Atividades Laboratoriais de Química em Portugal
Atividades Laboratoriais de Química em Portugal
Índice
ATIVIDADE LABORATORIAL 1
Um ciclo do cobre 6
ATIVIDADE LABORATORIAL 2
ATIVIDADE LABORATORIAL 3
ATIVIDADE LABORATORIAL 4
ATIVIDADE LABORATORIAL 5
ATIVIDADE LABORATORIAL 6
ATIVIDADE LABORATORIAL 7
Síntese de um polímero 47
Regras gerais
• Conhecer bem o laboratório, nomeadamente a • Nunca cheirar ou provar diretamente os produ-
localização de saídas de emergência, extintores tos químicos.
de incêndio, caixas de primeiros socorros, chu-
veiros e equipamentos protetores.
• Não pipetar com a boca.
• Nunca trabalhar no laboratório sem que o pro- • Utilizar a hotte sempre que haja produção de
gases ou vapores nocivos.
fessor esteja presente.
• Em caso de acidente, comunicar de imediato ao • Não fumar, comer ou guardar alimentos no labo-
ratório.
professor.
• Usar sempre bata de algodão, sapatos com sola • Não manusear os reagentes diretamente com as
antiderrapante e prender os cabelos compridos. mãos.
Sempre que necessário, usar óculos de proteção, • Manter as bancadas limpas e arrumadas, o chão
luvas apropriadas, avental e máscara respiratória. limpo e seco e todas as passagens desobstruídas.
Equipamento de segurança
No laboratório deve haver:
• Equipamento de emergência: esguicho para la- • Equipamento de incêndio: manta de enrolamento,
vagem de olhos, caixa de primeiros socorros. extintor de incêndios, balde de areia, chuveiro.
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Sinais
de perigo Tóxico Irritante Explosivo
Usar bata, óculos e Evitar o contacto Colocar em lugar fresco e evitar choques.
luvas de proteção. com a pele, os Usar bata, óculos e luvas de proteção.
olhos e os órgãos
respiratórios.
Usar bata, luvas, Não foguear perto. Manter afastado Usar equipamento Utilizar reservatórios
máscara e óculos Manter afastado de produtos de proteção adequados para a recolha
de proteção. das chamas. inüamáveis. especíûco. destes produtos.
Sinais de segurança
Sinais de
obrigatoriedade
Uso obrigatório de Proteção obrigatória Uso obrigatório de Proteção obrigatória
óculos de proteção. das vias respiratórias. luvas de proteção. do corpo.
Sinais
de proibição
Proibição de utilizar Proibição de fumar. Proibição de apagar Proibição de beber
chama descoberta. fogo com água. água canalizada.
Sinais
de salvamento
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11 Ampola de
decantação
12 Funil de carga
13 Tina
14 Balão
volumétrico
15 Balão de fundo
1 2 3 4 5 6 7 plano
16 Funil de vidro
17 Proveta graduada
18 Copo de
precipitação ou
gobelé
19 Kitasato
10 Balão de
Erlenmeyer
11 Tubos de ensaio
e respetivo
8 9 10 11 12 13 14
suporte
12 Balão de fundo
redondo
13 Cristalizadores
19
14 Vidro de relógio
15 Condensador
18
16 Bureta
17 Pipeta graduada
17
18 Pipeta
volumétrica
16
15 20 21 19 Termómetro
20 Vareta de vidro
21 Conta-gotas
22 Suporte
23 Noz
24 Garra
22 25 Argola
26 Suporte de
buretas
27 Esguicho
23 24 26 27 28 29 30 31 28 Funil de
Büchner
29 Cápsula de
porcelana
30 Almofariz
25
31 Cadinho
32 Tripé
33 Espátula
34 Pinça
35 Tesoura
32 33 34 35 36 37 36 Pompete
37 Lamparina
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• Análise de resultados.
Neste ponto, devem comparar-se os valores obtidos em alguns trabalhos:
– com os obtidos por outros grupos;
– com valores tabelados.
• Conclusões.
Neste ponto, devem ser:
– identificados erros – aleatórios e/ou sistemáticos;
– comentados os resultados obtidos;
– referidas quais as possíveis causas para erros cometidos durante o traba-
lho, e formas de os minimizar.
• Bibliografia.
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ATIVIDADE LABORATORIAL
MC AL 1.2 – 1 a 4
PROFESSOR Cerca de 66% dos elementos presentes na Tabela Periódica são metais.
Como a parte teórica e o Os metais possuem baixas energias de ionização o que faz com que se oxidem
procedimento experimental facilmente. Quanto maior a tendência de um metal para se oxidar, mais reativo é
são um pouco extensos,
propõe-se que esta atividade
esse metal.
laboratorial seja trabalhada Os minérios de cobre apresentam-se na forma de sulfuretos, como a calcosita,
em duas aulas. Cu2S, e na forma de óxidos como a cuprite, Cu2O. Também se encontram na nature-
za pequenos depósitos de cobre no estado livre.
O cobre reage com os oxoácidos como, por exemplo, o ácido nítrico, HNO3 (aq).
Apresentação Nesta atividade laboratorial vamos realizar uma série de reações químicas que
AL 1 Um ciclo do cobre
envolvem o cobre metálico, Cu (s), como reagente inicial e produto final. A este
Vídeo Laboratorial conjunto de reações dá-se o nome de ciclo do cobre. Este ciclo mostra que o cobre
AL 1 Um ciclo do cobre metálico, tal como outros metais, pode ser reciclado várias vezes por processos
químicos.
As reações químicas que ocorrem no ciclo do cobre estão representadas no es-
quema da Fig. 1 e são as seguintes:
Cu (s)
E A
A. Cu (s) + 4 HNO3 (aq) → Cu(NO3)2 (aq) + 2 H2O (ᐉ) + 2 NO2 (g)
O ácido nítrico concentrado, HNO3 (aq), oxida o cobre metálico a Cu2+ no nitra-
Cu SO4 (aq) Cu (NO3)2 (aq) to de cobre (II), Cu(NO3)2, com libertação de vapores acastanhados de dióxido
de nitrogénio, NO2 (g). Estes vapores são altamente tóxicos e poluentes. A cor
D B
azulada da solução de nitrato de cobre (II) deve-se à presença do ião Cu2+ na
Cu O (s) Cu (OH)2 (s) solução.
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3. Continuar a agitar com a vareta de vidro por mais dois ou três minutos. Ver medidas de precaução na
página 3.
4. Deixar repousar o óxido de cobre (II) e decantar cuidadosamente o líquido,
evitando as perdas de sólido.
5. Medir 200 mL de água com a proveta e adicionar ao resíduo obtido em 4.
6. Agitar e decantar novamente.
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Registo de resultados
± ____
Tratamento de resultados
8
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Questões teórico-práticas
1.3 O poder oxidante do ião NO 3– (aq) é maior na equação química I ou II? 2.1 A e E
Justiûque. 2.2 D
2.3 B
1.4 Selecione a opção incorreta.
(A) A variação do número de oxidação do cobre na equação I é −2. 3.1 Para libertar o cobre de
impurezas.
(B) A variação do número de oxidação do nitrogénio na equação II é −3.
3.2 O cobre não reage com o
(C) A variação do número de oxidação do nitrogénio na equação I é −1. ácido clorídrico porque E 0(H+) é
menor que E 0(Cu2+).
(D) A variação do número de oxidação do cobre na equação I é +2.
3.3 5,76 × 10−1 g
3.4.1 O zinco atua como
2. De entre as reações assinaladas de A a E, identifique:
redutor.
2.1 as reações de oxidação-redução; 3.4.2 56%
2.2 a reação ácido-base;
2.3 a reação de precipitação.
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MC APL 1 – 1 a 3
Voltímetro
Zn Cu
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A f.e.m. das pilhas que se vão construir nas condições padrão (E 0pilha) calcula-se
pela diferença entre o potencial padrão de redução (ou potencial normal de redu-
ção) da espécie que se reduz na reação direta e o potencial padrão de redução da
espécie que se reduz na reação inversa.
0,059
E 0pilha = log Kc
n
em que n é o número de eletrões envolvidos na equação de oxidação-redução.
•K c
> 1 ⇒ E 0pilha > 0
•K c
= 1 ⇒ E 0pilha = 0
•K c
< 1 ⇒ E 0pilha < 0 (reação não espontânea)
A f.e.m. de uma pilha, Epilha, depende da concentração dos iões e das pressões
dos gases envolvidos na reação de oxidação-redução em causa.
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°
¯
⎫
°
⎪
⎪
⎪
¯
⎪
⎪
⎪
⎫
1.ª parcela 2.ª parcela
Através desta equação deduz-se que a f.e.m. da pilha diminui à medida que a
PROFESSOR reação prossegue, pois à medida que a reação avança as concentrações dos pro-
Poderão ser preparados 100 mL dutos aumentam e as concentrações dos reagentes diminuem, aumentando Qc e,
das soluções aquosas de consequentemente, a segunda parcela.
sulfato de cobre (II) com a Quando se atinge o equilíbrio, Qc = Kc: a segunda parcela da equação de Nernst
concentração 1,5 mol dm−3,
e de sulfato de zinco com a ûca então igual à primeira e Epilha = 0.
concentração 2,0 mol dm−3,
por exemplo. Nesta atividade de projeto laboratorial procede-se à introdução de dois elétrodos
A partir destas soluções de metais diferentes em soluções aquosas de sais dos metais respetivos, com con-
preparar outras mais diluídas,
com as concentrações
centrações iguais ou concentrações diferentes.
0,5 mol dm−3 e 1,0 mol dm–3.
Deve ainda ser preparada uma Antes de se iniciar a construção da pilha sugere-se que os alunos discutam entre
solução gelatinosa de si:
agar-agar com solução
1,0 mol dm−3 de cloreto de • o princípio de funcionamento de uma pilha eletroquímica;
potássio, para a ponte salina. • os processos corretos de manuseamento de produtos químicos (uso de luvas;
lavagem cuidadosa das mãos e das unhas após o seu manuseamento);
• o procedimento laboratorial a realizar.
Registo de resultados
Incerteza da
[Ião metálico 1] / [Ião metálico 2] /
medição com o E0(registado) / V
mol dm−3 mol dm−3
voltímetro / V
0,10 0,10
0,05 0,05
± ____
0,10 0,05
0,15 0,20
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Tratamento de resultados
D 1,5 2,0
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[ Zn2+ (aq) ] = 1,0 mol dm –3 [ Cu 2+ (aq) ] = 1,0 mol dm –3 2.2.3 descreva o papel da ponte salina e indique o sentido em que se
deslocam os catiões e os aniões da solução de cloreto de potássio,
2.2.1
Zn (s) | Zn2+ (aq) (1,0 mol dm–3) || KCᐉ, presente na ponte salina;
|| Cu2+ (aq) (1,0 mol dm–3) | Cu (s)
2.2.2 Cátodo: cobre; ânodo: 2.2.4 indique, justiûcando, se a oxidação ocorre no elétrodo de cobre ou
zinco. Os eletrões fluem do no de zinco;
ânodo para o cátodo.
2.2.3 A ponte salina fecha 2.2.5 escreva as semiequações de oxidação e de redução que ocorrem
o circuito e mantém a nos elétrodos;
neutralidade das soluções.
Os catiões K+ movem-se para 2.2.6 identiûque, justiûcando, o metal de maior poder redutor.
o lado da solução de sulfato
de cobre e os aniões NO3–
2.3 Considere a pilha D. Suponha que o valor lido no voltímetro desta pilha é
movem-se para o lado da
solução de sulfato de zinco. 80% do valor que obteria através da equação de Nernst.
2.2.4 A oxidação ocorre no Determine a f.e.m. desta pilha, a 25 ºC.
elétrodo de zinco, pois este é Dados: Eº(Cu2+/Cu) = +0,34 V; Eº(Zn2+/Zn) = –0,76 V
o ânodo.
2.2.5 Semiequação de oxidação: 2.4 Faça uma análise crítica à seleção dos valores de concentração das solu-
Zn (s) → Zn2+ (aq) + 2 e−
ções usadas pela turma para construir as pilhas eletroquímicas.
Semiequação de redução:
Cu2+ (aq) + 2 e− → Cu (s)
2.2.6 O zinco, porque sofre
oxidação.
2.3 0,88 V
2.4 O uso destas concentrações
conduz ao gasto excessivo
de reagentes. O recurso a
soluções de concentração
dez vezes mais diluídas
traduzir-se-ia na poupança de
90% dos reagentes gastos.
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ATIVIDADE LABORATORIAL
MC AL 1.5 – 1 a 5
A cor observada depende do comprimento de onda da radiação absorvida, como Vídeo Laboratorial
se constata na tabela seguinte. AL 2 – A cor e a composição
quantitativa de soluções
com iões metálicos
Cor observada em função do comprimento de onda da radiação absorvida por um corpo
Comprimento de onda
Cor absorvida Cor observada
absorvido (nm)
Esta técnica é utilizada para dosear chumbo nos peixes, nitritos nas carnes fuma-
das de conserva, iões Fe3+ no leite e na água, etc.
As soluções onde existem iões [Fe(SCN)]2+ adquirem cor vermelho-sangue e têm A fórmula do ião complexo
um máximo de absorção para λ = 480 nm. [Fe(SCN)]2+ é uma
representação simpliûcada
do ião [Fe(H2O)5(SCN)]2+.
Para assegurar que todo o ferro está na forma oxidada, deve adicionar-se à solu-
ção água oxigenada (solução de peróxido de hidrogénio) e ácido sulfúrico. Os iões
Fe2+ são oxidados a Fe3+, de acordo com a seguinte equação química:
Em primeiro lugar deve traçar-se uma curva de calibração. Para isso devem pre-
parar-se várias soluções de concentração conhecida, que se vão colocando suces-
sivamente no espetrofotómetro para se determinar a absorvância de cada solução.
Com os valores obtidos, traça-se um gráûco da absorvância em função da concen-
tração das soluções, obtendo-se, assim, uma curva de calibração.
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1. Medir, com a balança analítica, 1,75 g de sulfato de amónio e ferro (II) hexa-
Material necessário: -hidratado.
espetrofotómetro; balão
volumétrico de 250 mL;
2. Dissolver o sal em 50,0 mL de ácido sulfúrico.
balão volumétrico de
500 mL; balança analítica;
14 rótulos; 8 tubos de ensaio; 3. Transferir a solução para um balão volumétrico de 500 mL de capacidade,
suporte para tubos de com o auxílio de um funil e de uma vareta de vidro.
ensaio; 7 pipetas graduadas:
uma de 1 mL, duas de 2 mL, 4. Adicionar água até ao traço de referência e agitar para homogeneizar devi-
duas de 5 mL, uma de 10 mL
e uma de 25 mL; pompete;
damente a solução.
funil de vidro e respetivo
suporte; vareta de vidro; 5. Com uma pipeta graduada e respetiva pompete, retirar 25 mL da solução
copo de precipitação de 100 preparada para um balão volumétrico de 250 mL de capacidade, e adicionar
mL; espátula; 2 pares de
água até ao traço de referência.
luvas de borracha.
Reagentes: água 6. Agitar para homogeneizar a solução e rotular o balão, indicando a concentra-
desionizada; amostra de ção da solução em iões Fe3+.
água férrica a analisar;
sulfato de amónio e
ferro (II) hexa-hidratado, Preparação de soluções com diferentes concentrações em Fe3+
Fe(NH4)2(SO4)2.6H2O; ácido
sulfúrico* 2,0 mol dm−3; 1. Ligar o espetrofotómetro 15 a 30 minutos antes de o utilizar, de modo a ga-
solução de tiocianato de rantir a perfeita estabilização dos sistemas ótico e elétrico.
potássio, KSCN, 2,0 mol dm−3;
solução de peróxido
2. Rotular 8 tubos de ensaio de 1 a 8 e colocá-los no suporte para tubos de
de hidrogénio† (água
oxigenada) a 20 volumes. ensaio.
*Substância corrosiva 3. Introduzir nos tubos de ensaio os volumes indicados na tabela seguinte.
†Substância irritante Tubo de H2SO4 (aq) KSCN (aq) Fe3+ (aq) H2O (ᐍ) H2O2 (aq)
ensaio / mL / mL / mL / mL / mL
Ver medidas de precaução na
página 3. 1 1,5 1,0 0,5 7,0 2,0
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2 5,0
9. Colocar a solução preparada em 6 na célula do espetrofotómetro.
3 7,5
10. Ler e registar os valores da absorvância para valores de comprimentos de
onda de 400 nm até 520 nm, fazendo leituras de 20 em 20 nm. 4 10,0
5 12,5
11. Registar o comprimento de onda para o qual o valor de absorvância é máximo.
6 15,0
12. Ler o valor da absorvância de cada uma das soluções que se encontram nos
tubos de ensaio de 1 a 7 ao comprimento de onda selecionado em 11, e re- 7 17,5
gistar as leituras.
13. Traçar a curva de calibração com base nos valores de absorvância lidos no
espetrofotómetro, em função das respetivas concentrações.
Registo de resultados
Tubos 1 2 3 4 5 6 7 8
Absorvância
Tratamento de resultados
Questões teórico-práticas
Absorvância
Absorvância
espetrofotómetro para
determinar a absorvância, A,
de cada solução. Em seguida,
constrói-se um gráfico de
absorvância, A, em função da
concentração das soluções.
450 500 550 600 λ / nm 600 650 700 750 λ / nm 450 550 650 λ / nm
Solução A Solução B Solução C
λ / nm < 435 435 – 490 490 – 570 570 – 595 595 – 605 > 605
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ATIVIDADE LABORATORIAL
3 Funcionamento de um sistema
tampão
PROFESSOR
MC AL 1.6 – 1 a 4
PROFESSOR As soluções tampão são soluções que resistem à variação de pH quando se lhes
Prevê-se que esta atividade
adicionam pequenas quantidades de ácido ou de base forte.
laboratorial seja desenvolvida
numa aula de 90 min.
Solução tampão ácida (HA/A−) – ácido fraco / base conjugada fraca:
HA (aq) + H2O (ᐉ) — H3O+ (aq) + A− (aq)
Apresentação
AL 3 – Funcionamento
• quando a uma solução tampão HA/A se adicionam pequenas quantidades de −
base forte (OH ), uma parte do ácido fraco HA vai reagir com esses iões OH−,
−
de um sistema tampão
neutralizando a sua ação;
Vídeo Laboratorial
AL 3 – Funcionamento
• quando a uma solução tampão HA/A se adicionam pequenas quantidades de −
de um sistema tampão ácido forte (H3O ), uma parte dos iões A− presentes na solução reagem com os
+
base forte (OH ), uma parte do ácido fraco BH+ vai reagir com esses iões OH−,
−
de ácido forte (H3O ), uma parte da base fraca B reage com os iões H3O+,
+
consumindo-se totalmente.
Nas titulações ácido fraco/base forte (Fig. 5 A) e base fraca/ácido forte (Fig. 5 B)
existem situações em que se formam soluções tampão.
pH pH
14 14 Base fraca antes do início da titulação
12 12
10 10
P.E. Excesso de base
8 Tampão 8 Excesso de ácido
forte após o ponto Tampão
HCOOH / HCOO − de equivalência (P.E).
forte após o ponto
6 6 NH3 / NH4+ P.E. de equivalência (P.E).
4 4
2 2
Ácido fraco antes do início da titulação
0 0
0 10 20 30 40 50 VNaOH / mL 0 10 20 30 40 50 VNaOH / mL
Fig. 5 Curva de titulação de ácido metanoico, HCOOH, um ácido fraco, com hidróxido de sódio,
NaOH, uma base forte (A) e de amoníaco, NH3, uma base fraca, com ácido clorídrico, HCᐉ, um
ácido forte (B).
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A deteção das zonas tampão durante uma titulação ácido-base deve ser feita
através de uma titulação potenciométrica.
Nas titulações ácido-base efetuadas no 11.o ano, para além da deteção da zona
de viragem com o recurso ao medidor de pH, também foi feita essa deteção através
de indicadores, sendo necessária uma variação de pH de cerca de duas unidades.
A titulação potenciométrica é mais precisa porque é sensível a variações de pH da
ordem das décimas de unidade.
O potencial para este elétrodo combinado Ag/AgCᐉ tem um valor constante, que
é subtraído ao valor de potencial lido. Esta diferença de potencial, d.d.p., medida
corresponde ao potencial do elétrodo indicador, ou seja, ao potencial da solução
em estudo.
Sonda de pH Medidor de pH
Amplificador Voltímetro
Elétrodo de referência
Elétrodo indicador
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pH A Fig. 7 mostra uma curva de titulação entre um ácido monoprótico forte (HCᐉ) e
14 uma base diprótica fraca (Na2CO3).
12 Quando se começa a adicionar o ácido clorídrico à solução de carbonato de
A
10 sódio, os iões H3O+ provenientes do ácido reagem com os iões CO23– até que estes
8 B
se consumam completamente, originando os iões HCO –3 , de acordo com a seguinte
C equação química:
6
4 CO23– (aq) + H3O+ (aq) — HCO –3 (aq) + H2O (ᐉ)
D
2
À medida que se continua a adicionar ácido, este reage com o ião HCO –3 até que
0 este ião se consuma na totalidade:
0 10 20 30 40 50 60
Vtitulante / mL HCO –3 (aq) + H3O+ (aq) — H2CO3 (aq) + H2O (ᐉ)
Fig. 7 Curva de titulação
entre um ácido monoprótico Antes de se atingir o primeiro ponto de equivalência (ponto B da curva), existe
forte e uma base diprótica uma zona A, que corresponde a uma mistura de CO23– e de HCO –3 (solução tampão),
fraca. o que justiûca a variação muito pequena de pH nessa zona.
Antes de se atingir o segundo ponto de equivalência (ponto D da curva), existe
uma zona C, que corresponde também a uma mistura de HCO –3 e de H2CO3 (solução
tampão).
Procedimento experimental
Devem utilizar-se luvas de 1. Preparar uma solução aquosa de carbonato de sódio com a concentração de
borracha e óculos de 0,10 mol dm−3.
proteção durante o
manuseamento de ácidos e 2. Medir rigorosamente, com a pipeta volumétrica e respetiva pompete, 10,0 mL
bases. São soluções muito da solução de carbonato de sódio, previamente preparada, para o balão de
corrosivas.
Erlenmeyer (ou copo de precipitação) e adicionar 20,0 mL de água desioniza-
da, medida com uma proveta.
3. Colocar o balão de Erlenmeyer, com a barra de agitação, sobre a placa de
agitação magnética.
4. Prender o sensor de pH ao suporte com a respetiva garra e colocá-lo no in-
terior do balão de Erlenmeyer de modo que fique imerso na solução a titular.
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5. Encher a bureta, depois de previamente preparada, com a solução de ácido Material necessário:
clorídrico. sensor de pH; um balão
de Erlenmeyer com uma
abertura suûciente para
6. Prender a bureta ao suporte com uma garra, de modo que a sua extremidade introduzir o sensor e a
final fique sobre a abertura do vaso. extremidade da bureta
(ou substituir por um copo
7. Registar o volume inicial do titulante na bureta, atendendo aos algarismos de precipitação); placa de
agitação magnética; barra
significativos e à menor divisão da escala da bureta. de agitação magnética;
pipeta graduada de 10 mL;
8. Registar o pH da solução a titular. pompete; bureta de 25 mL;
suporte para a bureta
9. Ligar a agitação magnética e adicionar 1,0 mL de ácido clorídrico à solução e as respetivas garras;
vareta de vidro; balança
de carbonato de sódio.
analítica; esguicho para
água desionizada; copo
10. Desligar a agitação magnética e registar o valor de pH. de precipitação de 50 mL;
espátula; balão volumétrico
11. Repetir os procedimentos 9 e 10. Propõe-se que os volumes de titulante adi- de 100 mL; proveta de
cionados sejam os que se encontram nas tabelas de registo de resultados 25 mL; luvas de borracha;
óculos de proteção.
que se seguem.
Reagentes: água
desionizada; ácido
clorídrico*, 0,10 mol dm−3;
solução aquosa
Registo de resultados 0,10 mol dm−3 em
carbonato de sódio.
Os valores de pH em função do volume total de titulante adicionado podem ser
registados numa tabela como a que se segue. *Substância corrosiva
VHCᐉ (aq) / mL 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 9,0 9,5 9,6 9,7 9,8 9,9 10,0
pH
VHCᐉ (aq) / mL 10,1 10,2 10,3 10,4 10,5 11,0 13,0 15,0 17,0 18,0 19,0 19,5
pH
VHCᐉ (aq) / mL 19,6 19,7 19,8 19,9 20,0 20,1 20,2 20,3 20,4 20,5 21,0 23,0
pH
Tratamento de resultados
25
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Questões teórico-práticas
1. Relativamente a esta atividade laboratorial, responda às seguintes questões.
PROFESSOR
1.1 Titulante: HCƐ (aq); titulado: 1.1 Identiûque o titulante e o titulado.
solução que contém CO23–.
1.2 Quando se começa a 1.2 O que ocorre quando se começa a adicionar ácido clorídrico à solução de
adicionar HCƐ (aq) à solução carbonato de sódio?
de carbonato de sódio,
Na2CO3 (aq), os iões H+ reagem 1.3 Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
com os iões CO23– até que estes
se consumam completamente, Antes de se atingir o primeiro ponto de equivalência, na solução que está a
originando iões HCO3– . ser titulada existe uma mistura de…
1.3 (C)
(A) HCO –3 e H2CO3.
1.4 Existem dois pontos de
equivalência. (B) H3O+ e CO23–.
2. 25,0 mL de uma solução aquosa de carbonato de sódio 5,00 × 10−3 mol dm−3
foi titulada com ácido clorídrico de concentração 1,00 × 10−3 mol dm−3, a 25 ºC,
com o objetivo de analisar o funcionamento de um sistema tampão. As reações
que ocorrem durante esta titulação podem ser traduzidas através das equa-
ções químicas seguintes:
26
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B
C
D
E
F
V1 V2 Vtitulante / mL
27
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ATIVIDADE LABORATORIAL
MC AL 2.1 – 1 a 4
Entrada da
Coluna de água de
fracionamento arrefecimento
Condensador
de Liebig
Torneira
Balão de
destilação
Mistura de três
líquidos
Manta de
aquecimento Proveta graduada
como o primeiro destilado
28
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O líquido que se obtém em primeiro lugar, e que é recolhido num recipiente gra-
duado (um copo de precipitação, por exemplo), tem o nome de destilado.
Enquanto ocorre a condensação de um componente, a temperatura não varia.
Quando o termómetro acusa um aumento de temperatura, tal signiûca que, em prin-
cípio, todo o componente mais volátil já se condensou; deve então substituir-se o
recipiente de recolha por um outro, também graduado.
PROFESSOR
Quanto mais alta for a coluna de fracionamento, maior é o grau de pureza do Sugere-se uma mistura de 25 mL
de água desionizada, 25 mL de
destilado. acetona e 25 mL de etanol.
Poderão ser utilizadas outras
Nesta atividade laboratorial utilizaremos uma mistura inicial que contém três com- substâncias líquidas, desde
ponentes. Após a recolha do componente mais volátil, deve proceder-se de modo que sejam miscíveis e tenham
pontos de ebulição diferentes,
idêntico até recolher todo o destilado do componente com o segundo ponto de como por exemplo: etanol,
ebulição mais elevado. O terceiro componente da mistura, o que apresenta maior propan-1-ol e butan-1-ol.
ponto de ebulição, permanece no balão. Devem utilizar-se luvas de
borracha. Não inalar acetona
Ao componente líquido que ûca no balão de destilação depois da destilação nem metanol, pois são voláteis
chama-se resíduo. e irritantes.
8. Adaptar os tubos de borracha necessários à entrada e à saída de água do Ver medidas de precaução na
condensador. página 3.
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Registo de resultados
± ____ ± ____
Volume Volume
Temperatura / °C Temperatura / °C
recolhido / mL recolhido / mL
0 0
3 3
6 6
… …
30
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Tratamento de resultados
Questões teórico-práticas
Propriedades
físicas Temperatura de Densidade Índice de refração, c
ebulição, θ / °C relativa, d n, a 20 °C
Substância
e 100
a 90
80
70
60
100 mL 50
40
30
20
10
0
31
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d. 6. Coluna de fracionamento
7. Proveta
e.
8. Cabeça de destilação
A B C
θ /º C (A) θ /º C (B)
100 100
75 90
50 80
70
25
60
0 10 20 30 40 50 60 70 V / cm3 0 10 20 30 40 50 60 70 V / cm3
(C) θ /º C (D)
θ /º C
100 100
90 75
80 50
70
25
60
0 10 20 30 40 50 60 70 V / cm3 0 10 20 30 40 50 60 70 V / cm3
32
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(C) A primeira fração a ser recolhida nesta experiência corresponde ao butan-2-ol. 6.2 Éter dietílico ou éter
(metil)etilmetílico ou éter
(D) À medida que o vapor sobe no dispositivo representado no esquema de metilpropílico.
montagem laboratorial com a letra e, têm lugar diversos ciclos de ebulição-
-condensação.
(E) A última fração a ser recolhida apresenta um índice de refração, dentro da
aproximação experimental possível, de 1,398.
(F) As frações destiladas obtidas por destilação fracionada são mais puras do
que as obtidas por destilação simples.
(G) Os compostos da mistura a destilar não podem ser convenientemente se-
parados por destilação simples, dado que os seus pontos de ebulição não
diferem o suûciente.
(H) Por determinação de densidade relativa, e dentro da aproximação expe-
rimental possível, pode identiûcar-se cada uma das frações obtidas nesta
destilação.
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ATIVIDADE LABORATORIAL
Determinação da entalpia
5 de neutralização da reação
NaOH (aq) + HCᐉ (aq)
PROFESSOR
MC AL 2.3 – 1 a 5
Como o ácido e a base são eletrólitos fortes, considera-se que se ionizam e dis-
sociam completamente. Nesta reação, os iões Cᐉ− (aq) e Na+ (aq) são iões especta-
dores e a reação de neutralização é:
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O calor absorvido pela solução (NaOH (aq) + HCᐉ (aq)) pode calcular-se a partir
da seguinte expressão:
Qsolução = msolução × csolução × ΔTsolução
em que:
•Q solução
– calor absorvido pela solução;
•m solução
– massa da solução;
•c solução
– capacidade térmica mássica da solução;
• ΔT solução
– variação de temperatura.
Reagentes: água
Técnica a seguir na titulação
desionizada; solução
aquosa de hidróxido de
1. Encher a bureta, depois de devidamente preparada, com a solução de hidró- sódio* 2,0 mol dm−3; solução
xido de sódio. aquosa de ácido clorídrico*
2,0 mol dm−3.
2. Registar o volume inicial de titulante na bureta, atendendo aos algarismos
*Substância corrosiva
significativos e à menor divisão da escala da bureta.
Ver medidas de precaução na
3. Ligar a placa de agitação magnética com velocidade moderada. página 3.
35
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Registo de resultados
± ____ ± ____
… …
Tratamento de resultados
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Questões teórico-práticas
A maioria das reações químicas ocorre com variações de energia que frequen-
temente se manifestam sob a forma de calor – como é o caso da energia libertada
na combustão da gasolina.
Outras reações que não são de combustão podem igualmente libertar energia,
como é o caso de reações de neutralização entre soluções aquosas de ácido clorí-
drico, HCᐉ (aq), e hidróxido de sódio, NaOH (aq).
a
Coluna I Coluna II
1. Suporte universal
a.
2. Bureta
b.
3. Termómetro
c. 4. Garra
PROFESSOR
5. Pipeta graduada
d. 1. a – 6; b – 2; c – 1; d – 3; e – 4.
6. Placa de agitação magnética
e.
7. Copo de plástico
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θ / ºC
30,2
23,5
2.2 Selecione o gráûco que pode representar a curva de titulação para a rea-
ção entre a solução aquosa de ácido clorídrico e a solução aquosa de hidró-
xido de sódio.
9
7 7
6
100 VHC / cm3 100 VHC / cm3 100 VHC / cm3 100 VHC / cm3
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ATIVIDADE LABORATORIAL
6 Determinação da entalpia de
combustão de diferentes álcoois
PROFESSOR
MC AL 2.5 – 1 a 4
ᏼ= ⎪ΔcH°⎪
massa de combustível
A partir do valor de Q e da quantidade de combustível, é possível calcular ΔcH: Para determinar Q utiliza-se
a expressão matemática:
Q
ΔcH = Q = m c ΔT.
n
Na tabela seguinte encontram-se os valores das entalpias de combustão de
alguns álcoois, bem como as respetivas fórmulas moleculares e de estrutura.
Fórmula
Álcool Fórmula de estrutura ΔcH / kJ mol−1
molecular
H
Metanol CH3OH −726 Apresentação
H C OH AL 6 – Determinação da
entalpia de combustão de
H diferentes álcoois
H H Vídeo Laboratorial
AL 6 – Determinação da
Etanol C2H5OH H C C OH −1367 entalpia de combustão de
diferentes álcoois
H H
H H H
Propan-1-ol C3H7OH H C C C OH −2021
H H H
H H H
H OH H
H H H H
H H H H
39
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Nesta atividade laboratorial, que deverá ser realizada na hotte, vão utilizar-se
como combustíveis os álcoois presentes na tabela da página anterior.
Registo de resultados
A massa inicial e a massa ûnal dos álcoois utilizados, bem como a correspon-
dente temperatura máxima atingida pela água, podem ser registados numa tabela
como a que se segue.
± ____ ± ____
Metanol
Etanol
Propan-1-ol
Propan-2-ol
Butan-1-ol
40
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Tratamento de resultados
Questões teórico-práticas
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MC APL 2 – 1 a 3
CH2 CH CH2
OH OH OH
Propano-1,2,3-triol
43
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C17H33COOH :
COOH Ácido oleico
Em resumo:
Ácido gordo + Glicerol → Éster carboxílico + Água
(Glicérido)
Gordura Base
+ Metanol Biodiesel + Glicerol
(Éster carboxílico) (Álcool) (Diéster) (Glicerina)
Catalisador
O
O C R O H
O
O C R + 3 CH3OH 3R C + O H
O O CH3
O H
O C R
O
PROFESSOR
Questões teórico-práticas 1. A partir da reação entre
um ácido carboxílico gordo e
1. Os óleos alimentares utilizados na produção do biodiesel são gorduras. Como o propanotriol (glicerol). As
se obtêm as gorduras? gorduras são ésteres.
2. Glicéridos (triglicéridos,
2. Por que nome são conhecidas as gorduras? porque provêm do
propanotriol).
3. Considere o ácido palmítico, C15H31COOH, de massa molar 256,42 g mol−1. 3.1
COOH +
3.1 Escreva a equação química que traduz a reação entre este ácido e o glice- 3
| O
CH — O — C — C15H31 + 3 H2O
|
—
| O
CH2 — O — C — C15H31
—
O
3.2 6,500 mol
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PROFESSOR 3.3 A reação entre este ácido gordo e o glicerol originou 4,0 kg de óleo de
3.3.1 (B) palma.
3.3.2 76,2%
3.3.1 De entre as fórmulas de estrutura seguintes, identiûque, justiûcando,
3.4.1 CH3OH (aq) + NaOH (aq) →
a que representa o ácido palmítico.
→ NaCH3O (aq) + H2O (ᐉ)
Os produtos da reação são o
metóxido de sódio e a água. (A)
COOH
3.4.2 14,86 mol
COOH
(B)
COOH
(C)
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ATIVIDADE LABORATORIAL
MC AL 3.6 – 1 a 4
PROFESSOR
Prevê-se que esta atividade
Objetivo: Sintetizar um polímero de condensação. laboratorial seja desenvolvida
numa aula de 90 min.
A policondensação entre um diácido carboxílico e uma diamina origina uma
poliamida, que é uma molécula gigante.
Apresentação
AL 7 – Síntese de um
O nylon 6,6, que será sintetizado nesta atividade laboratorial, é uma das poliami- polímero
das mais importantes. Obtém-se pela reação entre:
1. cloreto de hexanodioílo, CᐉOC–(CH2)4–COCᐉ Vídeo Laboratorial
AL 7 – Síntese de um
2. hexano-1,6-diamina, H2N–(CH2)6–NH2 polímero
H O O H
O O H
n C (CH2)4 C + n N (CH2)6 N C (CH2)4 C N (CH2)6 N + 2n HC
C C H
H H n
Cloreto Hexano-1,6-diamina Grupo
de hexanodioílo amida
Nylon 6,6
O nylon 6,6 tem este nome porque é obtido por policondensação entre um Esta atividade deve ser
diácido e uma diamina, ambos com 6 átomos de carbono. Outras variedades de realizada na hotte.
nylon obtêm-se mudando a natureza do diácido ou da diamina. Usar luvas de borracha e
óculos de proteção.
Material necessário:
Procedimento experimental 2 copos de precipitação
de 50 mL; pinça com ponta
1. Colocar, num copo de precipitação de 50 mL, 6 gotas de cloreto de hexano- serrilhada; pipeta conta
dioílo e 15 mL de tetraclorometano. Agitar com a vareta e rotular como copo A. gotas; proveta de 25 mL;
luvas de borracha; óculos de
2. Noutro copo de precipitação de 50 mL, colocar 1,0 mL de hexano-1,6-diamina, proteção; 2 varetas de vidro;
25 mL de água desionizada e 5 gotas de hidróxido de amónio, 2 mol dm−3. pipeta graduada de 5 mL;
pompete.
Agitar com a vareta e rotular como copo B.
3. Colocar, em seguida, com muito cuidado e sem agitar a so- Reagentes: água
lução do copo B sobre a solução do copo A, de modo a desionizada; cloreto de
hexanodioílo*; hexano-1,6-
manter as duas fases separadas. A solução do copo A é a diamina*; tetraclorometano*†;
mais densa. hidróxido de amónio††
2 mol dm–3; vermelho
4. Com uma pinça com a ponta serrilhada retirar a película de
de metilo ou azul de
nylon, que se vai enrolando com uma vareta. (ver figura ao lado). bromocresol.
5. Repetir o procedimento experimental referido no ponto an-
*Substância tóxica
terior, enquanto houver reagentes.
6. Lavar o filamento de nylon cuidadosamente com água corrente. †Substância prejudicial
para o meio ambiente
7. Deixar secar sobre papel absorvente.
††Substância corrosiva
Informação: O processo de enrolamento deve ser feito de forma regular, para
que esse ûlamento não apresente irregularidades. Pode dar-se cor ao nylon adicio- Ver medidas de precaução na
nando uma gota de vermelho de metilo, ou de azul de bromocresol, às soluções. página 3.
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Conclusões
• Identificar os monómeros presentes na reação de síntese do polímero.
• Identificar a unidade estrutural do polímero.
• Escrever as equações químicas que traduzem as reações de síntese efetuadas
e interpretá-las.
• Indicar as razões que justificam a designação de nylon 6,6.
• Explicar o processo de polimerização.
• Avaliar a biodegradabilidade do polímero obtido.
• Explicitar e justificar os procedimentos utilizados em cada uma das etapas.
Questões teórico-práticas
Nesta atividade laboratorial, o nylon 6,6 obteve-se pela reação entre o cloreto
de hexanodioílo, CᐍOC–(CH2)4–COCᐍ, e a hexano-1,6-diamina, H2N–(CH2)6–NH2.
A equação química que traduz esta reação é:
H O O H
O O H
n C (CH2)4 C + n N (CH2)6 N C (CH2)4 C N (CH2)6 N + 2n HC
C C H
H H n
Cloreto Hexano-1,6-diamina Grupo
de hexanodioílo amida
Nylon 6,6
PROFESSOR 1. Que tipo de mistura se obtém quando se adicionam estes dois reagentes?
1. Obtém-se uma mistura
constituída por dois líquidos 2. Identifique, no copo, onde se encontra a hexano-1,6-diamina e onde se encon-
imiscíveis. O nylon 6,6 tra o cloreto de hexanodioílo.
forma-se na interface dos
dois líquidos. 3. Em relação ao nylon 6,6, pode afirmar-se que este composto…
2. A hexano-1,6-diamina (A) é um copolímero de condensação.
encontra-se no topo, sobre
o cloreto de hexanodioílo. (B) é um homopolímero de adição.
3. (D) (C) tem este nome porque contém um monómero com 6 átomos de carbono.
O O H
C (CH2)4 C N (CH2)6 N
H n
Nylon 6,6
48
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lOMoARcPSD|15072419
978-111-11-4400-5
000 02
9 781111 144005
[Link] [Link]