Fontes históricas dos Jogos da Grécia Antiga mencionam saltos de até 15 metros de
comprimento. Isto fez com que pesquisadores e historiadores concluíssem que esta distância
deveria ter sido alcançada com uma série de saltos, o que levou ao conceito moderno do salto
triplo. Porém, não há nenhuma evidência deste salto ter sido incluído nos Jogos da Antiguidade
e é possível que o registro de distâncias tão grandes possam ter sido mais fruto da licença
poética dos autores de poemas sobre as vitórias gregas do que uma tentativa de fazer um
registro apurado dos resultados.[3]
Na mitologia irlandesa, o geal-ruith (salto triplo) era um evento disputado nos Jogos Tailteann,
da Irlanda pré-cristã, desde datas tão antigas quanto 1829 a.C.[4]
O salto triplo faz parte da competição olímpica desde sua primeira edição moderna em Atenas
1896. O primeiro campeão olímpico foi o americano James Connolly.[5] Nos primeiros Jogos
porém, os dois primeiros pulos do salto eram dados no mesmo pé e então o salto final.[6]
Assim como no salto em distância, no início também havia a modalidade do salto triplo sem
corrida, apenas com a impulsão do corpo saindo da inércia, modalidade não mais disputada.
Ele estreou para as mulheres apenas em Atlanta 1996, exatamente cem anos depois de sua
introdução nos Jogos Olímpicos, sendo vencido pela ucraniana Inessa Kravets, que também é a
recordista mundial da prova, com 15,50 m.[7] O recorde mundial masculino é do britânico
Jonathan Edwards, com 18,29 m [8] e o feminino da venezuelana Yulimar Rojas, com 15,74 m,
o único recorde mundial absoluto do atletismo em pista coberta – indoor.[9] Os atuais
campeões olímpicos são Pedro Pichardo de Portugal e Yulimar Rojas da Venezuela.
De todas as modalidades do atletismo olímpico, esta é a de maior tradição para o mundo
lusófono. O Brasil tem quatro grandes nomes na história do salto, com Adhemar Ferreira da
Silva, recordista mundial e bicampeão olímpico em Helsinque 1952 e Melbourne 1956,[10]
Nelson Prudêncio, recordista mundial e medalha de prata na Cidade do México 1968 e bronze
em Munique 1972,[11] João Carlos de Oliveira, o “João do Pulo”, recordista mundial e
medalhas de bronze em Montreal 1976 e Moscou 1980[12] e Jadel Gregório, três vezes
medalha de prata em Mundiais e o atual recordista brasileiro;[13] por seu lado, Portugal tem
Nélson Évora, campeão olímpico em Pequim 2008 e campeão mundial em Osaka 2007[14] e
Pedro Pichardo, campeão olímpico em Tóquio 2020 e mundial em Eugene 2022.[15