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Controle da Asma: Fisiopatologia e Tratamento

O documento aborda a fisiopatologia da asma, destacando a inflamação crônica e hiperreatividade, além de classificar os fenótipo da doença. O diagnóstico é feito por espirometria e testes de hiperresponsividade, enquanto o tratamento envolve medidas não farmacológicas e farmacológicas, dependendo da gravidade. A classificação da crise asmática e o tratamento específico para cada nível de gravidade também são discutidos.

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Paulo Roberto
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Controle da Asma: Fisiopatologia e Tratamento

O documento aborda a fisiopatologia da asma, destacando a inflamação crônica e hiperreatividade, além de classificar os fenótipo da doença. O diagnóstico é feito por espirometria e testes de hiperresponsividade, enquanto o tratamento envolve medidas não farmacológicas e farmacológicas, dependendo da gravidade. A classificação da crise asmática e o tratamento específico para cada nível de gravidade também são discutidos.

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FISIOPATOLOGIA

 Inflamação crônica
 Hiperreatividade – crise asmática
o Piora da tosse a noite por diminuição dos movimentos brônquico e aumento da secreção
o Causas: cigarro, polen, exercício, AAS, pelo de gato
o De acordo com o GINA: há 2 medidas classe A
 Diminuição da umidade e mofo

DEFINIÇÃO

 Inflamação crônica + hiper-reatividade


 Obstrução reversível ao fluxo expiratório
o Muco + bronconstricção = sintomas

FENÓTIPOS

 Asma alérgica (> 80%)


o Relação com aeroalérgenos e eosinofilia periférica
 Asma não alérgica
o Inflamação neutrofílica que responde mal a corticoide
 Asma de início tardio
o Também responde mal a corticoide... excluir asma ocupacional (relacionada a algum agente no trabalho)
 Obstrução persistente
o Perda irreversível da função pulmonar com obstrução fixa
o Processos inflamatórios crônico sem tratamento levando a fibrose e perca de função
 Asma da obesidade
o Patogênese desconhecida, mas perda de peso pode ajudar

CLINICA

 Tosse crônica / dispneia / sibilos / dor torácica / rinite alérgica e atopia


o Intermitente / gatilhos
o Piora noturno
 A noite o tônus broncomotor, colinégico, aumenta -> broncoconstrição -> sintomas

DIAGNÓSTICO

 1. Espirometria inicial: VEF1 / CVF < 0,7 (índice de Tiffenau)


 2. Prova broncodilatadora: aumentar > 200 ml + 12% = ASMA
 3. Se espirometria normal: teste provocativo (metacolina) – diminuição VEF1 ≥ 20% (avaliar a hiperresponsividade)

 4. Espirometria indisponível: variação do PFE > 10% (> 13% se criança)


o Teste por 1 semana

TRATAMENTO

NÃO FARMACOLÓGICO

 Adesão
 Controlar fatores ambientais
o Interromper tabagismo, controlar umidade e mofo, poeiras
 Imunização para influenza
o Pode desencadear exacerbações
 Estimular atividade física
o Aquecimento prévio
o Pode fazer medicação antes do exercício

FARMACOLÓGICO

 ≥ 12 anos
o Controle
 Passo 1: Bud-form crise
 Passo 2: Bud-form crise ou CI regular + b2 curta em crise
 Passo 3: Bud-form regular
 Passo 4: Bud-form regular dose média
 Passo 5: Bud-form regular dose alta + especialista (Tiotrópio, Anti-IgE...)
o Crise
 CI (dose baixa) + B2 de longa
 Budesonida 200-400mcg/d + formoterol 6mcg
 Dose padrão: 200-400mcg
 Dose média: 400-800mcg
 Dose alta: >800mcg
 > 6 anos
o Controle
 Passo 1: CI dose baixa + B2 curta crise
 Passo 2: CI dose baixa regular
 Passo 3: CI dose padrão ou Bud-form
 Passo 4: Bud-form regular + especialista (tiotrópio, anti-ige...)
 Passo 5: Bud-form regular dose média (corticoide VO)
o Crise
 B2 de curta
 Passo 3 em diante: bud-form
 < 6 anos
o Controle
 Passo 1: Considerar: CI se virose
 Passo 2: CI dose baixa regular (budesonida 500mcg/d NEBULIZAÇÃO ou beclometasona 100mcg/dia)
 Passo 3: CI dose padrão regular ou CI dose baixa regular + antileucotrieno (considerar especialista)
 Passo 4: ESPECIALISTA
o Crise
 B2 de curta

DISPOSITIVOS

 < 3 anos: espaçador com máscara


 < 5 anos: espaçador com/sem máscara

CLASSIFICAÇÃO

GRAVIDADE

 Passo 1 e 2: asma LEVE


 Passo 3 e 4: asma MODERADA
 Passo 5: asma GRAVE

CONTROLE (4 PERGUNTAS NAS ÚLTIMAS 4 SEMANAS)

 Perguntas:
o DICA - ASMA
o Atividade
 Limitação das atividades
o Sintomas
 Sintomas diurnos > 2x/sem (se < 5 anos, 1x)
o Medicação
 Crise > 2x/sem (se < 5 anos, 1x)
o Acordar a noite
 Despertar noturno
 Pontuação
o 0 pontos: controlada
o ≤ 2 pontos: parcialmente
o ≤ 4 pontos ou internação: não controlada
 Ajuste:
o SEMPRE: Checar adesão
o Reduzir passo: 3 meses de controle
o Aumentar passo: não controlada
CRISE ASMÁTICA

CLASSIFICAÇÃO

 Leve/moderada
o Frases completas
o Sem sinais de esforço
o FC ≤ 120bpm / FR ≤ 30
o SaO² ≥ 90
o Pico de fluxo ≥ 50% do padrão
 Grave
o Leve/moderada com falha clínica
o Frase incompletas
o Agitação
o FC < 120 bpm / FR < 30
o SaO² < 90
o Pico de fluxo < 50% do padrão
 Muito grave
o Sonolência
o Confusão mental
o Acidose respiratória
o Tórax silencioso
 VA totalmente colabada
o Insuf. Respiratória

TRATAMENTO

 1° passo
o B2 de curta
 4-10 puffs 20/20 min por 1h (inalador + espaçador)
 Ped
 Moderada: 2 puffs
 Grave: 6 puffs
o O2
 Alvo
 93-95%
 94-98% ped / gestante / cardiopata
o Corticoide VO
 Prednisolona 1mg/kg (Máx 50mg)
 EV só se VO não disponível
 2° passo (grave ou moderada refratária)
o Ipratrópio
o Considerar: Sulf. De magnésio 2g IV + CI dose alta
 3° passo
o IOT + UTI

NA ALTA

 Iniciar terapia crônica ou aumentar passo


 Corticoide VO 5-7 dias (2-7 dias ped)

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