TUTORIAL 3 M3
Cap 64 e 65 (só algumas partes), boca+esôfago
Cap 64: Propulsão e mistura dos alimentos no trato digestivo
Processo de digestão e absorção dos nutrientes depende do tempo que o alimento permanece no trato e
a mistura adequada, dependendo de cada estágio da digestão e mecanismos nervosos/hormonais de
controle. A ingestão de alimentos: Quantidade de alimentos de acordo com a fome e o tipo pelo apetite
MASTIGAÇÃO
-Dentes: projetados para isso, incisivos/anteriores (corte), molares/posteriores (trituração)
Além disso músculos da mandíbula atuam em conjunto, podem exercer força de até 25 kg nos incisivos e
91 kg nos molares
Músculos da mastigação inervados pelo ramo motor do 5º nervo craniano. Isso ocorre devido a
estimulação de áreas reticulares especificas nos centros gustativos do tronco encefálico. A estimulação
de áreas no hipotálamo, amígdala e córtex cerebral para olfato e paladar também atuam.
-Reflexo da mastigação: pela presença de um bolo alimentar na boca ocorre a inibição dos músculos da
mastigação, fazendo a mandíbula inferior cair. Isso leva outro reflexo de alongamento dos músculos da
mandíbula (rebote)fazendo com que feche os dentes e comprima o bolo alimentar
Mastigar: importante em frutas e vegetais crus, pois tem membranas de celulose não digeríveis pelo
corpo, e auxilia a aumentar a superfície de contato dos alimentos para que as enzimas atuem mais
efetivamente. Melhora consistência do alimento sendo mais fácil percorrer o caminho do trato digestivo
DEGLUTIÇÃO
Faringe serve tanto para respiração como para a deglutição e não pode haver comunicação entre os dois
canais durante esse mecanismo
-Fase voluntaria: início do processo, em que o alimento é espremido e rolado
na faringe pela pressão da língua para cima e para trás contra o palato, após
isso torna-se involuntário e automático, sem poder ser interrompido
-Fase faringea involuntária: quando passa da faringe para o esôfago, quando
o alimento entra na faringe áreas receptoras epiteliais de deglutição estimulam o tronco encefálico para
iniciar contração de músculos faringeos automáticos
1. Palato mole empurrada para cima para fechar as narinas posteriores e evitar o refluxo do alimento
para cavidades nasais
2. Pregas palatofaringeas de cada lado da faringe são puxadas para o meio e se aproximam, formando
fenda sagital por onde o alimento passará para faringe posterior, há uma seleção de somente
alimento mastigado passar, isso dura menos de 1 segundo
3. Cordas vocais puxadas para cima e anteriormente por músculos do pescoço e ligamentos
impedem subida da epiglote fazendo impedir a passagem do alimento para o nariz e traqueia
4. Movimento ascendente da laringe amplia abertura do esôfago e o esfíncter esofágico superior
relaxa fazendo o alimento se mover da faringe para o esôfago
5. Toda a parte muscular da faringe se contrai começado da parte superior indo em direção a inferior,
impulsionando o alimento por peristalse
Fatores neurais iniciam a fase faringea da deglutição
Áreas táteis mais sensíveis da parte posterior da boca e faringe encontram-se em um anel ao redor da
abertura faringea (+ sensível nos pilares da orofaringe)
Impulsos transmitidos pelos nervos trigêmeo e glossofaringeo para o bulbo e ao trato solitário
Estágio de deglutição se iniciam automaticamente e a sequência é a mesma para cada deglutição, é um
reflexo que começa voluntário torna-se involuntário depois de excitar receptores sensoriais
Área da medula e inferior da ponte=centro de deglutição (comandam), impulsos motores transmitidos
pelo 5º, 9º, 10º e 12º nervos cranianos
A fase faringea da deglutição interrompe momentaneamente a respiração
Geralmente ocorre em menos de 6 seg, o centro da deglutição inibe o centro respiratório da medula
durante esse tempo, mas não é nem perceptível de tão curto
A fase esofágica da deglutição envolve 2 tipos de peristaltismo (motilidade esofágica)
Esôfago conduz o alimento da faringe para o estômago, 2 movimentos:
-Peristaltismo primário: é a continuação da peristalse que começa na faringe durante a fase faringea,
ela demora de 8 a 10 seg, gravidade quando pessoa esta na vertical também auxilia
-Peristaltismo secundário: ocorre se o primário não mover todo o alimento para o estômago, resultam
da distensão do esôfago, estímulo aferente (envia para SNC) por fibras vagais e eferente (faz a ação
acontecer) por fibras glossofaringeas e vagais
Musculatura esofágica é estriada no terço superior e nos 2 terços inferiores lisos, nervo vago é o principal
que controla por conexão com sistema nervoso mioentérico esofágico
Relaxamento receptivo do estômago
Quando onda esofágica se aproxima do estômago, é transmitida uma onda de relaxamento do estômago
pelos neurônios inibitórios mioentéricos e todo o estômago relaxa preparando para receber o alimento
Função do esfíncter esofágico inferior (esfíncter gastroesofágico)
Extremidade inferior do esôfago, normalmente está tonicamente contraído com pressão intraluminal de
30 mmHg e a porção média do esôfago relaxada. O relaxamento do esfíncter ocorre antes da onda
peristáltico, facilitando propulsão do alimento para o estômago.
-Acalasia = Esfíncter não relaxa efetivamente (refluxo)
Secreções estomacais são acidas e a mucosa esofágica não resiste a elas por muito tempo, por isso o
tônus do esfíncter é importante para impedir refluxo
Prevenção do refluxo gastroesofágico por fechamento da extremidade distal do esôfago
Aumento da pressão intra-abdominal cavalo esôfago para dentro e ocorre fechamento semelhante a uma
válvula, assim o alimento não volta quando essa pressão aumenta
Cap 65: Funções secretoras do trato digestivo
Funções: enzimas digestivas são secretadas por todo o trato digestivo, glândulas mucosas da boca até o
ânus fornecem muco para lubrificação e proteção das paredes
São secretadas substâncias digestivas em resposta a presença e quantidade de alimentos no trato, em
diferentes partes dele, atuam diferentes enzimas
•PRINCÍPIOS GERAIS DE SECREÇÃO NO TRATO DIGESTIVO
TIPOS DE GLÂNDULA DO TRATO DIGESTIVO
Células mucosas/ calciformes (glândulas mucosas unicelulares): se parecem com cálice e funcionam de
acordo com irritação do epitélio para lubrificar e proteger
Criptas de Lieberkuhn; invaginacoes do epitélio que formam cavidades no intestino delgado e contém
células secretoras
Glândulas tubulares profundas (oxinticas): no estômago e duodeno superior, secretam ácido e
pepsinogênio
Glândulas complexas (salivares, pâncreas e fígado): contém ácinos (estruturas em forma de sacos) que
alimentam sistema de duetos que deságuam no sistema digestivo
MECANISMOS BÁSICOS DE ESTIMULAÇÃO DAS GLÂNDULAS DO TRATO DIGESTIVO
O contato dos alimentos com o epitélio intestinal ativa o sistema entérico e estimula a secreção:
A estimulacao vem do contato direto dos alimentos com as glândulas
superficiais
Ao estimular o epitélio, o sistema nervoso entérico é ativado pelo tato,
irritação química, distensão da parede. Isso aumenta a secreção
Estimulacao autonômica da secreção
A estimulação parassimpatica aumenta a taxa de secreção glandular no trato
digestivo
Especialmente nas glândulas do trato superior como salivares, esofágicas, gástricas,
pancreáticas, etc. Já no intestino grosso são pelos hormônios e neurônios locais
A estimulação simpática tem um efeito duplo na taxa de secreção glandular do
trato digestivo
Pode causar estimulacao leve das glândulas causando secreção, mas também contrair os vasos locais,
podendo reduzir secreção
Regulação da secreção glandular por hormônios gastrointestinais
São liberados da mucosa em resposta a presença de alimentos, são absorvidos pelo sangue e
transportados para as glândulas para aumentar secreção
MECANISMO BASICO DE SECREÇÃO POR CÉLULAS GLANDULARES
Secreção de substâncias orgânicas
1. Material necessário para secreção deve se difundir pelo sangue e ir até a base da célula glandular
2. Mitocôndrias da célula glandular usam energia oxidativa e formam ATP
3. ATP junto com substratos sintetizam substâncias no RE e C. De golgi
4. Substância é transportada pelos túbulos do RE até vesículas do C. De golgi
5. No C. de golgi formam-se vesículas secretoras
6. Vesículas são armazenadas até que controle nervoso e hormonal ativem secreção. Aumenta a
permeabilidade de membrana e íons Ca entram fazendo as vesículas se fundirem e ocorrer
exocitose
Secreção de água e eletrólitos: para acompanhares as substâncias orgânicas
Propriedades lubrificantes e protetores do muco no trato digestivo
Secreção espessa com água, eletrólitos e glicoproteinas. O muco é diferente em cada parte do trato, mas
todos são: aderentes, volume para cobrir as paredes e baixa resistência o deslizamento.
SECREÇÃO DE SALIVA
A saliva contém uma secreção serosa e uma mucosa
Principais glândulas são a parótida (serosa), submandibular (serosa e muco) e sublingual (serosa e
muco), normalmente entre 800 e 1500 ml por dia e saliva.
Ela contém secreção de 2 tipos: serosa (ptialina, é amilase e digere amido) e muco (lubrifica e protege
parede). Saliva tem pH entre 6 e 7 para ação efetiva da ptialina
Secreção de íons na saliva
Tem muito K e HCO3. Tem menos Na e Cl do que no plasma. Secreção em 2 etapas:
1. Ácinos (secreção primária com ptialina e muco Na)
2. Ductos salivares (neles ocorrem transportes ativos que modificam composição iônica do líquido,
Na é absorvido e K secretado, fica com -70mv fazendo com que Cl seja reabsorvido também, HCO3
é secretado pelo epitélio), por isso há uto mais K e HCO3 na saliva. Com salivação máxima muda
as concentrações iônicas
Função da saliva para higiene oral
Normalmente 0,5 ml de saliva é secreta da por minuto, são a ajuda deteriorar bactérias patogênicas (pois
contém enzimas e íons que as atacam, além de possuir anticorpos) e partículas de alimentos
REGULAÇÃO NEURAL DA SECREÇÃO SALIVAR
Vias nervosas parassimpaticas principalmente, dos núcleos salivares do trato
superior e inferior do tronco encefálico. Núcleos são estímulos por estímulos
gustativos e táteis da língua, boca e faringe, principalmente o gosto azedo (ácido)
provocam maior secreção de saliva (8 a 20x mais), objetos lisos aumentam
salivação e ásperos diminuem salivação
Pessoa pode salivar mais ou menos dependendo do alimento, se gostar mais ou não. Salivação também
ocorre em resposta aos reflexos do estômago e intestino delgado superior
Estimulacao simpática pode aumentar salivação em menor quantidade e torna a saliva mais espessa do
e quando parassimpático age
O suprimento sanguíneo afeta também pois ele que fornece nutrientes necessários, efeito
parassimpático vasodilata os vasos
Secreção esofágica
Inteiramente mucosas para lubrificar deglutição e proteger na parte mais inferior dos sucos gástricos
ácidos.