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Perfil Psicoeducacional do Autismo

O documento apresenta uma revisão do Perfil Psicoeducacional (PEP-R) para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), abordando conceitos, diagnóstico, prevalência e comorbidades. Destaca a importância de uma avaliação multidisciplinar e a aplicação de escalas de desenvolvimento e comportamento para mensurar o progresso e as necessidades das crianças. O PEP-R, utilizado desde 1992 no Brasil, visa identificar padrões de aprendizagem e fornecer informações para planos psicoeducacionais.

Enviado por

Aline Chrispim
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O documento apresenta uma revisão do Perfil Psicoeducacional (PEP-R) para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), abordando conceitos, diagnóstico, prevalência e comorbidades. Destaca a importância de uma avaliação multidisciplinar e a aplicação de escalas de desenvolvimento e comportamento para mensurar o progresso e as necessidades das crianças. O PEP-R, utilizado desde 1992 no Brasil, visa identificar padrões de aprendizagem e fornecer informações para planos psicoeducacionais.

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PERFIL PSICOEDUCACIONAL

REVISADO - PEP – R: DA
TEORIA À PRÁTICA
Aline Chrispim Ferreira Alves
Terapeuta Ocupacional – CREFITO: 13051-TO
ALINE CHRISPIM FERREIRA ALVES

• Terapeuta Ocupacional
• Atualmente realiza atendimentos á crianças na Clínica
Vivatti, Supervisora na área da T.O. na AMA- SP
Autismo - TEA
Autismo: CONCEITO

Asperger 1944
• “Distúrbio autístico de • Investigação
contato afetivo” Neurobiológica
• Descrição parecida
• Mães Geladeiras com Kanner, porém • Deficiência

descrevia crianças com • Idéia de espectro


inteligência preservada
Michael Rutter
Kanner 1943
1978
Autismo: DSM-V
Comunicação

Transtorno do
Desenvolvimento • Interação Social associada •Ausência de fala ou falha

a Comunicação durante uma conversa


• Transtorno do • Apresenta padrões
•Déficits na comunicação não
• Geralmente verbal – contato ocular e
Espectro estereotipados e restritos
expressões faciais
diagnosticado de comportamento
Autista •Déficits no desenvolvimento,
antes dos 03 manutenção e entendimento
de relacionamentos sociais
anos
TEA
Comprometimento
Autismo: DSM-V

• Movimentos motores
repetitivos Sintomas X Prejuizos
• Rotinas e rituais
• Restrição de interesse e foco
• SOCIAL
• Hiper/hipo sensibilidade
sensorial • OCUPACIONAL
• Entre outras áreas do
desenvolvimento

Padrões de
comportamento
repetitivos
Autismo: Causa e Diagnóstico
• Causas ainda são estudadas, mas sabemos que ocorre uma desordem
neuronal (APOPTOSE)
• Não existe nenhum exame específico;
• Observações clínicas
• Equipe Multiprofissional
• Escalas e testes
• CARS;
• ABC;
• M-CHAT;
• ADOS;
• PRÓ-TEA;
Autismo: Prevalência e Incidência

• Segundo a OMS a cada 160 nascimentos 01 criança é


autista;
• 80% dos casos no Brasil não são diagnosticados
• É 3X mais comum que Diabetes e HIV infantil
• Há uma maior incidência em meninos, proporção de 4X1
Autismo: Comorbidade
• Presença de uma ou mais doenças adicionais, ou transtornos concorrendo com a
doença/transtorno primário.

• Incidência em TEA
• TDAH 30 a 50%
• Transtorno do sono 40 a 80%
• Epilepsia 11 a 39%
• Síndrome de Down 8 a 9%
• Deficiência intelectual 38%
• Síndrome do X-frágil 60%
• Problemas alimentares 90%
• Auto lesão 50%
• Paralisia cerebral 7%
• Esclerose Tuberosa 61%
Autismo: Processo familiar
• 39% dos pais de autistas relatam que o diagnóstico do filho afetou
decisões de emprego
• 87,3% das famílias procuram primeiramente serviços de
fonoaudiologia
• Ansiedade e transtornos de humor são frequentes em famílias de
pessoas com TEA
• 23,5% dos pais de autistas se separam
• 36,9% dos irmãos de pacientes com TEA apresentam algum
diagnóstico psiquiátrico
• 2,5X mais comum que surjam transtornos da infância em irmãos
de pessoas com TEA do que em irmãos de pessoas com TEA.
Autismo: Expectativa de Vida
• Não existe nenhum dado sobre a expectativa de vida de
portadores de TEA
• Sabemos que Autistas não possuem o hábito de beber e
fumar
• Utilizam medicamentos fortes desde cedo
• Alguns problemas de comportamento colocam a vida em
risco
Termos a serem entendidos

• Típico e Atípico
• TEA
• Níveis de autismo
Perfil Psicoeducacional
Revisado
PEP-R
Fundamentos
• Criado em 1979 pela equipe do Dr. Eric Schopler
• Revisado em 1990

• Segue os princípios do TEACCH


• Criado na Carolina do Norte em 1970
• Perspectiva Desenvolvimentista
• Observar o nível de desenvolvimento elevá-lo tendo como referência a
escala de desenvolvimento típico.
Fundamentos
• É utilizado no Brasil desde 1992
• PEP-3
• Composto por 02 escalas:

Escala de Escala de
Desenvolvimento Comportamento

• Leva em consideração • Baseada no CARS


a performance de
crianças típicas
Público Alvo
• Portadores de TEA
• Portadores de Transtornos Correlatos da Comunicação

• FAIXA ETÁRIA: de 01 a 12 anos.


Objetivos
• Mensurar a idade de desenvolvimento da criança
• Identificar padrões irregulares e particulares de
aprendizagem
• Fornecer informações para a elaboração de planos
psicoeducacionais (PEDI – PDI)
• Reavaliação de 08 em 08 meses
Dificuldades

• Há muito tempo crianças autistas eram consideras “difíceis


de testar”, por apresentarem:
• Pouca cooperação em situação de testes;
• Dificuldade em estabelecer contato com o avaliador
• Dificuldade de serem compreendidas
Estratégias

• Geralmente sua aplicação é bem sucedida, devido ao


desenvolvimento do teste, onde leva em consideração as
particularidades do comportamento de pessoas com TEA, e
as dificuldades enfrentadas em instrumentos tradicionais.
Método

• Segue a linha do Behavorismo:


• Valoriza a descrição de cada comportamento
• Os programas são realizados passo a passo
• Utiliza reforçadores

• Segue-se essa linha com o objetivo de manter o maior


controle das resposta
Materiais
• Os materiais foram desenvolvidos para que chama-se a
atenção da criança, independente do nível de
comprometimento.
• Materiais concretos.
• Possuem descrição.
Amplitude de Atuação

Escala de Desenvolvimento Escala de Comportamento


•Coordenação Motora Ampla/Grossa •Relacionamento e afeto
•Coordenação Motora Fina •Brincar e interesse por materiais
•Coordenação Visomotora •Respostas sensoriais
•Percepção •Linguagem
•Imitação
•Desempenho Cognitivo
•Desempenho Cognitivo Verbal
Aplicação
• A maioria dos itens não exigem explicações verbais
• Aplicação flexível e sem tempo determinado (porém precisa ser
realizada toda no mesmo dia)
• Os itens relacionados à linguagem estão desvinculados de outras
áreas
• O avaliador observa, avalia e anota a resposta do examinado
• Avaliados 174 itens no total, sendo:
• Escala de desenvolvimento: 131 itens relacionados as 07 áreas
• Escala de comportamento: 43 itens relacionados as 04 áreas
Escalas Avaliadas

DESENVOLVIMENTO COMPORTAMENTO
• I – imitação • R – relacionamento e afeto
• P – percepção • M – materiais
• MF – motora fina • S – sensorial
• MG – motora grossa/ampla • L - linguagem
• OM – olho-mão
• DC – desempenho cognitivo
• DV – desempenho cognitivo
verbal
Escala de desenvolvimento
• Mostra como a criança está se desenvolvendo em relação a
uma criança típica com desenvolvimento típico;

• As atividades avaliam a habilidade da criança de imitação


IMITAÇÃO
verbal e/ou motora

• Avalia o funcionamento das modalidades sensoriais –


PERCEPÇÃO
visual e auditiva

COORDENAÇÃO MOTORA • Testam as habilidades que são pré-requisitos para a


GROSSA E FINA autossuficiência e independência
Escala de desenvolvimento

INTEGRAÇÃO • Abrange a coordenação olho-mão e


OLHO-MÃO habilidades motoras finas.

DESEMPENHO
• Traça correlações entre perfil funcional
COGNITIVO E
da comunicação e desempenho cognitivo.
COGNITIVO VERBAL
Escala de Comportamento: O que
observar?
• RELACIONAMENTO E AFETO

Motivação
Qualidade Cooperação com elogio
do Contato com o ou
Ocular avaliador incentivo

Relaciona-
Interação
mento com
espontânea
o avaliador
Escala de Comportamento: O que
observar?
• BRINCAR E INTERESSE POR MATERIAIS

Exploração Uso
do funcional
ambiente do material
Interesse
Motivação
pelos
por
materiais recompensas
do teste
Escala de Comportamento: O que
observar?
• RESPOSTA SENSORIAIS

Interesse
Interesse Cheira os
por
por materiais
estímulos
texturas
visuais
Leva
Sensibilidade
auditiva
objetos a
boca
Escala de Comportamento: O que
observar?
• LINGUAGEM

Palavras Ecolalia
Entonação ou frases imediata
da fala sem ou tardia
sentido
Volume Linguagem Emissão de
sons
da fala Funcional “estranhos”
Fala
Inversão de adequada
pronomes ou
pragmática
Pontuação

Área de Desenvolvimento Área de Comportamento


• Aprovado/Passou – P • Adequado – A
• Emergente – E • Moderado – M
• Reprovado - R • Grave - G
Avaliador
• Não existe exigência de formação;
• Dominar o Manual de aplicação;
• Conhecimento em desenvolvimento infantil típico;
• Ter empatia com crianças;
Técnicas para Aplicação
• Linguagem simples
• Utilizar gestos ou dicas
• Demonstrar atividades
• Apoio físico quando necessário (do mais distante para o mais
próximo)
Fichas de protocolos
Exemplo - Prática
Exemplo - Prática
Mamão com açúcar
Conhecimento!
• Alguns profissionais já utilizam o PEP – 3, porém não há
tradução brasileira, apenas de Portugal.
• Receberam uma cópia do protocolo, não há grandes
mudanças!
• O resultado é bem parecido com o PEP-R
• Mudança importante – PROTOCOLO DO CUIDADOR!
Obrigada!

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