Fístulas com Prognóstico Favorável
Fístulas com Prognóstico Favorável
GUIA PARETO
PROGRAMADO
Olá, aluno Aristo!
Neste guia, cuidadosamente elaborado, você terá acesso a um conteúdo de
extrema qualidade seguindo a nossa metodologia, baseada no Princípio de
Pareto. Isso significa que você estudará especialmente o que mais cai em provas.
Resultado
N regra 80:20 %
100
80
60
E W 40
20
Esforço
% 0
S
LEGENDA DA ARISTO
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TOP 5
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1
Na infecção do sítio cirúrgico, a terapêutica básica envolve a abertura
da cicatriz, a retirada do material infectado e a realização
de curativos contínuos até a resolução do quadro
2
A atelectasia é a principal causa de febre nas primeiras 24-48 horas após
a cirurgia, e seu tratamento envolve medidas de suporte clínico, como
fisioterapia respiratória e ventilação não invasiva com pressão positiva
5
Na REMIT, após os primeiros dias de elevação dos hormônios
contrarreguladores, o organismo promove a geração de energia,
a preservação do débito cardíaco e o aumento do metabolismo
Pós-operatório - Sumário
1. Resposta endócrino, metabólica e 2.4.1 Deiscência de ferida
imunológica ao trauma (REMIT) 5 operatória 30
1.1 Fisiopatologia 7 2.4.2 Seroma 31
1.2 Citocinas inflamatórias 9 2.5 Complicações renais e
hidroeletrolíticas 33
1.3 Hormônios 10
2.5.1 Complicações renais 33
2. Complicações pós-operatórias 14
2.5.2 Complicações
2.1 Complicações gastrointestinais 14 hidroeletrolíticas 34
2.1.1 Deiscência de anastomose 14 3. Tipos de drenos 35
2.1.2 Fístulas gastrointestinais 15 4. Tromboembolismo venoso (TEV) e
2.1.3 Íleo pós-operatório 20 sua profilaxia 37
5
Pós-operatório
• Catabólica: com duração de 3 a 5 dias, esta fase é caracterizada por intensa ativação
neuroendócrina e balanços calóricos de nitrogênio e de potássio negativos.
• Equilíbrio: entre 1 e 2 dias após a cirurgia, observa-se a redução da atuação das catecolaminas
e corticosteroides, começando a estabilização do metabolismo nitrogenado com o início da
regressão do edema, retorno do apetite e elevação da disposição geral.
• Anabolismo proteico: com duração de dias a semanas, esta fase é caracterizada pela
predominância das ações hormonais anabolizantes. Durante este período, são observados
balanços positivos de potássio e nitrogênio, aumento da resistência da cicatriz e a possibilidade de
retorno às atividades diárias.
Tempo
6
Pós-operatório
A fase ebb inicia imediatamente após o trauma cirúrgico, com duração de cerca de 12
a 24 horas. Esse período pode se estender, a depender da gravidade do trauma e do
tratamento utilizado. É caracterizado pela hipoperfusão tecidual e redução da atividade
metabólica geral. Assim, são esperadas as seguintes alterações:
Já a fase flow engloba outras duas fases, a catabólica e a anabólica. Durante esta
fase, observa-se um aumento do débito cardíaco, além da restauração da oferta de
oxigênio e de substratos metabólicos. O pico máximo de catabolismo é alcançado entre o
terceiro e o quinto dia, com regresso entre o sétimo e o décimo dia. Posteriormente, essa
fase evolui para um estado anabólico nas próximas semanas. As principais alterações
observadas nesse período são:
1.1 Fisiopatologia
Dado o evento desencadeante da resposta metabólica, uma série de alterações neurológicas
são iniciadas a partir dos estímulos nervosos provenientes da área lesada, resultando na
ativação do eixo suprarrenal.
Ocorre, a partir disso, um sinergismo dinâmico entre múltiplos eixos, com estímulo ou produção
de determinados hormônios, cujos objetivos finais são o aumento da oferta de glicose e a
vasoconstrição, aumentando o suprimento de ATP, principalmente para órgãos nobres como
o cérebro e o coração. Tal resposta se reflete também na possível presença de sinais como
taquicardia, taquipneia e febre.
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Pós-operatório
Trauma
REMIT
Glicose
Vasoconstricção
ATP
Fisiopatologia da REMIT
Fonte: desconhecida.
Além de tudo isso, como veremos, ocorre ainda a atuação de hormônios na retenção de sais
e água, a fim de manter a volemia e a homeostase cardiovascular.
Porém, estes mesmos processos mantenedores da vida também podem ser os responsáveis
por problemas, quando ocorrem de maneira desregulada e interminável. Por exemplo, há risco
de embolia gordurosa devido à lipólise excessiva, induzida pelas catecolaminas e presença
maciça de ácidos graxos na circulação. Além disso, o paciente pode ter perda considerável da
massa, se houver persistência do estado catabólico, ficando sarcopênico e desnutrido.
8
Pós-operatório
Leucocitose
> 12.000 ou Temperatura
< 4.000 ou central > 38 °C
S.I.R.S
bastonetes OU < 36 °C
> 10%
Taquipneia
Taquicardia
F.R.: > 20 irpm
F.C.: > 90 BPM
OU PACO2
< 32 mmHg
Sinais da SIRS
Fonte: adaptado de Enfermagem Ilustrada. Disponível no link.
9
Pós-operatório
1.3 Hormônios
Para além da mera ativação da cascata de citocinas pró-inflamatórias e proteínas de fase
aguda, ocorrem também importantes alterações hormonais que contribuem para o estado
hipercatabólico. Posteriormente, a ativação de outros hormônios permite uma alteração na fase
metabólica, passando a processos mais anabólicos.
As bancas gostam de saber quais hormônios sobem ou descem; e quais efeitos produzem no
pós-operatório. Confira, a seguir, uma tabela com as principais características voltada apenas
para o Pareto.
Para facilitar, tenha em mente que a maioria dos hormônios está AUMENTADA, com exceção
da insulina, já que o objetivo final é aumentar a glicemia. No primeiro momento, temos um
aumento da resistência à insulina, em que o consumo aumentado de glicose no momento
agudo do trauma gera a redução da insulina. Soma-se a isso, ainda, a produção de hormônios
contra-insulínicos, como o cortisol, o glucagon e a epinefrina, mantendo, assim, os níveis de
insulina sérica reduzidos.
Alterações endócrinas
↑ Catecolaminas Estímulo à lipólise e glicogênese
↑ Glucagon
Aumento da glicemia e glicogenólise,
diminuindo o glicogênio hepático
↓ Insulina
Trauma cirúrgico
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Pós-operatório
Claro que algumas bancas gostam de ir além e perguntar o comportamento dos hormônios
de forma mais detalhada, por isso, também trouxemos essas informações para você. Não se
preocupe em gravar tudo agora, resolva as questões sobre o tema e, se for necessário, retorne
para revisar a tabela, combinado?
Um detalhe interessante é referente aos pacientes que fazem uso crônico de corticosteroides
exógenos, pois devido ao tratamento ocorre a supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal
(insuficiência adrenal terciária), podendo, assim, não apresentar grandes aumentos nos níveis
de cortisol durante a REMIT.
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Pós-operatório
• Óxido nítrico: produzido por diversas células, como macrófagos, células endoteliais e
fibroblastos, é responsável por mediar a vasodilatação e regular o tônus vascular.
Em resposta à injúria, o fígado produz proteínas de fase aguda, como proteína C-reativa,
proteinase-alfa1, fibrinogênio e transferrina, na tentativa de manter a homeostase.
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Pós-operatório
Com tudo isso que discutimos, podemos sintetizar as ações da REMIT no organismo no
fluxograma abaixo. Tenha ele em mente para a sua prova, combinado?
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Pós-operatório
2. Complicações pós-operatórias
As complicações cirúrgicas são inerentes ao tratamento operatório dos pacientes, podendo
ocorrer independentemente da habilidade técnica do cirurgião. Entretanto, o risco de complicações
diminui muito com uma avaliação pré-operatória criteriosa e respeito à técnica cirúrgica adequada.
A seguir, estudaremos as principais e mais incidentes complicações pós-operatórias, permitindo
que você as identifique precocemente e saiba como conduzi-las.
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Pós-operatório
O diagnóstico pode ser confirmado através da TC de abdome, que também faz a identificação
de complicações secundárias, como as coleções. Entretanto, pacientes com quadro clínico
claro que apresentem peritonite ou choque séptico devem ser submetidos à laparotomia
exploratória ou laparoscopia diagnóstica.
Uma vez diagnosticada ou suspeita, devemos iniciar a reanimação do paciente, com restauração
do volume intravascular por meio de cristaloides, antibioticoterapia e correção de distúrbios
hidroeletrolíticos. O intestino é colocado em repouso e uma sonda nasogástrica pode
ser colocada em caso de sintomas obstrutivos. Feridas cirúrgicas infectadas são abertas
e abscessos drenados. A reoperação está indicada nos seguintes casos:
• Peritonite difusa
• Hemorragia intra-abdominal
• Evisceração
Fístula gastrointestinal
Fonte: desconhecida.
15
Pós-operatório
Seu risco de formação é maior em emergências, quando o paciente pode estar mal preparado
ou desnutrido para o trauma que ocorrerá na sequência.
Além disso, as fístulas ainda podem ser classificadas como:
16
Pós-operatório
Pacientes com fístulas enterocutâneas podem se apresentar com uma ampla variedade de
sintomas, como atraso no retorno da função intestinal. Contudo, de maneira marcante, a sepse
é a complicação mais comum, sendo assim, o paciente tende a estar séptico com drenagem
de material purulento e/ou conteúdos entéricos a partir da incisão cirúrgica. Desidratação,
distúrbios hidroeletrolíticos e desnutrição também são comuns, especialmente quando for uma
fístula de alto débito.
Os pacientes também podem se apresentar com infecções de parede abdominal, devido a uma
invasão bacteriana e erosão química pelo conteúdo gastrointestinal. Dessa forma, pode ocorrer
a extensão do processo infeccioso através dos planos anatômicos (fáscia, tecido subcutâneo,
musculatura, etc.).
Fisiologicamente, podemos classificar a fístula com base em seu débito, a partir de seu volume
de descarga em 24 horas. Este conceito é o determinante mais importante sobre o impacto
fisiológico gerado (no estado eletrolítico e de fluidos), servindo ainda de guia ao manejo:
Com base nesses aspectos, o diagnóstico é geralmente simples, sobretudo no caso de fístulas
externas, pois a drenagem do conteúdo entérico é clinicamente óbvia, não requerendo exames
complementares. Em contrapartida, as fístulas internas (ex.: colovesical) podem se apresentar
de maneira mais sutil, requerendo a realização de imagens ou endoscopia diagnóstica.
Por isso, a realização de TC contrastada de abdome e pelve é comum a pacientes com
sepse pós-operatória. O diagnóstico é dado pela identificação da coleção pela visualização
do vazamento do contraste oral. A TC permite, ainda, orientar a drenagem de coleções
líquidas intra-abdominais.
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Pós-operatório
TC axial mostra fístula enterocutânea (seta) com ponto de partida ileal e abscesso musculocutâneo ílio-lombar (dupla seta)
Fonte: desconhecida.
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Pós-operatório
Outra medida possível para reduzir as secreções é a descompressão nasogástrica e/ou uso de
fármacos (ex.: inibidor de bomba de prótons e bloqueadores H2).
Os cuidados com a ferida se estendem ao uso de barreiras, selantes, adesivos e bolsas a
fim de diminuir os efeitos corrosivos do efluente intestinal. Para a cicatrização e o fechamento
da fístula, a ausência de infecção, obstrução distal ou outras complicações são fatores
determinantes. O fechamento espontâneo da maioria das fístulas ocorre nas primeiras
4 semanas, por isso, é recomendado acompanhar o paciente por no mínimo 8 semanas para
que a fístula cicatrize espontaneamente, antes de indicar abordagem cirúrgica.
Você deve estar se perguntando o que auxilia e impede o fechamento espontâneo de uma
fístula, né? Então, confira na tabela abaixo os principais preditores relacionados – e guarde
com carinho, algumas bancas adoram cobrar!
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Pós-operatório
Fístula de trajeto comprido (> 2 cm) Fístula de trajeto curto (< 2 cm)
Comorbidades
Ausência de comorbidades
(por exemplo: neoplasia intra-abdominal)
Baixo débito
Fonte: desconhecida.
Ainda em relação ao tratamento, saiba que as indicações para o manejo operatório incluem
drenagem persistente, sepse, abscesso e pacientes imunossuprimidos (maior suscetibilidade a
quadros infecciosos). Logicamente, essa indicação ainda precisa passar por uma avaliação de
risco-benefício do paciente, pois deve-se considerar o estado inflamatório atual da cavidade,
o tipo de cirurgia abdominal prévia e a tolerância do paciente a um procedimento cirúrgico
de grande porte.
20
Pós-operatório
Quanto à classificação, temos o primário, quando ocorre sem nenhum fator causal, e o secundário,
quando associado a uma condição ou complicação, como hipocalemia, deiscência de anastomose,
atelectasia, etc. Os fatores de risco incluem sexo masculino, idade avançada, inflamações e/ou
infecções intra-abdominais, tempo cirúrgico prolongado, manipulação cirúrgica das alças intestinais,
restrição ao leito, uso de opioides, distúrbios hidroeletrolíticos, entre outros. Sobre tais distúrbios,
destacam-se a hipocalemia, a hipomagnesemia e a hipocloremia.
Uma informação que devemos ter em mente é que a motilidade do intestino delgado retorna em
algumas horas após o procedimento (em até 24 horas), a motilidade gástrica em 24 a
48 horas, e a motilidade colônica em 48 a 72 horas. Caso não haja esse retorno, pensaremos
em um quadro de íleo paralítico.
O quadro clínico clássico é composto por dor em cólica e distensão abdominal precedidos
de náuseas e vômitos, além de intolerância à dieta oral. Ao exame físico, nota-se diminuição
ou ausência de ruídos hidroaéreos. O diagnóstico é clínico, podendo ser corroborado por
exames de imagem, como radiografia de abdome ou por TC.
Íleo adinâmico; figura A: radiografia simples em decúbito dorsal apresentando distensão gasosa
de alças dos intestinos delgado e grosso sem evidências de espessamento mucoso ou parietal;
figura B: em ortostatismo, observam-se níveis hidroaéreos em alças ileais distais
Fonte: desconhecida.
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Pós-operatório
Devemos evitar o desenvolvimento dessas condições por meio de medidas preventivas no pré
e pós-operatório, como correção de distúrbios hidroeletrolíticos, analgesia alternativa aos
narcóticos, reiniciar alimentação precocemente e cuidados com as alças intestinais no
intraoperatório.
Uma vez identificada a obstrução intestinal, devemos tratá-la a depender da sua etiologia
e gravidade. A conduta é preferencialmente clínica com reanimação e, no caso de períodos
longos, com suporte nutricional. Em casos de obstrução de intestino delgado em alça fechada,
de alto grau ou complicada, com intussuscepção ou peritonite, é indicada a realização de
laparotomia de emergência. O mesmo se aplica em casos de deterioração clínica.
O Projeto ACERTO ainda abre margem ao uso de drogas com efeito pró-cinético, como
metoclopramida (o famoso plasil), bromoprida e domperidona. A presença de evacuação não é
necessária para considerarmos que o doente está se recuperando, ok?
Ostomia
Fonte: desconhecida.
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Pós-operatório
Hérnia paraestomal
Fonte: desconhecida.
O importante para sua prova é reconhecer que a hérnia paraestomal é a complicação mais
comumente encontrada nas colostomias terminais, quer seja cirurgia de urgência, quer seja
eletiva. Além disso, não se recomenda o reparo rotineiro desta condição, pois a maioria dos
pacientes permanece assintomática. Logo, reservamos a abordagem cirúrgica a pacientes que
apresentem sintomas, principalmente obstrução intestinal ou disfunção da bolsa.
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Pós-operatório
Infecção que ocorra até 30 dias após a cirurgia E presença de infecção limitada
à pele e ao tecido subcutâneo no local da incisão E ao menos um dos abaixo:
• Drenagem purulenta, com ou sem confirmação laboratorial, a partir de uma
incisão superficial.
• Isolamento de organismos a partir de cultura de fluido ou tecido do local da
Incisional
incisão.
superficial
• Ao menos um dos sinais e sintomas de infecção: sensibilidade dolorosa,
edema localizado, rubor ou calor e abertura deliberada da incisão superficial
por um cirurgião, a menos que a incisão seja negativa em cultura.
• Diagnóstico de ISC incisional superficial feita por um cirurgião ou médico
assistente.
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Pós-operatório
• Imunossupressão
• Diabetes
• Obesidade e desnutrição
• Neoplasia
• Tabagismo
• Procedimento de urgência/emergência
• Ascite
• Hipercolesterolemia
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Pós-operatório
Como dito, uma grande parte das infecções de sítio cirúrgico não se torna clinicamente
evidente em até cinco dias após a operação. Entretanto, infecções graves e invasivas de
sítio cirúrgico que se desenvolvem logo nas primeiras 24-48 horas de pós-operatório
estão, mais comumente, associadas a estreptococos (Streptococcus pyogenes) e clostrídios
(Clostridium perfringens). Tais agentes são responsáveis pela fasciíte necrotizante de ferida,
apresentando-se com crepitação à palpação da incisão cirúrgica e pus.
No seu manejo terapêutico, devemos abrir as ISC a fim de realizar drenagem e desbridamento
de tecidos infectados ou desvitalizados, seguida por cicatrização por segunda intenção.
Não devemos esquecer das medidas clínicas, como administração de antibióticos IV ou
orais, caso existam sinais sistêmicos de infecção. Não se preocupe! Sintetizamos tudo na
tabela abaixo.
Considerar administração
de antibióticos IV
Espaço orgânico
Fonte: desconhecida.
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Pós-operatório
2.3 Febre
Febre é, sem dúvida, um achado preocupante, mas é importante notar que nem toda febre
é resultado de uma infecção! Lembra da REMIT? Pois é, também pode ser uma causa de febre
devido à produção daquelas citocinas todas. Tenha em mente as causas mais frequentes,
apresentadas na tabela abaixo.
Colecistite aguda
Pancreatite aguda
Colite pseudomembranosa
Febre pós-esplenectomia
Doenças hemotransfusionais
Fonte: adaptado de Fundamentos em clínica cirúrgica. 2005.
A febre pós-operatória pode ser dividida entre causas infecciosas e não infecciosas (como
a SIRS, lembra?). As citocinas pirogênicas podem ser produzidas por uma ampla variedade de
respostas, desempenhando, assim, um importante papel regulatório na resposta inflamatória
e febre. A IL-1, como observamos, é uma citocina pró-inflamatória, sendo um ativador primário
da resposta febril.
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Pós-operatório
Um dado crucial é o tempo de instalação da febre, podendo prover uma dica diagnóstica
valiosa. Veja:
• Nas primeiras 48 horas (podendo chegar até 72 horas, a depender): atelectasia pulmonar.
Contudo, também podemos pensar em uma resposta inflamatória à cirurgia, em que os
mediadores pró-inflamatórios geram uma cascata de efeitos sistêmicos que induzem à SIRS.
Neste período pós-operatório, as causas infecciosas mais comuns são as infecções de sítio
cirúrgico (ISC), as infecções do trato urinário (ITU) e as pneumonias (precisamos lembrar
do agente etiológico mais comum: o Streptococcus pneumoniae). Basta lembrar como o paciente
está invadido: acesso IV prolongado, cateterização vesical e ventilação mecânica.
2.3.1 Atelectasia
A atelectasia se deve ao colapso alveolar parcial ou completo, acometendo porção variável do
parênquima pulmonar, sendo também a complicação respiratória pós-operatória mais comum.
Além disso, a atelectasia é a causa mais frequente de febre no período pós-operatório
precoce, ou seja, as primeiras 48 horas.
O que você precisa saber, primeiro, é que seus fatores predisponentes incluem anestesia
geral e estimulação intraoperatória das vísceras presentes nas regiões torácica ou abdominal
superior (podendo alterar a função diafragmática por alguns dias).
Normalmente as bancas jogam um enunciado clássico, citando algum procedimento de andar
superior abdominal (ex.: gastrectomia), como início de febre (que pode estar associada a
outros sintomas) no período previsto de 48 horas, e em seguida pedem a principal hipótese
diagnóstica para a causa daquela febre. Isso quando a questão não chega e simplesmente
lança: “Qual é a principal causa de febre nas primeiras 48 horas de pós-operatório em paciente
submetido a cirurgia abdominal?”. Aí você apenas escorrega a caneta até “atelectasia”, marca e
vai para a próxima questão sem medo de ser feliz, combinado?
28
Pós-operatório
Ah, se a questão quiser dificultar, pode até mostrar uma radiografia de tórax e te cobrar
o diagnóstico. Por isso, confira na imagem abaixo o “padrão” radiográfico da atelectasia, com
aspecto mais radiopaco em relação ao parênquima.
Atelectasia em radiografia de tórax (setas). Repare que ela se mostra por meio de faixas atelectásicas,
de aspecto mais radiopaco em relação ao parênquima areado, logo radiotransparente
Fonte: desconhecida.
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Pós-operatório
• Infecção (principal!)
• Idade avançada
• Operação de emergência
• Desnutrição e obesidade
O paciente apresentará saída de volume por meio da incisão cirúrgica, principalmente quando
sob elevação da pressão intra-abdominal (ex: ao fazer esforço para fletir o tronco). Uma vez
suspeitada, devemos realizar a exploração digital da ferida. Seu tratamento dependerá da
extensão da fáscia envolvida, da presença de evisceração ou contaminação intra-abdominal e
do tempo de aparecimento do quadro.
30
Pós-operatório
De maneira geral, podemos dizer que deiscência não associada a uma evisceração ou a uma
infecção intra-abdominal pode ser tratada com fechamento da fáscia, se a ocorrência for
nos primeiros dias de pós-operatório. No caso de evisceração, uma cirurgia de urgência
é necessária e nem sempre ocorre o fechamento da fáscia, podendo fazer uso de curativos
com pressão negativa, sobretudo se associado a uma infecção intra-abdominal. É necessário
avaliar caso a caso, sobretudo quando houver associação com infecção, que culmina em maior
tensão intra-abdominal, devido ao edema dos tecidos e das alças intestinais.
2.4.2 Seroma
Dentre os principais diagnósticos diferenciais de infecções de sítio cirúrgico, encontramos
o seroma. Trata-se de uma coleção de gordura liquefeita, soro e líquido linfático formada
sob a incisão. O líquido geralmente é claro, amarelado e viscoso, encontrando-se na camada
subcutânea. Algumas provas trazem a ocorrência dessa condição após o tratamento de
hérnias e a colocação de tela.
31
Pós-operatório
Clinicamente temos a presença de dor e edema importantes no local cirúrgico. Ao exame físico,
detecta-se abaulamento compressível na região, sem hiperemia ou sinais flogísticos.
Seroma
Fonte: desconhecida.
O tratamento do quadro, em coleções menores, pode ser realizado pela equipe de enfermagem
ou o próprio paciente, com a drenagem manual e estéril, por meio da expressão da
ferida, a fim de se retirar o excesso de líquido local. Curativos compressivos podem ser
utilizados para incentivar a absorção do líquido pelo corpo. Caso a coleção seja mais
abundante e refratária à drenagem manual, opta-se pela punção e esvaziamento da coleção.
Quando o seroma ocorre em um grau mais intenso e refratário, é realizada a abertura da incisão
e limpeza da ferida com solução salina, permitindo uma cicatrização por segunda intenção.
Podemos prevenir sua ocorrência e tratá-lo por meio da colocação de drenos e uso curativos
compressivos. Quando há tela sintética, a drenagem pode ser realizada na sala cirúrgica. Devemos
estar atentos a esse quadro, pelo risco de infecção do seroma.
32
Pós-operatório
33
Pós-operatório
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de lesão renal aguda (LRA) pós-operatória
incluem idade avançada, obesidade, diabetes, hipertensão, hipotensão perioperatória, anemia,
transfusão, doença renal crônica preexistente, medicamentos nefrotóxicos e uso de contraste,
cirurgia de emergência e cirurgias cardíacas.
Por isso, sobretudo no pós-operatório, é muito importante monitorar o débito urinário e a
creatinina sérica, a fim de identificar precocemente as alterações renais. O débito urinário
deve ser mantido em ≥ 0,5 ml/kg/h no período perioperatório, se for possível.
Assim, para evitar o acometimento renal é necessário manter a perfusão com manutenção da
volemia e com pressão arterial adequadas, além de evitar "estressores, como anti-inflamatórios
não esteroidais e tomografia com contraste iodado.
Outra complicação pós-operatória comum é a retenção urinária, com incidência alta em
pacientes submetidos a cirurgias perianais e reparos de hérnias. Outras causas são a hipertrofia
prostática benigna e a estenose uretral. Além do mecanismo de lesão das raízes nervosas
que inervam o aparelho urinário inferior, outra causa é a dor no pós-operatório, causando
desconforto quando o paciente contrai o detrusor. Logo, haverá retenção pela inatividade
“protetora” do músculo.
A ultrassonografia de abdome irá guiar o tratamento, uma vez que um volume da bexiga ≥ 500
ml requer cateterismo urinário ou colocação de sonda suprapúbica em caso de estenose ou
trauma uretral.
34
Pós-operatório
3. Tipos de drenos
No pós-operatório, pode ser necessária a inserção de um dreno, sobretudo na presença
de complicações. O objetivo é ser introduzido em uma ferida ou cavidade, visando permitir
a saída de fluidos/secreções ou ar, a fim de evitar infecções (ou então tratá-las). As indicações
mais comuns são presença de infecção ativa com abscesso, cirurgias com difícil hemostasia
(como trauma hepático e esplenectomia), cirurgias com espaço morto (ressecções intestinais
extensas) e anastomoses de alto risco de deiscências.
Devemos escolher um dreno avaliando o tipo de líquido a ser drenado, a cavidade que
receberá o dreno e o tempo de duração do dreno. Os principais tipos de dreno são:
• Dreno de sucção (Portovac/Hemovac): é uma bolsa sanfonada que cria uma pressão
negativa em seu interior, facilitando a drenagem após uma cirurgia. É usado para drenagem de
líquido seroso ou sanguinolento, de locais de dissecção ou da área de anastomoses
intraperitoneais. Seu objetivo é facilitar a coaptação dos tecidos adjacentes e impedir o
acúmulo de soro e a formação de hematoma. As principais complicações são: a erosão do
dreno em órgãos ou vasos circunvizinhos e a ruptura do cateter ao ser retirado.
Dreno de sucção
Fonte: desconhecida.
• Dreno de Penrose: é um dreno de borracha, tipo látex. A drenagem ocorre por capilaridade,
que é a ação física dos líquidos subirem e descerem em tubos extremamente finos.
• Como o látex induz reação inflamatória, acredita-se que um trajeto seja formado
a partir do terceiro dia da instalação do dreno.
35
Pós-operatório
Dreno de Penrose
Fonte: desconhecida.
• Dreno de Kehr: é um dreno de borracha, geralmente feito de látex, formado por duas
hastes tubulares. É indicado principalmente para a drenagem da via biliar. Além do uso na
via biliar, foram descritos usos do dreno de Kehr para a jejunostomia e para o tratamento de
fístulas gástricas e esofágicas e de hematomas de parede duodenal.
Dreno de Kehr
Fonte: desconhecida.
• Dreno de Sump: são dispositivos de drenagem equipados com um sistema de insuflação de ar,
que mantém o lúmen do cateter aberto mesmo na ausência de passagem de líquido, devendo
estar conectados a uma bolsa de drenagem fechada. São particularmente úteis em casos de
grande volume de drenagem ou quando ela pode ser conectada a outros tipos de drenos.
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Pós-operatório
Dreno de Sump
Fonte: desconhecida.
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Pós-operatório
• Profilaxia farmacológica:
• Profilaxia mecânica:
• Contraindicação a anticoagulantes.
Observação: em alguns casos podemos utilizar os filtros de veia cava, considerando cada
situação individualmente, sobretudo em pacientes de alto risco de TEV com contraindicação à
anticoagulação. Também podemos considerá-los em caso de sangramento posterior ao início
de anticoagulantes ou TEV refratária à anticoagulação.
38
Pós-operatório
• Avalie com carinho os prós e os contras entre profilaxia e risco de sangramento. Ao menor
sinal de risco INACEITÁVEL, evite os fármacos e opte pela profilaxia mecânica.
• Combine as terapias. Se o paciente demonstra ser de alto risco e sem indícios de risco de
sangramento, caso haja a opção de combinação de profilaxia farmacológica e mecânica,
escolha essa abordagem.
• Valorize a deambulação precoce em pacientes de menor risco e que não estejam restritos
ao leito.
E então? Ficou mais tranquilo do que decorar uma tabela imensa para somar pontos e,
consequentemente, tomar uma decisão, não é mesmo? De toda forma, tenha a tabela abaixo
em mãos para consulta.
Modelo de avaliação de risco de Caprini para tromboembolismo
venoso em pacientes cirúrgicos gerais
Repouso no leito
39
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. AGUILAR NASCIMENTO, José Eduardo de. Acerto: Acelerando a recuperação total pós-operatória. 4. ed.
Rio de Janeiro: Editora Rúbio, 2020.
2. AMERICAN COLLEGE OF SURGEONS, Committee on Trauma. ATLS - Advanced Trauma Life Support:
Student Course Manual. 10. ed. 2018.
3. AULER JUNIOR, José Otávio Costa; YU, Luís. Cirurgia Geral: Série Manual do Médico-Residente do
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. São Paulo: Atheneu, 2019.
4. BRUNICARDI, Charles F. et al. Schwartz’s Principles of Surgery. Nova Iorque: McGraw-Hill Education, 2015.
5. RODRIGUES, Marco Antônio Gonçalves. et al. Fundamentos em clínica cirúrgica. Belo Horizonte:
Coopmed, 2005.
6. SALLES, M. J. C., SPROVIERI, S. R. S., BEDRIKOW, R. et al. Síndrome da resposta inflamatória sistêmica/
sepse ¾ revisão e estudo da terminologia e fisiopatologia. Revista Da Associação Médica Brasileira,
45(1), 86–92. 1999.
Questão 01
(FAMERP - SP - 2022) Durante a visita na enfermaria cirúrgica, o médico assistente está diante
de um paciente que se encontra no primeiro dia de pós-operatório de uma colectomia parcial
por um tumor carcinoide. O paciente encontra-se apático e pouco comunicativo, apresentando
baixa diurese e ausência de ruídos hidroaéreos. Diante destes achados, podemos afirmar que:
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Pós-operatório
Retornar ao tópico
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Pós-operatório
Questão 02
a) Os hormônios que promovem o catabolismo estão com níveis séricos aumentados, com
destaque para a insulina.
c) O ADH pode aumentar até 50 vezes seu valor basal e atua na reabsorção de água e
vasoconstrição esplâncnica.
e) REMIT é uma resposta a grandes insultos, como cirurgias de grande porte, politraumatismos e
grandes queimaduras, não sendo recomendada a reposição volêmica inicial.
Essa questão do ABC-SP de 2022 fala sobre REMIT – resposta metabólica induzida pelo
trauma. É um tema amplamente estudado, pois é muito importante para sabermos em que
etapa de recuperação o doente está durante o nosso tratamento.
A REMIT gera energia, mantém o volume efetivo intravascular, e faz hipermetabolismo. Sabendo
isso, vamos analisar os itens da questão!
Alternativa A - Incorreta: A insulina é um hormônio anabólico que se encontra diminuído na
REMIT, ocasionando uma discreta hiperglicemia.
Alternativa B - Incorreta: O catabolismo proteico é algo comum na REMIT. O corpo opta por
diversas vias para obter suprimento energético, e a via do catabolismo proteico é uma delas
(gliconeogênese).
Alternativa C - Correta: O hormônio antidiurético se eleva durante a REMIT, visando à diminuição
da perda de volume sistêmico pela urina.
Alternativa D - Incorreta: A REMIT aumenta as citocinas inflamatórias como uma das respostas
ao trauma.
Alternativa E - Incorreta: A reposição volêmica inicial é crucial para uma boa resposta
hemodinâmica ao grande trauma. Essa reposição garante uma melhora/conservação do débito
cardíaco e é indicada nos protocolos de emergência.
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Pós-operatório
Questão 03
(AMRIGS - RS - 2023) Assinale a alternativa abaixo que descreve uma fístula com bom
prognóstico para fechamento espontâneo.
Questão direta sobre uma das complicações mais comuns em cirurgias: a fístula gastrointestinal.
Trata-se de uma comunicação anormal entre um órgão oco epitelizado e outra superfície
epitelizada. Está frequentemente relacionada a falhas técnicas, lesões intestinais durante
manipulação, fechamento da fáscia abdominal e drenagem percutânea.
É importante destacar o volume do débito: menos de 200 ml = considerado de baixo débito; entre
200 e 500 ml corresponde a moderado débito; e, finalmente, acima de 500 ml, consideramos
como alto débito.
E quando falamos de fístulas (principalmente nas questões), é importante ressaltar determinados
bons preditores para fechamento espontâneo da fístula, que são:
• Baixo débito
• Diâmetro < 1 cm
• Ausência de comorbidades
Além disso, vale ressaltar que fístulas mais proximais, como as no intestino delgado, geralmente
apresentam alto débito, ao contrário das distais (ex.: cólon), que tendem a ser de baixo débito.
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Pós-operatório
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Pós-operatório
Questão 04
c) A grande maioria dos casos pode ser tratada apenas com drenagem e curativos.
A infecção do sítio cirúrgico é uma complicação temida e frequente. Existem causas endógenas
modificáveis, bem como aquelas que não podem ser controladas. Além disso, as fontes
exógenas também podem ser importantes durante o ato cirúrgico. Portanto, é essencial
manter uma rigorosa técnica asséptica para prevenir a contaminação, juntamente com a utilização
e seleção correta de antibióticos perioperatórios, quando indicado.
Vamos analisar as alternativas e achar a que possui a resposta correta para garantir nosso
precioso ponto!
Alternativa A – Incorreta: Não há indicação de tratamento tópico associado ao início do
antibiótico oral ou intravenoso.
Alternativa B – Incorreta: Essa alternativa pode ter confundido muitos alunos, mas é importante
lembrar que existe indicação de tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação
são evidentes ou quando o paciente apresenta sintomas e sinais sistêmicos.
Alternativa C – Correta: Exatamente! A terapia mais importante envolve a abertura da cicatriz, a
remoção do material infectado e a realização de curativos contínuos até que ocorra a cicatrização
por segunda intenção.
Alternativa D – Incorreta: Sabemos que as feridas operatórias podem ocorrer devido a motivos
endógenos e exógenos. Existem causas evitáveis de infecção, e entre elas podemos mencionar
a limpeza da ferida. No entanto, é importante destacar que o álcool não auxilia na prevenção
da infecção.
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Pós-operatório
Questão 05
a) Antibioticoterapia.
b) Drenagem pleural.
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Pós-operatório
Logo de cara, guarde com carinho um conceito importante: sempre que perguntarem qual
é a causa mais comum de febre no período pós-operatório precoce, ou seja, nas primeiras
48 horas após a cirurgia, a resposta será atelectasia. Muitas questões abordam isso de
forma direta.
Esta questão apresenta um caso clínico de um paciente febril no 2.º dia de pós-operatório,
cujos sinais clínicos e radiografia são altamente compatíveis com a principal causa de febre
nesse período. Vamos analisar:
• Dispneia e dor no ombro direito (dor referida por irritação diafragmática) são sintomas
comuns em grandes atelectasias.
Atelectasia
Fonte: adaptado de CMC - SP, 2023.
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Pós-operatório
Retornar ao tópico
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Critérios para definição de infecções de sítio cirúrgico (ISC)
Infecção que ocorra até 30 dias após a cirurgia E presença de infecção limitada
à pele e ao tecido subcutâneo no local da incisão E ao menos um dos abaixo:
• Drenagem purulenta, com ou sem confirmação laboratorial, a partir de uma
incisão superficial.
• Isolamento de organismos a partir de cultura de fluido ou tecido do local da
Incisional
incisão.
superficial
• Ao menos um dos sinais e sintomas de infecção: sensibilidade dolorosa,
edema localizado, rubor ou calor e abertura deliberada da incisão superficial
por um cirurgião, a menos que a incisão seja negativa em cultura.
• Diagnóstico de ISC incisional superficial feita por um cirurgião ou médico
assistente.
Considerar administração
de antibióticos IV
Espaço orgânico
Administração de antibióticos IV
Leucocitose, febre
e dor/sensibilidade Drenagem de abscesso
→ drenagem percutânea
Drenagem purulenta
ou reoperação
de dreno
(avaliado caso a caso)
Modelo de avaliação de risco de Caprini para tromboembolismo
venoso em pacientes cirúrgicos gerais
Repouso no leito
Suporte
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