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Atividades Laboratoriais de Química em Portugal

O documento é um caderno de atividades laboratoriais de Química para o ensino médio em Portugal, abordando regras de segurança, identificação de perigos e uma variedade de experimentos práticos. Inclui atividades sobre reciclagem de cobre, produção de biodiesel, síntese de polímeros e determinações de entalpia. O caderno também sugere a estrutura para elaboração de relatórios de atividades laboratoriais.

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Patricia Afonso
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Atividades Laboratoriais de Química em Portugal

O documento é um caderno de atividades laboratoriais de Química para o ensino médio em Portugal, abordando regras de segurança, identificação de perigos e uma variedade de experimentos práticos. Inclui atividades sobre reciclagem de cobre, produção de biodiesel, síntese de polímeros e determinações de entalpia. O caderno também sugere a estrutura para elaboração de relatórios de atividades laboratoriais.

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Caderno DE Atividades Laboratoriais DO Professor

Química (Ensino Médio - Portugal)

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Índice

Regras de segurança no laboratório 2


Símbolos de identificação de perigo presentes em rótulos 3
Sinais de segurança 3
Material de uso corrente em laboratório 4
Proposta de elaboração de um relatório de atividade laboratorial 5

ATIVIDADE LABORATORIAL 1

Um ciclo do cobre 6

ATIVIDADE DE PROJETO LABORATORIAL 1


Construção de uma pilha com determinada diferença de potencial elétrico 10

ATIVIDADE LABORATORIAL 2

A cor e a composição quantitativa de soluções com iões metálicos 15

ATIVIDADE LABORATORIAL 3

Funcionamento de um sistema tampão 22

ATIVIDADE LABORATORIAL 4

Destilação fracionada de uma mistura de três componentes 28

ATIVIDADE LABORATORIAL 5

Determinação da entalpia de neutralização da reação NaOH (aq) + HCᐉ (aq) 34

ATIVIDADE LABORATORIAL 6

Determinação da entalpia de combustão de diferentes álcoois 39

ATIVIDADE DE PROJETO LABORATORIAL 2

Produção de um biodiesel a partir de óleos alimentares queimados 43

ATIVIDADE LABORATORIAL 7

Síntese de um polímero 47

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Regras de segurança no laboratório


O laboratório é um local de risco potencial, onde é necessário prevenir e ser responsável, respeitando
as normas que se seguem.

Regras gerais
• Conhecer bem o laboratório, nomeadamente a • Nunca cheirar ou provar diretamente os produ-
localização de saídas de emergência, extintores tos químicos.
de incêndio, caixas de primeiros socorros, chu-
veiros e equipamentos protetores.
• Não pipetar com a boca.
• Nunca trabalhar no laboratório sem que o pro- • Utilizar a hotte sempre que haja produção de
gases ou vapores nocivos.
fessor esteja presente.
• Em caso de acidente, comunicar de imediato ao • Não fumar, comer ou guardar alimentos no labo-
ratório.
professor.
• Usar sempre bata de algodão, sapatos com sola • Não manusear os reagentes diretamente com as
antiderrapante e prender os cabelos compridos. mãos.
Sempre que necessário, usar óculos de proteção, • Manter as bancadas limpas e arrumadas, o chão
luvas apropriadas, avental e máscara respiratória. limpo e seco e todas as passagens desobstruídas.

Regras para manipular instrumentos e produtos


• Preparar previamente o trabalho, lendo aten- • Não utilizar os instrumentos sem conhecer o seu
tamente o procedimento da aula laboratorial e funcionamento e as normas de segurança.
assinalando as precauções a tomar. Em caso de
dúvida, consultar o professor.
• Ao fazer uma montagem elétrica, manter os apa-
relhos desligados. Confirme com o professor se
• Antes de utilizar qualquer reagente, ler atenta- a montagem está correta antes de a ligar.
mente o rótulo e tomar conhecimento dos riscos
e cuidados a ter na sua utilização.
• Usar uma pinça para manipular material quente.
• Ao aquecer materiais em tubos de ensaio, posi-
• Utilizar pequenas quantidades de reagentes, cioná-los de modo que as projeções, a existirem,
para que não se desperdicem. não atinjam ninguém.
• Nunca repor num frasco reagente que dele se te- • Afastar substâncias inflamáveis de chamas.
nha retirado, pois entretanto pode ter adquirido
impurezas e irá adulterar o conteúdo do frasco.
• Colocar o material de vidro partido ou rachado
em recipientes próprios.
• Fechar e guardar os frascos dos reagentes ime- • Se sofrer acidentalmente salpicos de algum rea-
diatamente depois de serem retiradas as quanti-
gente, lavar a zona afetada com água corrente.
dades necessárias.
Se salpicar a bancada, limpar com água e secá-la
• Eliminar adequadamente os resíduos das subs- com um pano.
tâncias utilizadas.
• Após terminado o trabalho, deixar sempre a ban-
• As substâncias radioativas ou cancerígenas de- cada limpa e arrumada, todas as torneiras fecha-
vem ser usadas em quantidades muito pequenas. das e os aparelhos elétricos desligados.

Equipamento de segurança
No laboratório deve haver:
• Equipamento de emergência: esguicho para la- • Equipamento de incêndio: manta de enrolamento,
vagem de olhos, caixa de primeiros socorros. extintor de incêndios, balde de areia, chuveiro.

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Símbolos de identificação de perigo presentes em rótulos

Sinais
de perigo Tóxico Irritante Explosivo

Usar bata, óculos e Evitar o contacto Colocar em lugar fresco e evitar choques.
luvas de proteção. com a pele, os Usar bata, óculos e luvas de proteção.
olhos e os órgãos
respiratórios.

Mutagénico ou Prejudicial para o


Corrosivo Inflamável Comburente
carcinogénico meio ambiente

Usar bata, luvas, Não foguear perto. Manter afastado Usar equipamento Utilizar reservatórios
máscara e óculos Manter afastado de produtos de proteção adequados para a recolha
de proteção. das chamas. inüamáveis. especíûco. destes produtos.

Sinais de segurança

Sinais de
obrigatoriedade
Uso obrigatório de Proteção obrigatória Uso obrigatório de Proteção obrigatória
óculos de proteção. das vias respiratórias. luvas de proteção. do corpo.

Sinais
de proibição
Proibição de utilizar Proibição de fumar. Proibição de apagar Proibição de beber
chama descoberta. fogo com água. água canalizada.

Sinais
de salvamento

Primeiros socorros. Lavagem de olhos. Via/Saída de emergência. Direção a seguir.

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Material de uso corrente em laboratório

11 Ampola de
decantação
12 Funil de carga
13 Tina
14 Balão
volumétrico
15 Balão de fundo
1 2 3 4 5 6 7 plano
16 Funil de vidro
17 Proveta graduada
18 Copo de
precipitação ou
gobelé
19 Kitasato
10 Balão de
Erlenmeyer
11 Tubos de ensaio
e respetivo
8 9 10 11 12 13 14
suporte
12 Balão de fundo
redondo
13 Cristalizadores
19
14 Vidro de relógio
15 Condensador
18
16 Bureta
17 Pipeta graduada
17
18 Pipeta
volumétrica
16
15 20 21 19 Termómetro
20 Vareta de vidro
21 Conta-gotas
22 Suporte
23 Noz
24 Garra
22 25 Argola
26 Suporte de
buretas
27 Esguicho
23 24 26 27 28 29 30 31 28 Funil de
Büchner
29 Cápsula de
porcelana
30 Almofariz
25
31 Cadinho
32 Tripé
33 Espátula
34 Pinça
35 Tesoura
32 33 34 35 36 37 36 Pompete
37 Lamparina

4
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Proposta de elaboração de um relatório


de atividade laboratorial
Um relatório de uma atividade laboratorial deve incluir:

• Título da atividade laboratorial.


• Objetivo.
• Introdução teórica.
• Material e reagentes necessários.
• Procedimento experimental.
• Cálculos pré-laboratoriais.
• Registo de resultados.
• Tratamento de resultados.
Neste ponto dever-se-á, sempre que se justifique:
– determinar o valor médio da grandeza a medir (média aritmética dos valores
das medições);
– determinar a incerteza absoluta da leitura;
– determinar o desvio de cada medição;
– determinar o desvio absoluto máximo;
– tomar para incerteza absoluta a maior das incertezas anteriores (de leitura
ou de observação);
– determinar a incerteza relativa em relação ao valor médio, exprimindo-a em
percentagem (desvio percentual) e associá-la à precisão das medidas;
– exprimir o resultado da medição direta em função do valor médio e da in-
certeza absoluta ou da incerteza relativa.

• Análise de resultados.
Neste ponto, devem comparar-se os valores obtidos em alguns trabalhos:
– com os obtidos por outros grupos;
– com valores tabelados.

• Conclusões.
Neste ponto, devem ser:
– identificados erros – aleatórios e/ou sistemáticos;
– comentados os resultados obtidos;
– referidas quais as possíveis causas para erros cometidos durante o traba-
lho, e formas de os minimizar.

• Bibliografia.
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ATIVIDADE LABORATORIAL

1 Um ciclo do cobre PROFESSOR

MC AL 1.2 – 1 a 4

Objetivo: Compreender como reciclar um metal usando processos químicos.

PROFESSOR Cerca de 66% dos elementos presentes na Tabela Periódica são metais.
Como a parte teórica e o Os metais possuem baixas energias de ionização o que faz com que se oxidem
procedimento experimental facilmente. Quanto maior a tendência de um metal para se oxidar, mais reativo é
são um pouco extensos,
propõe-se que esta atividade
esse metal.
laboratorial seja trabalhada Os minérios de cobre apresentam-se na forma de sulfuretos, como a calcosita,
em duas aulas. Cu2S, e na forma de óxidos como a cuprite, Cu2O. Também se encontram na nature-
za pequenos depósitos de cobre no estado livre.
O cobre reage com os oxoácidos como, por exemplo, o ácido nítrico, HNO3 (aq).

Apresentação Nesta atividade laboratorial vamos realizar uma série de reações químicas que
AL 1 Um ciclo do cobre
envolvem o cobre metálico, Cu (s), como reagente inicial e produto final. A este
Vídeo Laboratorial conjunto de reações dá-se o nome de ciclo do cobre. Este ciclo mostra que o cobre
AL 1 Um ciclo do cobre metálico, tal como outros metais, pode ser reciclado várias vezes por processos
químicos.
As reações químicas que ocorrem no ciclo do cobre estão representadas no es-
quema da Fig. 1 e são as seguintes:
Cu (s)
E A
A. Cu (s) + 4 HNO3 (aq) → Cu(NO3)2 (aq) + 2 H2O (ᐉ) + 2 NO2 (g)
O ácido nítrico concentrado, HNO3 (aq), oxida o cobre metálico a Cu2+ no nitra-
Cu SO4 (aq) Cu (NO3)2 (aq) to de cobre (II), Cu(NO3)2, com libertação de vapores acastanhados de dióxido
de nitrogénio, NO2 (g). Estes vapores são altamente tóxicos e poluentes. A cor
D B
azulada da solução de nitrato de cobre (II) deve-se à presença do ião Cu2+ na
Cu O (s) Cu (OH)2 (s) solução.

C B. Cu(NO3)2 (aq) + 2 NaOH (aq) → Cu(OH)2 (s) + 2 NaNO3 (aq)


Fig. 1 Esquema Nesta reação forma-se um precipitado de hidróxido de cobre (II), Cu(OH)2, de
representativo do ciclo cor azul.
do cobre.
C. Cu(OH)2 (s) →
Δ
CuO (s) + H2O (ᐉ) (por aquecimento)
Por aquecimento, o hidróxido de cobre (II), Cu(OH)2, decompõe-se originando o
óxido de cobre (II), CuO, e água.

D. CuO (s) + H2SO4 (aq) → CuSO4 (aq) + H2O (ᐉ)


O óxido de cobre (II) reage com o ácido sulfúrico, H2SO4 (aq), originando um sal:
sulfato de cobre (II), CuSO4, cuja solução apresenta cor azulada, característica da
presença, na solução, de iões Cu2+.

E. CuSO4 (aq) + Zn (s) → Cu (s) + ZnSO4 (aq)


O elemento cobre da espécie CuSO4 reduz-se a cobre metálico, Cu (s). O sulfa-
to de cobre (II) é a espécie oxidante, porque contém o elemento que se reduz
(Cu2+); o zinco metálico é a espécie redutora.

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Procedimento experimental Usar luvas de borracha e


óculos de proteção durante
o manuseamento de ácidos
Ponto de partida: cobre metálico, Cu (s) e bases.
Para proteger as vias
1. Cortar um pedaço de um fio de cobre, com uma massa aproximadamente respiratórias, a reação A, em
igual a 0,30 g. que se utiliza ácido nítrico
(cujos vapores são muito
2. Se o ûo não estiver bem limpo e brilhante, mergulhá-lo numa solução de tóxicos) e há libertação
ácido clorídrico, lavá-lo com álcool e secá-lo com papel de ûltro. de vapores de dióxido
de nitrogénio, também
3. Pesar a amostra de cobre, até ao centigrama, e registar o valor lido na ba-
conhecidos como vapores
lança. rutilantes, deve ser realizada
4. Enrolar o ûo e colocá-lo no fundo de um copo de precipitação de 250 mL. na hotte.

Reação A: de Cu (s) a Cu(NO3)2 (aq) Material necessário:


balança analítica; placa
1. Com o auxílio de uma pipeta e da respetiva pompete, adicionar 4 mL de áci- de aquecimento; 2 varetas
do nítrico concentrado ao fio de cobre e agitar suavemente até dissolução de vidro; proveta de
200 mL; proveta de 50 mL;
completa. Esta operação deverá ser realizada na hotte.
4 papéis de ûltro; 4 copos
2. Registar as alterações observadas. de precipitação de
250 mL; vidro de relógio;
3. Medir 100 mL de água desionizada com a proveta e adicionar à solução pipeta graduada de 5 mL;
anterior. pipeta graduada de 10 mL;
pipeta graduada de 20 mL;
pompete; pinça; espátula;
Reação B: de Cu(NO3)2 (aq) a Cu(OH)2 (s) luvas de borracha; óculos
de segurança.
1. Medir 30 mL de solução aquosa de hidróxido de sódio com a proveta de
50 mL e adicionar à solução, agitando sempre com uma vareta de vidro, para Reagentes: água
provocar a precipitação do hidróxido de cobre (II). desionizada; ácido nítrico*
16,0 mol dm−3; ácido
2. Registar o que se observa. sulfúrico* 6,0 mol dm−3;
ácido clorídrico* diluído;
ûo de cobre; zinco em pó;
Reação C: de Cu(OH)2 (s) a CuO (s) solução de hidróxido de
1. Colocar o copo de precipitação sobre a placa de aquecimento. Aquecer a sódio* 3 mol dm−3; acetona†;
álcool†.
solução quase até à ebulição, agitando sempre para uniformizar o aqueci-
mento da solução. *Substância corrosiva

2. Retirar o copo de precipitação da placa de aquecimento quando a reação


estiver completa, isto é, quando se formar o óxido de cobre (II), que é negro. †Substância inüamável

3. Continuar a agitar com a vareta de vidro por mais dois ou três minutos. Ver medidas de precaução na
página 3.
4. Deixar repousar o óxido de cobre (II) e decantar cuidadosamente o líquido,
evitando as perdas de sólido.
5. Medir 200 mL de água com a proveta e adicionar ao resíduo obtido em 4.
6. Agitar e decantar novamente.

Reação D: de CuO (s) a CuSO4 (aq)


1. Medir 15 mL de ácido sulfúrico com uma pipeta graduada e respetiva pom-
pete.
2. Adicionar o ácido com a ajuda da pipeta e respetiva pompete, agitando en-
quanto a adição do ácido se processa.
3. Registar as alterações observadas.

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Reação E: de CuSO4 (aq) a Cu (s)


1. Na hotte, adicionar de uma só vez 1,30 g de zinco em pó, agitando até que o
líquido sobrenadante fique incolor.
2. Registar as alterações observadas.
3. Decantar o líquido sobrenadante e despejar no recipiente apropriado para
recolha de resíduos.
4. Se ainda houver zinco por reagir, adicionar, com o auxílio da pipeta e respe-
tiva pompete, 10 mL de ácido clorídrico e aquecer ligeiramente.
5. Quando deixar de se libertar gás, decantar o líquido.
6. Lavar com cerca de 10 mL de água desionizada, deixar repousar e decantar
o líquido.
7. Repetir esta operação mais duas vezes.
8. Transferir o cobre, com a ajuda de uma espátula ou de uma pinça, para um
vidro de relógio.
9. Lavar com acetona e secar na estufa.
10. Transferir o cobre seco para um copo previamente pesado e medir a massa
do conjunto (copo mais cobre) até ao centigrama.
11. Determinar a massa de cobre obtido.

Registo de resultados

Registe a precisão da balança, a massa inicial de cobre metálico e a massa ûnal


obtida.

Incerteza da medição com Massa inicial de cobre Massa final de cobre


a balança / g metálico / g metálico / g

± ____

Tratamento de resultados

• Determinar o rendimento final do ciclo do cobre:


massa final de cobre metálico
␩= × 100
massa inicial de cobre metálico

Análise de resultados e conclusões

• Identificar possíveis fontes de erro na determinação do rendimento desta rea-


ção e formas de as minimizar.
• Identificar alguns problemas de poluição relacionados com a reciclagem do
cobre associados ao processo utilizado nesta atividade laboratorial.

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Questões teórico-práticas

Considere o esquema ao lado, representativo do ciclo do cobre, e as equa- Cu (s)


E A
ções químicas das reações que ocorrem neste processo.
A. Cu (s) + 4 HNO3 (aq) → Cu(NO3)2 (aq) + 2 H2O (ᐉ) + 2 NO2 (g)
Cu SO4 (aq) Cu (NO3)2 (aq)
B. Cu(NO3)2 (aq) + 2 NaOH (aq) → Cu(OH)2 (s) + 2 NaNO3 (aq)
C. Cu(OH)2 (s) → CuO (s) + H2O (ᐉ) (por aquecimento) D B
D. CuO (s) + H2SO4 (aq) → CuSO4 (aq) + H2O (ᐉ) Cu O (s) Cu (OH)2 (s)
E. CuSO4 (aq) + Zn (s) → Cu (s) + ZnSO4 (s)
C
1. A reação A do ciclo do cobre ocorre quando este metal é atacado pelo
ácido nítrico, HNO3 (aq), concentrado, de acordo com a equação química
PROFESSOR
seguinte:
1.1 Indica que a reação se
I. Cu (s) + 4 H+ (aq) + 4 NO 3– (aq) → Cu(NO3)2 (aq) + 2 NO2 (g) + 2 H2O (ᐉ) processa em meio ácido.
Se o ácido nítrico for diluído, a reação que ocorre será: 1.2 O ião NO –3 é reduzido pois
contém o elemento (N) cujo
II. 3 Cu (s) + 8 H+ (aq) + 8 NO 3– (aq) → 3 Cu(NO3)2 (aq) + 2 NO (g) + 4 H2O (ᐉ) número de oxidação diminui.
1.1 O que indica o ião H+ (aq) nas equações químicas I e II? 1.3 O ião NO –3 tem maior poder
oxidante na reação II.
1.2 Justiûque se o ião nitrato, NO 3– (aq), é reduzido ou oxidado. 1.4 (A)

1.3 O poder oxidante do ião NO 3– (aq) é maior na equação química I ou II? 2.1 A e E
Justiûque. 2.2 D
2.3 B
1.4 Selecione a opção incorreta.
(A) A variação do número de oxidação do cobre na equação I é −2. 3.1 Para libertar o cobre de
impurezas.
(B) A variação do número de oxidação do nitrogénio na equação II é −3.
3.2 O cobre não reage com o
(C) A variação do número de oxidação do nitrogénio na equação I é −1. ácido clorídrico porque E 0(H+) é
menor que E 0(Cu2+).
(D) A variação do número de oxidação do cobre na equação I é +2.
3.3 5,76 × 10−1 g
3.4.1 O zinco atua como
2. De entre as reações assinaladas de A a E, identifique:
redutor.
2.1 as reações de oxidação-redução; 3.4.2 56%
2.2 a reação ácido-base;
2.3 a reação de precipitação.

3. Um fio de cobre com a massa de 0,50 g foi introduzido em ácido clorídrico,


HCᐉ (aq). Em seguida, retirou-se o fio de cobre da solução ácida, com o
auxílio de uma pinça, lavou-se bem com água desionizada, secou-se com
papel de filtro e mediu-se de novo a massa.
3.1 Por que razão se introduziu o ûo de cobre em ácido clorídrico?
3.2 Por que razão o cobre metálico não reage com o ácido clorídrico?
3.3 Considerando que a percentagem de impurezas no ûo de cobre era de
25%, determine a massa de hidróxido de cobre (II) que se obteve na
reação B.
3.4 Depois de lavado e decantado, o óxido de cobre (II) obtido na reação C
foi pesado. A massa de óxido registada foi de 0,35 g. Em seguida, as
reações D e E apresentaram rendimento de 100%.
3.4.1 Qual o papel do zinco na reação E?
3.4.2 Calcule o rendimento ûnal do ciclo de cobre.

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ATIVIDADE DE PROJETO LABORATORIAL


Construção de uma pilha

1 com determinada diferença


de potencial elétrico
PROFESSOR

MC APL 1 – 1 a 3

Objetivo: Conceber e fundamentar um percurso investigativo para dar resposta à


questão problema: como construir uma pilha com uma determinada diferença de
PROFESSOR potencial elétrico?
Propõe-se que esta APL
seja preparada e executada em
duas ou três aulas.
Com esta atividade de projeto laboratorial pretende-se que os alunos planiû-
quem e construam uma pilha com voltagem pré-deûnida, não superior a 1,5 V.

Uma pilha eletroquímica é um dispositivo capaz de produzir energia elétrica à


custa de uma reação de oxidação-redução espontânea, reação em que há transfe-
rência total ou parcial de eletrões. O fundamento de uma pilha eletroquímica é sepa-
rar as semiequações de oxidação e de redução, de modo que os eletrões circulem
Apresentação externamente através de um ûo condutor.
APL 1 – Construção
de uma pilha com
determinada diferença A pilha eletroquímica ou célula galvânica, é constituída por:
de potencial elétrico
• duas lâminas metálicas (elétrodos);
Vídeo Laboratorial • duas soluções condutoras (soluções eletrolíticas) de determinada concentra-
APL 1 – Construção ção;
de uma pilha com
determinada diferença
• um fio condutor que une exteriormente os dois elétrodos;
de potencial elétrico • uma ponte salina, ou ponte eletrolítica, constituída por um pequeno tubo de
vidro em «U» cheio de uma solução gelatinosa de agar-agar concentrada em
cloreto de potássio (K+ Cᐉ–) ou nitrato de potássio (K+ NO 3– ).

A uma pilha eletroquímica deste tipo dá-se o nome de pilha de Daniell.


A Fig. 2 mostra o esquema de montagem de uma pilha eletroquímica. Os pares
de iões metálicos aqui indicados são apenas uma sugestão, podendo ser utilizados
outros na realização desta atividade de projeto laboral.

Voltímetro

Zn Cu

Ponte salina (KC )

Fig. 2 Esquema de montagem de uma pilha


eletroquímica, com medição da respetiva (Zn2+ + SO42−) (Cu2+ + SO42−)
força eletromotriz, utilizando soluções de
Zn2+ e de Cu2+ com igual concentração.

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Os eletrões deslocam-se do ânodo para o cátodo, onde se dá a reação de redu-


ção, originando a corrente elétrica.
No voltímetro lê-se o valor da força eletromotriz (f.e.m.).

A função da ponte salina é manter a eletroneutralidade da solução. No caso


apresentado na Fig. 2, os aniões da ponte salina deslocam-se no sentido da solu-
ção de sulfato de zinco e os catiões da ponte salina deslocam-se no sentido da
solução de sulfato de cobre (II).

Para a pilha eletroquímica representada na Fig. 2, temos o seguinte diagrama:

Zn (s) | Zn2+ (aq) || Cu2+(aq) | Cu (s)


Ânodo Cátodo

A f.e.m. das pilhas que se vão construir nas condições padrão (E 0pilha) calcula-se
pela diferença entre o potencial padrão de redução (ou potencial normal de redu-
ção) da espécie que se reduz na reação direta e o potencial padrão de redução da
espécie que se reduz na reação inversa.

E 0pilha = E 0 (cátodo) − E 0 (ânodo)

A extensão de uma reação reüete a tendência, no início da reação, de um rea-


gente para ceder eletrões e do outro para os receber.
Se esta tendência for grande, a constante de equilíbrio, Kc, é elevada e a f.e.m.
da pilha baseada nessa reação, no início do funcionamento, será também elevada.

Considerando as reações de duas pilhas em condições idênticas, à reação mais


extensa (Kc mais elevado) corresponde uma f.e.m. mais elevada.

A expressão que relaciona E 0pilha com Kc é:

0,059
E 0pilha = log Kc
n
em que n é o número de eletrões envolvidos na equação de oxidação-redução.

Pode ainda afirmar-se que:

•K c
> 1 ⇒ E 0pilha > 0

•K c
= 1 ⇒ E 0pilha = 0

•K c
< 1 ⇒ E 0pilha < 0 (reação não espontânea)

A f.e.m. de uma pilha, Epilha, depende da concentração dos iões e das pressões
dos gases envolvidos na reação de oxidação-redução em causa.

A equação de Nernst relaciona a f.e.m. de uma pilha com a concentração dos


iões presentes e a pressão dos gases, diferentes do estado padrão, e com os poten-
ciais normais ou padrão dos elétrodos.

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Matematicamente, a equação de Nernst é dada por:


0,059
E pilha = E 0pilha – log Qc
n

°
¯

°



¯




1.ª parcela 2.ª parcela

Nesta equação, válida para soluções muito diluídas:


• n é o número de eletrões transferidos na equação de oxidação-redução em
que se baseia a pilha;
•Q c
é o quociente da reação.

Através desta equação deduz-se que a f.e.m. da pilha diminui à medida que a
PROFESSOR reação prossegue, pois à medida que a reação avança as concentrações dos pro-
Poderão ser preparados 100 mL dutos aumentam e as concentrações dos reagentes diminuem, aumentando Qc e,
das soluções aquosas de consequentemente, a segunda parcela.
sulfato de cobre (II) com a Quando se atinge o equilíbrio, Qc = Kc: a segunda parcela da equação de Nernst
concentração 1,5 mol dm−3,
e de sulfato de zinco com a ûca então igual à primeira e Epilha = 0.
concentração 2,0 mol dm−3,
por exemplo. Nesta atividade de projeto laboratorial procede-se à introdução de dois elétrodos
A partir destas soluções de metais diferentes em soluções aquosas de sais dos metais respetivos, com con-
preparar outras mais diluídas,
com as concentrações
centrações iguais ou concentrações diferentes.
0,5 mol dm−3 e 1,0 mol dm–3.
Deve ainda ser preparada uma Antes de se iniciar a construção da pilha sugere-se que os alunos discutam entre
solução gelatinosa de si:
agar-agar com solução
1,0 mol dm−3 de cloreto de • o princípio de funcionamento de uma pilha eletroquímica;
potássio, para a ponte salina. • os processos corretos de manuseamento de produtos químicos (uso de luvas;
lavagem cuidadosa das mãos e das unhas após o seu manuseamento);
• o procedimento laboratorial a realizar.

Registo de resultados

As leituras registadas pelo voltímetro nas experiências efetuadas podem ser


apresentadas sob a forma de uma tabela como a seguinte.

Incerteza da
[Ião metálico 1] / [Ião metálico 2] /
medição com o E0(registado) / V
mol dm−3 mol dm−3
voltímetro / V

0,10 0,10

0,05 0,05
± ____
0,10 0,05

0,15 0,20

Nota: poderão usar-se outras concentrações.

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Tratamento de resultados

Para cada conjunto de valores registados na tabela anterior, determinar:


• o quociente da reação, Q ;
c

• a f.e.m. teórica da pilha, recorrendo à equação de Nernst, tendo em vista a


concentração das soluções e os potenciais padrão dos elétrodos utilizados.
Para isso, consulte a série eletroquímica da página 52 do manual.

Análise de resultados e conclusões

Cada grupo de alunos deverá:


• representar esquematicamente a pilha que construiu;
• concluir sobre a necessidade da utilização de uma ponte salina;
• comparar o valor obtido com o valor teórico determinado pela equação de
Nernst, e apontar as causas para eventuais desfasamentos;
• verificar a dependência entre a voltagem e o quociente da reação; PROFESSOR

• elaborar gráficos, a partir dos dados registados, que relacionem a f.e.m. da 1.


Material: balança analítica,
pilha com as concentrações das soluções usadas; espátula, 6 copos de
• concluir, a partir das observações efetuadas, sobre a necessidade de utilizar precipitação, vareta de vidro,
funil, 6 balões volumétricos
dois metais diferentes (ou de mergulhar o metal em soluções de concentra- de 100 mL; esguicho de água
ções diferentes). desionizada, pipeta e pompete.
Pesa-se a massa de substância
num copo de precipitação,
adiciona-se um pouco de água
Questões teórico-práticas desionizada e agita-se com a
vareta até dissolver.
Para construir as pilhas eletroquímicas desta atividade uma turma utilizou uma De seguida, transvasa-se para
o balão volumétrico com o
placa de cobre, uma placa de zinco, uma ponte salina com solução de cloreto de
auxílio da vareta e do funil.
potássio, KCᐍ, um voltímetro, um interruptor, um fio condutor e seis soluções aquo- Adiciona-se água desionizada
sas com as seguintes concentrações: até um pouco antes do traço de
referência do balão e agita-se.
[CuSO4] = 0,5 mol dm−3; [CuSO4] = 1,0 mol dm−3; [CuSO4] = 1,5 mol dm−3 Completa-se o volume até ao
[ZnSO4] = 0,5 mol dm−3; [ZnSO4] = 1,0 mol dm−3; [ZnSO4] = 2,0 mol dm−3 traço de referência.
Massa a pesar para 100 mL de
solução:
1. Indique o que deve fazer para preparar 100 mL de cada uma destas solu-
[CuSO4] = 0,5 mol dm−3: 12,48 g
ções, não se esquecendo de referir o material que é necessário utilizar. de CuSO4.5H2O
2. Na tabela seguinte estão indicadas as concentrações de soluções eletrolí- [CuSO4] = 1,0 mol dm−3: 24,97 g
ticas utilizadas nas pilhas eletroquímicas da atividade. de CuSO4.5H2O
[CuSO4] = 1,5 mol dm−3: 37,46 g
de CuSO4.5H2O
Pilha [Cu2+] / mol dm−3 [Zn2+] / mol dm−3
[ZnSO4] = 0,5 mol dm−3: 8,07 g
de ZnSO4
A 1,0 1,0 [ZnSO4] = 1,0 mol dm−3: 16,14 g
de ZnSO4
B 1,0 0,5 [ZnSO4] = 2,0 mol dm−3: 32,29 g
de ZnSO4
C 0,5 0,5

D 1,5 2,0

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PROFESSOR 2.1 Represente esquematicamente a pilha galvânica A e faça a respetiva le-


2.1 Voltímetro genda.

2.2 Em relação à pilha B:


Zn (s) Cu (s)
Ponte salina

2.2.1 faça o diagrama da pilha;


Zn 2+
2−
Cu 2+
2−
2.2.2 identiûque o cátodo, o ânodo e o sentido em que üuem os eletrões;
SO4 SO4

[ Zn2+ (aq) ] = 1,0 mol dm –3 [ Cu 2+ (aq) ] = 1,0 mol dm –3 2.2.3 descreva o papel da ponte salina e indique o sentido em que se
deslocam os catiões e os aniões da solução de cloreto de potássio,
2.2.1
Zn (s) | Zn2+ (aq) (1,0 mol dm–3) || KCᐉ, presente na ponte salina;
|| Cu2+ (aq) (1,0 mol dm–3) | Cu (s)
2.2.2 Cátodo: cobre; ânodo: 2.2.4 indique, justiûcando, se a oxidação ocorre no elétrodo de cobre ou
zinco. Os eletrões fluem do no de zinco;
ânodo para o cátodo.
2.2.3 A ponte salina fecha 2.2.5 escreva as semiequações de oxidação e de redução que ocorrem
o circuito e mantém a nos elétrodos;
neutralidade das soluções.
Os catiões K+ movem-se para 2.2.6 identiûque, justiûcando, o metal de maior poder redutor.
o lado da solução de sulfato
de cobre e os aniões NO3–
2.3 Considere a pilha D. Suponha que o valor lido no voltímetro desta pilha é
movem-se para o lado da
solução de sulfato de zinco. 80% do valor que obteria através da equação de Nernst.
2.2.4 A oxidação ocorre no Determine a f.e.m. desta pilha, a 25 ºC.
elétrodo de zinco, pois este é Dados: Eº(Cu2+/Cu) = +0,34 V; Eº(Zn2+/Zn) = –0,76 V
o ânodo.
2.2.5 Semiequação de oxidação: 2.4 Faça uma análise crítica à seleção dos valores de concentração das solu-
Zn (s) → Zn2+ (aq) + 2 e−
ções usadas pela turma para construir as pilhas eletroquímicas.
Semiequação de redução:
Cu2+ (aq) + 2 e− → Cu (s)
2.2.6 O zinco, porque sofre
oxidação.
2.3 0,88 V
2.4 O uso destas concentrações
conduz ao gasto excessivo
de reagentes. O recurso a
soluções de concentração
dez vezes mais diluídas
traduzir-se-ia na poupança de
90% dos reagentes gastos.

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ATIVIDADE LABORATORIAL

2 A cor e a composição quantitativa


de soluções com iões metálicos
PROFESSOR

MC AL 1.5 – 1 a 5

Objetivo: Determinar a concentração de uma solução corada pela intensidade da PROFESSOR


sua cor, utilizando um espetrofotómetro. Prevê-se que esta atividade
laboratorial seja desenvolvida
A análise química baseada na variação da intensidade da cor de uma dada so- numa aula de 90 minutos.

lução em função da concentração de um dos seu componentes chama-se análise


colorimétrica. Com este método conseguem determinar-se concentrações muito
baixas dos iões a dosear na solução.
Apresentação
O espetro de absorção de uma substância é um gráûco da quantidade de radia- AL 2 – A cor e a composição
ção absorvida pela amostra em função do comprimento de onda, λ, da radiação. quantitativa de soluções
com iões metálicos

A cor observada depende do comprimento de onda da radiação absorvida, como Vídeo Laboratorial
se constata na tabela seguinte. AL 2 – A cor e a composição
quantitativa de soluções
com iões metálicos
Cor observada em função do comprimento de onda da radiação absorvida por um corpo

Comprimento de onda
Cor absorvida Cor observada
absorvido (nm)

410 Violeta Amarelo-esverdeado

430 Azul-violeta Amarelo

480 Azul Alaranjado

500 Verde-azulado Vermelho

530 Verde Púrpura

560 Amarelo-esverdeado Violeta

580 Amarelo Azul-violeta

610 Alaranjado Azul

680 Vermelho Verde-azulado

720 Vermelho escuro Verde

Os espetros de absorção são obtidos usando aparelhos chamados espetróme-


tros. Para a zona do ultravioleta e do visível, os espetrómetros são designados de
espetrofotómetros.

O estudo quantitativo da radiação absorvida por uma solução permite determinar


a concentração da solução.
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Em 1760, Johann Lambert estudou experimentalmente a absorção da radiação


pelas substâncias, na zona do visível e do ultravioleta. Mais tarde, em 1852, August
Beer elaborou a lei que hoje é conhecida por Lei de Lambert-Beer.

I A Fig. 3 representa esquematicamente o princípio em que se baseia a Lei de


c,¡ Lambert-Beer. A célula paralelepipédica, denominada cuvette, contém uma substân-
I0 cia absorvente que pode ser sólida, líquida ou gasosa, na qual incide uma radiação
monocromática de intensidade I0. A intensidade da radiação diminui depois de atra-
Fig. 3 Célula (cuvette) para vessar a célula de largura ᐉ.
análise espetrofotométrica
de uma amostra. Deûne-se absorvância, A, como o logaritmo da relação entre a intensidade da
luz incidente, I0, e a intensidade da luz transmitida, I.
I0
A = log
I

A intensidade da luz absorvida por espécies moleculares em solução é tanto


maior quanto maior o número de moléculas «no caminho da luz». Assim, a absor-
vância de uma solução aumenta com a espessura, ᐉ, da amostra e com a respetiva
concentração, c.

A Lei de Lambert-Beer relaciona matematicamente a absorvância com a espes-


sura da amostra e a concentração da solução:
A=εᐉc

Para um dado comprimento de onda, ε é uma constante característica do com-


posto, denominada coeficiente de absorção molar.
Esta expressão permite determinar a concentração de uma solução, a partir do
respetivo espetro de absorção, conhecidos os valores de ε e de ᐉ.

A concentração dos iões a dosear na solução em análise vai depender do valor


do coeûciente de absorção molar do ião para um dado comprimento de onda. Se
o coeûciente de absorção molar for elevado, por exemplo da ordem de grandeza
105 mol–1 dm3 cm–1, podem-se detetar concentrações da ordem de 10−6 mol–1 dm3 cm–1.

A absorção de radiações com frequências nas zonas do visível e do ultravioleta


por parte das moléculas está na base da espetroscopia do visível e do ultravioleta,
e da identiûcação e doseamento das espécies químicas presentes numa solução.

Esta técnica é utilizada para dosear chumbo nos peixes, nitritos nas carnes fuma-
das de conserva, iões Fe3+ no leite e na água, etc.

Nesta atividade laboratorial vai utilizar-se um espetrofotómetro (Fig. 4), aparelho


cuja utilidade se baseia na Lei de Lambert-Beer.
Os espetrofotómetros são, em geral, constituídos por:
• uma fonte de radiação;
• um monocromador, que é um dispositivo ótico que transmite um estreito intervalo
de comprimentos de onda, selecionáveis a partir da fonte de radiação usada;
• compartimentos para amostras;
• detetor, muito sensível aos fotões, que converte a radiação em sinal elétrico;
• computador, que processa os dados e fornece os resultados obtidos;
Fig. 4 Espetrofotómetro. • um teclado de funções que seleciona o modo operativo.
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Nos espetrofotómetros mais modernos, de feixe duplo, a amostra é inserida


numa célula de plástico ou de vidro, em geral paralelepipédica, enquanto o solvente
é colocado numa outra.

Como a absorvância se lê diretamente no espetrofotómetro, é fácil calcular a


concentração dos iões na solução utilizando a lei de Lambert-Beer.

Antes de iniciar o ensaio há que ter em conta as seguintes observações:


• as leituras do espetrofotómetro devem ser sempre realizadas com a tampa
fechada;
• as células de plástico devem ser usadas uma única vez;
• limpar o exterior das células com papel absorvente antes de efetuar as leituras;
• pegar nas células pelas faces foscas;
• colocar as células de modo que o feixe de luz incida nas faces transparentes;
• não utilizar solventes orgânicos nas células de plástico;
• não deixar bolhas de ar na célula com a solução;
• não colocar o equipamento em frente a uma janela, junto ao lavatório ou perto
de um «banho-maria».

Nesta atividade laboratorial propõe-se a determinação da concentração do ião PROFESSOR


Fe numa água férrica.
3+
Em alternativa, pode ser usada
como solução-problema uma
água férrica com um complexo
As soluções que contêm iões Fe3+ não são coradas, pelo que se lhes deve adicio- com 1,10-ortofenantrolina, cujo
nar soluções de tiocianato de potássio, KSCN (aq). λmáx é 510 nm.

Fe3+ (aq) + SCN− (aq) — [Fe(SCN)]2+ (aq)

As soluções onde existem iões [Fe(SCN)]2+ adquirem cor vermelho-sangue e têm A fórmula do ião complexo
um máximo de absorção para λ = 480 nm. [Fe(SCN)]2+ é uma
representação simpliûcada
do ião [Fe(H2O)5(SCN)]2+.
Para assegurar que todo o ferro está na forma oxidada, deve adicionar-se à solu-
ção água oxigenada (solução de peróxido de hidrogénio) e ácido sulfúrico. Os iões
Fe2+ são oxidados a Fe3+, de acordo com a seguinte equação química:

2 Fe2+ (aq) + H2O2 (aq) + 2 H+ (aq) — 2 Fe3+ (aq) + 2 H2O (ᐉ)

Em primeiro lugar deve traçar-se uma curva de calibração. Para isso devem pre-
parar-se várias soluções de concentração conhecida, que se vão colocando suces-
sivamente no espetrofotómetro para se determinar a absorvância de cada solução.
Com os valores obtidos, traça-se um gráûco da absorvância em função da concen-
tração das soluções, obtendo-se, assim, uma curva de calibração.

Para determinar a concentração do ião Fe3+ numa qualquer solução, mede-se a


absorvância dessa solução, e a partir da curva de calibração calcula-se essa con-
centração.

Muitos espetrofotómetros executam automaticamente o traçado da curva de cali-


bração.

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PROFESSOR Procedimento experimental


A solução a preparar tem uma
concentração de iões Fe3+, em
massa, igual a 50 mg L−1. Preparação de uma solução que contém iões Fe3+ de concentração conhecida

1. Medir, com a balança analítica, 1,75 g de sulfato de amónio e ferro (II) hexa-
Material necessário: -hidratado.
espetrofotómetro; balão
volumétrico de 250 mL;
2. Dissolver o sal em 50,0 mL de ácido sulfúrico.
balão volumétrico de
500 mL; balança analítica;
14 rótulos; 8 tubos de ensaio; 3. Transferir a solução para um balão volumétrico de 500 mL de capacidade,
suporte para tubos de com o auxílio de um funil e de uma vareta de vidro.
ensaio; 7 pipetas graduadas:
uma de 1 mL, duas de 2 mL, 4. Adicionar água até ao traço de referência e agitar para homogeneizar devi-
duas de 5 mL, uma de 10 mL
e uma de 25 mL; pompete;
damente a solução.
funil de vidro e respetivo
suporte; vareta de vidro; 5. Com uma pipeta graduada e respetiva pompete, retirar 25 mL da solução
copo de precipitação de 100 preparada para um balão volumétrico de 250 mL de capacidade, e adicionar
mL; espátula; 2 pares de
água até ao traço de referência.
luvas de borracha.

Reagentes: água 6. Agitar para homogeneizar a solução e rotular o balão, indicando a concentra-
desionizada; amostra de ção da solução em iões Fe3+.
água férrica a analisar;
sulfato de amónio e
ferro (II) hexa-hidratado, Preparação de soluções com diferentes concentrações em Fe3+
Fe(NH4)2(SO4)2.6H2O; ácido
sulfúrico* 2,0 mol dm−3; 1. Ligar o espetrofotómetro 15 a 30 minutos antes de o utilizar, de modo a ga-
solução de tiocianato de rantir a perfeita estabilização dos sistemas ótico e elétrico.
potássio, KSCN, 2,0 mol dm−3;
solução de peróxido
2. Rotular 8 tubos de ensaio de 1 a 8 e colocá-los no suporte para tubos de
de hidrogénio† (água
oxigenada) a 20 volumes. ensaio.

*Substância corrosiva 3. Introduzir nos tubos de ensaio os volumes indicados na tabela seguinte.

†Substância irritante Tubo de H2SO4 (aq) KSCN (aq) Fe3+ (aq) H2O (ᐍ) H2O2 (aq)
ensaio / mL / mL / mL / mL / mL
Ver medidas de precaução na
página 3. 1 1,5 1,0 0,5 7,0 2,0

2 1,5 1,0 1,0 6,5 2,0

3 1,5 1,0 1,5 6,0 2,0

PROFESSOR 4 1,5 1,0 2,0 5,5 2,0


Cada grupo de alunos poderá
preparar uma das diferentes 5 1,5 1,0 2,5 5,0 2,0
soluções que vão ser utilizadas
nesta atividade. O volume das 6 1,5 1,0 3,0 4,5 2,0
soluções a preparar depende
do número de grupos de alunos
7 1,5 1,0 3,5 4,0 2,0
que irão realizar a atividade.

4. Determinar a concentração de iões Fe3+ em cada tubo de ensaio, expressa


em mg L−1. Escrever o seu valor no respetivo rótulo.

5. Colocar os tubos de ensaio no suporte, por ordem crescente de concentra-


ção de ião Fe3+ (aq).

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6. Introduzir 5,0 mL da água a analisar no tubo de ensaio 8 e adicionar sucessiva- PROFESSOR


mente: 1,5 mL de H2SO4 (aq) + 1,0 mL de KSCN (aq) + 2,5 mL de H2O (ᐉ) + 2,0 mL Na tabela seguinte encontram-
-se as concentrações em iões
de H2O2 (aq) (volume total = 12,0 mL).
Fe3+, expressas em mg L−1.
7. Calibrar o espetrofotómetro de acordo com as instruções que o acompanham.
Tubo [Fe3+] / mg L−1
8. Selecionar o modo de operação «absorvância», que permite determinar as
absorvâncias. 1 2,5

2 5,0
9. Colocar a solução preparada em 6 na célula do espetrofotómetro.
3 7,5
10. Ler e registar os valores da absorvância para valores de comprimentos de
onda de 400 nm até 520 nm, fazendo leituras de 20 em 20 nm. 4 10,0

5 12,5
11. Registar o comprimento de onda para o qual o valor de absorvância é máximo.
6 15,0
12. Ler o valor da absorvância de cada uma das soluções que se encontram nos
tubos de ensaio de 1 a 7 ao comprimento de onda selecionado em 11, e re- 7 17,5
gistar as leituras.

13. Traçar a curva de calibração com base nos valores de absorvância lidos no
espetrofotómetro, em função das respetivas concentrações.

Determinação da concentração da amostra a analisar


1. Colocar a amostra a analisar na célula do espetrofotómetro e registar o valor
da absorvância.

2. A partir da curva de calibração, determinar a concentração correspondente à


absorvância lida em 1.

Registo de resultados

Registe as observações efetuadas com vista ao traçado da curva de calibração,


numa tabela como a seguinte.

Tubos 1 2 3 4 5 6 7 8

Absorvância

Tratamento de resultados

• Traçar o gráfico da absorvância em função da concentração e verificar, através


deste, a proporcionalidade direta existente entre a concentração das soluções
e a respetiva absorvância.
• Determinar, com base no gráfico e na absorvância, a concentração da «solu-
ção-problema».
• Fazer uma estimativa do erro da determinação, a partir da qualidade da curva.
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Análise de resultados e conclusões

• Mostrar que há proporcionalidade direta entre a concentração das soluções e


a respetiva absorvância, de acordo com a Lei de Lambert-Beer.
• Verificar que para soluções muito concentradas ocorrem desvios à Lei de Lam-
bert-Beer.
• Explicar como se identificam e doseiam as espécies químicas presentes numa
solução.
• Referir as reações químicas que ocorrem durante este processo.
• Identificar e avaliar erros associados à determinação colorimétrica.
• Referir a importância da medição da absorvância das soluções para o compri-
mento de onda escolhido, utilizando sempre a mesma célula espetrofotomé-
trica (caso seja de vidro) e o mesmo espetrofotómetro em todas as medições.

Questões teórico-práticas

PROFESSOR 1. Nesta atividade laboratorial pretende-se determinar a concentração dos iões


1.1 [Fe(SCN)n ]3−n ferro (III), Fe3+, numa água férrica.
1.2 Porque as soluções que
contêm iões Fe3+ não são
1.1 Em que forma se apresenta este ião?
coradas. Ao adicionar solução 1.2 Qual a razão por que se deve adicionar solução aquosa de tiocianato de
de tiocianato de potássio,
potássio às soluções que contêm iões ferro (III)?
forma-se o ião complexo
[Fe(SCN)]2+, de cor vermelho- 1.3 Escreva a equação química que traduz esta reação.
-sangue.
1.4 Indique a razão pela qual se deve adicionar água oxigenada e ácido sulfú-
1.3 Fe3+ (aq) + KSCN (aq) →
→ [Fe(SCN)]2+ (aq) + K+ (aq)
rico à solução.
1.4 A adição de H2O2 (aq) e de 1.5 Indique como se traça o gráûco de absorvância, em função da concentra-
H2SO4 (aq) garante que todo ção das soluções.
o ferro presente na solução
esteja na forma oxidada.
2. As figuras seguintes representam os espetros de absorção de três soluções, A,
1.5 Preparam-se várias
soluções de concentração B e C, quando iluminadas com luz branca.
conhecida, e colocam-se
sucessivamente no
Absorvância

Absorvância

Absorvância

espetrofotómetro para
determinar a absorvância, A,
de cada solução. Em seguida,
constrói-se um gráfico de
absorvância, A, em função da
concentração das soluções.
450 500 550 600 λ / nm 600 650 700 750 λ / nm 450 550 650 λ / nm
Solução A Solução B Solução C

Os valores dos comprimentos de onda para algumas radiações visíveis estão


indicados no quadro que se segue.

Radiação Violeta Azul Verde Amarelo Laranja Vermelho

λ / nm < 435 435 – 490 490 – 570 570 – 595 595 – 605 > 605

20
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2.1 Identiûque a radiação preferencialmente absorvida pelas soluções A, B e C. PROFESSOR


2.1 A: radiação verde;
2.2 Se as soluções B e C tivessem sido iluminadas com luz vermelha, que cor B: radiação vermelha;
apresentaria cada uma delas? C: radiação azul.
2.2 B: preta; C: vermelha.
2.3 Considere a solução C, de concentração 2,5 × 10−3 mol dm−3, coeûciente de
2.3.1 2,5 cm
absorção molar 220 mol–1 dm3 cm–1 e absorvância 1,4.
2.3.2 4% da radiação incidente
2.3.1 Determine a espessura da célula que contém esta solução. é absorvida.
2.3.3 (B)
2.3.2 Relacione a intensidade da radiação transmitida com a intensidade 2.3.4 A concentração
da radiação incidente quando se veriûca o máximo de comprimento aumentaria cerca de 1,3 vezes,
de onda. tal como a absorvância, que
passaria a ser de 1,8.
2.3.3 Se a absorvância fosse igual a 0,7, a concentração da solução seria…
3.1 É um ião complexo porque
(A) c. é uma espécie que contém
um ião de metal (Cr2+) ligado
(B) metade de c. através de ligações covalentes
a seis moléculas de água.
(C) o dobro de c.
3.2 Ião central: Cr2+;
(D) o quádruplo de c. ligando: H2O.
3.3 Ligação covalente
2.3.4 Se deixasse evaporar esta solução até 75% do seu volume inicial, o coordenada, ou covalente
dativa, em que ambos os
que aconteceria ao valor da absorvância? eletrões do par ligante provêm
de um único átomo.
3. O cromo metálico, Cr (s), reage com o ácido clorídrico, HCᐉ (aq), e origina o ião
3.4 Solução de [Cr(H2O)6]2+ (aq);
[Cr(H2O)6]2+, que confere cor azul à solução. O ião [Cr(H2O)6]2+ oxida-se no ar radiação absorvida: alaranjado.
originando o ião Cr3+, conferindo à solução a cor verde. Solução de Cr3+ (aq); radiação
absorvida: vermelho escuro.
3.1 O ião [Cr(H2O)6]2+ é um ião complexo. Justiûque esta aûrmação. 3.5.1
A
3.2 Identiûque o ião central e os ligandos deste complexo.
2,0
3.3 Caracterize o tipo de ligação existente entre o catião metálico e os ligandos.
3.4 Indique as radiações mais absorvidas pelas soluções que contêm, respeti-
vamente, os iões [Cr(H2O)6]2+ e os iões Cr3+ (consultar a tabela da página 15).
3.5 Uma solução com iões Cr3+ apresenta um máximo de absorvância de 2,0 530 700 ␭/ nm
para um comprimento de onda, λ, da radiação incidente igual a 530 nm. 3.5.2 (D)

3.5.1 Faça um gráûco que traduza a variação da absorvância em função


do comprimento de onda.
3.5.2 Selecione a opção que corresponde à percentagem da radiação trans-
mitida por aquela solução, para o comprimento de onda de 530 nm.
(A) 0,25%
(B) 0,50%
(C) 0,75%
(D) 1,00%

21
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ATIVIDADE LABORATORIAL

3 Funcionamento de um sistema
tampão
PROFESSOR

MC AL 1.6 – 1 a 4

Objetivo: Determinar experimentalmente o efeito de um sistema tampão.

PROFESSOR As soluções tampão são soluções que resistem à variação de pH quando se lhes
Prevê-se que esta atividade
adicionam pequenas quantidades de ácido ou de base forte.
laboratorial seja desenvolvida
numa aula de 90 min.
Solução tampão ácida (HA/A−) – ácido fraco / base conjugada fraca:
HA (aq) + H2O (ᐉ) — H3O+ (aq) + A− (aq)

Apresentação
AL 3 – Funcionamento
• quando a uma solução tampão HA/A se adicionam pequenas quantidades de −

base forte (OH ), uma parte do ácido fraco HA vai reagir com esses iões OH−,

de um sistema tampão
neutralizando a sua ação;
Vídeo Laboratorial
AL 3 – Funcionamento
• quando a uma solução tampão HA/A se adicionam pequenas quantidades de −

de um sistema tampão ácido forte (H3O ), uma parte dos iões A− presentes na solução reagem com os
+

iões H3O+, consumindo-se totalmente.

Solução tampão básica (B/BH+) – base fraca / ácido conjugado fraco:


B (aq) + H2O (ᐉ) — BH+ (aq) + OH− (aq)

• quando a uma solução tampão B/BH se adicionam pequenas quantidades de


+

base forte (OH ), uma parte do ácido fraco BH+ vai reagir com esses iões OH−,

neutralizando a sua ação;


• quando a uma solução tampão B/BH se adicionam pequenas quantidades +

de ácido forte (H3O ), uma parte da base fraca B reage com os iões H3O+,
+

consumindo-se totalmente.

Nas titulações ácido fraco/base forte (Fig. 5 A) e base fraca/ácido forte (Fig. 5 B)
existem situações em que se formam soluções tampão.

pH pH
14 14 Base fraca antes do início da titulação
12 12
10 10
P.E. Excesso de base
8 Tampão 8 Excesso de ácido
forte após o ponto Tampão
HCOOH / HCOO − de equivalência (P.E).
forte após o ponto
6 6 NH3 / NH4+ P.E. de equivalência (P.E).
4 4
2 2
Ácido fraco antes do início da titulação
0 0
0 10 20 30 40 50 VNaOH / mL 0 10 20 30 40 50 VNaOH / mL

Fig. 5 Curva de titulação de ácido metanoico, HCOOH, um ácido fraco, com hidróxido de sódio,
NaOH, uma base forte (A) e de amoníaco, NH3, uma base fraca, com ácido clorídrico, HCᐉ, um
ácido forte (B).

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A deteção das zonas tampão durante uma titulação ácido-base deve ser feita
através de uma titulação potenciométrica.

Nas titulações ácido-base efetuadas no 11.o ano, para além da deteção da zona
de viragem com o recurso ao medidor de pH, também foi feita essa deteção através
de indicadores, sendo necessária uma variação de pH de cerca de duas unidades.
A titulação potenciométrica é mais precisa porque é sensível a variações de pH da
ordem das décimas de unidade.

A titulação potenciométrica baseia-se na variação da força eletromotriz, f.e.m.,


de uma célula eletrolítica em que se adiciona o reagente titulante de concentração
conhecida, à solução a titular.

A célula eletrolítica contém um elétrodo indicador e um elétrodo de referência


mergulhados numa solução eletrolítica (solução em estudo – titulado). O elétrodo
de referência mais comum numa titulação potenciométrica é o elétrodo combinado
Ag/AgCᐉ, constituído por um ûo de prata, Ag (s), coberto com cloreto de prata, AgCᐉ (s),
que está imerso numa solução de cloreto de potássio, KCᐉ (aq).

O potencial para este elétrodo combinado Ag/AgCᐉ tem um valor constante, que
é subtraído ao valor de potencial lido. Esta diferença de potencial, d.d.p., medida
corresponde ao potencial do elétrodo indicador, ou seja, ao potencial da solução
em estudo.

O aparelho medidor de pH converte o valor da d.d.p. em valores de pH (Fig. 6).

Sonda de pH Medidor de pH

Amplificador Voltímetro

Elétrodo de referência

Elétrodo indicador

Fig. 6 Esquema representativo do princípio de funcionamento de um medidor de pH.

Quando a resistência da sonda é muito elevada, não é possível medir a f.e.m.


com um voltímetro vulgar. Por esta razão intercala-se um ampliûcador entre a sonda
e o dispositivo de medida. O conjunto do ampliûcador e voltímetro toma o nome de
voltímetro eletrónico. Um medidor de pH é um voltímetro eletrónico adaptado para
medir o pH da solução em que os dois elétrodos estão mergulhados e cujo ecrã está
graduado em unidades de pH.

Com os valores de pH lidos no medidor de pH constrói-se a curva de titulação de


pH em função do volume de titulante adicionado.

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Nesta atividade laboratorial vão identiûcar-se experimentalmente as zonas tam-


pão na titulação de uma base fraca, o ião carbonato, CO 23–, (existente na solução
aquosa de carbonato de sódio, Na2CO3, por um ácido forte, o ácido clorídrico, HCᐉ.

Em solução aquosa tem-se:


HCᐉ (aq) + H2O (ᐉ) → Cᐉ− (aq) + H3O+ (aq)

A solução de carbonato de sódio contém iões Na+ e CO23–:


Na2CO3 (aq) → 2 Na+ (aq) + CO23– (aq)

pH A Fig. 7 mostra uma curva de titulação entre um ácido monoprótico forte (HCᐉ) e
14 uma base diprótica fraca (Na2CO3).
12 Quando se começa a adicionar o ácido clorídrico à solução de carbonato de
A
10 sódio, os iões H3O+ provenientes do ácido reagem com os iões CO23– até que estes
8 B
se consumam completamente, originando os iões HCO –3 , de acordo com a seguinte
C equação química:
6
4 CO23– (aq) + H3O+ (aq) — HCO –3 (aq) + H2O (ᐉ)
D
2
À medida que se continua a adicionar ácido, este reage com o ião HCO –3 até que
0 este ião se consuma na totalidade:
0 10 20 30 40 50 60
Vtitulante / mL HCO –3 (aq) + H3O+ (aq) — H2CO3 (aq) + H2O (ᐉ)
Fig. 7 Curva de titulação
entre um ácido monoprótico Antes de se atingir o primeiro ponto de equivalência (ponto B da curva), existe
forte e uma base diprótica uma zona A, que corresponde a uma mistura de CO23– e de HCO –3 (solução tampão),
fraca. o que justiûca a variação muito pequena de pH nessa zona.
Antes de se atingir o segundo ponto de equivalência (ponto D da curva), existe
uma zona C, que corresponde também a uma mistura de HCO –3 e de H2CO3 (solução
tampão).

A partir do gráûco, podemos ver que existem:


• dois pontos de equivalência: B e D;
• duas zonas tampão: A e C.
Pode ainda veriûcar-se que a quantidade de ácido utilizado para atingir o segundo
ponto de equivalência é duas vezes maior que o volume de ácido gasto para atingir
o primeiro.

Procedimento experimental
Devem utilizar-se luvas de 1. Preparar uma solução aquosa de carbonato de sódio com a concentração de
borracha e óculos de 0,10 mol dm−3.
proteção durante o
manuseamento de ácidos e 2. Medir rigorosamente, com a pipeta volumétrica e respetiva pompete, 10,0 mL
bases. São soluções muito da solução de carbonato de sódio, previamente preparada, para o balão de
corrosivas.
Erlenmeyer (ou copo de precipitação) e adicionar 20,0 mL de água desioniza-
da, medida com uma proveta.
3. Colocar o balão de Erlenmeyer, com a barra de agitação, sobre a placa de
agitação magnética.
4. Prender o sensor de pH ao suporte com a respetiva garra e colocá-lo no in-
terior do balão de Erlenmeyer de modo que fique imerso na solução a titular.
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5. Encher a bureta, depois de previamente preparada, com a solução de ácido Material necessário:
clorídrico. sensor de pH; um balão
de Erlenmeyer com uma
abertura suûciente para
6. Prender a bureta ao suporte com uma garra, de modo que a sua extremidade introduzir o sensor e a
final fique sobre a abertura do vaso. extremidade da bureta
(ou substituir por um copo
7. Registar o volume inicial do titulante na bureta, atendendo aos algarismos de precipitação); placa de
agitação magnética; barra
significativos e à menor divisão da escala da bureta. de agitação magnética;
pipeta graduada de 10 mL;
8. Registar o pH da solução a titular. pompete; bureta de 25 mL;
suporte para a bureta
9. Ligar a agitação magnética e adicionar 1,0 mL de ácido clorídrico à solução e as respetivas garras;
vareta de vidro; balança
de carbonato de sódio.
analítica; esguicho para
água desionizada; copo
10. Desligar a agitação magnética e registar o valor de pH. de precipitação de 50 mL;
espátula; balão volumétrico
11. Repetir os procedimentos 9 e 10. Propõe-se que os volumes de titulante adi- de 100 mL; proveta de
cionados sejam os que se encontram nas tabelas de registo de resultados 25 mL; luvas de borracha;
óculos de proteção.
que se seguem.
Reagentes: água
desionizada; ácido
clorídrico*, 0,10 mol dm−3;
solução aquosa
Registo de resultados 0,10 mol dm−3 em
carbonato de sódio.
Os valores de pH em função do volume total de titulante adicionado podem ser
registados numa tabela como a que se segue. *Substância corrosiva

Ver medidas de precaução na


Incerteza da medição ± ____ página 3.
com o sensor de pH

VHCᐉ (aq) / mL 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 9,0 9,5 9,6 9,7 9,8 9,9 10,0

pH

VHCᐉ (aq) / mL 10,1 10,2 10,3 10,4 10,5 11,0 13,0 15,0 17,0 18,0 19,0 19,5

pH

VHCᐉ (aq) / mL 19,6 19,7 19,8 19,9 20,0 20,1 20,2 20,3 20,4 20,5 21,0 23,0

pH

Tratamento de resultados

• Traçar a curva de titulação, representando o pH em função do volume de ácido


consumido, com base nos valores registados na tabela anterior.

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Análise dos resultados e conclusões

• A partir da curva de titulação, indicar as zonas tampão que o gráfico contém e


os pontos de equivalência.

• Identificar as partes do procedimento experimental que conduziram a erros e


aquelas que ajudaram a minimizá-los.

• Fazer uma estimativa do erro da determinação da qualidade da curva.

Questões teórico-práticas
1. Relativamente a esta atividade laboratorial, responda às seguintes questões.
PROFESSOR
1.1 Titulante: HCƐ (aq); titulado: 1.1 Identiûque o titulante e o titulado.
solução que contém CO23–.
1.2 Quando se começa a 1.2 O que ocorre quando se começa a adicionar ácido clorídrico à solução de
adicionar HCƐ (aq) à solução carbonato de sódio?
de carbonato de sódio,
Na2CO3 (aq), os iões H+ reagem 1.3 Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
com os iões CO23– até que estes
se consumam completamente, Antes de se atingir o primeiro ponto de equivalência, na solução que está a
originando iões HCO3– . ser titulada existe uma mistura de…
1.3 (C)
(A) HCO –3 e H2CO3.
1.4 Existem dois pontos de
equivalência. (B) H3O+ e CO23–.

2.1 Até ao 1.o ponto de (C) CO23– e HCO –3.


equivalência: HCO3– /CO23–.
Entre o 1.o e o 2.o ponto de (D) H3O+ e HCO –3.
equivalência: H2CO3/ HCO3– .
1.4 Indique o número de pontos de equivalência que existem na curva de titu-
2.2 1,32 × 10−2 g Na2CO3.
lação referente à reação entre o ácido clorídrico e uma solução aquosa de
2.3 11,01 carbonato de sódio.

2. 25,0 mL de uma solução aquosa de carbonato de sódio 5,00 × 10−3 mol dm−3
foi titulada com ácido clorídrico de concentração 1,00 × 10−3 mol dm−3, a 25 ºC,
com o objetivo de analisar o funcionamento de um sistema tampão. As reações
que ocorrem durante esta titulação podem ser traduzidas através das equa-
ções químicas seguintes:

CO23– (aq) + H3O+ (aq) — HCO –3 (aq) + H2O (ᐍ)


HCO –3 (aq) + H3O+ (aq) — H2CO3 (aq) + H2O (ᐍ)

2.1 Indique os pares ácido-base responsáveis pelo comportamento tampão


durante a titulação.

2.2 Para preparar a solução de carbonato de sódio acima referida, determine a


massa de sal que deve pesar.
2.3 Calcule o pH da solução.
Dado: Kb (CO32–) = 2,14 × 10−4

26
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2.4 No ûnal da titulação foi construído um gráûco do pH registado em função PROFESSOR


do volume de titulante gasto, esquematizado na ûgura seguinte. 2.4 (B)

pH 3. Porque no sangue existem


soluções tampão.
A

B
C
D
E
F

V1 V2 Vtitulante / mL

Selecione a opção correta.


(A) No primeiro ponto de equivalência, o ponto B, a concentração do ião
hidrogenocarbonato é igual à concentração inicial do ião carbonato.
(B) O volume de titulante gasto na titulação do ião hidrogenocarbonato é
igual ao volume de titulante gasto na titulação do ião carbonato.
(C) As duas zonas em que se veriûca o efeito tampão nesta titulação são
representadas pelos troços AC e DF.
(D) Nos pontos de equivalência B e E, a concentração de iões H3O+ (aq) é
igual à concentração de iões OH− (aq).
Exame Nacional 2007 – 2.ª Fase (adaptado)

3. Por que motivo o pH do sangue não sofre grandes alterações depois de um


grande esforço?

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ATIVIDADE LABORATORIAL

4 Destilação fracionada de uma


mistura de três componentes
PROFESSOR

MC AL 2.1 – 1 a 4

Objetivo: Compreender porque é possível obter frações distintas a partir do petró-


PROFESSOR leo, realizando uma destilação fracionada.
Para que seja possível a
realização da destilação numa
aula de 90 min, sugere-se que o
A destilação fracionada utiliza-se quando se pretende separar componentes
professor prepare previamente líquidos miscíveis de uma solução, com pontos de ebulição relativamente próximos
a montagem experimental. e que não se podem separar através de uma destilação simples.

Chama-se destilação fracionada porque permite separar os constituintes da solu-


ção em diferentes frações, a determinadas temperaturas.
Apresentação
AL 4 – Destilação fracionada Na Fig. 8 encontra-se esquematizada a montagem do dispositivo experimental.
de uma mistura de três Este é constituído por uma coluna de fracionamento adaptada a um aparelho de
componentes
destilação simples – o condensador de Liebig.
Vídeo Laboratorial
AL 4 – Destilação fracionada
de uma mistura de três Saída da
componentes Termómetro água de
arrefecimento

Entrada da
Coluna de água de
fracionamento arrefecimento
Condensador
de Liebig
Torneira

Balão de
destilação
Mistura de três
líquidos

Manta de
aquecimento Proveta graduada
como o primeiro destilado

Fig. 8 Representação esquemática da montagem experimental de uma destilação fracionada.

Há vários tipos de colunas de fracionamento, nomeadamente de vidro de recor-


tes ou colunas de Vigreux, e colunas de fracionamento de vidro altas e com esferas.
Quando a mistura entra em ebulição, os primeiros vapores formados conden-
sam-se nos recortes (ou nas esferas) situados na parte inferior da coluna e o líquido
formado volta a entrar no balão de destilação.
No decorrer da experiência, os recortes vão aquecendo gradualmente, fazendo
com que o vapor não suba muito depressa e, portanto, não condense na parte infe-
rior da coluna. Sucessivamente, o componente mais volátil condensa-se e evapora
à medida que vai subindo na coluna.

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Este processo é feito de um modo contínuo; em cada passo, o vapor no interior


da coluna vai ûcando cada vez mais rico no constituinte mais volátil.

O vapor que chega em primeiro lugar ao topo da coluna corresponde ao compo-


nente mais volátil e o seu grau de pureza depende do número de condensações e
vaporizações que ocorrem.

O líquido que se obtém em primeiro lugar, e que é recolhido num recipiente gra-
duado (um copo de precipitação, por exemplo), tem o nome de destilado.
Enquanto ocorre a condensação de um componente, a temperatura não varia.
Quando o termómetro acusa um aumento de temperatura, tal signiûca que, em prin-
cípio, todo o componente mais volátil já se condensou; deve então substituir-se o
recipiente de recolha por um outro, também graduado.
PROFESSOR
Quanto mais alta for a coluna de fracionamento, maior é o grau de pureza do Sugere-se uma mistura de 25 mL
de água desionizada, 25 mL de
destilado. acetona e 25 mL de etanol.
Poderão ser utilizadas outras
Nesta atividade laboratorial utilizaremos uma mistura inicial que contém três com- substâncias líquidas, desde
ponentes. Após a recolha do componente mais volátil, deve proceder-se de modo que sejam miscíveis e tenham
pontos de ebulição diferentes,
idêntico até recolher todo o destilado do componente com o segundo ponto de como por exemplo: etanol,
ebulição mais elevado. O terceiro componente da mistura, o que apresenta maior propan-1-ol e butan-1-ol.
ponto de ebulição, permanece no balão. Devem utilizar-se luvas de
borracha. Não inalar acetona
Ao componente líquido que ûca no balão de destilação depois da destilação nem metanol, pois são voláteis
chama-se resíduo. e irritantes.

Procedimento experimental Material necessário:


coluna de fracionamento;
Montagem do dispositivo experimental condensador de Liebig;
manta de aquecimento;
2 provetas de 25 mL; balão
1. Colocar o balão de 250 mL sobre a manta de aquecimento e prendê-lo con- de fundo redondo de
venientemente ao suporte (ver esquema da Fig. 8 da página 28). 250 mL; suporte universal;
pinças de garras e nozes;
2. Medir 75 mL da mistura de 3 componentes com a proveta e colocar no balão. 3 pipetas volumétricas de
25 mL; pompete; proveta de
100 mL; 2 rolhas perfuradas;
3. Adicionar três ou quatro pedaços de cerâmica porosa à mistura no balão,
3 a 4 pedaços de cerâmica
para garantir que a ebulição se processa suavemente. porosa; termómetro ou
sensor de temperatura;
4. Adaptar a coluna de fracionamento (de recorte ou de esferas) ao balão e luvas de borracha; 2 tubos
prendê-la, de modo correto, ao suporte. de borracha para ligar à
saída e à entrada de água
no condensador.
5. Prender o condensador ao suporte e ligá-lo, de acordo com o esquema, à
coluna de fracionamento. Reagentes: mistura de três
componentes*†.
6. Adaptar o termómetro ao topo da coluna de fracionamento de modo que a
*Substância inüamável
zona sensível à temperatura se situe à entrada do condensador.

7. Colocar a proveta por baixo da extremidade inferior do condensador. †Substância irritante

8. Adaptar os tubos de borracha necessários à entrada e à saída de água do Ver medidas de precaução na
condensador. página 3.

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Técnica a seguir na destilação fracionada de uma mistura de três


componentes

1. Ligar a manta de aquecimento e regular o botão do termóstato.

2. Registar a temperatura quando as primeiras gotas aparecerem na extremida-


de do condensador ligado à coluna de fracionamento.

3. Recolher o destilado na proveta graduada e registar numa tabela, para cada


três mililitros de destilado recolhido, a temperatura que o termómetro indica.

4. Quando a temperatura aumentar de repente (o que deverá acontecer após a


recolha de aproximadamente 25 mL de destilado), trocar a proveta por outra
igualmente graduada.

5. Manter o aquecimento e repetir os procedimentos 1 e 2, de modo a recolher


o segundo destilado.

6. Após a recolha de cerca de 25 mL do segundo destilado, quando que a tem-


peratura aumentar de repente trocar a proveta por outra igualmente gradua-
da e desligar o aquecimento.

7. Fechar a água da torneira quando o conjunto atingir a temperatura ambiente


e só depois desmontar o dispositivo experimental.

Registo de resultados

Os volumes de destilado recolhidos e as temperaturas correspondentes podem


ser registados em tabelas como as que se seguem.

Incerteza da medição Incerteza da medição


com a proveta / mL com o termómetro / °C

± ____ ± ____

Primeiro destilado recolhido Segundo destilado recolhido

Volume Volume
Temperatura / °C Temperatura / °C
recolhido / mL recolhido / mL

0 0

3 3

6 6

… …

30
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Tratamento de resultados

• Traçar um gráfico de temperatura em função do volume de destilado, θ = f (V),


para a destilação realizada.

Análise de resultados e conclusões

• Interpretar o gráfico de temperatura em função do volume de destilado,


θ = f (V).
• Identificar os componentes da mistura, através da consulta de tabelas de pon-
tos de ebulição.
• Referir as possíveis diferenças entre os valores dos pontos de ebulição regis-
tados para os dois destilados com os respetivos valores tabelados.
• Criticar os erros que possam ter sido cometidos.
• Identificar os procedimentos que conduziram a erros e as condições que pos-
sam ajudar a minimizá-los.
• Identificar a etapa do processo de uma refinaria petrolífera que corresponda à
coluna de fracionamento utilizada laboratorialmente.

Questões teórico-práticas

Com o intuito de separar uma mistura de etanol, metanol e butan-2-ol cedida


pelo professor, um grupo de alunos recolheu as informações apresentadas na
tabela seguinte e efetuou, na hotte, a montagem esquematizada na figura ao lado.

Propriedades
físicas Temperatura de Densidade Índice de refração, c
ebulição, θ / °C relativa, d n, a 20 °C
Substância

Etanol 78 0,789 1,360

Metanol 65 0,791 1,329


H2O ( )

Butan-2-ol 99 0,808 1,398 d b H2O ( )

A mistura foi, submetida a uma destilação fracionada e os alunos


foram registando a temperatura e o volume do destilado obtido.

e 100
a 90
80
70
60
100 mL 50
40
30
20
10
0

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PROFESSOR 1. As colunas I e II referem-se, respetivamente, às letras indicadas na figura e a


1. a – 7; b – 2; c – 3; d – 8; e – 6. material de uso corrente em laboratório. Estabeleça a correspondência correta
entre as letras da coluna I e os números da coluna II.
2.1 A – inflamável; B – irritante;
C – tóxico.
2.2 Bata, óculos de proteção,
Coluna I Coluna II
luvas de borracha e máscara. 1. Balão
a.
3. (B) 2. Condensador de Liebig
b. 3. Termómetro
4. Balão de Erlenmeyer
c.
5. Copo de precipitação

d. 6. Coluna de fracionamento
7. Proveta
e.
8. Cabeça de destilação

2. Durante a execução deste trabalho, os alunos verificaram os rótulos das em-


balagens dos três produtos referidos e encontraram os símbolos abaixo repre-
sentados.

A B C

2.1 Indique o signiûcado de cada um dos símbolos.


2.2 Indique o equipamento de proteção individual a usar para executar esta
experiência.

3. De entre os gráficos seguintes, que relacionam a temperatura, θ, e o volume, V,


de destilado, selecione o que poderá representar o resultado obtido por este
grupo de alunos.

θ /º C (A) θ /º C (B)
100 100
75 90

50 80
70
25
60
0 10 20 30 40 50 60 70 V / cm3 0 10 20 30 40 50 60 70 V / cm3

(C) θ /º C (D)
θ /º C
100 100
90 75
80 50
70
25
60
0 10 20 30 40 50 60 70 V / cm3 0 10 20 30 40 50 60 70 V / cm3

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4. Relativamente à destilação efetuada, classifique como verdadeira ou falsa PROFESSOR


cada uma das frases seguintes. 4. Verdadeiras: (A); (D); (E); (F);
(G). Falsas: (B); (C); (H).
(A) Os componentes mais voláteis da mistura possuem temperaturas de ebuli-
5. (A)
ção mais baixas.
6.1 Butan-1-ol,
(B) O dispositivo representado no esquema da montagem laboratorial com a
2-metilpropan-1-ol e
letra d serve para aumentar a superfície de contacto com a fase vapor. 2-metilpropan-2-ol.

(C) A primeira fração a ser recolhida nesta experiência corresponde ao butan-2-ol. 6.2 Éter dietílico ou éter
(metil)etilmetílico ou éter
(D) À medida que o vapor sobe no dispositivo representado no esquema de metilpropílico.
montagem laboratorial com a letra e, têm lugar diversos ciclos de ebulição-
-condensação.
(E) A última fração a ser recolhida apresenta um índice de refração, dentro da
aproximação experimental possível, de 1,398.
(F) As frações destiladas obtidas por destilação fracionada são mais puras do
que as obtidas por destilação simples.
(G) Os compostos da mistura a destilar não podem ser convenientemente se-
parados por destilação simples, dado que os seus pontos de ebulição não
diferem o suûciente.
(H) Por determinação de densidade relativa, e dentro da aproximação expe-
rimental possível, pode identiûcar-se cada uma das frações obtidas nesta
destilação.

5. Sendo a destilação uma técnica experimental muito antiga, a que se deve o


facto de a mesma persistir até aos nossos dias como uma das principais técni-
cas de separação de substâncias?

(A) É uma técnica simples, face ao interesse dos resultados.


(B) É a única técnica que permite separar substâncias líquidas em solução.
(C) É uma técnica em permanente atualização.
(D) É uma técnica sem quaisquer riscos de segurança.

6. Dos três compostos da mistura a destilar, o butan-2-ol pode apresentar três


isómeros de posição.
6.1 Indique o nome desses três isómeros, segundo as regras da IUPAC.
6.2 O butan-2-ol, para além de isómeros de posição, apresenta também isóme-
ros de grupo funcional.
Indique o nome de um isómero de grupo funcional, segundo as regras da
IUPAC.

Exemplo de uma ficha de controlo distribuída pelo G.A.V.E. (2005) (adaptado)

33
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ATIVIDADE LABORATORIAL
Determinação da entalpia

5 de neutralização da reação
NaOH (aq) + HCᐉ (aq)
PROFESSOR

MC AL 2.3 – 1 a 5

Objetivo: Determinar a variação de entalpia na reação de neutralização de soluções


PROFESSOR
aquosas de hidróxido de sódio e de ácido clorídrico.
Prevê-se que esta atividade
laboratorial seja desenvolvida
numa aula de 90 min. A entalpia de neutralização, Hneut, é o calor libertado quando um ácido reage
com uma base, em solução aquosa, de modo a obter-se uma mole de água.

Nesta atividade laboratorial pretende-se determinar a entalpia de neutralização


da reação que ocorre entre o hidróxido de sódio e o ácido clorídrico.
Apresentação
AL 5 – Determinação da Para determinar a entalpia de neutralização utiliza-se uma titulação termomé-
entalpia de neutralização da trica que, neste caso, é uma titulação ácido-base. À medida que se vai adicionando
reação NaOH (aq) + HCᐉ (aq)
a base (titulante) ao ácido (titulado) a temperatura aumenta, atingindo um valor
Vídeo Laboratorial máximo quando a base e o ácido se encontram nas mesmas proporções estequio-
AL 5 – Determinação da métricas. O valor máximo da temperatura corresponde ao ponto de equivalência.
entalpia de neutralização da
reação NaOH (aq) + HCᐉ (aq)
A equação química que traduz esta reação é:

HCᐉ (aq) + NaOH (aq) → NaCᐉ (aq) + H2O (ᐉ)

Como o ácido e a base são eletrólitos fortes, considera-se que se ionizam e dis-
sociam completamente. Nesta reação, os iões Cᐉ− (aq) e Na+ (aq) são iões especta-
dores e a reação de neutralização é:

H+ (aq) + OH− (aq) → H2O (ᐉ)

Esta reação é exotérmica.

A determinação da entalpia de neutralização baseia-se no Princípio da Conser-


vação de Energia. Para que este princípio se veriûque é necessário que esta reação
se processe em sistema considerado isolado, de modo que as trocas de calor com
o exterior sejam aproximadamente iguais a zero.

Assim, teoricamente, considera-se que a energia libertada durante a reação de


neutralização é totalmente transferida para a solução, cuja temperatura aumenta:

calor libertado pela reação = calor absorvido pela solução

em que: Qneutralização + Qsolução = 0.

O valor da entalpia padrão de neutralização da reação, ΔH°, à temperatura de


298,15 K, é 57,1 kJ mol−1.

34
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O calor absorvido pela solução (NaOH (aq) + HCᐉ (aq)) pode calcular-se a partir
da seguinte expressão:
Qsolução = msolução × csolução × ΔTsolução
em que:

•Q solução
– calor absorvido pela solução;

•m solução
– massa da solução;

•c solução
– capacidade térmica mássica da solução;

• ΔT solução
– variação de temperatura.

Sabendo as quantidades químicas de HCᐉ e de NaOH a partir de n = c V, pode


calcular-se a entalpia de neutralização molar:
Qneutralização
ΔH =
n

em que n corresponde ao número de moles de água formada.

Procedimento experimental Para evitar grandes trocas


de calor com o meio exterior
propõe-se forrar um copo
Propõe-se a utilização de soluções de ácido e base com igual concentração. com uma folha de cortiça
Como no ponto de equivalência nácido = nbase, teoricamente prevê-se que o volume que é um material mau
de titulante gasto até se atingir o ponto de equivalência seja aproximadamente igual condutor térmico.
Usar luvas de borracha e
ao volume de solução ácida (titulado). óculos de proteção, por
causa da solução ácida.
Montagem do dispositivo experimental
Material necessário: placa
de agitação magnética e
1. Forrar o copo de plástico com a folha de cortiça. barra de agitação; balança
analítica; copo de plástico
2. Medir rigorosamente, com uma pipeta, 50 mL de ou de vidro com tampa (de
ácido clorídrico para o copo. esferovite, por exemplo)
bem vedante e com
2 furos: um para colocar o
3. Medir e registar a temperatura inicial da solução termómetro e outro para
ácida. colocar a extremidade
da bureta (ver esquema
4. Colocar a barra de agitação magnética no copo e de montagem); suporte
universal; pinças de garras
posicioná-lo sobre a placa de agitação magnética.
e nozes; folha de corticite;
cola; tesoura; 1 pipeta
5. Fazer a montagem da experiência de acordo graduada de 50 mL;
com o esquema. O termómetro, ou a sonda de pompete; bureta de 100 mL;
temperatura, deve mergulhar na solução. luvas de borracha; óculos de
proteção.

Reagentes: água
Técnica a seguir na titulação
desionizada; solução
aquosa de hidróxido de
1. Encher a bureta, depois de devidamente preparada, com a solução de hidró- sódio* 2,0 mol dm−3; solução
xido de sódio. aquosa de ácido clorídrico*
2,0 mol dm−3.
2. Registar o volume inicial de titulante na bureta, atendendo aos algarismos
*Substância corrosiva
significativos e à menor divisão da escala da bureta.
Ver medidas de precaução na
3. Ligar a placa de agitação magnética com velocidade moderada. página 3.

35
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4. Adicionar, sucessivamente, 2,5 mL de NaOH, registando para cada adição a


temperatura da solução, até se ter gasto um volume de titulante ligeiramente
superior ao previsto teoricamente (50 mL).

5. Desligar a placa de agitação magnética.

6. Fazer a desmontagem do material.

7. Lavar de imediato e abundantemente a bureta com água da torneira (a solu-


ção aquosa de hidróxido de sódio ataca o vidro).

Registo de resultados

Os volumes de titulante gasto e as temperaturas correspondentes podem ser


registados numa tabela como a que se segue.

Incerteza da medição Incerteza da medição


com a proveta / mL com o termómetro / °C

± ____ ± ____

Volume de titulante / mL Temperatura / °C

… …

Tratamento de resultados

• Traçar um gráfico de temperatura em função do volume de titulante adiciona-


do. Este poderá ser feito manualmente em papel milimétrico, ou, de preferên-
cia, usando o computador ou uma máquina de calcular gráfica.

• Efetuar os cálculos necessários para determinar o calor absorvido pela solu-


ção:
Qsolução = msolução × csolução × ΔTsolução

Considere que csolução = 3,92 J g−1 °C−1 e ρsolução = 1,037 g cm−3.

• Efetuar cálculos estequiométricos envolvendo o conceito de entalpia de neu-


tralização:
Qneutralização
ΔH = n(H+) = c × V e n(H2O) = n(H+)
n

• Calcular o erro relativo em percentagem.

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Análise de resultados e conclusões

• Interpretar o gráfico obtido e verificar que o ponto de equivalência correspon-


de à temperatura mais elevada registada no decorrer da titulação.

• Comparar o valor da entalpia de neutralização molar determinado com o valor


tabelado: ΔH° = 57,1 kJ mol−1.

• Indicar as fontes de erro mais importantes que intervêm na determinação da


entalpia de neutralização.

• Identificar os procedimentos que possam ter conduzido a esses erros e as


condições que possam ajudar a minimizá-los.

Questões teórico-práticas

A maioria das reações químicas ocorre com variações de energia que frequen-
temente se manifestam sob a forma de calor – como é o caso da energia libertada
na combustão da gasolina.
Outras reações que não são de combustão podem igualmente libertar energia,
como é o caso de reações de neutralização entre soluções aquosas de ácido clorí-
drico, HCᐉ (aq), e hidróxido de sódio, NaOH (aq).

Com o objetivo de determinar a entalpia de neutralização da reação seguinte

HCᐉ (aq) + NaOH (aq) → NaCᐉ (aq) + H2O (ᐉ)


b
um grupo de alunos utilizou soluções aquosas de acido clorídrico e de hidróxido
de sódio, ambas de concentração 1,0 mol dm−3, e efetuou a montagem laborato-
rial representada ao lado.

1. As colunas I e II referem-se, respetivamente, às letras indicadas na figura e a


e
material usado na atividade.
d
Estabeleça a correspondência correta entre as letras da coluna I e os números
da coluna II. c

a
Coluna I Coluna II
1. Suporte universal
a.
2. Bureta
b.
3. Termómetro
c. 4. Garra
PROFESSOR
5. Pipeta graduada
d. 1. a – 6; b – 2; c – 1; d – 3; e – 4.
6. Placa de agitação magnética
e.
7. Copo de plástico

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2. No gráfico seguinte estão registados os valores da temperatura da mistura


durante a titulação de 100,0 cm3 de solução aquosa de hidróxido de sódio, em
função do volume de solução aquosa de ácido clorídrico adicionado.

θ / ºC
30,2

23,5

0 50,0 100,0 150,0 VHC / cm3

2.1 Tendo em atenção todas as informações fornecidas, selecione a opção que


completa corretamente a frase seguinte.

Na titulação termométrica efetuada…


PROFESSOR
(A) o titulado é a solução aquosa de ácido clorídrico e o titulante é a solu-
2.1 (B)
ção aquosa de hidróxido de sódio.
2.2 (B)
2.3 5,52 kJ (B) a concentração de iões Na+ (aq) no ponto de equivalência é
0,50 mol dm−3.
(C) o caráter químico da mistura, no ponto de equivalência, é ácido.
(D) tanto o pH como a temperatura da mistura aumentam até se atingir o
ponto de equivalência.

2.2 Selecione o gráûco que pode representar a curva de titulação para a rea-
ção entre a solução aquosa de ácido clorídrico e a solução aquosa de hidró-
xido de sódio.

pH (A) pH (B) pH (C) pH (D)

9
7 7
6

100 VHC / cm3 100 VHC / cm3 100 VHC / cm3 100 VHC / cm3

2.3 Considerando o gráûco, e sabendo que a mistura, no ponto de equiva-


lência, tem massa volúmica 1,018 g cm−3 e capacidade térmica mássica
4,05 J g−1 °C−1, calcule o calor libertado na reação de neutralização, em kJ.
Apresente todas as etapas de resolução.

Exemplo de uma ficha de controlo distribuída pelo G.A.V.E. (2005) (adaptado)

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ATIVIDADE LABORATORIAL

6 Determinação da entalpia de
combustão de diferentes álcoois
PROFESSOR

MC AL 2.5 – 1 a 4

Objetivo: Investigar a inüuência da posição do grupo OH e do comprimento da ca- PROFESSOR


deia carbonada de álcoois na energia libertada durante a combustão. Para conseguir desenvolver a
atividade laboratorial numa
A entalpia de combustão, ΔcH, é a variação de entalpia que ocorre quando uma aula de 90 min, sugere-se
mole de combustível sofre combustão. que cada grupo de alunos
determine a ΔcH de um único
A variação de entalpia de combustão dos álcoois depende do tamanho da cadeia álcool.
carbonada e da posição do grupo –OH nessa cadeia carbonada.
O poder calorífico, ou poder energético, ᏼ, é a quantidade de calor libertado, Q,
pela combustão completa de uma unidade de massa, m, de um dado combustível.
Corresponde à entalpia padrão de combustão por quilograma de combustível.
Exprime-se em J kg−1 e determina-se através da expressão:

ᏼ= ⎪ΔcH°⎪
massa de combustível
A partir do valor de Q e da quantidade de combustível, é possível calcular ΔcH: Para determinar Q utiliza-se
a expressão matemática:
Q
ΔcH = Q = m c ΔT.
n
Na tabela seguinte encontram-se os valores das entalpias de combustão de
alguns álcoois, bem como as respetivas fórmulas moleculares e de estrutura.

Fórmula
Álcool Fórmula de estrutura ΔcH / kJ mol−1
molecular

H
Metanol CH3OH −726 Apresentação
H C OH AL 6 – Determinação da
entalpia de combustão de
H diferentes álcoois

H H Vídeo Laboratorial
AL 6 – Determinação da
Etanol C2H5OH H C C OH −1367 entalpia de combustão de
diferentes álcoois
H H

H H H
Propan-1-ol C3H7OH H C C C OH −2021
H H H

H H H

Propan-2-ol C3H7OH H C C C H −2006

H OH H

H H H H

Butan-1-ol C4H9OH H C C C C OH −2676

H H H H

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Nesta atividade laboratorial, que deverá ser realizada na hotte, vão utilizar-se
como combustíveis os álcoois presentes na tabela da página anterior.

Material necessário: Procedimento experimental


agitador de vidro;
calorímetro; lamparina 1. Colocar 200 cm3 de água desionizada no calorí-
vazia; balança analítica;
metro e registar a temperatura.
termómetro ou sensor
de temperatura; suporte 2. Pesar a lamparina vazia.
para calorímetro e para
termómetro ou sensor de
3. Encher a lamparina com etanol, longe de fontes
temperatura; de ignição, e medir a massa de etanol.
pinças de garra e nozes; 4. Colocar a lamparina no fundo do recipiente iso-
invólucro isolante (de
material não inüamável); lante e, sobre ela, o calorímetro, devidamente
proveta de 250 mL; preso ao suporte de acordo com a montagem
agitador; luvas de borracha. esquematizada na figura ao lado.
Reagentes: água 5. Introduzir o termómetro ou o sensor de tempera-
desionizada; etanol*; tura na água do calorímetro e prender ao supor-
propan-1-ol*; propan-2-ol*; [Link] o agitador.
butan-1-ol*.
6. Acender a lamparina e aquecer, agitando, até a
*Substância inüamável temperatura atingir um valor entre 20 e 25 °C.

Ver medidas de precaução na


7. Suspender o aquecimento, continuando a agitar.
página 3. 8. Registar a temperatura mais elevada alcançada pela água.
9. Pesar de novo a lamparina, para determinar a massa de combustível consu-
mido.
10. Repetir os procedimentos de 3 a 9 para os restantes álcoois.

Registo de resultados
A massa inicial e a massa ûnal dos álcoois utilizados, bem como a correspon-
dente temperatura máxima atingida pela água, podem ser registados numa tabela
como a que se segue.

Incerteza da medição Incerteza da medição


com a balança / g com o termómetro / °C

± ____ ± ____

Massa inicial de Massa final de Temperatura atingida


Álcool
álcool, mi / g álcool, mf / g pela água / °C

Metanol

Etanol

Propan-1-ol

Propan-2-ol

Butan-1-ol

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Tratamento de resultados

• Determinar o calor absorvido pela água do calorímetro, Q, através da expres-


são:
Qabsorvido pela água = mágua × cágua × ΔTágua

• Calcular o poder energético dos combustíveis estudados, expresso em kJ kg . −1

• Determinar Δ H, para cada um dos álcoois, a partir da relação matemática:


c
Q
ΔcH =
n
• Efetuar cálculos para as diferentes entalpias e para os erros relativos das me-
dições, considerando os valores tabelados para aquelas entalpias, expressas
em kJ mol−1.
• Traçar um gráfico de Δ H em função do número de átomos de carbono por
c
molécula, tendo em consideração a cadeia carbonada dos álcoois.

Análise de resultados e conclusões

• Explicar a necessidade de um rigoroso controlo de variáveis.


• Interpretar a diferença de valores de Δ H encontrados, relacionando este pa-
c
râmetro com a estrutura dos álcoois, quanto ao comprimento da cadeia carbo-
nada e quanto à posição do grupo hidroxilo na cadeia.
• Identificar as etapas do procedimento que conduziram a erros e analisar se
cada erro conduziu a um valor por excesso ou por defeito.

Questões teórico-práticas

Os álcoois são combustíveis alternativos aos derivados do petróleo e têm me-


nor impacto ambiental.

Com o objetivo de comparar as entalpias de combustão de alguns álcoois, um


grupo de alunos usou metanol, etanol, propan-1-ol, propan-2-ol e butan-1-ol como
combustíveis. Para o efeito, efetuaram na hotte a montagem laboratorial esque-
matizada na figura ao lado, a qual se repetiu nas cinco situações experimentais.

Foram utilizadas iguais massas de água, submetidas a iguais variações de tem-


peratura.
c
Com os dados recolhidos, foram construídos dois gráficos e obtidas as respeti-
vas retas de ajuste: a
b d
• Gráfico 1: massa de combustível líquido consumida, em função do número de
átomos de carbono por molécula;
e
• Gráfico 2: entalpia de combustão, em valor absoluto, em função da massa de
álcool consumida.

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Massa de álcool consumida / g

Entalpia de combustão / kJ mol−1


18,0 4000
16,0 3500
14,0 3000
12,0 2500
10,0 2000
8,0 1500
y = 17,7 − 2,55x
6,0 1000
4,0 500 z = 4567 − 249,1y
0,0 0
0 1 2 3 4 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 18,0
Número de átomos de carbono por molécula Massa de álcool consumida / g

PROFESSOR 1. As colunas I e II referem-se, respetivamente, às letras indicadas na figura e a


1. a – 7; b – 2; c – 1; d – 3; e – 4 material e substâncias usados na atividade.
Estabeleça a correspondência correta entre as letras da coluna I e os números
2. X – evitar o contacto com
a pele, os olhos e os órgãos da coluna II.
respiratórios.
Y – manter afastado das Coluna I Coluna II
chamas. 1. Termómetro
a.
3. (B) 2. Calorímetro
b. 3. Água
4. –3334 kJ mol–1
4. Lamparina
c.
5. Agitador
d. 6. Álcool
7. Material isolador
e. 8. Bico de Bunsen

2. Antes de iniciarem a experiência, os alunos X Y


verificaram os rótulos das embalagens dos ál-
coois usados e encontraram os símbolos repre-
sentados em X e Y.
Para além do uso da bata e de óculos de proteção, indique dois cuidados de
segurança a ter, um para o símbolo X e outro para o símbolo Y.

3. Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.


A partir dos resultados evidenciados nos gráficos 1 e 2, pode concluir-se que…
(A) a interseção da reta no eixo das ordenadas, no gráfico 2, corresponde ao
valor da entalpia de combustão do hidrogénio, H2.
(B) quanto maior a massa molecular do álcool, menor é a quantidade deste que
é necessário usar para aquecer um dado volume de água.
(C) a entalpia de combustão, em valor absoluto, prevista para o butan-2-ol é,
aproximadamente, 2,0 × 103 kJ mol−1.
(D) em valor absoluto, a entalpia de combustão de um álcool diminui quando o
número de átomos de carbono por molécula aumenta.

4. Determine, a partir das equações das retas de ajuste associadas a cada um


dos gráficos, a entalpia de combustão, em valor absoluto, assim prevista para
o pentan-1-ol. Apresente todas as etapas de resolução.
Exame Nacional 2006 – 1.ª Fase (adaptado)
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ATIVIDADE DE PROJETO LABORATORIAL


Produção de um biodiesel

2 a partir de óleos alimentares


queimados
PROFESSOR

MC APL 2 – 1 a 3

Objetivo: Conceber e fundamentar um percurso investigativo para dar resposta à PROFESSOR


questão problema: Como produzir um biodiesel a partir de óleos alimentares quei- Propõe-se que esta APL seja
preparada e executada em
mados?
duas ou três aulas de 90 min
por grupos de dois alunos.
Os óleos de fritar já utilizados, assim como os óleos utilizados nos automóveis,
não se devem lançar para o meio ambiente, pois provocam graves problemas de
poluição.
Embora sejam considerados resíduos não perigosos, os óleos alimentares lan-
çados nas redes de drenagem de águas residuais obstruem os ûltros de gorduras
existentes nas Estações de Tratamento de Águas Residuais (E.T.A.R.), sendo um obs- Apresentação
táculo ao seu bom funcionamento. APL 2 – Produção de um
biodiesel a partir de óleos
alimentares queimados
A reutilização de óleos de frituras permite:
Vídeo Laboratorial
• obter um derivado que, quando misturado com gasóleo, serve de combustível APL 2 – Produção de um
para, por exemplo, automóveis – o biodiesel; biodiesel a partir de óleos
alimentares queimados
• usar o biodiesel diretamente como combustível em motores diesel;
• fabricar sabão;
• reduzir a importação de produtos petrolíferos;
• reduzir a emissão de partículas e de enxofre dos escapes dos automóveis com
motor diesel.

Também se pode produzir biodiesel a partir de óleos alimentares não utilizados.

Os óleos são gorduras líquidas e pertencem a uma família da química orgânica


conhecida por lípidos.

Quimicamente, as gorduras são ésteres carboxílicos derivados de um único


álcool, o propano-1,2,3-triol, ou propanotriol, e de um ácido gordo.

O propanotriol, também conhecido por glicerol, é um triálcool. Por isso, as gor-


duras também são conhecidas por glicéridos, mais precisamente por triglicéridos.

CH2 CH CH2

OH OH OH
Propano-1,2,3-triol

Os ácidos gordos provêm de gorduras naturais e são ácidos carboxílicos de


cadeias carbonadas longas e não ramiûcadas. Estas cadeias carbonadas podem ser
saturadas ou insaturadas.

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Exemplo de dois ácidos gordos:


COOH Ácido palmítico
C15H31COOH :

C17H33COOH :
COOH Ácido oleico

Em resumo:
Ácido gordo + Glicerol → Éster carboxílico + Água
(Glicérido)

O biodiesel é um diéster, ou seja, é um glicérido com duas funções éster.

O biodiesel, éster de um ácido gordo, é um biocombustível líquido sintético,


renovável e biodegradável que se obtém a partir de lípidos naturais, como óleos
vegetais ou gorduras animais, novos ou usados, mediante um processo de transes-
teriûcação.

A transesterificação consiste na cisão de um éster carboxílico quando reage


com um álcool, em geral o metanol, na presença de um catalisador apropriado.
O catalisador pode ser ácido ou alcalino, mas, em geral, utiliza-se o hidróxido de
sódio ou o hidróxido de potássio. Como produtos da reação obtêm-se o éster metí-
lico do ácido gordo, o biodiesel e o glicerol, que é um subproduto.

Gordura Base
+ Metanol Biodiesel + Glicerol
(Éster carboxílico) (Álcool) (Diéster) (Glicerina)
Catalisador
O
O C R O H
O
O C R + 3 CH3OH 3R C + O H
O O CH3
O H
O C R
O

A realização deste trabalho deve compreender várias fases:


• recolha de óleos de cozinha usados, em casa e/ou na cantina da escola, em
recipientes apropriados;
• pesquisa do método de obtenção de um biodiesel;
• identificação das diferentes fases do processo, com elaboração de um diagra-
ma sequencial das operações a realizar;
• identificação das transformações químicas envolvidas e escrita das respetivas
equações químicas;
• planificação do trabalho laboratorial, incluindo material, equipamento, reagen-
tes e questões de segurança;
• realização da parte laboratorial, com a obtenção do produto final;
• reutilização de óleos.
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Com este projeto, pretende-se que os alunos executem a planiûcação e a cria-


ção na Escola de uma unidade de fabrico de biodiesel, a partir de óleos alimentares
usados.

Deve ser elaborado um relatório no ûnal desta atividade de projeto laboratorial.


Para além da proposta da página 5, sugere-se o seguinte:

• na introdução teórica, dever-se-á:


– explicar o que é o biodiesel;
– referir o papel da mistura de metanol e de hidróxido de sódio na produção
de biodiesel;
– identificar as operações unitárias envolvidas;
– elaborar um esquema sequencial;
– explicar em que consiste uma transesterificação;
– escrever as equações químicas que traduzem as reações químicas;
– determinar as quantidades de reagentes a utilizar;
– referir as normas de segurança referentes às técnicas experimentais ado-
tadas, nomeadamente: utilização de luvas para o caso da solução alcalina
que é altamente corrosiva e de luvas e óculos de proteção para o manusea-
mento do metanol que é uma substância muito tóxica e que, caso atinja os
olhos, pode provocar cegueira.

• no registo de observações efetuadas, dever-se-á:


– registar todas as etapas do trabalho;
– elaborar uma ficha de autoavaliação, onde ficará registado o desempenho
dos elementos do grupo à medida que a atividade se desenvolve.

PROFESSOR
Questões teórico-práticas 1. A partir da reação entre
um ácido carboxílico gordo e
1. Os óleos alimentares utilizados na produção do biodiesel são gorduras. Como o propanotriol (glicerol). As
se obtêm as gorduras? gorduras são ésteres.

2. Glicéridos (triglicéridos,
2. Por que nome são conhecidas as gorduras? porque provêm do
propanotriol).
3. Considere o ácido palmítico, C15H31COOH, de massa molar 256,42 g mol−1. 3.1
COOH +
3.1 Escreva a equação química que traduz a reação entre este ácido e o glice- 3

rol (propanotriol). + CH2 — CH — CH2


| | |
3.2 Que quantidade de glicerol é necessária para reagir totalmente com 5,0 kg OH OH OH
de ácido palmítico?
CH2 — O — C — C15H31
|

| O
CH — O — C — C15H31 + 3 H2O
|

| O
CH2 — O — C — C15H31

O
3.2 6,500 mol

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PROFESSOR 3.3 A reação entre este ácido gordo e o glicerol originou 4,0 kg de óleo de
3.3.1 (B) palma.
3.3.2 76,2%
3.3.1 De entre as fórmulas de estrutura seguintes, identiûque, justiûcando,
3.4.1 CH3OH (aq) + NaOH (aq) →
a que representa o ácido palmítico.
→ NaCH3O (aq) + H2O (ᐉ)
Os produtos da reação são o
metóxido de sódio e a água. (A)
COOH
3.4.2 14,86 mol

COOH
(B)

COOH
(C)

3.3.2 Calcule o rendimento da reação durante este processo.

3.4 O óleo de palma, ao reagir com a mistura de metanol e hidróxido de sódio,


vai originar o biodiesel e o glicerol.
3.4.1 Escreva a equação química que traduz a reação entre o metanol e a
solução de hidróxido de sódio, identiûcando os produtos da reação.
3.4.2 Que quantidade de substância é necessário fazer reagir com 4,0 kg
de óleo de palma, assumindo um rendimento de 100%, para se obter
o biodiesel?

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ATIVIDADE LABORATORIAL

7 Síntese de um polímero PROFESSOR

MC AL 3.6 – 1 a 4

PROFESSOR
Prevê-se que esta atividade
Objetivo: Sintetizar um polímero de condensação. laboratorial seja desenvolvida
numa aula de 90 min.
A policondensação entre um diácido carboxílico e uma diamina origina uma
poliamida, que é uma molécula gigante.
Apresentação
AL 7 – Síntese de um
O nylon 6,6, que será sintetizado nesta atividade laboratorial, é uma das poliami- polímero
das mais importantes. Obtém-se pela reação entre:
1. cloreto de hexanodioílo, CᐉOC–(CH2)4–COCᐉ Vídeo Laboratorial
AL 7 – Síntese de um
2. hexano-1,6-diamina, H2N–(CH2)6–NH2 polímero

H O O H
O O H
n C (CH2)4 C + n N (CH2)6 N C (CH2)4 C N (CH2)6 N + 2n HC
C C H
H H n
Cloreto Hexano-1,6-diamina Grupo
de hexanodioílo amida
Nylon 6,6

O nylon 6,6 tem este nome porque é obtido por policondensação entre um Esta atividade deve ser
diácido e uma diamina, ambos com 6 átomos de carbono. Outras variedades de realizada na hotte.
nylon obtêm-se mudando a natureza do diácido ou da diamina. Usar luvas de borracha e
óculos de proteção.

Material necessário:
Procedimento experimental 2 copos de precipitação
de 50 mL; pinça com ponta
1. Colocar, num copo de precipitação de 50 mL, 6 gotas de cloreto de hexano- serrilhada; pipeta conta
dioílo e 15 mL de tetraclorometano. Agitar com a vareta e rotular como copo A. gotas; proveta de 25 mL;
luvas de borracha; óculos de
2. Noutro copo de precipitação de 50 mL, colocar 1,0 mL de hexano-1,6-diamina, proteção; 2 varetas de vidro;
25 mL de água desionizada e 5 gotas de hidróxido de amónio, 2 mol dm−3. pipeta graduada de 5 mL;
pompete.
Agitar com a vareta e rotular como copo B.
3. Colocar, em seguida, com muito cuidado e sem agitar a so- Reagentes: água
lução do copo B sobre a solução do copo A, de modo a desionizada; cloreto de
hexanodioílo*; hexano-1,6-
manter as duas fases separadas. A solução do copo A é a diamina*; tetraclorometano*†;
mais densa. hidróxido de amónio††
2 mol dm–3; vermelho
4. Com uma pinça com a ponta serrilhada retirar a película de
de metilo ou azul de
nylon, que se vai enrolando com uma vareta. (ver figura ao lado). bromocresol.
5. Repetir o procedimento experimental referido no ponto an-
*Substância tóxica
terior, enquanto houver reagentes.
6. Lavar o filamento de nylon cuidadosamente com água corrente. †Substância prejudicial
para o meio ambiente
7. Deixar secar sobre papel absorvente.
††Substância corrosiva
Informação: O processo de enrolamento deve ser feito de forma regular, para
que esse ûlamento não apresente irregularidades. Pode dar-se cor ao nylon adicio- Ver medidas de precaução na
nando uma gota de vermelho de metilo, ou de azul de bromocresol, às soluções. página 3.

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Conclusões
• Identificar os monómeros presentes na reação de síntese do polímero.
• Identificar a unidade estrutural do polímero.
• Escrever as equações químicas que traduzem as reações de síntese efetuadas
e interpretá-las.
• Indicar as razões que justificam a designação de nylon 6,6.
• Explicar o processo de polimerização.
• Avaliar a biodegradabilidade do polímero obtido.
• Explicitar e justificar os procedimentos utilizados em cada uma das etapas.

Questões teórico-práticas

Nesta atividade laboratorial, o nylon 6,6 obteve-se pela reação entre o cloreto
de hexanodioílo, CᐍOC–(CH2)4–COCᐍ, e a hexano-1,6-diamina, H2N–(CH2)6–NH2.
A equação química que traduz esta reação é:

H O O H
O O H
n C (CH2)4 C + n N (CH2)6 N C (CH2)4 C N (CH2)6 N + 2n HC
C C H
H H n
Cloreto Hexano-1,6-diamina Grupo
de hexanodioílo amida
Nylon 6,6

PROFESSOR 1. Que tipo de mistura se obtém quando se adicionam estes dois reagentes?
1. Obtém-se uma mistura
constituída por dois líquidos 2. Identifique, no copo, onde se encontra a hexano-1,6-diamina e onde se encon-
imiscíveis. O nylon 6,6 tra o cloreto de hexanodioílo.
forma-se na interface dos
dois líquidos. 3. Em relação ao nylon 6,6, pode afirmar-se que este composto…
2. A hexano-1,6-diamina (A) é um copolímero de condensação.
encontra-se no topo, sobre
o cloreto de hexanodioílo. (B) é um homopolímero de adição.
3. (D) (C) tem este nome porque contém um monómero com 6 átomos de carbono.

4. 64 (D) é uma poliamida.

4. A unidade repetitiva do nylon 6,6 é:

O O H

C (CH2)4 C N (CH2)6 N

H n
Nylon 6,6

Determine o grau de polimerização (arredondado por defeito) de um nylon 6,6


cuja massa molar média é de 1,45 × 104 g mol−1.

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Recomenda-se a utilização conjunta do Manual e do Caderno


de Exercícios e Problemas para facilitar a aprendizagem e
contribuir para o sucesso escolar. Estes materiais podem, no
entanto, ser vendidos separadamente.

O Caderno de Atividades Laboratoriais é parte integrante


deste Manual, não podendo ser vendido separadamente.

Para registo na base de dados do Ministério da Educação deve


ser inserido o ISBN da edição do aluno: 978-972-47-5494-9

AMOSTRA NÃO COMERCIALIZÁVEL


De acordo com o artigo 21.o da Lei n.o 47/2006, de 28 de agosto, este
exemplar destina-se ao órgão da escola competente para a adoção de
manuais escolares.

978-111-11-4400-5
000 02

9 781111 144005

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