0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações20 páginas

Fluxo de Caixa para Microempresas

O trabalho aborda a importância da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) como ferramenta essencial para a gestão financeira de micro e pequenas empresas, destacando seu papel no planejamento, controle e tomada de decisões. A pesquisa enfatiza que a DFC fornece informações cruciais que ajudam os administradores a avaliar a saúde financeira da empresa e a cumprir suas obrigações. Além disso, o estudo ressalta a relevância da gestão financeira em um cenário econômico desafiador, onde a sobrevivência das empresas depende de decisões informadas e estratégicas.

Enviado por

saudemasculina64
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações20 páginas

Fluxo de Caixa para Microempresas

O trabalho aborda a importância da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) como ferramenta essencial para a gestão financeira de micro e pequenas empresas, destacando seu papel no planejamento, controle e tomada de decisões. A pesquisa enfatiza que a DFC fornece informações cruciais que ajudam os administradores a avaliar a saúde financeira da empresa e a cumprir suas obrigações. Além disso, o estudo ressalta a relevância da gestão financeira em um cenário econômico desafiador, onde a sobrevivência das empresas depende de decisões informadas e estratégicas.

Enviado por

saudemasculina64
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

FACULDADE NOSSA SENHORA APARECIDA

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS


TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMETA


PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Aluno: Wanderley José Silva Neto


Orientador: Esp. Edilourdes Vieira de Freitas Pitta

Aparecida de Goiânia, 2019


FACULDADE NOSSA SENHORA APARECIDA
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA


PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Artigo apresentado em cumprimento às exigências


para término do Curso de Ciências Contábeis sob
orientação do Prof. Esp. Edilourdes Vieira de
Freitas Pitta

Aparecida de Goiânia, 2019


FACULDADE NOSSA SENHORA APARECIDA
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Wanderley José Silva Neto

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA


PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Artigo apresentado em cumprimento às exigências


para término do Curso de Ciências Contábeis sob
orientação da Prof. Esp. Edilourdes Vieira de
Freitas Pitta.

Avaliado em ______ / _____ / _____

Nota Final: ( ) _____________

______________________________________________________
Professor Orientador: Esp. Edilourdes Vieira de Freitas Pitta

_______________________________________________________
Professor Examinador: Esp. Lincon Vargas da Silva

Aparecida de Goiânia, 2019


RESUMO

Nesses últimos anos surgiu uma grande preocupação com as pequenas empresas
em conseguir gerir o seu negócio em meio de um cenário econômico e político,
considerando os seus altos custos. A importância da gestão financeira, com algumas
formas de análise que servem como ferramenta de planejamento, organização,
direção e controle financeiro, para tomada de decisão, forma esta que é responsável
pela sobrevivência e crescimento da empresa, visando lucro, ou seja, da sua
capacidade em cumprir com seus compromissos, visando assim sempre antecipar um
eventual saldo de caixa ou a falta deste. Pretende-se mostrar nessa pesquisa que o
fluxo de caixa é um instrumento interessante na empresa que visa o controle e
planejamento dentro das empresas. O presente visa, através de levantamentos
literários bibliográficos existentes, discorrer sobre os principais aspectos de como a
Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC pode contribuir na tomada de decisão na
gestão da microempresa. Sendo assim, podemos afirmar que o fluxo de caixa é uma
ferramenta que fornece um calhamaço de informações para a contabilidade, para seja
elaborada a DFC, visando proporcionar o fácil entendimento para que os
administradores tomem as decisões corretas, e sabendo utilizá-la, poderão examinar
que o fluxo de caixa é uma excelente ferramenta para à segurança e à imagem da
empresa, pois a mesma proporciona o real conhecimento da capacidade desta em
cumprir com as suas responsabilidades, dentro dos prazos estimados. Pode-se
finalizar que o DFC auxilia os seus usuários, dar maior controle e transparência aos
relatórios de contabilidade para melhor atender aos interesses das empresas com
fidedignidade e confiabilidade.

PALAVRAS-CHAVE: Contabilidade; Fluxo de caixa; Micro e Pequenas Empresas;


Demonstração; DFC; CPC-03
ABSTRACT

In recent years, there has been a great deal of concern for the small business in
managing to manage their business in the middle of an economic and political
scenario, considering their high costs. The importance of financial management, with
some forms of analysis that serve as a tool for planning, organization, direction and
financial control, for decision making, which is responsible for the survival and growth
of the company, for profit, that is, its Ability to comply with their commitments, in order
to always anticipate a possible cash balance or lack thereof. It is intended to show in
this research that the cash flow is an interesting instrument in the company that aims
at the control and planning within the companies. The present aims, through existing
bibliographical literary surveys, to discuss the main aspects of how the Statement of
Cash Flows (SCF) can contribute to the decision-making process in microenterprise
management. Therefore, we can affirm that cash flow is a tool that provides a bundle
of information for accounting, to be elaborated the DFC, aiming to provide the easy
understanding so that the administrators make the right decisions, and knowing how
to use it, can To examine that cash flow is an excellent tool for the security and image
of the company, since it provides the real knowledge of the company's ability to fulfill
its responsibilities, within the estimated time frames. It can be concluded that DFC
helps its users, give greater control and transparency to accounting reports to better
serve the interests of companies with trustworthiness and reliability. Statement of Cash
Flows

KEY-WORDS: Accounting; Cash flow; Micro and Small Enterprises; Demonstration;


DFC;
6

1. Introdução

As Micro e Pequenas empresas correspondem a mais de 90% das empresas


brasileiras, e são responsáveis pelo emprego de cerca de 60% das pessoas
economicamente ativas do País. Elas são essenciais para a economia brasileira, e
têm sido cada vez mais alvo de políticas específicas para facilitar sua sobrevivência,
como, por exemplo, a Lei Geral para Micro e Pequenas Empresas, que cria facilidades
tributárias como o Super Simples.

Com um cenário econômico notavelmente acirrado, competitivo, globalizado,


esses fatores forçam as empresas a se planejar e inovar constantemente. Não é fácil
se manter no mercado com todas essas adversidades, por isso que o número de
empresas que estão encerrando suas atividades é expressivo.

As micro e pequenas empresas, vem buscando o seu espaço em um mercado


muito competitivo e globalizado. Dentre estes desafios, algumas ferramentas podem
auxiliar nesta constante busca por decisões, que possam garantir sua continuidade.

A necessidade de obter resultados cada vez melhores faz com que as


empresas busquem ferramentas que auxiliem na tomada de decisão. No que diz
respeito a precisão de recursos financeiros esta preocupação é constante. Nos dias
atuais é imprescindível que as empresas tenham mecanismos de planejamento e
controle financeiro.

O fluxo de caixa é uma ferramenta gerencial que indica os recebimentos e


pagamentos de um determinado período. E nele, são registrados todos os dados,
contas a receber, contas a pagar, aplicações financeiras, vendas de mercadorias,
saldos bancários, e todas as movimentações envolvendo as disponibilidades
financeiras de uma organização.

A presente pesquisa vem com o intuído de discutir os principais aspectos da


Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC e de que maneira ela pode influenciar na
tomada de decisão do administrador na micro e pequena empresa, sendo utilizada
como meio de demonstração contábil. A escolha de usar a pesquisa bibliográfica,
utilizando-se de referências teóricos de livros, artigos bibliográficos, revistas e sites
7

que nos de embasamento para informações fidedignas e que nos seja útil para o
desenvolvimento do mesmo.

2. Gestão Financeira

A Gestão Financeira é de vital importância para a empresa/organização, pois é


ela que nos mostra a real saúde da mesma, seguindo essa linha de raciocínio temos
os seguintes itens: caixa, fluxo de caixa e tesouraria, que são indispensáveis na
instituição, eles serão de suma importância para que os propósitos da organização
sejam obtidos, podendo assim tomar decisões que venham a ser de grande
importância na vida da organização, neste sentido podemos observar que os três
tópicos abaixo auxiliarão a organização em tomadas de decisões baseando-se nos
resultados obtidos com a aplicação do estudo (FREZATTI, 1997).

Nos dias atuais um dos temas mais relacionados à administração é o


empreendedorismo, sendo assim pessoas que não possuem capacitação profissional
podem ser também empreendedoras, com tudo se o negócio que a mesma dirige não
possui um modelo de Gestão Financeira, fluxo de caixa, acompanhamento de entrada
e saída de recursos, comparações em contas de crédito e debito no sentido
fornecedor, bancos, folha de pagamento dentre tantos outros aspectos que são vitais
para a saúde financeira da mesma (GITMAN, 2002).

E esses instrumentos podem ser aplicados nessas organizações para que


possa ser feita uma análise interna, podendo assim gerar números que venham a
auxiliar estes gestores na tomadas de decisões no sentido de novos investimentos,
novas oportunidades de negócio e até mesmo na redução de investimentos em tal
negócio , o estudo aplicado vem de encontro a todas as premissas que devem ser
acompanhadas e analisadas para que possamos ter resultados que venham a
confirmar o que se foi orçado para um determinado período, seja ele de um ano ou
para um futuro longo (GITMAN, 2002).

Os conjuntos econômicos modernos de competição de mercado estabelecem


das organizações maior eficácia na gestão financeira de suas soluções, não
8

competindo indecisões sobre o que fazer com eles. Assaf Neto e Silva (2002),
discorrem que, em época de globalização o cenário caminha para uma abertura a qual
todos podem entrar em determinado mercado, porém alguns diferenciais competitivos
é que tornarão a empresa bem-sucedida.

Segundo Assaf Neto e Silva (2002) uma adequada gestão dos recursos
financeiros diminui substancialmente a precisão de capital de giro, promovendo
máximos lucros pela diminuição sobretudo dos gastos financeiros. Isto significa que
as procedentes despesas financeiras causadas pela tomada de empréstimos junto a
bancos podem ser minimizadas. Em verdade, através da fala dos autores
supracitados, entende-se que, a atividade financeira de uma organização exige
acompanhamento duradouro de seus resultados, de maneira a avaliar seu
desempenho, bem como decorrer aos ajustes e correções necessários. A finalidade
fundamental da função financeira é fornecer a organização de recursos de caixa
suficientes de modo a respeitar as várias obrigações assumidas e requerer a
maximização da riqueza.

3. História da Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC

O estudo sobre a DFC iniciou recentemente a partir de uma publicação do Cash


Flow: Analysis and the Statement no ano de 1961, pelo Accounting Procedures Board
(APB), nos Estados Unidos da América (EUA), mas teve a sua divulgação e
normatização em 1987 feita pela Financial and Accounting Standards Board (FASB).
Propondo as empresas americanas a utilização da DFC no lugar das Demonstrações
das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR. Silva (2006, p. 3) descreve que:

A DFC foi normatizada pelo pronunciamento do Board do Financial


Accounting Standards Board (Fasb), pelo boletim n. 95, que instituiu o fluxo
de caixa em substituição à Demonstração de Origem e Aplicações de
Recursos (Doar), datado de novembro de 1987, sendo colocado em vigor a
partir de julho de 1988.
9

A primeira informação sobre Demonstração de Fluxo de Caixa no Brasil foi


através das “Normas de Procedimentos Contábeis – NPC Nº 20”, divulgada no ano de
1.999 pelo Instituto Brasileiro de Contabilidade (IBRACON), que a mesma foi
revogada pela reunião da Diretoria em 21 de agosto de 2008. Assim substituída para
o Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, cujo número 03 - Demonstração dos
Fluxos de Caixa, aprovado pelo CPC e pela Deliberação nº 547/08 da CVM (Revogada
pela Diretoria Nacional em reunião de 24/05/2011).

Atualmente a DFC é de suma importância para o controle da gestão financeira


dos negócios. Sendo assim uma das demonstrações contábeis mais eficazes para
uma análise sistemática da saúde financeira de qualquer empresa, e também como
principal auxiliadora na tomada de decisões dos seus administradores com bastante
precisão.

4. Demonstração dos fluxos de caixa

Existe um extenso leque de definições a certa de que se trata de DFC, e todas


conceituam como uma precisa ferramenta de planejamento e controle financeiro,
essencial principalmente para as mais importantes tomadas de decisões por parte dos
administradores. Para entendermos de forma técnica, citaremos conceitos de vários
autores especialistas para verificarmos o que vem ser fluxo de caixa.

Ludícibus e Marion (1999, p.218) asseguram que o fluxo de caixa “evidencia o


surgimento e a aplicação de todo o dinheiro que percorreu pelo caixa em um
determinado momento e o resultado de fluxo”.

É um item crucial na tomada de decisão do empresário na área financeira da


organização, pois ele é o instrumento que dá a visibilidade ao mesmo em questões
de entrada e saída de dinheiro que sempre será baseada em um período determinado,
seja ele um mês ou um relatório anual do fluxo.

Ele serve para avaliar se a empresa está girando suas atividades no vermelho
ou com folga no período observado, Auxilia nas tomadas de decisões baseando-se
10

na sobra de recursos tomando decisões de investimento e também na falta do mesmo


suas devidas decisões de enxugamentos em seus desperdícios, planejando assim
políticas de pagamentos e recebimentos que vão de encontro a sua capacidade de
liquides em ambos os lados ( fornecedores / credores ) realizando assim promoções
em sua mercadoria que possam suprir o recurso investido com um preço atrativo no
mercado podendo assim até obter um caixa de forma rápida, podemos definir assim
o fluxo de caixa como a apuração dos recursos obtidos em um período passado sendo
que os números levantados para o futuro é denominado orçamento, desta forma o
fluxo de caixa nos auxilia na projeção de um orçamento em um futuro próximo.

De acordo com Zdanowicz (1998, p. 41) relaciona-se o mais importante objetivo


do fluxo de caixa, a saber:

1) Linha de credito: facilita a análise e o cálculo na seleção das linhas de


credito;
2) Nível de caixa: fixa o nível de caixa, em termos de capitais de giro;
3) Excedentes de caixa: verifica a possibilidade de aplicar possíveis
excedentes de caixa;
4) Empréstimos e financiamentos: permite estudar um programa saudável de
empréstimos e financiamentos;
5) Resgate de débitos: projeta um plano efetivo de resgate de débitos:
6) Programação: permite programar os ingressos e ingressos de caixa;
7) Planejamento: planeja os ingressos de acordo com as disponibilidades de
caixa;
8) Recursos: determina quanto de recursos próprios a empresa dispõe em
dado período e analisa a conveniência do comprometimento desses recursos;
9) intercambio entre departamentos: proporciona o intercâmbio entre diversos
departamentos da empresa com a área financeira.

5. Definições sobre a Demonstração do Fluxos de Caixa - DFC

Em tempos de mercado competitivo, deve se ter inovações em forma de


atendimento e outros diferenciais, não podendo esquecer que se deve ter gestão e
um bom fluxo de caixa se a organização tem como finalidade se manter no mercado
de forma saudável e por um longo período de atividade, empresas que possuem
dificuldade em liquidar seus compromissos com fornecedores, funcionários, mesmo
possuindo um faturamento compatível com os compromissos, devem ir atrás de um
modelo de gestão ou um profissional capacitado para gerir seus recursos pois a vida
11

da organização também depende de como seu gestor analisa os números por meio
de um fluxo de caixa, pois sem este controle fica inviável as tomadas de decisões que
possam vim a interferir na capacidade da mesma gerar receitas e consequentemente
a capacidade de honrar com seus compromisso e no final da atividade ter uma
margem de lucro igual ou superior ao que foi orçado para aquele período.

Segundo o Portal Da Administração (2012) “A (DFC) tem o propósito de


esclarecer de forma condensada as entradas e saídas da conta Caixa (caixa + banco)
em determinado período ou exercício gerados por atividades operacionais, de
investimento e de financiamentos. Tem-se como base às informações contidas no
Balanço Patrimonial e na Demonstração do Resultado do Exercício”.

Ldudícibus et al. (2010, p. 565) estabelecem que o objetivo primário da


DFC é prover elementos importantes sobre os pagamentos e recebimentos em
dinheiro de uma empresa, ocorridos durante um determinado período, com isso ajudar
os usuários das demonstrações contábeis na análise da capacidade da entidade de
gerar caixa e equivalentes de caixa bem como suas necessidades para utilizar esses
fluxos de caixa. Informações essas que permitem aos investidores, credores e outros
usuários avaliem:

A habilidade de a organização produzir futuros fluxos líquidos positivos de


caixa;
A capacidade da organização honrar seus compromissos, pagar dividendos
e restabelecer empréstimos obtidos;
A liquidez, solvência e a flexibilidade financeira da organização;
A taxa de conversão de lucro em caixa;
A performance operacional de diversas organizações, por eliminar os efeitos
de distintos tratamentos contábeis para as mesmas transações e eventos;
O grau de precisão das estimativas passadas de fluxos futuros de caixa;

Os efeitos da DFC também são importantes para auditar as informações


contábeis na procura por erros e possíveis fraudes contábeis, conforme mencionado
por Lamas e Gregório (2009, p.101) e Marion (2009, p.446).

Segundo a FIPECAFI (2010, p.567), as atividades operacionais “compreendem


todas as atividades pertinentes com a fabricação e entrega de bens e serviços e os
12

eventos que não sejam determinados como atividades de investimento e


financiamento”.

Ludíbicius e Marion (1999, p. 218) afirmam que a DFC “demonstra a origem e


a aplicação de todo dinheiro que tramitou pelo caixa em um determinado período e o
resultado desse fluxo”, sendo que o caixa representa as contas Caixa e Bancos,
demonstrando as entradas e saídas de valores.
De acordo com o que dizem Perez Júnior e Begalli (1999), a DFC é: Uma
ferramenta que já comprovou ser de extrema utilidade para os gestores das empresas
em seus diversos fins, dada a sua simplicidade e abrangência, principalmente no que
diz respeito aos aspectos financeiros que envolvem o dia-a-dia da empresa.

6. Métodos
6.1. Diretos e Indiretos

A DFC pode ser elaborada através de dois métodos, o direto e indireto. Entre
os mesmos estão nas suas atividades operacionais.

Segundo a Fipecafi (2010, p.573), “o processo direto explicita os ingressos e


saídas brutas de dinheiro dos essenciais membros das atividades operacionais, como
os recebimentos pelas vendas de produtos e serviços e os pagamentos a
fornecedores e empregados”.

(CPC 03) A entidade deve apresentar os fluxos de caixa das atividades


operacionais, usando alternativamente:

(a) o método direto, segundo o qual as principais classes de recebimentos


brutos e pagamentos brutos são divulgadas; ou,
(b) o método indireto, segundo o qual o lucro líquido ou o prejuízo é ajustado
pelos efeitos de transações que não envolvem caixa, pelos efeitos de
quaisquer diferimentos ou apropriações por competência sobre recebimentos
de caixa ou pagamentos em caixa operacionais passados ou futuros, e pelos
efeitos de itens de receita ou despesa associados com fluxos de caixa das
atividades de investimento ou de financiamento.

Para Glauber Mota (2009), os dados necessários para a aplicação do método


direto devem ser obtidos por consultas aos registros contábeis, mas também podem
13

ser extraídos do balanço financeiro elaborado também pelo método direto, caso a
primeira opção se revele mais trabalhosa.

Uma terceira alternativa elucidada pelo autor é de modo segregado, no qual


para cada recebimento e pagamento, um registro adicional no sistema de
compensação é efetuado. Assim, ao final do período de apuração, os saldos das
contas de controle estarão representando exatamente os dados a serem levados para
a DFC.

Já para elaborar a DFC pelo método indireto. Ao invés de considerarem os reais


recebimentos de clientes, pagamentos de despesas e fornecedores. Será elaborado
um ajustamento do lucro líquido e assim considerando as variações das contas
patrimoniais destacadas na Demonstração do Resultado do Exercício – DRE.

De acordo com (CPC 03) o método indireto, o fluxo de caixa líquido advindo
das atividades operacionais é determinado ajustando o lucro líquido ou prejuízo
quanto aos efeitos de:

(a) variações ocorridas no período nos estoques e nas contas operacionais a


receber e a pagar;
(b) itens que não afetam o caixa, tais como depreciação, provisões, tributos
diferidos, ganhos e perdas cambiais não realizados e resultado de
equivalência patrimonial quando aplicável; e,
(c) todos os outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das
atividades de investimento e de financiamento.

Este método possibilita a preparação da DFC com base na Demonstração das


Variações Patrimoniais (DVP) ou no Balanço Patrimonial (BP). Para a elaboração da
demonstração são necessários os devidos ajustes, recompondo a movimentação
financeira a partir do resultado patrimonial, que é o resultado apurado na DVP.

Destaca-se que este método também preserva a segregação dos fluxos das
operações, investimentos e financiamentos.
14

Segundo Silva (2006, p. 19) “os objetivos do fluxo de caixa são muitos, mas o
principal é a visão geral de todas as atividades (entradas e saídas) diárias, do grupo
ativo circulante”.

O fluxo de caixa projetado e real de uma empresa é uma informação essencial


para a gestão gerencial, sua elaboração é de grande importância, pois é através
destas demonstrações do fluxo de caixa, que se consegue verificar e analisar as
alternativas de investimentos, sua situação financeira, formas de aplicação de lucros
e os motivos que ocorrem reduções no capital de giro. (SILVA, 2006) .

7. Micro e pequenas empresas

As Microempresas tiveram uma atenção especial dos órgãos governamentais


através do decreto sancionado pelo Presidente João Figueiredo, por força da lei nº
7.256/84.

De acordo com Viapiana:

Após o sancionamento de algumas Leis, apenas no dia 5 de dezembro de


1996 foi decretado o sancionamento da Lei n 9 317, que redefiniu as
condições de enquadramento para Micro Empresas e para Empresas de
pequeno porte, criando o chamado Sistema Integrado de Pagamento de
Impostos e Contribuições – Simples. Com o sancionamento dessa Lei, a
Micro Empresa passou a ter, na prática, uma atenção especial, mudando uma
realidade de legislação burocrática e, dessa forma, simplificando os encargos
e tributos. (VIAPIANA, 2001).

Segundo o SEBRAE , a Lei Geral uniformizou o conceito de micro e pequena


empresa ao enquadrá-las com base em sua receita bruta anual:

A Microempresa será a sociedade empresária, a sociedade simples, a


empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário, devidamente
registrados nos órgãos competentes, que aufira em cada ano calendário, a
15

receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00. Se a receita bruta anual for


superior a R$ 360.000,00 e igual ou inferior à R$ 3.600.000,00, a sociedade
será enquadrada como Empresa de Pequeno Porte. Estes valores referem-
se a receitas obtidas no mercado nacional. A empresa de pequeno porte não
perderá o seu enquadramento se obter adicionais de receitas de exportação,
até o limite de R$ 3.600.000,00.

8. Importância da DFC para gestão

A DFC é de suma importância para gestão financeira de econômica das


empresas, principalmente para ser utilizada como arma para que as decisões possam
ser tomadas de forma fidedigna. No entanto é essencial que a empresa controle o seu
negócio através da DFC.

O CPC 03, define a sua importância:

A DFC, quando empregada em união com as demais demonstrações


contábeis, apresenta conhecimentos que admitem que os indivíduos
ponderem as transformações nos ativos líquidos da entidade, sua estrutura
financeira (inclusive sua liquidez e solvência) e sua habilidade para
transformar os montantes e a período de situação dos fluxos de caixa, a fim
de adaptá-los às transformações nas circunstâncias e oportunidades. Os
conhecimentos sobre os fluxos de caixa são úteis para examinar a
capacidade de a entidade provocar caixa e equivalentes de caixa e permitem
aos usuários ampliar modelos para avaliar e comparar o valor presente dos
fluxos de caixa futuros de diferentes entidades. A demonstração dos fluxos
de caixa também compete para o desenvolvimento da comparabilidade no
aspecto do desempenho operacional por diversas entidades, visto que
diminui os efeitos decorrentes do uso de diferentes critérios contábeis para
as mesmas transações e eventos.

A DFC serve de grande auxílio na tomada de decisões que estejam


relacionadas a situação financeira do órgão público. Devendo haver um zelo maior no
planejamento, na execução, no controle e na avaliação, preservando dessa forma a
credibilidade e honestidade das informações prestadas.

Conforme as (Normas Brasileiras de Contabilidade – NBC) o planejamento é


um processo contínuo e dinâmico voltado à identificação das melhores alternativas
para o alcance da missão institucional. Em todo o processo deve incluir a definição de
16

objetivos, metas, meios, metodologia, prazos de execução, custos e


responsabilidades, materializados em planos hierarquicamente interligados.
A comparação entre o resultado previsto e o realizado é uma das principais
características do controle.

Para Bio (1996) o conteúdo da função controle não pode ser dissociado do
planejamento, que de certa forma fixa padrões para aferição dos resultados reais. Se
não há nenhum padrão, torna-se difícil, senão inviável a avaliação do desempenho
real. Por outro lado, de pouco ou nada adianta o estabelecimento de planos se a
execução posterior não for confrontada com os mesmos.

Uma das principais funções da Controladoria é o controle. Para Osias Brito


(2003, p.22) a função do controle é “produzir e revisar modelos para apreciar a
performance e para fornecer linhas gerais e base à gerência, para que possam
assegurar a comparação dos resultados realizados com esses padrões, se valendo
de informações financeiras e não financeiras”.

De acordo com a STN (2010, p. 43), a DFC é também um importante


instrumento de avaliação da gestão pública, pois permite inferir, em nível macro, quais
foram as decisões de alocação de recursos na prestação de serviços públicos, em
investimentos e financiamentos, além de que permitir a verificação de como a
administração influenciou na liquidez da entidade, de forma a prevenir insolvência
futura.

As vantagens da DFC, é a possibilidade de clarificar importantes dúvidas


levantadas pelo gestor ou usuário das demonstrações contábeis, como, origem do
dinheiro, aonde foi investido o dinheiro que entrou, qual o critério adotado para distribuição de
lucros ou dividendos, se a entidade vem obtendo empréstimo e seu montante, e, se é capaz
de cumprir e pagar suas obrigações registradas no passivo.

Caso a empresa adote o método indireto da demonstração dos fluxos de caixa


essa terá grande vantagem, porque o método proporciona saber a variação do fluxo
das transações a partir do resultado líquido.

A grande vantagem está na capacidade da DFC, juntamente com outras


demonstrações contábeis, ser rica em informação, podendo dar suporte necessário
17

antecipadamente para os administradores, ou gestores tomarem a decisão correta e


ágil em curto prazo. Possibilitando a empresa saber quando carece de um
empréstimo, caso ela esteja precisando de dinheiro, ou uma aplicação financeira, ou
investimento quando a entidade está com sobra no caixa. É capaz de medir os todos
os riscos que fazem uma empresa entrar em solvência.

Quando se utiliza o método indireto, a desvantagem está por conta do tempo


gasto para gerar as informações, porque o fluxo de caixa está baseado em regime de
caixa, quando converte o resultado (regime de competência) para o fluxo de caixa,
tende-se a gastar horas na execução desta atividade.

Outro fator de desvantagem seria em razão da empresa ter optado pela adoção
do método indireto, visto que se gasta muitas horas na sua elaboração.
Entretanto, as desvantagens ficam irrisórias diante da grandeza das informações
contidas na DFC.

O fluxo de caixa é um instrumento necessário para a tomada de resoluções,


pois é por meio dos efeitos que se obtém do caixa que a organização irá operar,
sobressaindo a importância do planejamento no controle financeiro. Sendo um
instrumento gerencial que aceita sustentar o método decisório, os elementos precisam
estar encaminhados pelo fluxo de caixa.

Pode-se analisar que o fluxo de caixa raciocina e prevê o que irá ocorrer com
as finanças da empresa num determinado momento de tempo. De modo muito
utilizado pelas organizações, devido ao seu fácil entendimento e também por abranger
elementos exatas da situação financeira da organização, o fluxo de caixa é um
facilitador para a tomada de resoluções.

Neto e Lima (2009) dizem que a DFC propicia ao gestor financeiro uma melhor
visão para um planejamento financeiro eficiente. Ela irá indicar o que ocorreu no
período em termos de entradas e saídas de dinheiro do caixa. Assim como a
Demonstração de Resultados, a DFC é uma demonstração dinâmica e também está
contida no Balanço Patrimonial, que é uma demonstração estática.

Contudo, nota-se que a DFC está direcionada ao suporte e controle de muitos


passos dados pela a empresa, tendo em vista que até agora foi falado apenas sobre
18

o auxílio nas atividades operacionais e nas informações oferecidas para captação de


recursos. Desta maneira, é preciso que aborde-se mais um dos pontos em que o fluxo
caixa é essencial, formando assim os três principais, por isso Salotti e Yamamoto
(2004, p. 7) descreve que este demonstrativo é uma “valiosa ferramenta para analisar
os efeitos das atividades operacionais, de investimento e de financiamento no fluxo
de caixa de um determinado período”.

9. Conclusão

Podemos concluir que a gestão financeira é uma parte que compõe a empresa
muito complexa, a qual está ligada com todos os outros meios como marketing,
pesquisa e desenvolvimento, recursos humanos, operação precisando de
informações de todos esses, além disso, conhecemos um pouco mais sobre o
conceito e a origem dessa gestão que busca um objetivo geral bem claro que é a
maximização da riqueza da empresa de modo que para aconteça o proposto deve ser
seguido várias funções como controle, planejamento para que o gestor dessa área
tenha todas as informações possíveis para cumprir com seu trabalho analisando o
mercado financeiro.

As instituições financeiras além de analisar quais os melhores financiamentos


e investimentos sempre garantindo a maior rentabilidade dos recursos junto a um
equilíbrio da empresa e a adquirir uma boa estrutura, sempre fazer a monitorização
para estar atento em relação às contas a pagar, recebimentos sendo que essa gestão
é muito influenciada por outras áreas como a contabilidade que auxilia o gestor
financeiro com as demonstrações de resultado para planejamento de objetivos, o que
melhorar, a informática também é outro instrumento importantíssimo a qual se faz uso
do sistema que será instruído informações a quais o gestor se guiará sem se falar na
matemática que é algo base para esse tipo de gestor, ainda sim a gestão financeira
está tomando amplas áreas de modo que a globalização junto a tecnologia está
possibilitando tudo muito rápido aproveitando melhor os seus recursos disponíveis e
sempre buscando melhorar o produto para mais satisfação do consumidor.
19

A DFC é um instrumento mais importante para tomada de decisões por parte


de um diretor financeiro de qualquer organização, pois é este relatório que apresenta
a atual situação financeira da empresa e consequentemente fornece embasamento
para a estratégia que se pretende adotar.

Entretanto, responder sobre como a (DFC) pode contribuir no Processo


Gerencial de uma Empresa, significa dizer que os administradores consiguem analisar
a Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC através da demonstração das atividades
operacionais, investimentos e financiamentos que geraram numerários em espécie.

Portanto, é de suma importância a apresentação dessa demonstração


financeira nas empresas, pelo fato de ser uma ferramenta essencial para controle
financeiro. Com a DFC e os demais relatórios, auxiliar o administrador e dar confiança
para ele tomar as decisões corretas.

O trabalho ora apresentado não encerra o assunto, mas, expõe de forma


prática e teórica a importância desse instrumento gerencial na vida de uma empresa.

No momento em que todas as empresas concorrem com um mercado


globalizado, onde a competitividade acirrada faz a margem de lucro ser cada vez
menor e a busca do cliente ser uma constante, é preciso ter em mãos relatórios de
fácil visualização e entendimento, ágil em suas atualizações e principalmente que
espelhem a realidade da empresa naquele momento e em futuro próximo

Cumprindo com objetivo proposto, observa-se durante a abordagem teórica


deste trabalho, que a DFC, mesmo não sendo obrigatória para uma microempresa,
possibilitou através das informações apresentadas na DFC elaborada, dados que
poderão auxiliar em futuras decisões.

O fluxo vem de encontro com a necessidade do empresário de conhecer as


necessidades futuras e também dimensionar o ingresso de recursos. São essas
informações no tempo que definirão a estratégia adotada para o excedente ou
escassez de caixa e que podem ser a diferença entre a continuidade ou não de uma
empresa.
20

10. Referências

ASSAF NETO, A; SILVA, C. A. T. Administração do Capital de Giro. São Paulo: Atlas, 2002.

BRASIL, SEBRAE. Microempresa e pequena empresa. Disponível em:


<[Link] Acesso em: 10 de Abril de 2019 as
04:00.

BRASIL, Comitê de Pronunciamentos Contábeis. CPC 03 – Demonstração dos Fluxos de


Caixa. Disponível em:
<[Link]
>. Acesso em: 10 de Abril de 2019.

CAMPOS FILHO, Ademar. Demonstrações dos fluxos de caixa: uma ferramenta


indispensável para administrar sua empresa. [Link]. São Paulo: Atlas 1999.

FABRETTI, Láudio Camargo; Contabilidade Tributária: 11ª Ed. São Paulo: Atlas, 2009.

FIPECAFI. Manual de Contabilidade Societária: Aplicável a todas as Sociedades de


Acordo com as Normas Internacionais e do CPC. 1ª Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2010.

GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 7. ed. São Paulo: Ed.


Harbra, 1997.

IUDÍCIBUS, S. de; MARTINS, E.; GELBCKE, E. R.; SANTOS, A. Ativo imobilizado. In:
IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARTINS, Eliseu; GELBCKE, Ernesto Rubens; SANTOS, Ariovaldo
dos. Manual de contabilidade societária. São Paulo: Atlas, 2010. Cap. 34, p. 565 - 580.

IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Introdução à Teoria da Contabilidade. São
Paulo: Atlas, 1999.

MARION, José Carlos. Contabilidade Básica. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2006.

NETO, Alexandre Assaf; LIMA, Fabiano Guasti. Curso de Administração Financeira. São
Paulo: Atlas, 2009.

PLUS, TAG. Entenda qual a diferença de microempresa e pequena empresa. Disponível


em: < [Link]
Acesso em: 10 de Abril de 2019 as 04:00

SANTOS, Edno Oliveira do. Administração Financeira da pequena e média empresa. São
Paulo : Atlas, 2001.

SOUZA, Acilon Batista de. Projetos de investimentos de capital: elaboração, análise e


tomada de decisão. São Paulo: Atlas, 2003.

VIAPIANA, C. Fatores de sucesso e fracasso na micro e pequena empresa. In:


ENCONTRO DE ESTUDOS SOBRE EMPREENDEDORISMO E GESTÃO DE PEQUENAS
EMPRESAS, 2. 2001, Londrina.

Você também pode gostar