FISIOTERAPIA
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
(STOKES, 2000)
(MACHADO, 2003)
(UMPHRED, 1994)
AVC X FISIOTERAPIA
“Sinal clínico de rápido desenvolvimento de
perturbação focal da função cerebral, de
suposta origem vascular e com mais de
24 hs de duração” OMS, 2003.
* Não incorpora crises isquêmicas transitórias.
Problemas
• Pcte conjunto de
FÍSICOS problemas: físicos,
psicológicos e sociais.
PSICOLÓGICOS SOCIAIS • Mal súbito com défict
máximo no início.
DIAGNÓSTICO RÁPIDO
AVC
Neurologista afirma que
3º Peça que a assistência médica nas
primeiras 3 horas, os
pessoa PRONUNCIE
UMA FRASE efeitos de um AVC
SIMPLES e coerente. podem ser revertidos
totalmente
2º Peça que a COMO RECONHECER
pessoa LEVANTE UM AVC EM 3
AMBOS OS PASSOS
BRAÇOS.
1º Peça que
a pessoa
SORRIA.
DEFINIÇÃO
Derrame resultante da falta ou restrição de irrigação
sanguínea cerebral, que pode provocar lesão celular e
alterações nas funções neurológicas. (SULLIVAN, 1993)
As manifestações clínicas incluem alterações:
motora, sensitiva, mental, perceptiva, da linguagem,
embora possa variar muito em função do local e
extensão exata da lesão.
OMS (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE)
EPIDEMIOLOGIA
O AVC é uma ameaça na velhice com
incidência e mortalidade;
Índice em pessoas que já apresentam
problemas físico ou mentais (Resck et al, 2004).
AVC afeta na sua maioria idosos, mas
existe uma porcentagem de 20% que
acometem indivíduos abaixo dos 65
anos.
Atinge mais a raça negra.
Fonte: Lotufo, PA São Paulo Med J 2006; 123: 3-4
ORIGEM: DATASUS, 2006.
ÍNDICES ESTATÍSTICOS
AVC por nível de
renda na cidade de São Paulo:
• Quartil 4 : população mais
pobre;
•Quartil 1: população mais rica.
CONCLUSÃO:
• Quanto maior o grau de
exclusão social, maior o
risco de AVC na população.
Fonte: Lotufo, PA São Paulo Med J 2006; 123: 3-4 ORIGEM:
DATASUS, 2006.
PRINCIPAIS CAUSAS DO AVC
FISIOPATOLOGIA
TROMBO CEREBRAL
• Acometimento de uma das Tríade de Virchow
1. Composição do sangue (hipercoagulabilidade)
2. Qualidade das paredes venosas
3. Natureza do fluxo sanguíneo (hemodinâmica)
EMBOLIA CEREBRAL
HIPERTENSÃO ARTERIAL
ANEURISMA CEREBRAL
ÊMBOLO + PLACA DE ATEROMA
POPULAÇÃO PROPENSA (FATORES DE RISCO)
c/ idade, mas não é decorrência natural
do envelhecimento.
H.A ( 160mmha ou 95mmhg)
Cardiopatia isquêmica
Raça “negra”
Diabetes mellitus
Dieta rica em sal
Fumo
Anticoncepcionais
Antecedentes de acidentes isquêmicos
transitórios – AITs
Sedentarismo
Hipercolesteremia
Predisposição genética
Todos estes fatores podem levar a
ATEROSCLEROSE, ARTERIOSCLEROSE ou
HIPERTENSÃO
(Stokes, 2000; Sullivan, 1993; Weimar et al, 2005)
MORFOFISIOLOGIA - VASCULARIZAÇÃO
Metabolismo AERÓBICO.
Irrigação sanguínea contínua.
Isquemia: perda consciência lesões
irreversíveis.
Mecanis. complexo = auto regulação (SNA).
FSC = PA-PV / RCV
FSC RCV = AVC isquêmico
PA (hipertensão): FSC AVC hemorrágico.
TIPOS DE AVC
DEPENDERÁ DO MECANISMO QUE O ORIGINOU...
1º) AVC ISQUÊMICO
+ comum (80% casos) comum em
artérias cerebrais.
AVE de tronco encefálico: comuns
em aa. vertebrais e basilar.
Nem sempre pcte perde consciência,
mas tem cefaléia.
Sinais fraqueza hemicorpo e/ou
dificuldade na fala.
Quadro inicial: Hemiplegia flácida
espasticidade (em dias)
(Stokes, 2000; Sullivan, 1993)
2º) AVC HEMORRÁGICO
20% casos, comum artérias
cerebrais.
Intracerebral ou Subaracnóide
(extrarecebral).
Causas: Hipertensão (arteriosclerose)
ou Aneurismas.
Sinais/sintomas: cefaléia, vômito e
PIC, perda consciência.
CONSIDERAÇÕES SOBRE AVC HEMORRÁGICO
Prognóstico inicial grave.
Drenagem cirúrgica = melhor PG.
Destrói menos neurônios que AVC
isquêmico.
Pctes jovens e normotensos podem
ter hematomas intracerebral
espontâneo:
Defeito congênito;
Vasos paredes finas (aneurisma);
Fármacos vasoativos –
estimulantes sexuais.
(CASH, 2000; SULLIVAN, 1993, UMPHRED, 1994)
ACIDENTE OU CRISE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO
AIT OU CIT
Ameaça de acidente vascular.
Comum CEFALÉIA e incomum DESMAIOS.
Recuperação completa 24hs.
NÃO há sequelas.
10% pcts AIT AVC.
Aspirina (anticoagulante) reduz a
probabilidade AVC.
Fatores risco devem ser evitados.
SUPRIMENTO SANGUÍNEO
IRRIGAÇÃO DE ÁREAS IMPORTANTES
MACHADO, 2003 MACHADO, 2003
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E
FUNCIONAIS
Perda Sensorial
Extereoceptivos
Proprioceptivo;
Visceroceptores; ex. Visual.
Alteração do Comportamento Mental
Confusão; Não cooperação;
Sem iniciativas; perda de memória.
Função Perceptiva
Agnosias;
Apraxias;
Dismetrias
Desorientação espacial.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E FUNCIONAIS
Função da Linguagem/Comunicação
Afasia Sensitiva; motora
Dislexia; Disartria.
Função motora
Alterações do Tônus.
Padrão de posicionamento flexor MS.
Padrão posicionamento extensor MI.
Marcha Hemiparética (ceifante).
Perda ou déficit do controle postural.
PROBLEMAS SECUNDÁRIOS
Problemas Psicológicos.
Contraturas e deformidades.
Trombose Venosa Profunda e Embolia Pulmonar.
Dor (mal posicionamento, espasmo e
imobilismo).
Problemas urinários e intestinais.
Disfunção Oro – facial (lesões completas).
Disfunção do Ombro (subluxações).
Diminuição da Resistência / Problemas
Cardíacos e respiratórios.
FASE DE RECUPERAÇÃO
1º Estágio: flácido Estágios de evolução Segundo Bobath
Perda motora e sensorial geral.
Baixo tônus e fraqueza muscular.
Estágio + incapacitante.
ESTÁGIO HIPOTONIA
2º Estagio: recuperação EVOLUÇÃO TÔNUS
Retorno parcial dos mov. nos membros.
NORMAL
Movimentos permitem algumas
capacidades.
ESTÁGIO HIPERTONIA
3º Estágio: espástico
Recupera função motora mas evolui para espasticidade.
Recuperação inicial de mov. proximais dos membros.
Tônus aumentado gera espasticidade nos mm. antigravitacionais.
GRAU DE ESPASTICIDADE
QUALITATIVA
Espasticidade severa: os movimentos são difíceis
e por vezes impossíveis devido à contracção
muscular contínua;
Espasticidade moderada: os movimentos são
lentos e realizados com esforço e coordenação
anormal;
Espasticidade leve: os movimentos grossos dos
membros são possíveis, enquanto os movimentos
finos da mão são difíceis.
*DOR associada a ESPASTICIDADE utiliza-se a
Escala Analógica de Dor – para interpretação
Clônus membro inferior (vídeo)
Clônus membro superior (vídeo)
Escala de Ashworth (Quantitativa)
0 Nenhum aumento no tônus muscular;
1 Leve aumento do tônus muscular, manifestado
por uma tensão momentânea ou por
resistência mínima, no final da amplitude
de movimento articular (ADM), quando a
região é movida em flexão ou extensão;
1+ Leve aumento do tônus muscular, manifestado
por tensão abrupta, seguida de resistência
mínima em menos da metade da
ADM restante;
2 Aumento mais marcante do tônus muscular,
durante a maior parte da ADM, mas a
região é movida facilmente;
3 Considerável aumento do tônus muscular,
o movimento passivo é difícil;
4 Parte afetada rígida em flexão ou extensão.
Bohannon e Smith, 1987
VIAS EFERENTES
PIRAMIDAL X EXTRAPIRAMIDAL
TRAJETO PIRAMIDAL – TRACTO CORTICO
ESPINAL LATERAL/ANTERIOR
Lesão do tracto = disfunção
funcionalidade voluntária
PARALISIA FACIAL
X
TRACTO CORTICO-
NUCLEAR
Paralisias faciais
centrais
Paralisias faciais
periféricas
ESCALAS FUNCIONAIS + UTILIZADAS
Índice de Barthel: Método quantitativo de Medida da Independência Funcional
avaliar a independência nas AVD’s. Questio (MIF): Avaliação ampla em uso na
determina a independência sem qualquer reabilitação. Escala ordinal com 18
ajuda física ou verbal de 10 funções: itens.
Controle intestinal;
Cada um dos 18 itens tem uma
Controle vesical; cotação máxima de 7 e mínima de 1.
Higiene pessoal; A cotação mais elevada é, portanto,
Uso de assento sanitário; de 126 e a mínima, de 18.
Alimentação;
Transferências;
Enfoca 6 áreas funcionais, que são:
Mobilidade;
Cuidados pessoais;
Vestir-se;
Controle esfincteriano;
Subir/descer degraus e;
Banho. Mobilidade;
Tudo pontuando de 0 a 100; escore 0 Locomoção;
indivíduo dependente e escore igual a Comunicação e;
100 traduz uma independência
Cognição social.
completa.
MARCHA
CEIFANTE
Mi extensão (leve equino)
Aparentemente maior padrão superior que
inferior
Semicirculo na fase de balanço
Ms rot. Interna, flexão cotovelo, polegar e
dedos
Pronação antebraço
Tronco com elevação lado plégico
Avaliar:
Fases da marcha.
Características angulares e lineares
(ângulos e distâncias passos e passadas).
Assimetrias.
Compensações corporais.
Rítmo.
FISIOTERAPIA
OBJETIVOS DE REABILITAÇÃO
Reduzir efeitos das anormalidades de TÔNUS;
Retardar o DESCONDICIONAMENTO;
Ganhar ou manter ADM e impedir DEFORMIDADES;
Melhorar controle TRONCO e EQUILÍBRIO sentado e de pé;
Estimular MOBILIZAÇÃO ATIVA das funcionalidades no Sentar, deitar,
rolar, anfíbio, transferências, etc;
Retardar o DESCONDICIONAMENTO;
Incentivar atividades CUIDADOS PESSOAIS;
Aumentar as funções MOTORAS e RESPIRATÓRIAS;
Propiciar CONSCIENTIZAÇÃO CORPORAL e estimular usar lado
Hemiplégico ou Hemiparético.
PROGRAMAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA
Fisioterapia diária - clínica no mínimo 3 X semana
CLASSES DE ATIVIDADES
Atendimento individual, exercitando os segmentos comprometidos
Alongamentos
Mobilizações
Treino de equilíbrio sentado
Exercícios ativos livre (ginástica) = reaprender movimentar o corpo.
Fase de adaptações
Exercícios de resistência para fortalecimento muscular.
contralateral
Treino de marcha (melhorar a locomoção).
Se necessário exercícios isolados que mimetizam as fases de marcha.
ATIVIDADES FUNCIONAIS (AVD’s).
Aquisições motoras
TRTATAMENTO DE ACORDO COM O ESTÁGIO
Estágio agudo (UTI ou semi-intensiva):
Função respiratória;
Tosse e deglutição;
Pcte inconsciente: + cuidado
Remoção de secreção de VAS;
Manutenção articulações e flexibilidade muscular;
Mudanças de decúbitos e orientações familiares.
Estágio intermediário (hospitalar ou ambulatorial):
Início após fase crítica do AVC;
Avaliação p/ direcionamento t/to;
Incentivo atividades funcionais.
STOKES, 2000
TRTATAMENTO DE ACORDO COM O ESTÁGIO
Estágio ambulatorial ou domiciliar:
Período crítico – abandono terapia (fator psíquico);
Condutas fisioterapêuticas específicas;
Ênfase nas transferências
Longo prazo:
Habilidades motoras;
Atividades funcionais básica;
Independência do paciente;
Alta t/to.
STOKES, 2000
ESPASTICIDADE E TRATAMENTO
Grau Espasticidade variada no corpo.
Segmentos distais (mão e pé) mais acometidos.
t/to primeiro região menos espástico.
t/to:
Sustentação de peso sobre superfícies
Resfriamento (crio – cuidado pode inibir ou aumentar)
Estimulação vibratória (facilitam antagonistas)
Biofeedback (sonoro ou digital – eletrodos nos mm.)
DOR
MUSCULAR
ARTICULAR
Desequilíbrio muscular
Compensações impróprias
Disfunção articular
Encurtamentos musculares
Disfunção do OMBRO
Disfunção de MÃO
Mobilização, alongamento, sustentação
peso, reposicionamento articular
MARCHA
Perda de planti-flexão e distribuição peso médio pé.
Déficit equilíbrio
Perda combinação final do Apoio (ext. quad. flex. Joel)
Perda combinação final do balanço (flex. quad., ext.
joelh e dorsi torn)
Avaliar:
Duração passo
Duração do ciclo
Comprimento passo e da passada
T/to: - Trabalho isolado das fases marcha.
- Funcionamento neuromuscular e
cardiorespiratório.
- Controle descargas de peso.
PÉ EQUINO
Elevação lado plégico não gera
descarga peso
Encurtamento e espasticidade
desenvolve EQUINO
Evita descarga peso pela
INSTABILIDADE e FALTA
CONTROLE VOLUNTÁRIO
Uso de ÓRTESES
AFO/OTP
Tala gessada
Bandagens rígidas
talas com calcâneo livre e 2
hastes metálicas unindo antepé
e reg. post. panturrilha.
ATIVIDADES FUNCIONAIS / TRANSFERÊNCIAS /
DESCARGA DE PESO
OUTROS MÉTODOS
TRATAMENTTO
Temple-fay : base do método desenvolvimento
evolucionário do ser humano
DD, DL, DV, arrastar simétrico e assimétrico,
gato, joelhos
Rood: Método propriocepção (termo-tatil) de
estímulos provocados receptores sensoriais para
aumentar reflexo estiramento
Escovão rápido, criotapping
Brunstonn: facilitação de movimentos –
respostas mimetizadas
Facilitação Neuromuscular proprioceptiva – FNP
– KABAT – facilitação do movimento
OUTROS MÉTODOS
TRATAMENTO
Bobath: técnica de inibição e facilitação
neuroevolutiva
Mmss, tronco e mmii
Terapia de contensão induzida –TCI
Biofeedback – Sonora ou Visual
Eletroestimulação Funcioal – FES
FES com órteses
TERAPIA DO ESPELHO (IMAGÉTICA)
Paciente pós AVE (fase aguda)
Vídeo 01
Vídeo 02
Vídeo 03
TREINOS DE MARCHA
Fisioterapia para Marcha (vídeo)
TRANSFERÊNCIAS DE PESO
Vídeo paciente Clínica Fisioterapia
ELETROESTIMULAÇÃO NEUROMUSCULAR
FES - Functional Electrical Stimulation
Vídeo 01
Vídeo 02
OUTROS MÉTODOS TRATAMENTO
Wiireabilitação (atual)
ORTOSTATISMO
Estímulação Ortostática, mobilizações assistidas
MSs, Higiêne brônquica
Vídeo 01
NEUROMODULAÇÃO NÃO-INVASIVA
Estimulação transcraniana por corrente contínua
Estimulação magnética transcraniana
REFERÊNCIAS
O’SULLIVAN, S. B; Fisioterapia: avaliação e
tratamento. SP: MANOLE. 1993.
MACHADO, A. Neuroanatomia Funcional. 2ª ed. SP:
ATHENEU. 2003.
UMPHRED, D. A.; Fisioterapia Neurológica. 2ª ed. SP:
MANOLE. 1994.
STOKES, M.; CASH; Neurologia para Fisioterapeutas.
SP: PREMIER. 2000.
MINISTÉRIO DA SAÚDE – Brasil (DATASUS)
OMS – Organização Mundial de Saúde