FUTSAL
O futsal, também chamado de futebol de salão, é um esporte coletivo semelhante ao futebol
de campo, porém possui suas peculiaridades. Ainda que sejam semelhantes, o futsal possui
regras específicas e diferencia-se, por exemplo, pelo número de jogadores e as dimensões
do espaço de jogo.
O futsal surgiu nos anos 30 no Uruguai. O responsável foi o professor de educação física
Juan Carlos Ceriani Gravier da ACM (Associação Cristã de Moços). Logo depois de ser
inventado, o futsal chegou ao Brasil em 1935. Aqui, ele passou a ser chamado de futebol de
salão. O time brasileiro é o maior campeão na Copa do Mundo de futsal masculino, com
cinco títulos.
Ainda no início poderíamos encontrar 7 jogadores em cada equipe (14 no total). Mais tarde
e com as novas formulações, esse número foi reduzido para 10 no total. No início, as
partidas se davam em quadras de basquete e galpões com regras semelhantes ao futebol
de campo.
As bolas eram compostas de crina vegetal, serragem ou cortiça granulada. Ao longo do
tempo, a bola teve seu tamanho reduzido e o peso aumentou. Um dos motivos da mudança
no peso da bola era o fato de que a bola mais leve quicava com frequência na quadra de
basquete. O primeiro livro de regras do futsal foi lançado em 1956 por Habib Mahfuz,
considerado o pai do esporte no Brasil, e Luiz Gonzaga de Oliveira Fernandes.
O futsal foi oficializado enquanto esporte pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD)
no ano de 1958. Nesse mesmo ano, foi criado o Conselho Técnico de Futebol de Salão,
ocasião que marcou a filiação das confederações estaduais da modalidade.
A Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS) foi fundada em 1979. O órgão
possui a finalidade de organizar o esporte no âmbito nacional. A prática do futsal pelas
mulheres foi oficializada no ano de 1983, pelo Conselho Nacional de Desportos (CND). O
primeiro campeonato protagonizado por elas foi a Taça Brasil de Clubes, com sua primeira
edição realizada em 1992, na cidade de Mairinque (SP).
No ano de 1985, a Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) difundiu uma
prática semelhante ao futebol de salão praticado na América, chamada de futebol de cinco.
Logo em seguida, a entidade aproximou as regras das duas práticas e normatizou o que é
atualmente chamado de futsal. A Fifa é a única entidade responsável por promover os
campeonatos de futsal.
A Copa do Mundo de futsal começou a ser realizada em 1989 pela Fifa. O país que sediou
a primeira edição foi a Holanda. O campeonato acontece a cada quatro anos.
O evento é realizado no intervalo entre as edições da Copa do Mundo de Futsal. Até o ano
de 2008, 16 países participavam da Copa do Mundo de Futsal. O número de nações
participantes subiu a partir daquele ano para 24.
O Brasil é o maior campeão mundial de futsal. O primeiro título foi conquistado na estreia do
campeonato, em 1989. Ao todo, o país se tornou campeão cinco vezes.
Regras básicas do Futsal
O futsal, ou futebol de salão, é um esporte praticado em quadra com cinco
jogadores em cada time.
São fundamentos do futsal: domínio de bola, passe, condução, recepção, chute,
drible e cabeceio.
As partidas duram 20 minutos, sendo dois tempos (sendo o total de 40 minutos
para as duas partidas).
A diferença fundamental entre o futsal e o futebol é que o primeiro é praticado
em uma quadra e o segundo, em campo.
Tal como no futebol, uma das principais regras é nunca deixar a mão tocar na
bola. Apenas o goleiro o pode fazer.
As partidas são cronometradas, onde sempre que há uma parada, então o
cronômetro é também pausado. Ha entre as partidas um tempo de intervalo de
10 minutos.
São dois árbitros que conduzem o jogo. E a cada período do jogo cada um dos
times pode solicitar apenas um tempo técnico.
O goleiro pode ter a posse se bola por no máximo 4 segundos, se ele se
encontrar no campo de defesa.
Se uma equipe comete mais do que 5 faltas por partida, então na sexta deve ser
cobrado o tiro livre direto e sem que haja uma barreira.
A quantidade de substituições durante a partida é ilimitada.
Como no futebol, existem as cobranças de escanteio, lateral e tiro de meta. Os
laterais são cobrados com os pés com a bola sobre a linha, enquanto o goleiro
repõe a bola em jogo no arremesso de meta com as mãos.
A partida só tem início com a autorização do juiz para dar o chute inicial na bola
em direção ao campo contrário. A partir da linha do círculo central.
Apesar de acontecerem inevitáveis contatos físicos, os chamados maldosos ou
intencionais são punidos com advertência ou expulsão do agressor. Para isso
são aplicados pelo árbitro os cartões amarelo e vermelho.
Vence a equipe que obtiver mais gols ao final da partida.
Não há impedimento.
Os atletas de futsal utilizam camisa de manga curta e calção curto para quem
joga na linha. Os goleiros podem utilizar calça de agasalho que não contenha
zíper. Também é necessário o uso de caneleiras e meiões.
A chuteira é específica, com revestimento lateral feito de borracha ou qualquer
material semelhante. Não é permitido o uso de calçados que possuam travas.
A bola nas categorias adulto, sub-20 e sub-17 têm circunferência entre 62 cm e
64 cm. O peso do objeto varia de 400 a 440 gramas.
Quando um jogador recebe cartão vermelho, ele é expulso do jogo. Nesse caso,
a equipe ficará com número menor de jogadores por até dois minutos, se não
levar gols. Caso o time seja goleado, um novo jogador poderá entrar,
completando o time de cinco.
O Goleiro de Futsal não poderá tocar a bola com as mãos dentro de sua área
penal se ela foi passada para ele intencionalmente por um jogador de sua
equipe com o pé, mesmo se vinda de um tiro lateral, de cando, tiro livre direto ou
indireto.
Posições dos jogadores
Goleiro - Defende o gol de todos os ataques do adversário e também pode
atacar, não podendo tocar na bola com as mãos fora da sua área de defesa.
Fixo - Defensor, semelhante ao zagueiro.
Ala (esquerdo e direito) - Trabalham a bola na lateral da quadra.
Pivô - Atacante, o que fica mais próximo do gol adversário.
Tipos de faltas
As faltas são marcadas de duas formas no futsal: tiro livre direto e tiro livre indireto.
Entre as infrações que podem causar a marcação de falta pela arbitragem, estão:
Empurrar o oponente;
Tentar dar ou dar um pontapé no jogador adversário;
Bater, tentar bater ou cuspir no oponente;
Segurar a bola ou batê-la com a mão ou braço (permitido para o goleiro);
Com a bola em jogo, o goleiro fazer o arremesso da bola com as mãos e nesse
momento ultrapassar o limite da área penal, estando a bola com ele;
Atingir o adversário com uma jogada;
Segurar o jogador oponente com as mãos ou impedir o movimento dele com alguma
parte do corpo.
É marcado pênalti para o time rival caso algum jogador cometa uma dessas
infrações dentro da própria área.
Já as faltas de tiro livre indireto são:
Tampar a visão do goleiro oponente se posicionando dentro da área penal do
adversário;
Prender a bola com os pés ou evitar o movimento da bola com o corpo, estando
caído no chão, com exceção do goleiro;
Realizar jogadas de maneira perigosa, mesmo sem contato físico com outro
praticante;
Impedir o goleiro advers ário de fazer uma jogada com as mãos;
Impedir o avanço do oponente;
Estando o jogador sem a posse de bola, fazer um obstáculo para impedir a
progressão da bola pelo adversário.
A quadra
Fundamentos do Futsal
Condução: É o ato de deslocar-se pelos espaços possíveis do jogo, tendo consigo a posse
da bola. A condução de Bola no Futsal pode ser feita usando a parte da frente/lateral do pé
(próximo ao pico) ou pisando na bola, técnica conhecida como “rolinho”.
Domínio de bola: É a técnica para ter a bola sob o controle. O Domínio de “pisada” no
Futsal é o mais indicado, pois no Futsal existe pouco espaço para jogar devido ao tamanho
da quadra, sendo assim, a “pisada” é uma técnica de domínio de bola mais segura, que
deixa a bola bem próxima do jogador e mais protegida da marcação adversária.
Recepção: O simples ato de receber a bola. Este mesmo fundamento aparece na literatura
como os seguintes sinônimos: abafamento, amortecimento, travar ou dominar a bola.
Lembre-se que, cotidianamente, o domínio de bola é entendido como recepção. Entretanto,
consideramos que o domínio ou controle da bola expressam um movimento que só ocorre
depois da recepção.
Técnicas da recepção:
a) posicionamento do corpo de maneira favorável a recepção, com a parte do corpo a
realizar o contato voltado para a bola;
b) ao aproximar-se da bola, amortecê-la, tentando inicialmente, diminuir a sua velocidade;
c) manter a bola próxima ao corpo, favorecendo assim, o seu domínio.
Passe: É uma técnica que tem como objetivo enviar a bola para um companheiro de
equipe. Pode ser realizado de várias formas (com diversas partes do pé, com a cabeça,
com o peito, com o calcanhar, com o ombro, com a coxa, entre outros). E em várias
direções e distâncias.
Técnica do passe:
a) posicionamento do corpo de maneira favorável à sua execução;
b) pé de apoio ao lado (atrás ou à frente) da bola;
c) projeção da perna (membro inferior direito ou esquerdo) a ser utilizada em direção à bola;
d) toque propriamente dito (durante a execução do movimento, o braço ajuda na
coordenação e equilíbrio).
Chute: É o ato de enviar a bola em direção ao gol da equipe adversária com a intenção de
marcar um gol.
Técnica do chute: É semelhante à técnica do passe, sendo o objetivo das ações sua grande
diferença. O chute tem como objetivo finalizar uma ação para o gol ou impedir o
prosseguimento das ações do adversário.
Drible ou finta: finta: É o ato que o jogador, estando ou não em posse da bola, tenta
enganar o seu adversário. O termo correto para a ação de desvencilhar-se de um
adversário seria finta, mas, como a palavra drible tornou-se muito utilizada neste sentido,
consideraremos os dois como sinônimos.
Técnica do drible ou finta:
a) posicionar o corpo de maneira favorável ao drible (ou finta) desejado;
b) manter a bola próxima ao corpo e o centro de gravidade baixo, permitindo assim
um melhor domínio sobre ela;
c) utilizar o tipo de toque e movimentação adequados ao drible desejado, de acordo com a
situação;
d) na execução do drible, a atenção é dirigida para a movimentação do adversário para o
espaço e para a bola.
Cabeceio: É o ato de impulsionar a bola utilizando a cabeça.
Esse gesto técnico é bastante utilizado durante o jogo e pode ser aplicado, tanto para ações
ofensivas como defensivas. O cabeceio apresenta-se como uma das alternativas para a
realização de outros fundamentos, tais como: passe, chute, recepção, entre outros.
O cabeceio poderá ser executado parado ou em movimento, estando ou não em
suspensão. Aconselha-se principalmente, o uso da testa como a região da cabeça que irá
realizar o contato com a bola.