Síndromes Compressivas do Nervo Mediano
Síndromes Compressivas do Nervo Mediano
D A V I D N O R D O N
D O E N ÇAS DA M ÃO E
S Í N D R O M E S C O M P R E S S I VAS
ORTOPEDIA Prof. David Nordon| Doenças da Mão e Síndromes Compressivas 2
APRESENTAÇÃO:
PROF. DAVID
NORDON
A ortopedia, em relação a todas as áreas contempladas na prova
de Residência, não é uma área, realmente, difícil. Obviamente, é
necessário ter conhecimento sobre os temas, mas, principalmente,
perceber os macetes de como responder às questões – que,
geralmente, versam muito sobre o mesmo.
Bons estudos!
@estrategiamed @estrategiamed
Estratégia
MED
[Link]/estrategiamed /estrategiamed
ORTOPEDIA Doenças da Mão e Síndromes Compressivas Estratégia
MED
SUMÁRIO
1.2.3. TRATAMENTO 21
1.3.3. TRATAMENTO 27
CAPÍTULO
6%
Trauma ortopédico
Ortopedia pediátrica
Básicas
21%
Gráfico 1.0.1. Distribuição das questões de ortopedia e traumatologia conforme as áreas principais.
ORTOPEDIA DO ADULTO
Lombalgia
27% 27%
Tumores ósseos
Hérnia discal
Agora, acompanhe no gráfico 1.0.3 a divisão de questões de síndromes compressivas por diagnóstico: o que mais se impõe é,
definitivamente, a compressão do mediano no punho (síndrome do túnel do carpo).
3% 3%
4%
Túnel do carpo
7%
Túnel radial
Canal cubital
10%
Síndrome do pronador
Meralgia parestésica
Entre questões de anatomia e semiologia da mão e antebraço, há apenas sete. Pensando especificamente, são poucas e de relevância
menor. No entanto, são elas que constroem a base para a compreensão de todo este livro – portanto, dê atenção a este capítulo inicial.
A mão é composta por dezenove ossos. Note que apenas o polegar tem duas falanges.
O carpo, por sua vez, é formado por oito ossos dispostos em duas fileiras: a proximal, que inclui Escafoide, Semilunar, Piramidal,
Pisiforme (ESSE PIPI), e a fileira distal, composta por trapézio, trapezoide, capitato e hamato (TRACATRA-HA).
Agora, quanto à musculatura da mão; vamos ver, primeiramente, sua distribuição anatômica (figuras 1.1.3 e 1.1.4) e, no próximo item,
a sua inervação e função.
Note que a mão possui dez compartimentos; deles, o Os tendões flexores superficiais se inserem na base das falanges
mais importante é lembrar os compartimentos tenar, composto médias e servem de polia para os tendões flexores profundos, que
pelos músculos que movem o polegar (Abdutor curto, Flexor passam por dentro e se inserem nas falanges distais. Sendo assim,
curto e Oponente - AFO), e hipotenar, composto pelos músculos os profundos fazem a flexão da interfalangeana distal (IFD), e os
relacionados ao quinto dedo (Abdutor curto, Flexor curto e superficiais, da interfalangeana proximal (IFP).
Oponente – AFO). Note: os dois compartimentos têm músculos e Por outro lado, embora os extensores tenham uma anatomia
funções semelhantes, mas de dedos opostos e inervados por nervos semelhante (o curto se insere pela banda central na falange média,
opostos (mediano e ulnar, respectivamente), como falaremos a enquanto o longo se insere pelas bandas laterais na falange
frente. distal), eles são responsáveis pela extensão dos dedos a nível da
Vamos rever também a anatomia dos dedos: observe, na metacarpofalangeana (MCF), enquanto a extensão dos dedos a
figura 1.1.4, como os tendões flexores e extensores fazem uma nível de IFP e IFD se faz pelos lumbricais.
espécie de dança entre as falanges para executarem suas funções.
A princípio, parece um conhecimento inútil, mas isso permite diferenciar entre a compressão do nervo ulnar e a do nervo radial.
Como isso ocorre? Vamos estudar um pouco agora os músculos, suas inervações e funções (tabela 1.1.1).
INTERÓSSEO INTERÓSSEO
NERVO MEDIANO ANTERIOR ULNAR RADIAL POSTERIOR
(NIA) (NIP)
Força de Adução,
Movimento de Extensão do
preensão abdução dos
pinça Extensão do punho (sem
Função palmar, extensão dedos, flexão do
punho (com desvio radial)
motora dos dedos 4° e 5° dedos,
Flexão profunda desvio radial) e extensão dos
radiais nas IFD extensão do 4º e
dos dedos radiais dedos na MCF
e IFP 5º dedos
Palma; face
ventral do 1°,
Função Face medial do Antebraço Sem inervação
até face radial Não ocorre
sensitiva antebraço e mão posterior cutânea
do 4° e ponta
dos dedos
Palmar curto
Abdutor curto do
polegar Extensor ulnar do
Abdutor do
carpo
mínimo
Flexor curto do
polegar Extensor do dedo
Flexor curto do
mínimo
mínimo
Oponente do Pronador
polegar quadrado Extensor comum
Oponente do Braquiorradial
dos dedos
mínimo
Músculos Lumbricais Flexor longo do
Extensores radiais
inervados (1° e 2°) polegar Supinador
Flexor ulnar do curto e longo do
Abdutor longo do
carpo carpo
Pronador redondo Flexor profundo polegar
Flexor radial do do 2° e 3° dedos
Flexor profundo
carpo Extensores longo
do 4° e 5° dedos
e curto do polegar
Interósseos
Palmar longo
Lumbricais
Flexor superficial Extensor do
(3° e 4°)
dos dedos indicador
(dedos radiais)
Adutor do polegar
Vou pontuar para você em uma caixa de destaque os dados mais importantes desta tabela, para que você não precise decorá-la:
Todos estes conhecimentos ajudam a compreender com mais facilidade as múltiplas apresentações das síndromes compressivas.
A última coisa que falta analisarmos é a anatomia vascular da mão. Observe a figura a seguir (figura 1.1.5):
Note que a mão é vascularizada por ramos das artérias radial entre os dois arcos, mesmo que haja lesão de uma das artérias do
e ulnar, que se unem formando um arco palmar superficial e um antebraço.
arco profundo. O arco palmar superficial gera as artérias digitais, Já houve uma questão específica sobre a vascularização dos
dentre outras; o profundo gera também ramos que auxiliam nas tendões flexores. Suas artérias se originam de ramos transversos
artérias digitais e a principal do polegar. Esta interação entre as das artérias digitais. Por outro lado, a vascularização da unha se
artérias e arcos são importantes para manter uma reserva. Isto é origina dos ramos volares das artérias digitais, que, na altura da
avaliado pelo teste de Allen, que verifica a patência e integração interfalangeana proximal, vão para dorsal.
Tendões dos extensores dos dedos: lesões destes tendões levam à quebra do balanço harmônico das falanges (lembre-se do capuz
extensor e das bandas central e lateral) são evidenciados por deformidades clássicas dos dedos, que são discutidas no livro de Fraturas e
Luxações, mas que eu trago resumidamente nesta figura (Figura 1.1.7):
Sendo assim, não há um teste específico para se avaliar a integridade destas estruturas; o padrão de lesão já demonstra o que ocorreu.
Músculos intrínsecos: são avaliados por meio de testes motores: os interósseos dorsais fazem a abdução dos dedos (DAB), enquanto
os palmares fazem a adução (PAD). Os lumbricais, por sua vez, fazem a extensão dos dedos nas interfalangeanas.
Teste de Tinel: este teste foi descrito originalmente Teste de Phalen: um queridinho de provas, é utilizado para o
para representar qualquer processo de reinervação após lesão diagnóstico de STC. Consiste na oposição do dorso das mãos, o que
neurológica. É feito por meio da percussão do nervo examinado – leva à compressão do túnel do carpo (figura 1.1.9). A posição deve
deve-se reproduzir uma sensação de choque ao longo do seu trajeto ser sustentada por um minuto; se houver reprodução dos sintomas
(figura 1.1.8). Popularmente usado para síndrome do túnel do (formigamento, em especial da ponta dos dedos e palma), o teste é
carpo (STC), pode ser usado para qualquer síndrome compressiva considerado positivo.
de nervo periférico.
Teste de Phalen invertido: é igual ao Phalen tradicional, mas feito com a oposição das palmas (posição de prece). O tempo para os
sintomas, porém, é de dois minutos.
Teste de Durkam: consiste na compressão direta do túnel do Teste de Egawa: este teste não figura diretamente em
carpo (figura 1.1.10), que deve levar aos sintomas em 30 segundos. provas, mas é usado para indicar compressão do ulnar. É feito por
É o teste mais sensível e específico para STC. meio da extensão e adução e abdução do terceiro dedo da mão
(figura 1.1.11). Na lesão deste nervo, não se consegue fazer adução
e abdução.
Teste de Froment: ele é basicamente o oposto do sinal de Benediction e serve para avaliar a compressão do nervo ulnar. Solicita-se que
o paciente segure uma folha de papel por meio da adução do polegar; na fraqueza deste músculo, inervado pelo ulnar, o paciente faz a flexão
da falange do polegar (figura 1.1.12).
Sinal de Benediction: ele é basicamente o oposto do sinal de Froment; indica compressão do nervo interósseo anterior (NIA). Pede-se
que o paciente segure uma folha de papel fazendo o movimento de pinça; ao se puxar o papel, o paciente recorre à adução do polegar (já que
o ulnar está preservado) (figura 1.1.13).
Sinal de Kiloh-Nevin: teste simples para o NIA; solicita-se que o paciente faça um “OK”, ou a mesma posição da pinça (figura 1.1.14). Na
compressão do NIA, o paciente não é capaz de fazer um círculo (não consegue opor as polpas digitais do polegar e indicador), gerando um
sinal positivo.
Teste de Maudsley: este teste é indicado para o diagnóstico da síndrome do túnel radial. Com o cotovelo estendido, pede-se que o
paciente faça a extensão contra resistência do dedo médio do lado afetado. Isso deve provocar dor na região posterolateral do antebraço,
distal ao epicôndilo lateral (diferenciando, assim, da epicondilite lateral).
CAI NA PROVA
(UNIEVANGÉLICA DE ANÁPOLIS, GO, 2018) Com relação à inervação sensitiva da mão, a sensibilidade do dedo anular é dada pelo(s) nervo(s):
A) mediano
B) ulnar
C) radial, mediano e ulnar
D) radial e ulnar
COMENTÁRIO
A grande “graça” desta questão é o fato de o anelar ser um dedo “especial”, inervado por três nervos ao mesmo tempo. Reveja a figura
1.1.6 para relembrar.
Incorreta alternativa “A”: o nervo mediano inerva a parte volar radial do quarto dedo.
Incorreta alternativa “B”: o nervo ulnar inerva toda a metade ulnar do quarto dedo.
Correta alternativa “C” todos os três nervos estão envolvidos na inervação do anelar.
Incorreta alternativa “D”: o mediano também está envolvido.
(HNMD, RJ, 2014.) Dentre os músculos extrínsecos do Antebraço Volar abaixo, qual deles NÃO é inervado pelo Nervo Mediano?
A) Flexor ulnar do punho.
B) Pronador quadrado.
C) Flexor radial do punho.
D) Pronador redondo.
E) Flexor longo do polegar.
COMENTÁRIO
Questão específica de inervação muscular do antebraço. A grande dica é o nome ulnar.
Correta alternativa “A”: o nervo ulnar inerva poucos músculos no antebraço: somente o flexor ulnar do carpo e os flexores
profundos do 4° e 5° dedos.
Incorreta alternativa “B”: inervado pelo NIA, que é ramo do mediano.
Incorreta alternativa “C”: inervado diretamente pelo mediano.
Incorreta alternativa “D”: inervado diretamente pelo mediano.
Incorreta alternativa “E”: inervado pelo NIA, que é ramo do mediano.
A síndrome do túnel do carpo (STC) está entre os top 5 temas de ortopedia geral. Como falei anteriormente, deve ser seu principal
foco de estudos dentro de síndromes compressivas neurológicas periféricas. Primeiramente, vamos ver sua tendência histórica de cobrança.
1 1
1
1 RS RN
5
1 GO ES
2 RJ AL
2 4 SP MS
CE MA
3 3 PR
Por fim, nossa última análise indica como esse tema é cobrado, o que você pode acompanhar no gráfico
1.2.3.
QUESTÕES DE STC
4% Semiologia
4%
4% Diagnósco
4%
Anatomia
29%
9% Tratamento
Eologia
Conhecimentos gerais
Como se pode ver, semiologia é o tema mais cobrado. Sendo assim, os testes de Tinel, Phalen e Durkam têm de estar na ponta de sua
língua. Na sequência, é necessário dar o diagnóstico da doença – seja como objetivo principal ou como passo para indicar o tratamento. E,
por fim, o terceiro tema mais cobrado é anatomia – que é, geralmente, uma questão do tipo: “Qual o nervo afetado na STC?”. Ou seja, 75%
das questões de STC podem ser respondidas com o quadro-resumo que lhe apresentarei ao final deste capítulo.
É a síndrome compressiva periférica mais comum, afetando entre 0,1% e 10% da população. Seus fatores de risco são apresentados
abaixo (Quadro 1.2.1):
FATORES DE RISCO
Sexo feminino
Obesidade
Gestação (embebição do túnel pelos hormônios gravídicos)
Hipotiroidismo (processo semelhante ao gestacional)
Artrite reumatoide (sinovite inflamatória)
Idade avançada
Insuficiência renal crônica
Alcoolismo e tabagismo
Atividades repetitivas
Doenças de depósito, como mucopolissacaridose, amiloidose e mucolipidose
Atividades esportivas (ciclismo – posição de apoio no guidão –, tênis e esportes de arremesso, como beisebol).
Quadro 1.2.1. Fatores de risco da Síndrome do Túnel do Carpo.
Como você pode ver, a fisiopatologia é, relativamente, simples: qualquer processo que leve à compressão do nervo mediano.
1.2.3. TRATAMENTO
O diagnóstico clínico já permite iniciar
o tratamento da síndrome.
O tratamento clínico é feito por meio
de: órtese rígida para uso noturno (quando
a parestesia é noturna) e fisioterapia.
Analgésicos não auxiliam nos sintomas,
mas anti-inflamatórios podem ajudar, assim
como a vitamina B, indicada em qualquer
compressão ou lesão neurológica periférica.
Doenças associadas devem ser tratadas e
atividades causais (como costura ou atividades
de escritório), evitadas.
A injeção de corticoides é uma
opção, tendo um efeito transeunte, sendo
mais interessante para diagnósticos
diferenciais, quando o exame clínico e a
eletroneuromiografia são duvidosos.
O tratamento cirúrgico é indicado
apenas para casos refratários após três
meses de tratamento conservador. É feito
pela liberação cirúrgica do túnel do carpo,
o que pode ser realizado por via aberta ou
artroscopia.
Aproveite para consolidar seu
conhecimento com o quadro-resumo a seguir
Figura 1.2.2. Quadro resumo de síndrome do túnel do carpo.
(Figura 1.2.2):
CAI NA PROVA
(HOSPITAL ORTOPÉDICO DE GOIÂNIA, GO, 2019) Sobre paciente com quadro de síndrome do túnel do carpo, podemos dizer que o nervo
acometido nessa região é o seguinte:
A) Ulnar
B) Radial
C) Cutâneo lateral
D) Mediano
E) Cutâneo medial
COMENTÁRIO
Questão pura de anatomia. Merece o selo “Ponto Grátis 2019”, especialmente porque existe apenas um nervo no túnel do carpo.
Incorreta alternativa “A”: o ulnar pode ser comprometido no túnel (canal) cubital ou no canal de Guyon.
Incorreta alternativa “B”: o nervo radial é comprometido na síndrome do túnel radial ou síndrome do supinador.
Incorreta alternativa “C”: o nervo cutâneo lateral do antebraço é um nervo superficial, sem relação com o túnel do carpo. Seu ramo dorsal
inerva a face radial dorsal do antebraço; seu ramo volar inerva a face volar radial do antebraço.
Correta alternativa “D”: o nervo mediano é o nervo acometido na síndrome do túnel do carpo.
Incorreta alternativa “E”: o nervo cutâneo medial do antebraço é, igualmente, sensitivo, tendo relação com a veia basílica. Seus ramos
dorsal e volar inervam, respectivamente, as faces dorsal e volar do antebraço medial.
(HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO MATO GROSSO DO SUL – MS, 2019) Paciente com 41 anos de idade, feminina, refere dor com piora à
noite, parestesia em 2º e 3º dedos da mão, perda de força. O exame clínico mais sensível e específico que pode confirmar sua hipótese
diagnóstica é:
A) Durkan
B) Tinel
C) Phalen
D) Jobe.
COMENTÁRIO
Essa questão requer dois passos: primeiro, definir que se trata de STC. Isso é feito pela queixa clínica da paciente: parestesia dos dedos
radiais e perda de força de preensão.
No segundo passo, devemos lembrar qual é o teste mais sensível e específico para STC – uma pergunta clássica de provas de título de
ortopedia.
Correta alternativa “A”: o teste de Durkan é o mais sensível e específico para a STC.
Incorreta alternativa “B”: o teste de Tinel foi criado, originalmente, para avaliar a progressão da regeneração de nervos periféricos lesados;
é positivo em quase qualquer compressão nervosa.
Incorreta alternativa “C”: embora seja bem sensível e específico, o teste de Phalen ainda é inferior ao de Durkan.
Incorreta alternativa “D”: o teste de Jobe é utilizado para avaliar a tendinopatia do supraespinhal, por meio da elevação do ombro no
plano da escápula contra resistência com o polegar apontado para baixo.
(HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE GOIÁS, GO, 2019) A alteração mais comum do nervo mediano é a sua compressão no punho, denominada
síndrome do túnel do carpo. Entretanto, existem várias outras afecções que acometem o nervo mediano e alguns achados clínicos e/ou
eletrofisiológicos conduzem ao diagnóstico diferencial, como a ocorrência de:
A) Atrofia do músculo abdutor curto do polegar.
B) Hipoestesia do primeiro ao terceiro dedos.
C) Sinal de Tinel na região anterior do punho.
D) Atrofia dos músculos proximais do antebraço.
COMENTÁRIO
Essa é mais uma questão que pode ser respondida com conhecimentos anatômicos. Lembre-se: a compressão distal do mediano não afeta
a musculatura do antebraço, pois os ramos que a inervam já emergiram.
Incorreta alternativa “A”: o abdutor curto do polegar é inervado, na altura do punho, pelo mediano, sendo afetado na STC.
Incorreta alternativa “B”: na STC, a queixa clássica é de parestesia dos dedos radiais. Se houvesse uma compressão mais proximal do
mediano, afetaria, também, o antebraço.
Incorreta alternativa “C” o sinal de Tinel, ou choque irradiado pelo trajeto do nervo à sua percussão, é bastante inespecífico e era
utilizado, originalmente, para indicar a evolução da recuperação após lesão nervosa. No entanto, sua presença na altura do punho indica
compressão neste nível – ou seja, STC.
Correta alternativa “D” não é possível que os músculos mais proximais sejam afetados por uma compressão na altura do punho;
isso ocorre apenas nas lesões mais proximais do nervo mediano.
(HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE, RS, 2017) Agricultora de 40 anos compareceu à consulta queixando- se de dor no punho
direito há 1 ano, com piora há 6 meses, início de formigamento na ponta dos dedos e perda de força para segurar pequenos objetos. Por 10
anos trabalhou na colheita de algodão e há 2 anos realiza colheita de flores. Recentemente, vem fazendo o corte de cerca de 2.000 hastes
de plantas/dia. Ao exame físico osteomuscular, não se observaram anormalidades à inspeção. Os resultados dos testes de Phalen e de Tinel
foram positivos à direita, e os de Cozen e Mills, negativos. Qual o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome do túnel do carpo.
B) Epicondilite lateral.
C) Tendinite medial.
D) Tenossinovite de De Quervain.
E) Cisto sinovial em punho.
COMENTÁRIO
O aspecto interessante dessa questão é que ela apresenta a atividade causal e as características clínicas da STC. Vamos discutir as
alternativas.
Correta alternativa “A”: essa é uma apresentação bastante típica da STC. Note que a colheita de flores envolve um alicate pequeno,
com movimento repetitivo de flexão dos dedos e punhos – que leva à compressão do nervo mediano no túnel do carpo.
Incorreta alternativa “B”: a epicondilite lateral, também conhecida como cotovelo do tenista, é a mais comum e afeta a musculatura
extensora-supinadora do cotovelo. O exame clínico diagnóstico da epicondilite lateral é o teste de Cozen: com o cotovelo fletido em
90º e pronado, faz-se a extensão do punho contra resistência. O paciente refere dor na região do epicôndilo lateral, onde insere-se a
musculatura.
Incorreta alternativa “C”: a epicondilite medial, ou cotovelo do golfista, é 10 vezes menos comum que a epicondilite lateral e afeta a
musculatura flexo-pronadora do antebraço, com dor na região medial do cotovelo.
Incorreta alternativa “D”: a tenossinovite de De Quervain apresenta-se como uma dor na região do primeiro compartimento extensor dos
dedos. Seu teste clínico é o teste de Finkelstein. Não provoca parestesia.
Incorreta alternativa “E”: o cisto sinovial de punho apresentaria, primeiramente, uma alteração clara à inspeção. Geralmente, o cisto
localiza-se na região dorsal do punho, próximo ao semilunar. Pode ocorrer por uma fraqueza da cápsula articular ou da bainha tendínea e
relaciona-se a esforço repetitivo, mas não causa parestesia. Pode haver dor, porém mais relacionada a uma tendinite associada do que,
propriamente, ao cisto.
Esta síndrome foi cobrada, em provas, apenas três vezes até hoje – sendo, portanto, um tema bem frio. Contudo, a questão mais
recente foi de 2020 – ou seja, há um potencial de cobrança em provas futuras. Ainda assim, creio que seja insuficiente para você dedicar
tempo excessivo a ela.
1.3.3. TRATAMENTO
O tratamento inicial é conservador, por meio de afastamento da atividade causal, fisioterapia e, ocasionalmente, imobilização.
Se isso for insuficiente, deve-se proceder à liberação cirúrgica do túnel radial, por meio da liberação das estruturas listadas, anteriormente,
como possíveis compressoras do NIP.
CAI NA PROVA
(INSTITUTO DE OLHOS DE GOIÂNIA, GO, 2020) Um paciente de 38 anos apresenta dor crônica na face posterior do antebraço direito,
diminuição da força de extensão dos dedos, mas sem alteração de sensibilidade. Sendo indicado tratamento cirúrgico, qual dos procedimentos
a seguir seria o mais compatível com o quadro apresentado?
A) liberação do túnel do carpo
B) descompressão do túnel do supinador
C) descompressão do nervo ulnar no cotovelo
D) neurólise total do plexo braquial
E) liberação do nervo mediano na inserção do bíceps.
COMENTÁRIO
Essa é uma questão relativamente difícil, pois é necessário conhecer a síndrome do túnel radial, apresentada, aqui, pela presença de dor
no antebraço e perda de força de extensão (apresentação clássica de provas, mas não da clínica diária).
Sabendo disso, a resposta torna-se mais fácil, pois essa síndrome também é conhecida como síndrome do supinador.
Incorreta alternativa “A”: a liberação do túnel do carpo estaria indicada se houvesse suspeitade STC, cuja queixa é de parestesia dos dedos
radiais e possível fraqueza da mão.
Correta alternativa “B”: esse é o tratamento cirúrgico correto para a síndrome do túnel radial.
Incorreta alternativa “C”: na síndrome do canal ulnar, há parestesia da face medial do antebraço, com atrofia da musculatura intrínseca.
Incorreta alternativa “D”: só se pensaria em neurólise do plexo braquial se:
1. houvesse, de fato, uma lesão do plexo, que apresentaria clínica completamente diferente (lembre: a lesão do plexo é uma lesão alta, de
forma que a perda motora ou sensitiva não seria somente de alguns músculos específicos);
2. fosse uma lesão aguda, traumática em adultos ou por tocotraumatismo, até, geralmente, seis meses a um ano do parto.
Incorreta alternativa “E”: a descompressão no bíceps seria indicada para a compressão do NIA (síndrome do pronador), em que há perda
da força para a pinça e não há alteração sensitiva.
A compressão do nervo ulnar figurou, apenas, duas vezes em provas – ambas em 2018. O estudo da inervação da mão permite
compreender a síndrome com maior facilidade. Dessa forma, estudá-la, diretamente, não é uma prioridade.
Essa deformidade será tão mais intensa quanto mais distal eletroneuromiografia, que permite definir o ponto de compressão
for a compressão. Por quê? Porque quanto mais distal, menos do nervo ulnar.
comprometidos estão os flexores dos dedos. O tratamento inicial é conservador, indicando-se evitar
Isso mesmo! Lembra que os flexores dos dedos ulnares posições causais, alterando a ergonomia do local de trabalho e
são de responsabilidade do nervo ulnar? Dessa forma, em uma fazendo fisioterapia e imobilização ocasional.
compressão no cotovelo, perdem-se a flexão e a extensão dos O tratamento cirúrgico é indicado para casos refratários; no
dedos – e a tendência é fazer uma garra leve, pela posição natural punho, se houver um tumor ou aneurisma, há indicação de correção
de repouso dos dedos, que é em flexão leve. Por outro lado, em ou ressecção; no cotovelo, pode-se fazer a descompressão ou a
uma compressão no punho, perde-se, apenas, a extensão dos transposição do nervo ulnar.
dedos, havendo, assim, uma predominância dos antagonistas – os A apresentação clínica da compressão do nervo ulnar está
flexores – que fazem uma garra mais intensa. resumida na figura 1.4.2.
O diagnóstico é dado pelo exame clínico e confirmado pela
CAI NA PROVA
(HUBFSHUJBB, PA, 2018) Dentre as diversas sequelas na Hanseníase, há a “mão de parteira” – Contratura flexural do 4° e 5° quirodáctilos, a
qual é decorrente do(da):
A) reabsorção óssea.
B) comprometimento do nervo mediano.
C) comprometimento do ramo cutâneo do nervo radial.
D) comprometimento de todo o feixe do nervo radial.
E) comprometimento do nervo ulnar.
COMENTÁRIO
Essa questão entra no contexto das sequelas associadas à Hanseníase. Há duas formas de respondê-la: conhecendo o sinal da mão da
parteira (mão do Papa) ou sabendo que o nervo ulnar é um dos mais afetados por essa doença.
É interessante lembrar que a bactéria M. leprae invade as células de Schwann e provoca espessamento neural – daí a síndrome compressiva
do canal cubital.
Incorreta alternativa “A”: a reabsorção óssea, por si só, não é capaz de gerar uma contratura flexural dos quirodáctilos.
Incorreta alternativa “B”: na STC (comprometimento do mediano no punho), a queixa é de parestesia dos dedos radiais e possível fraqueza
da mão.
Incorreta alternativa “C”: o comprometimento do ramo cutâneo do radial é conhecido como síndrome de Wartenberg e ocorre pela
compressão do radial na tabaqueira anatômica, levando à parestesia apenas nessa região da mão, com irradiação para o dorso do polegar.
Incorreta alternativa “D”: nesse comprometimento, haveria perda da capacidade de extensão do punho e dos dedos, além de parestesia
do dorso do antebraço e mão.
Correta alternativa “E”: essa é a apresentação clássica de compressão do nervo ulnar, conhecida como mão de parteira ou mão
do papa.
Tema gelado, deve ser estudado apenas para ampliar seus conhecimentos
gerais, mas não do ponto de vista estratégico.
Há apenas duas questões envolvendo síndromes compressivas dos membros inferiores. Ambas são de 2017, uma do Tocantins e outra
do Paraná, cada uma sobre uma patologia diferente. Não deve, de forma alguma, ser uma prioridade de estudos, mas, caso você queira
complementar seus conhecimentos a respeito, trago todas as informações relevantes sobre meralgia parestésica e síndrome do túnel do
tarso.
Neuroma de Morton
Mononeuropatia mais comum dos membros inferiores, ocorre por um espessamento
do nervo digital, mais frequentemente entre o terceiro e o quarto artelhos,
provocando, assim, parestesia entre esses dedos.
Um sinal clássico é o sinal de Mulder: faz-se a compressão látero-lateral dos
metatarsos, enquanto palpa-se a fáscia transversal intermetatarsal com o indicador
e o polegar. No teste positivo, sente-se um clique do neuroma cruzando a fáscia ou
os sintomas são reproduzidos.
O tratamento é conservador, com indicação de sapatos de solado rígido ou por
meio de ressecção cirúrgica do neuroma.
CAI NA PROVA
(UNIRG, TO, 2017) Mulher de 52 anos, com IMC = 29 kg/m², queixa-se de dor intermitente, em queimação, localizada na face anterolateral da
coxa direita, acompanhada de parestesia local. Refere que a dor piora com a extensão e abdução da coxa e ao andar, e melhora ao sentar-se.
Considerando os dados apresentados, a principal hipótese diagnóstica para a paciente é:
A) Bursite do iliopsoas.
B) Meralgia parestésica.
C) Síndrome da banda iliotibial.
D) Bursite isquiática.
COMENTÁRIO
Para quem conhece a meralgia parestésica, o diagnóstico é óbvio. Lembre-se, especialmente, de que bursites não causam parestesia.
Incorreta alternativa “A”: a bursa iliopectínea é a maior dentro do quadril e sua inflamação leva a uma massa anterior, atitude em flexão
e dor à extensão do quadril.
(UEL, PR, 2017) Sobre a Síndrome do Túnel do Tarso, considere as afirmativas a seguir.
I. O nervo acometido é o nervo tibial posterior em região maleolar medial. Há dor local, dormência e queimação em região plantar;
II. O nervo acometido é o nervo tibial anterior no tornozelo. Há dor local, dormência e queimação em face anterior do tornozelo e dorso do pé;
III. É a mononeuropatia mais comum nos membros inferiores;
IV. Na avaliação semiológica, é possível evocar o sinal de Tinel.
Assinale a alternativa correta.
A) Somente as afirmativas I e II são corretas.
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
COMENTÁRIO
Questão de conhecimentos gerais sobre a síndrome do túnel do compressão é do fibular profundo.
tarso (STT); o que a torna difícil é mais a raridade do tema do que III. É a mononeuropatia mais comum nos membros inferiores.
a questão em si. Falso. A mononeuropatia mais comum é a compressão do nervo
I. O nervo acometido é o nervo tibial posterior em região maleolar digital dos artelhos pelo neuroma de Morton.
medial. Há dor local, dormência e queimação em região plantar. IV. Na avaliação semiológica, é possível evocar o sinal de Tinel.
Verdadeira. Essa é a descrição da STT posterior. Verdadeiro. Isso faz parte da avaliação e o Tinel é positivo, em
II. O nervo acometido é o nervo tibial anterior no tornozelo. Há geral, em qualquer compressão nervosa.
dor local, dormência e queimação em face anterior do tornozelo Dessa forma, apenas as afirmações I e IV estão corretas.
e dorso do pé. Falsa. Não existe nervo tibial anterior. No caso, a
Correta alternativa “B”
Prof. David Nordon | Curso Extensivo | 2024 32
ORTOPEDIA Doenças da Mão e Síndromes Compressivas Estratégia
MED
CAPÍTULO
Há oito questões sobre a tenossinovite de De Quervain. Confira, no gráfico a seguir, como elas foram distribuídas por assuntos.
13%
Diagnósco
25%
12% Anatomia
Semiologia
Tratamento
25% 25%
Associação a LER
Você consegue responder a 75% das questões com apenas algumas informações, que deixarei em negrito, ao longo do texto: os
tendões acometidos; a semiologia e o diagnóstico da doença, que é, em geral, bem claro.
COMPARTIMENTO TENDÕES
5 Extensor do mínimo
Muito bem, agora, vem o principal: o bizu para decorar os PRP: polegar, radial, polegar.
três primeiros compartimentos, que são os mais confusos: Desta forma, no nosso bizu, nós temos: 221, LCLCL, AEEEE,
Primeiro passo: a quantidade. Lembre-se: 2-2-1. São dois no PRP.
primeiro e no segundo, mas apenas um no terceiro compartimento. Portanto, — e este é o conhecimento mais importante —,
Segundo passo: o comprimento. Memorize assim: Longo – no primeiro compartimento nós temos: o tendão do abdutor
curto – longo – curto – longo. longo do polegar e o extensor curto do polegar. Mantendo esse
Terceiro passo: as funções. As funções dos tendões são bizu, não importa o quanto as questões embaralhem as estruturas,
distribuídas em ordem alfabética e há apenas um abdutor. Sendo você não vai errar, porque é só organizar cada uma em seu devido
assim, há um abdutor e quatro extensores (AEEEE). compartimento.
Quarto passo: em qual estrutura se inserem? Lembre-se do
CAI NA PROVA
(CENTRO MÉDICO DE CAMPINAS, SP, 2020) Qual das manobras semiológicas abaixo é a mais positiva na tendinite de De Quervain?
A) Tinel.
B) Phalen.
C) Speed.
D) Finkelstein.
COMENTÁRIO
Questão de semiologia na tendinite de De Quervain. Lembre-se: De Quervain = Finkelstein. Só existe esse teste e ele só serve para essa
doença.
Incorreta alternativa “A”: o teste de Tinel é usado para o Incorreta alternativa “B”: o teste de Phalen é usado para o
diagnóstico de qualquer compressão nervosa e consiste na diagnóstico de síndrome do túnel do carpo e consiste na flexão
percussão do nervo em seu trajeto, que deve elicitar um choque. de ambos os punhos por oposição, o que deve gerar os sintomas,
após um minuto.
Incorreta alternativa “C”:o speed ou palm-up test é feito para diagnosticar tendinite do cabo longo do bíceps e consiste na flexão do
ombro com o cotovelo estendido e a palma para cima (daí, palm-up); deve haver dor na corredeira bicipital.
(HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE, RS, 2016) Bancária de 45 anos veio à consulta queixando-se de dor na face radial do punho
direito, de início insidioso, agravada por movimentos do polegar, abdução e extensão do polegar com o punho em flexão e desvio do ulnar. Ao
exame físico, apresentava dor à palpação local sem outras alterações. O teste de Finkelstein foi positivo, e os de Phalen e de Tinel, negativos.
Qual o diagnóstico mais provável?
A) Epicondilite lateral direita.
B) Síndrome do túnel do carpo.
C) Tenossinovite do extensor ulnar do carpo.
D) Tenossinovite dos flexores radial e ulnar do carpo.
E) Tenossinovite de De Quervain.
COMENTÁRIO
Como disse acima, se você leu Finkelstein, leu De Quervain. Mas dedos radiais da mão.
essa questão é interessante por apresentar o quadro clássico da Incorreta alternativa “C”: o extensor ulnar do carpo está no sexto
doença e, ainda, trazer testes que vimos ao longo deste livro. compartimento, portanto diametralmente oposto ao primeiro.
Incorreta alternativa “A”: a epicondilite lateral, ou cotovelo do Incorreta alternativa “D”: provocaria dor na face voltar do punho,
tenista, cujo teste semiológico é o de Cozen, leva à dor na face tanto radial quanto ulnar.
lateral do cotovelo.
Correta alternativa “E”: esse é um quadro típico de
Incorreta alternativa “B”: na síndrome do túnel do carpo, além
dos testes de Phalen e Tinel positivos, haveria parestesia nos tenossinovite de De Quervain.
Existem apenas quatro questões sobre a doença de Dupuytren. Foi cobrado em 2009, 2010 e 2013 e seria um tema quase mumificado,
mas... Lembra que abriram uns sarcófagos em 2020? Pois é, com eles veio mais uma questãozinha de Dupuytren. Ah, esses examinadores!
Também conhecida como Fibromatose palmar, é uma mão. A doença é bilateral em 45% dos casos e progride de ulnar
doença da fáscia palmar. Associa-se às doenças de Ledderhose para radial.
(fibromatose plantar), em 5% dos casos, e à doença de Peyronie Existe um teste diagnóstico, conhecido como Table Top Test
(do pênis), em 3% dos casos. – que consiste, basicamente, em apoiar a mão sobre a mesa, com
Há alguns aspectos epidemiológicos a palma para baixo. Na contratura, inicialmente os dedos, mas,
interessantes, mais cobrados em provas de título depois, também a palma, não conseguem encostar completamente
de especialista: é mais comum em homens, de 40 na superfície.
a 60 anos, célticos ou escandinavos, sendo rara em A classificação de Tubiana avalia quantos graus foram
negros e asiáticos. perdidos com a contratura.
Associa-se às seguintes comorbidades: diabetes, epilepsia, O tratamento é indicado de acordo com essa classificação e
tabagismo, tipo de trabalho, trauma, hereditariedade e insuficiência vai desde fasciotomia percutânea (maior chance de recidiva) até
vascular. A associação ao alcoolismo é controversa, mas há uma fasciectomia total e rodagem de retalho.
tendência de que seja um fator causal. Veja todas as informações importantes no quadro-resumo
A doença leva a uma contratura progressiva das da figura 2.2.1.
interfalangeanas pela formação de uma corda espiral na palma da
CAI NA PROVA
COMENTÁRIO
Questão antiga, mas interessante por trabalhar conceitos sobre a doença de Dupuytren. Veja, com calma, item por item, e você, certamente,
conseguirá responder.
Incorreta alternativa “A”: não, não há relação com doença ocupacional.
Correta alternativa “B”: sim, a contratura começa pela face ulnar da mão.
Incorreta alternativa “C”: a contratura é da fáscia palmar, não acometendo músculos e nervos.
Incorreta alternativa “D”: é bilateral em 45% das vezes.
Incorreta alternativa “E”: é muito mais frequente em homens.
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