Acidente Vascular Manuce
Encefálico Borges
• Perda súbita da função cerebral, pela
Conceito oclusão ou ruptura de um vaso
sanguíneo que supre o encéfalo.
AVE I - 75% dos casos de AVEs,
Obstrução Vascular
(Trombos/êmbolos).
AVE H - 25% dos casos, por
TIPOS ruptura vascular (hipertensão,
aneurisma, distúrbio de
coagulação).
AIT - Déficit neurológico que
melhora em 24 horas,
pequenos trombos na
vasculatura.
Carótidas: Uma de cada lado do
pescoço, enviando o sangue para a
porção frontal.
Cerebrais médias: Uma de cada
Tipos lado, dentro do cérebro (nascem das
carótidas).
Vertebrais: Uma de cada lado do
pescoço (por "dentro" dos ossos da
coluna vertebral enviando sangue
para a parte de trás do cérebro.
- AVE = 3ª causa morte
Epidemiologia - 1ª das doenças
incapacitantes
- Afeta mais homens,
porém se iguala quando a
mulher completa 51 anos
Hipertensão arterial ( risco);
Níveis elevados de colesterol (LDL);
Diabetes;
Fatores de Obesidade;
Risco Tabagismo; bebidas alcoólicas;
Drogas (especialmente cocaína)
Doença cardíaca;
Anticoncepcional
Subdivide os infartos cerebrais em 5 grupos
principais de acordo com a sua etiologia:
1. Aterosclerose de Grandes Artérias.
CLASSIFICAÇÃO
ETIOLÓGICA DO Nos infartos por aterosclerose de grandes artérias
os exames dos vasos demonstram estenose maior
AVCI (TOAST) que 50% ou oclusão de grandes ramos arteriais.
A tomografia do crânio (TC) ou Ressonância
magnética do crânio (RM) em geral demonstra
lesões cerebrais maiores que 1,5 cm de diâmetro.
Outros exames devem excluir fontes potenciais de
cardio embolia.
Aterosclerose de Grandes Artérias
Os infartos cardioembólicos
são decorrentes de oclusão
de vaso cerebral por êmbolos
provenientes do coração.
2.
Cardioembolismo
As principais doenças
cardíacas potencialmente
emboligênicas podem ser
classificadas em Alto e Médio
risco de embolização.
Nos infartos por oclusão de pequenas
artérias cerebrais, também chamados
infartos lacunares, em
geral a TC ou RM demonstram lesões
3. Oclusão pequenas (lacunas), no território de
artérias perfurantes, ou
de
seja, núcleos da base, tálamo e tronco
Pequenas cerebral, menores que 1,5 cm de
diâmetro. Ocorrem por
Artérias degeneração dos pequenos vasos e
(lacunas) arteríolas perfurantes, por ação direta
da hipertensão arterial
crônica, associado ou não ao Diabetes
Mellitus.
• Infartos com outras etiologias
4. Infartos englobam todas as causas que diferem
destas três primeiras, por exemplo:
por Outras vasculopatias não ateroscleróticas,
desordens hematológicas (anemia
Etiologias falciforme), coagulopatias (deficiência
de fatores fibrinolíticos), vasculites
(varicela, lupus, meningite), etc.
Os infartos de causa indeterminada são
aqueles que não se enquadram nas
categorias anteriores,
5. Infartos de
apesar de investigação completa
Origem Arterites: inflamação da artéria,
Indeterminada levando à obstrução da luz, ocasionada
por vírus, alteração na imunidade.
Vasoespasmo: é uma reação
descontrolada do vaso (artéria) que
diminui muito o seu calibre a ponto de
não permitir a passagem adequada de
sangue.
Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI)
Manuce Borges
é a maior causa de
incapacidades
físicas e cognitivas em nosso
O Acidente meio.
Vascular
Cerebral
O uso da terapia trombolítica
Isquêmico(AVCI)
com rt-PA na fase
aguda eleva significativamente
a chance de uma recuperação
completa.
Protocolos de AVC
Equipes de AVC
Comprehensive
Stroke Centers –
Capacitação da Emergência para
Centro atendimento do AVC
Abrangente de
AVE Capacidade de realizar rapidamente
a tomografia de crânio
Capacidade de realizar ECG e coleta
de sangue rápido
Cobertura Neurocirúrgica
dentro de 2 horas
Unidade de AVC
Centro
Abrangente
de AVE Capacidade de manejar
pacientes complexos
Especialistas treinados nas áreas
de Neurologia, Neurocirurgia,
Neurorradiologia
• 1. AVC isquêmico em qualquer
Trombólise território encefálico;
• 2. Possibilidade de se iniciar a infusão
Endovenosa do rt- PA dentro de 4 horas e 30
- Critérios minutos do início dos sintomas (para
isso, o horário do início dos sintomas
de Inclusão deve ser precisamente estabelecido.
para uso de • Caso os sintomas forem observados ao
acordar, deve-se considerar o último
rtPA horário no qual o paciente foi
observado normal);
3. Tomografia
computadorizada do
crânio ou ressonância
magnética sem evidência
de hemorragia;
Trombólise
Endovenosa
4. Idade superior a 18
anos.
1. Uso de anticoagulantes orais
com tempo de protrombina (TP)
>15s;
Critérios 2. Uso de heparina nas últimas 48
horas com TTPa elevado;
de
Exclusão 3. AVC isquêmico ou traumatismo
crânio-encefálico grave nos últimos
3 meses;
4. História pregressa de
hemorragia intracraniana ou de
malformação vascular cerebral;
5. TC de crânio com hipodensidade precoce;
6. PA sistólica ↑185 mmHg ou PA diastólica
↑ 110 mmHg (em 3 ocasiões, com 10
Critérios minutos de intervalo) refratária ao
tratamento anti hipertensivo;
de
7. Melhora rápida e completa dos sinais e
Exclusão sintomas no período anterior ao início da
trombólise;
8. Déficits neurológicos leves (sem
repercussão funcional significativa);
9. Cirurgia de grande porte ou
procedimento invasivo nos últimos
14 dias;
10. Hemorragia geniturinária ou
Critérios gastrointestinal nos últimos 21 dias,
ou história de varizes esofagianas;
de
Exclusão 11. Punção arterial em local não
compressível na última semana;
12. Coagulopatia com TP
prolongado (RNI>1,5), TTPa elevado,
ou plaquetas <100000/mm3 ;
13. Glicemia < 50 mg/dl com
reversão dos sintomas após a
correção;
14. Evidência de endocardite
Critérios ou êmbolo séptico, gravidez;
de 15. Infarto do miocárdio
Exclusão recente (3 meses).
16. Suspeita clínica de
hemorragia subaracnóide ou
dissecção aguda de aorta.
PAS > 220mmHg ou PAD >
140mmHg
Controle de
Nitroprussiato
Pressão
Arterial
Antes, PAS entre 180 – 220mmHg
Durante e ou
Após o Uso
PAD entre 110 – 140mmHg
de
Trombolítico
Esmolol, Metoprolol ou
Enalapril EV
Controle de
Pressão • No pré-tratamento monitore a PA a
Arterial cada 15 minutos.
• Após o início da infusão monitore PA a
Antes, cada 15 minutos nas duas primeiras
Durante e horas; a cada 30 minutos da terceira a
oitava hora e, após, a cada hora até
Após o Uso completar 36 horas do início do
tratamento.
de
Trombolítico
Utilizar anti hipertensivo
endovenoso para PA >
180/105 mmHg.
Controle de
Pressão
Arterial
Monitorizar a pressão a
Antes, cada 15 minutos durante
o tratamento com anti
Durante e hipertensivos.
Após o Uso
de
Trombolítico
Observar hipotensão.
Nitroprussiato de sódio
(NIPRIDE) 1 amp = 50mg.
Controle de
Pressão Diluir em 250ml de SG5%.
Arterial Usar de 0.5 – 8 μg/Kg/min.
Antes,
Durante e
Após o Uso Metoprolol (SELOKEN) 1
amp = 5mg = 5 ml.
de
Trombolítico
Aplicar 5mg EV a 1 ml/min a
cada 10 min. até o máximo
de 20mg.
Enalapril (RENITEC) 1
amp = 5mg = 5ml.
Controle
Aplicar 1 amp EV
de lento, se necessário
repetir a dose após 1
Pressão hora.
Arterial
Nova dose só poderá
ser repetida após
intervalo mínimo de
6hrs.
• 1. Não utilizar antitrombóticos,
antiagregantes e heparina nas
próximas 24 horas póstrombolítico.
Cuidados • 2. Controle neurológico rigoroso.
• 3. Monitorização cardíaca e
Após Uso de pressórica.(monitore PA a cada 15min
nas duas primeiras horas; a cada 30
Trombolítico minutos da terceira a oitava hora; e a
cada 1 hora da nona até 24 horas do
início do tratamento, atentando para
valores > 180/105 mmHg.
4. Não realizar
cateterização venosa
central ou punção arterial
nas primeiras 24 horas.
Cuidados 5. Não passar sonda
vesical até pelo menos 30
Após Uso de minutos do término da
infusão do trombolítico.
Trombolítico
6. Não passar SNE nas
primeiras 24 horas.
Suspeita de Sangramento
1. Piora do déficit neurológico ou
Cuidados nível de consciência, cefaleia
súbita, náuseas ou vômitos.
Após Uso de
Trombolítico
2. Descontinuar trombolítico
3. TC de crânio urgente
4. Colher coagulograma, HT, TP,
TTPa, fibrinogênio
5. Se sangramento na TC de crânio
Cuidados avaliação neurocirúrgica
Após Uso de
6. Outros locais de sangramento
Trombolítico (ex.:local de punção venosa) tentar
compressão
mecânica. Em alguns casos
descontinuar o rt-PA.
Fonte:
• ANDRÉ, Charles. Manual de AVC. 1a edição. Editora Revinter: Rio de janeiro.
• CAMBIER,J.;MASSON,M.;DEHEN,H. Manual de neurologia. 9a edição. Editora MEDSI: São
• Paulo.
• American Heart Association. AHA. Advanced Cardiac Life Support - ACLS. São Paulo . 2010
• e 2015
• OMS.. Promovendo qualidade de vida após acidente vascular cerebral. Editora [Link]
• Alegre
• Andrade, L .,& Costa, M., & Caetano, J., & Soares, E., & Beserra,E. (2009). A problemática
• do cuidador familiar do portador de acidente vascular cerebral. Revista da Escola de
• Enfermagem da [Link]. 43,nr.1.
• HALL, J. E. (2011) Guyton & Hall: Tratado de Fisiologia Médica, 12ª ed., Ed. Elsevier, Rio
• de Janeiro, RJ.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Rotinas no AVC - Pré-hospitalar e Hospitalar
Fonte
• ANDRÉ, Charles. Manual de AVC. 1a edição. Editora Revinter: Rio de janeiro,
• 1999.
• CAMBIER,J.;MASSON,M.;DEHEN,H. Manual de neurologia. 9a edição. Editora
• MEDSI: São Paulo, 1999.
• American Heart Association. AHA. Advanced Cardiac Life Support - ACLS. São
• Paulo . 2010
• OMS.(2003). Promovendo qualidade de vida após acidente vascular cerebral.
• Editora [Link] Alegre
• Andrade, L .,& Costa, M., & Caetano, J., & Soares, E., & Beserra,E. (2009). A
• problemática do cuidador familiar do portador de acidente vascular
• cerebral. Revista da Escola de Enfermagem da [Link]. 43,nr.1.
• HALL, J. E. (2011) Guyton & Hall: Tratado de Fisiologia Médica, 12ª ed., Ed.
• Elsevier, Rio de Janeiro, RJ.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Rotinas no AVC - Pré-hospitalar e Hospitalar