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Relatório de Estágio em Ensino de Geografia

O relatório documenta as atividades pedagógicas realizadas na Escola Secundária Geral de Marrupa entre 10 de abril e 15 de maio de 2025, com o objetivo de descrever as práticas pedagógicas e conhecer a estrutura da escola. Inclui a observação de aulas, lecionação e avaliação do aproveitamento dos alunos, além de propostas para melhorar o processo de ensino-aprendizagem. O estágio permitiu ao estagiário entender a realidade escolar e aprimorar suas habilidades docentes.
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Relatório de Estágio em Ensino de Geografia

O relatório documenta as atividades pedagógicas realizadas na Escola Secundária Geral de Marrupa entre 10 de abril e 15 de maio de 2025, com o objetivo de descrever as práticas pedagógicas e conhecer a estrutura da escola. Inclui a observação de aulas, lecionação e avaliação do aproveitamento dos alunos, além de propostas para melhorar o processo de ensino-aprendizagem. O estágio permitiu ao estagiário entender a realidade escolar e aprimorar suas habilidades docentes.
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Universidade Católica de Moçambique

Faculdade de Educação
Instituto de Educação à Distância

Relatório de Práticas Pedagógica II


(Licenciatura em Ensino de Geografia)

Nome de estudante: Rábia Anselmo Quimo


Código: 708240779

Cuamba, Maio de 2025


Universidade Católica de Moçambique

Faculdade de Educação

Instituto de Educação à Distância

Relatório de Práticas Pedagógica II

(Licenciatura em Ensino de Geografia)

Nome de estudante: Rábia Anselmo Quimo

Ano de frequência: 2º Ano

Código: 708240779

Trabalho de Campo a ser submetido na


Coordenação do Curso de Licenciatura em Ensino
de Geografia da Universidade Católica de
Moçambique.

Tutor:

Cuamba, Maio de 2025


Índice
Lista de Abreviaturas ..............................................................................................................................V

Lista de Tabelas..................................................................................................................................... VI

Agradecimentos.................................................................................................................................... VII

Resumo ................................................................................................................................................VIII

1. Introdução ........................................................................................................................................... 9

1.1. Objectivos .................................................................................................................................... 9

1.1.1. Geral .......................................................................................................................................... 9

1.1.2. Específicos ................................................................................................................................ 9

1.2. Metodologias do Trabalho ........................................................................................................... 9

1.3. Procedimentos de Recolha de dados .......................................................................................... 10

1.4. Estrutura do Relatório .................................................................................................................... 10

2. PARTE I: ACTIVIDADES DE PREPARAÇÃO ............................................................................. 11

2.2. Características de um Bom Professor ......................................................................................... 11

2.2.3. Estrutura de um plano de aula ..................................................................................................... 12

3. Apresentação dos Estagiários a Direcção da Escola Secundária Geral de Marrupa. ........................ 13

4. Descrição do local do estágio pedagógico ........................................................................................ 13

4.1. Localização da escola ................................................................................................................. 13

4.2. Historial da Escola ..................................................................................................................... 13

4.3. Estrutura Fisica da Escola Secundária Geral de Marrupa. ............................................................. 14

5. Estudo e Análise da Documentaçao Básica da ESGM.................................................................. 14

5.1. Regulamento Interno da Escola.................................................................................................. 15

5.2. Regulamento de Avaliação......................................................................................................... 15

5.3. Estatuto do Professor.................................................................................................................. 16

5.4. Planos de Estudo e Curriculares ................................................................................................. 16

5.5. Livro da Turma .......................................................................................................................... 16

5.6. Composição dos Órgãos da Escola ............................................................................................ 16

5.7. Órgãos Executivos...................................................................................................................... 17

5.8. Conselho Pedagógico ............................................................................................................. 17


5.9. Descrição da Direcção Pedagógica da ESGM. ...................................................................... 18

5.10. Plano de Estudo de Classe, Ciclo e Grupo de Disciplina ..................................................... 18

5.11. Organizações da Turma ........................................................................................................ 18

5.11.1. Função do Director da Escola e da Turma ........................................................................ 18

5.12. O professor na Comunidade ................................................................................................. 19

5.13. Relação entre Escola com as Instituições Públicas, Privadas e a Comunidade .................... 19

5.14. Conselho da Escola .............................................................................................................. 19

PARTE III: AULAS LECIONADAS NA ESGM PELOS PROFESSORES POR DISCIPLINA. ...... 20

9.1. Avaliação Pedagógica .................................................................................................................... 21

a) Princípios Gerais da avaliação ...................................................................................................... 21

c) Tipos de avaliação ......................................................................................................................... 21

d) Formas de recolha de dados na avaliação ..................................................................................... 22

e) Critério de classificação ................................................................................................................ 22

9.1. Aviações feitas ao longo do Trimestre ....................................................................................... 22

10. Dificuldades Encaradas e Soluções ............................................................................................. 25

12. Conclusão ........................................................................................................................................ 29

13. Bibliografia ..................................................................................................................................... 30


Lista de Abreviaturas
APT: Avaliação Periódica Trimestral

AS: Avaliação Sistemática

DPEDH: Direcção Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano

DPJD: Direcção Provincial da Juventude e Desporto

EP: Estagio Pedagógico

EP1: Escola Primária do 1º Grau

EP2: Escola Primária do 2º Grau

ESGM: Escola Básica de Marrupa-Sede

FEN: Feira do Niassa

MINEDH: Ministério de Educação e Desenvolvimento Humano

PEA: Processo de Ensino e Aprendizagem

T.P.C: Trabalho Para Casa

UCM: Universidade Católica de Moçambique

4
Lista de Tabelas
Tabela1: Horário das turmas que o estagiário passava na disciplina de Química ---------

Tabela 2: Critério de classificação---------------------------------------------------------------------

Tabela 3: Dados estatísticos do aproveitamento pedagógico do trabalho em grupo-----

Tabela 4: Dados estatísticos do aproveitamento pedagógico da 1ª Avaliação


Sistemática (AS) escrita-----------------------------------------------------------------------------------
Tabela 5: Dados estatísticos do aproveitamento pedagógico da Avaliação Periódica
Trimestral (APT)------------------------------------------------------------------------------------------

5
Agradecimentos
Em primeiro lugar, o meu agradecimento vai a Deus, pelo dom da Vida e pela maneira
incondicional que tem traçado e conduzido os meus caminhos.

A Universidade Católica de Moçambique pela qualidade de formação e quadro qualificado no


âmbito da formação de profissionais de educação;

Ao professor Samir Mustafa pela bondade e carinho que mostrou no encaminhamento do


estagiário e pela abertura comunicativa que sempre mostrou aos estagiários.

E por outro lado não deixaria de endereçar os agradecimentos à direcção da Escola


Secundária Geral de Marrupa, que com muita prontidão aceitou receber os estagiários como
forma que materializarem a componente de estágio pedagógico como parte integrante da sua
formação profissional.

A minha família e a todos que directa e indirectamente contribuíram para se tornasse possível
a realização do meu relatório de praticas pedagógicas.

6
Resumo
Realizou-se actividades pedagógicas numa instituição de ensino designada Escola Secundária
Geral de Marrupa, num período compreendido entre 10 de Abril a 15 de Maio de 2025.
Descrever as actividades de práticas pedagógicas, constituiu o objectivo geral, e Conhecer a
Estrutura Física da Escola, o Historial e a Localização Geográfica da Escola Secundária Geral
de Marrupa; Enfrentar a leccionação de aulas obedecendo as funções didácticas e os
objectivos previstos; Fazer acompanhamento do aproveitamento Pedagógico dos Alunos da 9ª
Classe Turmas D, E e F; Propor algumas formas para melhoria do PEA na Escola,
constituíram objectivos específicos. O relatório seguiu a seguinte estrutura: Elementos Pré-
Textuais: Capa; Página de rosto; Índice; Lista de símbolos, abreviaturas e tabelas;
Agradecimentos e Resumo. Elementos Textuais: Introdução; Objectivos; Metodologia;
Desenvolvimento. Partes Centrais, subdivididas em: Actividades de Preparação; Aulas
Assistidas e Leccionadas pelo Tutor; Aulas Leccionadas. Conclusão. Elementos Pós-Textuais:
Bibliografia; Apêndices e Anexos. Uma semana depois da apresentação iniciaram as
actividades de leccionação dos estagiários mediante a assistência da leccionação do tutor.
Forma realizadas 3 avaliações: Uma AS, Um Trabalho em Grupo e Uma APT. A aula
leccionada pelo tutor, teve muita importância na medida que o estagiário acabou aprendendo
como encarar aos alunos em função das suas realidades, e que linguagens usar de forma que
as aulas se tornassem de domínio público e mais produtivas. A actividade de estágio
pedagógico permitiu ao estagiário por um lado, entrar em contacto com a realidade escolar e
por outro, aperfeiçoar os mecanismos envolvidos na estrutura da Instituição. Deste modo o
estagiário ficou a conhecer os pressupostos básicos que permitem o bom funcionamento de
um estabelecimento de ensino, de modo particular da Escola Secundária Geral de Marrupa.
Palavras – Chave: Praticas pedagógicas, Observação, Leccionação, Avaliação, Propostas.

7
1. Introdução
O presente trabalho constitui o relatório da cadeira de Práticas pedagógicas ii, e foi elaborado
mediante as actividades realizadas na Escola Secundária Geral de Marrupa, no ano lectivo de
2025, 1º Trimestre.

Praticas pedagógicas (PP) é uma actividade curricular preconizada pela Univesidade Católica
de Moçambique de forma a habilitar o estudante praticante em termos de capacidade de
realização da actividade teóricas e práticas docente.

Neste relatório constam de forma sucinta as actividades realizadas na Universidade Católica


de Moçambique, destacando-se as conferências e micro-aulas com a intenção de dotar os
estudantes de conhecimentos e metodologias eficientes para o exercício das actividades
docente; constam também trabalhos de campo, onde os estudantes tiveram contacto com a
escola, particularmente com os aspectos ligados a organização da escola, estudo da
documentação básica, funcionamentos, leccionação de aulas dentre várias outras actividades
da escola.

1.1. Objectivos
Constituem objectivos deste relatório:

1.1.1. Geral
 Descrever as actividades de Praticas pedagógicas realizadas na Escola Secundária
Geral de Marrupa.

1.1.2. Específicos
 Conhecer a Estrutura Física da Escola, o Historial e a Localização Geográfica da
Escola Secundária Gral de Marrupa.
 Enfrentar a leccionação de aulas obedecendo as funções didácticas e os objectivos
previstos;
 Fazer acompanhamento do aproveitamento Pedagógico dos Alunos da Escola
Secundária Geral de Marrupa;
 Propor algumas formas para melhoria do PEA na Escola.

1.2. Metodologias do Trabalho

Libâneo (1990:150), “define os métodos como os caminhos adequados e que são usados para a
materialização dos objectivos”.

8
No presente relatório, usou-se como recurso a observação directa, e consulta bibliográfica
consistida pelo uso de várias obras de diferentes autores que abordam sobre os critérios de
planificação de ensino e aulas.

1.3. Procedimentos de Recolha de dados

São muitas técnicas de recolha de dados na escola e na sala de aulas, como observação
participativa e não participativa, observação das relações professor-aluno, bem como das
demais variáveis que interferem no processo de ensino e aprendizagem.

Os instrumentos de recolha de dados podem ser directos quando o observador é participante e


indirectos quando o observador entra em contacto com os membros da escola para perceber
certos factos e podem ser usados outros recursos como o questionário e a entrevista.

Neste relatório usou-se a observação indirecta por ser um método de pesquisa no qual o
observador faz através de materiais auxiliares, livros, globos, mapas, fotografias, mapas
estatísticos, entre outros materiais. Consistiu na análise feita da revisão das aulas leccionadas
pelo Tutor, dados de aproveitamento da primeira e segunda avaliação e por fim da APT, tudo
isto do 1º Trimestre.

1.4. Estrutura do Relatório

O relatório compreendeu a seguinte estrutura:


a) Elementos Pré-Textuais, constituídos por:
 Capa; Página de rosto; Índice; Lista de símbolos, abreviaturas e tabelas; Agradecimentos e
Resumo.
b) Elementos Textuais, constituídos por:
Introdução; Objectivos; Metodologia; Desenvolvimento.
c) Partes Centrais, subdivididas em:
I. Actividades de Preparação;
II. Aulas Assistidas e Leccionadas pelo Tutor;
III. Aulas Leccionadas
d) Conclusão
e) Elementos Pós-Textuais:
 Bibliografia; Apêndices (07 Planos de Aulas); e Anexos (Ficha de Avaliação).

9
2. PARTE I: ACTIVIDADES DE PREPARAÇÃO

A actividade curricular de praticas pedagógicas teve um carácter téorico e prático. A


componente teórica foi baseada fundamentalmente na discussão e debates de temas
relacionados com a prática lectiva e a realidade escolar. O objectivo principal foi de preparar
o futuro professor para os desafios inerentes à sua profissão, fornecer a consistência científica
e pedagógica para o desempenho da profissão. A componente prática foi baseada na
planificação , leccionação e análise de aulas.

2. Preparação Para Actividade de Campo

A preparação para actividade de campo iniciou na segunda quinzena do mês de Setembro,


isto no primeiro Semestre na Universidade Católica de Moçambique, onde a docente da
cadeira de Praticas pedagogicas deu como orientação os conteúdos ligados com os seguintes
temas:

2.1. O professor Bom e Ideal

Destacou-se que um bom professor é aquele que praticamente vem a colmatar todas as
saliências ou dificuldades que um aluno tem dentro do ensino-aprendizagem utilizando
conhecimentos científicos e psicopedagógicos de forma apropriada do seu ramo tendo em
conta o nível dos alunos assim como a idade. Salientou-se que o mau professor é aquele que
não apresenta as quatro funções didácticas.

O professor deve cada vez mais compreender os desafios da educação e do próprio educador.
O professor não deve baixar os braços sobre a necessidade de cada vez mais apropriar-se do
saber ser, do saber estar e fazer de modo que possa se impor, fazendose respeitar em todos os
círculos.

Um educador ideal é aquele que a sua prática educativa é afectividade, alegria, capacidade
científica, domínio técnico a serviço da mudança, para moldar a sociedade.

2.2. Características de um Bom Professor

São algumas características de um bom professor:

i. Centra-se no saber ser, saber estar e fazer em prol de uma educação inclusiva.
ii. Tomada consciente de decisões.

10
iii. Disponibilidade para o diálogo e querer o bem dos seus educandos.
iv. Ter um envolvimento com a prática educativa, sabidamente política, moral,
gnosiológica, sem deixar de fazê-la e criá-la nos educandos.
v. Respeito à autonomia do educando.
vi. Respeito aos saberes dos educandos pois são importantes experiências vividas por eles
e devem ser aproveitadas pelo educador, para que haja uma discussão da realidade
concreta em que actuam.
vii. Humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores.

2.2.1. Planificação de uma aula

Plano de aula é uma sequência de conteúdo que poderá se desenvolver em único dia ou
semana.
Segundo Piletti (1986, p.79), plano de aula é a sequência e sistematização de todas as
actividades que se desenvolvem num período de tempo em que o professor e o aluno
interagem, numa dinâmica de ensino-aprendizagem

2.2.2. Importância da planificação

É notório que a planificação revela-se de muita importância para o professor pois evita a
rotina/repetição da aula, permite fornecer respostas adequadas, organiza matéria didáctica,
usando métodos adequados para atingir objectivos e cometer menores erros, ganhando
dinamismo e promovendo melhores métodos do processo de ensino e aprendizagem.

2.2.3. Estrutura de um plano de aula

Capa: consta na capa a Identificação da escola, do professor, da classe, da turma, de unidade


temática, tema, da duração e a data da leccionação.

Corpo: neste espaço consta o Tempo, Funções didácticas, Conteúdos, Actividades do


Professor e do Aluno, Métodos, Meios básicos e Observações.

Ultima Parte: conta os Apontamentos, Exercícios e Bibliografia.

11
3. Apresentação dos Estagiários a Direcção da Escola Secundária Geral de Marrupa.

A apresentação dos estagiários a direcção da Escola Secundária Geral de Marrupa foi


realizada no dia 15 de Maio de 2025, onde a direcção da escola na pessoa do Pedagógico do
Curso Diurno, senhor ___Capaina André______ solicitou ao delegado de disciplina professor
Samir Mustafa, que por sua vez fez a distribuição dos estagiários nas classes e respectivas
turmas. Distribuição esta que obedeceu o seguinte critério:

No total de Seis (6) estagiários:

 3 Foram afectos na 8ª Classe, em funcionamento nas salas anexas da Escola Primária


Completa Aluta Continua e;
 3 Foram afectos na 9ª Classe em funcionamento na ESGM, sendo que foi neste grupo
onde o estagiário foi enquadrado.

4. Descrição do local do estágio pedagógico

4.1. Localização da escola

A Escola Secundária Geral de Marrupa localiza-se no bairro de Manlia sendo que dista a
trezentos metros do Mercado Central, isto na vila sede de Marrupa. O bairro separa os bairros de
Estação Um (1) e Dois (2), com o bairro da Cerâmica, Matola e o da Estação, ao Sul o Mercado
central e a Feira do Niassa (FEN), ao Norte encontramos o rio Marracuene, a Oeste encontramos
o bairro Central Dois (2) e a Este encontramos Marracuene Um (1), (o mais vasto entre os dois
bairros Moagem).

4.2. Historial da Escola

A Escola foi dada o nome de Moagem devido a sua localização, este nome surge devido as
grandes carradas de areia que eram retiradas neste bairro no tempo colonial para a construção de
edifícios na antiga Vila Cabral, actual Lichinga. Porém, a designação é interpretação do Governo
Colonial no processo de retirada de areia dado que um sujeito cansado de esperar os carregadores
de areia pergunta os seus colegas onde teriam ido os outros, ele em língua local respondeu
“aphite kumchenga” isto em Nyanja ou Yao que em português significa foram a busca de areia.
Assim ficou baptizado o nome de bairro Moagem.

12
A Escola foi implantada naquele local, na perspectiva de aproximação das escolas, aos bairros
mais populosos da vila de marrupa. E como foi situada no bairro que já tinha nome de
Marracuene, o régulo Marracuene atribuiu o nome da escola também de Marracuene, isto de
acordo com o depoimento dado pela dirrecção da ESGM, na pessoa do Director, Senhor Alberto
Luís Suruge. É de referir que esta foi fundada em 1986, como salas anexas da Escola Amílcar
Cabral, e aos 16 de Fevereio de 1987, passou a ser escola autónoma com o nome de Escola
Primária de Muchenga. E anos depois concretamente em 2004, esta passa de 1º Ciclo e para 2º
ciclo, e ainda passando dois anos isto em 2006, esta passa ser a ESGM.

Quanto a sucessão dos directores contam-se: Elvira Fontana Germano, a primeira directora na
fundação da escola, sucedeu-lhe a Verónica Machava, depois Rodrigues Chissingo (em
memoria). Em 2003 a 2008, a escola foi dirigida pelo senhor Tomás Ntupila, desse veio a
directora Alocre Saíde até 2009, sucedendo-lhe Helena Bacar Atanásio até aos meados de 2012
(em memoria), e actualmente Alberto Luís Suruge.

4.3. Estrutura Fisica da Escola Secundária Geral de Marrupa.

Em relação a estrutura física da ESGM, é de referir que esta possui 4 blocos de salas de aulas, das
quais três (3) com duas (2) salas a cada, e um com três (3) salas, totalizando nove (9) salas de
aula. Possui ainda um bloco administrativo contendo um gabinete do adjunto director do ensino
básico, gabinete administrativo e uma secretária geral. Possui também duas (2) casas, que uma
era para o dirrector da escola e a outra para o adjunto pedagógico, destas duas casas, uma
funciona actualmente como a sala de professores e a outra como biblioteca. Contém ainda quatro
(6) casas de banho das quais quatro (4) para alunos subdivididas em duas (2) para homens e duas
(2) para mulheres; e duas (2) para professores subdividadidas em uma (1) para homens e a outra
para mulheres. Possui uma fontenária de água, o recinto da escola esta protegido com um muro
de vedação, tem um guarda, possui um (1) campo de futebol para a recreação desportiva e um
lugar de lazer dos aunos e professores.

5. Estudo e Análise da Documentaçao Básica da ESGM.

Segundo MINED (2003, p.23), documentaçao básica da escola é um conjunto de documentos


normativos que auxiliam no bom funcionamento da escola. No âmbito do funcionamento
institucional a ESGM guia-se dos seguintes documentos:

13
 Regulamento interno (RI);
 Regulamento de avaliação (RA);
 Orientações curriculares;
 Estatuto geral dos funcionários e gentes do estado (EGFAE);
 Estatuto do professor (EP);
 Instruções e despachos ministeriais;
 Planos de estudo e curriculares;
 Livro da turma.

5.1. Regulamento Interno da Escola

A ESGM continua à funcionar com regulamento interno, constituído por sete (7) capítulos, com o
fim de conduzir um bom exercício e funcionamento, condutas definidas para a Direcção da
Escola, professores, alunos, outros funcionários e pais e encarregados de educação.

5.2. Regulamento de Avaliação

Auxilia a formular as regras para a avaliação, estas avaliações podem ser: Avaliação diagnóstica,
avaliação formativa, avaliação sumativa.

 Avaliação diagnóstica

A avaliação diagnóstica realiza-se no início do processo educativo, servindo para o professor


colher informações sobre o nível de aprendizagem dos alunos.

 Avaliação formativa

A avaliação formativa assume um carácter contínuo e sistemático, fornece ao professor, ao aluno,


ao encarregado de educação e a outros intervenientes, informações sobre o desenvolvimento das
aprendizagens e competências de modo a permitir rever e melhorar os processos de trabalho;

 Avaliação sumativa

A avaliação sumativa é a síntese das informações sobre o desenvolvimento da aprendizagem,


permite recolher dados sobre as competências definidas para cada área curricular e disciplina.
Em conformidade com MINED (2003, p.37), a avaliação é uma componente que permite a
recolha sistemática de informações que, uma vez analisadas retro alimenta o processo de ensino e
aprendizagem (PEA), promovendo assim a qualidade do processo educativo.

14
5.3. Estatuto do Professor

É um documento idêntico ao estatuto dos funcionários estando a diferir-se por apresentar os


direitos e deveres apenas dos professores, sabendo-se que o professor trabalha em turnos e pode
faltar no turno da manhã e no turno da tarde aparecer, este estatuto mostra quando é que se deve
considerar de uma falta com direito a desconto correspondente a uma a um dia de trabalho.

5.4. Planos de Estudo e Curriculares

São planos já feitos ou pré-estabelecidos que orientam o professor, pois apresentam um programa
já resumido; os professores usam como o auxílio de uma disciplina para fazer dosificarão das
aulas.

Na Escola Básica de Marrupa-sede existe o plano que ajuda na planificação e na carga horária, o
mesmo plano foi aprovado pelo Conselho de Ministro em 2007, que tange na satisfação das
demandas nas escolas.

5.5. Livro da Turma

Segundo Libâneo (1990:34), o livro da turma é um instrumento da escola que serve como o
instrumento de controlo pessoal para docentes e alunos, onde consta as notas de avaliação e os
conteúdos leccionados.

O livro de turma tem a função de fazer os registos inerentes a turma, tais como: o registo de faltas
dos docentes e dos alunos, registos de notas, relação nominal dos alunos, idade, sexo, seus
respectivos locais de residência, o nome e profissão dos encarregados da educação.

5.6. Composição dos Órgãos da Escola

A Escola Secundária Geral de Marrupa é composta pelos seguintes órgãos de direcção:

a) Conselho de Escola;
b) Direcção da escola;
c) Colectivo de Direcção;
d) Conselho Pedagógico;
e) Assembleia geral da escola;
f) Assembleia geral da turma.

Para o melhor funcionamento os órgãos de direcção apoiam-se nos documentos existentes,


destacando-se os seguintes:
15
 Plano Geral de actividades;
 Regulamento de Avaliação;
 Instrumentos e Despachos Ministeriais;
 Planos de Estudo e Circulares;
 Estatuto Geral dos Funcionários do Estado.

5.7. Órgãos Executivos

Fazem parte deste órgão, o conselho da escola, a direcção da escola e o colectivo de direcção.

5.8. Conselho Pedagógico

A escola possui este órgão do qual fazem parte, o director da escola, o director adjunto
pedagógico, coordenadores dos ciclos e coordenadores de áreas, e é presidido pelo director da
escola.
Segundo o regulamento das escolas do ensino básico, compete a este órgão:

 Organizar o processo docente, metodológico e educativo;


 Garantir e controlar a aplicação dos programas, das metodologias de ensino e da avaliação;
 Assegurar o cumprimento das normas de organização, avaliação e direcção escolar no
estabelecimento;
 Analisar o aproveitamento dos alunos e turmas e recomendar as medidas que se revelarem
necessárias;
 Assegurar a formação de professores em exercício na escola e assegurar a execução dos
programas de aperfeiçoamento dos mesmos;
 Promover estudos de natureza pedagógica que lhes sejam propostos;
 Coordenar e compatibilizar os planos e programas curriculares;
 Apreciar e propor alterações aos planos e programas curriculares, bem como aos calendários
e horários das diferentes disciplinas a ministrar;
 Apreciar a dar parecer sobre as reclamações apresentadas pelos alunos, pais e encarregados
de educação;
 Apreciar a dar parecer sobre o funcionamento do estabelecimento, sempre que julgar
necessário;
 Registar, em livro próprio, a acta de reunião, mencionando para além dos assuntos discutidos,
as propostas, os pareceres, as conclusões e as recomendações.

16
São componentes deste órgão, o conselho pedagógico, assembleia geral da escola, a assembleia
geral da turma e o conselho geral da turma.

Com base nos dados fornecidos pela direcção da escola, a mesma possui estes dois órgãos a
funcionar devidamente.

5.9. Descrição da Direcção Pedagógica da ESGM.

A escola funciona com um sector pedagógico e administrativo. É dirigida por um Director, um


Director Adjunto Pedagógico e uma chefe da secretaria. O conselho da Escola é o órgão
responsável pela decisão dos assuntos da escola, o sector encontra-se estruturado de seguinte
maneira:
 A estrutura política e administrativa da Escola.
 O conselho pedagógico
 Director da escola;
 Director adjunto Pedagógico;
 Coordenadores do Ciclo;
 Secção de higiene e saúde escolar;
 Secção de produção escolar.

5.10. Plano de Estudo de Classe, Ciclo e Grupo de Disciplina

A Escola Secundária Geral de Marrupa possui a o seu plano de estudo que está organizado com
base nos ciclos e grupo de disciplina. Com base no regulamento, a Escola possui um ciclo que e
da 7ª a 12ª classe, existindo um representante que vela sobre os assuntos do ciclo conhecido como
coordenador do ciclo. Assim como da disciplina que é o delegado da disciplina.

5.11. Organizações da Turma

Nesta escola, as turmas estão organizadas e estruturadas da seguinte forma: um director da turma,
pais de turma, chefe de turma, chefe adjunto da turma, chefe de higiene, chefe de disciplina;
chefe de desporto, chefe de cultura, chefe do grupo, chefe de informação e outros.

5.11.1. Função do Director da Escola e da Turma

O Director da escola é nomeado pela entidade legalmente competente, é o representante do


Ministério da Educação e Cultura na Escola e individualmente é responsável perante o
Ministério, seus representantes pelo cumprimento das funções e tarefas que cabem a instituição
que dirige (MINED, 2003:54).
17
O Director da Escola tem as seguintes funções:

 Cumprir e fazer cumprir as leis, regulamentos, instruções e determinação superior,


resolvendo os casos da competência e informar sobre os restantes;
 Orientar e controlar o processo de matrícula;
 Autorizar o gozo de férias e despensa aos funcionários da instituição;
 Julgar as faltas do professor e outros funcionários;
 Assinar os cheques bancários da escola.
E o director da turma no acto das suas funções compete-lhe:

 Montar a estrutura dos estudantes da turma, dinamizando a sua participação activa nos
grupos;
 Assistir as aulas dos professores da sua turma;
 Presidir as reuniões da turma;
 Conhecer realidade dos estudantes da sua turma e preocupar – se com o seu aproveitamento
pedagógico, e avaliar o comportamento como a assiduidade pontualidade e outros;
 O director da turma e substituído, na sua ausência ou impedimento pelo professor da turma
que não exerce nenhuma função de direcção ou chefia na escola.

5.12. O professor na Comunidade

Um professor na comunidade seja onde for que seja é um espelho da comunidade, averiguar
os problemas existentes, incentivar os vizinhos a participar nos processos curriculares assim
como a família, sensibilizar pais encarregados de educação a enviar educandos.

5.13. Relação entre Escola com as Instituições Públicas, Privadas e a Comunidade

A Escola Secundária de Marrupa tem relações com instituições públicas como a DPEDH, a
UCM, e a DPJD.

5.14. Conselho da Escola

O Conselho da Escola constitui o órgão máximo da escola e é constituído por:

i. O Presidente do Conselho da Escola, que é eleito anualmente e democraticamente de entre


os seus membros;
ii. O Director da Escola;

18
iii. Dois representantes dos professores, são eleitos pela Assembleia dos professores,
presidida pelo Director da Escola;
iv. O Chefe de Turma por Ciclo, a representar os alunos, é eleito pelos Chefes de Turma de
Ciclo;
v. Comissão de Pais, Eleito pela Assembleia Geral da Escola;
vi. Representantes da Comunidade, eleito pela Assembleia Geral da Escola;
vii. O chefe da Secretaria (em representação do pessoal administrativo e auxiliares).

PARTE III: AULAS LECIONADAS NA ESGM PELOS PROFESSORES POR


DISCIPLINA.

Nesta parte serão apresentados os juízos reflectidos sobre a prática nas diferentes aulas que o
estagiário leccionou, tendo em conta também os aspectos positivos e negativos nas três áreas:
científica, metodológica e comportamental. E abordar-se-ão aspectos relacionados com
avaliação no PEA e a dosificação. E por fim serão avançadas as dificuldades encaradas e
como dos mecanismos de solucionamento e possíveis propostas para a melhoria do PEA na
escola.

6. Formulação dos Horário das turmas por classe

Na elaboração do horário, a escola segue os documentos orientadores como o regulamento do


ensino secundário. E os professores estão distribuídos com base a sua especialidade.

A comissão do sector pedagógico e a direcção do ensino secundário lê e recebe as suas aulas


fracções, estruturas da turma, reunindo assim o grupo de sector pedagógico para a elaboração de
horário dos alunos, como dos professores que visa estimular uma boa conduta no decorrer das
aulas no ano ou trimestre. Os horários escolares são elaborados consoante turnos e efectivos
escolares.

 1º Turno entra das 07hrs e 15min até as 12hrs e 15min;


 2º Turno entra das 12hrs e 15min até as 17hrs e 15min;
 3º Turno entra das 17hrs e 13min até as 20hrs e 30min.

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Tabela1: Horário das turmas que o estagiário passava na disciplina de Química

Dias da Semana e Turmas


Entrada Tempo 2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira Saída
07:15 1º Turma F 08:00
08:05 2º Turma D 08:50
08:55 3º Turma E Turma D 09:40
09:50 4º Turma F 10:35
10:40 5º Turma E 11:25
11:30 6º Turma E 12:15

Fonte: autora, 2025.

9.1. Avaliação Pedagógica


Avaliação é uma componente curricular, presente em todos processos de
ensino aprendizagem, partir do qual se optem dados e informações, permitindo
relacionar o que foi propósito e o que foi alcançado analisar criticamente os
resultados, formular juízos de valores a tomar decisão, visando promover o
desenvolvimento de competências, melhorar a qualidade de ensino e do
sistema educativo (DIAS, 2008:449).

a) Princípios Gerais da avaliação


Avaliação é um processo formativo contínuo, sistemático, dinâmico e flexível. Ela contribui
para a melhoria do processo do ensino aprendizagem da qualidade do ensino e do sucesso do
sistema educativo.

b) Objectivos da avaliação
Avaliação tem por objectivos: determinar o grau de desenvolvimento das competências dos
alunos numa determinada disciplina ou conjunto de disciplinas, classes e ciclo; estimar o
estudo regular e sistemático, tanto individual assim como colectivo.

c) Tipos de avaliação
Segundo o Nerici (1999:86), a avaliação está dividida em três partes saber:

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 Diagnóstica - que se realiza no início do ano ou de uma unidade temática, com
objectivo de testar o aluno se tem conhecimentos ou habilidades dum determinado
conteúdo;
 Formativa - que se realiza ao longo do processo do ensino aprendizagem, este ajuda
ao aluno, assim como o professor na superação das dificuldades;
 Sumativa - realizada no fim de um semestre /trimestre, curso, ano lectivo, segundo o
nível de aproveitamento.
d) Formas de recolha de dados na avaliação
Avaliação pode ser individual, por pares colectivos, auto avaliação ou reavaliação, isto tudo
com finalidade de recolha de dados, esta recolha pode ser por meio de:
 Observação, questionário, entrevista, trabalho de casa, teste, trabalho laboratoriais,
seminários exames e outros.
e) Critério de classificação
Tabela 2: Critério de classificação
Classificação Valores
Excelente 19 a 20
Muito bom 17 a 18
Bom 14 a 16
Satisfatória 10 a 13
Não satisfatória 0a9
Fonte: MINED, 2006

A classificação trimestral (AS's e APT's), por disciplina deve considerar todas as


classificações atribuídas, tendo em conta a evolução do aluno.

9.1. Aviações feitas ao longo do Trimestre


Ao logo do trimestre foram realizadas duas (2) avaliações escritas (1- AS e 1 APT) e um (1)
trabalho em grupo.

O trabalho em grupo foi dado no dia 27 de Setembro e devia ser entregue no dia 4 de Outubro,
isto no prazo de Sete (7) dias.

 Na turma D, 69 alunos realizaram o trabalho, sendo que 30 eram raparigas e 39


rapazes.
 Na turma E, 65 alunos dos quais 22 eram rapazes e 40 raparigas e;
 Na turma F 89 alunos, compreendidos em 36 raparigas e 44 Rapazes.
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No dia 17 de Outubro, realizou-se a 1ª Avaliação Sistemática (AS) escrita na turma F, e no dia
18 do mesmo mês nas turmas D e E, respectivamente.

 Na turma D estavam presentes 76 alunos, sendo que 30 eram raparigas e 46 rapazes.


 Na turma E estavam presentes 71 alunos dos quais 26 eram rapazes e 45 raparigas.
 Na turma F estavam presentes 88 alunos, compreendidos em 39 raparigas e 49
Rapazes.

No dia 24 de Outubro realizou-se a Avaliação Periódica Trimestral (APT), onde estavam


presentes:

 Na turma D, 80 alunos, dos quais 33 eram raparigas e 47 rapazes.


 Na turma E estavam presentes 90 alunos dos quais 54 eram rapazes e 36 raparigas.
 Na turma F estavam presentes 87 alunos, compreendidos em 40 raparigas e 47
Rapazes.

Tabela 3: Dados estatísticos do aproveitamento pedagógico do trabalho em grupo

Classificação Alunos que realizaram o Percentagem (%)


trabalho
Turma D Turma E Turma F Turma Turma Turma
D E F
Positivas 49 42 54 59.8 % 45.7 % 57.4 %
Negativas 20 23 35 24.3 % 25.0 % 37.3 %
Ausentes 13 27 5 15.9 % 29.3 % 5.3 %
Total inscritos na 82 92 94 100 % 100 % 100 %
caderneta
Fonte: Autora, 2025.
Com base nesses resultados constatou-se que o aproveitamento pedagógico foi positivo em
ambas turmas, sendo que a turma D destacou-se com a maior percentagem para a
classificação positiva, a turma F com a maior percentagem de negativas e finalmente a turma
E com maior número de ausências sem a devida justificação.
Tabela 4: Dados estatísticos do aproveitamento pedagógico da 1ª Avaliação Sistemática
(AS) escrita.

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Classificação Alunos que realizaram 1ª AS Percentagem (%)
Turma D Turma E Turma F Turma Turma Turma
D E F
Positivas 57 46 61 69.5 % 50.0 % 64.9 %
Negativas 19 25 27 23.2 % 27.1 % 28.8 %
Ausentes 6 21 6 7.3 % 22.9 % 6.3 %
Totais inscritos na 82 92 94 100 % 100 % 100 %
caderneta

Fonte: Autora, 2025.

Com base nos resultados descritos na tabela acima, constatou-se que o aproveitamento
pedagógico foi positivo em ambas turmas, sendo que a turma D destacou-se com a maior
percentagem para a classificação positiva, a turma F com a maior percentagem de negativas e
finalmente a turma E com maior número de ausências sem a devida justificação.

Tabela 5: Dados estatísticos do aproveitamento pedagógico da Avaliação Periódica


Trimestral (APT).
Classificação Alunos que realizaram APT Percentagem (%)
Turma D Turma E Turma F Turma Turma Turma
D E F
Positivas 66 61 55 80.5 % 66.3 % 58.6 %
Negativas 14 29 32 17.1 % 31.5 % 34.0 %
Ausentes 2 2 7 2.4 % 2.2 % 7.4 %
Totais inscritos na 82 92 94 100 % 100 % 100 %
caderneta

Fonte: Autora, 2025.

Os dados descritos pressupõem que o aproveitamento pedagógico foi positivo em ambas


turmas, onde a turma D destacou-se com a maior percentagem para a classificação positiva, a
turma F com a maior percentagem de negativas e finalmente a turma E com maior número de
ausências sem a devida justificação.
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Avaliação sendo um processo de apreciação qualitativa e quantitativa sobre todo o
procedimento de ensino e aprendizagem, que auxilia o professor na tomada de decisões e
reflexão sobre o seu trabalho, pode se constatar de forma sumária, que a turma D destacou-se
como a turma mais promissora ao tange as classificações positivas nas avaliações feitas.

10. Dificuldades Encaradas e Soluções

a) Na área científica:
 Um dos maiores obstáculos enfrentados pelo estagiário foi o facto de o tutor não ter
disponibilizado a dosificação do trimestre, isto constituiu constrangimento na medida
que para a planificação das aulas o estagiário devia conjugar os aspectos previstos no
programa de ensino em concordância com o livro do aluno, tarefa que não foi muito
fácil;
 Segundo o programa de ensino, o terceiro trimestre inicia com a terceira unidade
intitulada EVOLUÇÃO, coisa que não se materializou porque o professor não foi a
tempo de terminar a segunda unidade no segundo trimestre. Daí que o estagiário foi
sujeito a terminar a segunda unidade, introduzir a terceira unidade, e por motivos de
escassez de tempo foi necessário elaborar um texto de apoio onde estavam patentes
aspectos mais profundos do tema mutações; Unidade sobre Evolução a Unidade sobre
a Ecologia.
b) Na área metodológica:
 A aula da 5ª feira que era sempre leccionada na turma F no primeiro tempo, acabava
estando comprometida devido ao tempo que era usado na concentração para a
entoação do Hino Nacional, que em alguns dias chegou-se a gastar 15 minutos do
tempo de aulas;
 Não foi possível realizar a 1ª AS escrita na sala de aulas porque o tampo estava
ficando escasso, sendo que fez-se necessária a formação de grupos de trabalho para
que realizassem um trabalho escrito em casa, de modo que se pudesse racionalizar o
tempo que restava em função dos conteúdos previstos no programa de ensino.
 Foi difícil conhecer a realidade de cada aluno de forma a atender as dificuldades de
cada um devido ao número excessivo nas salas, aspecto que deixa um espaço vazio e
um sentimento de incumprimento efectivo dos objectos no coração do estagiário, pois
era o seu desejo assim o fazer mas as possibilidades não foram suficientes.

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c) Na área comportamental:
 Porque tratava-se de estágio, a princípio o estudante estagiário sentiu-se com medo
pelo facto da responsabilidade que lhe fora incumbido, e principalmente por se tratar
de uma classe com exames. Daí que não foi fácil assimilar logo a princípio esta
realidade.
 Foi constrangedor o facto de haver alguns alunos que logo na primeira impressão
acharem que o estagiário não conseguiria atingir as expectativas da disciplina e dos
alunos, o que ocasionou um comportamento de indisciplina nas duas primeiras aulas
isto em todas as turmas, e este aspecto foi solucionado a partir da 3ª semana, quando o
professor antes do início das aulas, fez uma espécie de aconselhamento e sapiência ao
mesmo tempo aos alunos, fazendo-lhes perceber da necessidade de prestarem atenção
as aulas, e as implicações que isto ocasionaria caso não o fizessem, isto resultou muito
bem pois os alunos colocarem-se a peito em favor dos objectivos de cada um.

11. Propostas para escola com vista na melhoria do PEA.

De forma a melhora-se o processo de ensino e aprendizagem na escola têm-se como propostas:

 Os professores pautem por usar as batas brancas.


 A cada ano que se passa novos alunos compõem as turmas e várias mudanças são
verificadas ao nível do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano e no país
em geral, com isso não se justifica que os professores usem os mesmos planos para
todos anos, alterando-se somente as datas, daí que propõe-se que a escola exija a
realização de dosificação por trimestre e a planificação diária das aulas por parte dos
professores, com vista no alcance dos objectivos previstos no Sistema Nacional de
Educação actual.
 Os professores usem regularmente métodos inovativos de ensino em função da
natureza de cada aula de forma a despertar maior atenção e interesse nos alunos
fazendo assim que as aulas não sejam rotineiras pois acabam sendo monótonas
causando desinteresse nos alunos.
 Que a escola negocie com os parceiros actuais para aumentar o número de salas de
aulas e a redução das enchentes dos alunos nas mesmas, e que em colaboração dos
mesmos parceiros fosse mobilada a escola em carteiras, secretárias, armários em
diferentes turnos que a escola lecciona;

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 Aumentar o espaço do Gabinete do chefe da secretaria e aumentar o número de
trabalhadores para que possam responder cabalmente as necessidades da secretaria e o
processo da emissão de documentos não seja lento.
 Que a escola negocie com a Direcção Provincial da Saúde ou a Cruz Vermelha para se
instalar um posto de saúde no recinto ou nas proximidades da escola.
 Visto que aos nossos dias regista-se o uso massivo de tecnologias, valia a pena equipar
a escola em material informático.
12. Actividades extracurriculares realizadas durante actividade pedagógica na ESGM.

 Algo que julgo necessário fazer menção é que o tutor desempenha o papel de director da
turma E, e por motivos sociais ausentou por 2 semanas da cidade e orientou ao estagiário
para ficar a par dos assuntos pontuais da turma. No dia 09 quando fez-se a marcação de
presenças na turma E, ausentavam 5 alunos que tinham ido visitar uma colega que perdera
a sua tia, vítima de doença. E depois da aula de Biologia segundo o horário seguia-se a
Reunião de Turma. E foi neste tempo da reunião onde a turma tendo se apercebido da
situação sucedida com a colega, achou por bem fazer-se uma contribuição e deleguei
alguns alunos para irem auxiliar aos 5 alunos que tinham ido a casa onde estavam
concentradas as actividades para cerimónias fúnebres.
 No mesmo dia o estagiário ditou o exemplar de convocatórias para que os pais e
encarregados de educação se fizessem presentes no sábado, entretanto data 21 de
Setembro, convocando-os para virem auscultar o aproveitamento pedagógico dos seus
educandos.
Chegado o sábado, o estagiário dirigiu-se a escola e a directora de Classe professora: Ema
Uale atribuiu-lhe a pauta da 10 classe, turma E de antemão preenchida pelo director de
turma. O pedagógico da escola sr:____Mustafa Bonifácio____________ recomendou
que os professores chamassem atenção aos pais e encarregados de educação no sentido de
serem mais participativos na vida estudantil dos seus educandos e a necessidade de caso
sintam-se injustiçados com os resultados, trouxessem as provas na 2ª feira da semana
seguinte, posto isso o estagiário dirigiu-se a respectiva turma.

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12. Conclusão

De uma forma geral, a actividade de estágio pedagógico permitiram ao estagiário por um lado,
entrar em contacto com a realidade escolar e por outro, aperfeiçoar os mecanismos envolvidos na
estrutura da Instituição. Deste modo o estagiário ficou a conhecer os pressupostos básicos que
permitem o bom funcionamento de um estabelecimento de ensino, de modo particular da Escola
Secundária Geral de Marrupa.

O estágio pedagógico teve extrema importância para o estagiário no contexto de formação do


homem novo, tendo o permitido interagir com a realidade concreta das comunidades
escolares, fazendo com que o mesmo domine as exigências do PEA durante a formação. O
estágio pedagógico constitui uma actividade de interacção da teoria com a prática,
proporcionando aos futuros professores, conhecimentos sólidos, capacidades, experiências e
habilidades da actividade docente.

Aula leccionada pelo tutor, teve muita importância na medida que o estagiário acabou
aprendendo como encarar aos alunos em função das suas realidades, e que linguagens usar de
forma que as aulas se tornassem de domínio público e mais produtivas.

Foi de bom aprazimento para o estagiário as actividades curriculares e extracurriculares


levadas a cabo ao longo do estágio pedagógico porque constituíram uma experiência inédita
estar em frente dos alunos a leccionar como se fosse um professor graduado.

Ao longo das leccionações sentiu-se como se lhe tivessem posto a prova mediante a profissão
que terá com o término da sua formação profissional. Ao longo das leccionações percebeu que
ser professor é uma tarefa de bom agrado mas também muito exaustiva.

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13. Bibliografia

1. DIAS, H. N. et al. Manual de Praticas Pedagógicas. Editora educação, Maputo, 2008

2. DUARTE, Stela e CHEMANE, Orlando. Formação de tutores para as Praticas

Pedagógicas da Universidade Pedagógica, Aspectos gerais da tutória. Maputo, 2006.

3. KHOCHE, José Carlos. Fundamento de Metodologia Cientifica, Teoria da Pratica da

Ciência e Pratica da Pesquisa. 14ª ed, Rer. E ampl. Ptropolis, Rj, Vozes, 1997.

4. LIBÂNEO, José Carlos. Didáctica. São Paulo; Cortez Editora. 1990.

5. MINED, Regulamento Geral das Escolas do Ensino Básico (RGEB), edição

DNEB/MINED, Maputo, 2003.

6. PILLETTI. C. Didáctica Geral. 11ª Ed. Ática, São Paulo, 1986.

13.1. Fontes orais:

a) Director da escola: Alexandre Luís Massango;


b) Director adjunto pedagógico da escola: ____________;
c) Responsável de Classe: Zoira Faye;
d) Professores: Samir Mustafa e Isaltino Romário.

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Figura 1: Vista frontal da Escola Secundária Geral de Marrupa.

Fonte: Autora (2025).

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