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Resumo sobre Radioatividade

A radioatividade é a emissão de energia por átomos devido à desintegração do núcleo, resultando em partículas alfa, beta e radiação gama, cada uma com diferentes poderes de penetração. A radioatividade possui aplicações significativas em medicina, geologia e indústria, além de ser classificada como natural ou artificial. A descoberta e estudo da radioatividade, iniciados por Henri Becquerel e aprofundados por Pierre e Marie Curie, levaram a avanços científicos e tecnológicos, mas também a preocupações com resíduos radioativos e segurança.

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Resumo sobre Radioatividade

A radioatividade é a emissão de energia por átomos devido à desintegração do núcleo, resultando em partículas alfa, beta e radiação gama, cada uma com diferentes poderes de penetração. A radioatividade possui aplicações significativas em medicina, geologia e indústria, além de ser classificada como natural ou artificial. A descoberta e estudo da radioatividade, iniciados por Henri Becquerel e aprofundados por Pierre e Marie Curie, levaram a avanços científicos e tecnológicos, mas também a preocupações com resíduos radioativos e segurança.

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RADIOATIVIDADE

A radioatividade é um fenômeno que resulta da emissão de energia por átomos, provocada


em decorrência de uma desintegração, ou instabilidade, do núcleo de elementos químicos.
o Uma reação nuclear é diferente de uma reação química. Em transformações nucleares o
núcleo do átomo sofre alterações, já as reações químicas ocorrem na eletrosfera do átomo.
o Desta forma, um átomo pode se transformar em outro átomo e, quando isso acontece,
significa que ele é radioativo.
Em resumo, as partículas radioativas e suas as características são:

Nom Carga Poder de


Símbolo Natureza
e elétrica penetração

Formada por dois prótons e dois


Alfa +2 pequeno
nêutrons.

Elétron produzido em transformações


Beta -1 médio
nucleares.

Gama 0 Radiação eletromagnética. alto

o A radioatividade tem muitas aplicações na sociedade. Desde a sua descoberta, grandes


avanços científicos foram alcançados gerando desenvolvimento tecnológico.
o A emissão de radiação tem utilizações em diferentes setores como na medicina, geologia,
indústria e armamento.

Tipos de Radioatividade
A radioatividade das partículas Alfa, Beta e das ondas Gama são as mais comuns. O tipo de
radiação determina o poder de penetração na matéria, que são, respectivamente, baixa, média
e alta.

Emissões Alfa
o São partículas pesadas de carga positiva, que possuem carga elétrica +2 e massa igual a 4.
o Por possuir 2 prótons e 2 nêutrons, seu núcleo é comparado ao do elemento químico hélio, e
por isso, alguns autores também a chamam de “hélion”.
o Possui pequeno poder de penetração, e por isso a sua radioatividade pode ser impedida por
uma folha de papel.

Emissões Beta
o São partículas leves, de carga negativa e que não contêm massa. O elétron da partícula é
produzido por reações nucleares a partir de um nêutron e possui alta velocidade.
o Nessa reação, um nêutron instável se desintegra, convertendo-se em um próton, que
permanece no núcleo, há a emissão de um elétron em alta velocidade e do neutrino, cuja
massa e carga são desprezíveis.
o Possui poder de penetração superior a radioatividade alfa, podendo penetrar uma folha de
papel, mas não uma placa de metal.
Emissões Gama
o São ondas eletromagnéticas de altíssima frequência e que não possuem massa e carga
elétrica.
o A sua capacidade de penetração é superior aos raios-X e faz com que a sua radioatividade
passe tanto pelo papel como pelo metal.
o A radiação gama é bem mais penetrante que os outros dois tipos devido o seu comprimento
de onda ser bem menor, podendo facilmente atravessar todo o nosso organismo.
o À medida que a radiação é emitida, o átomo se desintegra, o que resulta na sua
transformação, pois é o número atômico que determina o elemento químico.
o O tempo que essa desintegração do elemento leva para reduzir a sua massa pela metade é
chamado de meia-vida ou período de semi desintegração.

RADIAÇÕES IONIZANTES
o Já as radiações ionizantes têm alta energia. São criadas no núcleo atômico, podem alterar
o estado físico do átomo e acarretar a perda de elétrons, processo chamado de ionização.
o Um núcleo instável pode emitir radiação por partículas alfa, partículas beta ou nêutrons. No
caso da emissão de energia, a emissão ocorre na forma de onda eletromagnética
(semelhante aos raios X), constituída pelos raios gama (ou ondas gama).

Leis da Radioatividade
o Os estudos sobre as emissões radioativas contribuíram para criação de duas leis sobre as
desintegrações que ocorrem em núcleos atômicos.
o Em 1911, Frederick Soddy formulou a Primeira Lei da Radioatividade, a respeito das
emissões alfa, que se tornou conhecida como Lei de Soddy:
o Um átomo instável emite uma partícula alfa (α), diminui o número atômico (Z) em duas
unidades, ao passo que o número de massa (A) diminui em quatro unidades. Assim: 24α
o Segundo essa lei, um novo elemento químico pode ser formado com número atômico com
duas unidades a menos que o elemento inicial.
Exemplo:
O urânio-238 ao emitir uma partícula alfa gera o elemento tório. Da mesma maneira, o tório
pode emitir uma partícula alfa e levar à formação do elemento rádio.

Emissões Alfa

A partir dos exemplos anteriores, podemos propor de maneira genérica uma equação para
emissões alfa:

o Em 1913, Frederick Soddy, Kasimir Fajans e Smith Russell criaram a Segunda Lei da
Radioatividade, também conhecida como Lei de Soddy, Fajans e Russell:
o Um átomo instável emite uma partícula beta (β), aumenta o número atômico (Z) em uma
unidade, ao passo que o número de massa (A) permanece o mesmo. Assim: -10β
o De acordo com essa lei, o elemento criado é isóbaro do elemento inicial, pois possuem
mesma massa atômica e números atômicos com diferença de uma unidade.
Exemplo:

Emissões Beta

Quando ocorre uma emissão beta, há a conversão de um nêutron em um próton, modificando o


número atômico e consequentemente um novo elemento é formado.

Elementos Radioativos
o A radioatividade pode ser natural, encontrada em elementos que estão dispostos na
natureza ou artificial, pela criação de elementos radioativos em laboratório.
o Os elementos radioativos naturais são encontradas na natureza, donde os elementos
radioativos são transformados por meio de desintegrações, até chegarem num elemento
químico estável, por exemplo, o urânio, o actínio e o tório.
o Os elementos radioativos artificiais são obtidos artificialmente nas reações de
transmutação, que produzem um novo elemento químico radioativo, por exemplo: iodo-131 e
o fósforo-30.

Decaimento radioativo
o À medida que a radiação é emitida, o átomo se desintegra, o que resulta na sua
transformação, pois é o número atômico que determina o elemento químico.
o No decaimento radioativo há a diminuição da atividade radioativa e o tempo que essa
desintegração do elemento leva para reduzir a sua massa pela metade é chamado de meia
vida ou período de semi desintegração.

Descoberta da radioatividade
o A radioatividade foi descoberta em 1896 por Henri Becquerel, ao investigar a fosforescência
natural das substâncias.
o O casal Pierre e Marie Curie dedicou-se ao estudo das emissões radioativas e constatou
que essa era uma propriedade de determinados elementos químicos. Inclusive, durante
essas pesquisas descobriram dois novos elementos radioativos: rádio e polônio.
o Em 1898 Ernest Rutherford descobriu as emissões radioativas alfa e beta. Um terceiro tipo
de radioatividade, a emissão gama, foi descoberta em 1900, pelo químico e físico francês
Paul Ulrich Villard.

Aplicações da radioatividade
Radioatividade na medicina
o A radioatividade na medicina é utilizada através dos exames de raio-x, cuja radiação
atravessa os tecidos com o objetivo de mostrar internamente o corpo humano.
o Outra aplicação é na radioterapia para o tratamento do câncer com emissão de radiação.
Como as células cancerígenas são mais sensíveis à radiação é possível destruí-las com
dosagens controladas sem afetar as células normais.
o Os radioisótopos também podem ser utilizados no diagnóstico de doenças, tratamento de
tumores e como marcadores para informar o estado de saúde dos órgãos.
Datação por Carbono-14
Na natureza existe três isótopos do carbono:

Carbono-12 abundância de 98,9%

Carbono-13 abundância de 1,1%

Carbono-14 abundância de 0,000001%


o O menos abundante deles, o carbono-14, por ser radioativo, é utilizado para determinar a
idade de objetos antigos.
o O teor de carbono-14 é de 10 ppb e na atmosfera ele é incorporado na forma de CO 2.
o Sendo assim, seres fotossintetizantes absorvem esse radioisótopo e ele é transferido para
os demais seres vivos pelas cadeias alimentares.
Com a mesma velocidade que o carbono-14 se forma, ele se desintegra por meio de
decaimento beta.

o Ao observar múmias e fósseis é possível perceber que o teor de carbono é inferior a 10 ppb,
e como seu tempo de meia-vida é de 5730 anos, com esses dados é possível determinar a
idade do ser encontrado.

Usina nuclear
o Nesse sistema, as reações nucleares são manipuladas de forma controlada para a produção
de energia na forma de calor.
o O calor produzido é utilizado no aquecimento de água, e o vapor gerado movimenta turbinas
geradoras de eletricidade.
o Devido o crescimento populacional e a busca para diversificação da matriz energética, hoje
a energia nuclear é responsável por 17% da geração de energia elétrica no mundo.
o O Brasil, apesar de possuir enorme potencial hidrelétrico, também produz energia elétrica a
partir da energia nuclear através das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2.

Lixo Radioativo
o A poluição radioativa é um dos problemas do uso da radioatividade.
o Os resíduos dos materiais compostos por elementos radioativos representam um grande
risco à população, uma vez que podem provocar doenças, tal como o câncer.
o Diversas áreas (medicina, engenharia, antropologia, entre tantas outras) fazem uso de
materiais que contém radioatividade.
o Assim, os cuidados com os resíduos são indispensáveis para que esse tipo de lixo não
contamine o ambiente ou, ainda, resulte em acidentes nucleares.
o É o caso do conhecido Acidente de Chernobyl ocorrido em 1986 na Ucrânia. No nosso país,
o Acidente Césio-137 aconteceu no ano seguinte, em 1987, em Goiânia, e foi provocado por
um aparelho de radioterapia abandonado.
EXERCÍCIO 1 - Entre 2002 e 2010, cientistas produziram quatro novos elementos
químicos: nihônio (113Nh), moscóvio (115Mc), tenesso (117Ts) e oganessônio (118Og). Esses
elementos são:

sintéticos e radioativos.

Radiações não ionizantes


o Radiações não ionizantes têm, em geral, baixa frequência e energia. Elas não provocam
alterações na estrutura da matéria.
Exemplos: ondas de rádio, luz visível, infravermelho e micro-ondas.
Ainda assim, a exposição prolongada a essas fontes de radiação pode causar efeitos à saúde.
É o caso, por exemplo, da luz solar, cuja exposição prolongada à pele pode acarretar
queimaduras e, em longo prazo, causar câncer de pele.

APROFUNDANDO - (ESAMC, 2019) O funcionamento de muitos detectores de


fumaça depende da presença de amerício-241, um material radioativo. As partículas alfa
emitidas por ele são capazes de ionizar o ar no interior do detector, gerando um meio condutor,
que possibilita uma corrente elétrica contínua entre dois eletrodos, e a entrada da fumaça
nesse meio interrompe a corrente, fazendo soar um alarme.
Esses detectores, entretanto, não apresentam risco à saúde, porque as partículas radioativas
emitidas não conseguem atravessar suas paredes. A partir do exposto, conclui-se que a
propriedade da radiação alfa que garante a segurança da utilização de detectores de fumaça,
contendo o amerício-241 é:
o baixo poder de penetração.

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