0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações109 páginas

Nanopartículas de Prata e ZnO na Fotodegradação

A dissertação de Érica Janaina de Moraes Dantas investiga a síntese de nanopartículas de prata sobre óxido de zinco e latão para a fotodegradação de corante têxtil, visando melhorar a gestão hídrica em regiões com estresse hídrico. O estudo demonstra que a combinação de nanopartículas de prata com óxido de zinco aumenta a eficiência fotocatalítica, alcançando até 95,7% de remoção do corante RB5 sob condições otimizadas. Os resultados indicam que o sistema desenvolvido possui potencial para tratamento de efluentes têxteis, contribuindo para a reutilização da água.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações109 páginas

Nanopartículas de Prata e ZnO na Fotodegradação

A dissertação de Érica Janaina de Moraes Dantas investiga a síntese de nanopartículas de prata sobre óxido de zinco e latão para a fotodegradação de corante têxtil, visando melhorar a gestão hídrica em regiões com estresse hídrico. O estudo demonstra que a combinação de nanopartículas de prata com óxido de zinco aumenta a eficiência fotocatalítica, alcançando até 95,7% de remoção do corante RB5 sob condições otimizadas. Os resultados indicam que o sistema desenvolvido possui potencial para tratamento de efluentes têxteis, contribuindo para a reutilização da água.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

CENTRO DE TECNOLOGIA E GEOCIÊNCIAS


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA

ÉRICA JANAINA DE MORAES DANTAS

SÍNTESE DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA SOBRE ÓXIDO DE ZINCO E


LATÃO PARA FOTODEGRADAÇÃO DE CORANTE TÊXTIL

Recife
2021
ÉRICA JANAINA DE MORAES DANTAS

SÍNTESE DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA SOBRE ÓXIDO DE ZINCO E


LATÃO PARA FOTODEGRADAÇÃO DE CORANTE TÊXTIL

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-


Graduação em Engenharia Química da
Universidade Federal de Pernambuco, como
requisito parcial para a obtenção do título de
Mestre em Engenharia Química.

Área de concentração: Engenharia de


Processos Químicos e Bioquímicos.

Orientador: Prof. Dr. Luciano Costa Almeida.


Coorientador: Prof. Dr. Jorge Vinícius Fernandes Lima Cavalcanti.

Recife
2021
Catalogação na fonte:
Bibliotecária Sandra Maria Neri Santiago, CRB-4 / 1267

D192s Dantas, Érica Janaina de Moraes.


Síntese de nanopartículas de prata sobre óxido de zinco e latão para
fotodegradação de corante têxtil / Érica Janaina de Moraes Dantas. – 2021.
108 f.: il., figs., tabs., e siglas.

Orientador: Prof. Dr. Luciano Costa Almeida.


Coorientador: Prof. Dr. Jorge Vinícius Fernandes Lima Cavalcanti.
Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Pernambuco. CTG.
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química. Recife, 2022.
Inclui referências, apêndices e anexos.

1. Engenharia química. 2. Catalisador suportado. 3. Corante têxtil. 4. Efeito


plasmônico. 5. Fotocatálise heterogênea. 6. Nanopartículas metálicas. 7.
Processos oxidativos avançados. I. Almeida, Luciano Costa (Orientador). II.
Cavalcanti, Jorge Vinícius Fernandes Lima (Coorientador). III. Título.

UFPE

660.2 CDD (22. ed.) BCTG/2022-355


ÉRICA JANAINA DE MORAES DANTAS

SÍNTESE DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA SOBRE ÓXIDO DE ZINCO E


LATÃO PARA FOTODEGRADAÇÃO DE CORANTE TÊXTIL

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-


Graduação em Engenharia Química da
Universidade Federal de Pernambuco, Centro
de Tecnologia e Geociências, como requisito
parcial para a obtenção do título de Mestre em
Engenharia Química. Área de concentração:
Engenharia de Processos Químicos e
Bioquímicos.

Aprovada em: 24/02/2021.

BANCA EXAMINADORA

______________________________________
Prof. Dr. Luciano Costa Almeida (Orientador)
Universidade Federal de Pernambuco

_______________________________________________________
Prof. Dr. Jorge Vinicius Fernandes Lima Cavalcanti (Coorientador)
Universidade Federal de Pernambuco

________________________________________________
Profa. Dra. Daniella Carla Napoleão (Examinador Interno)
Universidade Federal de Pernambuco

__________________________________________________
Profa. Dra. Silvia Maria Egues Dariva (Examinador Externo)
Universidade Tiradentes

_________________________________________________
Prof. Dr. Ramón Raudel Peña Garcia (Examinador Externo)
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Dedico esse trabalho a pessoas como Dona Ló, que das mãos saem poucas palavras
mas traz consigo uma sabedoria na alma de fazer inveja a muito cientista.
AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus e a espiritualidade maior por me darem forças para que o curso e a
escrita da dissertação fossem concluídos. Muitas foram as adversidades enfrentadas nos dois
anos de mestrado, desde a adaptação a nova cidade, a mudança de área e outras provações.
A minha família pelo incentivo e torcida pelos meus estudos. Em especial agradeço
aos meus pais Aline Moraes e Edvaldo Dantas por me possibilitarem sair do interior para
realizar esse sonho. Todo o sacrifício não foi e nem será em vão.
O apoio dos amigos foi essencial para a realização desse trabalho. Certa vez me
disseram que ninguém faz amizades na pós-graduação e fico muito feliz por pessoas como
Raquel Santos, Welenilton Júnior e Ramon Aquino terem aparecido na minha vida. Vocês
tornaram muito mais leves os dois últimos anos e quero manter a amizade de vocês por toda a
minha vida.
Não poderia deixar de agradecer aos meus amigos de laboratório Evelle Duarte,
Thiago Simões, Émerson Felipe, Janderson Costa, Ítalo Araújo e André Ribeiro que me
acolheram de braços abertos durante a realização dos meus experimentos. Um agradecimento
especial a Émerson por toda a troca de conhecimento, pelo incentivo e motivação diária. Pelos
momentos de descontração e brincadeiras. Você é uma pessoa incrível, não mede esforço para
ajudar o próximo e não guarda conhecimento só para si. Obrigada por tudo.
Agradeço ao meu orientador Luciano Costa por todo o direcionamento dado ao longo
desse trabalho, todas as dicas e orientações levarei adiante na minha jornada profissional.
Agradeço ao meu coorientador Jorge Cavalcanti pelo apoio prestado assim que cheguei ao
Recife e ao Departamento de Engenharia Química.
A todas as pessoas que torceram por mim e me auxiliaram de alguma maneira ao
longo desses dois anos, muito obrigada. Que Deus retribua as boas ações e carinho de todos
vocês. Por fim, agradeço a FACEPE pelo investimento nesse projeto de pesquisa.
RESUMO

Mais de 2 bilhões de pessoas vivem em países com alto estresse hídrico. Uma
alternativa para melhorar a gestão hídrica é tratar efluentes para reutilizar a água. Dentre
diversas formas de tratamento de efluentes, destaca-se a fotocatálise heterogênea, que consiste
em um tipo de processos oxidativos avançados (POA), que gera radicais hidroxilas a partir de
um semicondutor exposto a uma fonte de irradiação (hv). A combinação de nanopartículas
(NPs) de prata (Ag) com óxidos metálicos, promove uma maior atividade fotocatalítica
devido ao efeito plasmônico deste metal. Este trabalho visou a construção de um sistema
composto por placas de latão recobertas com NPs de óxido de zinco e prata. A técnica de
washcoating foi utilizada para recobrir as placas calcinadas com NPs de ZnO até atingir 40
mg. A síntese do catalisador, investigou o efeito da concentração de solução precursora das
NPs Ag (0,10 mM, 0,25 mM e 0,40 mM) e o tratamento pós ancoragem da prata sobre o ZnO
(calcinação, ativação das NPs com fonte ultravioleta (UV) e calcinação seguido de ativação).
A avaliação destes materiais foi realizada sob condições iniciais de fotodegradação de solução
25 mg.L-1 de corante têxtil reactive black 5 (RB5). Nestas condições, o sistema composto de
uma solução precursora de NPs Ag de 25 mM, com ativação da Ag sob fonte UV, obteve
cerca de 95% de remoção do corante RB5 com apenas 90 minutos de exposição à radiação
UVA/UVB. Com este material, foi realizado o estudo do efeito do pH do corante RB5 (4, 7 e
10); da concentração inicial do RB5 (25 mg.L-1 , 40 mg.L-1 e 55 mg.L-1 ); da fonte de radiação
(UVA/UVB, visível e solar); do tipo de corante: (RB5 e Vermelho Reativo 83, estudados
individualmente e sob as melhores condições obtidas anteriormente). Por último, foram
realizados ensaios para verificação a cinética reacional e um teste de reúso do sistema. Os
melhores resultados da eficiência fotocatalítica para o RB5 apontaram uma remoção de 95,7%
sob as condições de pH 7, concentração 25 mg.L-1 e sob fonte de radiação Sunlight
(UVA/UVB) para o grupo cromóforo (λ=598nm) e redução da absorbância dos picos
aromáticos, em 229 nm de 74,9%, e em 258 nm de 82,7%. Ensaios de reciclo mostrou
atividade fotocatalítica de 92% após 5 ciclos. Além disso, verificou-se que a impregnação de
NPs de Ag ao ZnO imobilizado aumentou a velocidade da reação de fotodegradação do
corante RB5 em 76,2%. Dessa forma, o uso combinado de NPs de Ag ao ZnO proporciona
em um fotocatalisador de melhor desempenho fotocatalítico do que usando apenas ZnO.

Palavras-chave: catalisador suportado; corante têxtil; efeito plasmônico; fotocatálise


heterogênea; nanopartículas metálicas; processos oxidativos avançados.
ABSTRACT

More than 2 billion people live in countries with high water stress. One alternative to
improve water management is to treat effluents to reuse the water. Among several ways to
treat effluents, heterogeneous photocatalysis stands out, which consists of a type of advanced
oxidative processes (AOP) that generates hydroxyl radicals from a semiconductor exposed to
an irradiation source (hv). The combination of silver (Ag) nanoparticles (NPs) with metal
oxides, promotes a higher photocatalytic activity due to the plasmonic effect of this metal.
This work aimed to build a system composed of brass plates coated with zinc and silver oxide
NPs. The washcoating technique was used to coat the calcined plates with ZnO NPs up to 40
mg. The synthesis of the catalyst, investigated the effect of the concentration of the Ag NPs
precursor solution (0.10 mM, 0.25 mM and 0.40 mM) and the post-anchoring treatment of
silver on ZnO (calcination, activation of the NPs with an ultraviolet (UV) source and
calcination followed by activation). The evaluation of these materials was performed under
initial conditions of photodegradation of 25 mg.L-1 solution of reactive black 5 (RB5) textile
dye. Under these conditions, the system composed of a 25 mM Ag NPs precursor solution,
with activation of Ag under UV source, obtained about 95% removal of RB5 dye with only
90 minutes of exposure to UVA/UVB radiation. With this material, we studied the effect of
the pH of the RB5 dye (4, 7 and 10); the initial RB5 concentration (25 mg.L-1, 40 mg.L-1 and
55 mg.L-1); the source of radiation (UVA/UVB, visible and solar); the type of dye: (RB5 and
Reactive Red 83, studied individually and under the best conditions obtained previously).
Finally, tests were performed to verify the reaction kinetics and a reuse test of the system. The
best photocatalytic efficiency results for RB5 showed a removal of 95.7% under the
conditions of pH 7, concentration 25 mg.L-1 and under Sunlight (UVA/UVB) radiation
source for the chromophore group (λ=598 nm) and absorbance reduction of the aromatic
peaks at 229 nm of 74.9%, and at 258 nm of 82.7%. Recycling assays showed photocatalytic
activity of 92% after 5 cycles. Furthermore, it was found that impregnation of Ag NPs to the
immobilized ZnO increased the speed of the photodegradation reaction of RB5 dye by 76.2%.
Thus, the combined use of Ag NPs to ZnO provides in a photocatalyst of better photocatalytic
performance than using ZnO alone.

Keywords: advanced oxidative processes; catalyst supported; heterogeneous


photocatalysis; metallic nanoparticles; plasmonic effect textile dye.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Sistema de tratamento de efluentes têxteis 22


Figura 2 - Tipos de processos oxidativos avançados (POA). 23
Figura 3 - Vantagens e desvantagens dos POA 24
Figura 4 - Processo fotocatalítico atuando no fotocatalisador semicondutor 25
Figura 5 - Níveis energéticos dos materiais (a) condutores (metais), (b) 27
semicondutores e (c) isolantes
Figura 6 - Metodologia geral da dissertação 39
Figura 7 - Etapas de preparação das placas de latão 41
Figura 8 - Imobilização das placas de latão. 42
Figura 9 - Síntese de NPs de Ag e impregnação com a placa de latão calcinada e 43
imobilizada com ZnO.
Figura 10 - Reator de fotodegradação do corante RB5 sob luz artificial. 44

Figura 11 - Difratogramas de Raios X para os fotocatalisadores: a) LSC, b) LC, 47


c) ZnO-LC, d) Ag-ZnO-LC (0,40 mM de Ag).
Figura 12 - Difratogramas de Raios X para os fotocatalisadores: a) Calc-Ag- 48
ZnO-LC (0,25 mM) e b) Ag-ZnO-LC (0,25 mM).
Figura 13 - Difratogramas de Raios X para o fotocatalisador Calc-Ag-ZnO-LC 49
(impregnação de 0,25 mM de Ag): a) antes da reação de
fotodegradação do corante RB5 e b) após a reação de fotodegradação
do corante RB5.
Figura 14 - Espectros de absorção das NPs de Ag (concentrações 0,10 mM, 0,25 51
mM e 0,40 mM) que foram depositadas nos fotocatalisadores a) Luz-
Ag-ZnO-LC, b) Calc-Ag-ZnO-LC e c) Luz-Calc-Ag-ZnO-LC.
Figura 15 - Efeito da concentração de NPs de Ag 0,10 mM, 0,25 mM e 0,40 mM 52
na degradação (%) de corante RB5 ao longo de 180 min de reação
fotocatalítica, concentração inicial de corante 25 mg.L-1 , pH neutro,
fonte Sunlight (UVA/UVB).
Figura 16 - Efeito da ativação das NPs de Ag por 1 hora em fonte Sunlight 55
(UVA/UVB) na degradação (%) do corante RB5 ao longo de 180 min
de reação fotocatalítica na mesma radiação, concentração inicial de
corante 25 mg.L-1 , pH neutro e concentração de NPs de Ag 0,25 mM.
Figura 17 - Redução da prata após ativação de fonte de irradiação. 56
Figura 18 - Efeito da calcinação 400°C/2h após a impregnação de 25 mM de NPs 57
de Ag na degradação (%) de RB5 ao longo de 180 min de reação
fotocatalítica, concentração inicial do corante de 25mg.L-1 , pH
neutro, fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB).
Figura 19 - Fotodegradação do corante RB5 em 180 min de reação fotocatalítica, 58
concentração inicial de corante 25 mg.L-1 , em fonte de radiação
Sunlight (UVA/UVB) em a) pH 4, b) em pH 7 e c) pH 10.
Figura 20 - Espectro de absorção do RB5 nas condições: a) LSC pH 4, b) LSC 61
pH 7, c) LSC pH 10, d) LC pH 4, e) LC pH 7, f) LC pH 10, em 180
min de reação fotocatalítica, concentração inicial de corante 25 mg.L-
1 , em fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB).
Figura 20 - Espectro de absorção do RB5 em g) ZnO-LC pH 4, h) ZnO-LC pH 7, 62
i) ZnO-LC pH 10, j) Ag-ZnO-LC pH 4, k) Ag-ZnO-LC pH 7, l) Ag-
ZnO-LC pH 10, em 180 min de reação fotocatalítica, concentração
inicial de corante 25 mg.L-1 , em fonte de radiação Sunlight
(UVA/UVB).
Figura 21 - Placa de LSC a) antes e b) após a reação de fotodegradação sob 63
pH=4.
Figura 22- a) Fotodegradação do RB5 em 180 min de reação fotocatalítica, em 67
pH=7 e em fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB) para: a)
Concentração inicial de 25 mg.L-1 , b) Concentração inicial de 40
mg.L-1 e c) Concentração inicial de 55 mg.L-1 .
Figura 23 - Espectros de absorção das diferentes fontes de radiação estudadas a) 69
Sunlight (UVA/UVB), b) Visível, c) Solar, d) Fotólise, sob 180 min
de ração fotocatalítica, concentração inicial de RB5 de 25 mg.L-1 de
reação e pH = 7.
Figura 24 - Espectro eletromagnético solar (adaptado). 71

Figura 25 - Comparação de fótons gerados sob as radiações Sunlight, Visível, 73


Solar (fração UVA/UVB) e Solar (fração visível).
Figura 26 - a) Efeito do tipo de corante, b) Espectros de absorção do RB5 e c) 75
Espectros de absorção do vermelho direto 83, 180 min de reação
fotocatalítica, corantes em pH neutro, concentração 25 mg.L-1 e fonte
de radiação Sunlight (UVA/UVB).
Figura 27 - Comparação da coloração das soluções antes e após reação 76
fotocatalítica dos corantes a) corante vermelho direto 83 e b)
Reactive Black 5, sob concentração de inicial de corante 25 mg.L-1 ,
pH 7, fonte Sunlight (UVA/UVB) por 180 min de reação
fotocatalítica.
Figura 28 - Ciclos de reúso do fotocatalisador Ag-ZnO-Latão na degradação do 77
RB5 ao longo de 180 min de reação fotocatalítica, pH = 7,
concentração inicial de corante 25 mg.L-1 sob radiação sunlight.
Figura 29 - Cinética de degradação do RB5 sob os fotocatalisadores Ag-ZnO-LC 78
e ZnO-LC.
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Principais processos oxidativos avançados e suas classificações. 24


Tabela 2 - Propriedades físicas do latão de liga 260. 31
Tabela 3 - Influência da adição de NP de Ag na degradação de poluentes. 36
Tabela 4 - Resumo de artigos que fizeram modelagem cinética de Langmuir- 38
Hinshelwood na fotodegradação de corantes.
Tabela 5 - Codificação e descrição dos ensaios fotocatalíticos realizados. 45
Tabela 6 - Ângulos e planos de difração para os óxidos de cobre e zinco 49
presente no fotocatalisador Ag-ZnO-LC antes e após a calcinação.
Tabela 7 - Ângulos e planos de difração para os óxidos de cobre e zinco 50
presente no fotocatalisador Ag-ZnO-LC antes e após uma reação de
fotodegradação do RB5.
Tabela 8 - Degradação % de corante RB5 em 120 min de reação, concentração 53
inicial de corante 25 mg.L-1 , pH neutro, sob fonte Sunlight
(UVA/UVB), nas concentrações de NPs de Ag 0,10 mM, 0,25 mM e
0,40 mM.
Tabela 9 - Remoção (%) do RB5 nos pH 4, 7 e 10 após a reação fotocatalítica. 59
Tabela 10 - Degradação do RB5 após 3 horas de reação utilizando diferentes 64
fotocatalisadores e pH.
Tabela 11 - Concentração de Zn2+ e Cu2+ nas soluções de RB5 após os ensaios 65
fotocatalíticos.
Tabela 12 - Efeito da concentração inicial de RB5 na degradação fotocatalítica, 68
180 min de reação, pH=7 e fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB).
Tabela 13 - Percentual de degradação em função da fonte de radiação. 70
Tabela 14 - Propriedades dos corantes RB5 e vermelho direto 83. 74
Tabela 15 - Comparação da velocidade de degradação de corantes sob ZnO e Ag- 79
ZnO.
LISTA DE SIGLAS

ABNT ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS


ANA AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS
Ag PRATA
Au OURO
BC BANDA DE CONDUÇÃO
BV BANDA DE VALÊNCIA
Cu COBRE
DQO DEMANDA QUÍMICA DE OXIGÊNIO
DRX DIFRATOMETRIA DE RAIOS X
ETE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
LC LATÃO CALCINADO
L-H LANGMUIR – HINSHELWOOD
LSC LATÃO SEM CALCINAR
hv IRRADIAÇÃO
Mn MANGANÊS
NP NANOPARTÍCULA
.OH RADICAL HIDROXILA
ONU ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
POA PROCESSOS OXIDATIVOS AVANÇADOS
RB5 REACTIVE BLACK 5
UV ULTRAVIOLETA
UV-VIS ULTRAVIOLETA-VISÍVEL
TiO 2 DIÓXIDO DE TITÂNIO
Zn ZINCO
ZnO ÓXIDO DE ZINCO
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 15
2 REVISÃO DA LITERATURA 18
2.1 CRISE HÍDRICA 18
2.2 INDÚSTRIA TÊXTIL MERCADO 19
2.3 CONTAMINAÇÃO CAUSADA PELA INDÚSTRIA TÊXTIL 20
2.4 TRATAMENTO PADRÃO DE EFLUENTES TÊXTEIS 21
2.5 PROCESSOS OXIDATIVOS AVANÇADOS 22
2.5.1 POA heterogêneo 25
2.6 FOTOCATALISADORES HETEROGÊNEOS 27
2.6.1 Fotocatalisadores imobilizados em substrato 28
2.7 O LATÃO COMO SUPORTE PARA O ÓXIDO DE ZINCO 30
2.8 ÓXIDO DE ZINCO - SEMICONDUTOR PARA FOTOCATÁLISE 31
2.9 IMPREGNAÇÃO DE METAIS SEMICONDUTORES 33
2.10 NANOPARTÍCULAS DE PRATA 35
2.11 ESTUDO CINÉTICO 37
3 METODOLOGIA 39
3.1 SÍNTESE DE FOTOCATALISADORES DE PRATA SOBRE
ÓXIDO DE ZINCO 39
3.1.1 Caracterizações 40
[Link] Difratometria de raios X 40
[Link] Espectrofotometria ultravioleta-visível 40
[Link] Absorção atômica 41
3.1.2 Tratamento das placas de latão 41
3.1.3 Síntese e impregnação de nanopartículas de prata 42
3.1.4 Reator e ensaios fotocatalíticos 43
3.2 ESTUDO DO EFEITO DAS VARIÁVEIS DE
FOTODEGRADAÇÃO 45
3.3 TESTE DE REÚSO 46
3.4 ESTUDO CINÉTICO 46
4 RESULTADOS 47
4.1 SÍNTESE DE FOTOCATALISADORES DE PRATA SOBRE
ÓXIDO DE ZINCO 47
4.1.1 Caracterizações 47
[Link] Difratometria de Raios X 47
[Link] Espectrofotometria ultravioleta-visível 50
4.1.2 Efeito da concentração de NP de Ag 52
4.1.3 Efeito da ativação das NPs de Ag sob radiação UV 54
4.1.4 Efeito da calcinação após a impregnação de Ag nas placas de
latão recobertas por ZnO 56
4.2 EFEITO DAS VARIÁVEIS DE FOTODEGRADAÇÃO 58
4.2.1 Efeito do pH 58
4.2.2 Efeito da superfície 60
4.2.3 Efeito da concentração inicial de corante 66
4.2.4 Efeito da fonte de radiação 68
4.2.5 Efeito do tipo de corante 74
4.3 TESTE DE REÚSO 77
4.4 ESTUDO CINÉTICO 78
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 80
5.1 CONCLUSÃO 80
5.2 SUGESTÃO DE TRABALHOS FUTUROS 80
REFERÊNCIAS 82
APÊNDICE A - ESPECTROS DE VARREDURA DO
CORANTE RB5 E CURVA ANALÍTICA 104
APÊNDICE B - ESPECTROS DE ABSORÇÃO DO RB5 PARA
EFEITO DO PH 105
APÊNDICE C - ESPECTROS DE ABSORÇÃO DO RB5 PARA
EFEITO DA CONCENTRAÇÃO INICIAL 106
ANEXO A – ESPECTRO DA FONTE SUNLIGHT (UVA/UVB) 107
ANEXO B – ESPECTRO DA FONTE VISÍVEL 108
15

1 INTRODUÇÃO

Nos últimos 100 anos, a população mundial triplicou e o consumo de água aumentou
seis vezes. Em 2015 passou-se de 7,3 bilhões de seres humanos, em 2050 serão mais de 9
bilhões. Em muitas regiões do mundo o consumo per capita de água chega até a 1.000 litros
por dia. Os padrões de consumo devido ao desenvolvimento urbano causaram o aumento no
consumo de água (CIRILO, 2015).
Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA, 2015) a crise hídrica que vem mais
severa, ano após ano, em várias regiões do Brasil deve trazer um aprendizado sobre o
aperfeiçoamento da gestão dos recursos hídricos para enfrentar os eventos críticos e
frequentes da falta de água. Uma estratégia para aprimorar a gestão é prevenir a poluição,
tratar efluentes e resíduos e remediar a poluição hídrica.
Um dos grandes problemas dos países desenvolvidos e subdesenvolvidos é a
contaminação dos recursos hídricos. A água é uma necessidade básica dos seres vivos,
portanto deve ser disponível em boa qualidade. Dentre os processos industriais cita-se as
indústrias têxteis como fonte de contaminação devido à grande geração de efluentes com
elevada carga poluente. A tendência atual é reduzir o consumo da água e aumentar seu uso no
processo produtivo (FREIRE et al. 2018). Neste contexto, segundo Inagakia e seus
colaboradores (2015), a área têxtil é um dos setores industriais que mais contribui para a
contaminação de águas naturais no planeta, por envolver grande quantidade de água em quase
todas as suas operações.
A depender do processo, os efluentes da indústria têxtil podem conter corantes
sintéticos, dispersantes, bases, ácidos, detergentes, sais, oxidantes, surfactantes, compostos
inibidores, graxa e óleo, compostos tóxicos, e outros compostos formadores de sais (HAYAT
et al. 2015). A estrutura complexa da molécula de corante é responsável pela sua dificuldade
de remoção pelos métodos de tratamento tradicionais (PAI; KINI; SELVARAJ, 2019).
Alternativamente, alguns tratamentos podem ser utilizados para tal finalidade, como é o caso
dos processos oxidativos avançados (POA). Os POA utilizam a geração de espécies altamente
oxidantes, em geral radicais hidroxila, para promover uma degradação mais efetiva do
poluente a ser tratado (BRITO; MARINHO SILVA, 2012). É uma tecnologia utilizada para
descontaminar água e degradar micropoluentes recalcitrantes (HINCE, 2018). Os POA têm
sido utilizados como uma opção alternativa e eficaz para o tratamento de águas residuais
industriais, especialmente no caso de compostos não biodegradáveis. Os compostos presentes
nos efluentes podem ser oxidados para espécies mais simples ou podem ser completamente
16

mineralizados, formando CO2 e H2 O, por meio de uma fotocatálise homogênea ou


heterogênea (BOCZKAJ; FERNANDES, 2017).

Nanomateriais aplicados a fotocatálise heterogênea, tais como as nanopartículas dos


óxidos metálicos CeO 2 , CuO, ZnO, NiO, Mn3 O4 e SnO 2 , têm mostrado elevada eficiência
para degradar corantes têxteis devido as suas propriedades eletronicas, de tamaho e de forma.
Dentre esses óxidos, o óxido de zinco (ZnO) vem se destacando devido suas potenciais
propriedades químicas, ópticas, mecânicas, eletrônicas e magnéticas (GNANASEKARAN et
al. 2017). Entretanto, o ZnO é considerado um bom material semicondutor para aplicações
fotocatalíticas, devido à sua estabilidade ambiental e baixo custo quando comparado com
outros óxidos metálicos (SARAVANAN et al. 2013). Porém, o semicondutor ZnO é
fotoativado apenas na região do ultravioleta que corresponde a apenas 5% do espectro solar
(que impossibilita a absorção da radiação solar na faixa do visível, que corresponde a 45% do
espectro solar), estando sujeito a alta taxa de recombinação e a fotocorrosão (YASHNI et al.
2020).

Para diminuir estas limitações, nanopartículas metálicas de ouro (MATAMOROS-


AMBROCIO et al. 2018), platina (ZHANG et al. 2016) e prata (PERMIAKOV et al. 2018)
podem ser impregnadas na superfície de semicondutores, como o ZnO, para formar um novo
material de maior potencial fotocatalítico. A adição de nanopartículas de Ag ao semicondutor
ZnO, promove uma maior atividade fotocatalítica sob irradiação visível, devido ao efeito
plasmônico da prata, potencializando a capacidade de remoção de poluentes (SANTOS et al.
2019). Vários autores adicionaram Ag ao ZnO para obter melhores resultados de
fotodegradação (ABDELSAMAD et al. 2018; TEKIN et al. 2019; MENDOZA-MENDOZA
et al. 2018). Ademais, a heteroestrutura formada por um semicondutor e partículas de prata
minimiza o processo de recombinação e prolonga a vida útil dos elétrons fotogerados (PENG;
ZHANG; LIU, 2019).
A incorporação de prata ao ZnO melhorou consideravelmente a atividade fotocatalítica
na remoção dos corantes têxteis azo laranja reativo 122, vermelho reativo 195 e amarelo
reativo 145 (ABDELSAMAD et al. 2018). Singh e colaboradores (2017) compararam
algumas características na superfície do ZnO antes da dopagem com Ag. Eles verificaram o
crescimento do cristalino de 46,67 nm para 54,80 nm, observando um aumento da eficiência
da degradação do corante azul de metileno de 96,8 para 98,7% e de 82,1 para 97,4% para o
corante azul brilhante.
17

Dessa forma, o objetivo geral deste trabalho consiste em estudar a capacidade


fotocatalítica de placas de latão suportada com óxido de zinco e impregnada com
nanopartículas de prata para fotodegradar corante têxtil RB5. Para isto, são propostos os
seguintes objetivos específicos:

 Produzir óxidos de ZnO e CuO na superfície de latão via tratamento térmico;


 Sintetizar em diferentes concentrações nanopartículas de prata sobre as placas de
latão, estudar a ativação destes sistemas sob radiação ultravioleta (UV) e tratamento
térmico;
 Caracterizar os sistemas sintetizados por DRX e as nanopartículas de prata por
espectroscopia UV-VIS;
 Estudar parâmetros de preparo de fotocatalisadores: concentração de nanopartículas de
prata; ativação das NP de Ag sob a fonte de radiação UV; calcinação após a
impregnação de Ag nas placas de latão recobertas por ZnO e a fotodegradação do
corante RB5;
 Estudar o efeito das variáveis da fotodegradação do RB5: pH: 4, 7 e 10 da solução de
corante; tipo de superfície (latão sem calcinar, latão calcinado, latão calcinado e
recoberto por ZnO e latão calcinado, recoberto por ZnO e impregnado por NPs de
Ag); concentração inicial da solução de corante RB5 (25, 40 e 55 mg.L-1 ); fonte de
radiação (sunlight 300 W, visível e luz solar);
 Observar a eficiência do fotocatalisador escolhido na fotodegradação de outro tipo de
corante, o vermelho direto 83;
 Executar testes de reúso do fotocatalisador estruturado diante da melhor condição de
reação fotocatalítica;
 Realizar o estudo cinético considerando as melhores condições operacionais para o
sistema mais eficiente dentre os testados.
18

2 REVISÃO DA LITERATURA

Após expostos os objetivos desse trabalho, se faz necessário aprofundar alguns


conceitos por meio de uma revisão da literatura. Abordando desde questões sobre a
disponibilidade de água, tratamentos de efluentes têxteis, impregnação de metais
semicondutores e nanopartículas de prata.

2.1 CRISE HÍDRICA

A água no nosso planeta apresenta um volume praticamente constante. A água doce


que é a utilizada pelos seres humanos é um bem natural renovável, porém sofre variações de
volume a depender de mudanças climáticas. Esta se faz presente em 0,3% em reservatórios
superficiais, 30% no subsolo e 70% nas geleiras. A disponibilidade da água tem sofrido
alterações devido aos impactos ambientais, um exemplo é o aquecimento global que está
derretendo as geleiras e reduzindo água de excelente qualidade. A água doce está distribuída
de forma desigual no planeta tanto entre os tipos de mananciais quanto entre as regiões
(AUGUSTO et al. 2012).
A escassez hídrica tem provocado o que se conhece hoje como crise da água, estresse
hídrico ou crise hídrica. Esta última já é considerada uma questão séria, posta e suas
consequências podem se tornar ainda mais sérias. Dos Estados Unidos da América ao Brasil
(com destaque para o Estado de São Paulo, que, desde 2014, amarga uma das maiores crises
hídricas), da África ao Oriente Médio e também na Europa, os países enfrentam o problema
da falta de água para abastecimento da sua população em diversas regiões (NOSCHANG;
SCHELEDER, 2018).
O acesso à água e ao saneamento é reconhecido internacionalmente como um direito
humano. Mesmo assim mais de 2 bilhões de pessoas vivem em países com alto estresse
hídrico e cerca de 4 bilhões de pessoas sofrem com escassez severa de água durante pelo
menos um mês do ano. Os níveis de escassez continuarão aumentando à medida que a
demanda por água cresce e os efeitos das mudanças climáticas se intensificam (UNESCO,
2019).
A região nordeste do Brasil é reconhecida historicamente como a área mais propensa a
longos períodos de estiagem, fenômeno este responsável por infortúnios que afetam o meio
ambiente e a sociedade. Sua ocorrência é, em suma, caracterizada pelo atraso na precipitação
das chuvas ou pela sua ocorrência abaixo do valor mínimo necessário à sobrevivência do
19

ecossistema e é provocada tanto por fatores climáticos (latitude, altitude, continentalidade e


maritimidade, massas de ar e correntes marítimas), como por fatores antrópicos
(desmatamento e emissão de gases causadores do efeito estufa) (NORTHEAST, 2016).
Entre 2013 e 2016, o Nordeste registrou 83% dos 5.154 eventos de secas
contabilizadas no Brasil, que prejudicam a oferta de água para abastecimento público e para
setores que dependem de água para realizarem atividades econômicas, como geração
hidrelétrica, irrigação, produção industrial e navegação. De 2003 a 2016, as secas e estiagens
levaram 2.783 municípios a decretarem Situação de Emergência (SE) ou Estado de
Calamidade Pública (ECP), sendo que 1.409 cidades do Nordeste (78,5% da região) tiveram
que declarar SE ou ECP. Destes municípios, aproximadamente metade decretou emergência
ou calamidade pelo menos uma vez em sete anos diferentes (ANA, 2017). Dentre as
indústrias com maior consumo de água, destaca-se o setor têxtil. Esta tem grande importância
econômica no Nordeste, principalmente no agreste pernambucano.

2.2 INDÚSTRIA TÊXTIL MERCADO

A indústria têxtil brasileira é a quinta maior do mundo e a quarta maior em confecção.


O país é o quarto maior produtor e terceiro maior consumidor de jeans do mundo, segmento
representado por tecelagens nacionais centenárias, corresponsáveis pelo reconhecimento
internacional do Brasil no ramo de jeanswear. Com grandes investimentos na produção de
fibras químicas, o setor também é um importante produtor de tecidos sintéticos, fabricados
com matéria-prima nacional e importada ((CNI), 2017).
Segundo a Associação Brasileira de Indústria têxtil e de confecção (ABIT, 2018) o
faturamento do setor têxtil para o ano de 2017 foi de US$ 51,58 bilhões, com 8,9 bilhões de
peças de confecção média produzida, empregando diretamente 1,5 milhão de pessoas e
indiretamente mais de 8 milhões. No país tem 27,5 mil empresas registradas, sendo esse ramo
industrial o segundo maior empregador na indústria de transformação.
Na região nordeste do Brasil a indústria têxtil apresentou durante o ano de 2017 um
faturamento de R$ 28,3 bilhões, representando 17% do total do país (DANTAS, 2018).
Pernambuco tem um papel de destaque no setor têxtil. Ao longo de 2017 o estado registrou
um faturamento de R$ 4,9 bilhões, representando 3% do total brasileiro (DANTAS, 2018).
O polo de confecções do agreste de Pernambuco é formado pelas cidades de 13
municípios, com destaque para as cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru.
20

Produz cerca de 60 milhões de peças de vestuário por mês, que correspondem a 15% da
produção da indústria brasileira de vestuário. É o segundo maior polo de confecções do
Brasil, composto por cerca de 20 mil empresas que processam juntas cerca de 210 mil
toneladas de tecido por ano (SEBRAE, 2013). Há uma grande preocupação com a
contaminação dos rios e mananciais do agreste pernambucano que são gerados pelo
lançamento de efluentes pelas lavanderias têxteis da região.

2.3 CONTAMINAÇÃO CAUSADA PELA INDÚSTRIA TÊXTIL

O setor têxtil é um dos segmentos industriais mais poluidores das águas superficiais
por consumir elevadas quantidades de água e produtos químicos em seus processos de
transformação, que posteriormente são convertidos em efluentes. Os reagentes químicos
utilizados são bastante diversificados na composição química, variando dos compostos
inorgânicos aos polímeros e produtos orgânicos. Os efluentes têxteis são caracterizados por
altas concentrações de matéria orgânica associada à elevada toxicidade, causada pela presença
de corantes, surfactantes, sólidos suspensos e compostos organoclorados (LÓPEZ
CISNEROS; GUTARRA ESPINOZA; LITTER, 2002).
Quando a indústria têxtil libera seu efluente sem tratamento diretamente nas águas
superficiais pode ocasionar uma rápida depleção de oxigênio dissolvido no meio aquático e
causar grandes danos ambientais (RAMASANY; AHMED; KARTHIK, 2012). Corantes
lançados em corpos hídricos impedem a penetração da luz solar em camadas mais profundas
do meio, o que proporciona a perturbação da atividade fotossintética ocasionando a redução
da qualidade da água, reduzindo a solubilidade de oxigênio e causando efeitos tóxicos agudos
na flora e fauna aquáticas. A grande maioria dos corantes despejados nos mananciais são
considerados carcinogênicos ou mutagênicos aos seres humanos e as demais formas de vida
(ŞUTEU et al. 2009; ZAHARIA et al. 2009).
O estudo de Abreu e colaboradores (2008) demostrou que as empresas têxteis só se
preocupam com investimento em questões ambientais por temerem multas em seus
estabelecimentos. Deste modo, é necessário que fiscalizações sejam mais efetivas e frequentes
para promover um descarte adequado dos efluentes pela indústria, evitando a poluição de rios,
águas subterrâneas, solo e da contaminação dos seres vivos com um todo.
21

2.4 TRATAMENTO PADRÃO DE EFLUENTES TÊXTEIS

As principais resoluções brasileiras sobre o tratamento de efluentes no Brasil são as


resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) n° 357 e n° 430. A
primeira delas classifica as águas, determina os padrões de qualidade da água e limita a
quantidade de nitrogênio, fósforo e outras substâncias no corpo receptor (BRASIL, 2005). Já
a Resolução n°430 determina valores máximos que um poluente pode chegar a um corpo
receptor sem comprometer a qualidade da água e dos seus usos, também define e limita o
valor de toxidade (BRASIL, 2011). Antes dos efluentes serem lançados nos corpos receptores,
deve-se analisar se essas águas residuais estão no padrão exigido pela legislação.
Os efluentes têxteis diferem dos demais efluentes industriais por serem altamente
coloridos, isso ocorre pela alta concentração de corantes que não se aderem totalmente aos
tecidos nas etapas de tingimento. Eles também possuem grande quantidade de sólidos
suspensos, pH é variável, temperatura elevada, grandes concentrações de demanda química de
oxigênio (DQO) e presença considerável de metais pesados. Estes efluentes necessitam ser
caracterizados para ser adotada a melhor forma de tratamento dos mesmos (FONSECA
ARAUJO; YOKOYAMA; TEIXEIRA, 2006).
O tratamento de efluentes têxteis constitui as etapas de pré-tratamento seguido de
tratamento primário e secundário. O pré-tratamento possui o objetivo de remover os sólidos
em suspensão para evitar a abrasão nos equipamentos e tubulações e facilitar o transporte do
líquido. O tratamento primário consiste na remoção de sólidos em suspensão que são
passíveis de sedimentação em decantadores primários, neles os sólidos sedimentáveis são
separados da fração líquida e as partículas se depositam no fundo do equipamento
(CARVALHO et al. 2011).
Essa remoção de sólidos sedimentáveis ocorre através dos processos de coagulação e
flotação. A coagulação consiste em adicionar o agente coagulante, no meio ao qual se deseja
reduzir as forças que mantêm separadas, as partículas em suspensão. Já a floculação
complementa esse processo pois aglomera as partículas formando flocos, que pela junção
desses sedimentos, ganha peso e decanta ao fundo do tanque (CAMPOS; BRITO, 2014).
O tratamento secundário é realizado por via biológica fazendo uso dos lodos ativados
que podem remover até 80% dos corantes. A desvantagem do uso é a formação de grandes
quantidades de lodo, devido a grade quantidade de corante adsorvido, impossibilitando o seu
reaproveitamento. A indústria têxtil brasileira utiliza basicamente os processos físico-
químicos de precipitação-coagulação seguido de tratamento biológico com lodos ativados
22

(KUNZ et al. 2002). A Figura 1 possui um esquema geral do tratamento de efluentes aplicado
pelas indústrias têxteis brasileiras.
Figura 1- Sistema de tratamento de efluentes têxteis.

Fonte: Queiroz et al. (2016).

A Figura 1 mostra resumidamente o esquema mais geral de tratamento de efluentes


têxteis usado no Brasil, destacam-se o uso dos tratamentos primário e secundário para que os
efluentes possam ser lançados nos mananciais.
Tratamentos físico-químicos como adsorção, tratamento com ozônio, processos
oxidativos avançados, osmose-reversa, micro e ultra filtração têm sido adotados para adequar
os efluentes têxteis ao padrão de emissão exigido na legislação (RIZZO et al. 2019). A grande
dificuldade do uso destes tratamentos em grande escala se dá aos elevados custos de
implantação e manutenção comparados a outras tecnologias de tratamento (YANG et al.
2019). Uma forma alternativa de tratamento para estes efluentes é por meio dos processos
oxidativos avançados.

2.5 PROCESSOS OXIDATIVOS AVANÇADOS

Os processos oxidativos avançados (POA) são um conjunto de processos físico-


químicos que utilizam reações de oxidação e redução para mineralizar compostos
recalcitrantes que contaminam corpos hídricos e estão presentes nos efluentes. A Figura 2
apresenta como podem ser classificados os diversos processos oxidativos.
23

Figura 2 – Tipos de processos oxidativos avançados (POA).

Fonte: Gautam; Kumar; Lokhandwala (2019).

Nas últimas décadas os POA têm se destacado na pesquisa e desenvolvimento de


tecnologias de tratamento de águas residuais, por se tratar de métodos eficientes que reduzem
os impactos ambientais. São baseados na formação de radicais hidroxila (HO .), que são
formados de diferentes formas, sendo uma delas pela adição de um agente altamente oxidante.
Devido à sua alta reatividade (Eo = 2,8 V), estas espécies oxidantes, podem reagir com uma
grande variedade de classes de compostos promovendo sua total mineralização em compostos
inócuos como CO 2 e água (ARAÚJO et al. 2016; NOGUEIRA; JARDIM, 1998). Processos
como foto-Fenton (DIAS et al. 2016), fotocatálise (OLIVEIRA, 2013), sonólise (HE et al.
2008), além das tecnologias de oxidação eletroquímica (LATHA; PARTHEEBAN;
GANESAN, 2017) têm sido aplicados com êxito para a remoção ou a degradação de
poluentes.
As tecnologias mais comuns usadas no tratamento de efluentes tratam da transferência
de fase dos contaminantes, gerando um novo problema que é a disposição final dos resíduos.
Os POA quando não mineralizam completamente os contaminantes, podem torná-los menos
tóxicos e mais fáceis de serem removidos por outros processos, como os biológicos (COSTA;
CANGERANA, 2016). Os POA ocorrem exclusivamente por via química onde se formam
reações de oxidação-redução das espécies envolvidas, em que um oxidante sofre o processo
de redução e recebe elétrons de uma espécie redutora que oxida perdendo elétrons (POLEZI,
2003).
Os POA podem ser classificados pela presença de duas fases distintas de catalisadores:
os sólidos, classificados como heterogêneos ou em uma única fase conhecido como sistema
24

homogêneo. Os processos também podem ter ou não presença de radiação luminosa,


definidos então como irradiados, com presença de luz visível e ultravioleta (UV), e não
irradiados onde não ocorre a presença de uma fonte luminosa (COSTA; CANGERANA,
2016). A Tabela 1 apresenta a classificação dos POA:
Tabela 1-Principais processos oxidativos avançados e suas classificações.
Processo Homogêneos Heterogêneos
O3 /hv
H2 O2 /hv
Sistemas irradiados Feixe de elétrons SC/O3 /hv
SC- Semicondutor (TiO2 , ZnO, etc) Ultra-som SC/H2 O2 /hv
H2 O2 /Ultra-som M-SC/hv
UV/Ultra-som
Foto-Fenton
O3 /H2 O2
O3
Sistemas não irradiados H2 O2 Eletro-Fenton
H2 O2 /Fe 2+
hv = fonte luminosa e M-SC = Metal-semicondutor.

Fonte: Costa; Cangerana (2016).

A Tabela 1 resume os processos que são classificados em sistemas irradiados e não


irradiados e em processos homogêneos e heterogêneos. A aplicação de POA no tratamento de
efluentes tem diversas vantagens, dentre elas a capacidade de degradar o contaminante e
quando não o faz completamente, forma compostos menos tóxicos. A principal desvantagem
desse método é o alto custo de aplicar POA em escala industrial. A Figura 3 resume as
principais vantagens e desvantagens dessa metodologia.
Figura 3 - Vantagens e desvantagens dos POA.

Modifica o poluente quimicamente, evitando que ocorra


apenas uma transferencia de fase;
VANTAGENS
Pode chegar a completa mineralização do contaminante;
Não forma lodo;
Ação bactericida (a depender do tipo de fotocatalisador)
Melhora a qualidade organoléptica da água;
Consome menos energia que outros métodos.

Custo elevado;
Grande tempo de detenção;
DESVANTAGENS
Exige mão de obra treinada e especializada.

Fonte: Polezzi (2003).

DESVANTAGENS
25

Como mostrado na Figura 3, os POA possuem muitas vantagens no tratamento de


efluentes comparado ao tratamento tradicional. Desta forma, a facilidade de aplicações em
maior escala dos processos heterogêneos deve ser mais explorada.

2.5.1 POA heterogêneo

Os processos heterogêneos são caracterizados pela introdução de uma forma catalítica


em suspensão no meio reacional, ou seja, quando o catalisador se apresenta em uma fase
distinta dos reagentes ou produtos. Estas espécies catalíticas podem ser óxidos de metais
semicondutores, os quais pode-se citar o ZnO e o TiO 2 . Estas espécies possuem propriedades
catalíticas que quando expostas à radiação apresentam um fluxo de elétrons entre duas regiões
distintas: banda de condução (BC) e banda de valência (BV). Nesta última região os elétrons
não possuem um movimento livre devido à baixa taxa de energia, já na banda de condução
mais energética os elétrons podem percorrer as redes do cristal, gerando assim uma diferença
de potencial, formando pares de elétrons-lacunas (NAVES, 2009).
Os POA fotoquímicos consistem em tecnologias simples e mais eficientes que os POA
químicos, podendo desinfetar águas e destruir uma alta porcentagem dos poluentes presentes.
A associação da irradiação com agentes oxidantes fortes como, peróxido de hidrogênio
(H2 O 2 ), ozônio (O 3 ) e catálise com dióxido de titânio (TiO 2 ), origina diversos tipos de POA
fotoquímicos capazes de degradar ou destruir poluentes. A fotocatálise heterogênea é uma
tecnologia de foto-indução que atua sobre o catalisador sólido (superfície e suspensão)
semicondutor, geralmente o dióxido de titânio (TiO 2 ), sob irradiação UV ou luz visível, cujo
processo pode ser visto na Figura 4 (ARAÚJO et al. 2016).

Figura 4 - Processo fotocatalítico atuando no fotocatalisador semicondutor.

Fonte: Araújo et al. (2016).


26

O princípio da fotocatálise heterogênea envolve a ativação de um semicondutor por


luz solar ou artificial. Um semicondutor é caracterizado por BV e BC sendo a região entre
elas chamada de “bandgap”. A absorção de fótons com energia igual ou superior à energia de
“bandgap” resulta na promoção de um elétron da BV para a BC com geração concomitante de
uma lacuna (h+) na primeira delas. Estas lacunas mostram potenciais bastante positivos, na
faixa de +2,0 a +3,5 V. Este potencial é suficientemente positivo para gerar radicais HO . a
partir de moléculas de água adsorvidas na superfície do semicondutor (Equações de 1 a 3), os
quais podem subsequentemente oxidar o contaminante orgânico (NOGUEIRA; JARDIM,
1998).
A eficiência da fotocatálise depende da competição entre o processo em que o elétron
é retirado da superfície do semicondutor e o processo de recombinação do par elétron/lacuna
o qual resulta na liberação de calor (Equação 4):

TiO 2 TiO2 (e- BC + h+ BV) (1)


h+ + H2 O ads. HO . + H+ (2)
h+ + OH-ads. HO. (3)
TiO 2 (e- BC + h+ BV) TiO 2 + Δ (4)

Em busca de estudar a degradação do corante têxtil azo vermelho reativo via oxidação
fotocatalítica So e colaboradores (2002) aplicaram TiO 2 e H2 O2 de maneira combinada em um
fotorreator, sob radiação UV e temperatura ambiente. Foi verificado que a descoloração
ocorreu em 20 minutos e a mineralização do corante em 90% foi obtida após 80 minutos. Soni
Hiral e colaboradores (2015) utilizaram o TiO 2 nanocristalino com o objetivo de degradar o
corante laranja de metila por fotocatálise sob irradiação UV. Utilizando 20 mg de catalisador
foi possível atingir 90% de degradação das soluções de corante de 10 a 40 mg.L-1 .
Dias e colaboradores (2018) utilizaram a fotocatálise heterogênea para tratar 800 mL
de solução de corante Remazol preto B, sob concentração inicial de 25 mg.L-1 , em um reator
anular, usando como catalisador TiO 2 na presença de H2 O2 sob radiação UV. Na condição
otimizada de 1,5 g.L-1 de TiO 2 e 200 mM de H2 O2 foi obtido aproximadamente 90% de
degradação do corante em 60 minutos de reação.
27

2.6 FOTOCATALISADORES HETEROGÊNEOS

A condutividade dos materiais é explicada pela teoria de bandas. A BC possui orbitais


de maior energia, a banda de valência BV está localizada abaixo da BV e possui orbitais de
menor energia e com maior probabilidade de ocupação. O nível de energia entre as bandas BC
e BV é chamado de banda proibida ou band gap (SUN et al. 2018). Próximo ao centro dessas
bandas, ou seja, no meio da banda proibida encontra-se o nível de Fermi (Ef), que representa o
nível de referência normalmente utilizado para a determinação da concentração de
elétrons em cada faixa energética (CAVALCANTE; TAVOLARO, 2002).
Nos materiais condutores como os metais, os níveis energéticos entre a BV e a BC são
muito próximos e ocorre a sobreposição das bandas com Ef localizado entre elas, os elétrons
da BV conseguem atingir a BC. Geralmente, a BC encontra-se parcialmente ocupada e a BV
não está completamente preenchida. A partir da ação do campo elétrico é possível transportar
cargas. Nos isolantes Ef está dentro de um band gap largo muito distante das bordas de
qualquer uma das bandas o que impede o transporte de carga. Os elétrons ficam isolados na
BV cheia, sem mobilidade diante de um campo elétrico (BACCARO; GUTZ, 2018). Já nos
semicondutores, a distância entre estas bandas é pequenas e o Ef está localizado muito
próximo do centro do band gap. Níveis inferiores da BC são termicamente acessíveis para
elétrons no topo da BV a temperatura ambiente (≈ 298,15 K), que após excitação transforma-
se em transportadores de carga (BACCARO; GUTZ, 2018). A Figura 5 mostra a diferença
entre condutor, semicondutor e isolante.
Figura 5 - Níveis energéticos dos materiais a) condutores (metais), b) semicondutores e c) isolantes.

Fonte: Baccaro; Gutz (2018).


Eg: Band Gap; BV: banda de valência; BC: banda de condução; Ef: nível de Fermi a 298,15 K; Sombreamento
roxo aponta a presença de estados ocupados com capacidade de transporte de carga.
28

Quando um fóton incide sobre a superfície de um semicondutor com energia hυ, igual
ou maior à energia de band gap do semicondutor, um elétron (e-) é promovido da BV para
BC, gerando um buraco (h+) na banda de valência. O elétron e o buraco podem recombinar-
se, liberando a energia investida em forma de calor, ou reagir com aceptores e doadores de
elétrons que estejam adsorvidos na superfície do semicondutor (HOFFMANN et al. 1995).
São mencionados na literatura diversos catalisadores semicondutores com essas
características, tais como TiO 2 (GUO et al. 2019), ZnO (LIU et al. 2018), Fe2 O3
(NOGUEIRA et al. 2017), kaolin (TUN et al. 2019), SiO 2 (DONG et al. 2019) e Al2 O3
(BEATON et al. 2019). O óxido de titânio (TiO 2 ) é o primeiro e mais importante óxido
binários de metais de transição que foram estudados no campo da fotocatálise. Este metal é
caracterizado por apresentar estabilidade química e não solubilidade no meio aquoso, o que
facilita o processo de separação após as reações desejadas. Embora o ZnO sofra fotocorrosão,
sua atividade fotocatalítica é comparável ao TiO 2 . Além disso, este processo pode ser
controlado pelo monitoramento de fatores operacionais, como pH, aditivos e crescimento de
cristais de ZnO (GEMEAY; EL-HALWAGY, 2018).
O ZnO é um potencial semicondutor com bandgap em torno de 3,37 eV. Este
semicondutor recebeu enorme atenção científica por suas promissoras aplicações em nano-
dispositivos optoeletrônicos (HU et al. 2017), nanogeradores piezoelétricos (LE;
AHMADIPOUR; PUNG, 2020), células solares sensibilizadas a corantes (NUNES et al.
2020), biodispositivos (REDDY; DEVIKA; TU, 2014) e fotocatalisadores para degradação e
eliminação de poluentes ambientais (WANG et al. 2008; CANTARELLA et al. 2018; JAMIL
et al. 2019). Além do ZnO possuir a capacidade de degradar um alto número de produtos
químicos recalcitrantes em fase gasossa (MERONI et al. 2020; CHEN et al. 2018) e líquida
(GOUDARZI; MOUSAVI-KAMAZANI; SALAVATI-NIASARI, 2017; SHARMA;
MEHTA; KANSAL, 2017), ele constitui uma forma barata de descontaminação comparada
com outros métodos disponíveis. O ZnO tem se mostrado um bom substituto do TiO 2 por
questões econômicas e por eficiência de fotodegradação (CHEN, 2007) e pode ser usado
imobilizado em substrato

2.6.1 Fotocatalisadores imobilizados em substrato

Na busca de encontrar uma melhor eficiência fotocatalítica, os fotocatalisadores vêem


sendo testados de diferentes maneiras: em suspensão (WETCHAKUN et al. 2018; WANG et
al. 2019), imobilizado (GADGIL; KODIALBAIL, 2020; AISSANI et al. 2020) sobre um
29

substrato (CHAUHAN et al. 2019; BEN AMEUR et al. 2019) ou até mesmo por um substrato
como fase ativa (WANG et al. 2020; TANKOV et al. 2020).
Os sistemas em suspensão apresentam a vantagem da elevada área de contato das
partículas catalisadoras com o efluente quando comparados aos sistemas imobilizados.
Entretanto, este tipo de processo tem a necessidade de etapas adicionais, como a separação do
catalisador e do efluente residual após tratamento. Já, a imobilização do catalisador sobre um
substrato permite uma fácil separação do fotocatalisador do efluente tratado, desta forma,
reduzindo gastos do processo (KOOHESTANI; SADRNEZHAAD, 2015). Além disso, a
imobilização constitui também uma forma de reduzir as perdas de inventário do
fotocatalisador, podendo ser facilmente reutilizado. (BORGES et al. 2016). Em outras
palavras, a aplicação de fotocatalisadores imobilizados em reatores tem como principal
vantagem o funcionamento de forma contínua, visto que não é preciso separar as partículas
catalisadoras e os suportes podem ser usados em vários ciclos (MANASSERO et al. 2017).
Os substratos mais estudados para impregnação de fotocatalisadores são polímeros
(LÓPEZ-CALIXTO et al. 2019), sílica (MAUČEC et al. 2017), vidro (MUANGMORA et al.
2020) e as ligas metálicas como o latão (RAMIRE-SANCHEZ; APUL; SALEH, 2020;
CHOU et al. 2017). Os fatores que mais influenciam para obter uma imobilização eficiente é
a rugosidade do suporte e as características da suspensão. Os métodos de preparo de
fotocatalisadores mais comuns são: revestimento por imersão em suspensão (LIU et al. 2017),
pulverização por spray (KIM et al. 2019), sol-gel (WANG et al. 2017) e por deposição via
eletrodeposição (SANS et al. 2018).
Pajootan e colaboradores (2017) imobilizaram o catalisador TiO 2 em placas de
carbono (constituídas de nanotubos de carbono) com o objetivo de degradar três tipos de
corantes vermelho ácido 14, azul ácido 92 e amarelo ácido 117 em um reator de fluxo
contínuo. A imobilização foi realizada pelo método de evaporação do solvente. O método se
mostrou bastante eficaz, pois as imagens de microscopia eletrônica de varredura (MEV)
indicaram que não houve agregação das nanopartículas (NPs) de TiO 2 no substrato. Além
disso, o fotocatalisador se mostrou bastante estável, pois após 16 ciclos de reações
fotocatalíticas, não houve perda de atividade catalítica comprovando a aderência eficaz do
TiO2 no substrato carbonáceo.
Ebrahimi e colaboradores (2020) com o propósito de desenvolver novos materiais
fotocatalisadores imobilizaram grafeno/ZnO em placas de zinco para aplicações de
fotocatalíticas. A imobilização deste material em placas de zinco foi realizada por oxidação
eletrolítica no plasma, os resultados de MEV mostraram que as superfícies dos catalisadores
30

produzidos obtiveram morfologia de cratera e que menores tensões produziram menores


tamanho de poros. A incorporação de grafeno formou estrutura de nanofolhas nos microporos
do ZnO e aumentaram a área superficial do catalisador. Ensaios de corrosão apontaram que o
catalisador produzido com 0,3 g.L-1 de grafeno na estrutura do ZnO apresentou elevada
estabilidade a corrosão e alta atividade fotocatalítica.
Silva e colaboradores (2021) preparam suspensão de TiO 2 P-25 a 10% de sólidos, para
imobilizar pela técnica de washcoating monólitos (diâmetro 16 mm) produzidos de liga latão
calcinado para tratar corante RB5 em reator de fluxo contínuo. Os resultados de difratometria
de raios X (DRX) e espectroscopia por dispersão de energia (EDS) identificaram a formação
de ZnO nos monólitos após a calcinação, também foi classificada a fase cristalina anatase do
TiO 2 após a imobilização dos monólitos. O método de impregnação foi eficaz na produção de
fotocatalisadores estáveis, pois após 5 ciclos de reúso foi verificado aderência de 77,5 % do
TiO 2 no substrato.

2.7 O LATÃO COMO SUPORTE PARA O ÓXIDO DE ZINCO

O latão é uma liga metálica que contém cobre e zinco, onde o primeiro é o elemento
principal. Este material é amplamente utilizado para tubulações, tubos, instrumentos musicais
e caixa de cartucho para munição. O processo mais comum na fabricação de latão é a
fundição (CAMPBELL, 1991). Variando as proporções dos dois materiais, é possível
modificar suas propriedades físicas, obtendo latões mais duros ou mais macios. Latão é
produzido por meio da fusão de quantidades pré-determinadas de zinco e cobre em fornos de
indução, sendo que o conteúdo de zinco nessas ligas varia entre 5 e 40% (MARTINS, 2017).
O latão de liga 260, utilizado neste trabalho, é formada por 70% de cobre e 30% de
zinco. O zinco é adicionado ao cobre para permitir a produção de peças que exigem maior
resistência mecânica. Quanto maior o percentual de zinco, menor é a dutibilidade e maior é a
dureza, e, consequentemente, maior a dificuldade de trabalhar a liga (QUALINOX, 2019). A
Tabela 2 apresenta as principais características físicas desta liga.
31

Tabela 2 - Propriedades físicas do latão de liga 260.


Propriedades Especificações
Densidade a 20ºC 8,53 [Link]-3
Condutibilidade Térmica a 20ºC 0,290 [Link]-1 .s-1 .ºC-1
Calor específico a 20ºC 0,090 cal.g-1 .ºC-1
Condutibilidade elétrica 28,0% IACS
Resistividade elétrica a 20ºC 6,16 g.m-2
Ponto de Fusão 955ºC
Módulo de Elasticidade 11200 [Link]-2
Módulo de Rigidez 4200 [Link]-2
Fonte: Qualinox (2019).

Jiang e colaboradores (2002) sintetizaram nanofios de ZnO dopados com Cu em folhas


de latão através de aquecimento direto. Os nanofios ZnO/Cu produzidos na superfície de latão
melhoram a eficiência de separação de pares elétron-buraco e fornecem uma maior relação
superfície/volume, proporcionando uma melhor atividade fotocatalítica de para
fotodegradação de poluentes orgânicos. No mesmo trabalho os corantes têxteis azul de
metileno, rodamina 6G e ácido laranja 7 foram degradados em 96,1%, 92,8% e 93% via
fotocatálise heterogênea.

2.8 ÓXIDO DE ZINCO - SEMICONDUTOR PARA FOTOCATÁLISE

O óxido de zinco é amplamente empregado no desenvolvimento da nanotecnologia, na


produção de vários tipos de dispositivos eletrônicos e também no desenvolvimento de células
solares e na despoluição de água por meio de processo de fotocatálise (LACERDA et al.
2013). É um dos óxido de metais semicondutores do tipo n mais populares, sendo um material
versátil com um largo band gap (3,37 eV) e com grande energia de excitação (60 meV).
Variadas formas nanoestruturadas de ZnO têm sido estudadas, devido a suas propriedades
eletrônicas, ópticas e catalíticas (ZHENG et al. 2007).
O ZnO é um material semicondutor que pode ser encontrado em maior quantidade em
duas formas cristalinas, Blenda e Wurtzita, sendo a estrutura Wurtzita a mais estável. As
principais diferenças entre essas estruturas estão na estequiometria e na estrutura da célula
unitária. Essa estrutura possui um átomo de Zn e um átomo de oxigênio arranjados no grupo
espacial F4 3m (216), enquanto que a estrutura do Wurtzita possui dois átomos de Zn e dois
átomos de oxigênio arranjados no grupo espacial P 6 3mc (186) (LACERDA et al. 2013).
32

Devido a estrutura ser relativamente aberta, o ZnO oferece a possibilidade de


incorporar impurezas, contaminantes ou dopantes em seu retículo, que acabam ocasionando
defeitos e consequentemente à redução da recombinação dos pares (e- /h+), deste modo têm-se
que processo de fotocatálise é mais eficiente (REZAPOUR; TALEBIAN, 2011).
O semi-condutor ZnO tem sido bastante estudado por ter praticamente a mesma
diferença de banda de energia do TiO 2 e mesma capacidade fotocatalítica (LI; HANEDA,
2003). A vantagem de utilizar ZnO em relação ao TiO 2 é que ele absorve grande fração do
espectro solar quando comparado com o TiO 2 , demostrando ser mais ativo na degradação de
poluente. Além disso, o ZnO apresenta melhor eficiência quântica e catalítica que o TiO 2
(SAKTHIVEL et al. 2003).
O uso do nanocomposto ZnO/CuO foi aplicado para degradar os corantes têxteis azul
de metileno e laranja de metila. O uso do nanomaterial combinado obteve melhor resultado do
que o ZnO puro, devido a alterações na estrutura do óxido, a melhor dopagem foi obtida com
5% de CuO. A degradação dos corantes foi quantificada em 97,2% do corante azul de
metileno em 120 min e 87,7% do laranja de metila para o mesmo tempo. No teste com
efluente têxtil foi observada a mineralização de poluentes orgânicos (SARAVANAN et al.
2013). Os mesmo autores, em outro trabalho, estudaram a capaciadade do nanocompósito
polianilina (PANI)/ZnO em degradar os mesmos corantes sob luz visível. O tratamento com
este fotocatalisador alcançou degradações de 98,3% do laranja de metila e de 99,2% do azul
de metileno. Os autores atribuíram os altos valores de fotodegradação a cristalinidde e
interações moleculares dos compostos combinados (SARAVANAN et al. 2016).
Khataee e colaboradores (2015) avaliaram se a dopagem em diferentes concentrações
de Gd em ZnO era capaz de degradar o corante têxtil laranja ácido 7 por via sonocatalítica.
Foi observado que o material composto de 5% de Gd apresentou o maior resultado de
degradação do corante com remoção de 90% do mesmo em 90 minutos de reação. Também
foi avaliado a adição de potenciadores, dentre eles o periodato de potássio que elevou a
eficiência de degradação para 100%. Já Sakthivel e colaboradores (2003) estudaram a
fotodegradação por luz solar do corante marrom ácido 14, obtendo uma completa degradação
do corante em 360 e 420 min de irradiação solar utilizando ZnO e TiO 2 , respectivamente.
Perante o exposto, o uso combinado de ZnO com outros elementos é uma alternativa bastante
promissora para aumentar a eficiência de tratamento de compostos orgânicos por fotocatálise
heterogênea.
33

2.9 IMPREGNAÇÃO DE METAIS SEMICONDUTORES

Um dos grandes desafios da fotocatálise heterogênea é a busca por desenvolver novos


materiais fotocatalisadores que possam utilizar maior fração do espectro solar. Para tal, é
necessário adaptar as propriedades físico-químicas e ópticas do semicondutor (GUPTA et al.
2017). Dentre as formas de produzir catalisadores com novas propriedades destacam-se os
métodos de dopagem (LIU et al. 2018; LEAL et al. 2018; LUO et al. 2020) e impregnação
(YAMAN et al. 2018; JAFARIAN et al. 2019; KAROSHI et al. 2020).
O processo de dopagem provoca modificações nas propriedades físico-químicas dos
catalisadores (CHEN et al. 2013). A dopagem de metal em um óxido consiste em substituir
alguns átomos da estrutura cristalina do óxido por átomos de metal, formando uma nova
hetero-estrutura. A dopagem pode causar alterações nas ligações químicas do óxido,
modificando sua estrutura eletrônica e proporcionando novas características estruturais, óticas
e magnéticas (HE; ZENG; RONG, 2020). Este processo também proporciona o surgimento de
novos níveis de energia próximos a banda de condução, diminuindo o band gap e aumentando
a eficiência fotocatalítica (KHLYUSTOVA et al. 2020).
O efeito do dopante envolve três fatores: mudança na capacidade de absorção da
radiação, alterações da interação dos sítios ativos presentes na superfície do catalisador e
modificação na transferência de carga interfacial (DOZZI; SELLI, 2013). Por outro lado, o
processo de impregnação de metais promove a dissolução dos precursores metálicos na
estrutura porosa do suporte, mas não altera as características estruturais do suporte (COSTA
et al. 2016). A impregnação de metais modifica sua atividade, seletividade e estabilidade
(WITOON et al. 2018). As interações entre metal/óxido promovem o efeito sinérgico no
catalisador, onde as propriedades particulares dos elementos se combinam e melhoram a
atividade catalítica do fotocatalisador (ZHAO et al. 2018).
A produção de catalisadores metálicos suportados sucede da impregnação do material
suporte por meio do contato em solução contendo os precursores metálicos de fase ativa
(CATITA et al. 2020; ROMERO-SAEZ et al. 2018). De forma geral a impregnação é
constituída de três etapas: contato do suporte com a solução de impregnação, secagem do
suporte e ativação do catalisador (PEREGO; VILLA, 1997). A etapa de secagem após a
impregnação deve ser bem controlada, pois pode ocorrer a redistribuição da fase ativa sobre o
suporte causando a má dispersão da mesma (VAN DILLEN et al. 2003).
Dentre as formas de impregnação mais utilizadas destacam-se a impregnação por via
úmida (FLOREA et al. 2018), por via seca (ESKANDARI et al. 2018), por rota coloidal
34

(SHARMA et al. 2016) e por deposição (HOU et al. 2019). As técnicas de impregnação
tradicionais vêm sendo aprimoradas para incorporar metais nos nanoporos de suportes
porosos e também são investigadas as modificações efetuadas na superfície destes materiais
para melhorar a interação do metal com o suporte (ZHU; XU, 2016).
A impregnação por contato acontece pela interação do suporte imerso na solução
contendo os complexos metálicos. Durante a interação, o metal adsorve da solução aquosa
para a área superficial do suporte. Em seguida, acontecem as etapas de secagem do catalisador
e ativação. Consequentemente, são criados catalisadores com fase ativa bem dispersa, com
dimensões nanométricas, e fortemente ancoradas (SPIEKER; REGALBUTO, 2001)
Os dois tipos de impregnação por contato são por via úmida e por impregnação de via
úmida incipiente (impregnação a seco). Na via úmida é realizada a impregnação com uma
quantidade excessiva da solução de impregnação. Já na impregnação incipiente, utiliza uma
quantidade de solução de impregnação suficiente apenas para preencher o volume de poros do
suporte, em seguida o catalisador é seco e calcinado (MUNNIK et al. 2015). A principal
diferença entre estes processos é que o primeiro ocorre por difusão, enquanto o segundo se dá
pela ação da capilaridade (DERAZ, 2018). No que diz respeito a impregnação a seco, a
vantagem é a praticidade e forma econômica de executar a produção de catalisadores em
escala. A limitação dessa técnica é que forma partículas de dimensões elevadas o que pode
levar a indesejada aglomeração na distribuição dos metais, devido à falta de interação
suporte/metal durante a deposição (ESKANDARI et al. 2019).
A impregnação de metais sobre semicondutores pode ser obtida também pelo método
híbrido de precipitação-deposição, na qual fases ativas superficiais homogêneas e altamente
dispersas são produzidas. A precipitação-depósito pode ser aplicada por meio da imersão do
suporte em uma solução de agente precipitante, acontecendo o fenômeno de nucleação por
meio da interação dos íons e o suporte, proporcionado o surgimento de núcleos cristalinos que
crescem na superfície suportada (SCHMAL, 2011).
Sampaio e colaboradores (2017) investigaram a eficiência de remoção de fenóis em
uma solução aquosa via fotocatálise. O catalisador utilizado foi produzido por impregnação,
Ag foi usada como precursor e foi impregnada ao ZnO, em seguida o catalisador foi calcinado
a 400°C por 2h. Foram obtidos após 60 min de irradiação, 58% de mineralização dos
compostos fenólicos.
Em busca de desenvolver novos materiais catalisadores, Rodrigues e colaboradores
(2019) impregnaram Ag e Pd em ZnO para mineralizar os corantes reativos azul 19 e azul 21
35

usando um fotorreator anular. Tanto o uso de Ag/ZnO como de Pd/ZnO promoveu


degradação de 95% das soluções de corantes.
Saeed e colaboradores (2020) buscaram estudar a produção de um novo
fotocatalisador por biossíntese. Foi produzido ZnO juntamente com extrato de Calotropis
gigantea, em seguida, foi feita a impregnação via contato de NP’s de Ag ao ZnO com a
finalidade de estudar o potencial fotocatalítico do catalisador na remoção de rodamina B. Foi
obtido 90,2% de degradação do corante sob radiação UV e 74,8% de redução da DQO.

2.10 NANOPARTÍCULAS DE PRATA

As nanopartículas de prata têm um amplo espectro de aplicações. A mais tradicional


são as biomédicas, pois é bem consolidado que a prata possui propriedades antibacterianas e
antifúngicas, o que leva ao desenvolvimento de novos materiais como por exemplo curativos
antibacterianos para tratamento de queimaduras e de lesões causadas pelo diabetes
(KALANTARI et al. 2020; KRISHNAN et al. 2020; GARZA-CERVANTES et al. 2020), em
implantes ortopédicos (QING et al. 2018) e em prótese cardíaca na busca de evitar infecções
(ANGELINA et al. 2019).
A elevada condutividade elétrica e a resistência à oxidação são particularidades das
NPs de Ag, que têm levado à produção de tintas com propriedades condutoras para a
fabricação de circuitos e componentes eletrônicos de forma simples, rápida e rentável (MO et
al. 2019; FENG et al. 2019; RAMON et al. 2017). Essa propriedade de eficiente condução
também vem impulsionando o desenvolvimento de sensores para diversas finalidades: sensor
cutâneo para monitoramento fisiológico (LIN et al. 2020), sensor em painéis solares
(REDDY; ALONSO-MARROQUIN, 2017), além de sensores para detecção de gás metano
(ROSHAN et al. 2018).
As NPs de Ag têm se mostrado promissoras em aplicações de fotocatálise heterogênea
quando acrescentadas a um semicondutor devido a redução da recombinação de cargas
(CHEN et al. 2017) isso é devido a formação da barreira Schottky na interface metal-
semicondutor. Estudos fotocatalíticos realizados na região do visível mostram que a adição de
NPs de Ag em semicondutores leva a uma maior fotoatividade devido ao efeito de
ressonância plasmônica de superfície (SAOUD et al. 2015; LIANG et al. 2015; MOU et al.
2018; VAIANO et al. 2019; GÜY et al. 2019), mas a intensidade desse efeito depende do
tamanho e forma da partícula (HASHIGUCHI et al. 2018). A Tabela 3 resume a comparação
36

de estudos de fotodegradação de sistemas fotocatalíticos com e sem a adição de NP de Ag a


semicondutores.
Tabela 3 – Influência da adição de NP de Ag na degradação de poluentes.
Autor/Ano Poluente Eficiência de degradação sem
e com NP de Ag
ZnO 89,8%
Satdeve et al. (2019) Azul de metileno
Ag-ZnO 96,2%

Mendoza-Mendoza ZnO 88,0%


Azul de metileno
et al. (2018) Ag-ZnO 96,0%

ZnO 1,0%
Gavade et al. (2016) Laranja de metila
Ag-ZnO 99,9%

ZnO 1,9%
Gavade et al. (2016) Verde ácido 25
Ag-ZnO 99,5%

ZnO 96,8%
Singh et al. (2017) Azul de metileno
Ag-ZnO 98,7%

ZnO 61,0%
Bhatti et al. (2019) Laranja de metila
Ag-ZnO 88,0%

ZnO 28,0%
Messih et al. (2019) Azul de metileno
Ag-ZnO 76,0%

Gunasekar; Ponnusami, ZnO 60,0%


Preto Reativo
(2013) Ag-ZnO 93,0%
Fonte: O autor (2021).

A Tabela 3 mostra que estruturas formadas da adição de NPs de Ag a semicondutores


fornecem uma melhor intensidade de degradação percentual de contaminantes. Mesmo diante
de diferentes corantes, foi obtido em todos os trabalhos melhoria significativa (mais de 50%
em alguns ensaios) da eficiência fotocatalítica após a ancoragem de NPs de Ag. Este aumento
é explicado pelo sinergismo entre a Ag e o ZnO (LIU et al. 2017) na qual o metal reduz a
recombinação e fotocorrosão do ZnO (ABEBE; MURTHY; AMARE, 2020), promove em
melhor transferência de elétrons pelo efeito da ressonância plasmônica da prata (PRAVEENA
et al. 2018), e consequentemente, esses fatores proporcionam na maior atividade catalítica do
catalisador.
Ebrahimi e colaboradores (2019) em busca de realizar a degradação do corante azul
direto 15, estudaram o uso de diferentes metais: prata, cobre e manganês na produção de
37

materiais híbridos com ZnO. Sob fonte de radiação UV os nanocatalisadores apresentaram


degradação de 73,6% para Ag/ZnO, 40% para Cu/ZnO e 33,49% Mn-ZnO. Portanto, a
utilização das NPs de Ag apresenta um grande potencial para fins de descontaminação de
corantes. Para poder comparar dados experimentais obtidos de ensaios fotocatalíticos com os
resultados de outros pesquisadores se faz necessário calcular os parâmetros cinéticos de
modelos consolidados na literatura.

2.11 ESTUDO CINÉTICO

Uma reação química pode ocorrer sob diferentes mecanismos e condições. O estudo
da cinética de processos químicos proporciona saber qual a condição mais eficaz para
promover uma reação química (LAIDLER, 2020). No processo de fotodegradação de
poluentes a eficiência de remoção é medida através da velocidade da reação. Dessa forma,
reações de fotodegradação com elevado grau de remoção de contaminante e com menos
tempo de irradiação é o resultado procurado quando se estuda novos materiais
fotocatalisadores.
Dentre os diversos modelos disponíveis para o estudo de cinética de reações o modelo
de Langmuir-Hinshelwood (L-H) é mais utilizado quando uma reação ocorre na superfície de
um catalisador. O modelo explica que essa reação acontece devido a interações entre átomos e
moléculas adsorvidos em sítios ativos na superfície do catalisador (PRINS, 2018). Segundo
Laohaprapanon (2015) a reação de pseudo-primeira ordem descreve a remoção de cor do RB5
por fotodegradação a partir de um fotocatalisador a base de ZnO. Ajustando os dados
experimentais ao modelo é possível determinar a constante de velocidade de reação, (Equação
5):
C
 ln  kt (5)
C0
A concentração inicial é representada por C 0 (mg.L-1 ), a concentração em diferentes
instantes de tempo é C (mg.L-1 ), a constante de velocidade é k (min-1 ) e t (min) é o tempo de
irradiação. A constante de velocidade é calculada a partir da inclinação de ln (C/C 0 ) pelo
tempo de irradiação. A Tabela 4 traz uma relação de trabalhos que aplicaram o modelo de L-
H no ajuste dos dados de reações de fotodegradação de corantes comparando os catalisadores
ZnO e Ag-ZnO.
38

Tabela 4 – Resumo de artigos que fizeram modelagem cinética de Langmuir-Hinshelwood na


fotodegradação de corantes.
Referência Corante Remoção k (min-1 ) Remoção k (min-1 )
ZnO puro ZnO puro Ag/ZnO Ag/ZnO

Zhang; Zeng, (2010) Laranja de 20% 0,0016 65% 0,0020


metila
Shokri et al. (2016) Amarelo ácido 65,5% 0,0287 93,3% 0,0616
23
Gnanaprakasam et al. Verde brilhante 88% ND 100% 0,0310
(2016)
Jaramillo-Paez et al. (2017) Laranja de 72% 0,0014 80% 0,0018
metila
Rodamina B 97% 0,0017 100% 0,0023

Vermelho 122 ND 0,0017 ND 0,0054


Abdelsamad et al. (2018)
Amarelo reativo ND 0,0015 ND 0,0040
145
Bhatti et al. (2019) Laranja de 62% 0,072 88,08% 0,185
metila
Santos et al. (2019) Preto reativo 5 50% 0,011 72% 0,017

Liu et al. (2020) Laranja de 28% 0,0005 97% 0,0067


metila
ND = não detectado

Fonte: O autor (2021).

É possível observar na Tabela 4 que o sistema Ag-ZnO proporciona em uma maior


degradação do corante, bem como uma constante de velocidade do modelo L-H mais rápida
comparada ao uso de ZnO puro nas mesmas condições, isto se deve à redução de
recombinação e uma transferência de cargas mais eficiente atribuídas as NPs de Ag
(TEIXEIRA et al. 2020).
39

3 METODOLOGIA

A metodologia deste trabalho foi dividida em duas partes, a síntese de


fotocatalisadores de prata sobre óxido de zinco e o estudo dos efeitos das variáveis de
fotodegradação. A síntese do fotocatalisador permitiu compreender a melhor forma de
produção da heteroestrutura Ag-ZnO, a partir de reações fotocatalíticas em diferentes
concentrações de AgNO 3 usada na síntese de NPs de Ag, efeito da ativação do nanomaterial
composto sob fonte de irradiação UV e o efeito da calcinação após a síntese.
Diante do melhor resultado de fotocatálise obtido, foi realizada a segunda parte desse
trabalho com os estudos das variáveis: pH do corante RB5, do tipo de superfície, da
concentração inicial do corante RB5, fontes de irradiação, tipo de corante. Além disto, foram
realizados testes de reúso do fotocatalisador e modelagem cinética do melhor ensaio
fotocatalítico. A Figura 6 exibe um esquema simplificado da metodologia desta dissertação.

Figura 6 – Metodologia geral da dissertação.

Fonte: O autor (2021).

3.1 SÍNTESE DE FOTOCATALISADORES DE PRATA SOBRE ÓXIDO DE ZINCO

A síntese do fotocatalisador foi realizada com o tratamento das placas de latão,


seguido da síntese e impregnação das NPs de Ag. Após o preparo, o fotocatalisador foi
40

caracterizado e usado nas reações fotocatalíticas. Os próximos tópicos detalham como o


fotocatalisador foi caracterizado, preparado e usado nas reações de fotocatálise heterogênea.

3.1.1 Caracterizações

Os fotocatalisadores sintetizados foram caracterizados por Difratometria de raios X, as


NPs de Ag foram analisadas por espectrofotometria ultravioleta-visível e as soluções de RB5
(estudo da superfície) após as reações fotocatalíticas foram analisadas por absorção atômica.

[Link] Difratometria de raios X

As placas de latão com ZnO ancoradas com nanopartículas de Ag foram caracterizadas


a partir de um difratômetro de raios X marca Bruker, modelo D8 Advance, usando radiação
CuKα com nível de níquel instalado. Foi utilizado um intervalo de varredura 2θ entre 5 e 90°
com passo de 0,03° e taxa de aquisição de 1 s. Esta análise foi realizada em parceria com o
Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco.

[Link] Espectrofotometria ultravioleta-visível

O método analítico de espectrofotometria ultravioleta-visível (SPECTROQUANT


PROVE 300, marca MERCK) foi usado para fazer a varredura espectral (entre os
comprimentos de onda de 200 nm e 700 nm) para a construção das curvas analíticas do RB5
(Apêndice A) e para a quantificação da degradação da solução de corante durante as reações
de fotodegradação.
A degradação percentual de corante durante a reação de fotodegradação foi
quantificada a partir da expressão a seguir (Equação 6).

C0  C
% Degradação  x100% (6)
C0

Na qual C 0 representa a concentração inicial da solução de corante e C representa a


concentração de corante (ambos em mg.L-1 ) em um determinado instante de tempo (min)
durante o ensaio fotocatalítico.
41

[Link] Absorção atômica

As soluções de corante RB5 após finalizadas as reações fotocatalíticas foram


analisadas por absorção atômica por espectrofotômetro de absorção atômica Shimadzu,
modelo AA-6300. O equipamento é constituído de lâmpadas de cátodo oco e os padrões para
preparação da curva de calibração utilizados são da marca specsol para Cu e Zn. Esta análise
foi feita em parceria com o laboratório de análises minerais solos e água (LAMSA) da UFPE.

3.1.2 Tratamento das placas de latão

A preparação do fotocatalisador ocorreu em quatro etapas: a primeira consistiu na


preparação das placas de latão que foram imobilizadas com óxido de zinco, seguido da síntese
de nanopartículas de prata e por último foi realizada a impregnação das NPs de Ag ao ZnO
recoberto nas placas de latão.
As placas de latão foram preparadas através do corte da folha de latão comercial (C-
260, constituído de 70% de Cu e 30% de Zn) em dimensões 4 x 4 cm. Em seguida, ocorreu a
lavagem com água destilada e detergente neutro a 10%. Para eliminar qualquer resquício de
sujidade na superfície das placas, as mesmas foram imersas em álcool etílico por 30 min.
Após esse tempo, as placas foram secas por jato de ar comprimido. Por último a formação de
ZnO nas placas de latão decorreu do tratamento térmico nas placas, por meio da calcinação a
500°C por 4 h, condição definida por estudos preliminares do grupo (SILVA et al. 2019). A
Figura 7 mostra a preparação das placas de latão.

Figura 7 – Etapas de preparação das placas de latão.

Fonte: Costa (2020).


42

O recobrimento das placas foi realizado através da técnica washcoating, na qual


ocorreu a imersão das placas calcinadas em solução comercial de ZnO (NPs ZnO, DP5370, da
NYACOLTM) por meio de um equipamento desenvolvido pelo grupo de pesquisa. A
imobilização foi feita para aumentar a concentração de ZnO na superfície das placas. O
equipamento responsável pelos recobrimentos foi um robô que realiza movimentos de sobe e
desce de um suporte. O tempo de permanência da placa dentro da solução, sua posição inicial
e final foram programados previamente. A velocidade da operação foi de 3 [Link]-1 e o
tempo de permanência na solução foi de 1 min.
Entre cada imersão, as placas foram centrifugadas, secas em estufa por 150 °C/10 min
e por fim, pesadas em balança analítica. Esses processos se repetiram até que a massa de 40
mg de ZnO fosse alcançada. Em seguida, foi realizada a etapa de recozimento das placas com
a calcinação a 500 °C/ 2 h. A Figura 8 mostra o esquema simplificado da etapa de
imobilização por washcoating das placas de latão calcinadas.
Figura 8- Imobilização das placas de latão.

Fonte: O autor (2021).

Após finalizadas as etapas descritas na Figura 8, a imobilização do ZnO nas placas de


latão calcinadas, foi realizada a síntese de nanopartículas de prata.

3.1.3 Síntese e impregnação de nanopartículas de prata

A síntese de NPs de Ag foi executada a partir de modificações na metodologia de


Jana, Gearhearte e Murphy (2001). A síntese foi realizada na ausência de luz, 40 mL de
AgNO 3 e 40 mL de Na3 C6 H5 O 7 foram misturados à 60 rpm durante 30 s. Em seguida, foi
43

adicionado gota a gota 1,3 mL de NaBH4 sob agitação por 1 min. Posteriormente, uma
amostra da solução sintetizada foi colhida e caracterizada por espectrofotometria de
ultravioleta-visível (UV-VIS) para identificar através de varredura espectral, entre 300 e 600
nm, o comprimento de onda de absorção característico de NP de Ag.
A etapa de impregnação de NPs de Ag foi feita pela imersão da placa de latão
calcinada e imobilizada com ZnO na solução de síntese recém preparada e permaneceram em
contato, sob refrigeração, a 4°C/2h. Em seguida, a placa foi seca e armazenada em dessecador
a vácuo, e permaneceu na ausência de oxigênio e luz durante 24 h antes do seu uso. A Figura
9 mostra o processo de síntese e impregnação de NPs de Ag.

Figura 9- Síntese de NPs de Ag e impregnação com a placa de latão calcinada e imobilizada com ZnO.

Fonte: O autor (2021).

3.1.4 Reator e ensaios fotocatalíticos

As reações de fotodegradação do corante RB5 foram realizadas dentro de câmara


constituída de uma caixa de madeira reciclada, o sistema reacional foi montado dentro da
mesma e a fonte de irradiação Sunlight (UVA/UVB 300W) foi colocada a uma distância de
26 cm do fotocatalisador.
A placa foi suspensa ao reator usando fios de kanthal, em seguida foram transferidos
50 mL de solução de corante a 25 mg.L-1 , sem correções de pH (pH da solução ≅ 6,5) ao
reator. A solução foi mantida sob agitação por toda a reação. A temperatura do reator foi
mantida constante usando um banho de água fria e gelo (para manter a temperatura ambiente
de 25 ± 3°C) e sendo aferida por um sensor. Folhas de alumínio recobriram o recipiente usado
para o banho, afim de proporcionar maior eficiência do processo fotocatalítico mediante o
espalhamento da radiação ao sistema. A Figura 10 ilustra o sistema reacional.
44

Figura 10 - Reator de fotodegradação do corante RB5 sob luz artificial.

Fonte: O autor (2021).

A avaliação das placas sintetizadas foi realizada, qualitativamente, através dos


espectros de absorção que permitiram verificar a redução dos picos característicos do corante
durante a reação, e quantitativamente mediante o decaimento do pico principal do corante em
598 nm. Antes do início da reação, a solução de corante ficou sob agitação na ausência de luz
por 30 min de modo a investigar o equilíbrio de adsorção/dessorção entre a superfície do
fotocatalisador e o corante. Já a reação de fotodegradação ocorreu ao longo de 180 min.
Durante a primeira hora de reação, foram tomadas alíquotas antes e após o período de
adsorção, sendo estas tomadas a cada 10 min. Nas últimas duas horas, as alíquotas foram
tomadas em intervalos de 30 min. Após a leitura, as alíquotas eram imediatamente retornadas
ao sistema reacional.
A intensidade de fótons das reações realizadas foi medida por meio de radiômetros,
equipamentos diferentes foram usados no estudo de diferentes fontes de radiação. O
radiômetro da marca Instrutherm modelo MRUR 2020 mediu a intensidade de fótons na
região ultravioleta (290 a 390 nm) e o da marca Norm modelo TA8121 mediu a intensidade
na região do visível (480 a 660 nm), sob luz sunlight (fonte usada nos estudos de síntese de
fotocatalisadores) – foi usado o radiômetro com sensibilidade espectral na região do
ultravioleta, e sob fonte visível - foi usado o radiômetro com sensibilidade espectral na região
do visível. Ambos os radiômetros foram usados na reação solar.
As variáveis estudadas na síntese de fotocatalisadores foram: a concentração de NP de
Ag (0,10 mM, 0,25 mM e 0,40 mM) no preparo do fotocatalisador Ag-ZnO-Latão, onde as
45

concentrações foram selecionadas pelas colocações de Jana, Gearhearte e Murphy (2001) e de


outros autores (PANI et al. 2016; GÓMEZ-GRAÑA et al. 2017; KUMAR et al. 2018;
YUSOF et al. 2020); a ativação do fotocatalisador por 1 hora de exposição sob fonte de
radiação UV (Sunlight UVA/UVB); e por último o efeito da calcinação (400°C/2h) após a
impregnação de NP de Ag nas placas de latão imobilizadas com ZnO. As melhores condições
operacionais foram fixadas para o estudo das variáveis de fotodegradação. A Tabela 5 traz a
identificação e a descrição dos sistemas fotocatalíticos preparados.
Tabela 5 - Codificação e descrição dos ensaios fotocatalíticos realizados.

Código Ensaios
ZnO-LC Placa de latão calcinada, recoberta de ZnO e sem a presença de NPs
de Ag.
Luz-Ag-ZnO-LC Placa de latão calcinada, recoberta com ZnO, impregnada com NPs
de Ag e ativada na luz UV.
Calc-Ag-ZnO-LC Placa de latão calcinada, recoberta com ZnO, impregnada com NPs
de Ag e calcinada.
Luz-Calc-Ag-ZnO-LC Placa de latão calcinada, recoberta com ZnO, impregnada com NPs
de Ag, calcinada e ativada na luz UV.
Fonte: O autor (2021).

Buscou-se ainda identificar o melhor sistema fotocatalítico preparado, e em seguida,


estudar outras variáveis do processo. O melhor ensaio foi determinado diante dos resultados
dos efeitos da concentração de NPs de Ag, da ativação das NPs de Ag na fonte UV e da
calcinação após impregnação das NPs de Ag sobre a fotodegradação do corante RB5,
totalizando 12 reações fotocatalíticas.

3.2 ESTUDO DO EFEITO DAS VARIÁVEIS DE FOTODEGRADAÇÃO

Após a determinação do melhor ensaio fotocatalítico do estudo preliminar, foi iniciado


o estudo do efeito do pH 4, 7 e 10 da solução de corante RB5. Em seguida, a melhor condição
do pH foi aplicada aos demais estudos: efeito da concentração inicial de RB5 (25 mg.L-1 ; 40
mg.L-1 e 55 mg.L-1 ); efeito da fonte (Sunlight UVA/UVB 300 W; visível com 2 lâmpadas Led
de 140W cada; e solar com a reação realizada das 10:30 às 13:30); efeito do tipo de corante
(remazol black 5 e vermelho reativo 83).
46

3.3 TESTE DE REÚSO

O teste de reúso foi feito após a identificação da placa Ag-ZnO-Latão de melhor


resultado fotocatalítico. Após cada ciclo, o fotocatalisador foi lavado com água destilada, seco
em estufa por 120°C/10min e armazenado na ausência de luz e umidade. Antes das reações o
mesmo foi ativado na fonte UVA/UVB por uma hora. Foram avaliados 5 ciclos de
reutilização do material.

3.4 ESTUDO CINÉTICO

Por fim os dados de melhor resultado fotocatalítico foram ajustados ao modelo


cinético de Langmuir-Hinshelwood, para verificar se a fotodegradação do corante RB5 a
partir do fotocatalisador impregnado de NPs de ZnO e Ag acontece como consolidado por L-
H. Também foi avaliada a cinética de degradação de corante pelo fotocatalisador sem a
presença de NPs de Ag, placa ZnO-LC. Foi calculado a correção dos dados ao modelo, a
velocidade de reação, os resultados obtidos foram relacionados a outros trabalhos da
literatura.
47

4 RESULTADOS

Os resultados obtidos são discutidos separadamente nas seções seguintes para uma
melhor compreensão das etapas de desenvolvimento desta dissertação.

4.1 SÍNTESE DE FOTOCATALISADORES DE PRATA SOBRE ÓXIDO DE ZINCO

O resultado da síntese de fotocatalisadores de prata sobre óxido de zinco foi dividido


nas seções caracterizações, nos efeitos da concentração de NP de Ag, ativação do
fotocatalisador na fonte UV e calcinação.

4.1.1 Caracterizações

Os sistemas sintetizados foram caracterizados por difratometria de raios X e as NPs de


Ag por espectroscopia UV-VIS.

[Link] Difratometria de Raios X

A difratometria de raios X foi realizada para caracterizar a estrutura cristalina dos


fotocatalisadores produzidos (Figura 11). Foram submetidos a caracterização os
fotocatalisadores: latão sem calcinar (LSC), latão calcinado (LC), latão calcinado e
imobilizado com ZnO (ZnO-LC), latão calcinado, imobilizado com ZnO e impregnado com
NPs Ag (Ag-ZnO-LC).
Figura 11 – Difratogramas de Raios X para os fotocatalisadores: a) LSC, b) LC, c) ZnO-LC, d) Ag-
ZnO-LC (0,40 mM de Ag).

Fonte: O autor (2021).


48

Observando os difratogramas apresentados na Figura 11 a), é possível perceber que a


placa de latão apenas lavada contém a presença dos picos de difração referentes a liga Cu-Zn
nos ângulos 2θ = 42,46°; 49,43° e 72,50°. O tratamento térmico aplicado pela calcinação
levou a formação de ZnO (Figura 11 b), identificado por 2θ = 31,75°; 34,45°; 36,24°, 47,5°;
56,6°; 62,79° e 67,79° que são indexados por (100), (002), (101), (102), (110), (103) e (112) e
equivalem a fase wurtzite do ZnO (JCPDS n°36-1451). Além do ZnO, também foi
identificado o Cu2 O em 2θ = 44,53 e 64,82 que são respectivos aos planos (200) e (220) da
estrutura cúbica de face centrada do Cu2 O (JCPDS n°05-0667). O padrão cristalográfico do
ZnO é condizente com os obtidos nos trabalhos de Basnet et al. 2019; Abdullah et al. 2017;
Madhumitha et al. 2019. Já Khatami (2017), Zhang (2019) e Menazea e colaboradores (2020)
obtiveram resultado de DRX semelhante para o Cu2 O.
A imobilização de ZnO pela técnica washcoating proporcionou uma maior intensidade
dos picos de difração do ZnO (Figura 11 c) devido a maior concentração de ZnO nesta placa.
O ZnO foi identificado em 2θ = 31,86°; 34,5°; 36,35°; 47,57°; 56,64°; 62,8° e 67,93. Já o
Cu2 O foi identificado em 2θ = 44,04 e 64,82. Ambos os óxidos são representados pelos
mesmos planos da placa de latão calcinada. Não foi possível identificar as NPs de Ag na
Figura 11 d), por serem estudadas em concentrações muito baixas. Sugere-se que esta
identificação não foi possível por uma possível sobreposição dos picos de difração da Ag com
os de Cu2 O. Análise de DRX em ângulo rasante pode identificar melhor essas NPs no
fotocatalisador.
Também foi avaliado por DRX o efeito da calcinação nos fotocatalisadores Ag-ZnO-
LC (0,25 mM de Ag) após a impregnação de NPs de Ag. A Figura 12 compara os
difratogramas do fotocatalisador calcinado e sem calcinar.
Figura 12 – Difratogramas de Raios X para os fotocatalisadores: a) Calc-Ag-ZnO-LC (0,25 mM) e b)
Ag-ZnO-LC (0,25 mM).

Fonte: O autor (2021).


49

A Tabela 6 resume as informações sobre os ângulos e os planos de difração para o


ZnO e o Cu2 O dos fotocatalisadores Ag-ZnO-LC antes e após a calcinação.

Tabela 6 – Ângulos e planos de difração para os óxidos de cobre e zinco presente no fotocatalisador
Ag-ZnO-LC antes e após a calcinação.
Ângulos Planos
ZnO Cu2 O ZnO Cu2 O
Antes de 31,76°; 34,37°; 36,27°, 44,54° e (100), (002), (101), (102), (200) e (220)
calcinar 47,5°; 56,55°62,77° e 64,75° (110), (103) e (112)
67,82°
Após 31,77°; 34,17°; 36,26°; 44,58° e (100), (002), (101), (102), (200) e (220)
calcinar 47,21°; 56,35°; 62,76° e 64,81° (110), (103) e (112)
67,86°
Fonte: O autor (2021).

Observando a Figura 12 e os dados dispostos da Tabela 6 é possível afirmar que a


calcinação não promoveu em diferenças significativas nos padrões cristalográficos das
estruturas presente no fotocatalisador. Também foram comparados os DRX antes e após a
reação de fotodegradação dos sistemas Calc-Ag-ZnO-LC na concentração de impregnação de
0,25 mM. A Figura 13 contém os difratogramas do fotocatalisador Calc-Ag-ZnO-LC antes e
após a reação fotocatalítica.
Figura 13 – Difratogramas de Raios X para o fotocatalisador Calc-Ag-ZnO-LC (impregnação de 0,25
mM de Ag): a) antes da reação de fotodegradação do corante RB5 e b) após a reação de
fotodegradação do corante RB5.

Fonte: O autor (2021).


50

A Tabela 7 resume as informações sobre os ângulos e os planos de difração para o


ZnO e o Cu2 O dos fotocatalisadores Ag-ZnO-LC antes e após um ciclo de aplicação
fotocatalítica.
Tabela 7 - Ângulos e planos de difração para os óxidos de cobre e zinco presente no fotocatalisador
Ag-ZnO-LC antes e após uma reação de fotodegradação do RB5.
Ângulos Planos
ZnO Cu2 O ZnO Cu2 O

Antes da reação 31,77°; 34,17°; 36,26°; 44,58° e (100), (002), (101), (102), (200) e (220)
47,21°; 56,35°; 62,76° 64,81° (110), (103) e (112)
e 67,86°
Após a reação 31,59°; 34,19°; 36,12°; 44,00° e (100), (002), (101), (102), (200) e (220)
47,35°; 56,24°; 62,62° 64,46° (110), (103) e (112)
e 67,73°
Fonte: O autor (2021).

Constata-se ao analisar a Figura 13 e a Tabela 7 que não foram sofridas modificações


após o processo de degradação do contaminante, já que não foi observado mudança nos
planos cristalinos dos óxidos existentes nas placas após a reação. Portanto, não houve
mudança cristalina no fotocatalisador e o mesmo se manteve estável após a fotodegradação do
corante têxtil.

[Link] Espectrofotometria ultravioleta-visível

As soluções de NPs de Ag sintetizadas nas concentrações de 0,10; 0,25 e 0,40 mM


foram caracterizadas por espectrofotometria ultravioleta-visível para identificar entre 300 e
600 mn o pico característico de formação das NPs. A Figura 14 exibe os espectros de UV-Vis
das nanopartículas ancoradas nos diferente fotocatalisadores produzidos.
51

Figura 14 – Espectros de absorção das NPs de Ag (concentrações 0,10 mM, 0,25 mM e 0,40
mM) que foram depositadas nos fotocatalisadores a) Luz-Ag-ZnO-LC, b) Calc-Ag-ZnO-LC e c) Luz-
Calc-Ag-ZnO-LC.

Fonte: O autor (2021).

Como apresentado na Figura 14, foi possível identificar as NPs de Ag nas três
concentrações estudadas. Foram verificados picos de absorção em 397 ± 5 nm, que
comprovam a presença de prata em todas as sínteses realizadas. Considerando a faixa de
52

comprimento de onda em que foram identificadas as NP de Ag, em torno de 400 nm, elas
tendem a apresentar um formato de partícula esférico conforme descrito por (KIM et al.
2017). É possível observar também que quanto maior a concentração inicial de AgNO 3 na
síntese, mais intensa é a absorção do espectro bem como a coloração amarela da solução,
sugerindo uma maior concentração de nanopartículas de prata.
Lee e colaboradores (2015) fizeram um estudo de revisão sobre diferentes rotas de
sínteses de NPs de Ag e as aplicações mais recentes em nanomedicina. Foi constatado que
estas NPs absorvem radiação eletromagnética na faixa de 380 a 450 nm. Mais
especificamente, picos de absorção em torno de 400 nm são conferidos a partículas esféricas
de tamanho de 10 a 40 nm (PYATENKO; YAMAGUCHI; SUZUKI, 2007).
Dessa forma, a metodologia adaptada de síntese de Jana, Gearhearte e Murphy (2001)
se mostrou eficaz na síntese de NPs de Ag depositadas sobre placas de latão recobertas com
NPs de ZnO.

4.1.2 Efeito da concentração de NP de Ag

A Figura 15 mostra a comparação da degradação dos sistemas sem a adição de NPs de


Ag e nas três concentrações de Ag estudadas. As concentrações de NPs de Ag (0,10 mM, 0,25
mM e 0,40 mM) impregnadas com ZnO nas placas de latão se mostraram eficientes na
degradação do corante têxtil RB5.
Figura 15 – Efeito da concentração de NPs de Ag 0,10 mM, 0,25 mM e 0,40 mM na degradação (%)
de corante RB5 ao longo de 180 min de reação fotocatalítica, concentração inicial de corante 25 mg.L-
1
, pH neutro, fonte Sunlight (UVA/UVB).

Fonte: O autor (2021).


53

Analisando a Figura 15 é possível observar que a adição de NPs de Ag nos


fotocatalisadores imobilizados com ZnO proporciona maior degradação de corante, onde em
120 min de reação a placa ZnO-LC conduziu a uma degradação de apenas 59,1%. As placas
impregnadas de NPs de Ag sob a concentração de 0,40 mM degradou de 60,8% do corante;
0,10 mM degradou 87,0% e 0,25 mM obteve degradação de 94,4%. Também foi possível
perceber que o aumento da concentração das NPs de Ag não proporcionou um aumento de
degradação, isso não ocorreu apenas no ensaio Luz-Ag-ZnO-LC, a Tabela 8 mostra os
resultados de fotodegradação dos demais ensaios estudados.

Tabela 8 - Degradação % de corante RB5 em 120 min de reação, concentração inicial de corante 25
mg.L-1 , pH neutro, sob fonte Sunlight (UVA/UVB), nas concentrações de NPs de Ag 0,10 mM, 0,25
mM e 0,40 mM.
Degradação (%)
Ensaio 0,10 mM 0,25 mM 0,40 mM
Luz-Ag-ZnO-LC 87,0 94,4 60,8

Calc-Ag-ZnO-LC 78,4 75,1 80,6


Luz-Calc-Ag-ZnO-LC 94,8 87,9 76,5
Fonte: O autor (2021).

Diante do exposto na Tabela 8, dentre as três concentrações de NPs de Ag estudadas é


possível perceber que a maior concentração trabalhada não proporcionou nos maiores
resultados degradação do RB5. Isso pode ser explicado porque deve-se obter uma
concentração ideal de Ag na superfície do ZnO com o objetivo de conquistar a maior
atividade fotocatalítica. A quantidade ideal de Ag realiza a separação de cargas na superfície
do ZnO que proporciona transferência eficiente de elétrons para a prata metálica (MOLLA et
al. 2019). Por outro lado, a alta concentração de Ag pode aglomerar as NPs na superfície do
ZnO e reduzir a absorção por luz (CHAI et al. 2014). Os resultados das concentrações 0,10
mM e 0,25 mM foram muito similares, porém foi optado em fixar a concentração de 0,25 mM
nos demais estudos por proporcionar o preparo da síntese com maior facilidade, aja vista que
as concentrações trabalhadas são baixas e a menor delas é de mais complexa
reprodutibilidade.
Ao imobilizar as concentrações de 1, 3 5, 7, e 9% de NPs de Ag na superfície do ZnO,
El-Bindary e colaboradores (2019) observaram que a concentração de 7% de NP de Ag
proporcionou o melhor resultado fotocatalítico (92,66%) de degradação do corante amarelo
ácido 99. Os autores verificaram ainda através das análises de caracterizações que o
54

catalisador Ag/ZnO sob 7% de impregnação de Ag obteve menor tamanho de cristalito, maior


área superficial e maior carga de NPs dentre os catalisadores estudados.
Chelli e colaboradores (2018) produziram o nanofotocatalisador Ag-ZnO em
diferentes concentrações de Ag (0,2; 0,4; 0,6; 0,8; 1,18 e 1,58%) para degradar o fármaco
dipirona sob radiação UV. A concentração ótima de ancoragem foi de 1,2% com degradação
de 78,5% do fármaco.
Liu e colaboradores (2019) produziram o nanocomposto Ag-ZnO sob diferentes
concentrações de Ag (1% a 10%) para avaliar a capacidade de degradação do corante
estudado. Os pesquisadores constataram que a concentração ideal de Ag para promover maior
degradação do azul de metileno foi do nanocomposto Ag-ZnO ancorado com 6% de prata.
Nessa condição as NPs de Ag aumentaram a taxa de reação na superfície do fotocatalisador,
proporcionando uma melhor atividade fotocatalítica. Já o aumento da concentração de NPs de
Ag ancoradas levou à diminuição da atividade fotocatalítica pois o excesso de NPs de Ag
reduz a penetração de luz na superfície do catalisador.
Desta forma, a impregnação com 0,25 mM de NP de Ag foi a concentração escolhida
para a ancoragem de Ag no fotocatalisador imobilizado com ZnO em latão calcinado para
fornecer o melhor resultado de fotodegradação do corante RB5.

4.1.3 Efeito da ativação das NPs de Ag sob radiação UV

O efeito da ativação das NPs de Ag sob radiação UV foi analisado comparando o


resultado de degradação do corante RB5 pelos fotocatalisadores submetidos previamente a 1
hora de ativação em fonte UV (fonte sunlight UVA/UVB) com os dados dos fotocatalisadores
que não passaram pela ativação prévia. A Figura 16 mostra o efeito da ativação das NPs de
Ag na degradação do corante RB5, nesta etapa do estudo catalisador foi ancorado com 0,25
mM de NP de Ag.
55

Figura 16 – Efeito da ativação das NPs de Ag por 1 hora em fonte Sunlight (UVA/UVB) na
degradação (%) do corante RB5 ao longo de 180 min de reação fotocatalítica na mesma radiação,
concentração inicial de corante 25 mg.L-1 , pH neutro e concentração de NPs de Ag 0,25 mM,

Fonte: O autor (2021).

A Figura 16 revela que a degradação do corante RB5 com as NPs de Ag ativadas


previamente na fonte UV apresentou uma velocidade de degradação levemente maior do que
o sistema com NPs de Ag sem a ativação. Em 120 min de reação o fotocatalisador ativado
apresentou 87,9% de degradação enquanto que o mesmo material sem ativação degradou
apenas 75,1%.
Segundo os trabalhos de Abdel Messih e colaboradores (2019) e Yang e colaboradores
(2016) quando a fonte de irradiação UV é ativada com energia superior ao gap, elétrons da
BV são excitados para a BC do ZnO, formando lacunas h+ na BV. Em seguida, ocorre uma
transferência de elétrons para BC do ZnO para a Ag. A prata prende os elétrons e o ZnO
prende as lacunas, que reagem com o oxigênio adsorvido da superfície do catalisador e grupos
hidroxilas formando radicais hidroxilas, que degradam mais rapidamente o contaminante por
reações de oxidação.
Nesse trabalho, como o fotocatalisador esteve exposto a fonte UV antes do contato
com a solução de corante, sugere-se que essa transferência de elétrons do ZnO para Ag já
tinha acontecido antes da reação, durante o processo de ativação, onde a prata foi reduzida de
Ag0 para Ag+ (Figura 17). Dessa forma, no início da reação a formação de radicais hidroxilas
ocorreu mais rapidamente e com mais eficiência no fotocatalisador fotoativado.
56

Figura 17 – Redução da prata após ativação de fonte de irradiação.

Fonte: Espid; Taghipour (2018).

Após verificado que a ativação das NPs de Ag sob fonte de radiação UV apresentou
maior atividade fotocatalítica na degradação do corante RB5, nos demais estudos os
fotocatalisadores foram ativados antes das reações.

4.1.4 Efeito da calcinação após a impregnação de Ag nas placas de latão recobertas por
ZnO

A calcinação é empregada após processos de deposição de fases metálicas ativas para


converter óxidos metálicos parcialmente hidrolisados e nitratos metálicos em óxidos
metálicos por deposição térmica e processos de transição de fases. Após a calcinação os
compostos metálicos são mecânica e quimicamente estáveis (MONTEBELLI et al. 2014). A
calcinação após imobilização proporciona em melhor dispersão e estabilidade das NPs
ancoradas (LIU; CORMA, 2018).
Visando uma maior estabilidade das NPs foi realizada a calcinação a 400°C/2h após a
o processo de impregnação das NPs de Ag nas placas recobertas de ZnO para avaliar sua
influência na atividade fotocatalítica de degradação de RB5. Segundo Georgekutty e
colaboradores (2008) a calcinação a 400°C promove maior fotoatividadede Ag devido a
segregação de partículas metálicas de prata ao redor dos grãos altamente cristalinos de ZnO.
A Figura 18 compara os resultados de degradação do RB5 decorrente do uso do
fotocatalisador calcinado após a impregnação de NPs de Ag com o do fotocatalisador apenas
seco após a impregnação.
57

Figura 18 – Efeito da calcinação 400°C/2h após a impregnação de 25 mM de NPs de Ag na


degradação (%) de RB5 ao longo de 180 min de reação fotocatalítica, concentração inicial do corante
de 25mg.L-1 , pH neutro, fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB).

Fonte: O autor (2021).

A Figura 18 exibe que não há diferença significativa entre calcinar ou não o


catalisador após a impregnação de NPs de Ag. O comportamento da degradação do corante
RB5 é análogo nas duas condições. Sugere-se que o efeito da calcinação após a impregnação
de NPs de Ag não proporcionou alterações, porque as placas de latão já passaram por uma
calcinação prévia após a imobilização do ZnO, então a segregação da Ag pode ter acontecido
durante o processo de impregnação entre as NPs de Ag e o ZnO, independentemente da
segunda calcinação, já que os cristais de ZnO já estavam formados na superfície do latão.
Temperaturas maiores de calcinação não foram cogitadas por ocasionar uma
agregação de partículas metálicas e impedir a distribuição mais homogênea do ZnO, causando
a redução da área superficial e consequentemente uma diminuição da atividade fotocatalítica.
Liu e colaboradores (2004) observaram severa deformação de clusters de partículas de Ag
após o processo de calcinação a 550°C. O mesmo comportamento foi observado por Oualid e
colaboradores (2017), no qual foi observado uma formação de aglomerados de nanopartículas
na produção de catalisador híbrido Ag-ZnO após calcinação a 500°C com circulação de ar.
Sendo assim, pode-se afirmar que o efeito da calcinação sob 400°C/2h após
imobilização de NPs de Ag não proporcionou melhora significativa nos resultados de
fotodegradação do corante têxtil RB5. Por consequência, a etapa de calcinação após a
impregnação de NPs de Ag foi suprimida nos estudos seguintes.
58

4.2 EFEITO DAS VARIÁVEIS DE FOTODEGRADAÇÃO

Foram avaliados os efeitos das variáveis de fotodegradação: pH, superfície,


concentração inicial de corante, fonte de radiação, tipo de corante, reúso e estudo cinético.
Cada resultado será abordado em seções individuais.

4.2.1 Efeito do pH

Foi estudada a degradação do corante RB5 por fotocatalisador ancorado com 0,25 mM
de NPs de Ag ao ZnO sob concentração inicial de corante 25 mg.L-1 , em fonte de radiação
sunlight (UVA/UVB) variando o pH da solução de corante em 4, 7 e 10. As Figuras 19 a), 19
b) e 19 c) trazem o efeito de cada condição de pH na degradação do RB5, os espectros de
absorção avaliados ao longo do tempo estão disponíveis no Apêndice B. Diferentemente dos
resultados mostrados nas seções anteriores, a fotodegradação do RB5 é avaliada em todos os
picos característicos (comprimento de onda, λ) do RB5. Nos espectros obtidos verifica-se que
λ = 229 nm representa um grupamento aromático, λ = 258 nm pode ser relativo ao anel
benzeno, λ = 313 nm pode ser referente ao anel naftaleno, λ = 392 nm pode está ligado a
grupos sulfonatos e λ = 598 nm corresponde ao grupamento cromóforo respectivo as
insaturações entre nitrogênios (LAN; WANG; QU, 2019).

Figura 19 – Fotodegradação do corante RB5 em 180 min de reação fotocatalítica, concentração inicial
de corante 25 mg.L-1 , em fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB).
em a) pH 4, b) em pH 7 e c) pH 10.
59

Fonte: O autor (2021).

De acordo com o mostrado nas Figuras 19 a), 19 b) e 19 c) o uso combinado de NPs


de Ag e ZnO em placas de latão calcinadas ocasionou na degradação do RB5 nas condições
de pH ácido, neutro e básico. A Tabela 9 resume o percentual de degradação dos picos
característicos do RB5 após a reação.
Tabela 9 – Remoção (%) do RB5 nos pH 4, 7 e 10 após a reação fotocatalítica.
Remoção (%) do RB5 em cada λ do RB5 após reação
pH 229 nm 258 nm 313 nm 392 nm 598 nm
4 38,62 100 100 100 98,36
7 74,93 82,75 92,10 91,23 95,71
10 76,40 85,50 91,84 97,41 100
Fonte: O autor (2021).

Diante do exposto nas Figuras 19 a), 19 b) e 19 c) e na Tabela 9, em pH 4 aconteceu


baixa degradação do corante em λ = 229 nm. Este fato está associado a influência do ácido
nítrico usado no ajuste do pH, segundo Ershov e Panich (2018) o ácido nítrico absorve
60

fortemente na região de 200 nm. Em λ = 258, 313 e 392 nm foi verificado maior degradação
do que no grupamento cromóforo, este comportamento é devido a influência de lixiviação de
metais que será melhor discutida na próxima seção. Comparando os pHs trabalhados, a
condição ácida apresentou de forma geral maior degradação do que os meios neutro e básico.
Esse resultado está de acordo com outros autores (MORADI et al. 2017; EL-BINDARY,
2019) e está relacionado com o melhor transporte de cargas que as NPs de Ag proporcionam
ao fotocatalisador.
A degradação do corante RB5 das condições neutra e básica foram muito próximas.
Pode-se perceber que as NPs de Ag mantêm seu potencial de fotodegradação na região entre
essas faixas de pH. Do ponto de vista ambiental, é melhor tratar corante em pH neutro para
não adicionar mais reagente no tratamento. Mas, independentemente da condição de pH que a
solução de corante esteja, o fotocatalisador formado de NPs de Ag e ZnO pode ser usado
tratar adequadamente o poluente sob luz UV.
Segundo o trabalho de Moradi et al. (2017) NPs de Ag combinadas com ZnO tem alta
degradação do corante laranja ácido de pH ácido a básico, porém não é aconselhado aplicar a
condição ácida nos fotocatalisadores a base de ZnO devido a dissolução do óxido, acontece
formação de sais por interação do óxido com grupos ácidos. Ding e colaboradores (2020)
perceberam que a ancoragem de NPs de Ag ao ZnO proporciona em um ponto de carga zero
(PCZ= 7,12) menor do que o ponto de carga zero do ZnO puro (PZC ≅ 9), essa redução
proporciona ao fotocatalisador Ag-ZnO eficiência fotocatalítica sob maior faixa de pH.
Ao estudar o efeito do pH (variando de pH 3 a 11) de solução de corante violeta de
metila usando catalisador Ag-ZnO, Ashebir e colaboradores (2018) perceberam que a partir
de pH 7 a eficiência de degradação se mantinha até pH 11. Usando o mesmo fotocatalisador
para degradar o corante ácido azul 113 variando o pH de 3 a 12, Mohammadzadeh e
colaboradores (2015) obtiveram alta degradação na faixa de pH de 5,5 a 11,5, e afirmaram
que a força eletrostática entre catalisador e poluente não é suficiente para explicar esse
comportamento.
Portanto diante destes resultados, a condição de pH neutro foi fixada para o estudo das
próximas variáveis de fotodegradação.

4.2.2 Efeito da superfície

Para um completo entendimento da influência dos processos de calcinação e


imobilização do ZnO das placas de latão na degradação do RB5, as superfícies LSC, LC e
61

ZnO-LC e Ag-ZnO-LC foram estudados na fotodegradação do RB5 variando o pH em


condição ácida, neutra e básica. As Figuras de 20 a) até 20 l) apresentam os espectros de
absorção do corante em cada ensaio realizado.
Figura 20 – Espectro de absorção do RB5 nas condições: a) LSC pH 4, b) LSC pH 7, c) LSC pH 10, d)
LC pH 4, e) LC pH 7, f) LC pH 10, em 180 min de reação fotocatalítica, concentração inicial de
corante 25 mg.L-1 , em fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB).

Fonte: O autor (2021).


62

Figura 20 – Espectro de absorção do RB5 em g) ZnO-LC pH 4, h) ZnO-LC pH 7, i) ZnO-LC pH 10, j)


Ag-ZnO-LC pH 4, k) Ag-ZnO-LC pH 7, l) Ag-ZnO-LC pH 10, em 180 min de reação fotocatalítica,
concentração inicial de corante 25 mg.L-1 , em fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB).

Fonte: O autor (2021).


63

Os espectros de absorção plotados na Figura 20 a), 20 b) e 20 c) mostram que durante


a reação de fotodegradação do RB5 com a placa de latão apenas lavada, aconteceu o
deslocamento dos picos característicos do corante têxtil sugerindo a formação de
intermediários de reação. Além disso, foi notado de forma qualitativa a corrosão da placa de
latão in natura após a reação de degradação do RB5 em pH ácido, Figura 21. Devido à alta
taxa de corrosão e formação de intermediários nas aplicações de fotocatálise, Ramire-Sanches
e colaboradores (2020) não indicam o uso da liga latão em aplicações fotocatalíticas em pH
ácidos. Segundo os autores para atingir a mineralização de contaminantes é necessário a
aplicação de um POA combinado ou tratamentos térmicos e de incorporação de outros
materiais na liga in natura.
Figura 21 – Placa de LSC a) antes e b) após a reação de fotodegradação sob pH=4.

Fonte: O autor (2021).

As reações realizadas com a placa de latão calcinada (Figuras 20 d), 20 e) e 20 f)) não
apresentaram deslocamento dos picos como na placa apenas lavada. Houve uma redução da
intensidade dos comprimentos de onda ao longo do tempo, indicando que a formação de ZnO
nas placas reproduz em um melhor resultado catalítico do que na liga Zn-Cu. Mesmo assim, é
possível perceber que não houve uma degradação significativa dos compostos aromáticos λ =
229 e 258 nm. As placas imobilizadas com ZnO (Figuras 20 g), 20 h) e 20 i)) apresentaram
redução intensa de todos os comprimentos de onda do RB5. Informações sobre a degradação
do RB5 em cada λ estão disponíveis na Tabela 10.
64

Tabela 10 – Degradação do RB5 após 3 horas de reação utilizando diferentes fotocatalisadores e pH.

Degradação do RB5 em cada λ


Ensaios 229 nm 258 nm 313 nm 392 nm 598 nm
LSC pH 4 0 0 43,1 24,2 80,7
LSC pH 7 0 0 13,6 0 62,8
LSC pH 10 0 0 24,4 0 83
LC pH 4 0 15,5 49,4 38,2 84
LC pH 7 21,2 20,2 54,0 54,8 84,5
LC pH 10 0 0 48,8 44,5 100
ZnO-LC pH 4 74,7 58,5 70,5 97,6 97,6
ZnO-LC pH 7 51,7 57,6 71,2 95,9 95,9
ZnO-LC pH 10 34,1 35,6 65,4 99,1 99,1
Ag-ZnO-LC pH 4 38,6 100 100 100 98,4
Ag-ZnO-LC pH 7 74,9 82,7 92,1 91,2 95,7
Ag-ZnO-LC pH 10 76,4 85,5 91,4 97,4 100
Fonte: O autor (2021).

Os dados apresentados na Tabela 10 mostram que a superfície do latão apenas lavada


não degrada os compostos de λ=229 nm e λ= 258 nm do RB5 em nenhum pH. Só é detectada
alguma degradação desses compostos na placa calcinada, só sendo percebidos resultados
favoráveis e eles só são degradados em maior quantidade após a imobilização do ZnO. Nos λ
= 598, 392 e 313 nm tem de forma geral maiores degradações porque correspondem as
primeiras ligações do RB5 que são quebradas durante a fotocatálise. Ainda assim, maiores
taxas de degradação só são alcançadas em todos os comprimentos onda, após a imobilização
do ZnO no latão calcinado. A impregnação de NPs de Ag proporcionou aumento significativo
da degradação do RB5 em todos os λ avaliados principalmente entre as condições neutra e
básica.
De modo a verificar a lixiviação de metais zinco e cobre, as amostras pós-tratamento
empregando os diferentes fotocatalisadores foram analisadas via absorção atômica. A Tabela
11 exibe as concentrações de Zn2+ e Cu2+ obtidas.
65

Tabela 11 – Concentração de Zn2+ e Cu2+ nas soluções de RB5 após os ensaios fotocatalíticos.

Absorção atômica (mg.L-1 )


Ensaios Zn2+ Cu2+
LSC pH 4 7,900 0,790
LSC pH 7 1,652 0,704
LSC pH 10 0,025 0,630
LC pH 4 5,800 0,009
LC pH 7 4,742 ND
LC pH 10 1,770 ND
ZnO-LC pH 4 5,068 ND
ZnO-LC pH 7 3,156 ND
ZnO-LC pH 10 1,152 ND
ND = não detectado
Fonte: O autor (2021).

Analisando a Tabela 11, é possível perceber que as placas de latão apenas lavadas
apresentaram soluções pós reação de colorações mais intensas devido à maior concentração
de Zn2+ e Cu2+. Segundo Herro (1993), as ligas de cobre e zinco estão sujeitas a lixiviação de
seus metais em pH ácido conferindo um ataque severo a liga.
Sabe-se que a calcinação do latão forma ZnO e CuO na superfície da liga. A placa
calcinada teve a presença de Cu2+ e Zn2+ apenas sob pH ácido, em condição neutra e alcalina
foi observado um aumento da lixiviação do Zn2+ em 65,16% e 98,58% quando comparada a
liga sem tratamento térmico. Bian e colaboradores (2011) verificaram que NPs de ZnO
sofrem dissolução em pH neutro (pH ≅ 7,5) e a taxa de dissolução é proporcional a área
superficial das partículas, visto que quando menores são lixiviadas com maior facilidade. O
alto teor de lixiviação em pH = 10 é explicado pela influência do hidróxido de amônio que é
bastante utilizado em aplicações metalúrgicas para lixiviar com eficiência o Zn2+ na
reciclagem de materiais (LÓPEZ et al. 2017).
Em suma, o ZnO sofre ataques em condições ácidas, neutras e básicas. Em condições
muito ácidas acontece o ataque direto de prótons ao ZnO, em condições de pH de 6 a 9 o ZnO
se dissolve em Zn(OH)2 e em pH maior que 9 a dissolução do óxido está relacionada ao seu
hidróxido que forma espécies solúveis na forma de complexos hidroxil como o Zn (OH)2 ,
Zn(OH)3 e Zn(OH)4 (BIAN et al. 2011).
Comparando percentualmente a lixiviação de Zn2+ das placas de latão após a
imobilização de ZnO (LC com ZnO-LC) é possível perceber uma redução por lixiviação de
66

Zn2+, em torno de 12,62% em meio ácido, 33,44% em meio neutro e 34,91% em meio básico .
A formação dos filmes de ZnO nas placas de latão calcinado por washcoating, possivelmente
diminuiu o ataque por lixiviação, haja vista que a concentração de ZnO nessas placas é maior
(40 mg) e as mesmas sofreram menos lixiviação. Aparentemente, as NPs de ZnO são menos
suscetíveis a lixiviação do que agulhas de ZnO formadas sobre o substrato após a calcinação.
Por outro lado, o aumento da alcalinidade nos fotocatalisadores suportados com NPs de ZnO
está relacionado a uma menor lixiviação, e consequentemente, isso reflete no processo de
fotocatálise, onde são observadas descoloração quase completa.
De forma geral o pH ácido ocasionou em maiores perdas de Zn2+ para a solução de
corante durante a reação, devido a rápida dissolução de ZnO em meio ácido (AVRAMESCU
et al. 2017). Por outro lado, o aumento de pH levou a menores taxas de lixiviação de metais
nas placas e apresentou colorações de intensidade mais suave após as reações fotocatalíticas.
Diante dos resultados, é perceptível a necessidade de realizar os tratamentos de
calcinação, imobilização com ZnO e impregnação com NPs de Ag na superfície do latão.
Estes três processos reduzem a lixiviação de metais para a solução de corante, reduzem a
formação de novos compostos e intensificam a atividade fotocatalítica.

4.2.3 Efeito da concentração inicial de corante

Foi estudada a degradação do corante RB5 nas concentrações iniciais de corante RB5
de 25, 40 e 55 mg.L-1 , em pH 7 e sob fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB). Os espectros
de absorção do corante ao longo do tempo estão disponíveis no Apêndice C e as Figuras 22
a), 22 b) e 22 c) mostram a fotodegradação do RB5 em cada concentração estudada.
67

Figura 22 – a) Fotodegradação do RB5 em 180 min de reação fotocatalítica, em pH=7 e em


fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB) para: a) Concentração inicial de 25 mg.L-1 , b) Concentração
inicial de 40 mg.L-1 e c) Concentração inicial de 55 mg.L-1 .

Fonte: O autor (2021).

Os resultados das Figuras 22 a), 22 b) e 22 c) mostram que o sistema imobilizado Ag-


ZnO-Latão é capaz de promover a parcialmente a degradação do corante RB5 nas três
concentrações estudadas. O aumento da concentração inicial de corante proporcionou menor
68

degradação (%) do RB5 em todos os λ avaliados. A Tabela 12 resume a degradação após


reação em cada concentração de corante estudada.
Tabela 12 – Efeito da concentração inicial de RB5 na degradação fotocatalítica, 180 min de reação,
pH=7 e fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB).
Degradação (%) do RB5 em cada λ
Concentração inicial de 229 nm 258 nm 313 nm 392 nm 598 nm
RB5 (mg.L-1 )
25 54,1 53,7 67,9 70,7 96,0
40 44,8 47,1 60,2 60,8 77,4
55 29,3 31,6 43,7 42,0 58,0
Fonte: O autor (2021).

A Tabela 12 mostra que o aumento da concentração inicial de RB5 proporcionou


percentuais menores de degradação, essa redução é mais intensa após o aumento de
concentração inicial de 40 para 55 mg.L-1 .
El-Bindary, Ismail e Eladl (2019) estudaram o efeito da concentração inicial do
corante azul reativo 21 variando a concentração inicial de 10 a 80 mg.L-1 , por meio de
fotocatálise foi usado catalisador ancorado com 3% NPs de Ag em ZnO em 30 minutos de
radiação UV. Os autores notaram altas taxas de degradação (80%) quando a concentração de
corante aumentou até 40 mg.L-1 , acima dessa concentração a degradação caiu
consideravelmente. Altas concentrações de corantes prejudicam a ativação do catalisador,
visto que menos fótons atingem a superfície do catalisador e consequentemente a geração de
radicais hidroxila e a atividade fotocatalítica são prejudicadas (ASHEBIR et al. 2018).
Para efeito de comparação entre outras variáveis, bem como a continuação da
pesquisa, a concentração inicial de corante RB5 de 25 mg.L-1 foi a fixada para os estudos
subsequentes.

4.2.4 Efeito da fonte de radiação

O efeito das fontes de radiação Sunlight (UVA/UVB), visível, solar e sob a ausência
de catalisador (fotólise da lâmpada Sunlight) foi estudado para compreender o comportamento
fotocatalítico das NPs de Ag juntamente com o ZnO nas diferentes regiões do espectro
eletromagnético. A Figura 23 dispõe de todos os espectros de absorção do RB5 dos ensaios
realizados.
69

Figura 23 – Espectros de absorção das diferentes fontes de radiação estudadas a) Sunlight


(UVA/UVB), b) Visível, c) Solar, d) Fotólise, sob 180 min de ração fotocatalítica, concentração inicial
de RB5 de 25 mg.L-1 de reação e pH = 7.

Fonte: O autor (2021).

Os espectros mostrados na Figura 23, indicam que a redução da intensidade da


absorbância dos λ característicos do RB5 seguiram a ordem Fotólise < Visível < Solar <
Sunlight. A Tabela 13 informa sobre o percentual de degradação do corante RB5 obtido por
cada fonte de radiação estudada. Os resultados das fontes visível, solar e fotólise estão
disponíveis tanto no resultado de degradação quantificado, como no percentual de
proximidade aos resultados da fonte Sunlight (resultado representado entre parênteses).
70

Tabela 13 – Percentual de degradação em função da fonte de radiação.


Degradação (%) do RB5 em cada λ
Fonte 229 nm 258 nm 313 nm 392 nm 598 nm
Sunlight 74,9 82,7 92,1 91,2 95,7
(UVA/UVB)
Visível 9,5 (12,7) 8,8 (10,6) 2,2 (2,4) 11,2 (12,3) 13,5 (14,1)

Solar natural 24,5 (32,7) 32,6 (39,4) 55,2 (59,9) 55,9 (61,2) 88,8 (92,8)

Fotólise 3,67 (4,9) 6,6 (7,9) 5,6 (6,0) 12,7 (13,9) 9,5 (9,9)
(Sunlight)
( ) = valor relativo a degradação da fonte Sunlight.

Fonte: O autor (2021).

A Tabela 13 exibe que a fonte que proporcionou a degradação da molécula do RB5 de


forma mais eficiente foi a Sunlight (UVA/UVB), onde constatou-se degradações de 74,9%,
82,7%, 92,1%, 91,2% e 95,7% para os λ = 229, 258, 313, 392 e 598 nm, respectivamente. O
segundo melhor resultado de degradação foi sob a fonte de luz solar, com degradação
eficiente em λ = 313, 392 e 598 nm e baixa remoção em λ = 229 nm e 258 nm. É verificada
baixa degradação em todos os λ sob fonte de luz visível, principalmente em relação aos
componentes em λ = 313, 392 nm, o resultado de degradação desses grupos foram menores
que sob fotólise, dessa forma é possível afirmar estes compostos não são degradados pela
fonte visível. O ensaio de fotólise apresentou os menores resultados de degradação do RB5
com redução da ligação azo de apenas 9,5%.
O espectro de radiação eletromagnética solar é dividido em 5% de radiação
ultravioleta (UVA, UVB e UVC), 39% de radiação visível e 56% de radiação infra-vermelho
(BALOGH et al. 2011). As NPs de ZnO e de Ag são ativados em regiões diferentes do
espectro, o ZnO na região do ultravioleta, entre as frações UVA/UVB, já as NPs de Ag são
ativadas entre parte do espectro UVA e a região do visível, Figura 24. Dessa maneira, o
comportamento fotocatalítico das diferentes fontes estudadas é decorrente da forma que o
fotocatalisador é ativado.
71

Figura 24 – Espectro eletromagnético solar (adaptado).

Fonte: O autor (2021).

Primeiramente, a fonte de radiação UVC não foi estudada nessa seção porque o
princípio da radiação eletromagnética diz que a energia de um fóton é proporcional a
frequência, ou seja, altas frequências estão relacionadas a pequenos λ, que proporcionam em
ondas de maior energia (EMERY; CAMPS, 2017). A região do espectro UVC, mesmo com
bastante energia, não ativa nem o ZnO nem as NPs de Ag (Figura 24), então não é esperado
que este tipo de fonte consiga quebrar a estrutura molecular do RB5 por fotocatálise
heterogênea. Como já mencionado, dentre as fontes estudadas, a fonte sunlight (UVA/UVB)
foi a fonte que proporcionou maior degradação em todos os λ do corante RB5. Este resultado
foi devido a influência das NPs de ZnO que são ativadas nas regiões UVA e UVB alcançando
ativação entre 300 nm a 380 nm (MRIDHA; BASAK, 2007; BALCHA; YADAVDEY, 2016)
e pela contribuição sinérgica das NPs de Ag que têm parcela de ativação na região UVA entre
390 a 400 nm, como mostrado na Figura 24.
A fonte solar foi a segunda fonte de maior degradação do corante têxtil, esse resultado
foi bastante promissor pois mesmo realizando essa reação entre 10:30 e 13:30, buscando
máxima intensidade de radiação, a condição meteorológica estava sob clima nublado, que
diminui a incidência de fótons durante a reação. Condições climáticas de maior exposição dos
raios solares, pode proporcionar contribuição máxima da ativação das NPs de Ag na região do
visível combinada coma ativação do ZnO nas regiões UVA e UVB (Figura 24), aumentando a
taxa das reações de oxidação e consequentemente proporcionando maior eficiência
fotocatalítica.
A fonte de radiação visível apresentou baixa remoção do composto orgânico quando
comparada com as fontes sunlight (UVA/UVB) e solar. O espectro da lâmpada visível
utilizada nesse estudo (disponível nos anexos) apresenta intensidade luminosa entre 400 a 700
nm, com pico de maior intensidade em λ ≅ 440 nm. Já outros trabalhos da literatura (YANG
et al. 2016; ZIASHAHABI et al. 2019, NAHAR et al. 2019; LI et al. 2020) ao estudarem o
efeito da fonte visível, utilizaram lâmpada de xenônio que possui contribuição mútua das
72

regiões UVA/UVB e visível. Conforme mostrado na Figura 24, como o ZnO é ativado na
região ultravioleta e as NPs de Ag são ativadas com maior intensidade na região do visível, os
trabalhos que usaram a lâmpada de xenônio, tiveram ativação máxima do fotocatalisador
Ag/ZnO, justificando o alto percentual de degradação de poluentes. Já a lâmpada visível
utilizada neste trabalho ativou apenas as NPs de Ag isoladamente, justificando o resultado
encontrado, pois não aconteceu efeito sinérgico entre as NPs de Ag e o ZnO durante a
fotocatálise sob essa fonte.
O resultado da fonte visível também corrobora com os resultados de caracterização das
NPs de Ag por espectrofotometria ultravioleta-visível (Seção [Link]), foi verificado que as
NPs de Ag sintetizadas apresentam banda plasmônica de absorção em 397 ± 5 nm, ou seja, as
NPs de Ag sintetizadas são ativadas no começo do espectro visível (Figura 24), as mesmas
contribuem para a degradação do corante RB5 e a ativação combinada das regiões ultravioleta
e visível podem degradar corantes com alta eficiência.
Saoud e colaboradores (2018) compararam o efeito das fontes UV e visível na
degradação do corante azul de metileno usando o catalisador Ag-ZnO. Os autores
identificaram que sob radiação UV a taxa de degradação do corante era três vezes mais rápida
do que sob luz visível. Hua-Yi Wu e colaboradores (2016) também encontraram resultados
semelhantes ao comparar as fontes UV e visível na degradação do mesmo corante, a reação
com catalisador Ag-ZnO sob fonte UV foi 55% mais rápida que sob fonte visível. Os
resultados dos trabalhos citados corroboram com os resultados encontrados no presente
estudo, visto que fotocatalisadores a base NPs de Ag e ZnO apresentam atividade
fotocatalítica sob ambas as fontes, porém sob luz visível apresentam menores taxas de
degradação de corante.
A fotólise não apresentou degradação significativa do RB5 e, consequentemente, o
corante RB5 não é degradado apenas sob fonte de radiação, é indispensável a presença do
catalisador Ag-ZnO-Latão para proporcionar em bons resultados de degradação do
contaminante. Esse resultado já era esperado e está de acordo com a literatura
(ABDELSAMAD et al. 2018; SANTOS et al. 2019; PASCARIU et al. 2020).
Para efeito de comparação entre as fontes estudadas, foram medidas a intensidade de
geração de fótons por meio de radiômetros. A intensidade de fótons emitidas no estudo das
fontes solar, sunlight e visível foram comparadas na Figura 25.
73

Figura 25 – Comparação de fótons gerados sob as radiações Sunlight, Visível, Solar (fração
UVA/UVB) e Solar (fração visível).

Fonte: O autor (2021).

A Figura 25 mostra que a intensidade de fótons gerados foi crescente na seguinte


ordem: Sol (fração UVA/UVB) < lâmpada Sunlight < Sol (fração visível) < lâmpada visível,
com incidência média para cada fonte de 0,3077 [Link]-2 < 0,7835 [Link]-2 < 1,2176
[Link]-2 < 1,8356 [Link]-2 . O sol em ambas as frações do espectro medidas, ultravioleta e
visível, obteve menor incidência de fótons do que as fontes artificiais sunlight e visível.
Oliveira e colaboradores (2020) realizou reação de degradação fotocatalítica de RB5 no
mesmo tempo de exposição solar (3 horas), durante o mesmo horário (10:30 às 13:30) e
obteve maior incidência de fótons 0,419 [Link]-2 para fração UVA/UVB. Esse resultado
reforça a afirmação que diante de melhores condições climáticas uma incidência maior de
fótons podem ser obtidos e consequentemente podem levar a maiores resultados de
degradação de corante sob fonte solar.
Diante dos resultados discutidos, a fonte de radiação sunlight (UVA/UVB) foi fixada
para estudos das demais variáveis: efeito do tipo corante, reúso do catalisador e estudo
cinético. Vale salientar que, apesar dos resultados da radiação solar serem promissores, há
uma necessidade de estudar os demais parâmetros sem interferência de outras variáveis como
é o caso da intensidade da radiação em dias ensolarados e nublados.
74

4.2.5 Efeito do tipo de corante

Efluentes têxteis possuem em sua composição uma ampla mistura de corantes variante
com a escala de produção na indústria (YASEEN; SCHOLZ, 2019). Diversos corantes têxteis
têm sido degradados com eficiência a partir do uso do catalisador Ag-ZnO, dentre eles já
foram estudados os corantes reativos laranja 122, vermelho 195 e amarelo 145
(ABDELSAMAD et al. 2018); laranja de metila, azul de metileno e rodamina B (BAI et al.
2019) e azul direto 15 (EBRAHIMI et al. 2019). Para comprovar a eficiência fotocatalítica do
catalisador Ag-ZnO-Latão na remoção de corantes têxteis, foram estudadas as degradações do
corante Reactive Black 5 a degradação do corante vermelho direto 83 (conhecido
comercialmente de rubinol aracqcel SFRGN). A avaliação do tratamento dos corantes foi
verificada pela quebra da ligação azo de cada estrutura (λ = 598 nm no RB5 e λ = 526 nm no
vermelho direto 83). As propriedades dos dois corantes utilizados estão disponíveis na Tabela
14.

Tabela 14- Propriedades dos corantes RB5 e vermelho direto 83.


Propriedades dos corantes estudados
Reactive Black 5 Vermelho direto 83
Estrutura molecular Estrutura molecular

Peso molecular 991,8 [Link]-1 Peso molecular 1115,8 [Link]-1

Fórmula molecular Fórmula molecular


C26 H21 N5 Na4 O19 S6 C33 H16 Cu2 N6 Na4 O17 S4
Fonte: PubChem, (2021)
75

Os resultados para ambos os corantes e os espectros de absorção de cada um deles


estão disponibilizados na Figura 26.
Figura 26 – a) Efeito do tipo de corante, b) Espectros de absorção do RB5 e c) Espectros de absorção
do vermelho direto 83, 180 min de reação fotocatalítica, corantes em pH neutro, concentração 25
mg.L-1 e fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB).

Fonte: O autor (2021).


76

A partir dos resultados da Figura 26 é possível perceber que mesmo diante de


diferentes corantes, o catalisador Ag-ZnO-Latão teve alta eficiência na degradação de ambos
os compostos orgânicos 95,71% para o RB5 e 92,67% para o vermelho direto 87, os corantes
também apresentaram o mesmo comportamento de fotodegradação. A Figura 27 mostra a
comparação de descoloração dos corantes vermelho direto 83 e do RB5 antes e após a reação
fotocatalítica.
Figura 27 – Comparação da coloração das soluções antes e após reação fotocatalítica dos corantes a)
corante vermelho direto 83 e b) Reactive Black 5, sob concentração de inicial de corante 25 mg.L-1 , pH
7, fonte Sunlight (UVA/UVB) por 180 min de reação fotocatalítica.

Fonte: O autor (2021).

A Figura 27 mostrou qualitativamente a degradação das soluções de corantes RB5 e


vermelho direto 83. Foi possível perceber que após 180 min de reação, ambos os corantes
pós-tratamento adquiriram solução hialina. Dessa forma o catalisador Ag-ZnO-latão parece
ser promissor na fotodegradação de diferentes tipos de soluções de corantes têxteis.
77

4.3 TESTE DE REÚSO

A avaliação de reúso de fotocatalisadores tem como principal finalidade verificar se


novos materiais sintetizados podem ser reutilizados sem perda de eficiência fotocatalítica.
Desta forma, reduzindo os custos de produção e tornando uma aplicação viável
economicamente e sem prejuízos ao meio ambiente. Sendo assim, foi avaliada a estabilidade
fotocatalítica do catalisador Ag-ZnO-Latão ao longo de 5 ciclos de reúso conforme mostra a
Figura 28.

Figura 28 – Ciclos de reúso do fotocatalisador Ag-ZnO-Latão na degradação do RB5 ao longo de 180


min de reação fotocatalítica, pH = 7, concentração inicial de corante 25 mg.L-1 sob radiação sunlight.

Fonte: O autor (2021).

Conforme pode ser observado na Figura 28, após 5 ciclos de reúso o fotocatalisador
Ag-ZnO-Latão diminui sua atividade fotocatalítica em apenas 4,9%, se mostrando estável em
manter alta atividade fotocatalítica durante este período. Por outro lado, sabe-se que seriam
necessário teste por um período de tempo e ciclos visando uma aplicação industrial.
Catalisadores compostos apenas de ZnO apresentam a cada ciclo de uso perdas de
Zn2+ para o meio reacional, o que provoca em redução expressiva de eficiência catalítica após
cada uso. Muthulingam e colaboradores (2015) quantificaram a perda de 30% de atividade
catalítica na degradação do corante verde de malaquita após 3 ciclos de reúso de ZnO puro.
Oliveira (2020) obteve perda da atividade catalítica do fotocatalisador latão calcinado em
45% após cinco ciclos de reúso de degradação do RB5. A adição de NPs de Ag ao ZnO
confere novas propriedades ao catalisador, a Ag tem efeito inibitório contra a corrosão
78

seletiva permitindo uso contínuo do fotocatalisador, sem perdas expressivas de


fotodegradação (MA et al. 2017).
Shi e colaboradores (2020) perceberam que após 10 ciclos de reúso do catalisador Ag-
ZnO a degradação do corante laranja de metila se manteve constante. Outros trabalhos
também verificaram que após diversos ciclos de reúso o fotocatalisador Ag-ZnO manteve alta
remoção de corantes (JARAMILLO-PÁEZ et al. 2017; CHOUDHARY et al. 2019; SAED et
al. 2020; RAJI; SIBI; GOPCHANDRAN, 2018; KADAM et al. 2018). Assim,
fotocatalisadores a base de NPs de Ag e ZnO podem ser aplicados em fotocatálise por vários
ciclos no tratamento de corantes têxteis.

4.4 ESTUDO CINÉTICO

A melhor condição de degradação do RB5 estudada ao longo deste trabalho usando o


fotocatalisador Ag-ZnO-Latão foi sob pH 7, concentração inicial de corante 25 mg.L-1 , fonte
sunlight (UVA/UVB). A cinética de Langmuir-Hinshelwood foi utilizada na comparação do
ajuste cinético da melhor condição de degradação do RB5 (usando NPs de Ag e ZnO) com o
uso apenas de ZnO imobilizado, (Figura 29).
Figura 29 – Cinética de degradação do RB5 sob os fotocatalisadores Ag-ZnO-LC e ZnO-LC.

Fonte: O autor (2021).

Diante do que foi mostrado na Figura 29, ambos os conjuntos de dados se ajustaram
bem ao modelo de L-H, o sistema Ag-ZnO-LC teve coeficiente de regressão linear (R2 ) de
97,3% e o ZnO-LC teve 97,6%. A cinética de degradação do RB5 ao usar o sistema Ag-ZnO-
LC foi levemente mais rápida do que usando o sistema ZnO-LC, onde foi obtido k = 0,0105
79

min-1 para ZnO-LC e k = 0,0185 min-1 para o uso de Ag-ZnO-LC, a adição de NPs de Ag
aumentou a taxa de degradação do corante em 76,2%.
Os resultados encontrados neste estudo corroboram com a literatura, a Tabela 15
mostra os resultados de velocidade de degradação de corantes ao utilizar ZnO e após
adicionar NPs de Ag aos fotocatalisadores.

Tabela 15 – Comparação da velocidade de degradação de corantes sob ZnO e Ag-ZnO.


Autor/Ano Corante Velocidade de degradação k
Este trabalho, (2021) Reactive Black 5 ZnO 0,0105 min−1
Ag-ZnO 0,0185 min−1
Rajbongshi et al. (2014) Azul de metila ZnO 0,0026 min−1

Ag-ZnO 0,0014 min−1

Xin et al. (2018) Rodamina B ZnO 0,0074 min−1

Ag/ZnO 0,1714 min−1

Liu et al. (2019) Vermelho congo ZnO 0,0050 min−1

Ag-ZnO 0,0211 min−1

El-Bindary et al. (2019) Amarelo ácido 99 ZnO 0,0033 min−1

Ag-ZnO 0,0023 min−1

Mendoza-Mendoza et al. Azul de metileno ZnO 0,0168 min−1


(2018) Ag-ZnO 0,0291 min−1

Yang et al. (2018) Rodamina B ZnO 0,1540 min−1

Ag-ZnO 0,2410 min−1

Fonte: Autor, (2021).

A Tabela 15 mostrou que nos diferentes trabalhos, os fotocatalisadores compostos de


Ag/ZnO apresentam maior velocidade de degradação de corantes que o uso apenas de ZnO,
devido ao sinergismo entre as NPs de Ag e o ZnO.
80

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As considerações finais mais relevantes desse trabalho estão descritas na conclusão e o


que não pode ser explorado é proposto em trabalhos futuros.

5.1 CONCLUSÃO

As NPs de Ag foram sintetizadas com sucesso sobre a superfície do latão e as mesmas


possuem formato esférico. As caracterizações por DRX identificaram a formação de ZnO e de
Cu2 O após o tratamento térmico. Esta técnica classificou o ZnO como hexagonal wurzite e o
Cu2 O de estrutura cúbica de face centrada.
A síntese de fotocatalisadores mostrou que o melhor resultado desse estudo foi sob
0,25 mM de NPs de Ag, sob ativação prévia na fonte UV e sem a necessidade de calcinar
após a impregnação. O resultado do estudo das variáveis de fotodegradação mostrou que a
melhor condição de fotodegradação do RB5 foi sob pH neutro, em concentração inicial de 25
mg.L-1 e sob a fonte de radiação Sunlight (UVA/UVB). O teste de reúso indicou alta
estabilidade do fotocatalisador Ag-ZnO-Latão após 5 ciclos de reúso, com perda de menos de
5% de eficiência fotocatalítica. Já o estudo cinético apresentou correlação de 97% tanto do
uso do catalisador Ag-ZnO-Latão como ZnO-Latão ao modelo de L-H. A adição de NPs de
Ag elevou a taxa de degradação do RB5 em 76,2%.
O estudo de diferentes variáveis ao longo desse trabalho possibilitou uma melhor
compreensão do comportamento fotocatalítico das NPs de Ag sobre os óxidos de zinco
mesmo diante de uma baixa concentração de NPs de Ag. A sinergia entre as NPs de Ag e o
ZnO minimizaram os processos de fotocorrosão e recombinação do par elétron-lacuna, e
consequentemente, proporcionou uma degradação de corante mais rápida e mais eficiente.

5.2 SUGESTÃO DE TRABALHOS FUTUROS

Para trabalhos futuros sugere-se:


 Caracterizar os sistemas sintetizados pelas técnicas: DRX em ângulo rasante, MEV-
EDS e DRS.
 Estudar a degradação de corantes sob mistura de soluções.
 Realizar a fotólise na fonte visível e solar;
 Comparar o reúso do fotocatalisador ZnO-LC com o Ag-ZnO-LC.
81

 Avaliar o fotocatalisador Ag-ZnO-LC por mais ciclos.


82

REFERÊNCIAS

ABDEL MESSIH, M. F., AHMED, M. A., SOLTAN, A., ANIS, S. S. (2019). Synthesis and
characterization of novel Ag/ZnO nanoparticles for photocatalytic degradation of methylene
blue under UV and solar irradiation. Journal of Physics and Chemistry of Solids, 135(July),
109086. [Link]

ABDELSAMAD, A. M. A., GAD-ALLAH, T. A., MAHMOUD, F. A., BADAWY, M. I.


(2018a). Enhanced photocatalytic degradation of textile wastewater using Ag/ZnO thin films.
Journal of Water Process Engineering, 25(April), 88–95.
[Link]

ABDULLAH, K., AWAD, S., ZARAKET, J., & SALAME, C. (2017). Synthesis of ZnO
Nanopowders by Using Sol-Gel and Studying Their Structural and Electrical Properties at
Different Temperature. Energy Procedia, 119, 565–570.
[Link]

ABEBE, B., MURTHY, H. C. A., AMARE, E. (2020). Enhancing the photocatalytic


efficiency of ZnO: Defects, heterojunction, and optimization. Environmental
Nanotechnology, Monitoring and Management, 14, 100336.
[Link]

ABIT. Perfil do Setor: Dados gerais do setor referentes a 2017. Publicado em 2017.
Disponível em: <[Link] Acesso em 10/08/2019.

ABREU, M. C. S. et al. Social and environmental strategic conduct profile: Studies of


Northeast Brazil textile industry. Gestao e Producao, v. 15, n. 1, p. 159–172, 2008.
AISSANI, T., YAHIAOUI, I., BOUDRAHEM, F., YAHIA CHERIF, L., FOURCAD, F.,
AMRANE, A., AISSANI-BENISSAD, F. (2020). Sulfamethazine degradation by
heterogeneous photocatalysis with ZnO immobilized on a glass plate using the heat
attachment method and its impact on the biodegradability. Reaction Kinetics, Mechanisms
and Catalysis, 131(1), 471–487. [Link]

ANA. (2015). Diretor Da ANA: Crise Hídrica de 2015 é Mais Grave Que a de 2014.
Fonte: Agência Câmara de Notícias. [Link]
ana-crise-hidrica-de-2015-e-mais- grave-que-a-de-2014/

ANA (2017). Quase metade dos municípios decretou emergência ou calamidade de 2003
a 2016. [Link] metade-dos-municipios-
decretou-emergencia-ou-calamidade-de-2003-a-2016

ANGELINA, J. T. T., NARAYANI, R., GANESAN, S., PANICKER, T. M. R.,


JAGADEESAN, K. (2019). In vitro haemocompatibility and cytocompatibility evaluation of
silver thin film-deposited heart valve prosthesis material. Materials Technology, 34(8), 471–
479. [Link]

ARAUJO; K. S.; ANTONELLI; R.; GAYDECZKA; B.; GRANADO; A. C.; MALPASS;


G.R.P. Processos oxidativos avançados: uma revisão de fundamentos e aplicações no
83

tratamento de águas residuais urbanas e efluentes industriais. Ambiente Água - An


Interdisciplinary Journal of Applied Science, vol. 11, n. 2. Taubaté, 2016.

ASHEBIR, M. E., TESFAMARIAM, G. M., NIGUSSIE, G. Y., GEBREAB, T. W. (2018).


Structural, optical, and photocatalytic activities of Ag-Doped and Mn-Doped ZnO
Nanoparticles. Journal of Nanomaterials, 2018. [Link]

AUGUSTO, L. G. DA S., GURGEL, I. G. D., CÂMARA NETO, H. F., DE MELO, C. H.,


COSTA, A. M. (2012). [The global and national context regarding the challenges involved in
ensuring adequate access to water for human consumption]. Ciencia Saude Coletiva, 17(6),
1511–1522.

AVRAMESCU, M. L., RASMUSSEN, P. E., CHÉNIER, M., GARDNER, H. D. (2017).


Influence of pH, particle size and crystal form on dissolution behaviour of engineered
nanomaterials. Environmental Science and Pollution Research, 24(2), 1553–1564.
[Link]

BACCARO, A. L. B., GUTZ, I. G. R. (2018). FOTOELETROCATÁLISE EM


SEMICONDUTORES: DOS PRINCÍPIOS BÁSICOS ATÉ SUA CONFORMAÇÃO À
NANOESCALA. Química Nova, 41(3), 326–339.

BALOGH, T. S., VELASCO, M. V. R., PEDRIALI, C. A., KANEKO, T. M., BABY, A. R.


(2011). Ultraviolet radiation protection: Current available resources in photoprotection. Anais
Brasileiros de Dermatologia, 86(4), 732–742. [Link]
05962011000400016

BASNET, P., SAMANTA, D., INAKHUNBI CHANU, T., MUKHERJEE, J., &
CHATTERJEE, S. (2019). Assessment of synthesis approaches for tuning the photocatalytic
property of ZnO nanoparticles. SN Applied Sciences, 1(6), 1–13.
[Link]

BEATON, G. C., BOTTOMLEY, A. J., PREZGOT, D., IANOUL, A., STAMPLECOSKIE,


K. G. (2020). Shape control of silver nanoparticles and their stability on Al2O3. Journal of
Materials Chemistry C, 8(31), 10755–10760. [Link]

BEN AMEUR, S., BELHADJLTAIEF, H., DUPONCHEL, B., LEROY, G., AMLOUK, M.,
GUERMAZI, H., GUERMAZI, S. (2019). Enhanced photocatalytic activity against crystal
violet dye of Co and In doped ZnO thin films grown on PEI flexible substrate under UV and
sunlight irradiations. Heliyon, 5(6), e01912. [Link]

BHATTI, M. A., SHAH, A. A., ALMANI, K. F., TAHIRA, A., CHALANGAR, S. E.,
CHANDIO, A. DAD, NUR, O., WILLANDER, M., IBUPOTO, Z. H. (2019). Efficient photo
catalysts based on silver doped ZnO nanorods for the photo degradation of methyl orange.
Ceramics International, 45(17), 23289–23297.
[Link]

BIAN, S. W., MUDUNKOTUWA, I. A., RUPASINGHE, T., GRASSIAN, V. H. (2011).


Aggregation and dissolution of 4 nm ZnO nanoparticles in aqueous environments: Influence
of pH, ionic strength, size, and adsorption of humic acid. Langmuir, 27(10), 6059–6068.
[Link]
84

BOCZKAJ, G., FERNANDES, A. (2017). Wastewater treatment by means of advanced


oxidation processes at basic pH conditions: A review.

BORGES, S. S., XAVIER, L. P. S., SILVA, A. C. DA, AQUINO, S. F. DE. (2016).


Immobilized Titanium Dioxide (Tio 2 ) in Different Support Materials To Use in
Heterogeneous Photocatalysis . Química Nova, 39(7), 836–844.
[Link]

BRASIL, Resolução CONAMA n°357, de 17 de março de 2005. Classificação de águas,


doces, salobras e salinas do Território Nacional. Publicado no D.O.U. n°053, de 18 de março
de [Link], Resolução CONAMA n°430, de 13 de maio de 2011. Dispõe sobre as
condições e padrões de lançamento de efluentes e altera a Resolução no 357, de 17 de março
de 2005, publicado no DOU nº 92, de 16 de maio de 2011.

BRITO, N. N., MARINHO SILVA, V. B. (2012). Processo Oxidativo Avançado E Sua


Aplicação Ambiental. REEC - Revista Eletrônica de Engenharia Civil, 3(1), 36–47.
[Link]

CAMPBELL, J. The new metallurgy of cast metals Castings. Elsevier Science Ltd., 1991.
CAMPOS, V. M., BRITO, N. N. DE. (2014). Tratamento de Efluente Têxtil Utilizando
Coagulação/Floculação e Fenton. Revista de Química Industrial, 82, 11–17. 0370694X

CANTARELLA, M., DI MAURO, A., GULINO, A., SPITALERI, L., NICOTRA, G.,
PRIVITERA, V., IMPELLIZZERI, G. (2018). Selective photodegradation of paracetamol by
molecularly imprinted ZnO nanonuts. Applied Catalysis B: Environmental, 238, 509–517.
[Link]

CARVALHO, KARINA Q. DE; PASSIG, F. H.; KREUTZ, C. Tratamento de efluentes. 1.


ed. Campos Mourão, Paraná: 2011.

CATITA, L., JOLIMAITRE, E., QUOINEAUD, A. A., DELPOUX, O., PICHON, C.,
SCHWEITZER, J. M. (2021). Mathematical modeling and Magnetic Resonance Imaging
experimental study of the impregnation step: A new tool to optimize the preparation of
heterogeneous catalysts. Microporous and Mesoporous Materials, 312, 110756.
[Link]

CAVALCANTE, M. A; TAVOLARO, C. R.C. (2002).Efeito fotoelétrico. Física Na Escola,


3(1), 6.

CHAI, B., WANG, X., CHENG, S., ZHOU, H., ZHANG, F. (2014). One-pot
triethanolamine-assisted hydrothermal synthesis of Ag/ZnO heterostructure microspheres
with enhanced photocatalytic activity. Ceramics International, 40(1 PART A), 429–435.
[Link]

CHAUHAN, P. S., KANT, R., RAI, A., GUPTA, A., BHATTACHARYA, S. (2019). Facile
synthesis of ZnO/GO nanoflowers over Si substrate for improved photocatalytic
decolorization of MB dye and industrial wastewater under solar irradiation. Materials
Science in Semiconductor Processing, 89(August 2018), 6–17.
[Link]
85

CHELLI, V. R., GOLDER, A. K. (2018). Ag-doping on ZnO support mediated by bio-


analytes rich in ascorbic acid for photocatalytic degradation of dipyrone drug. Chemosphere,
208, 149–158. doi:10.1016/[Link].2018.05.158

CHEN, C. C. (2007). Degradation pathways of ethyl violet by photocatalytic reaction with


ZnO dispersions. Journal of Molecular Catalysis A: Chemical, 264(1–2), 82–92.
[Link]

CHEN, H., SUN, F., WANG, J., LI, W., QIAO, W., LING, L., LONG, D. (2013). Nitrogen
doping effects on the physical and chemical properties of mesoporous carbons. Journal of
Physical Chemistry C, 117(16), 8318–8328. [Link]

CHEN, L. T., LIAO, U. H., CHANG, J. W., LU, S. Y., TSAI, D. H. (2018). Aerosol-Based
Self-Assembly of a Ag-ZnO Hybrid Nanoparticle Cluster with Mechanistic Understanding for
Enhanced Photocatalysis. Langmuir, 34(17), 5030–5039.
[Link]

CHEN, X., WU, Z., LIU, D., GAO, Z. (2017). Preparation of ZnO Photocatalyst for the
Efficient and Rapid Photocatalytic Degradation of Azo Dyes. Nanoscale Research Letters,
12(1), 4–13. [Link]

CHOU, C.-M., CHANG, Y.-C., LIN, P.-S., LIU, F.-K. (2017). Growth of Cu-doped ZnO
nanowires or ZnO-CuO nanowires on the same brass foil with high performance
photocatalytic activity and stability. Materials Chemistry and Physics, 201, 18–25.
doi:10.1016/[Link].2017.08.023

CHOUDHARY, M. K., KATARIA, J., BHARDWAJ, V. K., SHARMA, S. (2019). Green


biomimetic preparation of efficient Ag-ZnO heterojunctions with excellent photocatalytic
performance under solar light irradiation: A novel biogenic-deposition-precipitation approach.
Nanoscale Advances, 1(3), 1035–1044. [Link]

CIRILO, J.A. Crise hídrica: desafios e superação. Revista USP, Sâo Paulo, nº 106,
jul./ago./set. 2015: 45-58.

CNI (2017). O setor têxtil e de confecção e os desafios da sustentabilidade. Associação


Brasileira Da Indústria Têxtil e de Confecção, 102.

COSTA, F. O., ALBUQUERQUE, J. S., SOUSA, B. V. DE, FEDERAL, U., GRANDE, D.


C. (2016). Comparação De Diferentes Técnicas De Incorporação Do Óxido De Cobalto Na
Peneira Molecular Sba-15. Congresso Brasileiro de Ciências Dos Materiais.

COSTA, G., CANGERANA, F. (2016). Estudo Do Processo Oxidativo Avançado Como Uma
Alternativa Tecnológica E Eficaz No Tratamento De. Revista Eletrônica de Tecnologia e
Cultura, 19, 63–84.

COSTA; J. L. Síntese e Aplicação de Sistemas Prata e Óxido De Zinco Sobre Placas de Latão
na Degradação de Corante Reactive Black 5. Trabalho de Conclusão do Curso de graduação
em Química Industrial, Departamento de Engenharia Química, Universidade Federal de
Pernambuco, 2020
86

DA FONSECA ARAUJO, F. V., YOKOYAMA, L., TEIXEIRA, L. A. C. (2006). Remoção


de cor em soluções de corantes reativos por oxidação com H 2O 2UV. Quimica Nova, 29(1),
11–14. [Link]

DANTAS, R. Pernambuco tem papel de destaque no setor têxtil. O estado registrou


faturamento de R$ 4,9 bilhões no ano passado e foram contabilizadas 2.561 empresas,
gerando mais de 24 mil empregos formais. Publicado em 2018. Disponível em:
<[Link]
[Link]>. Acesso 07/09/2019.

DERAZ, N. M. (2018). comparative jurisprudence of catalysts preparation methods: I.


precipitation and impregnation methods.’, J. Ind. Environ. Chem., vol. 2, no. 1, pp. 19–21,
[Link] comparative jurisprudence of catalysts preparation methods: I. precipitation and
impregnati. Journal of Industrial and Environmental Chemistry, 2(1), 19–21.

DIAS, F. F., OLIVEIRA, A. A. S., ARCANJO, A. P., MOURA, F. C. C., PACHECO, J. G.


A. (2016). Residue-based iron catalyst for the degradation of textile dye via heterogeneous
photo-Fenton. Applied Catalysis B: Environmental, 186, 136–142.
[Link]

DIAS, F. F. DA S. et al. Tratamento de efluente têxtil através de processo oxidativo avançado


(H2O2/TiO2/UV). Revista Geama, v. 4, n. 3, p. 4–9, 2018.
DILLEN, A. J., TERÖRDE, R. J. A. M., LENSVELD, D. J., GEUS, J. W., & DE JONG, K.
P. (2003). Synthesis of supported catalysts by impregnation and drying using aqueous
chelated metal complexes. Journal of Catalysis, 216(1-2), 257–264. doi:10.1016/s0021-
9517(02)00130-6.

DING, C., FU, K., PAN, Y., LIU, J., DENG, H., SHI, J. (2020). Comparison of Ag and Agi-
modified zno as heterogeneous photocatalysts for simulated sunlight driven photodegradation
of metronidazole. Catalysts, 10(9), 1–26. [Link]

DOZZI, M. V., SELLI, E. (2013). Doping TiO2 with p-block elements: Effects on
photocatalytic activity. Journal of Photochemistry and Photobiology C: Photochemistry
Reviews, 14(1), 13–28. [Link]

EBRAHIMI, R., HOSSIENZADEH, K., MALEKI, A., GHANBARI, R., REZAEE, R.,
SAFARI, M., SHAHMORADI, B., DARAEI, H., JAFARI, A., YETILMEZSOY, K.,
PUTTAIAH, S. H. (2019). Effects of doping zinc oxide nanoparticles with transition metals
(Ag, Cu, Mn) on photocatalytic degradation of Direct Blue 15 dye under UV and visible light
irradiation. Journal of Environmental Health Science and Engineering, 17(1), 479–492.
[Link]

EL-BINDARY, A. A., EL-MARSAFY, S. M., EL-MADDAH, A. A. (2019). Enhancement


of the photocatalytic activity of ZnO nanoparticles by silver doping for the degradation of
AY99 contaminants. Journal of Molecular Structure, 1191, 76–84.
[Link]

EMERY, W., CAMPS, A. (2017). Basic Electromagnetic Concepts and Applications to


Optical Sensors. Introduction to Satellite Remote Sensing, 43–83. doi:10.1016/b978-0-12-
809254-5.00002-6
87

ERSHOV, B. G., PANICH, N. M. (2018). Chemical and spectral behavior of nitric acid in
aqueous sulfuric acid solutions: Absorption spectrum and molar absorption coefficient of
nitronium ion. Spectrochimica Acta - Part A: Molecular and Biomolecular Spectroscopy,
188, 179–182. [Link]

ESKANDARI, S., DONG, A., DE CASTRO, L. T., AB RAHMAN, F. BIN, LIPP, J., BLOM,
D. A., REGALBUTO, J. R. (2019). Pushing the limits of electrostatic adsorption: charge
enhanced dry impregnation of SBA-15. Catalysis Today, 338(June), 60–71.
[Link]

ESKANDARI, S., LI, Y., F. TAO, F., REGALBUTO, J. R. (2019). The Use of Salts to
Control Silica Supported Pt Particle Size in Charge Enhanced Dry Impregnation Syntheses.
Catalysis Today, 334, 187–192. [Link]

ESPID, E., TAGHIPOUR, F. (2018). Facile Synthesis and UV-Activated Gas Sensing
Performance of Ag:ZnO Nano-Ellipsoids. ECS Journal of Solid State Science and
Technology, 7(7), Q3089–Q3093. [Link]

FLOREA, M., AVRAM, D., MARALOIU, V. A., COJOCARU, B., TISEANU, C. (2018).
Heavy doping of ceria by wet impregnation: A viable alternative to bulk doping approaches.
Nanoscale, 10(37), 18043–18054. [Link]

FREIRE, L. F. A., FORMIGA, W. J. F., LAGDEN, M. G., LUNA, F. L. A., ALVES, F. L.,
CORRÊA, M. A., SANTOS, M. A. G. (2018). Avaliação da adsorção de efluente têxtil por
compósitos de quitosana. Revista Processos Químicos.

GADGIL, D. J., SHETTY KODIALBAIL, V. (2020). Suspended and polycaprolactone


immobilized Ag @TiO2/polyaniline nanocomposites for water disinfection and endotoxin
degradation by visible and solar light- mediated photocatalysis. Environmental Science and
Pollution Research. [Link]

GARZA-CERVANTES, J. A., MENDIOLA-GARZA, G., DE MELO, E. M., DUGMORE, T.


I. J., MATHARU, A. S., MORONES-RAMIREZ, J. R. (2020). Antimicrobial activity of a
silver-microfibrillated cellulose biocomposite against susceptible and resistant bacteria.
Scientific Reports, 10(1), 1–7. [Link]

GAUTAM, P., KUMAR, S., LOKHANDWALA, S. (2019). Advanced oxidation processes


for treatment of leachate from hazardous waste landfill: A critical review. Journal of Cleaner
Production, 237, 117639. [Link]

GAVADE, N. L., KADAM, A. N., GAIKWAD, Y. B., DHANAVADE, M. J.,


GARADKAR, K. M. (2016). Decoration of biogenic AgNPs on template free ZnO nanorods
for sunlight driven photocatalytic detoxification of dyes and inhibition of bacteria. Journal of
Materials Science: Materials in Electronics, 27(10), 11080–11091.
[Link]

GEMEAY, A.; EL-HALWAGY, M. Immobilization Impact of Photocatalysts onto Graphene


Oxide. Graphene Oxide - Applications and Opportunities, 2018.
GEORGEKUTTY, R., SEERY, M. K., PILLAI, S. C. (2008). A highly efficient Ag-ZnO
photocatalyst: Synthesis, properties, and mechanism. Journal of Physical Chemistry C,
88

112(35), 13563–13570. [Link]

GOUDARZI, M., MOUSAVI-KAMAZANI, M., SALAVATI-NIASARI, M. (2017). Zinc


oxide nanoparticles: solvent-free synthesis, characterization and application as heterogeneous
nanocatalyst for photodegradation of dye from aqueous phase. Journal of Materials Science:
Materials in Electronics, 28(12), 8423–8428. [Link]

GNANASEKARAN, L., HEMAMALINI, R., SARAVANAN, R., RAVICHANDRAN, K.,


GRACIA, F., AGARWAL, S., GUPTA, V. K. (2017). Synthesis and characterization of
metal oxides (CeO2, CuO, NiO, Mn3O4, SnO2 and ZnO) nanoparticles as photo catalysts for
degradation of textile dyes. Journal of Photochemistry and Photobiology B: Biology,
173(May), 43–49. [Link]

GUNASEKAR, V., PONNUSAMI, V. (2015). Plasmonic photocatalysis and kinetics of


reactive dye degradation in aqueous solution using enzymatically synthesized Ag/ZnO.
Journal of Sol-Gel Science and Technology, 74(1), 84–93. [Link]
014-3580-5

GUO, Q., ZHOU, C., MA, Z., YANG, X. (2019). Fundamentals of TiO2 Photocatalysis:
Concepts, Mechanisms, and Challenges. Advanced Materials, 31(50), 1–26.
[Link]

GUPTA, R., ESWAR, N. K. R., MODAK, J. M., MADRAS, G. (2018). Ag and CuO
impregnated on Fe doped ZnO for bacterial inactivation under visible light. Catalysis Today,
300(April), 71–80. [Link]

GÜY, N., ÖZACAR, M. (2019). Ag/Ag2CrO4 nanoparticles modified on ZnO nanorods as


an efficient plasmonic photocatalyst under visible light. Journal of Photochemistry and
Photobiology A: Chemistry, 370, 1–11. [Link]

GNANASEKARAN, L., HEMAMALINI, R., SARAVANAN, R., RAVICHANDRAN, K.,


GRACIA, F., AGARWAL, S., GUPTA, V. K. (2017). Synthesis and characterization of
metal oxides (CeO2, CuO, NiO, Mn3O4, SnO2 and ZnO) nanoparticles as photo catalysts for
degradation of textile dyes. Journal of Photochemistry and Photobiology B: Biology,
173(May), 43–49. [Link]

HASHIGUCHI, K., KAMIYA, M., TANIMOTO, H. (2018). Visible-Light-Assisted Silver


Ion Reduction through Silver Diammine and Citrate Aggregation, and Silver Nanoparticle
Formation. MATERIALS TRANSACTIONS, 59(4), 648–655.
doi:10.2320/matertrans.m2017405.

HAYAT, H., MAHMOOD, Q., PERVEZ, A., BHATTI, Z. A., & BAIG, S. A. (2015).
Comparative decolorization of dyes in textile wastewater using biological and chemical
treatment. Separation and Purification Technology, 154, 149–153.
doi:10.1016/[Link].2015.09.025

HE, T., ZENG, X., RONG, S. (2020). The controllable synthesis of substitutional and
interstitial nitrogen-doped manganese dioxide: The effects of doping sites on enhancing the
catalytic activity. Journal of Materials Chemistry A, 8(17), 8383–8396.
[Link]
89

HE, Z., LIN, L., SONG, S., XIA, M., XU, L., YING, H., CHEN, J. (2008). Mineralization of
C.I. Reactive Blue 19 by ozonation combined with sonolysis: Performance optimization and
degradation mechanism. Separation and Purification Technology, 62(2), 376–381.
[Link]

HERRO, H. M., The nalco guide cooling water system failure analysis. Nalco chemical
company, 1993.

HINCE, N. H. (2018). Ultrasound-assisted advanced oxidation processes for water


decontamination. Ultrasonics Sonochemistry, 40, 97–103.
doi:10.1016/[Link].2017.04.009

HOFFMANN, M. R., MARTIN, S. T., CHOI, W., BAHNEMANN, D. W. (1995).


Environmental Applications of Semiconductor Photocatalysis. Chemical Reviews, 95(1), 69–
96. [Link]

HOU, Y., PU, S., SHI, Q., MANDAL, S., MA, H., XUE, S., CAI, G., BAI, Y. (2019).
Ultrasonic impregnation assisted in-situ photoreduction deposition synthesis of Ag/TiO2/rGO
ternary composites with synergistic enhanced photocatalytic activity. Journal of the Taiwan
Institute of Chemical Engineers, 104(xxxx), 139–150.
[Link]

HU, Y. M., LI, J. Y., CHEN, N. Y., CHEN, C. Y., HAN, T. C., YU, C. C. (2017). Effect of
sputtering power on crystallinity, intrinsic defects, and optical and electrical properties of Al-
doped ZnO transparent conducting thin films for optoelectronic devices. Journal of Applied
Physics, 121(8). [Link]

HTWE, Y. Z.., CHOW, W. S., SUDA, Y.,MARIATTI, M. (2019). Effect of Silver Nitrate
Concentration on the Production of Silver Nanoparticles by Green Method. Materials Today:
Proceedings, 17, 568–573. doi:10.1016/[Link].2019.06.336

INAGAKI, C. S., REIS, A. E. DA S., OLIVEIRA, N. M., PASCHOAL, V. H., MAZALI, Í.


O., ALFAYA, A. A. S. (2015). USE OF SiO 2 /TiO 2 NANOSTRUCTURED
COMPOSITES IN TEXTILE DYES AND THEIR PHOTODEGRADATION IN RESPONSE
TO NATURAL SUNLIGHT . Química Nova, 38(8), 1037–1043.
[Link]

JAFARIAN, S., TAVASOLI, A., NIKKHAH, H. (2019). Catalytic hydrotreating of pyro-oil


derived from green microalgae spirulina the (Arthrospira) plantensis over NiMo catalysts
impregnated over a novel hybrid support. International Journal of Hydrogen Energy,
44(36), 19855–19867. [Link]

JAMIL, A., BOKHARI, T. H., JAVED, T., MUSTAFA, R., SAJID, M., NOREEN, S.,
ZUBER, M., NAZIR, A., IQBAL, M., JILANI, M. I. (2019). Photocatalytic degradation of
disperse dye Violet-26 using TiO2 and ZnO nanomaterials and process variable optimization.
Journal of Materials Research and Technology, 9(1), 1119–1128.
[Link]

JANA, N. R., GEARHEART, L., MURPHY, C. J. (2001). Wet chemical synthesis of silver
nanorods and nanowires of controllable aspect ratio. Chemical Communications, 7, 617–
90

618. [Link]

JARAMILLO-PÁEZ, C., NAVÍO, J. A., HIDALGO, M. C. (2018). Silver-modified ZnO


highly UV-photoactive. Journal of Photochemistry and Photobiology A: Chemistry, 356,
112–122. [Link]

JIANG, X.; HERRICKS, T.; XIA, Y. CuO Nanowires Can Be Synthesized by Heating
Copper Substrates in Air. Nano Letters, v. 2, n. 12, 2002.

KADAM, A. N., BHOPATE, D. P., KONDALKAR, V. V., MAJHI, S. M., BATHULA, C.


D., TRAN, A. V., LEE, S. W. (2018). Facile synthesis of Ag-ZnO core–shell nanostructures
with enhanced photocatalytic activity. Journal of Industrial and Engineering Chemistry,
61, 78–86. [Link]

KALANTARI, K., MOSTAFAVI, E., AFIFI, A. M., IZADIYAN, Z., JAHANGIRIAN, H.,
RAFIEE-MOGHADDAM, R., WEBSTER, T. J. (2020). Wound dressings functionalized
with silver nanoparticles: Promises and pitfalls. Nanoscale, 12(4), 2268–2291.
[Link]

KAROSHI, G., KOLAR, P., SHAH, S. B., GILLESKIE, G. (2019). Valorization of Eggshell
Waste into Supported Copper Catalysts for Partial Oxidation of Methane. International
Journal of Environmental Research. doi:10.1007/s41742-019-00238-0
KHATAEE, A. et al. Sonocatalytic degradation of a textile dye over Gd-doped ZnO
nanoparticles synthesized through sonochemical process. Ultrasonics Sonochemistry, v. 23,
p. 219–230, 2015.

KHATAMI, M., HELI, H., JAHANI, P. M., AZIZI, H., & NOBRE, M. A. L. (2017).
Copper/copper oxide nanoparticles synthesis using Stachys lavandulifolia and its antibacterial
activity. IET Nanobiotechnology, 11(6), 709–713. [Link] nbt.2016.0189.

KHLYUSTOVA, A., SIROTKIN, N., KUSOVA, T., KRAEV, A., TITOV, V.,
AGAFONOV, A. (2020). Doped TiO 2 : the effect of doping elements on photocatalytic
activity . Materials Advances, 1(5), 1193–1201. [Link]

KIM, D. H., PARK, J. C., JEON, G. E., KIM, C. S., & SEO, J. H. (2017). Effect of the size
and shape of silver nanoparticles on bacterial growth and metabolism by monitoring optical
density and fluorescence intensity. Biotechnology and Bioprocess Engineering, 22(2), 210–
217. doi:10.1007/s12257-016-0641-3

KIM, H. J., YOON, Y. S., YANG, K. H., KWON, S. J. (2019). Durability and purification
performance of concrete impregnated with silicate and sprayed with photocatalytic TiO2.
Construction and Building Materials, 199, 106–114.
[Link]

KRISHNAN, P. D., BANAS, D., DURAI, R. D., KABANOV, D., HOSNEDLOVA, B.,
KEPINSKA, M., FERNANDEZ, C., RUTTKAY-NEDECKY, B., NGUYEN, H. V., FARID,
A., SOCHOR, J., NARAYANAN, V. H. B., KIZEK, R. (2020). Silver nanomaterials for
wound dressing applications. Pharmaceutics, 12(9), 1–27.
[Link]
91

KOOHESTANI, H., SADRNEZHAAD, S. K. (2015). Photocatalytic Activity of


Immobilized Geometries of TiO2. Journal of Materials Engineering and Performance,
24(7), 2757–2763. [Link]

KOPPALA, S., XIA, Y., ZHANG, L., PENG, J., CHEN, Z., XU, L. (2019). Hierarchical
ZnO/Ag nanocomposites for plasmon-enhanced visible- light photocatalytic performance.
Ceramics International, 45(12), 15116–15121.
[Link]

KOVÁČOVÁ M, DANEU N, TKÁČIKOVÁ Ľ, BÚREŠ R, DUTKOVÁ E, STAHORSKÝ


M, BUJŇÁKOVÁ ZL, BALÁŽ M. Sustainable One-Step Solid-State Synthesis of
Antibacterially Active Silver Nanoparticles Using Mechanochemistry. Nanomaterials
(Basel). 2020 Oct 25;10(11):2119. doi: 10.3390/nano10112119. PMID: 33113789; PMCID:
PMC7692266.

KUNZ, A., PERALTA-ZAMORA, P., DE MORAES, S. G., DURÁN, N. (2002). Novas


tendências no tratamento de efluentes têxteis. Quimica Nova, 25(1), 78–82.
[Link]

LACERDA, L. H. S. et al. Simulação da estrutura cristalina do material ZnO:N. São


Carlos, São Paulo: Embrapa, 2013.

LA SPINA, R., MEHN, D., FUMAGALLI, F., HOLLAND, M., RENIERO, F., ROSSI, F., &
GILLILAND, D. (2020). Synthesis of Citrate-Stabilized Silver Nanoparticles Modified by
Thermal and pH Preconditioned Tannic Acid. Nanomaterials, 10(10), 2031.
doi:10.3390/nano10102031.

LAIDER, K. J. Chemical Kinetics, 3rd Edition. University of Ottawa, 1987.


[Link]. [Link] - Lâmpada Ultravitalux UVA-UVB 220V 300W –
OSRAM. 2020. Disponível em <[Link]
fisioterapia/lampadaultravitalux-220v-300w->. Acesso em 23 jan. 2020.

LAN, Z., WANG, C., QU, J. (2019). In-situ growth of ZIF-8 nanocrystals to prepare cotton-
based composites with dye degradation and antibacterial abilities. Materials Research
Bulletin, 116, 40–43. [Link]

LAOHAPRAPANON, S., MATAHUM, J., TAYO, L., YOU, S. J. (2015). Photodegradation


of Reactive Black 5 in a ZnO/UV slurry membrane reactor. Journal of the Taiwan Institute
of Chemical Engineers, 49, 136–141. [Link]

LATHA, A., PARTHEEBAN, P., GANESAN, R. (2017). Treatment of textile wastewater by


electrochemical method. Water Research, 28(2), 277–282. [Link]
1354(94)90264-X

LEAL, T. W., LOURENÇO, L. A., BRANDÃO, H. DE L., DA SILVA, A., DE SOUZA, S.


M. A. G. U., DE SOUZA, A. A. U. (2018). Low-cost iron-doped catalyst for phenol
degradation by heterogeneous Fenton. Journal of Hazardous Materials, 359, 96–103.
[Link]

LEE, S. H., JUN, B. H. (2019). Silver nanoparticles: Synthesis and application for
92

nanomedicine. International Journal of Molecular Sciences, 20(4).


[Link]

LI, D., HANEDA, H. (2003). Morphologies of zinc oxide particles and their effects on
photocatalysis. Chemosphere, 51(2), 129–137. [Link]
6535(02)00787-7

LI, J. F., LIU, Y. C., CHOKKALINGAM, M., RUPA, E. J., MATHIYALAGAN, R., HURH,
J., AHN, J. C., PARK, J. K., YU PU, J., YANG, D. C. (2020). Phytosynthesis of silver
nanoparticles using rhizome extract of Alpinia officinarum and their photocatalytic removal
of dye under UV and visible light irradiation. Optik, 208(March), 164521.
[Link]

LIANG, Y., GUO, N., LI, L., LI, R., JI, G., GAN, S. (2016). Facile synthesis of Ag/ZnO
micro-flowers and their improved ultraviolet and visible light photocatalytic activity. New
Journal of Chemistry, 40(2), 1587–1594. [Link]

LIN, L., DAUTTA, M., HAJIAGHAJANI, A., ESCOBAR, A. R., TSENG, P., KHINE, M.
(2020). Paint-On Epidermal Electronics for On-Demand Sensors and Circuits. Advanced
Electronic Materials, 2000765, 1–8. [Link]

LIU, J. H., WANG, A. Q., CHI, Y. S., LIN, H. P., MOU, C. Y. (2004). Synergistic effect in
an Au-Ag alloy nanocatalyst: CO oxidation. Journal of Physical Chemistry B, 109(1), 40–
43. [Link]

LIU, D., DING, S., WU, C., GAN, W., WANG, C., CAO, D., REHMAN, Z. U., SANG, Y.,
CHEN, S., ZHENG, X., WANG, Y., GE, B., SONG, L. (2018). Synergistic effect of an
atomically dual-metal doped catalyst for highly efficient oxygen evolution. Journal of
Materials Chemistry A, 6(16), 6840–6846. [Link]

LIU, H., ZHONG, L., GOVINDARAJU, S., YUN, K. (2019). ZnO rod decorated with Ag
nanoparticles for enhanced photocatalytic degradation of methylene blue. Journal of Physics
and Chemistry of Solids,
129(December 2018), 46–53. [Link]

LIU, L., CORMA, A. (2018). Metal Catalysts for Heterogeneous Catalysis: From Single
Atoms to Nanoclusters and Nanoparticles. Chemical Reviews, 118(10), 4981–5079.
[Link]

LIU, Y., XU, C., ZHU, Z., LU, J., MANOHARI, A. G., SHI, Z. (2018). Self-assembled
ZnO/Ag hollow spheres for effective photocatalysis and bacteriostasis. Materials Research
Bulletin, 98, 64–69. [Link]

LÓPEZ-CALIXTO, C. G., CABRERA, S., PÉREZ-RUIZ, R., BARAWI, M., ALEMÁN, J.,
DE LA PEÑA O’SHEA, V. A., LIRAS, M. (2019). Conjugated porous polymer based on
BOPHY dyes as photocatalyst under visible light. Applied Catalysis B: Environmental,
258. [Link]

LÓPEZ CISNEROS, R.; GUTARRA ESPINOZA, A.; LITTER, M. I. Photodegradation of an


azo dye of the textile industry. Chemosphere, v. 48, n. 4, p. 393–399, 2002.
93

LÓPEZ, F. A., CEBRIANO, T., GARCÍA-DÍAZ, I., FERNÁNDEZ, P., RODRÍGUEZ, O.,
FERNÁNDEZ, A. L. (2017). Synthesis and microstructural properties of zinc oxide
nanoparticles prepared by selective leaching of zinc from spent alkaline batteries using
ammoniacal ammonium carbonate. Journal of Cleaner Production, 148(3), 795–803.
[Link]

LUO, F., ROY, A., SILVIOLI, L., CULLEN, D. A., ZITOLO, A., SOUGRATI, M. T.,
OGUZ, I. C., MINEVA, T., TESCHNER, D., WAGNER, S., WEN, J., DIONIGI, F.,
KRAMM, U. I., ROSSMEISL, J., JAOUEN, F., STRASSER, P. (2020). P-block single-
metal-site tin/nitrogen-doped carbon fuel cell cathode catalyst for oxygen reduction reaction.
Nature Materials, 19(11), 1215–1223. [Link]

MA, X., LI, H., LIU, T., DU, S., QIANG, Q., WANG, Y., YIN, S., SATO, T. (2017).
Comparison of photocatalytic reaction-induced selective corrosion with photocorrosion:
Impact on morphology and stability of Ag-ZnO. Applied Catalysis B: Environmental, 201,
348–358. [Link]

MADHUMITHA, G., FOWSIYA, J., GUPTA, N., KUMAR, A., & SINGH, M. (2019).
Green synthesis, characterization and antifungal and photocatalytic activity of Pithecellobium
dulce peel–mediated ZnO nanoparticles. Journal of Physics and Chemistry of Solids,
127(December 2018), 43–51. [Link]

MANASSERO, A., SATUF, M. L., ALFANO, O. M. (2017). Photocatalytic reactors with


suspended and immobilized TiO 2: Comparative efficiency evaluation. Chemical
Engineering Journal, 326, 29–36. doi:10.1016/[Link].2017.05.087

MARTINS, FERNANDA LISBOA. Remoção de 17α-etinilestradiol por meio de fotocatálise


em reator de leito fluidizado. 2017. 91 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Ambiental e
Sanitária) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2017.

MATAMOROS-AMBROCIO, M., DE LOURDES RUIZ-PERALTA, M., CHIGO-ANOTA,


E., GARCÍA-SERRANO, J., PÉREZ-CENTENO, A., SÁNCHEZ-CANTÚ, M., RUBIO-
ROSAS, E., ESCOBEDO-MORALES, A. (2018). A comparative study of gold impregnation
methods for obtaining metal/semiconductor nanophotocatalysts: Direct turkevich, inverse
turkevich, and progressive heating methods. Catalysts, 8(4).
[Link]

MAUČEC, D., ŠULIGOJ, A., RISTIĆ, A., DRAŽIĆ, G., PINTAR, A., TUŠAR, N. N.
(2018). Titania versus zinc oxide nanoparticles on mesoporous silica supports as
photocatalysts for removal of dyes from wastewater at neutral pH. Catalysis Today,
310(February), 32–41. [Link]

MENAZEA, A. A., MOSTAFA, A. M., & AL-ASHKAR, E. A. (2020). Effect of


nanostructured metal oxides (CdO, Al2O3, Cu2O) embedded in PVA via Nd:YAG pulsed
laser ablation on their optical and structural properties. Journal of Molecular Structure, 1203,
127374. [Link]

MENDOZA-MENDOZA, E., NUÑEZ-BRIONES, A. G., GARCÍA-CERDA, L. A.,


PERALTA-RODRÍGUEZ, R. D., MONTES-LUNA, A. J. (2018). One-step synthesis of ZnO
and Ag/ZnO heterostructures and their photocatalytic activity. Ceramics International,
94

44(6), 6176–6180. [Link]

MERONI, D., GASPARINI, C., DI MICHELE, A., ARDIZZONE, S., BIANCHI, C. L.


(2020). Ultrasound-assisted synthesis of ZnO photocatalysts for gas phase pollutant
remediation: Role of the synthetic parameters and of promotion with WO3. Ultrasonics
Sonochemistry, 66(March), 105119. [Link]

MO, L., GUO, Z., YANG, L., ZHANG, Q., FANG, Y., XIN, Z., CHEN, Z., HU, K., HAN,
L., LI, L. (2019). Silver nanoparticles based ink with moderate sintering in flexible and
printed electronics. International Journal of Molecular Sciences, 20(9).
[Link]

MOHAMMADZADEH, S., OLYA, M. E., ARABI, A. M., SHARIATI, A., KHOSRAVI


NIKOU, M. R. (2015). Synthesis, characterization and application of ZnO-Ag as a
nanophotocatalyst for organic compounds degradation, mechanism and economic study.
Journal of Environmental Sciences (China), 35, 194–207.
[Link]

MOLLA, M. A. I., FURUKAWA, M., TATEISHI, I., KATSUMATA, H., KANECO, S.


(2019). Fabrication of Ag-doped ZnO by mechanochemical combustion method and their
application into photocatalytic Famotidine degradation. Journal of Environmental Science
and Health - Part A Toxic/Hazardous Substances and Environmental Engineering,
54(9), 914–923. [Link]

MONTEBELLI, A., VISCONTI, C. G., GROPPI, G., TRONCONI, E., KOHLER, S.,
VENVIK, H. J., MYRSTAD, R. (2014). Washcoating and chemical testing of a commercial
Cu/ZnO/Al2O3 catalyst for the methanol synthesis over copper open-cell foams. Applied
Catalysis A: General, 481, 96–103. doi:10.1016/[Link].2014.05.005

MORADI, M., HAGHIGHI, M., ALLAHYARI, S. (2017). Precipitation dispersion of Ag–


ZnO nanocatalyst over functionalized multiwall carbon nanotube used in degradation of Acid
Orange from wastewater. Process Safety and Environmental Protection, 107, 414–427.
[Link]

MOU, H., SONG, C., ZHOU, Y., ZHANG, B., WANG, D. (2018). Design and synthesis of
porous Ag/ZnO nanosheets assemblies as super photocatalysts for enhanced visible- light
degradation of 4-nitrophenol and hydrogen evolution. Applied Catalysis B: Environmental,
221(July 2017), 565–573. [Link]

MRIDHA, S., BASAK, D. (2007). Effect of thickness on the structural, electrical and optical
properties of ZnO films. Materials Research Bulletin, 42(5), 875–882.
doi:10.1016/[Link].2006.08.019

MUANGMORA, R., KEMACHEEVAKUL, P., PUNYAPALAKUL, P., CHUANGCHOTE,


S. (2020). Enhanced Photocatalytic Degradation of Caffeine Using Titanium Dioxide
Photocatalyst Immobilized on Circular Glass Sheets under Ultraviolet C Irradiation.
Catalysts, 10(9), 964. doi:10.3390/catal10090964

MUNNIK, P., DE JONGH, P. E., DE JONG, K. P. (2015). Recent Developments in the


Synthesis of Supported Catalysts. Chemical Reviews, 115(14), 6687–6718.
95

[Link]

MUTHULINGAM, S., BAE, K. BIN, KHAN, R., LEE, I. H., UTHIRAKUMAR, P. (2015).
Improved daylight-induced photocatalytic performance and suppressed photocorrosion of N-
doped ZnO decorated with carbon quantum dots. RSC Advances, 5(57), 46247–46251.
[Link]

NAHAR, S., HASAN, M. R., KADHUM, A. A. H., HASAN, H. A., ZAIN, M. F. M. (2019).
Photocatalytic degradation of organic pollutants over visible light active plasmonic Ag
nanoparticle loaded Ag 2 SO 3 photocatalysts. Journal of Photochemistry and
Photobiology A: Chemistry, 375(October 2018), 191–200.
[Link]

NAVES, F.L.; Utilização dos processos oxidativos avançados no tratamento de efluentes a


base de resinafenólica, proveniente de indústria de tintas e [Link] de Mestrado,
Escola de Engenharia de Lorena. Lorena, Brasil, 2009.

NOGUEIRA, R. F. P.; JARDIM, W. F. A fotocatálise heterogênea e sua aplicação ambiental.


Quimica Nova, v. 21, n. 1, p. 69–72, 1998.

NOGUEIRA, R. F. P.; TROVÓ, A. G.; DA SILVA, M. R. A.; VILLA; R. D.; OLIVEIRA, M.


C. Fundamentos e aplicações ambientais dos processos fenton e foto-fenton. Quím. Nova, São
Paulo, v. 30, n. 2, p. 400-408, Apr. 2007. Available from
<[Link]
m=iso>. access on 24 Jan. 2021. [Link]

NORTHEAST, N. A crise hídrica como reflexo da seca: o Nordeste Setentrional em alerta.


Revista de Geociências do Nordeste, v. 02, n. Especial, p. 623–632, 2016.

NOSCHANG, P. G., SCHELEDER, A. F. P. (2018). A (in)sustentabilidade hídrica global e o


direito humano à água. Seqüência: Estudos Jurídicos e Políticos, 39(79), 119–138.
[Link]

OLIVEIRA, CLÉLIA APARECIDA DA SILVA. Tratamento de corante têxtil por eletrólise,


fotólise e fotocatálise utilizando LED UV = Treatment of textile dye by electrolytic,
photolytic and photocatalytic processes. 2013. 81 f. Dissertação (mestrado) - Universidade
Estadual de Campinas, Faculdade de Tecnologia, Limeira, SP. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 23 ago. 2018.

OLIVEIRA; E. D. C.; Desenvolvimento de um foto reator estruturado de folhas de latão para


degradação do corante RB5 e da água residual de uma indústria têxtil. Dissertação de
mestrado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2020.

OLIVEIRA; E. D. C.; BATISTA; T. S.; SILVA, E. F. M.; DANTAS, E. J. M; COSTA, J. L.;


RIBEIRO, A. T. S.; ALMEIDA, L. C. Aplicação da fotocatálise heterogênea na degradação
do corante RB5 em um fotorreator estruturado com placas de latão. XXVII CONGRESSO
IBERO-AMERICANO DE CATALISIS, 2020.

OUALID, H. A., ESSAMLALI, Y., AMADINE, O., DAANOUN, K., ZAHOUILY, M.


(2017). Green synthesis of Ag/ZnO nanohybrid using sodium alginate gelation method.
96

Ceramics International, 43(16), 13786–13790.


[Link]

PAI, S., KINI, M. S., SELVARAJ, R. (2019). A review on adsorptive removal of dyes from
wastewater by hydroxyapatite nanocomposites. Environmental Science and Pollution
Research. doi:10.1007/s11356-019-07319-9

PAJOOTAN, E., RAHIMDOKHT, M., ARAMI, M. (2017). Carbon and CNT fabricated
carbon substrates for TiO2 nanoparticles immobilization with industrial perspective of
continuous photocatalytic elimination of dye molecules. Journal of Industrial and
Engineering Chemistry, 55, 149–163. [Link]

PASCARIU, P., COJOCARU, C., SAMOILA, P., AIRINEI, A., OLARU, N., RUSU, D.,
ROSCA, I., SUCHEA, M. (2020). Photocatalytic and antimicrobial activity of electrospun
ZnO:Ag nanostructures. Journal of Alloys and Compounds, 834, 155144.
[Link]

PEREGO, C., VILLA, P. 1997. Catalyst preparation methods. Catalysis Today 34 (3–
4):281–305. doi:10.1016/s0920-5861(96)00055-7.

PERMIAKOV, N. V., MATYUSHKIN, L. B., BELORUS, A. O., KOSHEVOI, V. L. (2018).


Investigation of a program-controlled process of impregnation of porous semiconductors with
silver nanoparticles to create an electrical contact. Proceedings of the 2018 IEEE
Conference of Russian Young Researchers in Electrical and Electronic Engineering,
ElConRus 2018, 2018-Janua, 539–543. [Link]

PHILIPS. Standard LEDBulb 19W E27 6500K W A97 1PF/6 BR. 2020. Disponível em
<[Link] led/lampadas- led/standard-
ledbulbs/929001863292_EU/product>. Acesso em 23 jan. 2020.

POLEZI, M. Aplicação De Processo Oxidativo Avançado ( H 2 O 2 / Uv ) No Efluente De


Uma Ete para fins de reuso. Universidade Estadual de Campinas, 2003.

PRAVEENA, R., SAMEERA, V. S., MOHIDDON, M. A., KRISHNA, M. G. (2019).


Surface plasmon resonance, photoluminescence and surface enhanced Raman scattering
behaviour of Ag/ZnO, ZnO/Ag and ZnO/Ag/ZnO thin films. Physica B: Condensed Matter,
555, 118–124. [Link]

PRINS, R. (2018). Eley–Rideal, the Other Mechanism. Topics in Catalysis, 61(9–11), 714–
721. [Link]

PUBCHEM. Bethesda (MD): National Library of Medicine (US), National Center for
Biotechnology Information; 2004-. PubChem Compound Summary for CID 137242521,
Direct Red 83; [cited 2021 Jan. 21]. Available
from: [Link]

PUBCHEM. Bethesda (MD): National Library of Medicine (US), National Center for
Biotechnology Information; 2004-. PubChem Compound Summary for CID 135442967,
Reactive Black 5; [cited 2021 Jan. 21]. Available
from: [Link]
97

PYATENKO, A., YAMAGUCHI, M., SUZUKI, M. (2007). Synthesis of spherical silver


nanoparticles with controllable sizes in aqueous solutions. Journal of Physical Chemistry C,
111(22), 7910–7917. [Link]

QUALINOX. Ficha técnica latão liga 260. Disponível em:


<[Link] [Link]>. Acesso em 01/10/2019.

RAJBONGSHI, B. M., RAMCHIARY, A., JHA, B. M., SAMDARSHI, S. K. (2014).


Synthesis and characterization of plasmonic visible active Ag/ZnO photocatalyst. Journal of
Materials Science: Materials in Electronics, 25(7), 2969–2973.
[Link]

RAJI, R., SIBI, K. S., GOPCHANDRAN, K. G. (2018). ZnO:Ag nanorods as efficient


photocatalysts: Sunlight driven photocatalytic degradation of sulforhodamine B. Applied
Surface Science, 427, 863–875. [Link]

RAMASANY, R.; AHMED, H. A. M.; KARTHIK, S. S. Development of microbial


consortium for the biodegradation and biodecolorization of textile effluents. Journal of
Urban and Environmental Engineering, v. 6, n. 1, p. 36–41, 2012.

RAMIREZ-SANCHEZ, I. M., APUL, O. G., SALEH, N. B. (2020). Photocatalytic activity


of micron-scale brass on emerging pollutant degradation in water: Mechanism elucidation and
removal efficacy assessment. RSC Advances, 10(65), 39931–39942.
[Link]

RAMON, E., MARTINEZ-DOMINGO, C., ALCALDE-ARAGONES, A., CARRABINA, J.


(2017). Development of a simple manufacturing process for all-inkjet printed organic thin
film transistors and circuits. IEEE Journal on Emerging and Selected Topics in Circuits
and Systems, 7(1), 161–170. [Link]

REDDY, K. R., ALONSO-MARROQUIN, F. (2017). Graphene oxide functionalized with


silver nanoparticles as conducting electrodes for solar cells and electrochemical energy
storage devices. AIP Conference Proceedings, 1856. [Link]

REDDY, N. K., DEVIKA, M., TU, C. W. (2014). High-quality ZnO nanorod based flexible
devices for electronic and biological applications. RSC Advances, 4(71), 37563–37568.
[Link]

REZAPOUR, M., TALEBIAN, N. (2011). Comparison of structural, optical properties and


photocatalytic activity of ZnO with different morphologies: Effect of synthesis methods and
reaction media. Materials Chemistry and Physics, 129(1–2), 249–255.
[Link]

RIZZO, L., MALATO, S., ANTAKYALI, D., BERETSOU, V. G., ĐOLIĆ, M. B.,
GERNJAK, W., FATTA-KASSINOS, D. (2018). Consolidated vs new advanced treatment
methods for the removal of contaminants of emerging concern from urban wastewater.
Science of The Total Environment. doi:10.1016/[Link].2018.11.265

RODRIGUES, J., HATAMI, T., ROSA, J. M., TAMBOURGI, B., HELENA, L., MEI, I.
(2019). of. Chemical Engineering Research and Design.
98

[Link]

ROKESH, K., MOHAN, S. C., KARUPPUCHAMY, S., JOTHIVENKATACHALAM, K.


(2018). Photo-assisted advanced oxidation processes for Rhodamine B degradation using
ZnO-Ag nanocomposite materials. Journal of Environmental Chemical Engineering, 6(3),
3610–3620. [Link]

ROMERO-SÁEZ, M., DONGIL, A. B., BENITO, N., ESPINOZA-GONZÁLEZ, R.,


ESCALONA, N., GRACIA, F. (2018). Applied Catalysis B : Environmental CO 2
methanation over nickel-ZrO 2 catalyst supported on carbon nanotubes : A comparison
between two impregnation strategies. Applied Catalysis B: Environmental, 237(June), 817–
825. [Link]

ROSHAN, H., MOSAHEBFARD, A., SHEIKHI, M. H. (2018). Effect of Gold Nanoparticles


Incorporation on Electrical Conductivity and Methane Gas Sensing Characteristics of Lead
Sulfide Colloidal Nanocrystals. IEEE Sensors Journal, 18(5), 1940–1945.
doi:10.1109/jsen.2017.2756841

SAEED, M., SIDDIQUE, M., IBRAHIM, M., AKRAM, N., USMAN, M., ALEEM, M. A.,
BAIG, A. (2020). Calotropis gigantea leaves assisted biosynthesis of ZnO and Ag@ZnO
catalysts for degradation of rhodamine B dye in aqueous medium. Environmental Progress
Sustainable Energy. doi:10.1002/ep.13408

SAOUD, K., AL SOUBAIHI, R., SAEED, S., BENSALAH, N., AL-FANDI, M., SINGH, T.
(2018). Heterogeneous Ag and ZnObased photocatalytic forwaste water treatment under
different irradiation conditions. Journal of Materials and Environmental Science, 9(2),
400–413. [Link]

SAKTHIVEL, S., NEPPOLIAN, B., SHANKAR, M. V., ARABINDOO, B.,


PALANICHAMY, M., MURUGESAN, V. (2003). Solar photocatalytic degradation of azo
dye: Comparison of photocatalytic efficiency of ZnO and TiO2. Solar Energy Materials and
Solar Cells, 77(1), 65–82. [Link]

SAMPAIO, M. J., LIMA, M. J., BAPTISTA, D. L., SILVA, A. M. T., SILVA, C. G., FARIA,
J. L. (2017). Ag-loaded ZnO materials for photocatalytic water treatment. Chemical
Engineering Journal, 318, 95–102. doi:10.1016/[Link].2016.05.105

SANS, J., SOLER, L., DOMÍNGUEZ, M., LLORCA, J. (2018). Transforming a Compact
Disk into a Simple and Cheap Photocatalytic Nanoreactor. ACS Omega, 3(6), 6971–6975.
[Link]

SANTOS, P. B., SANTOS, J. J., CORRÊA, C. C., CORIO, P., ANDRADE, G. F. S. (2019).
Plasmonic photodegradation of textile dye Reactive Black 5 under visible light: a vibrational
and electronic study. Journal of Photochemistry and Photobiology A: Chemistry,
371(August 2018), 159–165. [Link]

SARAVANAN, R., KARTHIKEYAN, S., GUPTA, V. K., SEKARAN, G., NARAYANAN,


V., STEPHEN, A. (2013). Enhanced photocatalytic activity of ZnO/CuO nanocomposite for
the degradation of textile dye on visible light illumination. Materials Science and
Engineering C, 33(1), 91–98. [Link]
99

SARAVANAN, R., SACARI, E., GRACIA, F., KHAN, M. M., MOSQUERA, E., GUPTA,
V. K. (2016). Conducting PANI stimulated ZnO system for visible light photocatalytic
degradation of coloured dyes. Journal of Molecular Liquids, 221, 1029–1033.
[Link]

SATDEVE, N. S., UGWEKAR, R. P., BHANVASE, B. A. (2019). Ultrasound assisted


preparation and characterization of Ag supported on ZnO nanoparticles for visible light
degradation of methylene blue dye. Journal of Molecular Liquids, 291, 111313.
[Link]

SATHISHKUMAR, P., SWEENA, R., WU, J. J., ANANDAN, S. (2011). Synthesis of CuO-
ZnO nanophotocatalyst for visible light assisted degradation of a textile dye in aqueous
solution. Chemical Engineering Journal, 171(1), 136–140.
[Link]

SCHMAL, MARTIN, Catálise Heterogênea, Editora Synergia, Rio de Janeiro, 2011.


SEBRAE. (2013). Estudo econômico do Arranjo Produtivo Local de confecções do
Agreste Pernambucano, 2012. [Link]
Sebrae/Anexos/Estudo Economico do APL de Confeccoes do Agreste - 07 de MAIO 2013
[Link]

SHARMA, S., MEHTA, S. K., KANSAL, S. K. (2017). N doped ZnO/C-dots nanoflowers as


visible light driven photocatalyst for the degradation of malachite green dye in aqueous phase.
Journal of Alloys and Compounds, 699, 323–333.
[Link]

SHI, C., ZHANG, L., BIAN, H., SHI, Z., MA, J., WANG, Z. (2020). Construction of Ag–
ZnO/cellulose nanocomposites via tunable cellulose size for improving photocatalytic
performance. In Journal of Cleaner Production. Elsevier Ltd.
[Link]

SHOKRI, M., ISAPOUR, G., HOSSEINI, M. G., ZARBPOOR, Q. (2016). Enhanced


Photocatalytic Activity of Ag Doped ZnO Nanorods for Degradation of an Azo Dye. Water
Environment Research, 88(11), 2001–2007.
[Link]

SILVA, E.F.M.; SALES, L.B.; SIMÕES T.B.; OLIVEIRA, E.D.C; SANTOS, R.;
NASCIMENTO, H.A.; RIBEIRO, A.T.S.; ARAÚJO, I.R.S.; MACHADO, G.; ALMEIDA,
L.C. Degradação fotocatalítica de corante têxtil RB5 utilizando TiO2 imobilizado. In: 20ª
Congresso Brasileiro de Catálise, 2019, São Paulo, São Paulo. Anais. 2019

SINGH CHAUHAN, P. S., KANT, R., RAI, A., GUPTA, A., BHATTACHARYA, S. (2019).
Facile synthesis of ZnO/GO nanoflowers over Si substrate for improved photocatalytic
decolorization of MB dye and industrial wastewater under solar irradiation. Materials Science
in Semiconductor Processing, 89(August 2018), 6–17.
[Link]

SINGH, R., BARMAN, P. B., SHARMA, D. (2017). Synthesis, structural and optical
properties of Ag doped ZnO nanoparticles with enhanced photocatalytic properties by photo
degradation of organic dyes. Journal of Materials Science: Materials in Electronics, 28(8),
100

5705–5717. [Link]

SILVA, E. F.; XIMENES, E.; SALES. L.; DANTAS, E.; OLIVEIRA; E.; SIMÕES, T.;
RIBEIRO, A.; SANZ, O.; ALMEIDA, [Link] degradation of RB5 textile dye using
immobilized TiO2 in brass structured systems. Catalisis today, 2021.

SO, C. M. et al. Degradation of azo dye Procion Red MX-5B by photocatalytic oxidation.
Chemosphere, v. 46, n. 6, p. 905–912, 2002.

SONI, HIRAL; NIRMAL KUMAR J. I., KHUSHAL PATEL, R. N. K. Highly active TiO2
nanophotocatalysts for degradation of Methyl Orange under UV irradiation. International
Journal of Earth & Environmental Science, v. 1, n. 1, p. 1-8, 2015.

SOLOMON, S, D.; MULFINGER, L.; BAHADORY, M.; JEYARAJASINGAM, A, V.;


RUTKOWSKY, S, A.; BORITZ, C. Synthesis and study of silver nanoparticles. Journal of
chemical education, 84(2):322, 2007.

SPIEKER, W. A.; REGALBUTO, J. R. A fundamental model of platinum impregnation onto


alumina. Chemical Engineering Science, v. 56, n. 11, p. 3491-3504, 2001.

ŞUTEU, D. et al. Decolorization wastewaters from the textile industry – physical methods,
chemical methods. Industria Textila, v. 60, n. 5, p. 254–263, 2009.

TEIXEIRA, I. F., QUIROZ, J., HOMSI, M. S., CAMARGO, P. H. C. (2020). An overview


of the photocatalytic H2 evolution by semiconductor-based materials for nonspecialists.
Journal of the Brazilian Chemical Society, 31(2), 211–229. [Link]
5053.20190255

TANKOV, I., YANKOVA, R., VELI, A., NIKOLOVA, R., MUSTAFA, Z., STOYCHEVA,
I. (2020). Effect of the active phase-support interaction on the electronic, thermal and
catalytic properties of [H–Pyr]+[HSO4]−/support (support = rice husk ash; corundum).
Journal of Molecular Liquids, 113725. doi:10.1016/[Link].2020.113725

TEKIN, D., TEKIN, T., KIZILTAS, H. (2019). Photocatalytic degradation kinetics of Orange
G dye over ZnO and Ag/ZnO thin film catalysts. Scientific Reports, 9(1).
doi:10.1038/s41598-019-54142-w

THATTIL, P. P., LEEMA ROSE, A. (2020). Enhanced removal of crystal violet dye using
zinc oxide nanorodsand air oxidation under sunlight radiation. Rasayan Journal of
Chemistry, 13(2), 1166–1173. [Link]

TUN, P. P., WANG, K., NAING, H. H., WANG, J., ZHANG, G. (2019). Facile preparation
of visible- light-responsive kaolin-supported Ag@AgBr composites and their enhanced
photocatalytic properties. Applied Clay Science, 175(December 2018), 76–85.
[Link]

UNESCO. "WWAP (UNESCO World Water Assessment Programme). The United Nations
World Water Development Report 2019: Leaving No One Behind. Paris, UNESCO."

VAIANO, V., JARAMILLO-PAEZ, C. A., MATARANGOLO, M., NAVÍO, J. A., DEL


101

CARMEN HIDALGO, M. (2019). UV and visible- light driven photocatalytic removal of


caffeine using ZnO modified with different noble metals (Pt, Ag and Au). Materials
Research Bulletin, 112(September 2018), 251–260.
[Link]

VIDYA, C., MANJUNATHA, C., SUDEEP, M., ASHOKA, S., LOURDU ANTONY RAJ,
M. A. (2020). Photo-assisted mineralisation of titan yellow dye using ZnO nanorods
synthesised via environmental benign route. SN Applied Sciences, 2(4).
[Link]

WANG, L., KAEPPLER, A., FISCHER, D., SIMMCHEN, J. (2019). Photocatalytic TiO2
Micromotors for Removal of Microplastics and Suspended Matter. ACS Applied Materials
and Interfaces, 11(36), 32937–32944. [Link]

WANG, M., YANG, G. JUN, YOU, M. YAN, XIE, Y. HUA, WANG, Y. ZHAO, HAN, J.,
ZHU, T. (2017). Effects of Ni doping contents on photocatalytic activity of B-BiVO4
synthesized through sol-gel and impregnation two-step method. Transactions of Nonferrous
Metals Society of China (English Edition), 27(9), 2022–2030.
[Link]

WANG, Y., LI, X., WANG, N., QUAN, X., CHEN, Y. (2008). Controllable synthesis of ZnO
nanoflowers and their morphology-dependent photocatalytic activities. Separation and
Purification Technology, 62(3), 727–732. [Link]

WANG, YANG, QIU, L., ZHANG, L., TANG, D. M., MA, R., WANG, Y., ZHANG, B.,
DING, F., LIU, C., CHENG, H. M. (2020). Precise Identification of the Active Phase of
Cobalt Catalyst for Carbon Nanotube Growth by in Situ Transmission Electron Microscopy.
ACS Nano. [Link]

WETCHAKUN, K., WETCHAKUN, N., SAKULSERMSUK, S. (2019). An overview of


solar/visible light-driven heterogeneous photocatalysis for water purification: TiO2- and ZnO-
based photocatalysts used in suspension photoreactors. Journal of Industrial and
Engineering Chemistry, 71, 19–49. [Link]

WITOON, T., NUMPILAI, T., PHONGAMWONG, T., DONPHAI, W., BOONYUEN, C.,
WARAKULWIT, C., CHAREONPANICH, M., LIMTRAKUL, J. (2018). Enhanced activity,
selectivity and stability of a CuO-ZnO-ZrO2 catalyst by adding graphene oxide for CO2
hydrogenation to methanol. Chemical Engineering Journal, 334, 1781–1791.
[Link]

WU, H. Y., JIAN, W. J., DANG, H. F., ZHAO, X. F., ZHANG, L. Z., LI, J. H. (2017).
Hierarchical Ag-ZnO microspheres with enhanced photocatalytic degradation activities.
Polish Journal of Environmental Studies, 26(2), 871–880.
[Link]

XIN, Z., LI, L., ZHANG, X., ZHANG, W. (2018). Microwave-assisted hydrothermal
synthesis of chrysanthemum- like Ag/ZnO prismatic nanorods and their photocatalytic
properties with multiple modes for dye degradation and hydrogen production. RSC
Advances, 8(11), 6027–6038. [Link]
102

YAMAN, E., YARGIC, A. S., OZBAY, N., UZUN, B. B., KALOGIANNIS, K. G.,
STEFANIDIS, S. D., PACHATOURIDOU, E. P., ILIOPOULOU, E. F., LAPPAS, A. A.
(2018). Catalytic Upgrading of Pyrolysis Vapours: Effect of Catalyst Support and Metal Type
on Phenolic Content of Bio-oil. Journal of Cleaner Production.
[Link]

YANG, Y., LI, H., HOU, F., HU, J., ZHANG, X., WANG, Y. (2016). Facile synthesis of
ZnO/Ag nanocomposites with enhanced photocatalytic properties under visible light.
Materials Letters, 180, 97–100. [Link]

YASEEN, D. A., SCHOLZ, M. (2019). Textile dye wastewater characteristics and


constituents of synthetic effluents: a critical review. In International Journal of
Environmental Science and Technology (Vol. 16, Issue 2). Springer Berlin Heidelberg.
[Link]

YASHNI, G., ALGHEETHI, A., MOHAMED, R. M. S. R., ARIFIN, S. N. H.,


SHANMUGAN, V. A., KASSIM, A. H. M. (2020). Photocatalytic degradation of basic red
51 dye in artificial bathroom greywater using zinc oxide nanoparticles. Materials Today:
Proceedings, 31(xxxx), 136–139.

YASHNI, G., AL-GHEETHI, A., MOHAMED, R., HOSSAIN, M. S., KAMIL, A. F.,
ABIRAMA SHANMUGAN, V. (2020). Photocatalysis of xenobiotic organic compounds in
greywater using zinc oxide nanoparticles: a critical review. Water and Environment
Journal, 0–1. [Link]

ZAHARIA, C. et al. Textile wastewater treatment by homogeneous oxidation with hydrogen


peroxide. Environmental Engineering and Management Journal, v. 8, n. 6, p. 1359–1369,
2009.

ZHANG, D., ZENG, F. (2010). Synthesis of an Ag-ZnO nanocomposite catalyst for visible
light-assisted degradation of a textile dye in aqueous solution. Research on Chemical
Intermediates, 36(9), 1055–1063. [Link]

ZHANG, N., HAN, C., XU, Y. J., FOLEY, J. J., ZHANG, D., CODRINGTON, J., GRAY, S.
K., SUN, Y. (2016). Near-field dielectric scattering promotes optical absorption by platinum
nanoparticles. Nature Photonics, 10(7), 473–482.
[Link]

ZHANG, R., LIU, X., ZHOU, T., & ZHANG, T. (2019). Controllable construction of
multishelled p-type cuprous oxide with enhanced formaldehyde sensing. Journal of Colloid
and Interface Science, 535, 58–65. [Link]

ZHAO, X., WU, K., LIAO, W., WANG, Y., HOU, X., JIN, M., SUO, Z., GE, H. (2019).
Improvement of low temperature activity and stability of Ni catalysts with addition of Pt for
hydrogen production via steam reforming of ethylene glycol. Green Energy and
Environment, 4(3), 300–310. [Link]

ZHENG, Y., CHEN, C., ZHAN, Y., LIN, X., ZHENG, Q., WEI, K., ZHU, J., ZHU, Y.
(2007). Luminescence and photocatalytic activity of ZnO nanocrystals: Correlation between
structure and property. Inorganic Chemistry, 46(16), 6675–6682.
103

[Link]

ZHU, Q., XU, Q. (2016). Immobilization of Ultrafine Metal Nanoparticles to High-Surface-


Area Materials and Their Catalytic Applications. Chem, 1(2), 220–245.
[Link]

ZIASHAHABI, A., PRATO, M., DANG, Z., POURSALEHI, R., NASERI, N. (2019). The
effect of silver oxidation on the photocatalytic activity of Ag/ZnO hybrid plasmonic/metal-
oxide nanostructures under visible light and in the dark. Scientific Reports, 9(1), 1–12.
[Link]
104

APÊNDICE A- ESPECTROS DE VARREDURA DO CORANTE RB5 E CURVA


ANALÍTICA

0,8

0,7

0,6
Absorbância

0,5

0,4

0,3

0,2

0,1

0
200 300 400 500 600 700
Comprimento de onda (nm)

Comprimento de Equação da reta Coeficiente de correlação


onda (nm) (r)
229 Y = 95,14x +1,449 0,9921
258 Y = 123,1x +1,323 0,9996
313 Y = 80,52x + 0,004366 0,9995
392 Y = 166,8x +0,1488 0,9973
598 Y = 51,75x +0,03432 0,9998
105

APÊNDICE B - ESPECTROS DE ABSORÇÃO DO RB5 PARA EFEITO DO PH


106

APÊNDICE C- ESPECTROS DE ABSORÇÃO DO RB5 PARA EFEITO


DAQQCONCENTRAÇÃO INICIAL
107

ANEXO A – ESPECTRO DA FONTE SUNLIGHT (UVA/UVB)

Modelo da lâmpada Ultra Vitalux 300W 230V E27


Marca Osram
Tensão da lâmpada 230 V
Corrente da lâmpada 1,3 A
Potência 300 W
Comprimento de onda UVB 280 – 315 nm
Comprimento de onda UVA 315 – 400 nm

Fonte: LAMPADAS. NET (2020).


108

ANEXO B – ESPECTRO DA FONTE VISÍVEL

Modelo da lâmpada Standard LEDBulb 19W E27 6500K W A97 1PF/6 BR


Marca Phillips
Tensão da lâmpada 127 – 220 V
Corrente da lâmpada Em 127 V ~175 mA e em 220 V ~105 mA
Potência 19 W
Frequência de entrada 50 a 60 Hz

:
Fonte: PHILIPS (2020).

Você também pode gostar