NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE, NBC PG 200 (R1), DE 21 DE NOVEMBRO DE
2019
Dá nova redação à NBC PG 200, que dispõe
sobre contadores empregados (contadores
internos).
O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e
regimentais e com fundamento no disposto na alínea “f” do Art. 6º do Decreto-Lei n.º 9.295/1946,
alterado pela Lei n.º 12.249/2010, alinhado com o processo de convergência das Normas
Brasileiras de Contabilidade e conforme acordo firmado com a International Federation of
Accountants (Ifac) autorizando o CFC a traduzir, reproduzir e publicar as normas internacionais
em formato eletrônico, faz saber que foi aprovada em seu Plenário a seguinte Norma Brasileira de
Contabilidade (NBC), em consonância com a sua equivalente internacional Part 2 of the CODE da
Ifac:
NBC PG 200 (R1) – CONTADORES EMPREGADOS (CONTADORES INTERNOS)
Sumário Item
SEÇÃO 200 – APLICAÇÃO DA ESTRUTURA CONCEITUAL – 200.1 – 200.10A1
PROFISSIONAL DA CONTABILIDADE EM EMPRESA
SEÇÃO 210 – CONFLITOS DE INTERESSES 210.1 – 210.9A1
SEÇÃO 220 – PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES 220.1 – 220.11A3
SEÇÃO 230 – ATUAÇÃO COM COMPETÊNCIA SUFICIENTE 230.1 – 230.5A1
SEÇÃO 240 – INTERESSE FINANCEIRO, REMUNERAÇÃO E INCENTIVO 240.1 – 240.3A4
RELACIONADO COM O RELATÓRIO FINANCEIRO E A TOMADA DE
DECISÃO
SEÇÃO 250 – INCENTIVO, INCLUINDO PRESENTES E AFINS 250.1 – 250.15A3
SEÇÃO 260 – RESPOSTA À NÃO CONFORMIDADE COM LEIS E 260.1 – 260.27A1
REGULAMENTOS
SEÇÃO 270 – PRESSÃO PARA A VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS 270.1 – 270.4A1
FUNDAMENTAIS
VIGÊNCIA
SEÇÃO 200 – APLICAÇÃO DA ESTRUTURA CONCEITUAL – PROFISSIONAL DA
CONTABILIDADE EM EMPRESA
Introdução
200.1 Esta Norma apresenta os requisitos e o material de aplicação para os contadores
empregados (contadores internos) que aplicam a estrutura conceitual descrita na Seção
120 da NBC PG 100. Ela não descreve todos os fatos e circunstâncias, incluindo
atividades profissionais, interesses e relacionamentos, que poderiam ser encontrados
pelos contadores empregados (contadores internos) que criam ou podem criar ameaças
ao cumprimento dos princípios fundamentais. Portanto, a estrutura conceitual requer
que os contadores empregados (contadores internos) estejam atentos para esses fatos
e circunstâncias.
200.2 Investidores, credores, organizações empregadoras e outros setores da comunidade
empresarial, bem como governos e o público em geral, podem confiar no trabalho dos
contadores empregados (contadores internos). O profissional da contabilidade em
empresas pode ser o único responsável ou responsável solidário pela preparação e
apresentação de informações financeiras e outras informações, nas quais tanto suas
organizações empregadoras quanto terceiros podem confiar. Eles podem também ser
responsáveis por fazer administração financeira efetiva e prestar consultoria competente
sobre diversos assuntos relacionados com os negócios.
200.3 O profissional da contabilidade em empresas pode ser empregado, contratado, parceiro,
diretor (executivo ou não executivo), gerente-proprietário ou voluntário de organização
empregadora. A forma legal da relação do profissional da contabilidade com a
organização empregadora não tem qualquer relação com as responsabilidades éticas
atribuídas ao profissional da contabilidade.
200.4 Nesta Norma, o termo “profissional da contabilidade” refere-se:
(a) ao profissional da contabilidade em empresas; e
(b) à pessoa física que é profissional da contabilidade na prática pública que
desenvolve atividades profissionais de acordo com a sua relação com a sua firma,
seja como contratado, empregado ou proprietário. Mais informações sobre quando
esta Norma é aplicável aos contadores que prestam serviços (contadores externos)
estão apresentadas no item R120.4 da NBC PG 100 e nos itens R300.5 e 300.5A1
da NBC PG 300.
Requisitos e material de aplicação
Geral
R200.5 O profissional da contabilidade deve cumprir com os princípios fundamentais descritos
na Seção 110 da NBC PG 100 e aplicar a estrutura conceitual descrita na Seção 120 da
NBC PG 100 para identificar, avaliar e tratar as ameaças ao cumprimento dos princípios
fundamentais.
200.5A1 O profissional da contabilidade tem responsabilidade de promover os objetivos legítimos
da sua organização empregadora. Esta Norma não tem a intenção de impedir o
profissional da contabilidade de cumprir com essa responsabilidade, mas trata das
circunstâncias nas quais o cumprimento dos princípios fundamentais pode estar
comprometido.
200.5A2 Os profissionais da contabilidade podem promover a posição da organização
empregadora ao favorecer as metas e objetivos legítimos de suas organizações
empregadoras, desde que as declarações feitas não sejam falsas ou enganosas. Essas
ações geralmente não criariam ameaça de defesa do interesse do cliente.
200.5A3 Quanto mais alto o cargo do profissional da contabilidade, maior será a capacidade e a
oportunidade de obter as informações e de influenciar as políticas, as decisões e ações
tomadas pelos outros envolvidos com a organização empregadora. Na medida em que
conseguem fazer isso, levando em conta seu cargo e tempo de serviço na organização,
o profissional da contabilidade deve incentivar e promover, na organização, uma cultura
baseada na ética, de acordo com o item 120.13A3 da NBC PG 100. Exemplos de ações
que podem ser tomadas incluem a introdução, implementação e supervisão de:
• educação e programas de treinamento sobre ética;
• processos de gestão e avaliação de desempenho e critérios de recompensa que
promovam uma cultura ética;
• políticas de ética e de delação; e
• políticas e procedimentos planejados para prevenir a não conformidade com leis e
regulamentos.
200.5A3 Quanto mais alto o cargo do profissional da contabilidade, maior será a capacidade e a
oportunidade de obter as informações e de influenciar as políticas, as decisões e ações
tomadas pelos outros envolvidos com a organização empregadora. Na medida em que
conseguem fazer isso, levando em conta seu cargo e tempo de serviço na organização,
o profissional da contabilidade deve incentivar e promover, na organização, uma cultura
baseada na ética. Exemplos de ações que podem ser tomadas incluem a introdução,
implementação e supervisão de:
• educação e programas de treinamento sobre ética;
• políticas de ética e de delação; e
• políticas e procedimentos planejados para prevenir a não conformidade com leis e
regulamentos. (Alterado pela Revisão NBC 24)
200.5A3 Quanto mais alto o cargo do profissional da contabilidade, maior será a capacidade e a
oportunidade de obter as informações e de influenciar as políticas, as decisões e
ações tomadas pelos outros envolvidos com a organização empregadora. Na medida
em que conseguem fazer isso, levando em conta seu cargo e tempo de serviço na
organização, o profissional da contabilidade deve incentivar e promover, na
organização, uma cultura baseada na ética e demonstrem comportamento ético nas
negociações com profissionais e entidades com os quais o profissional da
contabilidade ou a organização empregadora tem uma relação profissional ou
comercial de acordo com o item 120.13A3. Exemplos de ações que podem ser
tomadas incluem a introdução, implementação e supervisão de:
• educação e programas de treinamento sobre ética;
• políticas de ética e de delação; e
• políticas e procedimentos planejados para prevenir a não conformidade com leis e
regulamentos. (Alterado pela Revisão NBC 28)
Identificação de ameaças
200.6A1 As ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais podem ser criadas por vasta
gama de fatos e circunstâncias. As categorias das ameaças estão descritas no item
120.6A3. Exemplos de fatos e circunstâncias em cada uma dessas categorias que
podem criar ameaças para profissional da contabilidade ao desenvolver a atividade
profissional incluem:
(a) ameaças de interesse próprio
• o profissional da contabilidade que detém interesse financeiro na organização
empregadora ou que recebe empréstimo ou garantia da organização
empregadora;
• o profissional da contabilidade que participa de acordos de remuneração com
base em incentivos oferecidos pela organização empregadora;
• o profissional da contabilidade que tem acesso aos ativos corporativos para uso
pessoal;
• o profissional da contabilidade que recebe a oferta de presente ou tratamento
especial de fornecedor da organização empregadora;
(b) ameaças de autorrevisão
• o profissional da contabilidade que determina o tratamento contábil apropriado
para a combinação de negócios após conduzir o estudo de viabilidade que apoia
a decisão de compra;
(c) ameaças de defesa do interesse do cliente
• o profissional da contabilidade que tem a oportunidade de manipular informações
em prospecto a fim de obter financiamento favorável;
(d) ameaças de familiaridade
• o profissional da contabilidade que é responsável pelo relatório financeiro da
organização empregadora quando familiar imediato ou próximo empregado pela
organização toma decisões que afetam o relatório financeiro da organização;
• o profissional da contabilidade que tem longa associação com pessoas que
influenciam as decisões comerciais;
(e) ameaças de intimidação
• o profissional da contabilidade ou familiar imediato ou próximo que enfrenta a
ameaça de demissão ou substituição em decorrência de desentendimento sobre:
o a aplicação de um princípio contábil;
o o modo como as informações financeiras devem ser apresentadas;
• a pessoa que tenta influenciar o processo de tomada de decisão do profissional
da contabilidade, como, por exemplo, com relação à concessão de contratos ou
à aplicação de princípio contábil.
200.6A2 A seguir, estão exemplos de fatos e circunstâncias relacionados ao uso da tecnologia
que podem criar ameaças para o profissional da contabilidade ao realizar uma
atividade profissional:
• Ameaças de Interesse Próprio
o Os dados disponíveis podem não ser suficientes para o uso efetivo da
tecnologia.
o A tecnologia pode não ser apropriada para a finalidade a que se destina.
o O profissional da contabilidade pode não ter informações e expertise
suficientes, ou acesso a um especialista com entendimento suficiente, para
usar e explicar a tecnologia e sua adequação para a finalidade pretendida
(ver item 230.2).
• Ameaças de Autorrevisão
o A tecnologia foi projetada ou desenvolvida usando o conhecimento, a
expertise ou o julgamento do profissional da contabilidade ou da
organização empregadora. (Incluído pela Revisão NBC 28)
Avaliação das ameaças
200.7A1 As condições, as políticas e os procedimentos descritos nos itens 120.6A1 e 120.8A2
da NBC PG 100 podem afetar a avaliação quanto a se uma ameaça ao cumprimento
dos princípios fundamentais está em nível aceitável.
200.7A2 A avaliação do profissional da contabilidade do nível de uma ameaça também é afetada
pela natureza e pelo escopo da atividade profissional.
200.7A3 A avaliação do nível de ameaça pelo profissional da contabilidade pode ser afetada pelo
ambiente de trabalho dentro da organização empregadora e seu ambiente operacional.
Por exemplo:
• liderança que enfatiza a importância do comportamento ético e a expectativa de que
os empregados agirão de forma ética;
• políticas e procedimentos para autorizar e incentivar os empregados para que
comuniquem aos níveis superiores assuntos éticos que os preocupam sem medo de
represália;
• políticas e procedimentos para implementar e monitorar a qualidade do desempenho
dos empregados;
• sistemas de supervisão corporativa ou outras estruturas de supervisão e controles
internos robustos;
• procedimentos de recrutamento que enfatizam a importância de empregar pessoal
competente de alto nível;
• comunicação tempestiva das políticas e dos procedimentos, incluindo quaisquer
mudanças neles, para todos os empregados, e treinamento e formação adequados
sobre essas políticas e procedimentos;
• políticas de ética e código de conduta.
200.7 A4 A avaliação pelo profissional da contabilidade do nível de ameaça associada ao uso da
tecnologia também pode ser impactada pelo ambiente de trabalho dentro da
organização empregadora e seu ambiente operacional. Por exemplo:
• nível de supervisão corporativa e controles internos sobre a tecnologia;
• avaliações da qualidade e funcionalidade da tecnologia realizadas por terceiros; e
• treinamento fornecido regularmente a todos os funcionários relevantes a fim de obter
e manter a competência profissional para suficientemente entender, utilizar e explicar
a tecnologia e sua adequação à finalidade pretendida. (Incluído pela Revisão NBC 28)
200.7A4 Os profissionais da contabilidade podem considerar a obtenção de assessoria jurídica
quando acreditarem que comportamento ou ações antiéticas por parte de outros tenham
ocorrido, ou continuarão a ocorrer, dentro da organização empregadora. (Renumerado de
200.7A4 para 200.7A5 pela Revisão NBC 28)
200.7A5 Os profissionais da contabilidade podem considerar a obtenção de assessoria jurídica
quando acreditarem que comportamentos ou ações antiéticas por parte de outros
tenham ocorrido, ou continuarão a ocorrer, dentro da organização empregadora.
(Renumerado de 200.7A4 para 200.7A5 pela Revisão NBC 28)
Tratamento das ameaças
200.8A1 As Seções de 210 a 270 desta Norma descrevem certas ameaças que podem surgir
durante o curso do desenvolvimento de atividades profissionais e incluem exemplos de
ações que podem tratar dessas ameaças.
200.8A2 Em situações extremas, se as circunstâncias que criaram as ameaças não podem ser
eliminadas e as salvaguardas não estão disponíveis ou não podem ser aplicadas para
reduzir a ameaça a nível aceitável, o profissional da contabilidade pode considerar
apropriado o seu desligamento da organização empregadora.
Comunicação com os responsáveis pela governança
R200.9 Ao se comunicar com os responsáveis pela governança, o profissional da contabilidade
deve determinar as pessoas apropriadas dentro da estrutura de governança da
organização empregadora com as quais se comunicar. Se o profissional da
contabilidade se comunicar com o subgrupo dos responsáveis pela governança, ele
deve determinar se a comunicação com os responsáveis pela governança também é
necessária para que eles sejam adequadamente informados.
200.9A1 Ao determinar com quem se comunicar, o profissional da contabilidade pode considerar:
(a) a natureza e a importância das circunstâncias; e
(b) o assunto a ser comunicado.
200.9A2 Exemplos de subgrupo dos responsáveis pela governança incluem o comitê de auditoria
ou membro dos responsáveis pela governança.
R200.10 Se o profissional da contabilidade se comunica com pessoas que tenham
responsabilidades administrativas assim como responsabilidades pela governança, ele
deve estar satisfeito que a comunicação com essas pessoas informa, de forma
adequada, a todos os que exercem papel de governança com os quais ele, de outra
forma, se comunicaria.
200.10A1 Em algumas circunstâncias, todos os responsáveis pela governança estão envolvidos
na administração da organização empregadora, como, por exemplo, empresa de
pequeno porte na qual um único proprietário administra a organização e nenhuma outra
pessoa tem papel de governança. Nesses casos, se os assuntos são comunicados às
pessoas que têm responsabilidades de administração, e essas pessoas também têm
responsabilidades de governança, o profissional da contabilidade atendeu à exigência
de se comunicar com os responsáveis pela governança.
SEÇÃO 210 – CONFLITOS DE INTERESSES
Introdução
210.1 Os profissionais da contabilidade devem cumprir com os princípios fundamentais e
aplicar a estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar,
avaliar e tratar ameaças.
210.2 Um conflito de interesses cria ameaças ao cumprimento do princípio da objetividade e
pode criar ameaças ao cumprimento de outros princípios fundamentais. Essas ameaças
podem ser criadas quando:
(a) o profissional da contabilidade realiza atividade profissional relacionada com um
assunto em particular para duas ou mais partes cujos interesses com relação a
esse assunto estão em conflito; ou
(b) o interesse do profissional da contabilidade com relação ao assunto em particular e
os interesses de uma parte para a qual ele realiza uma atividade profissional
relacionada com o assunto estão em conflito.
Uma parte pode incluir organização empregadora, fornecedor, cliente, credor, acionista
ou outra parte.
210.3 Esta Seção descreve os requisitos específicos e o material de aplicação pertinentes
para a aplicação da estrutura conceitual a conflitos de interesses.
Requisitos e material de aplicação
Geral
R210.4 O profissional da contabilidade não deve permitir que conflito de interesses comprometa
o julgamento profissional ou comercial.
210.4A1 Exemplos de circunstâncias que podem criar conflito de interesses incluem:
• servir em cargo de administração ou de governança para duas organizações
empregadoras e obter informações confidenciais de uma organização que podem ser
usadas pelo profissional da contabilidade em benefício ou detrimento da outra
organização;
• desenvolver uma atividade profissional para cada uma das duas partes em uma
sociedade em que ambas as partes empregam o profissional da contabilidade para
auxiliá-las a dissolver a sociedade;
• preparar informações financeiras para certos membros da administração da
organização empregadora do profissional da contabilidade que estão tentando
realizar a compra do controle acionário;
• ser responsável pela seleção de fornecedor para a organização empregadora
quando familiar imediato do profissional da contabilidade pode se beneficiar
financeiramente com a transação;
• servir na qualidade de membro da governança em organização empregadora que
está aprovando certos investimentos para a empresa na qual um desses
investimentos aumentará o valor da carteira de investimentos do profissional da
contabilidade ou de familiar imediato.
Identificação de conflitos
R210.5 O profissional da contabilidade deve tomar providências razoáveis para identificar
circunstâncias que podem criar conflito de interesses e, portanto, ameaça ao
cumprimento de um ou mais dos princípios fundamentais. Essas providências devem
incluir a identificação:
(a) da natureza dos interesses pertinentes e dos relacionamentos entre as partes
envolvidas; e
(b) a atividade e sua implicação para as partes pertinentes.
R210.6 O profissional da contabilidade deve permanecer atento às mudanças no decorrer do
tempo na natureza das atividades, interesses e relacionamentos que podem criar
conflito de interesses enquanto desenvolve uma atividade profissional.
Ameaças criadas pelos conflitos de interesses
210.7A1 Em geral, quanto mais direta for a conexão entre a atividade profissional e o assunto
sobre o qual os interesses das partes estejam em conflito, maior é a probabilidade de
que o nível da ameaça não seja aceitável.
210.7A2 Um exemplo de medida que pode eliminar as ameaças criadas por conflitos de
interesses é retirar-se do processo de tomada de decisão relacionado com o assunto
que deu origem ao conflito de interesses.
210.7A3 Exemplos de ações que podem ser salvaguardas no tratamento das ameaças criadas
por conflitos de interesses incluem:
• reestruturar ou segregar certas responsabilidades e funções;
• obter supervisão apropriada, por exemplo, atuando sob a supervisão de diretor
executivo ou não executivo.
Divulgação e consentimento
Geral
210.8A1 Geralmente é necessário:
(a) divulgar a natureza do conflito de interesses e a forma como as ameaças criadas
foram tratadas para as partes pertinentes, incluindo para as alçadas apropriadas
dentro da organização empregadora afetada por conflito; e
(b) obter consentimento das partes pertinentes para que o profissional da contabilidade
realize a atividade profissional quando salvaguardas são aplicadas para tratar a
ameaça.
210.8A2 O consentimento pode ser implícito pela conduta de uma parte em circunstâncias nas
quais o profissional da contabilidade tem evidências suficientes para concluir que as
partes conhecem as circunstâncias iniciais e aceitaram o conflito de interesses se elas
não fizerem objeção à existência do conflito.
210.8A3 Se tal divulgação ou consentimento não for por escrito, o profissional da contabilidade
deve documentar:
(a) a natureza das circunstâncias que deram origem ao conflito de interesses;
(b) as salvaguardas aplicadas para tratar as ameaças, quando aplicável; e
(c) o consentimento obtido.
Outras considerações
210.9A1 Ao tratar conflito de interesses, o profissional da contabilidade deve buscar orientações
de dentro da organização empregadora ou de outros, tais como órgão profissional,
assessor jurídico ou outro profissional da contabilidade. Ao fazer essas divulgações ou
compartilhar informações dentro da organização empregadora e buscar orientações de
terceiros, o princípio de confidencialidade se aplica.
SEÇÃO 220 – PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
Introdução
220.1 O profissional da contabilidade deve cumprir com os princípios fundamentais e aplicar a
estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar, avaliar e
tratar ameaças.
220.2 A preparação ou a apresentação de informações pode criar uma ameaça de interesse
próprio, de intimidação ou de outras ameaças ao cumprimento de um ou mais dos
princípios fundamentais. Esta Seção descreve os requisitos específicos e o material de
aplicação pertinentes para a aplicação da estrutura conceitual nessas circunstâncias.
Requisitos e material de aplicação
Geral
220.3A1 O profissional da contabilidade de todos os níveis em organização empregadora está
envolvido na preparação ou na apresentação de informações dentro e fora da
organização.
220.3A2 As partes interessadas para as quais, ou pelas quais, essas informações são
preparadas ou apresentadas incluem:
• administração e responsáveis pela governança;
• investidores e mutuantes ou outros credores;
• órgãos reguladores.
Essas informações podem auxiliar as partes interessadas a entender e avaliar os
aspectos da situação da organização empregadora e nas tomadas de decisões a
respeito da organização. As informações podem incluir informações financeiras e não
financeiras que podem vir a público ou ser usadas para fins internos.
Os exemplos incluem:
• relatórios operacionais e de desempenho;
• análises de apoio a decisões;
• orçamentos e projeções;
• informações fornecidas para os auditores internos e externos;
• análises de risco;
• demonstrações contábeis para fins gerais e para propósitos específicos;
• declarações de impostos;
• relatórios protocolados junto a órgãos reguladores para fins legais e de
conformidade.
220.3A3 Para fins desta Seção, a preparação ou apresentação das informações incluem o
registro, a manutenção e a aprovação das informações.
R220.4 Ao preparar ou apresentar as informações, o profissional da contabilidade deve:
(a) preparar ou apresentar as informações de acordo com a estrutura de relatório
relevante, quando aplicável;
(b) preparar ou apresentar as informações de forma que não haja a intenção de
distorcer a informação ou influenciar resultados contratuais ou regulatórios de
maneira inapropriada;
(c) exercer o julgamento profissional para:
(i) representar os fatos de maneira precisa e completa em todos os aspectos
relevantes;
(ii) descrever de forma clara a verdadeira natureza das transações ou atividades
comerciais; e
(iii) classificar e registrar as informações de forma tempestiva e correta; e
(d) não omitir nada com a intenção de fazer com que as informações se tornem
enganosas ou influenciem os resultados contratuais ou regulatórios de forma
inapropriada.
(e) evitar influência indevida ou confiança indevida em pessoas, organizações ou
tecnologia; e (Incluída pela Revisão NBC 24)
(f) estar ciente do risco de comportamento tendencioso. (Incluída pela Revisão NBC 24)
220.4A1 Um exemplo de influenciar o resultado contratual ou regulatório de forma inapropriada é
o uso de estimativa irrealista com a intenção de evitar a violação de exigência contratual
como contrato de dívida ou de exigência regulatória como exigência de capital para
instituição financeira.
Uso de critério na preparação ou apresentação das informações
R220.5 A preparação ou a apresentação das informações pode exigir o uso de critérios para se
fazer julgamento profissional. O profissional da contabilidade não deve usar esse critério
com a intenção de distorcer a informação outros ou influenciar resultados contratuais ou
regulatórios de forma inapropriada.
220.5A1 Exemplos de maneiras nas quais o critério pode ser mal utilizado para se alcançarem
resultados inapropriados incluem:
• determinar estimativas, como, por exemplo, determinar as estimativas do valor justo
a fim de distorcer o resultado;
• selecionar ou alterar política ou método contábil entre duas ou mais alternativas
permitidas nos termos da estrutura de relatório financeiro aplicável, como, por
exemplo, selecionar uma política para a contabilização de contratos de longo prazo a
fim de distorcer o resultado;
• determinar o momento das transações, como, por exemplo, realizar a venda de ativo
próximo ao fim do exercício fiscal a fim de distorcer a informação;
• determinar a estruturação das transações, como, por exemplo, estruturar transações
de financiamento a fim de distorcer os ativos e passivos ou a classificação dos fluxos
de caixa;
• selecionar divulgações, como, por exemplo, omitir ou ocultar informações
relacionadas com risco financeiro ou operacional a fim de distorcer a informação.
R220.6 Ao desenvolver atividades profissionais, especialmente aquelas que não requerem a
observância de estrutura de relatório relevante, o profissional da contabilidade deverá
exercer o julgamento profissional a fim de identificar e considerar:
(a) a finalidade para a qual as informações devem ser usadas;
(b) o contexto no qual as informações são fornecidas; e
(c) o público ao qual elas se destinam.
220.6A1 Por exemplo, ao elaborar ou apresentar relatórios, orçamentos ou projeções pró-forma,
a inclusão de estimativas, aproximações e premissas relevantes, quando apropriado,
permitiria que aqueles que podem confiar nessas informações formassem seu próprio
julgamento.
220.6A2 O profissional da contabilidade também pode considerar o esclarecimento do público,
do contexto e da finalidade pretendidos das informações a serem apresentadas.
Confiança no trabalho de outros
R220.7 O profissional da contabilidade que pretende confiar no trabalho de outras pessoas, seja
dentro ou fora da organização empregadora, ou outras organizações, deve exercer o
julgamento profissional para determinar quais ações ele deve tomar, se houver, para
cumprir com as responsabilidades descritas no item R220.4. (Alterado pela Revisão NBC
24) (Alterado pela Revisão NBC 28)
R220.7 O profissional da contabilidade que pretende usar o trabalho de terceiros, seja dentro ou
fora da organização empregadora, ou outras organizações, deve exercer o julgamento
profissional para determinar as ações apropriadas devem ser tomadas, se houver, para
cumprir com as responsabilidades descritas no item R220.4. (Alterado pela Revisão NBC
28)
220.7A1 Os fatores a serem considerados para determinar se a confiança nos outros é razoável
incluem:
• a reputação e a competência da outra pessoa ou da outra organização e os recursos
que ele tem disponíveis;
• se outra pessoa está sujeito às normas profissionais e de ética aplicáveis.
Essas informações podem ser obtidas a partir da associação prévia com outra pessoa
ou organização ou de consulta com outros sobre essa pessoa ou organização. (Alterado
pela Revisão NBC 28)
220.7A1 Os fatores a serem considerados quando o profissional da contabilidade pretende usar
o trabalho de terceiros incluem:
• a reputação e a competência da outra pessoa ou da outra organização e os recursos
que ele tem disponíveis; e
• se outra pessoa está sujeita às normas profissionais e de ética aplicáveis.
Essas informações podem ser obtidas a partir da associação prévia com outra pessoa
ou organização ou de consulta com outros sobre essa pessoa ou organização. (Alterado
pela Revisão NBC 28)
Usando o Output de Tecnologia
R220.8 O profissional da contabilidade que pretende usar o output de tecnologia, seja a
tecnologia desenvolvida internamente ou fornecida por terceiros, deverá exercer
julgamento profissional para determinar as medidas apropriadas a serem tomadas, se
houver, a fim de cumprir as responsabilidades estabelecidas no item R220.4. (Incluído
pela Revisão NBC 28)
220.8 A1 Os fatores a serem considerados quando o profissional da contabilidade pretende usar
o output de tecnologia incluem:
• a natureza da atividade a ser realizada pela tecnologia;
• o uso esperado ou a extensão da confiança no output de tecnologia;
• se o profissional da contabilidade tem capacidade ou acesso a um especialista com
capacidade para entender, usar e explicar a tecnologia e sua adequação para a
finalidade pretendida;
• se a tecnologia usada foi devidamente testada e avaliada para a finalidade
pretendida;
• experiência anterior com a tecnologia e se seu uso para fins específicos é
geralmente aceito;
• a supervisão da organização empregadora sobre o projeto, o desenvolvimento, a
implementação, a operação, a manutenção, o monitoramento, a atualização ou o
upgrade da tecnologia;
• os controles relacionados ao uso da tecnologia, incluindo procedimentos para
autorizar o acesso de usuários à tecnologia e supervisionar esse uso; e
• a adequação dos inputs à tecnologia, incluindo dados e quaisquer decisões
relacionadas, e decisões tomadas por profissionais no curso de uso da tecnologia.
(Incluído pela Revisão NBC 28)
Tratamento de informações que são ou podem ser enganosas
R220.8 Quando o profissional da contabilidade sabe ou tem razões para acreditar que as
informações com as quais ele está associado são enganosas, ele deve tomar as ações
apropriadas para buscar uma solução para o assunto. (Renumerado de R220.8 para
R220.9 pela Revisão NBC 28)
R220.9 Quando o profissional da contabilidade sabe ou tem razões para acreditar que as
informações com as quais ele está associado são enganosas, ele deve tomar as ações
apropriadas para buscar uma solução para o assunto. (Renumerado de R220.8 para
R220.9 pela Revisão NBC 28)
220.8A1 As ações que podem ser apropriadas incluem:
• a discussão com o superior do profissional da contabilidade e/ou alçadas apropriadas
da administração dentro da organização empregadora do profissional da
contabilidade ou com os responsáveis pela governança, sobre as preocupações
quanto a se as informações são enganosas, e a solicitação para que essas pessoas
tomem as ações apropriadas para solucionar o assunto. Essa ação pode incluir:
o fazer com que as informações sejam corrigidas;
o se as informações já tiverem sido divulgadas para os usuários pretendidos,
informá-los das informações corrigidas;
• consultar as políticas e os procedimentos da organização empregadora (por
exemplo, política de ética ou de delação) referente à forma de tratar desses assuntos
internamente. (Renumerado de 220.8A1 para 220.9A1 pela Revisão NBC 28)
220.9A1 As ações que podem ser apropriadas incluem:
• a discussão com o superior do profissional da contabilidade e/ou alçadas apropriadas
da administração dentro da organização empregadora do profissional da
contabilidade ou com os responsáveis pela governança, sobre as preocupações
quanto a se as informações são enganosas, e a solicitação para que essas pessoas
tomem as ações apropriadas para solucionar o assunto. Essa ação pode incluir:
o fazer com que as informações sejam corrigidas;
o se as informações já tiverem sido divulgadas para os usuários pretendidos,
informá-los das informações corrigidas; e
• consultar as políticas e os procedimentos da organização empregadora (por
exemplo, política de ética ou de delação) referente à forma de tratar desses assuntos
internamente. (Renumerado de 220.8A1 para 220.9A1 pela Revisão NBC 28)
220.8A2 O profissional da contabilidade pode determinar que a organização empregadora não
tomou a medida apropriada. Se o profissional da contabilidade continuar a ter motivos
para acreditar que as informações são enganosas, as seguintes ações adicionais
podem ser apropriadas desde que o profissional da contabilidade permaneça atento ao
princípio de confidencialidade:
• consultar:
o órgão profissional pertinente;
o auditor interno ou externo da organização empregadora;
o assessor jurídico;
• determinar se há exigências de comunicar a:
o terceiros, incluindo os usuários das informações;
o autoridades reguladoras e de supervisão. (Renumerado de 220.8A2 para 220.9A2
pela Revisão NBC 28)
220.9A2 O profissional da contabilidade pode determinar que a organização empregadora não
tomou a medida apropriada. Se o profissional da contabilidade continuar a ter motivos
para acreditar que as informações são enganosas, as seguintes ações adicionais
podem ser apropriadas desde que o profissional da contabilidade permaneça atento ao
princípio de confidencialidade:
• consultar:
o órgão profissional pertinente;
o auditor interno ou externo da organização empregadora;
o assessor jurídico;
• determinar se há exigências de comunicar a:
o terceiros, incluindo os usuários das informações; e
o autoridades reguladoras e de supervisão. (Renumerado de 220.8A2 para 220.9A2
pela Revisão NBC 28)
R220.9 Se, após esgotar toda as opções possíveis, o profissional da contabilidade determinar
que as ações apropriadas não foram tomadas e que há motivos para acreditar que as
informações ainda são enganosas, ele deve recusar ser ou permanecer associado com
as informações. (Renumerado de R220.9 para R220.10 pela Revisão NBC 28)
R220.10 Se, após esgotar todas as opções possíveis, o profissional da contabilidade determinar
que as ações apropriadas não foram tomadas e que há motivos para acreditar que as
informações ainda são enganosas, ele deve recusar ser ou permanecer associado com
as informações. (Renumerado de R220.9 para R220.10 pela Revisão NBC 28)
220.9A1 Nessas circunstâncias, o profissional da contabilidade pode considerar apropriado o seu
desligamento da organização empregadora. (Renumerado de 220.9A1 para 220.10A1 pela
Revisão NBC 28)
220.10A1 Nessas circunstâncias, o profissional da contabilidade pode considerar apropriado o seu
desligamento da organização empregadora. (Renumerado de 220.9A1 para 220.10A1 pela
Revisão NBC 28)
Documentação
220.10 O profissional da contabilidade deve documentar:
• os fatos;
• os princípios contábeis ou outras normas profissionais pertinentes envolvidas;
• as comunicações e as partes com as quais os assuntos foram discutidos;
• os cursos das ações considerados;
• como o profissional da contabilidade tentou tratar o assunto. (Renumerado de 220.10
para 220.10A1 pela Revisão NBC 24)
220.10A1 O profissional da contabilidade deve documentar:
• os fatos;
• os princípios contábeis ou outras normas profissionais pertinentes envolvidas;
• as comunicações e as partes com as quais os assuntos foram discutidos;
• os cursos das ações considerados;
• como o profissional da contabilidade tentou tratar o assunto. (Renumerado de
220.10 para 220.10A1 pela Revisão NBC 24)
220.11A1 O profissional da contabilidade deve documentar:
• os fatos;
• os princípios contábeis ou outras normas profissionais pertinentes envolvidas;
• as comunicações e as partes com as quais os assuntos foram discutidos;
• os cursos das ações considerados; e
• como o profissional da contabilidade tentou tratar o assunto. (Renumerado de
220.10A1 para 220.11A1 pela Revisão NBC 24)
Outras considerações
220.11A1 Quando as ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais relacionadas com a
preparação ou a apresentação das informações resultam de interesse financeiro,
incluindo a remuneração e os incentivos relacionados com o relatório financeiro e a
tomada de decisões, os requisitos e o material de aplicação descritos na Seção 240 se
aplicam. (Renumerado de 220.11A1 para 220.12A1 pela Revisão NBC 28)
220.12A1 Quando as ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais relacionadas com a
preparação ou a apresentação das informações resultam de interesse financeiro,
incluindo a remuneração e os incentivos relacionados com o relatório financeiro e a
tomada de decisões, os requisitos e o material de aplicação descritos na Seção 240 se
aplicam. (Renumerado de 220.11A1 para 220.12A1 pela Revisão NBC 28)
220.11A2 Quando as informações enganosas podem envolver a não conformidade com leis e
regulamentos, os requisitos e o material de aplicação descritos na Seção 260 se
aplicam. (Renumerado de 220.11A2 para 220.12A2 pela Revisão NBC 28)
220.12A2 Quando as informações enganosas podem envolver a não conformidade com leis e
regulamentos, os requisitos e o material de aplicação descritos na Seção 260 se
aplicam. (Renumerado de 220.11A2 para 220.12A2 pela Revisão NBC 28)
220.11A3 Quando as ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais relacionadas com a
preparação ou a apresentação das informações resultam de pressão, os requisitos e o
material de aplicação descritos na Seção 270 se aplicam. (Renumerado de 220.11A3 para
220.12A3 pela Revisão NBC 28)
220.12A3 Quando as ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais relacionadas com a
preparação ou a apresentação das informações resultam de pressão, os requisitos e o
material de aplicação descritos na Seção 270 se aplicam. (Renumerado de 220.11A3 para
220.12A3 pela Revisão NBC 28)
220.12A4 Quando o profissional da contabilidade está considerando usar o trabalho de terceiros
ou o output de tecnologia, deve-se considerar se o profissional da contabilidade está em
uma posição dentro da organização empregadora para obter informações relacionadas
aos fatores necessários para determinar se tal uso é apropriado. (Incluído pela Revisão
NBC 28)
SEÇÃO 230 – ATUAÇÃO COM COMPETÊNCIA SUFICIENTE
Introdução
230.1 Os profissionais da contabilidade devem cumprir com os princípios fundamentais e
aplicar a estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar,
avaliar e tratar ameaças.
230.2 Atuar sem competência suficiente cria uma ameaça de interesse próprio ao
cumprimento do princípio de competência profissional e devido zelo. Esta Seção
descreve os requisitos específicos e o material de aplicação pertinentes para a
aplicação da estrutura conceitual nessas circunstâncias.
Requisitos e material de aplicação
Geral
R230.3 O profissional da contabilidade não deve, de forma intencional, enganar a organização
empregadora quanto ao nível de competência ou experiência que ele tem.
230.3A1 O princípio de competência profissional e devido zelo requer que o profissional da
contabilidade somente realize tarefas significativas para as quais ele tenha, ou possa
obter, treinamento ou experiência suficientes.
230.3A2 Uma ameaça de interesse próprio ao cumprimento do princípio da competência
profissional e devido zelo pode ser criada se o profissional da contabilidade tiver:
• tempo insuficiente para executar ou concluir as tarefas pertinentes;
• informações incompletas, restritas ou de outra forma inadequadas para executar as
tarefas;
• experiência, treinamento e/ou formação insuficientes;
• recursos inadequados para a execução das tarefas.
230.3A3 Os fatores relevantes na avaliação do nível dessa ameaça incluem:
• até que ponto o profissional da contabilidade está trabalhando com outros;
• o tempo de serviço relativo do profissional da contabilidade na empresa;
• o nível de supervisão e de revisão aplicado ao trabalho.
230.3A4 Exemplos de ações que podem ser salvaguardas no tratamento dessa ameaça de
interesse próprio incluem:
• obter assistência ou treinamento de alguém com a competência necessária;
• assegurar que há tempo adequado disponível para executar as tarefas pertinentes.
R230.4 Se uma ameaça ao cumprimento do princípio de competência e devido zelo não pode
ser tratada, o profissional da contabilidade deve determinar se ele deve se recusar a
executar as tarefas em questão. Se o profissional da contabilidade determinar que a
recusa é apropriada, ele deve comunicar os motivos.
Outras considerações
230.5A1 Os requisitos e o material de aplicação na Seção 270 se aplicam quando o profissional
da contabilidade é pressionado a agir de forma que pode levar à violação do princípio
da competência profissional e devido zelo.
SEÇÃO 240 – INTERESSE FINANCEIRO, REMUNERAÇÃO E INCENTIVO RELACIONADO COM
O RELATÓRIO FINANCEIRO E A TOMADA DE DECISÃO
Introdução
240.1 O profissional da contabilidade deve cumprir com os princípios fundamentais e aplicar a
estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar, avaliar e
tratar ameaças.
240.2 Ter interesse financeiro, ou ter conhecimento de interesse financeiro detido por familiar
imediato ou próximo pode criar uma ameaça de interesse próprio ao cumprimento dos
princípios de objetividade ou confidencialidade. Esta Seção descreve os requisitos
específicos e o material de aplicação pertinentes para a aplicação da estrutura
conceitual nessas circunstâncias.
Requisitos e material de aplicação
Geral
R240.3 O profissional da contabilidade não deve manipular informações ou usar informações
confidenciais para ganho pessoal ou para o ganho financeiro de outros.
240.3A1 O profissional da contabilidade pode ter interesses financeiros, ou pode ter conhecimento
de interesses financeiros de membros da família imediatos ou próximos, que, em
determinadas circunstâncias, pode criar ameaças ao cumprimento dos princípios
fundamentais. Os interesses financeiros incluem aqueles decorrentes de acordos de
remuneração ou incentivos relacionados com o relatório financeiro e a tomada de
decisão.
240.3A2 Os exemplos de circunstâncias que podem criar ameaças de interesse próprio incluem
situações nas quais o profissional da contabilidade ou familiar imediato ou próximo:
• tem motivo e oportunidade para manipular informações sensíveis a preços a fim de
obter ganho financeiro;
• detém interesse financeiro direto ou indireto na organização empregadora e o valor
desse interesse financeiro pode ser diretamente afetado por decisões tomadas pelo
profissional da contabilidade;
• tem direito a bônus vinculado ao lucro e o valor desse bônus pode ser diretamente
afetado pelas decisões tomadas pelo profissional da contabilidade;
• tem, direta ou indiretamente, direitos diferidos a bônus em ações ou opções de ações
na organização empregadora, sendo que o seu valor pode ser afetado por decisões
tomadas pelo profissional da contabilidade;
• participa em acordos de remuneração que preveem incentivos para o alcance de
metas ou para o apoio a esforços para maximizar o valor das ações da organização
empregadora. Um exemplo de tal acordo pode ser por meio da participação em
planos de incentivo que estão vinculados ao atendimento de certas condições de
desempenho.
240.3A3 Os fatores relevantes na avaliação do nível dessa ameaça incluem:
• a importância do interesse financeiro. O que constitui interesse financeiro importante
depende de circunstâncias pessoais e da materialidade do interesse financeiro para
a pessoa;
• políticas e procedimentos para o comitê independente da administração para
determinar o nível ou a forma de remuneração da alta administração.
• de acordo com quaisquer políticas internas, divulgação aos responsáveis pela
governança de:
o todos os interesses pertinentes;
o todos os planos para exercer direitos ou negociar ações pertinentes;
• procedimentos internos e externos de auditoria que são específicos para tratar
questões que dão origem ao interesse financeiro.
240.3A4 Ameaças criadas por acordos de remuneração ou incentivos podem ser formadas por
pressão explícita ou implícita de superiores ou colegas (ver Seção 270).
SEÇÃO 250 – INCENTIVO, INCLUINDO PRESENTES E AFINS
Introdução
250.1 O profissional da contabilidade deve cumprir com os princípios fundamentais e aplicar a
estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar, avaliar e
tratar ameaças.
250.2 A oferta ou a aceitação de incentivos pode criar uma ameaça de interesse próprio, de
familiaridade ou de intimidação ao cumprimento dos princípios fundamentais,
particularmente dos princípios de integridade, de objetividade e de comportamento
profissional.
250.3 Esta Seção descreve os requisitos e o material de aplicação pertinentes para a
aplicação da estrutura conceitual em relação à oferta e à aceitação de incentivos na
realização de atividades profissionais que não constituem não conformidade com leis e
regulamentos. Esta Seção também requer que o profissional da contabilidade cumpra
com as leis e regulamentos pertinentes ao oferecer ou aceitar incentivos.
Exigências e material de aplicação
Geral
250.4A1 Incentivo é o objeto, a situação ou a ação que é utilizada como meio de influenciar o
comportamento de outra pessoa, mas não necessariamente com a intenção de
influenciar o comportamento desse indivíduo de maneira inadequada. Os incentivos
podem variar de atos afins de menor relevância entre parceiros comerciais a atos que
resultam em não conformidade com leis e regulamentos. O incentivo pode tomar várias
formas diferentes, como, por exemplo:
• presentes;
• afins;
• entretenimento;
• doações políticas ou beneficentes;
• apelos à amizade ou à lealdade;
• oportunidades de emprego ou outras oportunidades comerciais;
• tratamento preferencial, direitos ou privilégios.
Incentivo proibido por lei e regulamento
R250.5 Em muitas jurisdições, existem leis e regulamentos, como aqueles relacionados com
suborno e corrupção, que proíbem a oferta ou a aceitação de incentivos em
determinadas circunstâncias. O profissional da contabilidade deve obter entendimento
das leis e regulamentos pertinentes e cumprir com eles quando se encontrar nessas
circunstâncias.
Incentivo não proibido por lei e regulamento
250.6A1 A oferta ou a aceitação de incentivos que não são proibidas por leis e regulamentos
pode ainda criar ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais.
Incentivo com a intenção de influenciar comportamento de maneira inadequada
R250.7 O profissional da contabilidade não deve oferecer, nem encorajar outros a oferecer,
qualquer incentivo que seja feito, ou que ele considera que um terceiro informado e
prudente provavelmente concluiria que tenha sido feita, com a intenção de influenciar de
maneira inadequada o comportamento do receptor ou de outra pessoa.
R250.8 O profissional da contabilidade não deve aceitar, nem encorajar outros a aceitar,
qualquer incentivo que ele concluir que é feito ou considere que um terceiro informado e
prudente provavelmente concluiria que é feita, com a intenção de influenciar de maneira
inadequada o comportamento do receptor ou de outra pessoa.
250.9A1 Considera-se que o incentivo influencia de maneira inadequada o comportamento do
indivíduo se ela faz com que o indivíduo atue de maneira antiética. Essa influência
inadequada pode ser direcionada tanto ao receptor como a outra pessoa que tenha
alguma relação com o receptor. Os princípios fundamentais constituem um quadro de
referência apropriado para o profissional da contabilidade na consideração do que
constitui comportamento antiético por parte do profissional da contabilidade e, se
necessário, por analogia, por parte de outras pessoas.
250.9A2 A violação ao princípio fundamental de integridade surge quando o profissional da
contabilidade oferece ou aceita, ou encoraja outros a oferecerem ou aceitarem,
incentivo em que haja intenção de influenciar de maneira inadequada o comportamento
do receptor ou de outra pessoa.
250.9A3 A determinação de se há intenção real ou percebida de influenciar o comportamento de
maneira inadequada requer o exercício de julgamento profissional. Os fatores
relevantes a serem considerados podem incluir:
• a natureza, a frequência, o valor e o efeito cumulativo do incentivo;
• o momento em que o incentivo é oferecido em relação a qualquer ação ou decisão
que possa influenciar;
• se o incentivo é uma prática habitual ou cultural nas circunstâncias, como, por
exemplo, oferecer um presente por ocasião de feriado religioso ou casamento;
• se o incentivo é parte acessória da atividade profissional, como, por exemplo,
oferecer ou aceitar almoço vinculado à reunião de negócios;
• se a oferta do incentivo é limitada ao receptor individual ou se está disponível para
um grupo mais amplo. O grupo mais amplo pode ser de dentro ou de fora da
organização empregadora, tais como outros clientes ou fornecedores;
• os papéis e as posições das pessoas que fazem ou recebem a oferta de incentivo;
• se o profissional da contabilidade sabe, ou tem motivo para acreditar, que a
aceitação do incentivo violaria as políticas e os procedimentos da organização
empregadora da contraparte;
• o nível de transparência com a qual o incentivo é oferecido;
• se o incentivo foi exigido ou solicitado pelo receptor;
• o comportamento ou a reputação prévia conhecida do ofertante.
Consideração de ações adicionais
250.10A1 Se o profissional da contabilidade tomar conhecimento de incentivo oferecido com a
intenção real ou percebida de influenciar comportamento de maneira inadequada,
ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais podem ainda ser criadas mesmo
se os requisitos nos itens R250.7 e R250.8 forem atendidos.
250.10A2 Exemplos de ações que podem ser salvaguardas no tratamento dessas ameaças
incluem:
• informar a alta administração ou os responsáveis pela governança da organização
empregadora do profissional da contabilidade ou o ofertante sobre a oferta;
• alterar ou encerrar a relação comercial com o ofertante.
Incentivo sem a intenção de influenciar comportamento de maneira inadequada
250.11A1 Os requisitos e o material de aplicação descritos na estrutura conceitual se aplicam
quando o profissional da contabilidade tiver concluído que não há nenhuma intenção
real ou percebida de influenciar de maneira inadequada o comportamento do receptor
ou de outra pessoa.
250.11A2 Se esse incentivo é trivial e inconsequente, quaisquer ameaças criadas estarão em nível
aceitável.
250.11A3 Exemplos de circunstâncias em que a oferta ou aceitação desse incentivo pode criar
ameaças, mesmo se o profissional da contabilidade tiver concluído que não há
nenhuma intenção real ou percebida de influenciar o comportamento de maneira
inadequada, incluem:
• ameaças de interesse próprio:
o o profissional da contabilidade recebe a oferta de emprego de meio período de
fornecedor;
• ameaças de familiaridade:
o o profissional da contabilidade regularmente leva cliente ou fornecedor a eventos
esportivos;
• ameaças de intimidação:
o o profissional da contabilidade aceita afins cuja natureza poderia ser percebida
como sendo inadequada caso fosse divulgada publicamente.
250.11A4 Os fatores relevantes na avaliação do nível dessas ameaças criadas pela oferta ou pela
aceitação desse incentivo incluem os mesmos fatores descritos no item 250.9A3 para a
determinação da intenção.
250.11A5 Exemplos de ações que podem eliminar as ameaças criadas pela oferta ou pela
aceitação desse incentivo incluem:
• declinar ou não oferecer o incentivo;
• transferir a responsabilidade por qualquer decisão relacionada com negócios
envolvendo a contraparte para outra pessoa que o profissional da contabilidade não
tem motivo para acreditar que seria ou que seria percebido como sendo influenciado
de maneira inadequada na tomada de decisão.
250.11A6 Exemplos de ações que podem ser salvaguardas no tratamento dessas ameaças
criadas pela oferta ou pela aceitação desse incentivo incluem:
• ser transparente com a alta administração e com os responsáveis pela governança
da organização empregadora do profissional da contabilidade ou da contraparte
sobre a oferta ou a aceitação de incentivo;
• registrar o incentivo em diário mantido pela organização empregadora do profissional
da contabilidade ou da contraparte;
• fazer com que um revisor apropriado, que não está de outra forma envolvido na
realização da atividade profissional, revise qualquer trabalho realizado ou as
decisões tomadas pelo profissional da contabilidade com relação à pessoa ou à
organização da qual o profissional da contabilidade aceitou o incentivo;
• doar o incentivo para instituição beneficente após o recebimento e divulgar a doação
de maneira adequada, como, por exemplo, aos responsáveis pela governança ou à
pessoa que ofereceu o incentivo;
• reembolsar o custo do incentivo recebido, como, por exemplo, afins;
• assim que possível, devolver o incentivo, como presente, depois de ter sido
inicialmente aceita.
Familiar imediato ou próximo
R250.12 O profissional da contabilidade deve permanecer atento a potenciais ameaças ao
cumprimento pelo profissional da contabilidade dos princípios fundamentais criadas pela
oferta de incentivo:
(a) por familiar imediato ou próximo do profissional da contabilidade para contraparte
com a qual ele tem a relação profissional; ou
(b) para familiar imediato ou próximo do profissional da contabilidade por contraparte
com a qual ele tem relação profissional.
R250.13 Quando o profissional da contabilidade toma conhecimento de incentivo que está
sendo oferecido para familiar imediato ou próximo, ou por este, e conclui que há
intenção de influenciar de maneira inadequada o comportamento do profissional da
contabilidade ou da contraparte, ou considera que um terceiro informado e prudente
provavelmente concluiria que essa intenção existe, o profissional da contabilidade deve
aconselhar o familiar imediato ou próximo a não oferecer nem aceitar o incentivo.
250.13A1 Os fatores descritos no item 250.9A3 são relevantes para determinar a existência de
intenção real ou percebida de influenciar de maneira inadequada o comportamento do
profissional da contabilidade ou da contraparte. Outro fator relevante é a natureza ou a
proximidade da relação entre:
(a) o profissional da contabilidade e o familiar imediato ou próximo;
(b) o familiar imediato ou próximo e a contraparte; e
(c) o profissional da contabilidade e a contraparte.
Por exemplo, a oferta de emprego fora do processo normal de recrutamento, para o
cônjuge do profissional da contabilidade por contraparte com a qual ele está negociando
contrato significativo, pode indicar essa intenção.
250.13A2 O material de aplicação no item 250.10A2 também é relevante no tratamento de
ameaças que podem ser criadas quando há intenção real ou percebida de influenciar de
maneira inadequada o comportamento do profissional da contabilidade ou da
contraparte, mesmo se o familiar imediato ou próximo tiver seguido o conselho dado, de
acordo com o item R250.13.
Aplicação da estrutura conceitual
250.14A1 Quando o profissional da contabilidade toma conhecimento de incentivo oferecido nas
circunstâncias tratadas no item R250.12, ameaças ao cumprimento dos princípios
fundamentais podem ser criadas quando:
(a) o familiar imediato ou próximo oferece ou aceita o incentivo em desacordo com o
conselho do profissional da contabilidade, de acordo com o item R250.13; ou
(b) o profissional da contabilidade não tem motivo para acreditar que há intenção real
ou percebida de influenciar de maneira inadequada o seu comportamento ou da
contraparte.
250.14A2 O material de aplicação nos itens de 250.11A1 a 250.11A6 é relevante para fins de
identificar, avaliar e tratar essas ameaças. Os fatores relevantes na avaliação do nível
de ameaças nessas circunstâncias também incluem a natureza ou a proximidade dos
relacionamentos descritos no item 250.13A1.
Outras considerações
250.15A1 Se o profissional da contabilidade recebe a oferta de incentivo da organização
empregadora relacionada com interesses financeiros, remuneração e incentivos
associados a desempenho, os requisitos e o material de aplicação descritos na Seção
240 se aplicam.
250.15A2 Se o profissional da contabilidade se depara com incentivos que podem resultar na não
conformidade ou suspeita de não conformidade com leis e regulamentos por outras
pessoas que trabalham para a organização empregadora ou sob sua direção, ou toma
conhecimento delas, os requisitos e o material de aplicação descritos na Seção 260 se
aplicam.
250.15A3 Se o profissional da contabilidade enfrenta pressão para oferecer ou aceitar incentivos
que podem criar ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais, os requisitos e
o material de aplicação descritos na Seção 270 se aplicam.
SEÇÃO 260 – RESPOSTA À NÃO CONFORMIDADE COM LEIS E REGULAMENTOS
Introdução
260.1 O profissional da contabilidade deve cumprir com os princípios fundamentais e aplicar a
estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar, avaliar e
tratar ameaças.
260.2 A ameaça de interesse próprio ou de intimidação ao cumprimento dos princípios de
integridade e comportamento profissional é criada quando o profissional da
contabilidade toma conhecimento da não conformidade ou da suspeita de não
conformidade com leis e regulamentos.
260.3 O profissional da contabilidade pode se deparar com a não conformidade ou com a
suspeita de não conformidade ou tomar conhecimento da mesma no decorrer do
desenvolvimento das atividades profissionais. Esta Seção orienta o profissional da
contabilidade na avaliação das implicações do assunto e dos possíveis cursos de ação
para responder à não conformidade ou à suspeita de não conformidade com:
(a) leis e regulamentos geralmente reconhecidos por terem efeito direto na
determinação dos valores e divulgações relevantes nas demonstrações contábeis
da organização empregadora; e
(b) outras leis e regulamentos que não têm efeito direto na determinação dos valores e
divulgações relevantes nas demonstrações contábeis da organização empregadora,
mas cujo cumprimento pode ser fundamental para os aspectos operacionais dos
negócios da organização empregadora, para a sua capacidade de manter os seus
negócios ou para evitar multas significativas.
Objetivos do profissional da contabilidade com relação à não conformidade com leis e
regulamentos
260.4 Uma marca característica da profissão contábil é a aceitação da responsabilidade de
agir no interesse público. Ao responder à não conformidade ou à suspeita de não
conformidade, os objetivos do profissional da contabilidade são:
(a) cumprir com os princípios de integridade e comportamento profissional;
(b) ao alertar a administração ou, quando apropriado, os responsáveis pela governança
da organização empregadora, procurar:
(i) permitir que eles sanem, reparem ou mitiguem as consequências da não
conformidade identificada ou suspeita; ou
(ii) impedir a não conformidade quando ela ainda não tiver ocorrido; e
(c) tomar as ações adicionais, conforme apropriado, no interesse público.
Requisitos e material de aplicação
Geral
260.5A1 A não conformidade com leis e regulamentos (não conformidade) consiste em ações de
omissão ou de cometimento, intencionais ou não intencionais, que são contrários às leis
ou aos regulamentos vigentes, praticados pelas partes a seguir:
(a) a organização empregadora do profissional da contabilidade;
(b) os responsáveis pela governança da organização empregadora;
(c) a administração da organização empregadora; ou
(d) outras pessoas que trabalham para a organização empregadora ou sob sua
direção.
260.5A2 Exemplos de leis e regulamentos abordados por esta Seção incluem aqueles que
tratam de:
• fraude, corrupção e suborno:
• lavagem de dinheiro, financiamento a terroristas e produtos de crime;
• mercados e negociação de títulos;
• produtos e serviços bancários e outros produtos e serviços financeiros;
• proteção de dados;
• obrigações e pagamentos fiscais e de pensão;
• proteção ambiental;
• saúde e segurança pública.
260.5A3 A não conformidade pode resultar em multas, litígio ou outras consequências para a
organização empregadora que podem afetar suas demonstrações contábeis de forma
relevante. Consideravelmente, essa não conformidade pode ter implicações de
interesse público mais abrangentes em termos de possível prejuízo significativo para
investidores, credores, empregados ou para o público em geral. Para fins desta Seção,
a não conformidade que causa prejuízo significativo é aquela que resulta em
consequências adversas graves para qualquer uma dessas partes em termos
financeiros ou não financeiros. Os exemplos incluem o cometimento de fraude que
resulta em perdas financeiras significativas para os investidores e violações de leis e
regulamentos ambientais que põem em perigo a saúde ou a segurança dos
empregados ou do público.
R260.6 Em algumas jurisdições, há dispositivos legais ou regulatórios que regem o modo como
o profissional da contabilidade deve tratar a não conformidade ou a suspeita de não
conformidade. Esses dispositivos legais ou regulatórios podem diferir das disposições
nesta Seção ou ir além delas. Ao se deparar com a não conformidade ou suspeita de
não conformidade, o profissional da contabilidade deve obter entendimento desses
dispositivos legais ou regulatórios e cumprir com eles, incluindo:
(a) qualquer exigência de comunicar o assunto para autoridade competente; e
(b) qualquer proibição de alertar a parte pertinente.
260.6A1 A proibição de alertar a parte pertinente pode surgir, por exemplo, de acordo com a
legislação antilavagem de dinheiro.
260.7A1 Esta Seção se aplica independentemente da natureza da organização empregadora,
incluindo se ela é, ou não, entidade de interesse público.
260.7A2 O profissional da contabilidade que se depara, ou toma conhecimento, com assuntos
que são visivelmente inconsequentes não tem que cumprir com esta Seção. Para
decidir se o assunto é visivelmente inconsequente, ele deve ser julgado de acordo com
a sua natureza e seu impacto financeiro, ou outro impacto, na organização
empregadora, nas suas partes interessadas e no público em geral.
260.7A3 Esta Seção não trata de:
(a) má conduta pessoal que não está relacionada com as atividades comerciais da
organização empregadora; e
(b) não conformidade pelas partes que não aquelas especificadas no item 260.5A1.
O profissional da contabilidade pode, no entanto, achar a orientação nesta Seção útil
quando tiver que considerar o modo de responder a essas situações.
Responsabilidade da administração e dos responsáveis pela governança da organização
empregadora
260.8A1 A administração da organização empregadora, sob a supervisão dos responsáveis pela
governança, é responsável por assegurar que as atividades comerciais da organização
empregadora sejam conduzidas de acordo com as leis e os regulamentos. A
administração e os responsáveis pela governança também são responsáveis por
identificar e tratar qualquer não conformidade por parte de:
(a) organização empregadora;
(b) pessoa responsável pela governança da organização empregadora;
(c) membro da administração; ou
(d) outras pessoas que trabalham para a organização empregadora ou sob sua
direção.
Responsabilidades de todos os profissionais da contabilidade
R260.9 Se houver protocolos e procedimentos dentro da organização empregadora do
profissional da contabilidade para tratar da não conformidade ou da suspeita de não
conformidade, o profissional da contabilidade deve considerá-los ao determinar o modo
de responder a essa não conformidade.
260.9A1 Muitas organizações empregadoras estabeleceram protocolos e procedimentos
referentes ao modo de identificar a não conformidade ou a suspeita de não
conformidade internamente. Esses protocolos e procedimentos incluem, por exemplo,
política de ética ou mecanismo interno de delação. Esses protocolos e procedimentos
podem permitir que assuntos sejam comunicados anonimamente por meio de canais
indicados.
R260.10 Quando o profissional da contabilidade toma conhecimento de assunto ao qual esta
Seção se aplica, as providências que ele tomará para cumprir com esta Seção deverão
ser tomadas de forma tempestiva. Para a tomada de providências tempestivas, o
profissional da contabilidade deve considerar a natureza do assunto e o possível
prejuízo aos interesses da organização empregadora, dos investidores, dos credores,
dos empregados ou do público em geral.
Responsabilidade do profissional da contabilidade sênior em empresa
260.11A1 O profissional da contabilidade sênior em empresa (profissional da contabilidade sênior)
é conselheiro, diretor, ou alto empregado capaz de exercer influência significativa e
tomar decisões sobre a aquisição, utilização e controle de recursos humanos,
financeiros, tecnológicos, físicos e intangíveis da organização empregadora. Há uma
expectativa maior de que essas pessoas tomem qualquer medida que seja apropriada
no interesse público para responder à não conformidade ou à suspeita de não
conformidade do que os outros profissionais da contabilidade dentro da organização
empregadora. Isso se deve aos papéis, posições e esferas de influência do profissional
da contabilidade sênior dentro da organização empregadora.
Obtenção de entendimento do assunto
R260.12 Se, no decorrer do desenvolvimento das atividades profissionais, o profissional da
contabilidade sênior tomar conhecimento de informações relativas à não conformidade
ou à suspeita de não conformidade, ele deve obter entendimento do assunto. Esse
entendimento deve incluir:
(a) a natureza da não conformidade ou da suspeita de não conformidade e as
circunstâncias nas quais ela ocorreu ou pode ocorrer;
(b) a aplicação das leis e dos regulamentos relevantes para as circunstâncias; e
(c) a avaliação das consequências em potencial para a organização empregadora,
investidores, credores, empregados ou para o público em geral.
260.12A1 O profissional da contabilidade sênior deve aplicar o conhecimento e a competência e
exercer julgamento profissional. Entretanto, não se espera que o profissional da
contabilidade tenha um nível de entendimento de leis e regulamentos maior do que
aquele que é exigido para o papel do profissional da contabilidade dentro da
organização empregadora. Se um ato constitui não conformidade, é, em última
instância, um assunto a ser determinado por tribunal ou outro órgão adjudicatório
apropriado.
260.12A2 Dependendo da natureza e da importância do assunto, o profissional da contabilidade
sênior pode fazer, ou tomar as providências apropriadas para que façam o assunto ser
investigado internamente. O profissional da contabilidade pode também consultar, de
forma confidencial, outras pessoas dentro da organização empregadora ou órgão
profissional ou assessores jurídicos.
Tratamento do assunto
R260.13 Se o profissional da contabilidade sênior identificar ou suspeitar de que ocorreu, ou
pode ocorrer, a não conformidade, ele deve, sujeito ao item R260.9, discutir o assunto
com o seu superior imediato, se houver. Se o superior imediato do profissional da
contabilidade parecer estar envolvido no assunto, o profissional da contabilidade deve
discutir o assunto com a autoridade imediatamente superior dentro da organização
empregadora.
260.13A1 A finalidade da discussão é a de permitir que se determine a forma de tratar o assunto.
R260.14 O profissional da contabilidade sênior também deve tomar as providências apropriadas
para:
(a) fazer com que o assunto seja comunicado aos responsáveis pela governança;
(b) cumprir com as leis e regulamentos aplicáveis, incluindo dispositivos legais ou
regulatórios que regem a comunicação da não conformidade ou suspeita de não
conformidade à autoridade competente;
(c) fazer com que as consequências da não conformidade ou suspeita de não
conformidade sejam sanadas, reparadas ou mitigadas;
(d) reduzir o risco de nova ocorrência; e
(e) procurar impedir o cometimento de não conformidade quando ela ainda não tiver
ocorrido.
260.14A1 A finalidade da comunicação do assunto aos responsáveis pela governança é a de
obter sua concordância com relação às ações apropriadas a serem tomadas para
responder ao assunto e permitir que eles cumpram com suas responsabilidades.
260.14A2 Algumas leis e regulamentos podem estipular um período no qual a não conformidade
ou a suspeita de não conformidade deve ser comunicada à autoridade competente.
R260.15 Além de responder ao assunto de acordo com as disposições desta Seção, o
profissional da contabilidade sênior deve determinar se a divulgação do assunto ao
auditor externo da organização empregadora, se houver, é necessária.
260.15A1 Essa divulgação seria de acordo com o dever ou a obrigação legal do profissional da
contabilidade sênior de fornecer todas as informações necessárias para permitir que o
auditor realize a auditoria.
Determinação da necessidade de ações adicionais
R260.16 O profissional da contabilidade sênior deve avaliar a adequação da resposta dos seus
superiores, se houver, e dos responsáveis pela governança.
260.16A1 Os fatores pertinentes a serem considerados na avaliação da adequação da resposta
dos superiores do profissional da contabilidade sênior, se houver, e dos responsáveis
pela governança incluem se:
• a resposta é tempestiva;
• eles tiverem tomado ou autorizado as ações apropriadas para tentar sanar, reparar
ou mitigar as consequências da não conformidade ou para impedir a não
conformidade, se ela ainda não tiver ocorrido;
• o assunto tiver sido divulgado para a autoridade competente quando apropriado e,
em caso afirmativo, se a divulgação parece adequada.
R260.17 Em vista da resposta dos superiores do profissional da contabilidade sênior, se houver,
e dos responsáveis pela governança, o profissional da contabilidade deve determinar se
ações adicionais são necessárias no interesse público.
260.17A1 A determinação da necessidade de ações adicionais e da natureza e extensão delas
depende de vários fatores, incluindo:
• a estrutura legal e regulatória;
• a urgência da situação;
• a disseminação do assunto por toda a organização empregadora;
• se o profissional da contabilidade sênior continua a ter confiança na integridade dos
seus superiores e dos responsáveis pela governança;
• se for provável que a não conformidade ou a suspeita de não conformidade ocorrerá
novamente;
• se há evidências confiáveis de atual ou potencial prejuízo real aos interesses da
organização empregadora, dos investidores, dos credores, dos empregados ou do
público em geral.
260.17A2 Exemplos de circunstâncias que podem fazer com que o profissional da contabilidade
sênior não tenha mais confiança na integridade dos seus superiores e dos responsáveis
pela governança incluem situações nas quais:
• o profissional da contabilidade suspeita ou tem evidências de seu envolvimento ou
envolvimento pretendido em qualquer não conformidade;
• contrariamente às exigências legais ou regulatórias, eles não comunicaram e nem
autorizaram a sua comunicação do assunto para a autoridade competente em
período razoável.
R260.18 O profissional da contabilidade sênior deve exercer o julgamento profissional para
determinar a necessidade de ações adicionais e a sua natureza e extensão. Ao fazer
essa determinação, o profissional da contabilidade deve levar em consideração se for
provável que um terceiro informado e prudente concluiria que ele agiu de forma
adequada no interesse público.
260.18A1 As ações adicionais que o profissional da contabilidade sênior pode tomar incluem:
• informar a administração da controladora sobre o assunto se a organização
empregadora for membro de grupo;
• divulgar o assunto para autoridade competente mesmo quando não houver exigência
legal ou regulatória nesse sentido;
• desligar-se da organização empregadora.
260.18A2 Desligar-se da organização empregadora não substitui a tomada de ações adicionais
que podem ser necessárias para alcançar os objetivos do profissional da contabilidade
sênior nos termos desta Seção. Em algumas jurisdições, entretanto, pode haver
limitações quanto às ações adicionais disponíveis para o profissional da contabilidade.
Nessas circunstâncias, o desligamento pode ser o único curso de ação disponível.
Busca por aconselhamento
260.19A1 Como a avaliação do assunto pode envolver análises e julgamentos complexos, o
profissional da contabilidade sênior pode considerar:
• fazer uma consulta interna;
• obter assessoria jurídica para entender as suas opções e as implicações
profissionais ou legais de se tomar qualquer curso de ação em particular;
• consultar, de forma confidencial, órgão regulador ou profissional.
Determinação quanto a divulgar o assunto para autoridade competente
260.20A1 A divulgação do assunto para uma autoridade competente não seria possível se tal ato
fosse contrário à lei ou ao regulamento. De outra forma, a finalidade da divulgação é a
de permitir que a autoridade competente faça com que o assunto seja investigado e a
medida seja tomada no interesse público.
260.20A2 A determinação de se fazer essa divulgação depende, particularmente, da natureza e
da extensão do prejuízo real ou potencial que é, ou pode ser, causado pelo assunto
para os investidores, credores, empregados ou para o público em geral. Por exemplo, o
profissional da contabilidade sênior pode determinar que a divulgação do assunto para
a autoridade competente é o curso de ação apropriado, se:
• a organização empregadora estiver envolvida em suborno (por exemplo, suborno de
funcionários do governo local ou estrangeiro para a obtenção de grandes contratos);
• a organização empregadora for regulada e o assunto for tão importante que ameaça
a sua licença para funcionar;
• A organização empregadora for entidade listada e o assunto puder resultar em
consequências adversas para a negociação justa e organizada dos títulos da
organização empregadora ou apresentar risco sistêmico para os mercados
financeiros;
• for provável que a organização empregadora venda produtos que são nocivos para a
saúde ou segurança pública;
• a organização empregadora estiver promovendo esquema para os seus clientes para
ajudá-los a sonegar impostos.
260.20A3 A determinação de se fazer essa divulgação também depende de fatores externos, tais
como:
• se há autoridade competente que pode receber as informações e fazer com que o
assunto seja investigado e que uma medida seja tomada. A autoridade competente
depende da natureza do assunto. Por exemplo, a autoridade competente seria um
órgão regulador de títulos, no caso de relatório financeiro fraudulento, ou uma
agência de proteção ambiental, no caso de violação de leis e regulamentos
ambientais;
• se há proteção sólida e confiável contra responsabilização civil, criminal ou
profissional ou retaliação permitida por legislação ou regulamento, como, por
exemplo, regulamento ou legislação sobre denúncia;
• se há ameaças reais ou potenciais à segurança física do profissional da
contabilidade sênior ou de outras pessoas.
R260.21 Se o profissional da contabilidade sênior determinar que a divulgação do assunto para a
autoridade competente é o curso de ação apropriado nas circunstâncias, essa
divulgação é permitida, de acordo com o item R114.1(d) da NBC PG 100. Ao fazer essa
divulgação, o profissional da contabilidade deve agir de boa-fé e exercer cautela ao
fazer declarações e afirmações. (Alterado pela Revisão NBC 28)
R260.21 Se o profissional da contabilidade sênior determinar que a divulgação do assunto para a
autoridade competente é o curso de ação apropriado nas circunstâncias, essa
divulgação é permitida, de acordo com o item R114.3 da NBC PG 100. Ao fazer essa
divulgação, o profissional da contabilidade deve agir de boa-fé e exercer cautela ao
fazer declarações e afirmações. (Alterado pela Revisão NBC 28)
Violação iminente
R260.22 Em circunstâncias excepcionais, o profissional da contabilidade sênior pode tomar
conhecimento de conduta real ou pretendida a qual ele tem motivos para acreditar que
constituiria violação iminente de lei ou regulamento que prejudicaria, de forma
significativa, investidores, credores, empregados ou o público em geral. Após
considerar, primeiramente, se a discussão do assunto com a administração ou com os
responsáveis pela governança da organização empregadora seria apropriada, o
profissional da contabilidade deve exercer o julgamento profissional e determinar se
divulga o assunto imediatamente para a autoridade competente a fim de prevenir ou
mitigar as consequências dessa violação iminente. Se a divulgação for feita, ela é
permitida nos termos do item R114.1(d) da NBC PG 100. (Alterado pela Revisão NBC 28)
R260.22 Em circunstâncias excepcionais, o profissional da contabilidade sênior pode tomar
conhecimento de conduta real ou pretendida a qual ele tem motivos para acreditar que
constituiria violação iminente de lei ou regulamento que prejudicaria, de forma
significativa, investidores, credores, empregados ou o público em geral. Após
considerar, primeiramente, se a discussão do assunto com a administração ou com os
responsáveis pela governança da organização empregadora seria apropriada, o
profissional da contabilidade deve exercer o julgamento profissional e determinar se
divulga o assunto imediatamente para a autoridade competente a fim de prevenir ou
mitigar as consequências dessa violação iminente. Se a divulgação for feita, ela é
permitida nos termos do item R114.3 da NBC PG 100. (Alterado pela Revisão NBC 28)
Documentação
260.23A1 Com relação à não conformidade ou à suspeita de não conformidade que se enquadra
no alcance desta Seção, o profissional da contabilidade sênior deve documentar os
seguintes assuntos:
• o assunto;
• os resultados das discussões com os superiores do profissional da contabilidade, se
houver, e com os responsáveis pela governança e outras partes;
• o modo como os superiores do profissional da contabilidade, se houver, e os
responsáveis pela governança responderam ao assunto;
• os cursos de ação que o profissional da contabilidade considerou, os julgamentos
feitos e as decisões tomadas;
• de que forma o profissional da contabilidade está convencido de que cumpriu a
responsabilidade descrita no item R260.17.
Responsabilidade do profissional da contabilidade que não o profissional da contabilidade
sênior
R260.24 Se, no decorrer do desenvolvimento das atividades profissionais, o profissional da
contabilidade tomar conhecimento de informações relativas à não conformidade ou à
suspeita de não conformidade, ele deve obter entendimento do assunto. Esse
entendimento deve incluir a natureza da não conformidade ou da suspeita de não
conformidade e as circunstâncias nas quais ela ocorreu ou pode ocorrer.
260.24A1 É esperado que o profissional da contabilidade aplique conhecimento, competência e
julgamento profissional. Entretanto, não se espera que o profissional da contabilidade
tenha um nível de entendimento de leis e regulamentos maior do que aquele que é
exigido para o papel do profissional da contabilidade dentro da organização
empregadora. Se um ato constitui não conformidade, é, em última instância, um assunto
a ser determinado por tribunal ou outro órgão adjudicatório apropriado.
260.24A2 Dependendo da natureza e da importância do assunto, o profissional da contabilidade
pode também consultar, de forma confidencial, outras pessoas dentro da organização
empregadora ou órgão profissional ou assessores jurídicos.
R260.25 Se o profissional da contabilidade identificar ou suspeitar de que ocorreu, ou pode
ocorrer, a não conformidade, ele deve, sujeito ao item R260.9, informar o superior
imediato para que este tome as ações apropriadas. Se o superior imediato do
profissional da contabilidade parecer estar envolvido no assunto, o profissional da
contabilidade deve informar o fato à autoridade imediatamente superior dentro da
organização empregadora.
R260.26 Em circunstâncias excepcionais, o profissional da contabilidade pode determinar que a
divulgação do assunto para a autoridade competente é o curso de ação apropriado. Se
o profissional da contabilidade assim o fizer, de acordo com os itens 260.20A2 e A3,
essa divulgação é permitida de acordo com o item R114.1(d) da NBC PG 100. Ao fazer
essa divulgação, o profissional da contabilidade deve agir de boa-fé e exercer cautela
ao fazer declarações e afirmações. (Alterado pela Revisão NBC 28)
R260.26 Em circunstâncias excepcionais, o profissional da contabilidade pode determinar que a
divulgação do assunto para a autoridade competente é o curso de ação apropriado. Se
o profissional da contabilidade assim o fizer, de acordo com os itens 260.20A2 e A3,
essa divulgação é permitida de acordo com o item R114.3 da NBC PG 100. Ao fazer
essa divulgação, o profissional da contabilidade deve agir de boa-fé e exercer cautela
ao fazer declarações e afirmações. (Alterado pela Revisão NBC 28)
Documentação
260.27A1 Com relação à não conformidade ou à suspeita de não conformidade que se enquadra
no alcance desta Seção, o profissional da contabilidade deve documentar os seguintes
assuntos:
• o assunto;
• os resultados das discussões com o superior do profissional da contabilidade, com a
administração e, quando aplicável, com os responsáveis pela governança e outras
partes;
• o modo como o superior do profissional da contabilidade respondeu ao assunto;
• os cursos de ação que o profissional da contabilidade considerou, os julgamentos
feitos e as decisões tomadas.
SEÇÃO 270 – PRESSÃO PARA A VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Introdução
270.1 O profissional da contabilidade deve cumprir com os princípios fundamentais e aplicar a
estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar, avaliar e
tratar ameaças.
270.2 A pressão exercida sobre o profissional da contabilidade, ou por ele exercida, pode criar
uma ameaça de intimidação ou outra ameaça ao cumprimento de um ou mais dos
princípios fundamentais. Esta Seção descreve os requisitos específicos e o material de
aplicação pertinentes para a aplicação da estrutura conceitual nessas circunstâncias.
Requisitos e material de aplicação
Geral
R270.3 O profissional da contabilidade não deve:
(a) permitir que a pressão de outros resulte em violação ao cumprimento dos princípios
fundamentais; ou
(b) pressionar outros que o profissional da contabilidade sabe ou tem motivo para
acreditar que fariam com que outras pessoas violassem os princípios fundamentais.
R270.3 O profissional da contabilidade não deve:
(a) permitir que a pressão de outros resulte em violação ao cumprimento dos
princípios fundamentais; ou
(b) pressionar outros que o profissional da contabilidade conhece ou tem motivo
para acreditar que fariam com que outras pessoas violassem os princípios
fundamentais. (Alterada pela Revisão NBC 24)
270.3A1 O profissional da contabilidade pode enfrentar pressão que cria ameaças ao
cumprimento dos princípios fundamentais, como, por exemplo, ameaça de intimidação,
ao realizar uma atividade profissional. A pressão pode ser explícita ou implícita e pode
vir de:
• dentro da organização empregadora, como, por exemplo, de colega ou superior;
• indivíduo ou organização externa, como fornecedor, cliente ou credor;
• metas e expectativas internas ou externas.
270.3A2 Exemplos de pressão que podem resultar em ameaças ao cumprimento dos princípios
fundamentais incluem:
• pressão relacionada com conflitos de interesse:
o pressão de familiar que está participando de licitação para atuar como fornecedor
da organização empregadora do profissional da contabilidade para ser
selecionado em detrimento de outro possível fornecedor;
Ver também Seção 210.
• pressão para influenciar a preparação ou apresentação de informações:
o pressão para comunicar resultados financeiros enganosos para atender às
expectativas de investidores, analistas ou credores;
o pressão de funcionários públicos sobre profissional da contabilidade do setor
público para fazer falsas declarações sobre programas ou projetos a eleitores;
o pressão de colegas para distorcer receitas, despesas ou taxas de retorno com o
intuito de influenciar tomadas de decisão sobre projetos e aquisições de capital;
o pressão de superiores para aprovar ou efetuar gastos que não são despesas
comerciais legítimas;
o pressão para suprimir relatórios internos de auditoria que contenham
constatações adversas;
Ver também Seção 220.
• pressão para atuar sem competência suficiente ou devido zelo:
o pressão de superiores para reduzir, de forma inadequada, a extensão do trabalho
realizado;
o pressão de superiores para executar uma tarefa sem habilidades ou treinamento
suficientes ou com prazos irrealistas;
Ver também Seção 230.
• pressão relacionada com interesses financeiros:
o pressão de superiores, colegas ou outros como, por exemplo, aqueles que podem
se beneficiar da participação em acordos de remuneração ou incentivo para
manipular indicadores de desempenho;
Ver também Seção 240.
• pressão relacionada com incentivos:
o pressão de outros, seja de dentro ou fora da organização empregadora, para
oferecer incentivos para influenciar, de forma inadequada, o julgamento ou o
processo de tomada de decisão de pessoa ou de organização;
o pressão de colegas para aceitar suborno ou outro incentivo, como, por exemplo,
aceitar presentes ou entretenimento inapropriados de possíveis fornecedores em
processo de licitação;
Ver também Seção 250.
• pressão relacionada com a não conformidade com leis e regulamentos:
o Pressão para estruturar uma transação para evadir impostos.
Ver também Seção 260.
• pressão relacionada ao nível de honorários:
o Pressão exercida por um profissional da contabilidade sobre outro profissional da
contabilidade para prestar serviços profissionais a um nível de honorários que não
permite recursos (incluindo recursos humanos, tecnológicos e intelectuais)
suficientes e apropriados para prestar os serviços de acordo com normas técnicas
e profissionais.
Ver também Seção 330 da NBC PG 300. (Incluído pela Revisão NBC 24)
270.3A3 Os fatores relevantes na avaliação do nível de ameaças criadas por pressão incluem:
• a intenção da pessoa que exerce a pressão e a natureza e a extensão da pressão;
• a aplicação de leis, regulamentos e normas profissionais às circunstâncias;
• a cultura e a liderança da organização empregadora, incluindo à medida que elas
refletem ou enfatizam a importância do comportamento ético e a expectativa de que
os empregados atuam de forma ética. Por exemplo, uma cultura corporativa que
tolera o comportamento antiético pode aumentar a probabilidade de que a pressão
resulte em ameaça ao cumprimento dos princípios fundamentais;
• políticas e procedimentos, se houver, estabelecidos pela organização empregadora,
tais como políticas de ética ou de recursos humanos que tratam de pressão.
270.3A4 Discutir as circunstâncias que criam a pressão e consultar outros sobre essas
circunstâncias pode ajudar o profissional da contabilidade a avaliar o nível da ameaça.
Essa discussão e essa consulta, que exigem atenção ao princípio de confidencialidade,
podem incluir:
• discutir o assunto com a pessoa que está exercendo a pressão para buscar uma
solução;
• discutir o assunto com o superior do profissional da contabilidade, se o superior não
for a pessoa que está exercendo a pressão;
• estender o assunto dentro da organização empregadora, incluindo, quando
apropriado, a explicação dos possíveis riscos consequentes para a organização,
como, por exemplo, com:
o os níveis mais altos da administração;
o os auditores internos ou externos;
o os responsáveis pela governança;
• divulgar o assunto de acordo com as políticas da organização empregadora,
incluindo políticas de ética e delação, usando qualquer mecanismo estabelecido,
como linha direta confidencial para questões de ética;
• consultar:
o colega, superior, pessoal de recursos humanos ou outro profissional da
contabilidade;
o órgãos profissionais ou reguladores ou associações setoriais pertinentes; ou
o assessores jurídicos.
270.3A5 Um exemplo de medida que pode eliminar ameaças criadas pela pressão é a solicitação
por parte do profissional da contabilidade de reestruturação ou segregação de certas
responsabilidades e funções de forma que ele não esteja mais envolvido com a pessoa
ou com a entidade que exerce a pressão.
Documentação
270.4A1 O profissional da contabilidade deve documentar:
• os fatos;
• as comunicações e as partes com as quais esses assuntos foram discutidos;
• os cursos de ação considerados;
• como o assunto foi tratado.
SEÇÃO 280 – ATIVIDADES DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO (Seção incluída pela Revisão NBC
28)
Introdução
280.1 Os profissionais da contabilidade devem cumprir os princípios fundamentais e aplicar a
estrutura conceitual estabelecida na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar, avaliar
e tratar ameaças. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.2 Realizar atividades de planejamento tributário pode criar ameaças de interesse próprio,
autorrevisão, defesa ou intimidação ao cumprimento dos princípios fundamentais.
(Incluído pela Revisão NBC 28)
280.3 Esta seção estabelece os requisitos e o material de aplicação relevantes para aplicar a
estrutura conceitual em relação à execução de atividades de planejamento tributário.
Esta seção também exige que o profissional da contabilidade cumpra as leis e os
regulamentos fiscais relevantes ao realizar dessas atividades. (Incluído pela Revisão NBC
28)
Requisitos e Material de Aplicação
Disposições Gerais
Papel de Interesse Público dos Profissionais da Contabilidade em Relação às Atividades de
Planejamento Tributário
280.4A1 Os profissionais da contabilidade desempenham um papel importante no planejamento
tributário, contribuindo com sua experiência e conhecimento para auxiliar as
organizações empregadoras a atingirem suas metas de planejamento tributário e, ao
mesmo tempo, cumprir as leis e os regulamentos fiscais. Ao fazer isso, os profissionais
da contabilidade ajudam a facilitar uma operação mais eficiente e eficaz do sistema
tributário de uma jurisdição, o que é de interesse público. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.4A2 As organizações empregadoras têm o direito de organizar seus negócios para fins de
planejamento tributário. Embora haja várias maneiras de alcançar esses objetivos, as
organizações empregadoras têm a responsabilidade de pagar impostos conforme
determinado por leis e regulamentos fiscais relevantes. Nesse sentido, o papel dos
profissionais da contabilidade é usar sua experiência e conhecimento para auxiliar as
organizações empregadoras a atingirem suas metas de planejamento tributário e
cumprir suas obrigações fiscais. No entanto, a prestação dessa assessoria pelos
profissionais da contabilidade pode envolver certos acordos de redução de impostos
que, embora não sejam proibidos por leis e regulamentos fiscais, podem criar ameaças
ao cumprimento dos princípios fundamentais. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.4A3 Em última análise, cabe a um tribunal ou a outro órgão judicial competente determinar
se um acordo de planejamento tributário está em conformidade com as leis e os
regulamentos fiscais relevantes. (Incluído pela Revisão NBC 28)
Descrição das Atividades de Planejamento Tributário
280.5A1 Atividades de planejamento tributário são atividades de assessoria destinadas a auxiliar
uma organização empregadora a planejar ou estruturar seus negócios de forma
eficiente em termos fiscais. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.5A2 As atividades de planejamento tributário abrangem uma ampla gama de tópicos ou
áreas. Exemplos dessas atividades incluem:
• assessorar a administração na estruturação das operações internacionais da
organização empregadora para minimizar seus impostos gerais;
• assessorar na estruturação de acordos de preços de transferência, considerando as
diretrizes de preços de transferência relacionadas a impostos;
• assessorar a administração na utilização de prejuízos de forma eficiente em termos
fiscais para a organização empregadora;
• assessorar a organização empregadora na estruturação de sua estratégia de
distribuição de capital de forma eficiente em termos fiscais;
• assessorar a administração na estruturação da estratégia de remuneração de
executivos seniores da organização empregadora para otimizar os benefícios
fiscais da organização empregadora;
• assessorar uma organização empregadora sem fins lucrativos sobre como
estruturar seus negócios para evitar violar seu status de organização sem fins
lucrativos; e
• assessorar a administração na estruturação dos investimentos da organização
empregadora para aproveitar os incentivos fiscais oferecidos por jurisdições ou
localidades. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.5A3 As atividades de planejamento tributário não incluem atividades geralmente designadas
como conformidade fiscal ou preparação de impostos, que são atividades para auxiliar a
organização empregadora a cumprir suas obrigações de declaração, relatório,
pagamento e outras obrigações segundo as leis e os regulamentos fiscais. Entretanto,
se uma atividade tributária abrange tanto o planejamento tributário quanto a
conformidade fiscal, a parte relacionada ao planejamento tributário é abordada nesta
seção. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.5A4 Esta seção se aplica independentemente da natureza da organização empregadora,
inclusive se for uma entidade de interesse público. (Incluído pela Revisão NBC 28)
Atividades Relacionadas
280.6A1 Pode haver casos em que o profissional da contabilidade esteja envolvido na execução
de uma atividade relacionada para uma organização empregadora que seja baseada ou
vinculada a um acordo de planejamento tributário desenvolvido por um prestador
terceirizado. Nesses casos, as disposições desta seção se aplicam ao acordo de
planejamento tributário subjacente. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.6A2 Exemplos dessas atividades relacionadas incluem:
• auxiliar a organização empregadora na resolução de uma disputa com a autoridade
fiscal sobre o acordo de planejamento tributário;
• representar a organização empregadora em processos administrativos ou judiciais
relativos ao acordo de planejamento tributário;
• implementar o acordo de planejamento tributário para a organização empregadora;
e
• assessorar a organização empregadora em uma aquisição onde a avaliação
depende do acordo de planejamento tributário estabelecido pelo alvo. (Incluído pela
Revisão NBC 28)
Não Conformidade com Leis e Regulamentos
280.7A1 Esta seção não aborda a evasão fiscal, que é ilegal. (Incluído pela Revisão NBC 28)
Leis e Regulamentos Antielisão
R280.8 Quando há leis e regulamentos, incluindo aqueles que podem ser referidos como
normas antielisivas, que limitam ou proíbem certos acordos de planejamento tributário, o
profissional da contabilidade deverá obter um entendimento dessas leis e regulamentos
e aconselhar a organização empregadora a cumpri-los ao realizar atividades de
planejamento tributário. (Incluído pela Revisão NBC 28)
Não Conformidade com Leis e Regulamentos
280.8A1 Se, no curso da execução de uma atividade de planejamento tributário, o profissional da
contabilidade tomar conhecimento de evasão fiscal ou suspeita de evasão fiscal, ou
outra não conformidade ou suspeita de não conformidade com leis e regulamentos
fiscais por uma organização empregadora, administração, responsáveis pela
governança ou outros indivíduos trabalhando para ou sob a direção da organização
empregadora, os requisitos e o material de aplicação estabelecidos na Seção 260 se
aplicam. (Incluído pela Revisão NBC 28)
Responsabilidades da Administração e dos Responsáveis pela Governança da Organização
Empregadora
280.9A1 Em relação ao planejamento tributário, a administração, com a supervisão dos
responsáveis pela governança, tem uma série de responsabilidades, incluindo:
• garantir que os assuntos fiscais da organização empregadora sejam conduzidos de
acordo com as leis e os regulamentos fiscais relevantes;
• manter todos os livros e registros e implementar os sistemas de controle interno
necessários para permitir que a organização empregadora cumpra suas obrigações
de conformidade fiscal;
• contratar especialistas para assessorar nos aspectos relevantes do acordo de
planejamento tributário;
• decidir se deve aceitar e implementar a recomendação ou assessoria do profissional
da contabilidade sobre um acordo de planejamento tributário;
• autorizar a apresentação de declarações de impostos da organização empregadora e
tratar com as autoridades fiscais competentes em tempo hábil;
• fazer as divulgações às autoridades fiscais competentes conforme exigido por leis e
regulamentos fiscais ou conforme necessário para dar suporte a uma posição fiscal,
incluindo detalhes de quaisquer acordos de planejamento tributário;
• fazer a divulgação adequada da estratégia e das políticas fiscais ou de outros
assuntos relacionados a impostos nas demonstrações financeiras ou em outros
documentos públicos pertinentes, de acordo com os requisitos de relatório aplicáveis;
e
• garantir que os acordos de planejamento tributário da organização empregadora
estejam de acordo com qualquer estratégia ou políticas fiscais divulgadas
publicamente. (Incluído pela Revisão NBC 28)
Responsabilidades de Todos os Profissionais da Contabilidade
R280.10 Como parte da execução de uma atividade de planejamento tributário para uma
organização empregadora, o profissional da contabilidade deverá obter um
entendimento da natureza da atividade de planejamento tributário, incluindo:
(a) o propósito, os fatos e as circunstâncias do acordo de planejamento tributário; e
(b) as leis e os regulamentos fiscais relevantes. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.11 A1 Espera-se que o profissional da contabilidade aplique competência profissional e
devido cuidado de acordo com a Subseção 113 da NBC PG 100 ao executar uma
atividade de planejamento tributário. Espera-se também que o profissional da
contabilidade tenha uma mente questionadora e exerça julgamento profissional de
acordo com a Seção 120 da NBC PG 100 ao considerar fatos e circunstâncias
específicas relacionadas à atividade de planejamento tributário. (Incluído pela Revisão
NBC 28)
Base para Recomendar ou Assessorar sobre um Acordo de Planejamento Tributário
R280.12 O profissional da contabilidade deverá recomendar ou assessorar sobre um acordo de
planejamento tributário de uma organização empregadora somente se o profissional da
contabilidade tiver determinado que há uma base confiável em leis e regulamentos para
o acordo. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.12A1 A determinação se há uma base confiável envolve o exercício de julgamento profissional
pelo profissional da contabilidade. Essa determinação variará dependendo da jurisdição
com base nas leis e nos regulamentos relevantes na época. (Incluído pela Revisão NBC
28)
280.12A2 Se o profissional da contabilidade determinar que o acordo de planejamento tributário
não tem uma base confiável em leis e regulamentos, o item R280.12 não impede o
profissional da contabilidade de explicar ao seu superior imediato ou a outro
responsável dentro da organização empregadora a justificativa do profissional da
contabilidade para a determinação ou o aconselhamento sobre um acordo alternativo
que tenha uma base confiável. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.12A3 O item R280.12 também não impede o profissional da contabilidade de auxiliar a
organização empregadora a remediar ou retificar um acordo de planejamento tributário
que não tenha uma base confiável. Esse tipo de atividade é uma atividade relacionada,
conforme descrito nos itens 280.6 A1 e A2. Isso inclui, por exemplo:
• auxiliar a organização empregadora a reestruturar um acordo de planejamento
tributário para obter uma base confiável como parte de uma atividade de resolução
de disputas fiscais; e
• acordar com a organização empregadora as mudanças apropriadas no acordo de
planejamento tributário para obter uma base confiável como parte da representação
da organização empregadora em processos administrativos ou judiciais. (Incluído
pela Revisão NBC 28)
280.12A4 Exemplos de ações que o profissional da contabilidade pode tomar para determinar se
há uma base confiável em relação a um determinado acordo de planejamento tributário
incluem:
• analisar os fatos e as circunstâncias relevantes, incluindo a finalidade econômica e
essência do acordo;
• avaliar a razoabilidade de quaisquer premissas;
• analisar a legislação fiscal relevante;
• analisar os procedimentos legislativos que discutem a intenção da legislação fiscal
relevante;
• analisar a literatura relevante, tais como decisões judiciais, periódicos profissionais
ou do setor e pareceres ou decisões de autoridades fiscais;
• considerar se a base usada para o acordo proposto é uma prática estabelecida que
não foi contestada pelas autoridades fiscais competentes;
• considerar a probabilidade de o acordo proposto ser aceito pelas autoridades fiscais
competentes se todos os fatos e as circunstâncias relevantes fossem divulgados;
• consultar um advogado ou outros especialistas dentro ou fora da organização
empregadora sobre qual seria uma interpretação razoável das leis e dos
regulamentos fiscais relevantes.
• consultar as autoridades fiscais competentes, quando aplicável. (Incluído pela
Revisão NBC 28)
R280.13 Se o profissional da contabilidade tomar conhecimento de circunstâncias que possam
impactar a determinação anterior da base confiável, o profissional da contabilidade
deverá reavaliar a validade dessa base. (Incluído pela Revisão NBC 28)
Consideração da Recomendação ou Assessoria Geral de Planejamento Tributário
R280.14 Além de determinar se há uma base confiável para o acordo de planejamento tributário,
o profissional da contabilidade deverá exercer julgamento profissional e considerar as
consequências reputacionais, comerciais e econômicas mais amplas que podem surgir
da maneira como partes interessadas veem o acordo. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.14A1 As consequências reputacionais e comerciais podem estar relacionadas a
implicações pessoais ou de negócios para a organização empregadora ou implicações
à reputação da organização empregadora e da profissão decorrentes de uma disputa
prolongada com as autoridades fiscais ou outras autoridades competentes. As
implicações à organização empregadora podem envolver publicidade adversa, custos,
multas ou penalidades, perda de tempo de gestão durante um período significativo e
potenciais consequências adversas para a organização empregadora. (Incluído pela
Revisão NBC 28)
280.14 A2 A conscientização sobre as consequências econômicas mais amplas pode levar em
conta o entendimento geral do profissional da contabilidade sobre o ambiente
econômico atual e o impacto do acordo de planejamento tributário na base fiscal da
jurisdição, ou os impactos relativos do acordo nas bases fiscais de várias jurisdições
onde a organização empregadora opera. (Incluído pela Revisão NBC 28)
R280.15 Se, após considerar os assuntos estabelecidos no item R280.14, o profissional da
contabilidade decidir não recomendar ou assessorar sobre um acordo de planejamento
tributário que a organização empregadora gostaria de adotar, o profissional da
contabilidade deverá informar a administração e, se apropriado, os responsáveis pela
governança, sobre isso e explicar a base da conclusão do profissional da contabilidade.
(Incluído pela Revisão NBC 28)
Acordos de Planejamento Tributário Envolvendo Múltiplas Jurisdições
280.16A1 Pode haver casos em que o profissional da contabilidade toma conhecimento de que
uma organização empregadora está obtendo um benefício fiscal ao contabilizar a
mesma transação em mais de uma jurisdição, especialmente se não houver um tratado
tributário entre as jurisdições. Nesses casos, embora a organização empregadora possa
estar em conformidade com as leis e os regulamentos fiscais de cada jurisdição, o
profissional da contabilidade pode aconselhar a administração a divulgar às autoridades
fiscais competentes os fatos e as circunstâncias específicos e os benefícios fiscais
derivados da transação nas diferentes jurisdições. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.16A2 Os fatores relevantes que o profissional da contabilidade pode considerar ao determinar
se deve fazer essa divulgação incluem:
• a importância dos benefícios fiscais nas jurisdições pertinentes;
• percepções dos stakeholders sobre a organização empregadora se os fatos e as
circunstâncias fossem do conhecimento dos stakeholders; e
• se existem princípios ou práticas global ou nacionalmente aceitos em relação à
divulgação de situações semelhantes às autoridades fiscais nas jurisdições
pertinentes. (Incluído pela Revisão NBC 28)
Circunstâncias de Incerteza
280.17A1 Ao determinar se há uma base confiável para o acordo de planejamento tributário, o
profissional da contabilidade pode encontrar circunstâncias que dão origem à incerteza
quanto à conformidade do acordo de planejamento tributário proposto com as leis e os
regulamentos fiscais relevantes. Essa incerteza torna mais desafiador para o
profissional da contabilidade determinar se há uma base confiável em leis e
regulamentos para o acordo de planejamento tributário e pode, portanto, criar ameaças
ao cumprimento dos princípios fundamentais. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.17A2 As circunstâncias que podem dar origem à incerteza incluem:
• dificuldade em estabelecer uma base factual adequada;
• dificuldade em estabelecer uma base de premissas adequada;
• falta de clareza nas leis e nos regulamentos fiscais e sua interpretação, incluindo:
o lacunas nas leis e nos regulamentos fiscais;
o contestações a decisões judiciais anteriores;
o leis e regulamentos fiscais conflitantes em diferentes jurisdições em
circunstâncias que envolvem transações internacionais;
o modelos de negócios inovadores não abordados pelas atuais leis e pelos
regulamentos fiscais;
o recentes decisões ou posições judiciais ou de autoridades fiscais que lançam
dúvidas sobre acordos de planejamento tributário semelhantes;
o complexidade na interpretação ou aplicação das leis e dos regulamentos fiscais
de um ponto de vista técnico ou jurídico;
o falta de precedente, decisão ou posição legal;
• falta de clareza quanto à finalidade econômica e à essência do acordo de
planejamento tributário; e
• falta de clareza sobre os beneficiários finais do acordo de planejamento tributário.
(Incluído pela Revisão NBC 28)
R280.18 Quando houver incerteza quanto à conformidade de um acordo de planejamento
tributário com as leis e os regulamentos fiscais relevantes, o profissional da
contabilidade deverá discutir a incerteza com a administração e, se apropriado, com os
responsáveis pela governança. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.18A1 A discussão atende a vários propósitos, incluindo:
• explicar a avaliação do profissional da contabilidade sobre a probabilidade de as
autoridades fiscais competentes terem uma visão que apoie o acordo de
planejamento tributário quando houver falta de clareza na interpretação das leis e
dos regulamentos fiscais relevantes;
• considerar quaisquer premissas feitas ao estabelecer a base sobre a qual a
assessoria de planejamento tributário é fornecida;
• obter quaisquer informações adicionais da administração e, se apropriado, dos
responsáveis pela governança que possam reduzir a incerteza;
• discutir quaisquer consequências reputacionais, comerciais ou econômicas mais
amplas ao adotar o acordo de planejamento tributário; e
• discutir potenciais cursos de ação para mitigar a possibilidade de consequências
adversas para a organização empregadora, incluindo a consideração de divulgação
às autoridades fiscais competentes. (Incluído pela Revisão NBC 28)
Potenciais Ameaças Decorrentes da Realização de uma Atividade de Planejamento Tributário
280.19A1 Realizar uma atividade de planejamento tributário para uma organização empregadora
pode criar uma ameaça de interesse próprio, autorrevisão, defesa ou intimidação. Por
exemplo:
• uma ameaça de autorrevisão pode ser criada quando o profissional da
contabilidade tiver realizado recentemente uma atividade de avaliação para a
organização empregadora para fins fiscais, cujo resultado é então tomado como
base ou é um dado essencial para uma atividade de planejamento tributário para a
organização empregadora;
• uma ameaça de interesse próprio pode ser criada quando as perspectivas de
progressão na carreira do profissional da contabilidade dependem do
desenvolvimento de um acordo de planejamento tributário criativo para o qual a
interpretação das leis e dos regulamentos fiscais relevantes não é clara;
• uma ameaça de interesse próprio pode ser criada quando o profissional da
contabilidade participa de um plano de remuneração por incentivo impactado pela
elaboração de um acordo de planejamento tributário pelo profissional da
contabilidade;
• uma ameaça de interesse próprio pode ser criada quando o profissional da
contabilidade tem a posse de informações confidenciais obtidas do envolvimento do
profissional da contabilidade na formulação ou elaboração de políticas, leis ou
regulamentos fiscais para uma agência governamental e as informações
confidenciais seriam valiosas para assessorar a organização empregadora do
profissional da contabilidade em seus acordos de planejamento tributário;
• ameaças de interesse próprio e de defesa podem ser criadas quando o profissional
da contabilidade defende a posição de uma organização empregadora em um
acordo de planejamento tributário sobre o qual o profissional da contabilidade já
havia assessorado perante uma autoridade fiscal quando há indícios de que o
acordo pode não ter uma base confiável em leis e regulamentos;
• ameaças de interesse próprio e de intimidação podem ser criadas quando um
proprietário ou líder dominante da organização empregadora exerce influência
significativa sobre a elaboração de um acordo tributário específico, de uma forma
que pode influenciar a determinação do profissional da contabilidade de que há
uma base confiável para o acordo em leis e regulamentos; e
• ameaças de interesse próprio e de intimidação podem ser criadas quando o
profissional da contabilidade enfrenta uma possível demissão devido à posição que
a organização empregadora insiste em buscar em relação a um acordo de
planejamento tributário. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.19A2 Os fatores relevantes na avaliação do nível dessas ameaças incluem:
• o grau de transparência em relação à transação comercial subjacente ou às
circunstâncias, incluindo, quando aplicável, a identidade dos beneficiários finais;
• se o acordo de planejamento tributário tem uma finalidade econômica e substância
claras com base na transação comercial ou nas circunstâncias subjacentes;
• a natureza e a complexidade da transação comercial ou das circunstâncias
subjacentes;
• a complexidade ou clareza das leis e dos regulamentos fiscais relevantes;
• se o profissional da contabilidade sabe, ou tem motivos para acreditar, que o
acordo de planejamento tributário seria contrário à intenção da legislação tributária
relevante;
• o número de jurisdições envolvidas e a natureza de seus regimes tributários;
• a extensão da experiência e o conhecimento do profissional da contabilidade nas
áreas fiscais pertinentes;
• a importância da potencial economia de impostos;
• a natureza e a importância de quaisquer incentivos oferecidos ao profissional da
contabilidade para desenvolver o acordo;
• até que ponto o profissional da contabilidade está ciente de que o acordo de
planejamento tributário reflete uma prática estabelecida que não foi contestada
pelas autoridades fiscais competentes;
• se há pressão sendo exercida sobre o profissional da contabilidade;
• o grau de urgência na implementação do acordo de planejamento tributário;
• se é um acordo de planejamento tributário usado para vários clientes com pouca
modificação para as circunstâncias específicas da organização empregadora; e
• a cultura organizacional da organização empregadora. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.19 A3 Exemplos de ações que podem eliminar essas ameaças incluem:
• aconselhar a organização empregadora a estruturar o acordo de planejamento
tributário de modo que esteja de acordo com uma interpretação ou decisão
existente emitida pelas autoridades fiscais competentes;
• obter uma decisão antecipada das autoridades fiscais ou outras autoridades
competentes, sempre que possível; e
• aconselhar a administração a não adotar o acordo de planejamento tributário.
(Incluído pela Revisão NBC 28)
280.19 A4 Exemplos de ações que podem ser salvaguardas para tratar essas ameaças
incluem:
• estabelecer a identidade dos beneficiários finais;
• aconselhar a organização empregadora a estruturar o acordo de planejamento
tributário para que se alinhe melhor com a finalidade econômica e essência
subjacentes;
• aconselhar a organização empregadora a estruturar o acordo de planejamento
tributário com base em uma prática estabelecida que atualmente não esteja sujeita
à contestação pelas autoridades fiscais competentes ou que seja conhecida por ter
sido aceita pelas autoridades fiscais competentes;
• consultar um advogado ou outro especialista dentro ou fora da organização
empregadora nas áreas fiscais pertinentes;
• obter uma opinião de um profissional devidamente qualificado (como um advogado
ou outro profissional da contabilidade) sobre a interpretação das leis e dos
regulamentos fiscais relevantes, conforme aplicadas às circunstâncias específicas;
• ter um especialista tributário, que não esteja envolvido na atividade de
planejamento tributário, revisando qualquer trabalho realizado ou conclusões
alcançadas pelo profissional da contabilidade com relação ao acordo de
planejamento tributário; e
• fazer com que a organização empregadora forneça total transparência sobre o
acordo de planejamento tributário às autoridades fiscais competentes, incluindo os
objetivos, os aspectos comerciais e legais, e os beneficiários finais do acordo de
planejamento tributário. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.19A5 Exemplos de medidas que o profissional da contabilidade pode tomar para estabelecer
a identidade dos beneficiários finais incluem:
• fazer indagações à administração e a outros indivíduos dentro ou fora da
organização empregadora, levando em consideração o princípio da
confidencialidade;
• analisar registros fiscais, demonstrações financeiras e outros registros corporativos
relevantes da organização empregadora; e
• pesquisar registros públicos relevantes. (Incluído pela Revisão NBC 28)
Comunicação da Base da Recomendação ou Assessoria de Planejamento Tributário
R280.20 O profissional da contabilidade deverá explicar à administração e, se apropriado, aos
responsáveis pela governança a base na qual o profissional da contabilidade
recomendou ou assessorou sobre um acordo de planejamento tributário para a
organização empregadora. (Incluído pela Revisão NBC 28)
Discordância sobre o Acordo de Planejamento Tributário
R280.21 Se o profissional da contabilidade discordar de seu superior imediato ou de outro
responsável dentro da organização empregadora de que um acordo de planejamento
tributário que a organização empregadora gostaria de adotar tem uma base confiável, o
profissional da contabilidade deverá:
(a) informar o superior imediato ou outro responsável dentro da organização
empregadora e, se apropriado, os responsáveis pela governança, sobre a avaliação
do profissional da contabilidade;
(b) comunicá-los sobre as potenciais consequências de adotar o acordo; e
(c) aconselhá-los a não adotar o acordo. (Incluído pela Revisão NBC 28)
R280.22 Se o superior imediato ou outro responsável dentro da organização empregadora
decidir adotar o acordo de planejamento tributário, apesar do aconselhamento do
profissional da contabilidade em contrário, o profissional da contabilidade deverá
considerar:
• tomar medidas para que os detalhes do acordo e as diferenças de pontos de vista
sejam comunicados ao nível de autoridade imediatamente superior dentro da
organização empregadora e, se apropriado, aos responsáveis pela governança;
• aconselhar a organização empregadora a fazer a divulgação completa do acordo às
autoridades fiscais competentes; e
• comunicar os detalhes do acordo e as diferenças de pontos de vista ao auditor
externo da organização empregadora, se houver. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.22A1 À luz da resposta do superior imediato ou de outro responsável dentro da organização
empregadora ao aconselhamento do profissional da contabilidade, o profissional da
contabilidade também pode considerar se há a necessidade de se desvincular da
organização empregadora. (Incluído pela Revisão NBC 28)
280.22 A2 Muitas organizações empregadoras estabeleceram protocolos e procedimentos
sobre como levantar questões éticas ou de outra natureza internamente. Esses
protocolos e procedimentos incluem, por exemplo, uma política de ética ou um
mecanismo interno de denúncias. Esses protocolos e procedimentos podem permitir
que problemas sejam comunicados anonimamente por meio de canais designados.
(Incluído pela Revisão NBC 28)
Documentação
280.23A1 Ao realizar uma atividade de planejamento tributário, o profissional da contabilidade é
incentivado a documentar em tempo hábil:
• o propósito, as circunstâncias e a essência do acordo de planejamento tributário;
• a identidade dos beneficiários finais;
• a natureza de quaisquer incertezas;
• a análise do profissional da contabilidade, os cursos de ação considerados, os
julgamentos feitos e as conclusões alcançadas ao assessorar a organização
empregadora no desenvolvimento do acordo de planejamento tributário;
• os resultados das discussões com o superior imediato do profissional da
contabilidade e com os níveis apropriados da administração, os responsáveis pela
governança e outras partes;
• a resposta do superior imediato do profissional da contabilidade, da administração
e, quando aplicável, dos responsáveis pela governança ao aconselhamento do
profissional da contabilidade; e
• qualquer discordância com o superior imediato do profissional da contabilidade, a
administração e, quando aplicável, os responsáveis pela governança. (Incluído pela
Revisão NBC 28)
280.23A2 A preparação dessa documentação auxilia o profissional da contabilidade a:
• considerar as consequências reputacionais, comerciais e econômicas mais amplas
que podem surgir da maneira como os stakeholders podem ver o acordo;
• desenvolver a análise do profissional da contabilidade sobre fatos, circunstâncias,
leis e regulamentos tributários relevantes e quaisquer premissas feitas ou alteradas;
• registrar a base dos julgamentos profissionais no momento em que foram feitos ou
alterados;
• apoiar a posição se o acordo de planejamento tributário for contestado pelas
autoridades fiscais competentes; e
• demonstrar que o profissional da contabilidade cumpriu as disposições desta seção.
(Incluída pela Revisão NBC 28)
Vigência
Esta Norma entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1º de
janeiro de 2020, e revoga a NBC PG 200, publicada no DOU, Seção 1, de 25/3/2014.
Brasília, 21 de novembro de 2019.
Contador Zulmir Ivânio Breda
Presidente
Ata CFC n.º 1.057.