0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações23 páginas

Análise do Diagrama Tensão-Deformação

O documento aborda propriedades do concreto e do aço, essenciais para o entendimento do concreto armado na engenharia civil. São discutidos conceitos como diagrama tensão-deformação, Lei de Hooke e módulo de elasticidade, que são fundamentais para a análise e projeto de estruturas. O texto também detalha métodos experimentais para a determinação do módulo de elasticidade do concreto, incluindo ensaios estáticos e dinâmicos.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações23 páginas

Análise do Diagrama Tensão-Deformação

O documento aborda propriedades do concreto e do aço, essenciais para o entendimento do concreto armado na engenharia civil. São discutidos conceitos como diagrama tensão-deformação, Lei de Hooke e módulo de elasticidade, que são fundamentais para a análise e projeto de estruturas. O texto também detalha métodos experimentais para a determinação do módulo de elasticidade do concreto, incluindo ensaios estáticos e dinâmicos.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ESTRUTURAS DE CONCRETO I

AULA 2

Prof.ª Fernanda dos Santos Gentil


CONVERSA INICIAL

Nesta abordagem, veremos algumas propriedades do concreto e do aço,


os quais combinados compõem o concreto armado.
Os conteúdos que aqui serão trabalhados são: diagrama tensão-
deformação; Lei de Hooke e módulo de elasticidade; diagrama tensão-
deformação do concreto; deformações do concreto e diagrama tensão-
deformação do aço.
No contexto da engenharia civil, o conhecimento desses conceitos é
essencial para o projeto e a análise de estruturas de concreto e aço. Eles
permitem determinar a capacidade de carga, a resistência e o comportamento
desses materiais sob diferentes condições de carregamento, garantindo a
segurança e a eficiência das construções. Além disso, são fundamentais para o
cálculo de deslocamentos, a previsão de deformações e a escolha adequada
dos materiais em projetos de engenharia.

TEMA 1 – DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO

Os diagramas tensão-deformação (σ x ε) são provenientes por meio de


ensaio de resistência à tração ou compressão, onde é aplicada uma força
crescente em um corpo de prova e medida a sua deformação para várias etapas
do carregamento.
Para melhor entendimento, como apresentado na Figura 1, considera-se
uma barra submetida nas extremidades por forças axiais denominadas N, que
produzem alongamento uniforme na barra. Em virtude dessas forças originam-
se esforços internos no interior da barra. Em sequência, considera-se um corte
imaginário na seção m-m, normal ao seu eixo. Para se manter o equilíbrio na
peça, os esforços precisam ser equivalentes à resultante, de intensidade N.

Figura 1 – Barra submetida ao esforço de tração

Fonte: Fernanda dos Santos Gentil, 2023.

2
Após realizar a seção m-m é possível verificar, como apresentado na
Figura 2, que as forças foram distribuídas perpendicularmente e uniformemente
sobre toda a seção transversal. Tal fenômeno é chamado de tensão normal. As
tensões são determinadas pela relação 𝜎𝜎 = 𝑁𝑁/𝐴𝐴, onde “N” é caracterizado como
sendo a força aplicada no corpo de prova e “A” é a área da amostra que está
submetida ao carregamento.

Figura 2 – Tensão normal

Fonte: Fernanda dos Santos Gentil, 2023.

O alongamento de uma barra sob força axial é designado pelo símbolo ∆𝑙𝑙,
como pode ser visualizado na Figura 1, que é obtido por meio da diferença entre
o alongamento da amostra, após submetida neste caso por esforços de tração,
e o valor do comprimento original da amostra. O alongamento por unidade de
comprimento, conhecido por deformação específica, é representado pela letra
grega 𝜀𝜀 (épsilon) que é calculada por 𝜀𝜀 = ∆𝑙𝑙/𝑙𝑙, onde "𝑙𝑙" é o comprimento original
do corpo de prova antes de receber os esforços.
Considere a Figura 3 que representa alguns tipos de diagramas de
tensão-deformação.

Figura 3 – Diagramas de tensão-deformação

Fonte: Mascia, 2006.

3
A partir da Figura 3 é possível verificar que as Figuras 3 (a) e (b) são
diagramas tensão-deformação provenientes de materiais dúcteis e a Figura 3 (c)
é de materiais frágeis. A ruptura dos materiais dúcteis acontece por intermédio
de grandes deformações, já nos materiais frágeis esse comportamento não
ocorre. Dentre os materiais dúcteis estão o aço e o alumínio, já os materiais
frágeis são representados, por exemplo, por ferro fundido e concreto.
Os materiais dúcteis caracterizam-se por apresentarem escoamento a
temperaturas normais. Por exemplo, no ensaio de resistência à tração quando o
carregamento atinge um valor máximo, a área da seção transversal começa a
diminuir seu tamanho, em virtude da perda de resistência local. Esse fenômeno
é caracterizado como estricção. Após começar esse fenômeno, um baixo
acréscimo de carga é necessário para manter a amostra se deformando, até que
ocorra a ruptura.
Os materiais frágeis caracterizam-se por não apresentarem o
escoamento. Dessa forma, não ocorre alteração muito relevante no mecanismo
de deformação. Nota-se que não há diferença entre a tensão limite de resistência
e a tensão de ruptura. Ao se compararem ambos tipos de materiais, pode-se
constatar que a deformação até a ruptura é inferior nos materiais frágeis do que
nos materiais dúcteis.

TEMA 2 – LEI DE HOOKE E MÓDULO DE ELASTICIDADE

2.1 Lei de Hooke

Ao se estudar sobre os diagramas de tensão-deformação, é importante


entender o conceito da Lei de Hooke a qual é amplamente utilizada na
engenharia e na ciência dos materiais para análise de estruturas elásticas,
cálculo de deformações e dimensionamento de elementos estruturais.
A partir da Lei de Hooke é possível relacionar a tensão, módulo de
elasticidade e deformação, especificada pela seguinte equação:

𝜎𝜎 = 𝐸𝐸 𝑥𝑥 𝜀𝜀 Equação 1

Onde
𝜎𝜎= tensão (MPa)
E= módulo de elasticidade (MPa)

4
𝜀𝜀= deformação do corpo de prova.

2.2 Módulo de elasticidade

Como observado na Equação 1 é preciso saber o módulo de elasticidade


do material que está sendo testado. Esse módulo é caracterizado como sendo
uma grandeza mecânica que mede a rigidez de um material sólido, e como visto
anteriormente, pode ser definido com base nas relações entre tensões e
deformações.
O valor do módulo de elasticidade é diferente para cada tipo de material,
como por exemplo:

• Módulo de elasticidade do aço: ~210 GPa;


• Módulo de elasticidade do alumínio: ~70 GPa;
• Módulo de elasticidade do concreto: ~25 GPa;
• Módulo de elasticidade da madeira: ~12 GPa.

Outra maneira de se obter o módulo de elasticidade é pelo diagrama


tensão-deformação, sendo caracterizado, neste caso, como o coeficiente
angular da parte linear do diagrama. Para melhor entendimento considere a
Figura 4.

Figura 4 – Módulo de elasticidade pelo diagrama de tensão-deformação

Fonte: Mascia, 2006.

5
Com base na Figura 4, pode-se constatar que, ao aplicar a relação
trigonométrica da tangente do ângulo, formado pela relação entre tensão (𝜎𝜎) e
deformação (𝜀𝜀), encontra-se o valor do módulo de elasticidade.
No concreto armado, sob esforço de compressão, podem ser definidos os
módulos de elasticidade apresentados na Figura 5.

Figura 5 – Módulos de elasticidade

Fonte: Araújo; Guimarães; Geyer, 2012.

Observando-se a Figura 5, sabe-se que o módulo tangente apresenta


valor variável em cada ponto e é obtido pela inclinação da reta tangente à curva
nesse ponto; o módulo de deformação tangente na origem, ou módulo tangente
inicial é proveniente da inclinação da reta tangente à curva na origem. Este último
é determinado pelo ensaio dinâmico por ultrassom. O módulo tangente inicial é
indicado para comprovar se há descontinuidade no material. O valor do módulo
secante é variável em cada ponto e é dado pela inclinação da reta que une a
origem com esse ponto.
De acordo com a norma ABNT NBR 6.118, quando não forem realizados
ensaios e não existirem dados precisos sobre o concreto utilizado na idade de

6
28 dias, é possível estimar o valor do módulo tangente inicial do concreto ( 𝐸𝐸𝑐𝑐𝑐𝑐 ),
a partir das seguintes equações (ABNT, 2014):

𝐸𝐸𝑐𝑐𝑐𝑐 = 𝛼𝛼𝐸𝐸 𝑥𝑥5600𝑥𝑥�𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐 para 𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐 de 20 MPa a 50 MPa Equação 2


𝑓𝑓
𝐸𝐸𝑐𝑐𝑐𝑐 = 21,5. 103 𝑥𝑥 𝛼𝛼𝐸𝐸 𝑥𝑥 ( 10
𝑐𝑐𝑐𝑐
+ 1,25)1/3 para 𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐 de 55 MPa a 90 MPa Equação 3

Onde
𝛼𝛼𝐸𝐸 =1,2 para basalto e diabásio;
𝛼𝛼𝐸𝐸 = 1,0 para granito e gnaisse;
𝛼𝛼𝐸𝐸 = 0,9 para calcário;
𝛼𝛼𝐸𝐸 = 0,7 para arenito.

O módulo secante (𝐸𝐸𝑐𝑐𝑐𝑐 ) para concreto pode ser obtido de acordo com o
método de ensaio especificado na norma ABNT NBR 8.522, ou estimado pela
equação:

𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐
𝐸𝐸𝑐𝑐𝑐𝑐 = 𝛼𝛼𝑖𝑖 𝑥𝑥 𝐸𝐸𝑐𝑐𝑐𝑐 = �0,8 + 0,2 𝑥𝑥 � 𝑥𝑥 𝐸𝐸𝑐𝑐𝑐𝑐 ≤ 𝐸𝐸𝑐𝑐𝑐𝑐 Equação 4
80

No Quadro 1 estão representados os valores estimados de módulos de


elasticidade do concreto, pela norma ABNT NBR 6.118, que podem ser utilizados
no projeto estrutural (ABNT, 2014).

Quadro 1 – Valores estimados de módulo de elasticidade em função da


resistência característica à compressão do concreto, considerando a utilização
de granito como agregado graúdo.

Classe de C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 C60 C70 C80 C90
resistência
𝑬𝑬𝒄𝒄𝒄𝒄 (GPa) 25 28 31 33 35 38 40 42 43 45 47
𝑬𝑬𝒄𝒄𝒄𝒄 (GPa) 21 24 27 29 32 34 37 40 42 45 47
𝜶𝜶𝒊𝒊 0,85 0,86 0,88 0,89 0,90 0,91 0,92 0,95 0,98 1,00 1,00

Fonte: ABNT, 2014.

Para tensões de compressão menores que 0,5. 𝑓𝑓𝑓𝑓 (resistência à


compressão do concreto), pode-se admitir uma relação linear entre tensões e

7
deformações, adotando-se para módulo de elasticidade o valor secante para o
concreto dado pela Equação 4.
Ao se aprender sobre o módulo de elasticidade do concreto é importante
compreender quais são os fatores que influenciam seus valores. De acordo com
Mehta e Monteiro (2014), os fatores que afetam o módulo de elasticidade do
concreto são:

• Parâmetros de ensaio: umidade do corpo de prova e condições de


carregamento;
• Matriz cimentícia: porosidade e módulo de elasticidade da matriz
cimentícia;
• Interface da zona de transição: porosidade e composição da interface da
zona de transição;
• Agregado: porosidade, módulo de elasticidade do agregado e fração
volumétrica.

2.2.1 Métodos experimentais de determinação do módulo de elasticidade

Para o controle do valor do módulo de elasticidade determinado pelo


projetista podem ser empregados diversos métodos de ensaio, como por
exemplo, pela forma estática ou pela forma dinâmica.
A determinação do módulo de elasticidade estático pode ser realizada por
meio de um ensaio de compressão uniaxial estática. Esse ensaio envolve a
aplicação gradual de cargas de compressão em corpos de prova de concreto e
a medição das deformações resultantes. Segue o procedimento básico para
determinar o módulo de elasticidade do concreto pela forma estática:

• Preparação dos corpos de prova: moldam-se cilindros ou cubos de


concreto conforme as normas específicas. Os corpos de prova devem ser
curados adequadamente em água, a uma temperatura controlada, para
garantir a hidratação do cimento e o desenvolvimento das propriedades
do concreto;
• Fixação do corpo de prova: coloca-se o corpo de prova entre placas
rígidas de carregamento, que devem estar niveladas e com superfícies
planas e paralelas;
• Carregamento gradual: aplica-se uma carga axial compressiva
gradualmente ao corpo de prova. O carregamento deve ser feito de forma

8
controlada, com incrementos de carga uniformes, permitindo a medição
das deformações em cada etapa;
• Medição das deformações: utilizam-se extensômetros ou outros
dispositivos de medição adequados para acompanhar as deformações do
corpo de prova durante o carregamento. Os extensômetros são fixados
na superfície do corpo de prova e registram as mudanças de comprimento
axial;
• Registro das cargas e deformações: a cada incremento de carga,
registram-se as cargas aplicadas e as deformações correspondentes.
Isso é feito para diferentes níveis de carga, abrangendo toda a faixa de
deformação elástica do concreto;
• Cálculo do módulo de elasticidade: o módulo de elasticidade é
determinado a partir da análise dos dados de carga versus deformação.
Geralmente, utiliza-se a relação linear entre a tensão (carga dividida pela
área transversal do corpo de prova) e a deformação axial. O módulo de
elasticidade é calculado como a inclinação da reta obtida no gráfico
tensão-deformação, na região elástica.

É importante seguir as normas técnicas e recomendações específicas


para a realização do ensaio para a determinação do módulo de elasticidade
estático, como as normas brasileiras ABNT NBR 5.739 e ABNT NBR 8.522, que
estabelecem os procedimentos e critérios para ensaios de compressão em
corpos de prova de concreto.
A determinação do módulo de elasticidade do concreto pela forma
dinâmica envolve o uso de ensaios não destrutivos, nos quais são aplicadas
ondas de impacto ou vibrações ao material e as características dessas ondas
são analisadas para determinar as propriedades elásticas do concreto. Existem
várias técnicas de ensaios dinâmicos utilizadas para determinar o módulo de
elasticidade do concreto. Algumas das mais comuns são:

• Ensaio de ressonância de frequência: nesse ensaio, um dispositivo é


usado para excitar o corpo de prova de concreto com uma vibração de
frequência conhecida. O dispositivo mede a resposta do corpo de prova,
ou seja, as frequências naturais de vibração. Com base nessas
frequências e nas dimensões do corpo de prova, é possível calcular o
módulo de elasticidade do concreto;

9
• Ensaio de ondas ultrassônicas: nesse ensaio, pulsos ultrassônicos são
gerados em um transdutor e transmitidos através do concreto. Sensores
recebem esses pulsos e registram o tempo de trânsito das ondas através
do material. Com base na velocidade de propagação das ondas
ultrassônicas, é possível calcular o módulo de elasticidade.

É importante lembrar que a precisão dos resultados obtidos por meio de


ensaios dinâmicos pode ser influenciada por vários fatores, como a qualidade do
concreto, a umidade, a temperatura, a presença de armaduras e a geometria do
corpo de prova. Portanto, é necessário seguir as normas e recomendações
específicas para cada ensaio, a fim de obter resultados confiáveis.
Essas técnicas de ensaio dinâmico são úteis quando se deseja obter
estimativas rápidas e não destrutivas do módulo de elasticidade do concreto em
estruturas existentes ou em locais onde a extração de corpos de prova não é
viável. No entanto, em algumas situações, especialmente em projetos de
engenharia civil, é recomendado complementar os ensaios dinâmicos com
ensaios estáticos para uma avaliação mais precisa do comportamento elástico
do concreto.

2.3 Aplicações

Com intuito de fixar e aplicar o conteúdo apresentado neste tópico


considere o seguinte exercício: um aço de médio carbono que apresenta o
módulo de elasticidade de 210 GPa e tensão de escoamento de 350 N/mm², qual
é a máxima deformação que o material pode apresentar obedecendo ao regime
elástico?
Para resolver essa questão, é preciso relembrar da equação que relaciona
tensão, módulo de elasticidade e deformação. Dessa forma, a equação a ser
utilizada é:

𝜎𝜎 = 𝐸𝐸 𝑥𝑥 𝜀𝜀 Equação 1

Com base nessa equação, o próximo passo é substituir os valores


oferecidos no enunciado da questão. Assim a tensão (𝜎𝜎) é igual a 350 N/mm²
que é a mesma coisa que 350 MPa e, o módulo de elasticidade é igual a 210
GPa que corresponde a 210.000 MPa. Dessa forma, a deformação encontrada
será no valor de 0,167% como apresentado no cálculo a seguir:

10
𝜎𝜎 = 𝐸𝐸 𝑥𝑥 𝜀𝜀
350 𝑀𝑀𝑀𝑀𝑀𝑀 = 210.000 𝑀𝑀𝑀𝑀𝑀𝑀 𝑥𝑥 𝜀𝜀
𝜀𝜀 = 1,67 𝑥𝑥 10−3 x 100
𝜀𝜀 ≅ 0,167%

Considere outra situação: uma barra de alumínio possui uma secção


transversal quadrada com 60 mm de lado, o seu comprimento é de 1,2 m. A
carga axial aplicada na barra é de 36 kN. Determine o seu alongamento, sabendo
que o módulo de elasticidade é de 70 GPa. Para a resolução desta questão será
preciso utilizar as seguintes equações

𝜎𝜎 = 𝐸𝐸 𝑥𝑥 𝜀𝜀 Equação 1
𝑁𝑁
𝜎𝜎 = 𝐴𝐴
Equação 5
∆𝑙𝑙
𝜀𝜀 = 𝑙𝑙
Equação 6

Inicia-se a resolução primeiramente determinando a área da seção


transversal, neste caso, precisa-se calcular a área de um quadrado com a
dimensão de lado de 60 mm. Como é um quadrado é preciso fazer 60 mm x 60
mm encontrando um valor de 3.600 mm².
Depois de calcular a área, o próximo passo será a conversão da carga de
36 kN para N, encontrando um valor de 36.000 N. Feito isso, a sequência será a
aplicação destes valores na Equação 5. Assim a tensão (𝜎𝜎) será a divisão de
36.000 N (carga) por 3.600 mm²(área), totalizando um valor de 10 MPa.
Como já foi calculado a tensão e, pelo enunciado foi oferecido o módulo
de elasticidade, agora é necessário a utilização da Equação 1 para a
determinação da deformação (𝜀𝜀). Para isso, passa-se o módulo de elasticidade
do alumínio de 70 GPa para 70.000 MPa. Após este ajuste para encontrar 𝜀𝜀 é
preciso dividir o valor da tensão que é de 10 MPa pelo módulo de elasticidade
de 70.000 MPa, encontrando para 𝜀𝜀 aproximadamente igual a 1,4286 x 10−4 .
Sabendo o valor da deformação o próximo passo é utilizar a Equação 6
para encontrar o alongamento da barra (∆𝑙𝑙). Então o alongamento será o valor
da deformação 1,4286 x 10−4 multiplicada pelo comprimento inicial da barra que
é de 1.200 mm (1,2m), assim o valor do ∆𝑙𝑙 será aproximadamente de 0,1714
mm.

11
TEMA 3 – DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO DO CONCRETO

Os diagramas tensão-deformação do concreto descrevem a relação entre


a tensão aplicada e a deformação resultante no material. No caso do concreto,
essa relação não é linear e apresenta diferentes comportamentos em diferentes
faixas de tensão.
O concreto comporta-se como material frágil quando submetido a tensão
de tração. Por outro lado, apresenta comportamento que pode ser admitido como
plástico sob compressão.
Para concretos submetidos a esforços de compressão a norma ABNT
NBR 6.118 indica o diagrama de tensão-deformação a compressão como sendo
um diagrama simplificado, composto por uma curva de grau “n” que passa pela
origem e tem seu vértice no ponto de abscissa 𝜀𝜀𝑐𝑐2 (deformação específica de
encurtamento do concreto no início do patamar plástico) e ordenada 0,85𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐
(resistência de cálculo à compressão do concreto) e de uma reta entre as
deformações 𝜀𝜀𝑐𝑐2 e 𝜀𝜀𝑐𝑐𝑐𝑐 (deformação específica de encurtamento do concreto na
ruptura), a tangente a curva e paralela ao eixo das abscissas. Como pode ser
observado na Figura 6.

Figura 6 – Diagrama tensão-deformação idealizado para o concreto a


compressão

Fonte: Luke, 2015.

12
A equação da curva de grau “n” tem a seguinte equação:

𝜀𝜀 𝑛𝑛
𝜎𝜎𝑐𝑐 = 0,85 𝑥𝑥 𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐 𝑥𝑥 [1 − �1 − 𝜀𝜀 𝑐𝑐 � ] Equação 7
𝑐𝑐2

Onde,
𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐 ≤50 MPa: n=2
𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐 >50 MPa: n=1,4 + 23,4 x [(90 − 𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐 )/100]4

Os valores estipulados para os parâmetros 𝜀𝜀𝑐𝑐2 e 𝜀𝜀𝑐𝑐𝑐𝑐 são os seguintes:

• Para concretos de classes até C50:

𝜀𝜀𝑐𝑐2 =0,2%
𝜀𝜀𝑐𝑐𝑐𝑐 = 0,35%

• Para concretos de classes C55 até C90:

𝜀𝜀𝑐𝑐2 =0,2% + 0,0085% 𝑥𝑥 (𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐 − 50)0,53


𝜀𝜀𝑐𝑐𝑐𝑐 = 0,26% + 3,5% 𝑥𝑥 [(90 − 𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐 )/100]4

O valor máximo da 𝜎𝜎𝑐𝑐 é igual a 0,85 𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐 para concreto por causa de três
fatores:

• Efeito Rüsch, que considera a variação da resistência do concreto em


função das velocidades de carregamento;
• Ganho de resistência do concreto ao longo do tempo;
• Influência da forma cilíndrica do corpo de prova.

A Figura 7 ilustra o efeito Rüsch, que demonstra como o concreto


apresenta diferentes formas de curva tensão-deformação para diferentes
velocidades de carregamento. Observa-se que, para durações maiores do tempo
de carregamento, a tensão de ruptura tende a atingir valores próximos a 80% da
resistência correspondente ao carregamento de curta duração (𝑓𝑓𝑐𝑐 ).

13
Figura 7 – Efeito Rüsch

Fonte: Couto; Carvalho; Cintra; Helene, 2015.

É importante considerar que as cargas permanentes aplicadas às


estruturas são geralmente impostas rapidamente e mantidas constantes ao
longo do tempo, permitindo assim o desenvolvimento do fenômeno da fluência.
Portanto, se o nível de tensão inicial for superior à resistência de longo prazo
(ponto A na Figura 7), após algum tempo, o elemento estrutural pode colapsar
devido ao atingimento do limite de ruptura (ponto B na Figura 7). Caso o nível de
tensão inicial for inferior à resistência de longo prazo (ponto C na Figura 7), não
ocorrerá ruptura, mesmo com o desenvolvimento do fenômeno da fluência
(ponto D na Figura 7).
Assim, para evitar o colapso, é necessário que o limite de fluência seja
alcançado antes do limite de ruptura. Isso é alcançado limitando-se a resistência
do concreto a um valor inferior à resistência de curto prazo. Portanto, a norma
ABNT NBR 6.118 adota o valor de 0,85𝑓𝑓𝑐𝑐𝑐𝑐 como a máxima resistência de cálculo
do concreto. Esse valor leva em consideração não apenas o efeito Rüsch, mas
também o aumento da resistência do concreto ao longo do tempo e a influência
da forma cilíndrica do corpo de prova.

14
Para concretos submetidos a esforços de tração (não fissurados) a norma
ABNT NBR 6.118 indica a utilização do diagrama tensão-deformação bilinear na
tração, como pode ser visualizado na Figura 8.

Figura 8 – Diagrama de tensão-deformação bilinear na tração

Fonte: ABNT NBR 6.118

Como pode ser observado na Figura 8, a deformação máxima de


alongamento é de 0,15%o , e o módulo tangente inicial (𝐸𝐸𝑐𝑐𝑐𝑐 ) pode ser adotado
como tg 𝛼𝛼.

3.1 Fatores que influenciam a relação tensão/deformação do concreto

Apesar de ser um material compósito, o concreto possui diversas


características que não seguem as regras tradicionais das misturas. Se
realizarmos testes separados de compressão no agregado e na pasta de cimento
hidratada, ambos apresentarão ruptura elástica, ou seja, deformações
proporcionais às tensões aplicadas até o ponto de falha, que são reversíveis com
o fim da carga. No entanto, quando consideramos o concreto como um todo, ele
não exibe essa linearidade, mostrando deformações permanentes e uma ruptura
não elástica. O comportamento distinto de cada fase do concreto quando

15
analisadas separadamente e do material compósito pode ser melhor
compreendido com base na Figura 9. (LEAL et al, 2020).

Figura 9 – Diagrama tensão-deformação na compressão para i concreto e suas


fases

Fonte: Leal et al., 2020.

Dentre os fatores que influenciam a tensão e deformação do concreto


estão a micro fissuração na interface pasta-agregado; frações volumétricas;
relação água/cimento; características dos agregados e velocidade no
carregamento de ensaio.
O comportamento diferenciado observado na curva do concreto (Figura
9) pode ser atribuído ao surgimento de microfissuras de aderência nas regiões
de interface entre os agregados e a pasta de cimento hidratada. Essas
microfissuras na interface entre o agregado e a matriz resultam na redução da
área efetiva que é capaz de resistir à carga aplicada. Consequentemente, a
tensão local se torna maior do que a tensão nominal, que é calculada com base
na seção transversal total do elemento. Como resultado, as deformações no
concreto aumentam em uma taxa mais rápida do que a tensão, resultando em
uma curva de tensão-deformação curva (Leal et al., 2020; Neville, 2016).

16
No caso de concretos de alta resistência, nos quais a pasta de cimento
apresenta uma rigidez extremamente elevada, ou concretos produzidos com
agregados leves, cujos módulos são menores, o volume de agregados na
mistura não afeta da mesma maneira a relação tensão-deformação do material.
Isso ocorre porque a diferença entre os módulos do agregado e da pasta de
cimento é minimizada. Além disso, essa igualdade de rigidez reduz a
concentração de tensões na interface entre o agregado e a pasta de cimento.
Como resultado, o concreto resultante apresenta um diagrama mais linear,
indicando um comportamento potencialmente mais frágil (Neville, 2016).
A microestrutura do concreto é composta por pelo menos três fases: o
agregado, a pasta de cimento hidratada e a zona de transição entre eles. Quando
a relação água/cimento é alta, os poros capilares do concreto aumentam,
tornando a zona de transição mais porosa e mais suscetível à formação de
microfissuras. Isso leva a uma diminuição no módulo de elasticidade do material.
Em misturas com relações A/C menores, a zona de transição é mais resistente.
À medida que a tensão aumenta no concreto, sua curva de tensão-deformação
tende a ser mais linear no trecho ascendente (Neville, 2016; Yildirim; Sengul,
2011).
A relação entre tensão e deformação do concreto também é influenciada
pelo tempo de aplicação da carga. Quando o concreto é submetido a uma carga,
os poros presentes nele se comprimem ou se expandem, resultando em um fluxo
de água e ar. Se o carregamento ocorre de forma lenta, há tempo para que esse
fluxo de fluidos aconteça. No entanto, quando o carregamento é muito rápido, as
condições em que ocorrem esses fluxos são diferentes e os resultados podem
ser distintos. De acordo com Neville (2016) ao aumentar o tempo de
carregamento de 5 segundos para cerca de 2 minutos, as deformações
observadas podem ser cerca de 15% maiores. Segundo Brooks (2015), na
compressão, a relação tensão-deformação do concreto é afetada pela taxa de
carregamento. Quanto maior a taxa de carregamento, maior o valor do módulo
de elasticidade e maior também a resistência à compressão, resultando em um
diagrama de tensão-deformação menos curvilíneo.

17
TEMA 4 – DEFORMAÇÕES DO CONCRETO SUBMETIDO A CARGAS

Neste tópico, será dada ênfase em duas deformações que ocorrem no


concreto endurecido quando submetido a esforços de compressão: deformações
elásticas e plásticas.
O diagrama tensão-deformação do concreto até a ruptura é dividido em
três fases: a fase elástica, a fase plástica e a fase de ruptura, as quais podem
ser visualizadas na Figura 10.

Figura 10 – Diagrama tensão-deformação do concreto até a ruptura

A fase inicial é chamada de fase elástica onde o concreto se comporta de


maneira elástica, ou seja, a deformação é diretamente proporcional à tensão
aplicada. O diagrama é uma linha reta com uma inclinação chamada de módulo
de elasticidade do concreto.
À medida que a tensão aumenta o concreto começa a desenvolver
microfissuras, levando a uma redução na rigidez e ao aumento da deformação
com uma taxa menor. Nessa fase, o diagrama não é mais linear e a inclinação
diminui gradualmente, caraterizado como fase plástica.
Na fase de ruptura o concreto atinge seu pico de resistência máximo antes
da ruptura. A deformação continua a aumentar, mas a uma taxa cada vez menor.
O diagrama se torna quase horizontal, indicando que a tensão adicional aplicada
não resulta em um aumento significativo na deformação.

18
Outra questão importante saber é que toda força ou tensão provoca, ao
mesmo tempo, deformação no seu sentido de aplicação e, também, uma
deformação no sentido transversal. A relação entre os valores absolutos da
deformação transversal e da longitudinal é o coeficiente de Poisson (𝜗𝜗). A norma
ABNT NBR 6.118 admite para o concreto um coeficiente de Poisson relativo às
deformações elásticas igual a 0,2.

TEMA 5 – DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO DO AÇO

O diagrama tensão-deformação do aço é uma representação gráfica que


descreve a relação entre a tensão (força aplicada) e a deformação (alteração no
comprimento) de um material de aço quando submetido a um carregamento.
Esse diagrama é importante para entender o comportamento do aço sob
diferentes condições de carga e é usado para análise estrutural e projeto de
engenharia. Tal comportamento pode ser visualizado na Figura 11.

Figura 11 – Diagramas tensão-deformação convencional e real para material


dúctil (aço)

Fonte: Hibbeler, 2009.

19
Existem três principais tipos de deformações que podem ocorrer no aço:
deformação elástica, deformação plástica e deformação de ruptura.
O Limite elástico é representado pelo ponto marcado no final da parte reta
da Figura 11. Se o ensaio for interrompido antes deste ponto e a força de tração
for retirada, o corpo volta à sua forma original, como faz um elástico.
A lei de Hooke só vale até um determinado valor de tensão, denominado
limite de proporcionalidade, a partir do qual a deformação deixa de ser
proporcional à carga aplicada. Na prática, considera-se que o limite de
proporcionalidade e o limite de elasticidade são coincidentes.
No início da fase plástica ocorre um fenômeno chamado escoamento,
caracterizado por ser uma deformação permanente do material sem que haja
aumento de carga, mas com aumento da velocidade de deformação. Durante o
escoamento a carga oscila entre valores muito próximos uns dos outros.
Após o escoamento ocorre o encruamento, que é um endurecimento
causado pela quebra dos grãos que compõem o material quando deformados a
frio. O material resiste cada vez mais à tração externa, exigindo uma tensão cada
vez maior para se deformar. Nessa fase, a tensão recomeça a subir até atingir
um valor máximo em um ponto chamado de limite de resistência.
Continuando a aplicação de tração, chega-se à ruptura do material, que
ocorre em um ponto chamado limite de ruptura. A tensão no limite de ruptura é
menor que no limite de resistência, devido à diminuição da área que ocorre no
corpo de prova depois que se atinge a carga máxima.
A estricção é a redução percentual da área da seção transversal do corpo
de prova na região onde vai se localizar a ruptura. A estricção determina a
ductilidade do material. Quanto maior for a porcentagem de estricção, mais dúctil
será o material.
Para melhor entendimento do processo de início de aplicação de carga
até a ruptura de uma peça de aço, considera-se a Figura 12.

20
Figura 12 – Curva tensão-deformação do aço

Crédito: Flávio Oliveira

Observando a Figura 12 é possível constatar que a deformação (𝜀𝜀𝑢𝑢 ) no


ponto M é caracterizada como sendo o valor máximo de 𝜀𝜀 com alongamento
uniforme. Observa-se que as deformações maiores que 𝜀𝜀𝑢𝑢 aparecem com o
fenômeno de estricção. Também se verifica que a fratura ocorre no ponto F, onde
a deformação 𝜀𝜀𝑇𝑇 corresponde ao alongamento total.

FINALIZANDO

Nesta abordagem, aprendermos sobre os diagramas de tensão-


deformação tanto do concreto quanto do aço, compreendermos sobre o módulo
de elasticidade de tais materiais e a Lei de Hooke. Tal conhecimento é de
extrema importância na engenharia civil e estrutural. Esses diagramas fornecem
informações essenciais sobre o comportamento mecânico desses materiais,
permitindo que os engenheiros projetem e dimensionem estruturas de forma
segura e eficiente.
Os diagramas de tensão-deformação são usados para determinar as
capacidades de carga e a resposta estrutural de elementos de concreto e aço.
Com base nesses diagramas, os engenheiros podem determinar as tensões
máximas que esses materiais podem suportar antes de romperem e prever como
eles se deformam sob diferentes condições de carregamento. Essas

21
informações são fundamentais para garantir que as estruturas sejam projetadas
com margens de segurança adequadas.
Esses diagramas são utilizados para dimensionar a seção transversal
necessária de elementos estruturais de concreto e aço, como vigas, colunas e
lajes. Ao conhecer os limites de tensão e deformação desses materiais, os
engenheiros podem determinar a quantidade e o arranjo adequado de barras de
aço de reforço em elementos de concreto armado, por exemplo, para resistir às
cargas esperadas.
O estudo dos diagramas de tensão-deformação também é importante
para avaliar a segurança e a durabilidade das estruturas ao longo do tempo. Isso
permite que os engenheiros prevejam o desempenho estrutural em diferentes
condições, como variações de temperatura, retração do concreto, cargas cíclicas
e efeitos ambientais. Essas informações ajudam a garantir que as estruturas
sejam capazes de resistir a essas condições e tenham uma vida útil adequada.
Os diagramas de tensão-deformação também desempenham um papel
fundamental na análise das rupturas estruturais. Quando ocorre uma ruptura, o
conhecimento desses diagramas permite que os profissionais avaliem as causas
subjacentes e identifiquem as áreas onde ocorreu a deformação excessiva ou a
ruptura dos materiais. Isso ajuda a entender as limitações do projeto e a propor
soluções para evitar rupturas futuras.
Foi possível constatar que aprender sobre o módulo de elasticidade do
concreto e do aço é essencial para o projeto, análise e dimensionamento de
estruturas. Esses conhecimentos permitem que os engenheiros compreendam
o comportamento estrutural, avaliem as deformações, analisem falhas potenciais
e selecionem materiais apropriados. Isso resulta em projetos mais seguros,
eficientes e duráveis.
Com relação a Lei de Hooke, pode-se se dizer que seu entendimento
fornece os princípios básicos para o projeto, análise e dimensionamento de
estruturas. Compreender o comportamento elástico dos materiais é essencial
para garantir a segurança, eficiência e durabilidade das estruturas e para tomar
decisões informadas no projeto e na seleção de materiais.

22
REFERÊNCIAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6.118: Projeto de


estruturas de concreto — Procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2014.

_____. NBR 8.522: Concreto endurecido – Determinação dos módulos de


elasticidade e de deformação. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.

ARAÚJO, S. S; GUIMARÃES, G. N.; GEYER, A. L. B. Influência do tipo de


medição na determinação do módulo estático de elasticidade do concreto.
Revista Ibracon de Estruturas e Materiais, v. 5, n. 5, 2012, p. 555-575.

BROOKS, J. J. Elasticity of Concrete. In: _____. Concrete and Masonry


Movements. New York: Elsevier Inc., 2015.

COUTO, D. et al. Estruturas de concreto. Contribuição à análise da segurança


em estruturas existentes. Revista Ibracon de Estruturas e Materiais, v. 8, n. 3,
2015, p. 365-389.

HIBBELER, R. C. Resistência dos materiais. ed. 7. São Paulo: Pearson. 2009.

LEAL, C. E. F et al. Comparação entre módulos de deformação de concretos


nacionais produzidos com agregados graúdos de diferentes origens
mineralógicas. Revista Matéria, v. 25, n. 4, 2020.

LUKE, W. G. M. Análise numérica não-linear de elementos de concreto


estrutural considerando a variação de aderência. Dissertação (Mestrado em
Engenharia Civil) – Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

MASCIA, N. T. Tração, compressão e Lei de Hooke. 2006. Faculdade de


Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo. Universidade Estadual de
Campinas, 2006. Disponível em:
<[Link]
>. Acesso em: 16 set. 2023.

MEHTA, P. K.; MONTEIRO, P. J. M. Concreto: microestrutura, propriedades e


materiais. 2. ed. São Paulo: Ibracon, 2014.

NEVILLE, A.M. Propriedades do concreto, 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2016.

YILDIRIM, H.; SENGUL, O. Modulus of elasticity of substandard and normal


concretes. Construction and Building Materials, v. 25, p. 1645-1652, 2011.

23

Você também pode gostar