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Moçambique no Conselho de Segurança da ONU

Moçambique foi eleito por unanimidade como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, ocupando o assento pela primeira vez a partir de janeiro de 2023. O país se compromete a promover o diálogo e o multilateralismo, destacando sua experiência em resolução de conflitos e paz. Durante sua presidência em março de 2023, Moçambique planeja abordar questões como terrorismo, mudanças climáticas e o papel das mulheres na paz.

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Moçambique no Conselho de Segurança da ONU

Moçambique foi eleito por unanimidade como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, ocupando o assento pela primeira vez a partir de janeiro de 2023. O país se compromete a promover o diálogo e o multilateralismo, destacando sua experiência em resolução de conflitos e paz. Durante sua presidência em março de 2023, Moçambique planeja abordar questões como terrorismo, mudanças climáticas e o papel das mulheres na paz.

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MOÇAMBIQUE

Moçambique no Conselho de Segurança da ONU Access to the commentsCOMENTÁRIOS

Moçambique eleito por unanimidade


Moçambique eleito por unanimidade - Direitos de autor JASON SZENES/ 2014
De euronews • 09/06/2022
Moçambique foi eleito por unanimidade, esta quinta-feira, membro não permanente do
Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, no lugar que este ano cabia
a África preencher.

Esta é a primeira vez que o país lusófono ocupa o assento.

Com Moçambique foram, também, eleitos Equador, Japão, Malta e Suíça.

Os novos membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU ocupam as posições


a partir de 01 de janeiro de 2023 e o mandato terminará a 31 de dezembro de 2024.

O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse já que o país vai tentar contribuir
para a construção da paz no mundo, defendendo o diálogo e o multilateralismo.
[24/04, 11:16] Edson Almeida: Prioridades de Moçambique
Moçambique tornou-se membro da ONU após a sua independência em 1975. É um dos 62
membros da ONU que nunca estiveram no Conselho. Moçambique lançou oficialmente a
sua candidatura em setembro de 2021 e foi endossada pela Comunidade de
Desenvolvimento da África Austral (SADC), a Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa (CPLP) e a União Africana.

Durante a sua campanha, Moçambique destacou a sua história na luta contra a


injustiça racial, salientando que foi um estado na linha da frente na luta contra o
apartheid na África do Sul. A situação em Moçambique esteve na agenda do Conselho
de Segurança na década de 1990, e a Operação da ONU em Moçambique (ONUMOZ) foi
implementada para monitorar o acordo de paz assinado entre a Resistência Nacional
Moçambicana (RENAMO) e a Frente para a Libertação de Moçambique (FRELIMO) em 1992.
Diálogo para uma paz definitiva
Por meio do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional de Maputo assinado em agosto de
2019 por Filipe Nyusi e Ossufo Momade, líderes do Governo e da RENAMO deram mais um
passo rumo ao alcance de uma paz definitiva no país por meio do diálogo.

No âmbito do Acordo de Paz e com apoio do Enviado Pessoal do Secretário-Geral para


Moçambique, Mirko Manzoni, o processo de Desarmamento, Desmobilização e
Reintegração (DDR) já desmobilizou cerca de 90% dos 5,221 ex-combatantes da RENAMO,
sendo que alguns foram incorporados nas Forças de Defesa e Segurança (FDS)
moçambicanas. Ao todo, 15 das 16 bases foram desativadas.

A constante utilização do diálogo como princípio norteador das relações


internacionais de Moçambique aliada à sua experiência como estado pós-conflito
aumenta a compreensão do país sobre os esforços do Conselho para lidar com os
desafios da paz e segurança assim como formar pontes entres seus membros a aumentar
a eficácia de suas decisõe

Nesta quinta-feira (9), os Estados-membros das Nações Unidas votaram para eleger os
cinco novos países que irão ocupar, por dois anos, assentos não permanentes no
Conselho de Segurança da ONU.

Equador, Japão, Malta, Moçambique e Suíça se juntarão ao órgão da ONU responsável


pela manutenção da paz e segurança globais, a partir de janeiro de 2023.

Eles substituirão Índia, Irlanda, Quênia, México e Noruega, que deixarão seus
assentos no final deste ano.
Cinco países foram eleitos para servir como membros não permanentes do Conselho de
Segurança da ONU após uma votação na Assembleia Geral nesta quinta-feira (9).
Equador, Japão, Malta, Moçambique e Suíça se juntarão ao órgão da ONU responsável
pela manutenção da paz e segurança globais, a partir de janeiro de 2023.

O presidente da Assembleia Geral, Abdulla Shahid, anunciou os resultados e os


embaixadores aplaudiram cada país após a leitura do nome.

O Conselho de Segurança é composto por 15 países. Cinco deles – China, França,


Rússia, Reino Unido e Estados Unidos – são membros permanentes com direito de veto.

A Assembleia Geral, que compreende todos os 193 Estados-membros da ONU, elege os 10


nações para ocuparem os assentos não permanentes por mandatos de dois anos.

Para garantir um lugar no Conselho, os países devem obter uma maioria de dois
terços, ou 128 votos, mesmo se concorrerem sem contestação.

Os candidatos deste ano disputaram cinco vagas em três grupos regionais: dois para
países da África e Ásia-Pacífico, um para a América Latina e Caribe e dois para a
Europa Ocidental e outros Estados.

Votação - No grupo da África e Ásia-Pacífico, Moçambique recebeu 192 votos,


marcando sua primeira participação no Conselho. O Japão obteve 184 votos e a
Mongólia três.

O Equador, único candidato da América Latina e do Caribe, obteve 190 votos, com a
abstenção de dois países.

A Suíça recebeu 187 votos e Malta 185 votos, novamente com a abstenção de dois
países.

Os cinco países recém-eleitos se juntarão à Albânia, Brasil, Gabão, Gana e Emirados


Árabes Unidos em torno da mesa do Conselho de Segurança.

Eles substituirão Índia, Irlanda, Quênia, México e Noruega, que deixarão seus
assentos no final deste ano.
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Moçambique assume presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas
História
Moçambique assume presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas
01 March 2023
resized
Legenda: Moçambique assume presidência rotativa do Conselho de Segurança das Nações
Unidas.
Foto: ©️UN
Moçambique afirma comprometimento em promover maior diálogo no Conselho; Mandato do
país prioriza reforço do multilateralismo, diálogo e emergência climática.
MAPUTO, Moçambique - Moçambique assume este 1º de março a liderança do Conselho de
Segurança das Nações Unidas pela primeira vez na história. No período de
presidência rotativa do órgão, o país organizará um evento especial sobre mulher,
paz e segurança para marcar os 25 anos da resolução 1325 sobre o tema. Assim como,
evento especial sobre contraterrorismo.

"A nossa presidência incidirá nos assuntos estratégicos de paz e segurança


internacionais, sobretudo o combate ao terrorismo e extremismo violento, mudanças
climáticas, o papel da mulher e dos jovens na manutenção da paz", afirmou o
Presidente de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi.

Presidente Nyusi também apelou a cada moçambicano no país e na diáspora a


contribuir incondicionalmente para que a presidência de Moçambique durante o mês de
Março e o mandato de membro não permanente no biénio 2023-2024 "sejam coroados de
êxitos e marquem indelevelmente a nossa história como nação independente e
soberana".

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Legenda: Vista do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Foto: ©️ONU
Conferência de Imprensa
Para marcar o início da presidência moçambicana do Conselho de Segurança, o
Embaixador Permanente de Moçambique junto às Nações Unidas, Sr. Pedro Comissário,
concedeu uma conferência de imprensa para os jornalistas acreditados na sede da ONU
em Nova Iorque para falar sobre o programa de trabalho do órgão aprovado para o mês
de março sob a liderança de Moçambique.

"Em três meses desde o início do nosso mandato, estamos agora na presidência; Este
programa foi unanimemente adotado pelos meus colegas do Conselho esta manhã e tem
um longo alcance de eventos e reuniões", avaliou Pedro Comissário.

Pedro Comissário anunciou que o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, presidirá ao


debate de alto nível “Combater o terrorismo e prevenir o extremismo violento
através do fortalecimento da cooperação entre a ONU e organizações regionais”,
agendado para dia 28 de março.

"O terrorismo é uma grande preocupação no mundo de hoje e por isso precisamos de
colocar juntos os nossos esforços para derrotá-lo e erradica-lo. [...] A nossa
experiência em Cabo Delgado mostra-nos que precisamos de continuar a combater o
terrorismo no mundo", afirmou Comissário.

Este será um dos principais eventos da sua presidência, juntamente com um debate
sobre “Mulheres, Paz e Segurança", marcado para 7 de março e que será presidido
pela Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Verónica
Macamo.

Ao longo de março, Moçambique agendou ainda uma reunião sobre a reforma do setor de
segurança, que contará com representantes do Secretariado da ONU, da União Africana
e da sociedade civil e cujo objetivo é levar ao Conselho de Segurança atualizações
sobre os esforços do secretário-geral para a reforma do setor de segurança.

resized
Legenda: Embaixador Permanente de Moçambique junto das Nações Unidas, Sr. Pedo
Comissário (centro), e equipa dão conferência de imprensa sobre a presidência
moçambicana do Conselho de Segurança na sede da ONU em Nova Iorque.
Foto: ©️ONU
Entre 9 e 12 de março, o Conselho de Segurança tem ainda programada uma missão de
visita à República Democrática do Congo, além de um 'briefing' sobre a Missão das
Nações Unidas no país (MONUSCO).

Várias outras questões sobre África estão no programa de trabalho deste mês,
incluindo um debate aberto sobre o “silenciamento das armas na África”, uma reunião
sobre a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMIS) e a renovação do seu
mandato, uma reunião sobre a Missão Integrada de Assistência à Transição da ONU no
Sudão (UNITAMS), e uma reunião sobre a implementação do Plano de Transição da
Somália.

Moçambique programou ainda reuniões sobre a Síria, Iémen, Líbano, Montes Golã,
Afeganistão, Coreia do Norte, Mianmar e Palestina.

"Moçambique parceiro internacional comprometido e confiável"


Em declaração conjunta, o Enviado Pessoal do Secretário-Geral da ONU e Presidente
do Grupo de Contato, Mirko Manzoni, e a Coordenadora Residente da ONU e
Coordenadora Humanitária para Moçambique, Myrta Kaulard, parabenizaram o feito
histórico e realçaram como a eleição de Moçambique ao órgão da ONU como um reflexo
da sua reputação internacional como um país dedicado a forjar a paz e um testemunho
dos progressos alcançados nos últimos anos.

"Desde que assumiu o cargo em Janeiro deste ano, Moçambique tem se apresentado como
membro não permanente, eficaz e cooperativo, trabalhando com os seus parceiros do
Conselho para promover o diálogo e a diplomacia de forma convincente e sublinhando
a importância de prosseguir pela resolução pacífica de conflitos", comentaram os
chefes da ONU em Moçambique em nota.

"Com a implementação do Acordo de Maputo de Paz e Reconciliação Nacional a


progredir de forma estável, Moçambique aproveitou com sucesso a sua experiência de
resolução de conflitos e consolidação da paz para partilhar lições valiosas com a
comunidade internacional", continuaram.

Para Mirko Manzoni e Myrta Kaulard, a Presidência do Conselho de Segurança por


Moçambique neste mês também serve "como mais uma oportunidade para dar exemplo, ao
mesmo tempo que amplifica as vozes africanas sobre algumas das prioridades
internacionais do Conselho, incluindo a agenda das Mulheres, Paz e Segurança,
contraterrorismo e paz e segurança em África".

"Estamos confiantes que, durante este mês, o país consolidará a sua posição como um
parceiro internacional comprometido e confiável" - Enviado Pessoal do Secretário-
Geral da ONU, Mirko Manzoni, e Coordenadora Residente da ONU, Myrta Kaulard.

Conselho de Segurança
O Conselho de Segurança é o principal responsável pela manutenção da paz e
segurança internacionais.

O Conselho de Segurança assume a liderança na determinação da existência de uma


ameaça à paz ou ato de agressão. Exorta as partes em litígio a resolvê-lo por meios
pacíficos e recomenda métodos de ajuste ou termos de solução. Em alguns casos, o
Conselho de Segurança pode recorrer à imposição de sanções ou mesmo autorizar o uso
da força para manter ou restabelecer a paz e a segurança internacionais.

O Conselho de Segurança é composto por 15 países. Cinco deles – China, França,


Rússia, Reino Unido e Estados Unidos – são membros permanentes com direito de veto.
Nos termos da Carta das Nações Unidas, todos os Estados-Membros são obrigados a
cumprir as decisões do Conselho.
resized
Legenda: Visão ampla de uma cerimônia de instalação das bandeiras nacionais dos
países recém-eleitos membros não permanentes para servir no Conselho de Segurança
das Nações Unidas para o mandato 2023-2024 é realizada hoje na sede da ONU. Os
cinco novos membros não permanentes são Equador, Japão, Malta, Moçambique e Suíça.
Em segundo lugar, da esquerda para a direita, estão: Pedro Comissário Afonso,
Representante Permanente da República de Moçambique junto às Nações Unidas, Vanessa
Frazier, Representante Permanente de Malta junto às Nações Unidas, Akan
Rakhmetullin, Representante Permanente da República do Cazaquistão junto às Nações
Unidas, Kimihiro Ishikane, Representante Permanente do Japão junto às Nações
Unidas, Pascale Christine Baeriswyl, Representante Permanente da Suíça junto às
Nações Unidas, e Hernán Pérez Loose, Representante Permanente do Equador junto às
Nações Unidas.
Foto: ©️UN Photo/Eskinder Debeben
A Assembleia Geral, que compreende todos os 193 Estados Membros da ONU, elege os 10
membros não permanentes que servem por mandatos de dois anos.

Para o atual mandato, iniciado em 1º de janeiro, os novos integrantes (Equador,


Japão, Moçambique, Malta e Suíça) substituem o grupo formado por Índia, Irlanda,
Quênia, México e Noruega, que cessou o mandato em dezembro passado.

Os cinco países recém-eleitos se juntarão à Albânia, Brasil, Gabão, Gana e Emirados


Árabes Unidos em torno da mesa de ferradura do Conselho de Segurança.

Moçambique exerce a presidência rotativa do Conselho para o mês de março de 2023.

Escrito por
RCO Comms Officer
.Helvisney Dos Reis Cardoso
RCO
Conselheiro de Comunicação e Coordenação
[Link]@[Link]
+258840448997

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ONU
Organização das Nações Unidas
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[25/04, 11:56] Dercilia: A+ A- Moçambique
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Mensagem do PR alusiva a tomada de posse de Mocambique como Membro Não Permanente
no Conselho de Segurança das Nações Unidas
Data: 03/01/2023

PR - Mensagem CSNU
Moçambicanas e Moçambicanos

Caros compatriotas;
É com elevada honra que me dirijo à Nação e ao mundo para anunciar que a República
de Moçambique assume hoje, dia 3 de Janeiro de 2023, o assento do seu mandato de
Membro Não Permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, para o biénio
2023-2024.

É um acontecimento sem precedentes na história do nosso país, que resulta da


eleição unânime, no dia 9 de Junho de 2022, por todos os Estados Membros da
Organização das Nações Unidas que participaram da votação, o que testemunha a
confiança e o prestígio da República de Moçambique no concerto das Nações.

*A nossa participação no Conselho de Segurança assenta na política externa de


Moçambique que visa afirmar a independência e a soberania de Moçambique e projectar
a sua imagem como um Estado internacionalmente prestigiado, amante da paz e da
liberdade dos povos, defensor do multilateralismo em estrita observância dos
princípios e objectivos consignados na Carta das Nações Unidas.*

Ao assumir este prestigioso mandato, Moçambique passa a integrar a equipa dos 15


membros do Conselho de Segurança, como parte dos 10 membros não permanentes,
participando em pleno na tomada de decisões sobre assuntos da paz e segurança
internacionais.

No exercício da nobre missão consagrada na Carta das Nações Unidas de “preservar as


gerações vindouras do flagelo da guerra que traz consequências catastróficas e
sofrimento à humanidade”, reafirmamos a nossa linha de orientação centrada na
defesa e salvaguarda dos interesses de Moçambique, da África, dos países em
desenvolvimento e do mundo na defesa da paz e segurança internacionais, visando a
promoção da concórdia e do desenvolvimento sustentável dos povos.

Compatriotas!

*Iniciamos o nosso mandato num contexto de fortes desafios internacionais,


caracterizado pelo retorno a competição estratégica a escala global e o
recrudescimento de ameaças à paz e segurança internacional, com destaque para
conflitos entre Estados, o terrorismo, mudanças inconstitucionais de governo e o
efeito desastroso das mudanças climáticas com repercussões na paz e segurança
mundial.*

Nesta senda, à luz do nosso lema “paz e segurança internacionais e desenvolvimento


sustentável” iniciamos o mandato determinados a usar a humilde experiência de
Moçambique na construção da paz, por via do diálogo para contribuirmos, de forma
relevante, na edificação de um mundo mais pacífico, harmonioso e próspero.
A agenda do Conselho de Segurança é intensa e complexa. *Os temas e tópicos que nos
propusemos advogar são prementes, nomeadamente:*

(i) A promoção da paz internacional, com destaque para a paz no nosso continente;

(ii) O nexo entre o clima, paz e segurança;

(iii) O papel da mulher e dos jovens na manutenção da paz;

(iv) O combate ao terrorismo e outros males que ameaçam a Paz e Segurança


internacionais; e

(v) A procura de um maior espaço para os países em desenvolvimento nas decisões


internacionais, através da reforma das instituições multilaterais.

Este todo exercício, requer consenso, coragem e posições de firme compromisso.

Empenhar-nos-emos, incondicional e afincadamente para influenciar os demais Membros


do órgão a apostar no multilateralismo para viabilizar os processos a serem
apreciados pelo Conselho de Segurança.

Com o efeito, em Março deste ano, Moçambique assumirá a presidência rotativa do


Conselho de Segurança o que requer um empenho total de todos nós e um apoio genuíno
dos nossos irmãos de Africa e dos países membros das Nações Unidas.

A nós, é exigido um alto sentido de responsabilidade, proactividade e patriotismo


para que os objectivos do mandato sejam alcançados na íntegra.

*Para lograrmos óptimos resultados, trabalharemos com equipas constituídas por


homens e mulheres com valências dos diversos actores estatais e não estatais,
academia e sociedade civil, capazes de assegurar uma eficiente articulação interna
ou externa.*

*As nossas equipas, encontram-se espalhadas por diversos cantos do mundo, com
destaque para Maputo, as Representações em Nova Iorque, Addis Abeba e Genebra.*

Por isso, exortamos aos moçambicanos no país e na diáspora para que, através dos
canais estabelecidos, se sintam livres a dar suas contribuições para o sucesso
desta proeza nacional!
[25/04, 12:04] Dercilia: As autoridades moçambicanas olham para a eleição para este
organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) como uma oportunidade para
Moçambique partilhar a sua experiência na gestão de conflitos e preservação da paz.

Num discurso à nação, depois da votação, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi,


considerou a eleição como uma vitória para o país.

"Atesta o prestígio e o bom nome que o nosso país vem construindo ao longo dos
anos, no concerto das nações", disse Nyusi.

Oposição não vê vantagens concretas


Esta é a primeira vez que Moçambique faz parte como membro não-permanente do
Conselho de Segurança da ONU, uma missão que subordinou ao lema "Paz e Segurança
Internacionais e Desenvolvimento Sustentável".

UN Generalversammlung Filipe Nyusi Präsident von Mozambik


Filipe Nyusi: "Teremos sobre os nossos ombros a pesada responsabilidade de defender
a nossa região e não só o continente"Foto: picture-alliance/dpa/M. Campbell
Os partidos da oposição moçambicana com assento parlamentar, a Resistência Nacional
Moçambicana (RENAMO) e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), não encontram
nesta eleição vantagens concretas para o país.

Ivan Mazanga, presidente de Liga da Juventude da RENAMO, entende que Moçambique não
tem experiência nenhuma para partilhar no Conselho de Segurança da ONU.

"Nós temos um conflito ativo em Cabo Delgado que já dura há quase cincos anos.
Portanto, significa que a nossa capacidade de gestão de conflitos está totalmente
corroída e ainda não temos uma estratégia concreta para podemos debelar este
conflito", justifica Mazambga, em declarações à DW.

"Momento de paz"
Ivan Mazanga, lembra que o país gozou de uma paz relativa apenas entre 1992 e 2012.
Desde então, Mazanga diz que o país não teve "um momento de paz" do qual os
moçambicanos se possam orgulhar.

Ataques em Moçambique: "O país está a parar"

01:25
"Estamos a perder uma soberana oportunidade de olhar para nós e tentarmos resolver
os nossos problemas internos", avalia o presidente da juventude da RENAMO.

Por seu turno, Augusto Pelembe, porta-voz do MDM, lamenta que "Moçambique não está
em paz" e não "não tem desenvolvimento sustentável".

"Em Moçambique não há segurança. Então o país está mal. Não estou a ver quais são
as experiências que vai partilhar", considera Pelembe.

"Cultura de diálogo"
O Presidente Filipe Nyusi diz que o país tem "uma cultura de diálogo e acima de
tudo de promover soluções negociadas para a paz".

O partido da oposição MDM lamenta que a candidatura de Moçambique a membro não-


permanente do Conselho de Segurança não tenha sido discutida com todos os segmentos
da sociedade moçambicana.

Abraço da paz em Maputo


01:25
"Nós como sociedade e como país não estamos a ver nenhum ganho. Isso tudo foi feito
à revelia, tanto da comunicação social, como da sociedade civil e do MDM. É isso
que nos deixa preocupados como partido parlamentar. O que é que o Governo tem a
esconder e quais são os outros objetivos?", pergunta o porta-voz do partido.

Analistas vêem oportunidade


Mesmo com as críticas da oposição, alguns analistas moçambicanos discordam e
consideram que a eleição de Moçambique é uma oportunidade de o país estar no mais
alto nível no concerto das nações.

À DW, Calton Cadeado, docente de Relações Internacionais na Universidade Joaquim


Chissano, sublinha que "Moçambique já tem um prestígio construído nas relações
internacionais e no mundo em termos diplomáticos".

"[A eleição de Moçambique para o Conselho de Segurança] é a cereja no topo do bolo.


Tendo em conta o número de votos que o país teve, foram todos os membros que
estiveram presente na reunião", ressalta o analista.

Ainda assim, Filipe Nyusi alerta que a missão moçambicana será de grandes desafios
e que chegou o momento de arregaçar as mangas.

"Teremos sobre os nossos ombros a pesada responsabilidade de defender a nossa


região (SADC) e não só o continente africano, num momento cheio de desafios
internacionais", ponderou o chefe de Estado moçambicano.

Moçambique vai substituir o Quénia na vaga do representante africano, com mandato a


começar em janeiro de 2023

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