Benedita Jacobe Mayanja
Dinilson de Paulo Saide
Edson Samuel Manhoso
Jaime Sadique
Trindade João Matos
Breve historial do surgimento da Geometria Projectiva
(Licenciatura em Ensino de Matemática com habilitações em estatística)
Universidade Rovuma
ISDRB-Lichinga
2024
Benedita Jacobe Mayanja
Dinilson de Paulo Saide
Edson Samuel Manhoso
Jaime Sadique
Trindade João Matos
Breve historial do surgimento da Geometria Projectiva
(Licenciatura em Ensino de Matemática com habilitações em estatística)
Trabalho da cadeira de Geometria
Projectiva a ser apresentado no
Departamento de Ciências,
Tecnologia e Engenharia e
Matemática para fins avaliativos,
leccionado por: MSc. Vital
Napapacha
Universidade Rovuma
ISDRB-Lichinga
2024
Índice
1. Introdução..................................................................................................................4
1.2. Objectivos...............................................................................................................4
1.2.1. Objectivo Geral...............................................................................................4
[Link] Especifico.......................................................................................4
1.3. Metodologias..........................................................................................................4
1. Surgimento da Geometria Projectiva.........................................................................5
2. Vida e obra dos grandes percursores da Geometria Projectiva.................................8
[Link] e obra de Girard Desargues.............................................................................8
2.2. Vida e obra de Jean Victor Poncelet....................................................................10
[Link] e obra de Gaspard Monge.............................................................................11
[Link].........................................................................................................11
[Link]...........................................................................................................11
[Link] e obra de Blaise Pascal.................................................................................13
[Link] e obra de Christian Felix Klein.....................................................................14
2.6. Vida e Obra de Frans van Schooten.....................................................................14
[Link] e obra de Michel Chasles..............................................................................15
2.7. Vida e obra de Rudolf Christian Karl Diesel........................................................16
[Link] e Obra de Karl Georg Christian von Staudt..................................................17
3. Axiomas inerentes a projectividade.........................................................................17
[Link] de Incidência..............................................................................................17
3.1.1 Axiomas..........................................................................................................17
[Link] de Ordem................................................................................................17
[Link]..........................................................................................................18
[Link] de Continuidade.....................................................................................18
[Link]..........................................................................................................18
4. Conclusão................................................................................................................19
5. Referencias bibliográficas.......................................................................................19
4
1. Introdução
A geometria projectiva é uma extensão fascinante da geometria clássica, que explora
propriedades dos objectos que permanecem invariantes sob projecções. Seu surgimento
está profundamente ligado ao desenvolvimento da perspectiva na arte durante o
Renascimento e aos esforços matemáticos subsequentes para compreender e formalizar
esses princípios. A geometria projectiva teve um impacto profundo não apenas na
matemática, mas também em campos como a física, a engenharia e a computação
gráfica. Seu estudo levou ao desenvolvimento de muitas outras áreas da matemática,
incluindo a geometria algébrica e a teoria dos invariantes. Além disso, conceitos
projectivos são fundamentais em tecnologias modernas, como a visão computacional e o
design gráfico.
1.2. Objectivos
1.2.1. Objectivo Geral
Conhecer o surgimento da Geometria Projectiva.
[Link] Especifico
Estudar as contribuições no desenvolvimento do surgimento da geometria
projectiva;
Explorar as obras e vida dos contribuintes do surgimento da geometria
projectiva;
Compreender os axiomas da geometria projectiva.
1.3. Metodologias
Para realização deste trabalho usou-se a consulta Bibliográfica e internet.
5
1. Surgimento da Geometria Projectiva
Por volta do século V a.C. as representações teatrais dos gregos necessitavam de
cenários realísticos. Para realizar a tarefa de projectá-los, contavam com a ajuda de
geómetras, que já sabiam que projecções de figuras e superfícies do espaço
tridimensional no plano necessitavam de técnicas para obter os efeitos desejáveis.
Os antigos geómetras gregos baseavam-se em seus conhecimentos sobre a propagação
da luz em linha recta. Estudando os fenómenos luminosos, Demócrito (460-370 a.C.) e
Anaxágoras(500-428 a.C.) chegaram a publicar uma teoria da perspectiva. Até mesmo
Euclides (300 a.C.) Dedicou-se ao estudo de alguns problemas ´ópticos, nos quais
admitia que os raios de luz saíam dos olhos do observador, formando as geratrizes de
um cone (SANTOS; GUEDES, 2007, p. 2).
Pappus (290-350 a. C.) já havia descoberto algumas proposições não métricas descritas
no teorema que leva seu nome, porem o desenvolvimento da Geometria Projectiva
ocorreu de fato apenas durante o Renascimento. Nesse período, muitos artistas queriam
produzir imagens que representassem fielmente os objectos como eles são captados pela
visão humana.
Na Idade Media, as pinturas não representavam a realidade como ela é vista, não
apresentavam a noção de profundidade e baseavam-se em temas e símbolos religiosos.
Como pode-se perceber na Figura 1, onde a Santa Ceia é retratada de forma plana; não
há diferença na representação do personagem que está á frente ou atrás dos demais.
Também não aparecem detalhes do ambiente ou paisagem.
6
Figura 1: Santa Ceia da Taula de Sant Miquel.
(SORIGUEROLA, 2006)
A partir do século XIII, alguns pintores começaram a se preocupar em fazer pinturas
mais fiéis `a realidade como ela ´e vista. Duccio di Buoninsegna (1255-1319) e Giotto
di Bondone (1266-1337), no início do século XIV, foram artistas que criaram noções de
perspectiva que influenciaram outros artistas. Entre eles está Filippo Bruneleschi (1377-
1446), criador de um sistema organizado de perspectiva ensinado por ele a outros
pintores.
Leon Battista Alberti (1404-1472) publicou, em 1435, o livro intitulado Della Pictura,
que tratava, dentre outros temas da perspectiva, das propriedades preservadas entre dois
desenhos perspectivos diferentes. Esta obra foi aprimorada mais tarde por Piero Della
Francesca (1415- 1492) na obra De prospectiva pingendi (A perspectiva para pintura),
na qual encontra-se uma rigorosa elaboração da perspectiva.
O auge do desenvolvimento das t´técnicas de perspectiva durante a renascença ocorreu
com Leonardo da Vinci (1452-1519) e Albrecht D¨urer (1471-1528). Eles escreveram
tratados que relacionavam a Arte com a Matemática, enfatizando a importância desta
´ultima para a pintura (ALMEIDA, 2007, p. 3-8).
A Figura 2, retrato da U´ última Ceia de Leonardo da Vinci, comparada com a Figura 1,
revela grandes diferenças na representação, com o emprego da perspectiva e com a
moção de profundidade e de tridimensionalidade se destacando.
7
Figura 2: A U´ ltima Ceia de Leonardoo da Vinci.
(VINCI, 2014)
Dois séculos mais tarde, alguns conceitos já conhecidos desde os antigos gregos e
utilizados na Renascença, como ponto de fuga e perspectividade, foram formalizados
matematicamente pelo arquitecto francês Girard Desargues (1591-1661). Em 1636, ele
publicou estudos sobre perspectivas e, em 1639, um tratado matemático sobre as
secções cónicas, o Broullion Projet.
Em 1648, Abraham Bosse (1602-1676) publicou o famoso teorema de Desargues sobre
os Triângulos Perspectivos: “se em um plano dois triângulos ABC e A’B’C’ estão
situados de modo que as rectas unindo vértices correspondentes sejam concorrentes em
um ponto O, então, os lados correspondentes, se prolongados, se cruzarão em três
pontos colineares” (COURANT; ROBBINS, 2000 apud SEARA, 2010, p. 8).
As ideias de Desargues não foram bem aceitas pelos matemáticos da época, pois não
tinham a mesma direcção e forma de escrever dos trabalhos tradicionais. Entretanto,
dois matemáticos importantes da ´época se tornaram seus discípulos: Blaise Pascal
(1623-1662) e De La Hire (1640-1718). Pascal publicou em 1640 um ensaio sobre
cónicas, no qual consta uma série de teoremas da Geometria Projectiva, inclusive seu
famoso teorema que descreve um hexágono inscrito em uma cónica, onde os três pontos
8
de intersecção dos lados opostos são colineares. De La Hire publicou um livro que
abordava alguns objectos geométricos sob o ponto de vista projectivo.
Em 1759, Johann Heirich Lambert (1728-1777) publicou em Berlim o primeiro livro
didáctico sobre perspectiva e Gaspar Monge (1746-1818) baseou-se nas sombras e na
perspectiva, associando-a `a projecção, para criar a Geometria Descritiva (SANTOS;
GUEDES, 2007, p. 5-6).
No início do século XIX, o francês Jean Victor Poncelet (1788-1867) resgatou as ideias
de Desargues, e quando foi preso durante um confronto militar entre a França e a
Rússia, desenvolveu ideias que culminaram num tratado sobre as propriedades
projectivas das figuras.
Esse tratado foi publicado em 1822 e lhe tornou “conhecido como a pai da Geometria
Projectiva” (AUFFINGER; VALENTIM, 2003, p. 9). Entretanto, foi Mário Pieri (1860-
1913), em 1895, que estabeleceu um conjunto de axiomas para a Geometria Projectiva.
2. Vida e obra dos grandes percursores da Geometria Projectiva
[Link] e obra de Girard Desargues
Girard Desargues foi um matemático francês fundador da geometria projectiva, nascido
21 de Fevereiro de 1591 em Lyon, França e Morreu Outubro de 1661. Ele inventou uma
nova maneira não grega de fazer geometria, agora chamada de ' geometria projectiva
'ou' moderna '. Como matemático, ele era realmente muito bom: altamente original e
totalmente rigoroso. Ele estava, no entanto, longe de ser lúcido em seu estilo
matemático.
O pai de Girard, também chamado Girard Desargues, casou-se com Jeanne Croppet em
Condrieu, uma pequena cidade no departamento de Rhône, no leste da França. Foi
baptizado na igreja paroquial de Sainte-Croix em 2 de Março de 1591, quando tinha
nove dias de idade. Não há informações sobre a educação de Desargues e sobre sua
infância.
Eles se mudaram para Lyon, mas certamente mantiveram a propriedade em Condrieu, já
que Girard ( Junior ) passou um período lá no final de sua vida. Em Lyon Girard
( Sênior )trabalhou como investigador para o oficial de justiça, depois como cobrador de
impostos e notário real, que era sua ocupação quando nasceu seu filho Girard. Girard e
Jeanne Desargues tiveram oito filhos, quatro filhas Marie, Clemence, Françoise e
Catherine, e quatro filhos Fleury, Philippe, Antoine e Girard ( o assunto desta
9
biografia ) . Parece que o filho deles, Girard, era o mais novo dos oito filhos, o que é
bastante surpreendente, pois ele adotou o nome do pai.
Quando em Paris, Desargues tornou-se parte do círculo matemático em torno de Marin
Mersenne (1588 - 1648). Este círculo incluiu René Descartes (1597 - 1650) , Étienne
Pascal (1588 - 1651) e seu filho Blaise Pascal (1623 - 1662). Provavelmente foi
essencialmente para esse público limitado de amigos que Desargues preparou suas obras
matemáticas e as publicou. Alguns deles foram posteriormente expandidos para uma
forma mais publicável por Abraham Bosse (1602 - 1676), que agora é mais lembrado
como um gravador, mas também foi um professor de perspectiva. Bosse afirma que
Desargues recebeu uma licença real para publicar vários de seus escritos em 1630. Isso
adiciona um pouco de peso a Desargues auxiliando o cardeal Richelieu no cerco e,
provavelmente, estando envolvido em outro trabalho do lado real.
Parece não haver muitas informações confiáveis sobre sua vida e obra, a maior parte do
que sabemos vem de fontes indirectas. Desargues costumava escrever suas ideias na
forma de breves esboços, nenhum dos quais pretendia ser publicado e muitos dos quais
se perderam. Ele não fez nenhum esforço para torná-los compreensíveis para leitores em
potencial: ele usou "caracteres microscópicos" (Poudra 1864), um estilo extremamente
conciso, e se expressou em uma linguagem própria. Seu único trabalho extenso, Traité
des Sections Coniques, sobreviveu por meio de uma transcrição de Philippe de la Hire,
que se sentiu obrigado a adicionar um glossário de termos. Lá, aprendemos que
"umbigo" e "ponto de combustão" significam "foco", que "rolo" denota um sólido
cilíndrico ou cónico, enquanto duas palavras diferentes, "coluna" e "chifre", são usadas
para as superfícies cilíndricas e cónica. As próprias secções cónicas são referidas como
"a borda de um corte de rolo". Outros manuscritos foram editados por Abraham Bosse,
um aluno de Desargues que também era escultor, e lucrou com a atenção de seu
professor para as aplicações da geometria à arte e arquitectura. Desargues escreveu
tratados sobre perspectiva, relógios de sol, lapidação de pedras, aplicações mecânicas de
epiciclóides e também projectou edifícios. Ele provavelmente contribuiu para a
construção da barragem em La Rochelle,por ordem do Cardeal Richelieu, com quem
estava familiarizado, como nos diz Descartes , que era seu amigo e correspondente em
temas científicos e filosóficos. 8
10
Montucla (1960, p. 75), embora despreze as obras editadas de Bosse como "bárbaras" e
"ridiculamente longas", menciona uma casa sustentada por uma escada em espiral que
Desargues construiu em Lyon (e foi preservada até 1844) como um autêntico milagre de
equilíbrio.
Desargues concebeu a geometria projectiva como uma extensão natural da geometria
euclidiana na qual as linhas paralelas se encontram no infinito, os tamanhos podem
variar desde que as proporções sejam mantidas e as formas são consideradas como uma
só com a totalidade de sombras que podem projectar: exactamente o que é necessário
em desenho em perspectiva, onde cada objecto aparece deformado de acordo com o
ponto de observação. Assim, as secções planas de um cone nada mais são do que as
diferentes imagens projectadas por uma fonte de luz em uma parede quando sua
inclinação varia. Nesse quadro, um círculo equivale a uma elipse, que se torna uma
parábola assim que o ponto de intersecção do eixo do cone de luz com a parede termina
no infinito.
2.2. Vida e obra de Jean Victor Poncelet
Jean Victor Poncelet nasceu em Metz, no ano de 1788. Tendo-se destacado como
estudante quando cursava a Escola Politécnica de Metz, Poncelet tornou-se conhecido
como excelente professor de Matemática, sendo convidado a servir como engenheiro no
exército napoleónico. Em 1812, Poncelet lutou com as forças francesas na Rússia,
caindo prisioneiro, Durante os dezoito meses de cativeiro, começou a escrever um de
seus trabalhos mais notáveis: a Geometria Projectiva, teoria em que Desargues e Pascal
tinham dado os primeiros passos, no século XVII.
Em 1814, Poncelet retornou à França e, a partir de 1815, começou a publicar suas
criações nos "Anais da Matemática". Seus trabalhos iniciais versavam sobre os
polígonos inscritos e circunscritos a uma cónica.
O grande trabalho de Poncelet, "Ensaio sobre as projectivas das seções cónicas", só
apareceu em 1820 e foi melhorado e reproduzido dois anos depois com o título "Tratado
das propriedades projectivas das figuras". Nestas obras, Poncelet observou que certas
propriedades das figuras se mantém constantes, quando as figuras sofrem deformações
por projecções. Poncelet foi ainda o criador da teoria da polaridade e do princípio da
dualidade, base sobre a qual outros matemáticos como De Morgan, Whitehead e Russel
desenvolveram posteriormente seus trabalhos. Finalmente, Poncelet atingiu o máximo
11
de sua criação quando estabeleceu o conceito de razão dupla ou anarmónica. Com base
nesta descoberta, posteriormente, Klein conseguiu unificar as geometrias numa só,
criando a pangeometria. Poncelet faleceu em 1867 na mesma cidade onde nascera.
Fonte: [Link]
[Link] e obra de Gaspard Monge
Gaspard Monge (Beaune, 10 de maio de 1746 — Paris, 28 de julho de 1818[1]) foi um
matemático francês, criador da geometria descritiva (a base matemática de desenho
técnico) e pai da geometria diferencial.[2] Durante a Revolução Francesa, ele serviu
como ministro da Marinha, e foi envolvido na reforma do sistema educacional francês,
ajudando a fundar a École Polytechnique.[3]
htt://[Link]
[Link]
Filho de Jacques Monge, mascate amolador de facas.[1] Era o gênio da família, e no
colégio (dirigido por uma ordem religiosa) ganhava todos os prêmios. É conhecido pela
criação da geometria descritiva. Sem ela – originalmente usada na engenharia militar – a
enorme expansão da maquinaria do século XIX teria, provavelmente, sido impossível.
Aos quatorze anos construiu um carro de bombeiros. À pergunta de como conseguira tal
feito sem qualquer orientação, respondeu: “eu uso dois trunfos infalíveis: uma
tenacidade invencível e mãos que traduzem meu pensamento com fidelidade
geométrica.” Foi um geómetra e engenheiro nato com o dom insuperável de visualizar
relações espaciais complicadas. Aos dezesseis anos fez um excelente mapa completo de
Beaune, construindo seus próprios instrumentos de agrimensura. Este mapa
proporcionou-lhe a primeira grande chance: os professores recomendaram-no para a
cadeira de professor de física do colégio de Lyon, dirigido pela mesma ordem religiosa.
htt://[Link]
[Link]
A seguir, recebeu a oferta da escola militar de Mézières onde fazia o trabalho rotineiro
de agrimensura e desenho, o que lhe deixava tempo livre para a matemática. Uma
importante matéria do curso era a teoria das fortificações em que se buscava projetar
métodos de defesa para que nada ficasse exposto ao fogo direto do inimigo. Para
alcançar este resultado, eram necessários intermináveis cálculos aritméticos. Monge
12
apresentou uma solução rápida para este tipo de problema, tendo que reafirmar, para os
que desacreditavam, que a simplicidade do resultado baseava-se em que não fora usada
aritmética para chegar à solução.
Este foi o começo da geometria descritiva. Foi então colocado como instrutor do novo
método para os futuros engenheiros militares. Durante quinze anos o método foi um
segredo militar zelosamente guardado. Somente em 1794 Monge foi autorizado a
apresentá-lo, publicamente, na Escola Normal Superior de Paris. Lagrange disse após a
conferência: “eu não sabia que sabia geometria descritiva”.
Esta invenção revolucionou a engenharia militar e o desenho mecânico. Há muitas
maneiras pelas quais a geometria descritiva pode ser desenvolvida ou modificada, mas
todas se relacionam com Monge. Contribuiu para o avanço da matemática pela
sistemática aplicação do cálculo para a investigação da curvatura das superfícies,
preparando o caminho para Carl Friedrich Gauss que, por sua vez inspirou Bernhard
Riemann, que mais uma vez desenvolveu a geometria conhecida por seu nome
(geometria riemanniana) na teoria da relatividade. Em 1788, vinte e dois anos de idade,
tornou-se professor de matemática em Mézières, e três anos mais tarde, com a morte do
professor de física, ele foi promovido para a sua vaga.
Casou em 1777. Em 1780 D’Alembert e Condorcet convenceram o governo a fundar
um instituto no Louvre para o estudo de hidráulica e Monge foi chamado a Paris para se
encarregar dos trabalhos. De 1777 a 1791 permaneceu no emprego de examinador de
candidatos a comissões na marinha, provando ser um servidor incorruptível. Como
resultado desta rigidez, a marinha estava pronta para acção em 1789, quando começou a
Revolução.
Em agosto de 1792 foi posto no Conselho Executivo Provisional para propor alguma
medida de apaziguamento do povo que já se descontrolara. Em fevereiro de 1793
tornou-se suspeito de não ser bastante radical.
No dia 13 pediu demissão. No dia 18 foi reconduzido. Em abril de 1793, só havia um
décimo da munição necessária para um exército de 900.000 homens. Importar seria
impossível.
Precisava-se de cobre e metal para a manufactura de canhões de bronze, salitre para a
pólvora e aço para as armas de fogo. “Dê-nos salitre da terra e em três dias nós
13
estaremos carregando nossos canhões”, disse Monge para a Convenção. “Tudo bem”,
disseram eles, “mas onde nós vamos conseguir o salitre?" Monge e Berthollet
mostraram. A nação inteira foi mobilizada sob a direcção de Monge e Berthollet. A
França inteira transformou-se numa grande fábrica de pólvora. Monge era a alma de
tudo. Passou seus dias supervisionando as fundições e arsenais e suas noites escrevendo
boletins com ordens para os trabalhadores. Seu boletim “A Arte da Fabricação do
Canhão tornou-se o manual das fábricas. htt://[Link]
[Link] e obra de Blaise Pascal
Blaise Pascal nasceu em Clermont, no dia 19 de junho de 1623. Filho de Etienne Pascal
e Antoinette Begon, ficou órfào de mãe aos três anos de idade. Suas extraordinárias
qualidades de inteligência, reveladas desde os primeiros anos da infância, tornaram-se
todo o orgulho do pai de Pascal, que quis encarregar-se pessoalmente de sua educação.
O jovem Pascal manifestou, desde logo, um pendor excepcional pelas matemáticas, a tal
ponto que, segundo sua irmã Gilberte, chegou a descobrir os fundamentos da geometria
euclidiana. Aos dezasseis anos de idade, escreveu um tratado de tal profundeza que se
dizia não ter sido escrito outro, depois de Arquimedes, que se lhe pudesse comparar.
Esse tratado despertou o entusiasmo de Descartes.
Enquanto isso, continuava Pascal os seus estudos do latim e do grego, nos quais seu pai
o havia iniciado, e, nos intervalos, dedicava-se também à lógica, à física, à filosofia.
Aos dezoito anos de idade, inventou uma máquina de calcular. Aos vinte e três, já era
senhor de imenso cabedal científico, tendo descoberto várias leis sobre a densidade do
ar. o
equilíbrio dos líquidos, o triângulo aritmético. O cálculo das probabilidades, a prensa
hidráulica. etc. Um dia. porém. na ponte de Neuilly. Foi vítima de um acidente e
começou a sofrer de alucinações, vendo aparecer sempre diante de si um abismo aberto
para tragá-lo. Desde então. tomou-se profundamente religioso, renunciou a todos os
seus conhecimentos e. passando a viver solitariamente, internado na abadia de Port-
Royal. dedicou-se exclusivamente à defesa do cristianismo.
Dá-se, hoje. o nome de abismo de Pascal à dificuldade que certos problemas sociais ou
morais oferecem em sua elucidação.
A expressão grão de areia de Pascal encontra explicação na seguinte passagem desta
obra: ‘Cromwell teria destruído toda a cristandade, a família real se teria perdido e a sua
14
se tomado poderosa como nunca, se não fosse um pequeno grão de areia que se
introduzira em sua uretra. E até Roma teria tremido sob o seu domínio, se essa
areiazinha. que não valia nada em outro lugar. introduzindo-se ali, não o tivesse morto.
derrubando sua família e restabelecendo o rei.” Assim. Com aquela locução, se exprime
a ideia de que pequenas causas podem acarretar grandes efeitos.
Toda a vida de Pascal é tida como um grande exemplo de sofrimento resignado e de
piedade. Morreu com trinta e nove anos, 19 de agosto 1662
[Link] e obra de Christian Felix Klein
Felix Klein nasceu em 25 de abril de 1849 em Düsseldorf , a prussianos pais. Seu pai,
Caspar Klein (1809-1889), foi secretário de um oficial do governo prussiano
estacionado na província do Reno. Sua mãe era Sophie Elise Klein (1819–1890, nascida
Kayser). Ele frequentou o Gymnasium em Düsseldorf, depois estudou matemática e
física na Universidade de Bonn , 1865-1866, com a intenção de se tornar um físico.
Naquela época, Julius Plücker era professor de matemática e física experimental em
Bonn, mas na época em que Klein se tornou seu assistente, em 1866, o interesse de
Plücker era principalmente geometria. Klein recebeu seu doutorado, orientado por
Plücker, da Universidade de Bonn em 1868.
Plücker morreu em 1868, deixando seu livro sobre a base da geometria de linha
incompleto. Klein foi a pessoa óbvia para completar a segunda parte da Neue Geometrie
des Raumes de Plücker , e assim conheceu Alfred Clebsch , que se mudou para
Göttingen em 1868. Klein visitou Clebsch no ano seguinte, junto com visitas a Berlim e
Paris. Em julho de 1870, no início da Guerra Franco-Prussiana , ele estava em Paris e
teve que deixar o país. Por um breve período, ele serviu como ordenança médico no
exército prussiano antes de ser nomeado professor em Göttingen no início de 1871.
2.6. Vida e Obra de Frans van Schooten
Matemático holandês nascido em Leyden, Netherlands, sucessor de seu pai, também um
engenheiro militar e de mesmo nome, conhecido posteriormente como o velho, como
professor de matemática na escola de engenharia em sua cidade natal (1646), onde se
formara um grupo de matemáticos de notáveis contribuições a evolução desta ciência.
Entrou na Universidade de Leyden (1631), onde estudou matemática profundamente.
Ao visitar Leyden (1637) Descartes (1596-1650) encontrou-se com ele e este encontro
foi muito importante em sua vida, porque o filósofo francês impressionado pelo nível
15
daquele estudante, introduziu-o no Círculo de Mersenne, em Paris. Algum tempo depois
ele foi ao exterior, viajando primeiramente a Paris e depois a Londres, onde permaneceu
quase três anos (1641-1643).
Ampliou seus conhecimentos em matemática em contato os grandes mestres na matéria
nesses dois centros e depois que retornou a Leyden, já com grande prestígio
internacional, continuou a se corresponder com os principais matemáticos desses dois
centros. Tornou-se assistente de seu pai (1643) e o substituiu como professor após sua
morte (1645). Publicou os manuscritos de François Viète (1540-1603) em Leyden e
tornou-se assistente (1643) de seu pai e quando este morreu dois anos mais tarde, foi
indicado para a cadeira que, então, ficou vaga. Calvinista, tornou-se o principal
divulgador e estabelecedor da geometria de Descartes ao publicar (1649) uma versão em
latim, a linguagem científica da época, juntamente com material suplementar
explanador, com o nome de La géométrie de Descartes.
Outra publicação notória de sua autoria foi Exercitationes mathematicae, sobre
aplicações de álgebra à geometria (1656). Seu próprio livro La géométrie de Renée Des
Cartes, publicado em dois volumes (1659-1661), continha apêndices escritos por três
discípulos seus, a saber, Johan de Witt (1629-1672), Johan Hudde (1629-1704) e
Hendrick Van Heuraet (1633-1660), nas versões mais ampliadas, e também em dois
volumes, publicadas em seguida (1661, 1683 e 1695). Foi tutor e professor de Christian
Huyghens (1629-1695), que se transformou em amigo, e de seu irmão. Nascido em
Leyden, Países Baixos, faleceu na mesma cidade a 29 de maio (1660). Não deve ser
confundido com seu pai, Frans van Schooten, o velho, que era professor na escola da
engenharia em Leyden.
[Link] e obra de Michel Chasles
Michel Chasles (Epernon, 15 de novembro de 1793 — Paris, 18 de dezembro de 1880)
foi um matemático francês.
Educado em Paris, abandonou o comércio para dedicar-se à matemática. Em 1829,
perante a Academia de Bruxelas, expôs sua descoberta de princípios gerais
de geometria: dualidade e homografia. Ampliando-os, escreveu em 1837
sua Apreciação histórica sobre a origem e o desenvolvimento dos métodos em
geometria.
16
Foi professor de mecânica e geodésia de Escola Politécnica de Paris (1841) e mais tarde
de geometria superior na Sorbonne. É considerado um dos maiores geômetras de todos
os tempos, com fundamentais contribuições à ciência.
Chasles e Jakob Steiner elaboraram independentemente a moderna geometria projetiva.
Chasles usou seu 'método de características' e seu 'princípio de correspondência' para
resolver inúmeros problemas e as soluções foram publicadas em Comptes Rendus. O
problema da atração de um elipsóide num ponto externo foi por ele resolvido em 1846.
2.7. Vida e obra de Rudolf Christian Karl Diesel
"Engenheiro e inventor alemão nascido em Paris, França, filho de pais alemães, que,
especializado na construção de máquinas, inventou (1889) e patenteou (1892), o motor
de combustão interna, o motor Diesel. Viveu a infância em Paris (1858-1870) até que
sua família foi forçada a se mudar para a Inglaterra (1870) devido à eclosão da guerra
franco-prussiana. De Londres viajou para Augsburgo, onde prosseguiu os estudos,
completados na Universidade Técnica de Munique, onde se revelaria notável
pesquisador.
Iniciou suas atividades profissionais como colaborador do técnico em refrigeração Carl
von Linde (1842-1934) e a partir de estudos de Termodinâmica desenvolvidos por
Linde e a pedido deste, construiu diversas máquinas motrizes. Dedicando-se ao
desenvolvimento de um motor de combustão interna que se aproximasse ao máximo do
rendimento teórico proposto pelo físico francês Sadi Carnot, desenvolveu a idéia que
mais tarde resultaria no motor diesel (1890). Com o patenteamento da invenção (1892),
publicou uma descrição teórica e prática de seu mecanismo no livro Theorie und
Konstruktion eines rationellen Wärmemotors (1893), expondo suas idéias e propondo a
construção de um motor para funcionamento de acordo com seu ciclo térmico, a partir
do motor de combustão interna inventado por Nikolaus Otto e usando a mistura ar-
combustível, barateando os custos de operação.
O motor Diesel transformou-se em uma máquina motriz rentável tanto do ponto de vista
do preço do combustível por litro, como no rendimento. Sucesso na Europa, emigrou
para os Estados Unidos (1900), e instalou o primeiro motor diesel comercial em St.
Louis (1898), nos EUA. Porém no Novo Mundo seu desenvolvimento para atender
caminhões e locomotivas foi insignificante até que expiraram suas patentes originais
(1913). Boicotado, decepcionado e arruinado voltou para a Europa e morreu afogado ao
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cair ao mar durante uma travessia do canal da Mancha, de Antuérpia para Londres, para
alguns puro suicídio. Além de notável teórico da mecânica foi homem de ampla cultura,
foi conhecedor de arte e pesquisador de questões lingüísticas e das teorias sociais da
época." Veja mais sobre "Rudolf Christian Karl Diesel" em:
[Link]
[Link] e Obra de Karl Georg Christian von Staudt
Karl Georg Christian von Staudt foi um matemático alemão nascido em 24 de janeiro de
1798, em Rothenburg ob der Tauber, e faleceu em 1 de junho de 1867, em Erlangen. Ele
é conhecido por suas contribuições significativas à geometria projetiva, sendo um dos
principais representantes desse campo ao lado de outros matemáticos proeminentes,
como Poncelet e Chasles.
As suas principais obras incluem o desenvolvimento de métodos para a análise das
propriedades geométricas e a introdução do conceito de "pontos de perspectiva", que
ampliou a compreensão da perspectiva em geometria. Além disso, sua obra "Geometrie
der Lage" (Geometria das Posições) é um marco importante na geometria projetiva.
3. Axiomas inerentes a projectividade
[Link] de Incidência
(G. Ávila, 2001) Os axiomas de incidência definem a ideia expressa pela noção de estar
em, além de estabelecer uma conexão entre os termos primitivos do plano:
3.1.1 Axiomas
Axioma 1. Dados quaisquer dois pontos distintos, A e B, existe uma única reta
que os contém.
Axioma 2. Em cada recta existem ao menos dois pontos distintos e existem três
pontos distintos que não pertencem a uma mesma recta.
[Link] de Ordem
Os axiomas de ordem definem a ideia expressa pelo termo estar entre, e tornam
possível, com base nessa ideia, descrever uma ordem de sequência dos pontos sobre
uma recta. Os pontos de uma recta têm uma certa relação um com o outro, e a noção de
estar entre servirá para descrevê-la. (G. Ávila, 2001)
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[Link]
Axioma 3. Para quaisquer três pontos distintos colineares, apenas um deles está
entre os outros dois.
Axioma 4. Se A, B e C são pontos tais que C está entre A e B então estes três
pontos são distintos, colineares e C está entre B e A.
Axioma 5. Dados dois pontos distintos, A e B, existem um ponto C entre A e B
e um ponto D tal que B está entre A e D.
Axioma 6 (Separação do plano). Uma reta r determina somente dois semiplanos
distintos, cuja intersecção é a própria recta r
[Link] de Continuidade
Os axiomas de continuidade não envolvem uma terceira relação primitiva mas tratam de
garantir que certas construções, que vão nos permitir medir distâncias entre pontos, são
possíveis. (G. Ávila, 2001)
[Link]
Axioma 7. A cada segmento AB está associado um único número real positivo, e
ao segmento nulo está associado o número zero.
Axioma 9. A todo número real positivo fica associado um segmento, cuja
medida é igual ao número dado, sendo que ao número zero fica associado o
segmento nulo.
Axioma 10 (Transporte de segmento). Fixado um segmento arbitrário AB, para
qualquer segmento CD, existe um único ponto E pertencente à semi-recta SCD
tal que AB = CE.
4. Conclusão
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O surgimento da geometria projectiva é um exemplo notável de como a busca por
compreender e representar o mundo visual pode levar a avanços significativos na teoria
matemática. Desde suas raízes na arte renascentista até seu desenvolvimento como um
campo matemático robusto, a geometria projectiva continua a ser uma área vibrante e
influente, com aplicações que se estendem muito além de suas origens.. A geometria
projectiva não apenas ampliou nossa compreensão matemática, mas também trouxe
avanços tecnológicos e artísticos significativos, destacando-se como uma das conquistas
notáveis da mente humana. As contribuições significativas de pioneiros como Girard
Desargues, Blaise Pascal, Jean-Victor Poncelet, August Ferdinand Möbius e outros não
apenas fundaram a geometria projectiva moderna, mas também abriram caminho para o
desenvolvimento de outras áreas importantes da matemática, como a geometria
algébrica e a teoria dos invariantes.
A evolução da geometria projectiva, desde suas origens artísticas até suas aplicações
matemáticas e tecnológicas modernas, é um testemunho do poder da abstracção e da
modelagem matemática. Essa área não só ampliou nossa compreensão do espaço e da
forma, mas também trouxe avanços tecnológicos significativos, influenciando a forma
como interagimos com o mundo visual. A geometria projectiva representa uma das
realizações mais notáveis do pensamento humano, demonstrando como a busca pela
compreensão do espaço e da perspectiva pode levar a avanços duradouros e
transformadores em múltiplos campos do conhecimento. Sua história rica e seu impacto
abrangente continuam a inspirar matemáticos, cientistas e artistas até os dias de hoje.
5. Referencias bibliográficas
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métodos e conceitos. 1. ed. Rio de Janeiro: Moderna, 2000.
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