Introdução:
O racismo é um problema sério que afeta muitas áreas da sociedade, inclusive o esporte.
No boxe e futebol por exemplo, muitos atletas negros enfrentaram dificuldades apenas por
causa da cor da sua pele. Eles não eram tratados de forma justa, mesmo quando eram
muito talentosos. Hoje vamos conhecer algumas histórias de lutadores que sofreram com
isso e refletir sobre como o esporte pode ajudar na luta contra o preconceito.
Histórias:
Muhammad Ali: o boxeador que desafiou o mundo dentro e fora dos ringues
Muhammad Ali não foi apenas um dos maiores pugilistas da história. Ele fez do boxe um
palco para o confronto entre oprimidos e opressores. Enquanto lutava dentro do ringue,
também desafiava a ordem racial dos Estados Unidos, recusava-se a servir em guerras
imperialistas e usava sua voz para denunciar injustiças.
Ali mostrou que ser campeão não era só erguer cinturões. Sua trajetória passa pela recusa
em ser chamado de "Cassius Clay", pela perseguição que sofreu após se negar a lutar no
Vietnã e pela forma como enfrentou o racismo sem abaixar a cabeça.
Muhammad Ali não foi apenas um campeão de boxe. Ele usou sua fama para enfrentar o
racismo, denunciar o sistema e defender os direitos dos negros nos Estados Unidos.
Nascido Cassius Marcellus Clay Jr., em 1942, ele ganhou notoriedade pelo talento no ringue
e pela ousadia fora dele. Suas provocações eram mais do que jogadas de marketing: eram
declarações políticas.
Ali desafiou a forma como a sociedade via atletas negros. Ele não aceitava a posição de
submisso que esperavam dele. Foi perseguido por isso, perdeu títulos, mas nunca recuou.
Sua trajetória atravessa décadas e segue influenciando movimentos antirracistas no mundo
inteiro.
Vinícius Jr se consolida como representante global na luta ao antirracismo no futebol
Favorito em 2024 ao Ballon D’or e protagonista no Real Madrid, Vini segue a denunciar
ativamente o racismo estrutural espanhol, levantando o debate para além do esporte
Mas 2024 é o ano da vida de Vinicius. Não apenas fazendo ótima campanha no
campeonato espanhol, onde sagrou-se campeão, ele foi o principal jogador do clube em
todas as competições, sendo protagonista desse Real Madrid, atual campeão da
Champions League, marcando o gol da vitória de 2×0 sobre o Borussia Dortmund, em
Londres. Não apenas é o principal jogador da Seleção Brasileira, bem como do maior clube
do planeta, sendo o principal cotado para o prêmio da Bola de Ouro da FIFA e da France
Football.
Contudo, nos últimos anos o futebol tem se tornado um palco não apenas de grandes
performances esportivas, mas também de discussões sociais significativas. Vinicius Jr,
jovem estrela brasileira do Real Madrid, tem se destacado como um forte representante
na luta contra o racismo no futebol, tornando-se um símbolo de resistência e resiliência em
um esporte que ainda enfrenta sérios desafios relacionados à discriminação racial.
A vida de Vinícius no futebol europeu não tem sido isenta das hostilidades raciais. Durante
sua estadia na Espanha, o atacante enfrentou diversas manifestações de racismo, tanto de
torcedores adversários quanto em comentários maldosos nas redes sociais.
Todavia, esse problema não começou com a sua chegada ao Real Madrid, mas atravessa
desde o seu período de atividade no Flamengo. Ainda em 2017, durante a partida de ida da
semifinal da Copa do Brasil entre Flamengo e Botafogo, no estádio do Engenhão, a família
de Vinicius foi vítima de ofensas raciais por parte de um torcedor botafoguense. As câmeras
flagraram o homem apontando para o braço e dizendo: “é tudo macaco”.
Atuando no Brasil, Vinicius sofreu na pele o racismo dentro dos estádios vindo das
arquibancadas. Mas foi durante sua atividade no futebol espanhol que vivenciou de forma
ainda mais cruel o racismo estrutural da sociedade espanhola. No dia 15 de setembro de
2022, Durante transmissão de um tradicional programa esportivo no país, “El Chiringuito” o
comentarista e presidente da Associação de Agentes Espanhóis, Pedro Bravo esbravejou
contra Vinicius, profanando um discurso racista e xenófobo:
Vinícius tem se destacado pelo seu papel como líder e ativista fora dele. Ele participou de
diversas iniciativas e campanhas que visam promover a inclusão e a igualdade racial,
colaborando com ONGs e movimentos sociais, como o Instituto Vinícius Jr, projeto social
criado pelo atleta que busca criar incentivos a educação de crianças de São Gonçalo e do
estado do Rio, que muitas vezes se encontram em situação de pobreza e buscam uma
forma de ascensão social e melhores condições para suas famílias através do esporte e da
educação como formas de cidadania.
O projeto possui enorme relevância, e foi reconhecido internacionalmente quando o Instituto
Vinicius Jr ganhou o Prêmio Sócrates, da revista France Football, prêmio criado para
reconhecer iniciativas de cunho social envolvidas com o esporte.
Uma das ações mais importantes e que envolvem a participação de Vinicius como ativista
antirracista, foi a proposta da CBF de fazer dois amistosos na Espanha contra duas
seleções africanas, buscando fomentar uma reposta diante dos ataques racistas sofridos
por Vini durante aquele período.
Hoje, Vinicius é amplamente reconhecido no mundo do futebol e do esporte em geral como
forte representante na luta contra o racismo, tendo forte apoio de grandes nomes
internacionais como Thierry Henry, Rio Ferdinand, o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton e o
astro da NBA, LeBron James, além de deus companheiros de equipe, como os astros
Rüdiger, Eder Militão, Eduardo Camavinga, Jude Bellingham, Rodrygo Goes e Endrick.
Caso Luighi de racismo
O atacante Luighi, do Palmeiras, chorou ao sair de campo, depois de receber ofensas
racistas de torcedores do Cerro Porteño. O jogo entre os dois times aconteceu nessa
quinta-feira (6), no Paraguai, pela Taça Conmebol Libertadores sub-20.
Quando deixava o campo para ser substituído, um torcedor fez gestos imitando macaco e
outro cuspiu no atleta, através do alambrado. Ao ser entrevistado depois do jogo, Luighi se
recusou a falar sobre a partida. Chorando, ele reclamou do racismo sofrido e cobrou
providências da Conmebol.
É inadmissível que um jogador de futebol - ainda em formação - por sua cor da pele, tem
que sair de um campo chorando. Toda manifestação racista é uma tentativa de
desumanização daquele que sofre o racismo. Os responsáveis têm que ser punidos, os
clubes têm que ser responsabilizados e a Conmebol precisa ter uma atitude compatível com
isso
Declarações:
"AS PESSOAS VÃO COMEÇAR A SE RESPEITAR CONFORME A APLICAÇÃO DAS LEIS. SE OS BRASILEIROS SE
CONSCIENTIZAREM DE QUE A MELHORA DO PAÍS ESTÁ DENTRO DE CADA UM DE NÓS, NÃO SÓ O RACISMO, MAS
MUITAS COISAS RUINS VÃO DEIXAR DE EXISTIR." - ARANHA
Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, o mundo não saberá apreciar o belo, nem muito menos a
essência que vai no coração das pessoas. - Vinicius Junior
Bibliografia:
AGÊNCIA BRASIL. Luighi sofre racismo da torcida durante partida da Libertadores. Agência
Brasil, 27 mar. 2025. Disponível em:
[Link]
acismo-da-torcida-durante-partida-da-libertadores. Acesso em: 2 jun. 2025.
JORNAL O CASARÃO. Vinicius Jr. se consolida como representante global na luta ao
antirracismo no futebol. Jornal O Casarão, 24 set. 2024. Disponível em:
[Link]
a-luta-ao-antirracismo-no-futebol/. Acesso em: 2 jun. 2025.
INSTITUTO CONHECIMENTO LIBERTA. Muhammad Ali: a lenda que inspirou gerações na
luta por direitos civis. ICL Notícias, [s.d.]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 2 jun. 2025.