📚 Resumo: Manejo e Gerenciamento de Resíduos
Sólidos Urbanos e da Saúde
🏥 1. Resíduos Sólidos da Área da Saúde (RSS)
🔹 Definição
Provenientes de atividades médicas, odontológicas, farmacêuticas, laboratoriais,
entre outras.
Incluem resíduos contaminados, químicos, radioativos, comuns e
perfurocortantes.
🔹 Classificação segundo RDC nº 306/2004 da ANVISA:
Grupo A – Risco biológico/infectante
o A1 a A7: incluem culturas de micro-organismos, sangue, tecidos, peças
anatômicas, secreções, animais contaminados, etc.
Grupo B – Resíduos químicos: substâncias químicas perigosas.
Grupo C – Rejeitos radioativos: contaminados por radionuclídeos.
Grupo D – Resíduos comuns: não apresentam riscos específicos.
Grupo E – Perfurocortantes: agulhas, bisturis, vidros quebrados, etc.
2. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS)
📌 Elementos do PGRSS:
Identificação completa do gerador (nome, CNPJ, endereço, responsável técnico).
Tipos de resíduos gerados e suas quantidades (kg/dia).
Classificação dos resíduos conforme grupos A-E.
Acondicionamento, armazenamento, coleta e transporte.
Frequência, estoque, triagem e destino final.
Planta baixa com fluxo dos resíduos (obrigatório para geradores >120L/mês).
🧤 3. Manuseio e Acondicionamento de Resíduos
📌 Procedimentos:
Uso obrigatório de EPIs (equipamentos de proteção individual).
Acondicionamento adequado evita acidentes, contaminações, mau cheiro e
proliferação de vetores.
Resíduos devem ser acondicionados em sacos resistentes e colocados em
recipientes com tampa sem contato manual.
🏢 4. Armazenamento
Armazenagem temporária em locais adequados (galpões).
Devem atender requisitos de segurança e higiene, com estrutura compatível ao
tipo de resíduo.
🚛 5. Coleta e Transporte
📌 Tipos de veículos:
Compactadores (carregamento traseiro/lateral): alta eficiência.
Sem compactação (baú, caminhão basculante): menor custo.
Viaturas específicas para resíduos de saúde.
6. Coleta Seletiva (CONAMA 275/01)
📌 Benefícios:
Redução de energia e recursos naturais.
Melhoria da limpeza urbana e saúde pública.
Redução da poluição e do volume dos aterros.
Inclusão social (geração de trabalho e renda).
Conscientização ambiental.
🔬 7. Tratamento de Resíduos
🔹 A) Processos Físicos
Centrifugação, separação gravitacional, redução de partículas.
🔹 B) Processos Naturais
Compostagem (com oxigênio) e biodigestão (sem oxigênio).
🔹 C) Processos Térmicos
Incineração: queima em altas temperaturas (900-1000 ºC), reduz 75-95% do
volume.
o Vantagens: redução de volume, sem efluentes, energia.
o Desvantagens: alto custo, emissão de dioxinas e furanos.
Pirólise: decomposição sem oxigênio, gera energia (óleo, gás, carvão).
🔹 D) Tratamentos para RSS
Autoclavagem: vapor pressurizado a 121°C, destrói patógenos.
Desinfecção química: uso de substâncias como cloro e fenóis.
Micro-ondas, calagem, irradiação: tratamentos complementares.
✅ 8. Destinação Final dos Resíduos
Após o tratamento, os resíduos podem ser:
o Aterro sanitário.
o Reciclagem.
o Reaproveitamento energético.
o Co-processamento (em cimentos, por exemplo).
Claro! Abaixo está um resumo amplo, bem estruturado e dividido em tópicos, com
base na RDC nº 222/2018 da ANVISA, ideal para seus estudos para a prova:
📘 Resumo em Tópicos – RDC nº 222/2018 (ANVISA)
Boas Práticas de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS)
🔹 1. Objetivo e Abrangência
Estabelece requisitos para o gerenciamento dos RSS.
Aplica-se a todos os geradores de RSS: públicos, privados, civis, militares,
ensino e pesquisa.
Não se aplica a fontes radioativas seladas (reguladas pela CNEN) e indústrias
com licença ambiental específica.
🔹 2. Etapas do Gerenciamento dos RSS
1. Segregação
2. Acondicionamento
3. Identificação
4. Coleta Interna
5. Armazenamento Temporário e Externo
6. Transporte
7. Tratamento
8. Destinação e Disposição Final
🔹 3. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS)
Obrigatório para todos os geradores.
Deve conter:
o Estimativa da geração de resíduos (por grupo).
o Procedimentos de manejo.
o Conformidade com normas sanitárias e ambientais.
o Capacitação de funcionários.
o Contratos com prestadores de serviço.
o Documentação mantida por no mínimo 5 anos.
🔹 4. Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde
🧫 Grupo A – Risco Biológico
A1: Culturas, vacinas vencidas, sangue e hemoderivados.
A2: Animais contaminados.
A3: Peças anatômicas humanas.
A4: Materiais contaminados (filtros, membranas, etc.).
A5: Materiais com príons (alta infectividade).
⚗️Grupo B – Risco Químico
Medicamentos, saneantes, metais pesados, reveladores e fixadores.
Produtos com características de periculosidade (inflamáveis, tóxicos,
corrosivos).
☢️Grupo C – Rejeitos Radioativos
Contêm radionuclídeos em níveis superiores aos limites da CNEN.
Requer decaimento e tratamento específicos.
Grupo D – Resíduos Comuns
Sem risco biológico, químico ou radiológico.
Ex: papel higiênico, restos alimentares, material administrativo, podas.
💉 Grupo E – Perfurocortantes
Agulhas, lâminas, ampolas, vidros quebrados de laboratório.
🔹 5. Regras de Acondicionamento
Sacos resistentes, impermeáveis e identificados.
Grupo A: saco branco leitoso ou vermelho (a depender do tratamento).
Grupo E: recipientes rígidos, resistentes à punctura.
Grupo C e B: acondicionamento compatível com risco (com simbologia
obrigatória).
Substituição: quando atingir 2/3 da capacidade ou em 24h (matéria putrescível).
🔹 6. Coleta e Transporte
Interno: feito com coletores identificados, laváveis e com tampa articulada.
Externo: proibição de compactação (exceto Grupo D); compatível com normas
locais.
🔹 7. Armazenamento
Temporário: próximo ao local de geração, devidamente identificado.
Externo: exclusivo, com estrutura resistente, bem ventilado, de acesso restrito.
🔹 8. Tratamento e Destinação
Pode ser feito dentro ou fora da unidade.
Após tratamento, RSS vira rejeito e vai para disposição final adequada.
Métodos: autoclavagem, incineração, desinfecção química, pirólise, etc.
RSS com múltiplos riscos devem seguir a hierarquia de tratamento
(radiológico > biológico > químico).
🔹 9. Identificação e Rotulagem
Cada grupo de resíduo tem simbologia e rotulagem específica (vide Anexo II).
Impressão direta no saco – proibido uso de adesivos.
Coletores, locais de armazenamento e veículos devem conter rótulo visível.
🔹 10. Segurança Ocupacional
Uso obrigatório de EPI e EPC.
Avaliação periódica dos trabalhadores.
Programa de educação continuada com temas como biossegurança,
segregação, símbolos de risco, higiene, entre outros.
🔹 11. Infrações e Penalidades
Descumprimento configura infração sanitária conforme Lei nº 6.437/1977.
Sujeito a penalidades administrativas, civis e penais.
Se quiser, posso montar também:
Mapa mental
Esquema visual
Flashcards
Questões simuladas
Deseja algum desses recursos para facilitar a revisão?