a continuidade da empresa através da
desenvolvido é de eficiência e eficácia de seus processos e da prevenção e diminuição de
extrema necessidade, erros e fraudes.
pois é ele que vai
influenciar de forma
positiva em todos 1.3 AUDITORIA INTERNA
os departamentos
da empresa.
A auditoria é uma “técnica contábil que utiliza procedimentos
específicos e peculiares, os quais aplicados no exame de registros,
documentos e inspeções através da obtenção de informações e
confirmações, estabelecem condições para o controle de patrimônio de
uma entidade” (ALMEIDA, 2012).
A auditoria pode ser classificada como externa e interna. A auditoria
externa ou independente tem por finalidade informar aos investidores e demais
interessados, à posição financeira e patrimonial de determinada entidade. Já
a auditoria interna possui a função de auxiliar e assessorar a administração da
entidade, acompanhando os processos do controle interno utilizado. Sendo
que, neste trabalho optou-se por analisar apenas esta última.
A auditoria interna se diferencia do controle interno, pelo fato de que,
a primeira trabalha com a finalidade de acompanhamento e fiscalização
de todos os processos da empresa por um departamento especializado,
verificando erros e falhas que se originam das normas e procedimentos
criados pelo controle interno.
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O controle interno funciona diariamente na empresa, enquanto a
auditoria interna é facultativa, porém recomenda a realização pelo menos
uma vez ou mais por ano, para a averiguação das normas e procedimento.
Segundo Crepaldi (2004):
É preciso que se distingam os termos controle interno e auditoria interna. A
auditoria interna equivale a um trabalho organizado de revisão e apreciação de
trabalho, normalmente executado por um departamento especializado, ao passo
que o controle interno se refere aos procedimentos e à organização adotados
como planos permanentes da empresa.
Conforme as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC T-12) as quais
tratam exclusivamente sobre auditoria interna, os procedimentos são:
[Link] – Os procedimentos de auditoria interna são os exames, incluindo testes
de observância e testes substantivos, que permitem ao auditor interno obter
provas suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações.
[Link] – Os testes de observância visam à obtenção de uma razoável segurança
de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo
funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários da Entidade.
[Link] – Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência,
O controle interno exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informações da Entidade.
funciona diariamente [Link] – As informações que fundamentam os resultados da auditoria interna são
na empresa, enquanto denominadas de9 “evidências”, que devem ser suficientes, fidedignas, relevantes
e úteis, de modo a fornecerem base sólida para as conclusões e recomendações
a auditoria interna é (BRASIL, 2020).
facultativa.
Na auditoria interna toda a documentação é analisada, mas
dependendo do tamanho da organização, pode ser feita a análise através de
amostragem estatística, em que o auditor determina a extensão de um teste
de auditoria interna pelo método de seleção dos itens a serem testados.
Através dos procedimentos corretos da auditoria interna, o auditor
interno verifica as inconsistências dos dados e das informações. Podendo
corrigir e orientar os erros ou falhas do controle interno.
Conforme o item [Link] da NBC T 12 “O auditor interno
deve documentar, através de papéis de trabalho, todos os elementos
significativos dos exames realizados, que evidenciem ter sido a auditoria
interna executada de acordo com as normas aplicáveis” (BRASIL, 2020).
Percebe-se então, que a auditoria interna transforma o ambiente por
se tratar de um procedimento responsável pela prevenção e harmonização
dos processos da empresa, a fim de corrigir equívocos e avaliar erros e
fraudes provocadas, muitas vezes, pela deficiência da aplicação do controle
interno na organização, proporcionando uma precaução como forma de
zelo aos procedimentos internos.
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1.4 HISTÓRICO DO LOCAL DA PESQUISA DE CAMPO
O bairro Armour, já foi palco de grandes investimentos como
o frigorífico Swift Armour S.A. Indústria e Comércio. Essa companhia
foi inaugurada no dia 04 de julho de 1917, dando início a inúmeras
transformações no contexto socioeconômico de Santana do Livramento,
através da geração de empregos e funcionamento em tempo integral
com integração de três turnos. Como esse empreendimento era norte-
americano, trouxe consigo novas formas de trabalho e moradia, também
transformou a região com suas construções e clubes sociais. No entanto,
esse empreendimento veio à falência, mas o bairro construído ao seu redor
permaneceu, junto com suas edificações tão características.
O bairro cresceu e, atualmente é constituído por muitas escolas,
um supermercado, um posto de combustível, uma companhia de corpo de
bombeiros, Rotary Club Armour (clube social), posto médico e uma grande
quantidade de micro e pequenas empresas.
2 METODOLOGIA
O presente estudo trata-se de uma análise descritiva da utilização
de ferramentas do controle interno e da auditoria interna no cotidiano das
micro e pequenas empresas entrevistadas.
Inicialmente, para a obtenção de informações, contou-se com a
execução de revisão bibliográfica a respeito da aplicação das ferramentas
de gestão para as micro e pequenas empresas. Após, durante o período
de agosto/2020 a setembro/2020, foi realizada uma pesquisa de campo
com uma amostra de 10 empresas implantadas na avenida principal do
bairro Armour, sendo essa amostra tomada de forma não probabilística
por conveniência do pesquisador.
Os dados foram coletados através de aplicação de um questionário
com diversas questões referentes à adoção das técnicas do controle interno
no cotidiano da empresa e se há realização, pelo menos uma vez por ano,
da auditoria interna. Além disso, foi incluído um campo de observações,
em que os proprietários/responsáveis que achassem convenientes, ou que
utilizassem algum controle próprio que não foi mencionado no questionário
pudessem compartilhar. O questionário foi disponibilizado por meio
impresso diretamente ao proprietário/responsável do estabelecimento e
os dados foram analisados e descritos, a fim de propor um entendimento
da temática estudada.
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3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS
Após a análise dos dados obtidos a partir da aplicação de questionário
aos proprietários/responsáveis dos 10 estabelecimentos do bairro, pode-
se realizar a classificação em relação ao seu porte, entre microempresa e
empresa de pequeno porte, a relação pode ser visualizada no GRÁF. 1
GRÁFICO 1 – Relação das empresas por porte
Empresas de
pequeno porte 40% Microempresas
60%
FONTE: A autora (2020)
Analisando o GRÁF. 1 percebe-se que a grande maioria das empresas se
enquadra como microempresas, sendo 60% da amostragem, ao passo que, 40%
das empresas são de pequeno porte. Isso pode ocorrer, por se tratar de um bairro
onde os empreendimentos são pequenos e o nicho de mercado é reduzido.
Na TAB. 1 está exposto o questionário aplicado aos proprietários/
responsáveis dos estabelecimentos com as porcentagens a respeito da
adoção ou não adoção das técnicas do controle interno.
TABELA 1 – Questionário entregue aos proprietários/responsáveis pelos
estabelecimentos continua
Não
Item Procedimentos Adota
Adota
A empresa possui um planejamento estratégico de
01 60% 40%
médio e longo prazo.
A admissão de novos funcionários é precedida
02 de investigações adequadas, de acordo com as 90% 10%
responsabilidades a serem assumidas.
A empresa adota um sistema de ponto, horário
03 flexível e banco de horas a fim de evitar a formação de 40% 60%
contingências trabalhistas.
A empresa mantém os preceitos legais quando da
04 emissão de Notas Fiscais e faturas, por pessoal treinado 90% 10%
e com o conhecimento técnico suficiente.
O estrito controle sequencial numérico é exercido sobre os
05 60% 40%
arquivos de Notas Fiscais-Faturas emitidas, para cada série.
Existe um suporte legal para o cancelamento de Notas
06 Fiscais. Todas as vias da nota cancelada são arquivadas, em 70% 30%
seu corpo consta o motivo e a aprovação da administração.
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TABELA 1 – Questionário entregue aos proprietários/responsáveis pelos
estabelecimentos conclusão
Não
Item Procedimentos Adota
Adota
A empresa fornece dados consistentes na determinação
07 dos valores do inventário, dos resultados da empresa, e 60% 40%
para a elaboração de relatórios gerenciais.
A empresa possui dados consistentes e ágeis, para a área de
08 90% 10%
vendas, para determinação dos preços dos produtos finais.
A responsabilidade de recebimento e depósitos de
09 valores é centralizada no menor número possível de 100% 00%
pessoas, e as funções são segregadas.
Existem registros independentes da contabilidade,
sobre os títulos e valores mantidos no departamento
10 70% 30%
e periodicamente são efetuados os procedimentos de
contagem e conciliação com a contabilidade.
Os adiantamentos aos funcionários ou a terceiros são
11 feitos mediante a um formulário apropriado em que às 40% 60%
aprovações gerenciais adequadas fiquem evidenciadas.
Os recebimentos de caixa são controlados fisicamente e
12 90% 10%
registrados apropriadamente.
Todas as contas bancárias da empresa são controladas
por meio de razão geral e são conciliadas mensalmente
13 80% 20%
por detalhada comparação entre os registros da
empresa e os extratos bancários.
A empresa mantém simultaneamente à emissão do
cheque, a cópia do mesmo. As cópias são arquivadas
14 para manter um controle sequencial adequado. Nas 30% 70%
cópias de cheques emitidas pela empresa é especificada
a natureza das despesas pagas.
Os pagamentos são precedidos de análise adequada
a fim de: confirmar o recebimento efetivo das
15 mercadorias e serviços, certificar-se de que os 100% 00%
preços e montantes pagos estejam corretos e que a
documentação suporte seja adequada e legal.
A empresa possui a função de compras definida como
obtenção dos recursos necessários pelo melhor preço,
16 90% 10%
melhor quantidade, no tempo certo e no lugar certo,
observando-se as exigências de qualidade.
Os registros contábeis de inventário são atualizados,
17 50% 50%
refletindo a situação real das propriedades da empresa.
A empresa utiliza da auditoria interna, pelo menos
uma vez por ano para verificar se houve alguns erros
18 50% 50%
ou fraudes que porventura possam ocasionar falhas de
controles e gerenciamento.
A empresa utiliza da contabilidade como uma ferramenta
19 50% 50%
para a análise e planejamento da gestão do negócio.
FONTE: A autora (2020)
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Percebe-se no item 01 (TAB. 1), que grande parte das empresas
adotam o planejamento estratégico em seus negócios (60%), mesmo sendo
micro ou pequenas empresas, elas visam um objetivo futuro, porém ainda
há empresas que não adotam em seu estabelecimento essa ferramenta.
Segundo Souza et al. (2007), a ausência de um planejamento estratégico
implica em muitos aspectos, mas principalmente na inexistência de
perspectiva de crescimento, manutenção ou até mesmo da adequação do
modelo de negócio.
No item 02 (TAB. 1), referente à contratação, é possível identificar
que apenas 10% não realizam investigações prévias, de acordo com as
responsabilidades a serem assumidas pelos funcionários. Salienta-se que
a escolha de bons profissionais é um aspecto primordial no sucesso da
organização. A seleção de pessoas constitui um investimento em tempo e
dinheiro que proporciona excelentes resultados a curto e longo prazo.
De acordo com Nascimento et al. (2020), o que determinará a
eficiência e eficácia do controle interno na empresa é o esmero nas
Grande parte das práticas da execução das tarefas e nas funções atribuídas a cada um dos
empresas adotam o departamentos da empresa, e para isso deve-se atentar para a escolha de
planejamento estratégico funcionários aptos e experientes, capazes de cumprir os procedimentos
em seus negócios (60%), estabelecidos de forma eficiente e econômica.
mesmo sendo micro ou
pequenas empresas. Outro aspecto importante na empresa diz respeito ao sistema de
controle de ponto dos colaboradores, que deve estar em conformidade com
a legislação. O item 3 aborda sobre esse controle, que possibilita a extração
de todas as informações sobre a jornada de trabalho dos colaboradores,
dados esses que interferem diretamente na folha de pagamento, como
faltas, atrasos e horas extras.
No art. 74 da Consolidação das Leis do Trabalho, consta a
determinação de que um estabelecimento comercial com mais de 10
funcionários deve anotar os horários de entrada e saída dos colaboradores
por meio de um registro manual, mecânico ou eletrônico. Porém, o
estabelecimento com um número menor de funcionários está isento desse
controle físico. É o que acontece com as empresas analisadas durante este
estudo, pois a maioria delas possui um número inferior de funcionários,
não se enquadrando no art. 74 da referida consolidação. Por isso, de
acordo com o item 3 da TAB. 1, apenas 40% delas adotam esse sistema em
seu empreendimento.
Mesmo sendo isentos dessa obrigação, as empresas deveriam
adotar esse controle, para evitar futuras contingências trabalhistas. Isso,
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favorece não só o empregador, mas também os colaboradores que tem os
seus direitos assegurados ao conter um sistema de ponto na organização.
O item 4, questiona se a empresa mantém os preceitos legais quanto
a emissão de nota fiscal. Foi observado que 90% das empresas empregam
esse cuidado na geração da nota fiscal.
As notas fiscais têm grande importância para as empresas e,
atualmente, esse procedimento pode ser feito de forma mais simples e
rápida graças ao uso dos documentos eletrônicos.
Segundo a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006,
que institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno
Porte, em seu artigo n° 37:
Art. 37. A imposição das multas de que trata esta Lei Complementar não exclui
a aplicação das sanções previstas na legislação penal, inclusive em relação
a declaração falsa, adulteração de documentos e emissão de nota fiscal em
desacordo com a operação efetivamente praticada, a que estão sujeitos o titular
ou sócio da pessoa jurídica (BRASIL, 2006).
Portanto, é necessário que o indivíduo responsável por emitir as
notas fiscais, saiba lidar com o ambiente virtual. Ou seja, o colaborador
encarregado de gerar a nota fiscal deve estar treinado o suficiente para
identificar e evitar falhas.
Já os itens 5 e 6, tratam sobre controle sequencial numérico das
notas ficais, o arquivamento e cancelamento das notas equívocas, cujos
resultados obtidos foram de 60 e 70% de adoção, respectivamente.
Para uma melhor localização, caso necessário, é importante que as
notas fiscais, estejam arquivadas em uma sequência numérica, que favoreça
o colaborador na hora de desarquivar. Cada empresa adota o seu próprio
formato de arquivamento, a qual escolhe a melhor forma de realizá-lo.
De acordo com o art. 173 da Lei 5.172/66, que institui o Código
Tributário Nacional, o prazo de guarda dos documentos é de cinco anos,
prazo este em que a empresa deve cumprir por precaução, caso haja um
processo de arbitragem.
No caso da Nota Fiscal Eletrônica instituída através do Ajuste Sinief
07/05, de 30 de setembro de 2005, pode ser arquivada em modo digital,
conforme § 1° da Cláusula Primeira.
§ 1º Considera-se Nota Fiscal Eletrônica - NF-e o documento emitido e armazenado
eletronicamente, de existência apenas digital, com o intuito de documentar
operações e prestações, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do
emitente e autorização de uso pela administração tributária da unidade federada
do contribuinte, antes da ocorrência do fato gerador.
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No item 7, nota-se que embora sejam empresas pequenas, 60%
adotam o controle de fornecimento de dados consistentes na determinação
dos valores do inventário e, 50% adotam o controle dos registros contábeis
de inventário atualizados, conforme consta no item 17 da TAB. 1, como
forma de prevenir erros e corrigir falhas nas avaliações.
A elaboração de relatórios gerenciais é um ato de avaliação
dos controles internos, pois através deles percebe-se a harmonia dos
processos. E também, auxilia no planejamento estratégico a curto e longo
prazo. Já, o inventário físico tem alguns objetivos, como o levantamento
real da situação do estoque para ser levado ao balanço da empresa com
o objetivo de evitar custos, e consequentemente a melhoria continua da
rentabilidade, com maior controle dos produtos verificando os registros e
a quantidade real para que haja organização e uma auditoria da situação
do estoque. O procedimento regular do inventário dentro de uma empresa
pode ajudar a descobrir e corrigir os altos níveis de avarias no estoque.
Migliavacca (2004) ressalta que para proteger o inventário e o
A elaboração de estoque de roubos, perdas e uso indiscriminado, os procedimentos de
relatórios gerenciais é controles internos determinados para tais ativos, devem ser estabelecidos
um ato de avaliação dos e revisados periodicamente.
controles internos, pois
através deles percebe- O item 8 demonstra que quase a totalidade das empresas atentam
-se a harmonia dos para o controle de determinação dos preços de venda, sendo que, apenas
processos. 10% delas não realiza a adoção.
A determinação do preço de venda pode abranger vários fatores de
acordo com Hall e Hitch (1988) como custo total, concorrência e consumidor.
O custo total ocorre quando a determinação do preço do produto é formado
a partir da identificação dos custos fixos e variáveis da empresa. Quando a
decisão do preço é baseada na concorrência, o valor é estabelecido através do
preço de venda da concorrência. E quando é baseada no consumidor, o valor é
calculado através da percepção do valor do produto por parte do consumidor.
De acordo com Kotler e Armstrong (2007) os três fatores mencionados
devem ser considerados em conjunto, pois os custos são a base para o
preço e, os outros componentes, ou seja, o consumidor e os concorrentes
definem o limite para o preço final. Portanto, um controle sobre os custos
da empresa e uma análise do mercado, auxiliam na determinação dos
preços de vendas dos produtos da empresa.
No item 9, nota-se que todas as empresas analisadas realizam
segregação de funções no seu dia a dia, por se tratarem de empresas
menores, possuem poucos funcionários e isso auxilia na gestão da empresa
e no monitoramento do que entra e sai do caixa.
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Segundo Attiê (2010) “a empresa deve realizar a segregação de
funções, a fim de estabelecer independência para a execução operacional
e limitar o acesso de funcionários a seus ativos, além de realizar controles
físicos sobre estes”.
Conforme exposto no item 10 da TAB. 1, percebe-se que apenas
30% das empresas não fazem a devida conciliação com a contabilidade,
isso poderá afetar a confiabilidade das informações contábeis.
Muitas empresas utilizam da contabilidade como forma de
regularização fiscal e tributária. Grande parte delas, possui os seus
próprios programas de registros e controles, podendo esses serem através
de softwares ou tabelas e arquivos manuais.
Na maioria das vezes a empresa não possui uma estrutura
adequada para possuir um contador integral ou registros interligados
com a contabilidade. Por isso, é importante que esses registros realizados
no cotidiano da empresa, sejam fidedignos e após um período sejam
conciliados com a parte contábil para um melhor resultado.
Concernente aos adiantamentos concedidos aos funcionários e a
terceiros (item 11), apenas 40% das empresas analisadas se valem desse
controle no cotidiano. E referente à emissão de cheque e arquivamento
de cópia em controle sequencial (item 14), apenas 30% das empresas
adotam esse hábito.
Neste contexto, o controle interno das instituições participantes
do estudo possui fragilidades, podendo afetar a preservação dos
recursos da empresa contra a perda, fraude, mau uso e dano, conforme
princípios indicados pelo Professional Accountants in Business
Committee – PAIB (2011).
Quanto à utilização de funções para manter o controle da
organização percebe-se que 90% das empresas adotam o controle de
caixa permanente, com a contagem física e o registro apropriado (item
12), 80% delas adotam o critério de controle das contas bancárias,
através de razão geral e comparação entre os registros da empresa e
extratos bancários (item 13) e 100% das empresas afirmam efetuar o
pagamento aos fornecedores após a análise do recebimento adequado
da mercadoria (item 15). Já no item 16, 90% das empresas adotam a
função de compras definida como obtenção dos recursos necessários
pelo menor preço, melhor quantidade, no tempo certo e no lugar certo,
observando as exigências de qualidade.
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De acordo com o SEBRAE, o fluxo de caixa é excelente para avaliar a
disponibilidade de caixa e a liquidez da empresa. Podendo o empreendedor
assim, antecipar algumas decisões importantes, como reduzir as despesas
sem comprometer o lucro, realizar o planejamento de investimentos e
de promoções, planejar uma solicitação de empréstimos, negociar uma
dilatação de prazo com fornecedor e outras medidas para que possíveis
dificuldades financeiras possam ser evitadas ou minimizadas.
Com relação à utilização da auditoria interna, para análise pelo
menos uma vez por ano, item 18, apenas 50% das empresas usufrui dessa
ferramenta para a prevenção de erros e fraudes no sistema de controle e
nos dados gerenciados pela empresa.
Duarte (2017) salienta que a auditoria interna deve procurar a
prevenção e a correção, contribuindo não só, para beneficiar a empresa, o
cliente, a qualidade da assistência, a credibilidade de serviço, como também
na questão financeira, para controlar os gastos desnecessários. Sendo
assim, a não adoção desse sistema por 50% das empresas analisadas neste
estudo, poderá acarretar em erros e impactos no orçamento das mesmas.
O fluxo de caixa é
excelente para avaliar a A respeito da utilização da contabilidade como ferramenta para a
disponibilidade de caixa análise e planejamento da gestão do negócio, item 19, observa-se a não
e a liquidez da empresa. adoção por 50% das empresas, o que poderá afetar a confiabilidade das
informações contábeis e o planejamento estratégico. Attiê (2010), “para
a confiabilidade dos relatórios e documentos contábeis, é necessária a
adoção, a utilização, e o acompanhamento da documentação hábil para o
registro das transações”.
Na pesquisa também foi questionado aos proprietários/responsáveis
das empresas se a implantação das técnicas de controle interno mencionadas
neste trabalho auxilia no planejamento do seu negócio (TAB. 2).
TABELA 2 – As técnicas do controle interno auxiliam no negócio?
Questionário Sim Não Talvez
No seu ver, como gestor, a implantação
das técnicas acima mencionadas auxilia na 80% 00% 20%
gestão e planejamento do seu negócio?
FONTE: A autora (2020)
Na TAB. 2, constata-se que 80% dos proprietários/responsáveis
mencionam que sim, as técnicas são importantes para o bom funcionamento
da organização. E 20%, mencionam que talvez auxiliem no desenvolvimento
do negócio, caso todas elas sejam aplicadas em suas rotinas.
Revista da FAE, Curitiba, v. 24, 2021 – e 0696
Attiê (2010), afirma que é de suma importância, o controle interno,
nos processos da organização, pois possibilita a salvaguarda dos ativos e
promove a eficiência operacional da empresa, determinando os meios
necessários à condução das tarefas.
No campo de observações disponibilizado no questionário, dois
dos proprietários/responsáveis compartilharam técnicas que utilizam
diariamente para permanecer com o bom funcionamento do negócio.
Um dos proprietários/responsáveis descreveu que os pagamentos
efetuados aos fornecedores são controlados diariamente com o intuito
de honrar com os prazos de vencimento dos boletos, para não haver
pendências e a mercadoria ser encaminhada normalmente. Já, o outro
proprietário/responsável menciona o fato de ser revendedor de produtos
perecíveis, os quais requerem um cuidado específico e diferenciado dos
demais. Para ele os relatórios, contabilidade, conferências em geral são
realizados da mesma forma das demais empresas, porém, há um controle
diferenciado em relação aos produtos perecíveis.
Para a análise final, foi elaborado um gráfico comparativo, referente
à porcentagem de adoção do controle interno das empresas analisadas
em relação ao seu porte. Cujos parâmetros analisados foram: controle
do planejamento estratégico de médio e longo prazo (item 1); adoção da
auditoria interna como ferramenta e averiguação pelo menos uma vez por
ano (item 18); utilização da contabilidade como ferramenta para a análise
e o planejamento da gestão do negócio (item 19). (GRÁF. 2).
GRÁFICO 2 – Porcentagem de adoção do controle de planejamento, auditoria
interna e da contabilidade.
FONTE: A autora (2020)
NOTA: Item 1: A empresa possui um planejamento estratégico de médio e longo prazo;
Item 18: A empresa utiliza da auditoria interna, pelo menos uma vez por ano para verificar
se houve alguns erros ou fraudes que porventura possam ocasionar falhas de controles e
gerenciamento; Item 19: A empresa utiliza da contabilidade como uma ferramenta para a
análise e planejamento da gestão do negócio.
Revista da FAE, Curitiba, v. 24, 2021 – e 0696
Através do GRÁF. 2 percebe-se que as empresas de pequeno porte
(EPP) utilizam mais as técnicas do controle interno e da auditoria interna
do que as microempresas.
Observa-se que a utilização do planejamento estratégico é superior
nas EPP, sendo que 75% utilizam, provavelmente porque a maioria das
EPP visam um crescimento financeiro e físico do seu negócio e, que na
microempresa não há uma visão tão abrangente.
A respeito do item 18 do GRÁF. 2, há uma grande adoção das EPP
em relação às microempresas, pois apenas 33,33% das microempresas
utilizam da auditoria interna, o que pode estar relacionado aos custos de
implantação, já que esse valor não deve ultrapassar os benefícios trazidos
por eles, o que nas empresas de pequeno porte pode ser viável.
Nota-se que apenas 50% das micro e pequenas empresas estudadas
neste trabalho, utilizam da contabilidade como uma ferramenta de análise
e gestão do negócio (item 19 do GRÁF. 2), isso ocorre, porque a maioria
Nota-se que apenas 50% das empresas utilizam da contabilidade para fins fiscais e tributários.
das micro e pequenas Conforme Faria et al. (2012) as empresas, devido ao porte e forma de
empresas, estudadas operacionalização, não costumam contratar contadores para trabalharem
neste trabalho, utilizam
internamente, o que ocorre geralmente é a terceirização dos serviços
da contabilidade como
contábeis, o que traz a consequência da contratação de contadores que
uma ferramenta de
se dedicam apenas a cumprir as obrigações fiscais e deixam de realizar a
análise e gestão
do negócio. assessoria contábil adequada.
Um estudo sobre as percepções dos profissionais de contabilidade
a respeito do controle interno como ferramenta gerencial em micro e
pequenas empresas na cidade de Serrinha-Bahia, realizado por Faria
et al. (2014) através da análise das respostas de onze profissionais
contábeis, aponta que 73% dos profissionais questionados não possuíam
conhecimento em relação à existência de controle interno nas empresas as
quais são responsáveis pela contabilidade.
Nesse mesmo estudo, os autores constataram que somente três
profissionais de contabilidade possuíam conhecimento dos controles
internos dessas micro e pequenas empresas. Após entrevista com
esses três profissionais os dados obtidos apontaram que os principais
departamentos/áreas dos controles internos para custeio nas empresas
estão relacionados ao controle de contas a pagar/receber e controle de
impostos, ambos representando 27%, enquanto o controle de estoque e o
controle das disponibilidades representaram 18% cada um, e o controle dos
resultados representou 10%. Com isso, pode-se perceber que as empresas
analisadas estavam preocupadas majoritariamente com sua relação com o
Revista da FAE, Curitiba, v. 24, 2021 – e 0696
fisco e com o equilíbrio financeiro, visto que, o maior interesse estava em
controlar os impostos e as contas a pagar e receber (FARIA et al., 2014).
Ademais, o estudo destacou que os profissionais de contabilidade
entrevistados afirmaram que o controle interno é extremamente
importante (67%) ou muito importante (33%), sendo que, assim como
outras, as micro e pequenas empresas necessitam de controle interno
para um melhor gerenciamento e para contribuir nos serviços contábeis
efetuados (FARIA et al., 2014).
Percebe-se, então que, as empresas necessitam de um sistema de
controle interno e auditoria interna, mesmo que sejam grandes ou pequenas.
Segundo Lorenzoni e Vieira (2013), todas empresas devem sempre conservar
um apropriado sistema de controle interno, sendo ele fidedigno e adequado
para cada setor, pois sem este, as empresas poderão correr riscos de fraude
e erros involuntários, nos quais proporcionam prejuízos à organização.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Empresas necessitam de
um sistema de controle
Por meio da revisão da literatura, foi evidenciada a importância
interno e auditoria
da adoção dos controles internos como instrumento imprescindível na
interna, mesmo que
identificação e correção das ineficiências operacionais, necessárias para a
sejam grandes ou
pequenas. obtenção de um bom desempenho na gestão.
Há uma adoção maior, dos controles internos e auditoria interna,
nas empresas de pequeno porte e uma baixa adoção nas microempresas,
devido ao custo na implantação desses sistemas, além da necessidade de
pessoal treinado e experiente para a execução das responsabilidades.
A baixa adoção das técnicas de controle pelas microempresas pode
afetar o seu planejamento estratégico, pois o controle interno possibilita
a salvaguarda dos ativos e promove a eficiência operacional da empresa,
determinando os meios necessários à condução das tarefas.
O estudo contribuiu para destacar a relevância dos controles internos
em pequenas empresas e microempresas, instigando novas investigações
sobre o tema e constatou que há possibilidade de implantar sistemas
de controle e auditoria interna em pequenas empresas, adaptando-os a
realidade dessas empresas.
O presente estudo não teve a intenção de proporcionar a
generalização dos resultados encontrados, tendo em vista a delimitação
proposta e as limitações impostas pela adoção de amostragem de caráter
não probabilística.
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