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Transtorno do Processamento Auditivo Central

O documento aborda a especialização em Neuropsicologia com foco em Reabilitação Cognitiva e Processamento Auditivo Central, destacando a importância do desenvolvimento auditivo nos primeiros anos de vida. Também discute o Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC), suas prevalências, etiologias, fatores de risco e manifestações comportamentais. Além disso, apresenta diretrizes para avaliação e intervenção no PAC, enfatizando a necessidade de um diagnóstico preciso e monitoramento contínuo.

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Junior Eufrazino
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Transtorno do Processamento Auditivo Central

O documento aborda a especialização em Neuropsicologia com foco em Reabilitação Cognitiva e Processamento Auditivo Central, destacando a importância do desenvolvimento auditivo nos primeiros anos de vida. Também discute o Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC), suas prevalências, etiologias, fatores de risco e manifestações comportamentais. Além disso, apresenta diretrizes para avaliação e intervenção no PAC, enfatizando a necessidade de um diagnóstico preciso e monitoramento contínuo.

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Especialização em Neuropsicologia com

Formação em Reabilitação Cognitiva


Processamento Auditivo Central
Profa. Dra. Adriana Neves de Andrade
O sistema auditivo
humano é único e
difere do das outras
espécies porque
desenvolve a
capacidade de
receber, interpretar e
reagir à linguagem
de forma complexa.
(Cardoso, 2013)
Os primeiros anos de vida
são considerados os mais
importantes para o
desenvolvimento das
habilidades auditivas e de
linguagem, pois é o
período de maior
maturação do sistema
nervoso.
(Friederici, 2006)
Ao nascimento a cóclea
humana é funcional mas o
sistema nervoso auditivo
continua a se
desenvolver por pelo
menos mais uma década.

(Granier-Deferre et al., 1985; Rubel, 1985; Moore, 2002; Sanes e Wooley, 2011)
Desenvolvimento auditivo pré natal
A parte estrutural da cóclea na
orelha média está formada na 15ª
semana de gestação e é
anatomicamente funcional na 20ª
semana gestacional
(Pujol, Lavigne-Rebillard. 1992; Hall, 2000).
• No útero
• Predominância de sons de
baixa frequência
• Meio líquido  sons
de frequência alta
sofrem atenuação

• Ruídos fisiológicos
internos

Desenvolvimento
Auditivo pré natal
Depende da
maturação do SNAC
Avaliação do Processamento Auditivo
Central e Treinamento Auditivo
Processamento
Auditivo Central
(PAC)
Envolve todas as
habilidades auditivas,
desde a detecção até a
compreensão da
mensagem acústica

(Pereira,2013)
Processamento Auditivo Central

Refere-se à série de processos que envolvem a


análise e interpretação do estímulo sonoro e pode
ser definido como a série de operações mentais
que o indivíduo realiza ao lidar com informações
recebidas via o sentido da audição e que
dependem de uma capacidade biológica inata e de
experienciação no meio acústico.
(Pereira, 2004) (Pereira, 2004)
Transtorno do
Processamento Auditivo
Central (TPAC)
Transtorno do PAC
• Prevalência
▫ Crianças
 2 a 7% dos indivíduos
• 2:1 m/f

▫ Adultos
 Varia com o aumento da idade
• 23 a 76% dos indivíduos
• > 60 anos > 70% dos
indivíduos

▫ Não há dados sobre prevalência


de raça ou etnia

(Cooper, Gates, 1991; Golding et al., 2004; Chermak, 2008)


Etiologias do TPAC
• Desenvolvimento
• Dificuldades auditivas iniciadas na infância, com limiares auditivos normais
• Idiopática
• Sem fatores de risco
• Sem histórico familiar de alteração da comunicação ou distúrbios
relacionados
• Podem permanecer com dificuldades durante toda a vida.

• Adquirido
• Envelhecimento
• Evento ambiental (BSA, 2011; 2018)

• Secundário
• Ocorre na presença de perda auditiva transitória ou permanente
Transtorno do
PAC
(JCIH, 2007; Chermak, 2008, COMUSA 2010)

• Fatores de risco
▫ Pré natal
 Infecções congênitas
 Toxoplasmose
 Rubéola
 Citomegalovírus
 Herpes
 Sífilis
 HIV
 ZYK

 Abuso de álcool e/ou


drogas
Transtorno do PAC
• Fatores de risco
▫ Perinatal
 Prematuridade
 Baixo peso
 Anóxia
 Hiperbilirrubinemia
 Infecções adquiridas
 Doenças congênitas que acometem o SNC

(Chermak, 2008)
Transtorno do
PAC
• Fatores de risco
▫ Pós natal
 Atraso maturacional
 Síndromes associadas à
deficiência auditiva
 Alterações neurológicas e/ou
neurovegetativas
 Alterações cognitivas
 Alterações de fala e linguagem
 Alterações psicoafetivas
• Autismo, psicose e
distúrbios emocionais

(Katz e Wilde, 1989;Azevedo et al, 1995; Azevedo 1996; Chermak, 2008)


Dra. Adriana Andrade 06/2018
Transtorno do PAC

Fatores de risco
▫ Histórico familiar
 Transtorno do Déficit de Atenção e/ou
Hiperatividade
 Dislexia
 Distúrbio Específico de Linguagem
 Dificuldade de aprendizagem
 Transtorno de aprendizagem
 TPAC
(Chermak, 2008)
Transtorno
do PAC
• Fatores de risco
▫ Ambientais
Perda auditiva
Transtorno do PAC
Manifestações comportamentais
Transtorno do PAC

• Manifestações comportamentais
▫ Comunicação oral
 Problemas articulatórios
 Linguagem expressiva envolvendo regras da língua (estrutura
gramatical)
 Dificuldades de contar histórias e dar recados
 Dificuldades em seguir ordens
 Compreensão oral prejudicada em ambiente ruidoso
 Dificuldade de compreender palavras com duplo sentido, piadas,
expressões idiomáticas e ditados populares
(Schettini et al., 2011)
Transtorno do
PAC
• Manifestações comportamentais
▫ Comportamento social
 Distração
 Desorganização
 Agitação / Apatia
 Ansiedade
 Impaciência
 Impulsividade
 Problemas de memória
 Baixa auto-estima
Transtorno do
PAC
Manifestações comportamentais
▫ Desempenho acadêmico
 Baixo desempenho em várias disciplinas
• Leitura
• Gramática
• Ortografia
• Interpretação

(Schettini et al., 2011)


Crianças com
dificuldade na
habilidade perceptual
auditiva (periférica ou
central)
frequentemente
apresentam déficit na
aprendizagem
Transtorno do
PAC
• Manifestações comportamentais
▫ Comportamento auditivo
 Atenção auditiva prejudicada
 Dificuldades em compreender em
ambiente reverberante
 Dificuldade em acompanhar
conversas em grupo
 Aumento na latência de respostas
 Não respondem quando são
chamados
 Pedem para repetir diversas vezes
• Repetem muito “o que?”, “hã?”
Não é um rótulo para uma
única e específica doença é
na realidade, uma descrição
de déficits funcionais.

(ASHA, 1996)
Avaliação do PAC
• Com a avaliação comportamental do
PAC é possível verificar o
funcionamento TÍPICO do sistema
nervoso auditivo central nas
diferentes faixas etárias, bem como
determinar se existe, ou não, uma
alteração no processamento
neurológico da informação sonora
recebida por meio da audição

(ASHA,2005)
Avaliação Avaliação
comportamental neuropsicológica
do PAC
Analisa as Analisa os
habilidades/ processos
inabilidades cognitivos,
auditivas Funções
executivas e QI
Síntese binaural
Habilidades Auditivas
Separação Discriminação
Detecção sonora
binaural Auditiva

Interação Fechamento Memória


binaural auditivo Auditiva

Figura fundo
Localização Atenção
para sons não
Sonora Auditiva
verbais

Figura fundo
para sons Associação Processamento
verbais Temporal

Integração Reconhecimento Compreensão


binaural auditivo auditiva
Processos cognitivos
Funções
Praxias
executivas

Linguagem e
Memória
Comunicação

Atenção Aprendizagem
Quais são
as
indicações
para a
avaliação
do PAC?
Presença de Fatores
de Risco e queixas
Alterações no
Acompanhamento da
Comportamento
Neuromaturação
Social

Comportamento
Lesão Neurológica
Auditivo
Confirmada
assistemático

Candidatos à
Baixo Desempenho
Acadêmico
Avaliação do PAC Transtorno do
Espectro Autista

Transtorno
Histórico de otite de
psiquiátricos (TDAH,
repetição
TAG, TOC)

Alterações na
Linguagem oral e/ou Direcionamento
escrita Terapêutico

[Link]
Com a avaliação
comportamental do PAC é
possível verificar o
funcionamento TÍPICO do
sistema nervoso auditivo
central nas diferentes
faixas etárias, bem como
determinar se existe, ou
não, uma alteração no
processamento
neurológico da informação
sonora recebida por meio
da audição

(ASHA,2005)
Resultados Alterados no PAC
< 6 anos e 11 meses e 29 dias de idade > 7 anos de idade

Atraso no desenvolvimento das habilidades Transtorno do Processamento Auditivo


auditivas centrais Central
(ABA,2016)
Princípios da avaliação do PAC
• Realizada por um fonoaudiólogo
• A avaliação deve ser realizada em local apropriado,
equipamento calibrado e condição acústica adequada seja
dentro da cabina acústica ou sala tratada acusticamente
devidamente calibrada
• Bateria de testes com estímulos verbais e não
verbais para avaliar diferentes habilidades auditivas.
• Bateria de testes individualizada de acordo com as queixas
do paciente.

[Link]
Escolha dos testes deve ser baseada no critério de eficiência dado pelo conhecimento da
sensibilidade e especificidade de cada teste.
• Testes apropriados em relação à idade quanto ao nível intelectual do indivíduo, considerando também a
sua audição periférica;
• Gerenciar o comportamento da pessoa a fim de evitar que questões não auditivas interfiram nos
resultados

[Link]
O profissional
deve estar sempre
atento às normas
e métodos de
avaliação e não
deve modificar os
procedimentos
para evitar
interferência nos
resultados ou
erros no
diagnóstico
[Link]
Pré requisitos para avaliação do PAC
Avaliação audiológica básica

[Link]
MEATOSCOPIA
Princípios e diretrizes para programas de detecção
e intervenção auditiva
Recomendação para
Classificação do fator de risco Frequência de monitoramento
acompanhamento

Perinatal
Fatores de risco para perda auditiva (JCIH, 2019)

História familiar de perda auditiva permanência adquirida na


Baseado na etiologia da perda auditiva familiar e
1 infância, de início precoce ou progressiva aos 9 meses de idade
preocupação do cuidador

UTI neonatal por mais de 5 dias


2

Hiperbilirrubinemia que necessitou de exsanguíneo


3 transfusão
De acordo com as preocupações dos cuidadores e
aos 9 meses de idade desenvolvimento das habilidades auditivas e dos marcos da
fala
Aminoglicosídeos administrados por mais de 5 dias
4

Asfixia ou encefalopatia hipóxico isquêmica


5

Oxigenação membrana extracorpórea A cada 12 meses até a idade escolar ou em intervalos mais
6 Até 3 meses após a ocorrência
curtos, com base nas preocupações dos cuidadores
Recomendação para
Classificação do fator de risco Frequência de monitoramento
acompanhamento
Perinatal
Infecções intrauterinas

Herpes, rubéola, sífilis e toxoplasmose


Aos 9 meses de idade De acordo com as preocupações do monitoramento contínuo

a cada 12 meses até 3 anos de idade ou em intervalos mais


Citomegalovírus Até 3 meses após a ocorrência
curtos, com base nas preocupações dos cuidadores
Mãe Zika (+)
7 bebê Zika (-) achados clínicos (-) Padrão Conforme recomendação da AAP (2017)

Mãe Zika (+)


PEATE (4 aos 6 meses)
bebê Zika (+) achados clínicos (-) PEATE com um mês de idade
ARV (9 meses)

Mãe Zika (+)


PEATE (4 aos 6 meses)
bebê Zika (+) achados clínicos (+) PEATE com um mês de idade
Conforme recomendação da AAP (2017)

Malformações craniofaciais incluindo:


- Microtia/atresia, orelha displásica
De acordo com as preocupações dos cuidadores e
- Microcefalia congênita, hidrocefalia congênita ou
8 Aos 9 meses de idade desenvolvimento das habilidades auditivas e dos marcos da
adquirida
fala
- Anormalidades de osso temporal

Síndromes associadas a anormalidades auditivas (400 De acordo com a história natural da síndrome ou cuidados
9 Aos 9 meses de idade
síndromes) requeridos
Recomendação para
Classificação do fator de risco Frequência de monitoramento
acompanhamento

Perinatal ou Pós natal

Cultura positiva para infecções associadas com perda auditiva


neurossensorial de origem bacteriana ou viral (especialmente a cada 12 meses até a idade escolar ou em intervalos mais
10 Até 3 meses após a ocorrência
herpes simples e varicela), meningite e encefalites curtos, com base nas preocupações dos cuidadores

Eventos associados com perda auditiva:


- Traumas na cabeça envolvendo base de crânio e/ou osso
11 temporal Até 3 meses após a ocorrência De acordo com os achados ou preocupações contínuas
- Quimioterapia

Preocupação dos pais em relação a audição, fala, linguagem,


atraso no desenvolvimento e/ou regressão no
12 Assim que referirem De acordo com os achados ou preocupações contínuas
desenvolvimento
Questionários
Auditory Processing Domains Questionnaire
APDQ
• Criado por Brian O’Hara em 2007 e
atualizado em 2012 e 2014.
• Proposto para diferenciar os sintomas de
alteração do processamento auditivo e
outros transtornos
• Escolares com idades entre 7 e 17 anos.
• 52 questões que contemplam os aspectos
relacionados
• Habilidades auditivas, linguagem e
atenção
• Pontuação total ou por domínios
APDQ
Ouvir com atenção (escutar)
• Atenção do indivíduo para ouvir e o entendimento de conversas decorrentes desta atenção.

Manutenção de atenção independente da modalidade sensorial


• Capacidade do indivíduo de manter a atenção e realizar uma tarefa cognitiva, juntamente com a audição.

Audição para fala distorcida/competitiva (Atenção Seletiva)


• Informação sobre fala no ruído e o entendimento da fala em tais situações.

Processamento temporal
• Memória sequencial e discriminação de frequência, intensidade, duração ou do tempo.

Compreensão de fala, de leitura e o uso da linguagem


• Quão boa é a compreensão oral e escrita e o uso da linguagem do indivíduo.
Scale of
Auditory
Behaviors
(SAB)
Escala de Comportamentos
Auditivos
Scale of Auditory
Behaviors - SAB
• Criado por Schow e colaboradores em
2006
• Comportamentos da criança relacionado
a atividades de escuta
• 12 questões com escala do tipo Likert de
cinco pontos
• Apresenta uma versão que pode ser
preenchida pelos pais ou professores
• Aplicação em crianças entre 8 e 12 anos

(Schow e Seikel, 2006)


SAB
• Escala para ser usada em conjunto
com o processo de triagem
comportamental

• Os valores são somados, resultando


em um escore final (12 a 60 pontos)

• Valores inferiores indicam uma


situação de risco para TPAC

(Schow e Seikel, 2006)


SAB
• Adaptada e traduzida para Português europeu por
Nunes e colaboradores em 2013
• Correlação entre a ferramenta e todas as habilidades
auditivas testadas no estudo, mas principalmente com
a capacidade de ordenação temporal.
• Existe uma versão publicada do SAB disponível para o
português do Brasil
• Não mostra dados metodológicos para a tradução, adaptação e
etapas de validação da ferramenta para uso nesta população

(Schow e Seikel, 2006; Volpatto et al., 2019)


(Schow e Seikel, 2006; Nunes et al., 2013)
Análise da SAB
• Categoria auditiva (Q1, Q2, Q3, Q4, Q5 e Q7)
• Categoria de atenção (Q8, Q10 e Q11)
• Categoria acadêmica (Q6 e Q9)
• Categoria comportamental (Q12)
• Pontuação geral

Crianças entre 8 e 12 anos apresentem uma pontuação final


média de 46 pontos e que a presença de valores inferiores a
este indique uma situação de risco para o TPAC
[Link]
[Link]
br/j/acr/a/MfkqD3f
hZgrjDGZqBvPXsVh
/?format=pdf&lang
=pt
Pré requisitos para a avaliação do PAC
• Idade mínima de quatro anos (Andrade e Colella-Santos, 2025)
• Habilidades cognitivas e linguísticas suficientes para a compreensão das tarefas (AAA,
2010; BSA, 2018)
• Nível de atenção compatível com as tarefas (Richard, 2007)
• REALIZAR A AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA COMPLETA

[Link]
Audiometria
AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA
• EM TODOS OS CASOS:
• Audiometria tonal + audiometria vocal e impedanciometria
• Independente do resultado da triagem auditiva
• Para todos os indivíduos com alteração de fala e/ou linguagem
• Para todos os indivíduos que serão submetidos à avaliação do processamento auditivo
central

• INDIVÍDUOS QUE NÃO RESPONDEM PARA A AUDIOMETRIA:


• Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE/BERA/ABR) por
frequência específica ( via aérea e via óssea) + impedanciometria + emissões
otoacústicas evocadas transientes e produto de distorção
• Realizada em sono natural
• Realizada com sedação/anestesia
Timpanometria
Reflexos
Acústicos
Componentes da
Avaliação do PAC
• Outras avaliações
• Avaliação fonoaudiológica
• Linguagem expressiva e
receptiva
• Teste de consciência
fonológica
• Avaliação neuropsicológica
• Avaliação neurológica
Variáveis que interferem na
avaliação do PAC e devem
estar descritas no relatório
Variáveis do
paciente
• Idade
• Início da
avaliação
• Efeito do SNAC
• Maturação
• Degeneração
• Normatização

(Pinheiros, Pereira;2004)
Variáveis que
interferem no PAC

• Variáveis do paciente
▫ Escolaridade
 Proficiência de leitura
 Testes com grande sobrecarga linguística
Variáveis do paciente - Processos cognitivos

Funções
Praxias
executivas

Linguagem e
Memória
Comunicação

Atenção Aprendizagem
Variáveis que
interferem no PAC
• Variáveis do paciente
▫ Habilidades linguísticas
 Atrasos de
desenvolvimento
 Inteligibilidade de fala
 Idioma
Variáveis do Paciente – Preferência manual
Variáveis que
interferem no PAC
• Variáveis do paciente
▫ Outros fatores
 Motivação
 Cansaço
 Fome
 Habilidades motoras
Variáveis que interferem
no PAC

• Variáveis do procedimento
▫ Equipamento
 Dois canais
 Calibração

▫ Ambiente
 Temperatura
 Tratamento acústico
Variáveis que
interferem no PAC
• Variáveis do procedimento
▫ Seleção dos testes
 Testes padronizados
 Idade
 Habilidade auditiva
 Mecanismo fisiológico
 Processo gnósico
Os mecanismos fisiológicos auditivos
possibilitam o entendimento do
funcionamento do cérebro para lidar com sons
diante dos resultados obtidos utilizando testes
comportamentais
(Pereira, 2004)
Variáveis do procedimento – modo de apresentação
Dra. Adriana Andrade 06/2018
Variáveis que interferem no PAC
• Variáveis do procedimento
▫ Tipos de tarefa
Dra. Adriana Andrade 06/2018

Variáveis que interferem no PAC


• Variáveis do procedimento
▫ Tipos de estímulo
Dra. Adriana Andrade 06/2018

Variáveis que interferem no PAC


• Variáveis do procedimento
▫ Tipos de resposta
Variáveis que interferem
no PAC
• Variáveis do procedimento
▫ Seleção dos testes
 Queixa e motivo do encaminhamento
 Avaliar processos auditivos centrais
diferentes
• Pelo menos um teste para cada
habilidade auditiva
• Avaliar todos os processos
gnósicos
 Estímulos verbais e não verbais
 Validade, confiabilidade e adequação
à idade
 Duração da sessão de avaliação
Variáveis que interferem no PAC
• Variáveis do procedimento
▫ Seleção dos testes
 Comparação dos resultados
 Muitas versões disponíveis
• Diferenças nos parâmetros de estímulo
• Diferenças entre os protocolos de avaliação
• Qualidade de reprodução
Quais testes
devem ser
realizados?
Testes Auditivos
• São alocados em categorias diferentes
• Forma com que os sinais são
apresentados nas orelhas
• Características das tarefas auditivas
• Método ou abordagem utilizada

• Proposta para a subdivisão dos testes


comportamentais
• Testes dióticos
• Testes monóticos
• Testes de baixa redundância
• Testes dicóticos
• Processamento auditivo temporal
(Pereira e Schochat, 2011)
• Seleção dos testes (bateria mínima)
• Depende dos autores utilizados
• Katz (1962; 1985)
Variáveis que • Modelo de Buffalo (1990)
• Pereira e Schochat (1997)
interferem no • Machado (1996; 2002)

PAC • Keith (1966;2002) e Zaidan (2003)


• Jerger e Musiek (2000)
• IALP Composium (2009)
• Bernal e Cunninghsm (2012)
• ABA (2016)
• Não existe um único teste que
consiga explorar o SNAC
• Vários procedimentos para a
investigação da maioria dos
mecanismos fisiológicos
auditivos (subprocessos) e
habilidades auditivas, como
forma de inferir o
processamento neural das
informações em diferentes
níveis do SNAC

(Pereira, Frota; 2015)

(Pereira, Frota; 2015)


Pré requisito para a avaliação do PAC

• Audiometria Tonal
• Logoaudiometria
• Medidas de Imitância Acústica

Avaliação da Representação Mental do Som

• Interação Binaural (localização sonora / MLD)

Avaliação do • Escuta Monótica de Baixa Redundância (PSI/SSI)


• Escuta Dicótica (Integração = TDD e Separação = TDNV / TDD)
• Processamento temporal (Resolução = RGDT/GIN e Ordenação = TPF / TPD

PAC Assimetria do Hemisfério de Fala

• Escuta Dicótica (Integração e Atenção Dirigida = TDCV)

Sincronia Neural

• Potenciais Evocados Auditivos (curta, média e longa latência)

Atenção Sustentada

• Teste Habilidade Auditiva de Atenção Sustentada (THAAS)

Avaliação Complementar

• Supressão das Emissões Otoacústicas


(ABA,2016)
Resultados da avaliação do
PAC
Dra. Adriana Andrade 06/2018

Indivíduos Normouvintes

Resultados adequados
para a faixa etária

Resultados alterados
(Pereira e Schochat, 2011)
• Alteração em pelo menos um
dos mecanismos fisiológicos
alterados

(ABA,2016)
Relatório da Avaliação do
PAC
• Descrição
▫ Como foram realizados os testes
 Autores de referência
 Número de sessões
 Comportamento do indivíduo durante as
sessões de avaliação
• Atenção
• Solicitação de re-instrução
• Necessidade de repetição do teste
• Agitação motora
• Pedido de reforço verbal
Relatório da Avaliação do
PAC
• Descrição
▫ Grau de alteração do processamento auditivo
▫ Processos gnósicos alterados + mecanismos
fisiológicos ou habilidades auditivas alteradas

▫ Comentários pertinentes ao exame


 Sugestões
 Encaminhamentos
O resultado da avaliação
comportamental do PAC não deve
ser considerado para tratamento
de forma isolada
[Link]
Reabilitação do
TPAC
Deve ter ênfase na
estimulação auditiva e
de linguagem e deve
levar em consideração
as mudanças no
ambiente acústico,
desenvolvimento de
habilidades auditivas e
de linguagem e o
processo de
comunicação no meio
ambiente

(Pereira e Frota,2015)
Indivíduo
com TPAC

Profissionais Reabilitação Família


de saúde de sucesso

Ambiente
educacional
/ laboral

(Pereira e Frota,2015)
Abordagem Terapêutica para o TPAC

Habilitação  desenvolver a
habilidade
Treinamento Auditivo Reabilitação  restaurar a
habilidade

Modificações ambientais Melhorar a relação sinal/ruído

Modificações Como falar com o indivíduo


comportamentais
Treinamento
Auditivo
• Fundamentos
▫ Um dos fundamentos do TA é a
plasticidade do SNAC

• Plasticidade
▫ A alteração das células nervosas
para melhor se adaptar às
influências imediatas do meio
ambiente, sendo que estas
alterações estão quase sempre
associadas à mudanças no
comportamento
(Musiek,Berge;1999)
Plasticidade do
sistema Auditivo
▫ Desenvolvimental
Treinamento ▫ Aprendizagem
Auditivo ▫ Compensatória
 Resulta de
lesões
Treinamento Auditivo
• As sessões de treinamento
auditivo devem ser
consistentes, frequentes e
desafiadoras, sendo esta a
chave para alterar o
substrato neural no
sistema auditivo de forma
positiva

(Musiek e Schochat, 1998)


Acusticamente
Controlado

Reabilitação
Terapia
fonoaudiológica auditiva e Neurocognitivo

Orientação

Computadorizado
MODIFICAÇÕES
AMBIENTAIS
Reabilitação
Auditiva
• Modificações ambientais
• Para uma melhor percepção
de fala é imprescindível
melhorar a relação
sinal/ruído e isso pode ser
alcançado de duas maneiras
• Gerenciamento
ambiental
• Utilização de recursos
auxiliares de escuta
• Posicionamento
Gerenciamento ▫ Próximo ao falante e longe das fontes de ruído
Ambiental
• Uso do sistema FM
Utilização de ▫ TPAC com ou sem perda
recursos auditiva

auxiliares
Utilização de recursos
auxiliares

• Uso de sistemas auxiliares


▫ Usuários de AASI /IC
Modificações
comportamentais
• Modificações comportamentais
▫ Entender a dificuldade
 Criança e Pais
 Escola

▫ Auxiliar o indivíduo com TPAC


 Como falar
 A criança na escola
 Participação dos pais
 Atividades complementares
Participação dos pais

Família deve ser orientada a trabalhar


todos os dias para um treinamento mais
intensivo

Maior aproveitamento da plasticidade
do SNAC
Orientação aos pais

O treino das habilidades auditivas em


casa complementa a terapia
fonoaudiológica
 Os pais e as crianças devem se
conscientizar que é importante
realizar as atividades em casa
para que o processo de
reabilitação ocorra em menos
tempo

Dra. Adriana Neves de Andrade


Orientação aos pais –
Gerenciamento
Ambiental

 Estabeleça rotinas
 Realizar as atividades escolares com
intervalos
 Crie um local silencioso para a realização
de atividades escolares
 Considerar a distância da fonte
sonora que deve prestar a atenção
 Considerar a acústica do ambiente
 Diminuir o número de distratores

Dra. Adriana Neves de Andrade


Orientação aos pais

Como falar com o indivíduo com TPAC


 Garantir a atenção, antes de começar a falar
o Preste atenção
 Falar sempre de frente e olhando para o indivíduo
o Exigir que o indivíduo faça o mesmo
 Falar em uma intensidade moderada
o Não gritar
 Falar mais devagar e com articulação clara
o Utilizar as pausas de forma adequada
Dra. Adriana Neves de Andrade
 Como falar com o indivíduo com TPAC
 Enfatizar a entonação vocal, tornando-se a mais rica possível
Orientação  Ampliar o tamanho das frases
aos pais o Gradativamente, acrescentando novas instruções

 Procurar sempre estabelecer um diálogo


o Principalmente quando solicitado pela criança
Dra. Adriana Neves de Andrade
 Como falar com o indivíduo com TPAC
 Repetir a instrução quantas vezes for necessário
Orientação oReestruturar a mensagem
aos pais
 Assegurar que o indivíduo entendeu a solicitação/mensagem
oRepetir o que entendeu

Dra. Adriana Neves de Andrade


Orientação aos pais

 Estimulação em casa
Realizar brincadeiras com
estímulos auditivos
oEm situações cotidianas

Solicitar auxilio do indivíduo para


elaboração de tarefas rotineiras
oLista de compras de
supermercado, feira
• Organização
Dra. Adriana Neves de Andrade
 Estimulação em casa
 Verbalizar as ações em atividades rotineiras
Orientação oEx.: Enquanto cozinha, estabelecer a ordem de preparação dos
aos pais alimentos

 Incentivar a criança a fazer lista de palavras iniciadas ou terminadas por


determinadas sílabas ou determinadas fonemas

Dra. Adriana Neves de Andrade


Organização do ambiente
 Garantir um ambiente silencioso para a realização das atividades
escolares
Orientação oIntroduzir gradativamente competição
aos pais
 Organizar o ambiente para a realização da atividade

 Estabelecer períodos fixos para a atividade e períodos de descanso

Dra. Adriana Neves de Andrade


Orientação aos pais

• Atividades fáceis que devem ser


realizadas pelos pais/cuidadores
▫ Contar estória (desenhos, recontar)
▫ Atenção à palavra, aos sons (estórias e
músicas)
▫ Memória auditiva (frutas, cores,
nomes)
▫ Letra de música (escrever, memorizar
e cantar)
▫ Treinar a compreensão de linguagem
em ambiente favorável 
desfavorável
▫ Ordenar sons
▫ Fazer lista de palavras
Dra. Adriana Neves de Andrade
▫ Treinar intensidade, duração e
frequência
Orientação aos pais
[Link]
Cerca de 20% das crianças em idade
escolar, de acordo com o Conselho
Brasileiro de Oftalmologia (CBO),
apresentam problemas de visão.
A MIOPIA é a campeã e já é considerada
pela Organização Mundial de Saúde
a epidemia do século. O uso de celulares
e computadores por mais de seis horas
diárias pode levar ao agravamento
dessa patologia em crianças e
adolescentes.
"Crianças em idades cada vez
mais precoces têm tido acesso
aos equipamentos de telefones
celulares e smartphones,
notebooks, além dos
computadores que são usados
pela família, em casa, nas
creches, em escolas ou até em
restaurantes, ônibus, carros,
sempre com o objetivo de fazer
com que a 'criança fique
quietinha"', diz texto do estudo.
"Isto é denominado de distração
passiva, o que é muito diferente
do brincar ativamente, um direito
universal e temporal de todas as
crianças e adolescentes".
De acordo com a SBP, o atraso no desenvolvimento da fala e da
linguagem é frequente em bebês que ficam passivamente expostos
às telas, por períodos prolongados e problemas de sono são cada vez
mais frequentes e associados aos transtornos mentais precoces em
crianças e adolescentes.
ATIVIDADES COMPLEMENTARES
Atividades Complementares
Atividades Complementares
O bebê mostra uma preferência especial pela
língua materna ou para a música que a mãe cantou ou escutou durante a
gravidez (NÖCKER-RIBAUPIERRE, 2011).
No útero, o bebê recebe várias informações auditivas
como o ritmo contínuo do batimento cardíaco da mãe,
os ruídos intestinais e os sons do ambiente.
O estado emocional da gestante modifica sua voz,
batimentos cardíacos, respiração e equilíbrio hormonal.
Assim, as emoções da mãe alcançam o bebê tanto
acusticamente, pelas mudanças na modulação da sua
voz, quanto bioquimicamente
(NÖCKER-RIBAUPIERRE, 2011).
Efeitos da música no trabalho de parto
• Alívio da dor durante as contrações e aumento de tolerância da dor no trabalho de parto
• Diminuição da tensão e do medo
• Ambientalização da parturiente no hospital
• Estímulo à oração e à espiritualidade
• Relaxamento mais eficaz nos intervalos das contrações
• Melhor evolução do trabalho de parto

Tabarro et al., 2010


Efeitos da música nos
RNs

• Ouvir a música apresentada durante


a gestação acalmava e fazia dormir
• Alívio das cólicas e do choro
decorrente

Tabarro et al., 2010


Preferência musical
• Até 3 meses → sons graves
• Após 6 meses → sons agudos
A estimulação musical durante a
infância, especialmente nos dois
primeiros anos de vida, pode gerar
até mesmo um redimensionamento
cerebral, o que pode ser comprovado
mais tarde, comparando-se o cérebro
de um músico com um não músico
(Muskat, 2012)
Treinamento musical
• Melhora:
• A percepção de fala em situações de escuta desfavorável
• Controle inibitório
• Raciocínio lógico
• Habilidades motoras finas

• Facilita:
• o aprendizado da leitura e escrita
• A execução de cálculos

INDEPENDENTE DA IDADE, COM PELO MENOS 300 MINUTOS ACUMULADOS


Atividades Complementares
Atividades
Complementares
Treinamento
Auditivo
computadorizado
Importante!!!
O por que eu estou usando esse aplicativo?

O que isso vai me ajudar a alcançar o meu


objetivo?

Aplicativo não é só “distração” tem que ter


uma FUNÇÃO!

Terapia atividades sem objetivo Insucesso


terapêutico.

Habilidades auditivas  regiões cerebrais


exercícios também.

Auxiliam na terapia, não utilizar durante a sessão


toda.

Coordenação é muito importante para a


maturação cerebral.
Jogos de
console

Dra. Adriana Neves de Andrade – 06/2020


Cuidado!!!!!

Cybersickness
(náusea digital)
Em tempos tão difíceis, sorria...
“Sorrir é o melhor remédio. Não são
apenas as emoções que influenciam
as nossas expressões faciais.
As expressões são também capazes
de mudar o nosso estado de espírito.
Se estiver mal, estampe um sorriso no
rosto e siga em frente. Quando se der
conta, nem se lembrará daquilo que
o entristeceu.
Se estiver bem, mantenha o seu
sorriso ali”

Tadashi Kadomoto

adriandrad@[Link]
@adriandrad
Obrigado!
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