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Direito do Trabalho: Empregados e Legislação

O documento aborda o Direito do Trabalho e a Legislação Social, definindo o conceito de empregado conforme a CLT e suas características, como pessoalidade, subordinação e onerosidade. Além disso, discute diferentes tipos de empregados, como domésticos, rurais, aprendizes e temporários, detalhando seus direitos e regulamentações específicas. A obra é uma referência didática sobre as relações de trabalho e a legislação pertinente no Brasil.

Enviado por

Aline da Silva
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Direito do Trabalho: Empregados e Legislação

O documento aborda o Direito do Trabalho e a Legislação Social, definindo o conceito de empregado conforme a CLT e suas características, como pessoalidade, subordinação e onerosidade. Além disso, discute diferentes tipos de empregados, como domésticos, rurais, aprendizes e temporários, detalhando seus direitos e regulamentações específicas. A obra é uma referência didática sobre as relações de trabalho e a legislação pertinente no Brasil.

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DIREITO DO

TRABALHO E
LEGISLAÇÃO
SOCIAL

Ione de Faria Belo


BELO, Ione de Faria.
Direito do Trabalho e Legislaião Social. 1ª ed. – Cursos de graduaião. 197 p.

Bibliografia

1. Direito 2. Direito do Trabalho 3. Título.

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Direito do Trabalho e Legislaião

MÓDULO 03

empresa ditadas por suas atividades.


Empregado

Conceito

Segundo o artigo 3º da CLT


empregado é toda pessoa física
que prestar serviços de natureza
não eventual a empregador, sob a
dependência deste e mediante
salário.

Verifica-se que a definição de


empregado explicita pessoa física,
isto significa que somente a
pessoa natural pode ser
empregado. Não se admitindo
uma pessoa jurídica como
empregado.

Outro fato incontroverso para


configuração da relação de
emprego é a pessoalidade. Isto quer
dizer que o contratante se
compromete a executar ele mesmo
os serviços contratados, não
podendo fazer-se substituir na
execução do contrato.

Doutro, verifica-se, também, a não


eventualidade do serviço prestado.
Assim, para caracterização de
empregado é necessário estar
presente à continuidade,
habitualidade na prestação do
serviço que se insere nas
necessidades permanentes da
3 UNIDADE
1916, uma vez que o dispositivo
A dependência também é uma previa a retribuição para
característica do empregado.
Valendo esclarecer a
impropriedade do termo
dependência, o termo mais
adequado é subordinação.
Significa que o empregado tem
que cumprir ordens ditadas pelo
empregador em decorrência do
contrato e do poder de direção
deste.

Também, a onerosidade é outra


característica do empregado.
Haja vista que há prestação de
serviços por parte do
empregado e em
contraprestação a este serviço
prestado recebe o salário de
quem recebe os serviços, qual
seja: o empregador.

Assim, são requisitos do


empregado: pessoa física,
pessoalidade, não even-
tualidade, dependência
(subordinação) e onerosidade.

Dos Vários Tipos de Empregado

Do empregado doméstico

O trabalho doméstico não


dispunha de regulamentação
específica, aplicava-se de
maneira genérica o disposto no
Artigo 1.216, do Código Civil de

UNIDADE 3
Direito do Trabalho e Legislaião

todo serviço lícito prestado. preceitos constantes da CLT salvo


Enquanto o Decreto 16.107/1923 quando for em cada caso,
regulamentou os serviços expressamente determinado em
domésticos, elencando como contrário.
pertencentes à categoria:
lavadeiras, jardineiros, porteiros,
amas-secas, costureiras etc.

Já o Decreto 3.079, de 27 de
novembro de 1941, regulamentou o
trabalho doméstico dizendo ser
aquele que prestava serviço em
residências particu- lares ou em
benefício destas mediante
remuneração. Por força desse
dispositivo os domésticos faziam jus
ao aviso prévio de oito dias, após o
período de prova de seis meses de
trabalho. O empregado poderia
rescindir o contrato caso ataque à
sua honra, integridade física, mora
sala- rial etc. O empregador deveria
conceder ao trabalhador ambiente
higiênico de alimentação e
habitação.

Com o advento do Decreto-Lei n.º


5.452, de 1º de maio de 1943 os
empregados domésticosficaram à
margemdaproteção ali
estabelecida, por força do
disposto no Artigo 7º, “a” do texto
consolidado, ao determinar que
“aos empregados domésticos,
assim considerados, de um modo
geral, os que prestam serviços de
natureza não-econômica à pessoa
ou à família, no âmbito residencial
destas”, não se aplicam os

3 UNIDADE
A situação do empregado revogou a lei 5.859/72 e trouxe
doméstico foi alterada apenas em novas regulamentações para o
11 de dezembro de 1972 que empregado doméstico. Entre os
passou a gozar de proteção da Lei novos direitos atinentes a esses
Federal 5.859, regulamentada pelo
Decreto Federal nº 71.885/73.

Com o advento da Carta Magna de


1988, o trabalhador doméstico
passou a ter direito as seguintes
prerrogativas: salário mínimo,
irredutibilidade de salário, 13º
salário, repouso semanal
remunerado, férias anuais mais
um terço, licença a maternidade,
licença paternidade,
aposentadoria.

Vale ressaltar que a Emenda


Constitucional nº 72/2013
alterou o parágrafo único do artigo
7º da Constituição da República,
que agora tem a seguinte redação:
São assegurados à categoria dos
trabalhadores domésticos os
direitos previstos nos incisos IV, VI,
VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII,
XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX,
XXXI e XXXIII
e, atendidas as condições
estabelecidas em lei e observada a
simplificação do cumprimento das
obrigações tributárias, principais e
acessórias, decorrentes da relação
de trabalho e suas peculiaridades, os
previstos nos incisos I, II, III, IX, XII,
XXV e XXVIII, bem como a sua
integração à previdência social.

A Lei Complementar 150/15

UNIDADE 3
Direito do Trabalho e Legislaião

profissionais destacam-se o trabalha, entre outros benefícios


adicional noturno, o período para gerados tanto para a empresa quanto
descanso e alimentação, adicional para o empregado.
noturno, FGTS e seguro
desemprego, entre outros.

Empregado em domicílio

O trabalho em domicílio é aquele


prestado em favor do
empregador, com subordinação,
sob a dependência deste, mediante
salário, mas fora do ambiente da
empresa, normalmente, no
domicilio do próprio empregado.
Valendo, esclarecer que domicílio
tanto pode ser o trabalho
realizado na casa do empregado,
ou seja, sua habitação, mas,
também o domicílio legal ou até
mesmo na casa de um
intermediário. O que caracteriza o
trabalho em domicílio é o
desenvolvimento do trabalho fora
da fiscalização imediata e direta do
empregador.

Esta é uma prática originária do


trabalho artesanal, indústria caseira
etc. e é adotada em muitos países
há algum tempo. No Brasil, as
empresas têm usado cada vez mais
desta alternativa. Visando a
economia de despesas com espaço
físico, gastos com transporte,
riscos de acidentes etc., e, ao
empregado economia de tempo de
deslocamento para o trabalho,
fiscalização do lar enquanto

4 UNIDADE
O art. 6º da CLT traz que: “não citado. Já para o empregado que
se distingue entre o trabalho recebe por peça ou tarefa, ainda
realizado no estabelecimento do que o total das peças ou tarefa
empregador e o executado no produzidas não alcance a
domicílio do empregado, desde importância do salário mínimo, este
que esteja caracterizada a estará assegurado em
relação de emprego”. Assim, o conformidade com o artigo 83 retro
trabalhador em domicílio tem os citado.
mesmos direitos que o
empregado que trabalha no
estabelecimento do
empregador. Entretanto,
dificilmente terá direito a horas
extras em razão de ser
executado em sua residência,
exceção para casos em que
haja alguma forma de controle,
a produção diária só puder ser
alcançada com mais de oito
horas diárias de trabalho. Via de
regra, o trabalhador em
domicílio estabelece seu próprio
horário de trabalho, conjugando
seus afazeres com o serviço.

A CLT dispõe em seu artigo 83


que: “é devido o salário mínimo
ao trabalhador em domicílio,
considerado este como o
executado na habitação do
empregado ou em oficina de
família, por conta de
empregador que o remunere”.
Sendo oportuno esclarecer que
acaso exista norma coletiva
para a categoria, deve ser
observada a norma coletiva,
quanto ao salário da categoria,
e não o salário mínimo
conforme disposto no artigo

UNIDADE 4
Direito do Trabalho e Legislaião

Com a reforma trabalhista de 2017, falta a continuidade. Podemos citar


a CLT prevê também o teletrabalho. como empregado rural o que cuida
Trata-se de uma regulamentação do gado, o que planta etc.
para as atividades executadas
preponderantemente fora das
dependências do empregador,
com a utilização de tecnologias de
informação e de comunicação que,
por sua natureza, não se
constituam como trabalho externo.
A lei determina que a modalidade
de teletrabalho deve ser expressa
em contrato, estipulando as
condições nas quais as atividades
devem ser desempenhadas, com a
previsão de responsabilidades pela
infraestrutura para o
desempenho das atividades e
precauções quanto a acidentes de
trabalho.

Empregado rural

Empregado rural é toda pessoa


física que, em propriedade rural
ou prédio rústico, presta serviços
de natureza não eventual a
empregador rural (pessoa física
ou jurídica), sob a dependência
deste e mediante salário.

Valendo lembrar suas


características: pessoa física,
pessoalidade, natureza contínua,
subordinação e onerosidade. Assim,
a pessoa que trabalha um dia
só em determinada propriedade
rural consertando a cerca não será
considerado empregado rural, pois,

4 UNIDADE
Os direitos dos empregados rurais não será observada.
foram igualados aos dos
empregados urbanos pelo que O objetivo principal do programa de
conclui do caput do artigo 7º da aprendizagem é de cunho social e
Constituição Federal de 1988: “São não
direitos dos trabalhadores
urbanos e rurais, além de outros
que visem à melhoria de sua
condição social”.

Outra curiosidade sobre o


empregado rural é o contido no
artigo 964, VIII, do Código Civil,
que trata do privilégio especial
sobre o produto da colheita, para a
qual houver concorrido com o seu
trabalho, e precipuamente a
quaisquer outros créditos, ainda
que reais, o trabalhador agrícola,
quanto à dívida dos seus salários.

Empregado aprendiz

Aprendiz é aquele que mediante


contrato de aprendizagem
ajustado por escrito e por prazo
determinado, em que o
empregador se compromete a
assegurar ao maior de 14 e menor
de 24 anos, inscrito em programa
de aprendizagem, formação
técnica profissional metódica,
compatível com o seu
desenvolvimento físico, moral e
psicológico, e o aprendiz, a executar
com zelo e diligência as tarefas
necessárias a essa formação. (Art.
428, da CLT). Contudo, no caso da
pessoa com necessidades
especiais a idade limite de 24 anos

UNIDADE 4
Direito do Trabalho e Legislaião

lucrativo para o empregador, razão celebrados com aprendizes especiais


está que leva a legislação que não estarão sujeitos a esse limite.
determinar que a atividade a ser
exercida na empresa deve ser com Empregado temporário
formação técnica profissional
metódica. O menor aprendiz não
poderá receber valor inferior a um
salário mínimo por mês calculado à
base hora (salário mínimo mensal
divido por 220). Isto significa que se
o aprendiz trabalhar duas horas por
dia receberá o valor referente às
duas horas calculadas em
conformidade com o acima
disposto. Os direitos trabalhistas e
previdenciários entre o aprendiz e
o empregado, não são muito
diferentes, sendo garantido àquele
os mesmos direitos dos demais
empregados ressalvado o que diz
respeito à alíquota do o FGTS que é
reduzida para 2% (dois por cento).

Vale chamar a atenção para


duração do trabalho do aprendiz
que não excederá de seis horas
diárias, sendo vedadas a
prorrogação e a compensação de
jornada. Este limite diário poderá
ser de até 8 horas, caso o aprendiz
já tenha concluído o ensino
fundamental e na jornada estejam
computadas as horas destinadas a
aprendizagem teórica. Lembrando,
ainda, que o contrato de
aprendizagem é por tempo
determinado, ou seja, não pode
ultrapassar o limite de dois anos,
exceção feita aos contratos

4 UNIDADE
Trabalhador temporário é toda excepcionando algum benefício a
pessoa física contratada por seu favor. Sendo, assim, o
uma empresa de trabalho trabalhador temporário regido pela
temporário com o objetivo de Lei 6019/74.
atender a uma necessidade
transitória de substituição Segundo o artigo 12, da Lei
de pessoal regular e 6.019/74 aos trabalhadores
permanente ou a um temporários são assegurados os
acréscimo extraordinário de seguintes direitos: a) remuneração
tarefas de outras empresas. equivalente à percebida
(Art. 16, Dec. 73.841/74).

Assim, trabalhador temporário


é aquele subordinado a
empresa de trabalho
temporário e que presta
serviços a empresa tomadora
de serviços. Vale ressaltar que
o contrato de trabalho
temporário não poderá
exceder três meses, salvo
autorização conferida por
órgão próprio do Ministério do
Trabalho. Se o contrato
exceder três meses, sem
autorização de prorrogação do
Ministério do trabalho,
automaticamente passará a
ser efetivo, ou seja, passa a
vigorar entre o trabalhador e a
emp esa tomadora do serviço
e não mais entre o trabalhador
a e empresa de trabalho
temporário.

Vale chamar a atenção aqui


para o fato da Constituição
Federal de 88 não mencionar
nenhum direito ao trabalhador
temporário, sequer

UNIDADE 4
Direito do Trabalho e Legislaião

pelos empregados de mesma


categoria da empresa tomadora ou Inicialmente faz se necessário um
cliente calculado à base horária, esclarecimento entre empregado
garantida, em qualquer hipótese, público
a percepção do salário mínimo; b)
jornada de oito horas; c) férias
proporcionais, nos termos do artigo
25 da Lei nº 5.107, de 13 de
setembro de 1966; d) repouso
semanal remunerado; e) adicional
por trabalho noturno; f) indenização
por dispensa sem justa causa ou
término normal do contrato,
correspondente a 1/12 (um doze
avos) do pagamento recebido; g)
seguro contra acidente do trabalho;
h) proteção previdenciária. Já o
parágrafo primeiro assegura a
obrigatoriedade do registro na CTPS
da condição de temporário. E, o
parágrafo segundo a
obrigatoriedade da empresa
tomadora do serviço comunicar à
empresa de trabalho temporário a
ocorrência de todo acidente cuja
vítima seja um assalariado posto à
sua disposição, considerando-se
local de trabalho, para efeito da
legislação específica, tanto aquele
onde se efetua a prestação do
trabalho, quanto a sede da empresa
de trabalho temporário.

Assim, verifica-se que nem todos


os direitos assegurados aos
urbanos são também conferidos
ao trabalhador temporário.

Empregado público

4 UNIDADE
e servidores públicos: empregado necessidade temporária e
público é o agente público que tem precária por contrato por prazo
vínculo contratual, haja vista sua determinado que desempenhe
relação com a Administração
Pública decorrer de contrato de
trabalho. Assim, o vínculo é de
natureza contratual regido pela
Consolidação das Leis do Trabalho
- CLT. Já o servidor público é o
agente público que está investido
em cargo público, que é um
conjunto de atribuições e
responsabilidades conferidas por
lei, ou seja, possui vinculo
estatutário ou institucional.
Portanto, de natureza não-
contratual.

O empregado público possui


algumas diferenciações:

• Ocupante de emprego
público na administração
direta, autarquias e fundações,
nos termos da Lei 9.962/2000,
contratados sob regime da
Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT).

• Ocupante de emprego
público na administração
pública indireta, nas empresas
públicas, nas sociedades de
economia mista e nas fundações
públicas de direito privado.
Também são contratados sob
regime da CLT.

• Ocupante de emprego
público contratado para atender

UNIDADE 4
Direito do Trabalho e Legislaião

funções públicas desvinculadas mesma instituição. Haja vista o


de cargos ou de empregos entendimento de que o sócio diretor, ou
públicos para atender seja, o eleito para ocupar o cargo de
necessidade de interesse público diretor em razão da detenção
e estão desobrigados de
concurso público. (Lei 8.745/93).

Contudo, aos empregados públicos


contratados pelo regime da CLT
incidem alguns princípios e regras
constitucionais aplicáveis a toda
Administração Pública, até mesmo a
indireta, razão pela qual apesar da
inexistência da estabilidade
garantida aos estatutários, a
dispensa dos empregados públicos
deve ser motivada e apurada em
processo administrativo em razão
de falta grave, acumulação ilegal de
cargos, necessidade de redução de
cargos ou insuficiência de
desempenho. (Lei 9.962/2000, art.
3º). Vale ressaltar que o empregado
público contratado com fundamento
na Lei 8.745/93, portanto, sem
concurso público, terão direito
apenas ao pagamento da
contraprestação pactuada, tais
como número de horas trabalhadas,
valor da hora do salário mínimo e
depósitos do FGTS e em caso de
rescisão antecipada 50% do valor
do restante do contrato.

Empregado diretor de sociedade

Aqui será tratado apenas do diretor


recrutado externamente e do
empregado alçado ao cargo na

4 UNIDADE
do capital, dono do negócio ou enquadra-lo ou justificar sua situação
acionista controlador não será na empresa:
considerado empregado.
• Extinção do contrato de
Em relação ao diretor trabalho, o trabalhador que
empregado é necessário aceita cargo de direção da
verificar alguns empresa renuncia à
enquadramentos. Sendo, talvez
o mais importante seja a
subornação. Se o diretor possui
um horário a ser cumprido,
inclusive com controle de
ponto, sem autonomia de
demitir ou admitir funcionários,
cumprindo ordens de
superiores, tais como
superintendentes, presidência
etc., não pode ser considerado
um diretor regido pela legislação
comercial, pois, trata-se de um
típico empregado comum regido
pela CLT. Sendo oportuno
destacar, também, que mesmo
que o diretor tenha poderes
para demitir e admitir
funcionários, receber
vencimentos mais elevados,
mas, está subordinado a
alguém existe o vínculo
empregatício, contudo, este
diretor não terá direito a horas
extras, ainda que as prestasse,
será apenas considerado
empregado de confiança.
(Artigo 62, inciso II, da CLT).

Contudo, se o empregado for


eleito diretor de determinada
empresa encontramos quatro
situações ou orientações para

UNIDADE 4
Direito do Trabalho e Legislaião

condição de empregado. determinado em horas, dias ou


meses. Ainda, o empregado poderá
• Suspensão do contrato de exercer suas
trabalho, não há trabalho nem
pagamento de salário.

• Interrupção do contrato de
trabalho, não há trabalho, mas o
salário continua sendo pago.

• Não altera a situação


jurídica do empregado eleito
diretor, não tem qualquer
reflexo jurídico na sua condição
de empregado em sentido
estrito.

Assim, faz se necessário um estudo


rigoroso para melhor enquadrar o
funcionário galgado ao cargo de
diretor.

Empregado intermitente

A Trata-se de modalidade
inovadora, inserida no ordenamento
jurídico brasileiro com a Reforma
Trabalhista de 2017. Nos termos do
artigo 443, § 3º da CLT, o trabalho
intermitente refere-se à prestação
de serviços com a presença de
subordinação, porém, sem
continuidade, de forma que se
verifica alternância de períodos em
que o empregado exerce suas
funções e se mantém inativo.

O contrato de trabalho intermitente


deve ser celebrado por escrito e
pode ser
5 UNIDADE
atividades com outros
empregadores,
independentemente se também
sob regime de trabalho intermitente,
ou seja, não há exclusividade.

UNIDADE 5

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