0% acharam este documento útil (0 voto)
37 visualizações13 páginas

Auditoria de Marketing na Coop. São Luiz

O artigo apresenta um estudo sobre a auditoria de marketing na Cooperativa Mista São Luiz Ltda, focando na análise do ambiente de marketing do setor de supermercados. A pesquisa, realizada por meio de entrevistas com colaboradores e gestores, revela a necessidade de ações estratégicas para melhorar o desempenho em um ambiente competitivo, destacando a importância do controle e análise dos elementos do macro e microambiente. Conclui-se que a cooperativa deve intensificar suas estratégias de segmentação e vigilância sobre o composto mercadológico, especialmente em relação a preços e promoções.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
37 visualizações13 páginas

Auditoria de Marketing na Coop. São Luiz

O artigo apresenta um estudo sobre a auditoria de marketing na Cooperativa Mista São Luiz Ltda, focando na análise do ambiente de marketing do setor de supermercados. A pesquisa, realizada por meio de entrevistas com colaboradores e gestores, revela a necessidade de ações estratégicas para melhorar o desempenho em um ambiente competitivo, destacando a importância do controle e análise dos elementos do macro e microambiente. Conclui-se que a cooperativa deve intensificar suas estratégias de segmentação e vigilância sobre o composto mercadológico, especialmente em relação a preços e promoções.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Revista Campo da História

DOI: 10.55906/rcdhv9n1-010
158-170, 2024
ISSN: 2526-3943

AUDITORIA DE MARKETING: UM ESTUDO NA COOPERATIVA MISTA SÃO


LUIZ LTDA

MARKETING AUDIT: A STUDY AT THE COOPERATIVA MISTA SÃO LUIZ


LTDA

Recebimento do original: 19/01/2024


Aceitação para publicação: 23/02/2024
Ariosto Sparemberger
Doutor em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco (UFP)
Instituição: Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
(UNIJUÍ) - campus Santa Rosa
Endereço: Rodovia RS 344, KM 39, 1100, Timbaúva, Santa Rosa – RS, CEP: 98781-720
E-mail: ariosto@[Link]

RESUMO: Entendemos a auditoria de marketing como uma análise sistemática, objetiva e


periódica do ambiente de marketing de uma organização. Por meio da realização de uma
auditoria é possível identificar áreas problemáticas e apontar oportunidades, para melhorar o
desempenho de uma organização. Nesse sentido, o presente trabalho tem por objetivo trazer
informações a partir da realização de auditoria voltada a área de marketing na área de
supermercados de uma cooperativa do ramo agropecuário. Para atender o objetivo, com o aporte
de um conjunto de questões, foi realizado entrevista com colaboradores e gestores da Coopermil
para a obtenção dos dados primários. Os principais resultados mostram que existe ações
positivas para a área de supermercados geradas a partir do impacto dos elementos do macro e
microambiente, bem como do composto mercadológico. Conclui-se que o setor estudado está
inserido num ambiente competitivo e necessita aprofundar suas ações voltada para o controle e
análise dos elementos do macro e microambiente, bem como avaliar estratégicas de
segmentação e se manter vigilante em relação ao composto mercadológico, com atenção
especial aos preços praticados e políticas de promoção.

PALAVRAS-CHAVE: Cooperativa, Supermercado, Auditoria de Marketing.

ABSTRACT: We understand marketing auditing as a systematic, objective, and periodic


analysis of an organization's marketing environment. Conducting an audit allows for the
identification of problematic areas and highlights opportunities to enhance organizational
performance. This study aims to provide insights through a marketing audit focused on the
supermarket sector within an agricultural cooperative. To achieve this, interviews with
Coopermil's employees and managers were conducted to gather primary data. The main
findings indicate positive actions for the supermarket sector influenced by macro and
microenvironment elements, as well as marketing mix components. It is concluded that the
studied sector operates in a competitive environment, requiring a deeper focus on controlling
158
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943
and analyzing macro and microenvironment elements. Additionally, strategic segmentation and
vigilant management of the marketing mix, especially pricing and promotion policies, are
recommended.

KEYWORDS: Cooperative, Supermarket, Marketing Audit.

1. INTRODUÇÃO

O marketing tem assumido um conjunto de funções que resultam em diferentes


contribuições, as quais podem trazer contribuições que visam melhoram a performance das
organizações e das empresas, trazendo resultados significativos em todas as áreas de negócios.
Uma das contribuições do marketing, está relacionado com a realização de auditoria. A
incorporação de uma auditoria de marketing em uma instituição fundamenta-se
primordialmente na antecipação e identificação de problemas, bem como na determinação de
melhorias para os colaboradores da empresa. Essa prática possibilita a definição de orçamentos,
estabelecimento de metas e avaliação do engajamento na captação de clientes, resultando na
formulação de um plano para aprimorar os negócios e obter novos e diferentes resultados.
O crescente hábito dos clientes de expressar suas preferências quanto aos tipos de
produtos ou serviços desejados, assim como quando, onde e como desejam adquiri-los, destaca
a importância do desenvolvimento de auditorias nas instituições. Esse alinhamento com as
expectativas do consumidor torna-se essencial para direcionar as ações da empresa e atingir
efetivamente o público-alvo determinado pela organização. (KOTLER & KELLER, 2006).
Nesta direção, o presente trabalho é um estudo elaborado que trata do conjunto de
atividade que consiste em uma auditoria de marketing, com o objetivo de responder a seguinte
questão: “As ações que são desenvolvidas pela Cooperativa Mista São Luiz Ltda., na área de
varejo (supermercados) atendem aos pressupostos básicos de marketing na área de
supermercados”? A atividade deste estudo justifica-se pelo desenvolvimento de uma auditoria
voltada a área de marketing dos Supermercados de uma cooperativa agropecuária, a fim de
apresenta uma análise dos elementos de auditoria. Espera-se que este processo possa contribuir
para análise e diagnóstico visando soluções que visam resolver os possíveis problemas

159
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943
encontrados na organização, além de potencializar as ações positivas, valorizando as vivências
no meio empresarial, como uma estratégia de ensino-aprendizagem.
Tendo como objetivo geral, desenvolver uma Auditoria de Marketing enquanto os
objetivos específicos estão relacionados aos seguintes tópicos: identificar os elementos do
Ambiente de Marketing da empresa (Microambiente e Macroambiente); conhecer o processo
de segmentação da empresa; identificar os elementos do composto mercadológico; e propor
sugestões para maximizar as oportunidades e minimizar as ameaças da referida empresa.
Desta forma, o presente artigo apresenta, além da introdução que traz uma ideia geral
da proposta do estudo, o referencial teórico com conceitos em relação ao cooperativismo,
marketing e auditoria de marketing. Na sequência o artigo traz a metodologia que orientou as
ações de pesquisa e de levantamento de dados, os resultados e discussão e pôr fim a conclusão.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 MARKETING

Segundo Rocha et al. (2013) marketing é um processo social, por meio do qual são
reguladas a oferta e a demanda de bens e serviços para atender as necessidades da sociedade. É
uma tecnologia gerencial, que busca ajustar a oferta da organização a demandas específicas do
mercado, utilizando como ferramenta um conjunto de princípios e técnicas. Também é uma
orientação da administração, que reconhece que a tarefa primordial da organização é
proporcionar maior satisfação ao consumidor, atendendo a suas necessidades, levando em conta
seu bem-estar no longo prazo, respeitadas as exigências e limitações impostas pela sociedade e
atendidas as necessidades de sobrevivência e continuidade da organização.
O marketing está relacionado com o fato de entender e atender as necessidades e anseios
do público-alvo de uma organização. Esta pode ser uma empresa com fins lucrativos, uma
organização não governamental (ONG) ou uma entidade governamental sem fins lucrativos.
Personalidades públicas, como artistas e políticos, também podem aplicar os conceitos e
técnicas de marketing. Para todos é necessário, antes de tudo, entender seu público-alvo, que é
a parcela do mercado que a organização tenta atingir. (CROCCO, et al., 2013).

160
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943
Para Kotler e Armstrong (2023), marketing é engajar os clientes e gerenciar
relacionamentos lucrativos com eles. Os dois objetivos do marketing são: atrair novos clientes,
prometendo valor superior, e manter e cultivar os clientes atuais, entregando valor e satisfação.
Marketing no sentido de satisfazer as necessidades do cliente. Se a empresa engaja os
consumidores de maneira efetiva, entende as necessidades deles, desenvolve produtos que
oferecem valor superior e precifica, distribui e promove esses produtos bem, eles são vendidos
com facilidade.

2.2 AUDITORIA DE MARKETING

Segundo Kotler (2000), a auditoria de marketing é entendida como um exame


independente de todo o esforço de marketing de uma organização que cobre os objetivos, os
programas, a implementação, a organização e o controle, com o propósito de determinar e
avaliar o que está sendo feito e de recomendar o que deve ser feito no futuro. Já Abe Schuchman
(1959), define auditoria em marketing como sendo uma revisão e avaliação sistemática, crítica
e imparcial da operação do setor de marketing dos objetivos e diretrizes organizacionais; dos
pressupostos que informam e condicionam métodos, procedimentos, política de pessoal e
demais fatores da organização empregados na aplicação de diretrizes. Esta definição, não pode
ser considerada completa, pois não menciona alguns aspectos fundamentais da auditoria, quais
sejam suas funções como instrumento de diagnóstico, bem como de prognóstico. Mais ainda,
deixa de lado o prisma da análise de mercado, e a possibilidade de reduzir uma disfunção
administrativa, quando se utilizam métodos de auditoria. Auditoria, em marketing, é o conjunto
de técnicas analíticas, destinado a efetuar diagnósticos, prognósticos e recomendações visando
a avaliar e melhorar o planejamento e as ações executivas deste setor.
Ferber e Verdoorn (1962) conceituam auditoria de marketing como uma avaliação
completa das diretrizes de marketing da empresa, cujo principal objetivo é formular novas e
melhores diretrizes. De acordo com esta definição, uma empresa que emprega auditoria,
procura mediante análise e avaliação o seguinte: a) determinar sua posição relativa no mercado;
b) comparar seus produtos e preços com os dos competidores; c) analisar a qualidade relativa

161
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943
de seu composto promocional e de distribuição; e d) recomendar, se necessário, modificações
no composto mercadológico.
A Auditoria de Marketing então é uma análise dos pequenos detalhes de todas ações e
estratégias que a empresa. O objetivo principal é direcionar os esforços da organização para
alcançar resultados positivos, examinando cuidadosamente os pequenos detalhes das atividades
de marketing. Essa análise visa otimizar as práticas existentes e identificar oportunidades de
melhoria, contribuindo para o sucesso da empresa. A prática da auditória envolve as principais
estratégias do marketing, tais como elementos do macro e microambiente, mercado,
segmentação, posicionamento e o composto mercadológico que compreende o produto, preço,
praça e promoção. (KOTLER E ARMSTRONG ,2023).

2.3 COOPERATIVISMO

O cooperativismo teve início na metade do século XIX, quando um pequeno grupo de


trabalhadores do setor têxtil passava por momentos difíceis, com péssimas condições de
trabalho e um deles teve a iniciativa em reunir todos os colegas e unir ideias para formar uma
cooperativa. Logo em 21 de dezembro de 1844, um grupo de 28 pessoas, na cidade de Rochdale,
na Inglaterra, deu início ao trabalho cooperativista, lançando aí a semente do cooperativismo
no mundo inteiro.
Para Rodrigues (2009), o cooperativismo é um movimento social, uma visão filosófica
de vida e uma proposta de modelo socioeconômica que busca a reunião do desenvolvimento
econômico e do bem-estar social para todos os cooperados. E para concretizar os valores e
princípios, as cooperativas são um instrumento formal e juridicamente estruturado que dispõe
da sua própria lei, a 5.764/71.
O cooperativismo possui relativa importância, não só para os seus adeptos por
proporcionar-lhes benefícios e vantagens relacionadas ao aumento da competitividade do
negócio no mercado, mas também, para a sociedade como um todo, isto porque além de ser o
impulsionador do desenvolvimento econômico ele gera empregos combatendo assim, a
exclusão social e a concentração de riqueza, promovendo desenvolvimento social. Percebe-se
claramente que o cooperativismo é uma grande ferramenta de transformação da sociedade,

162
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943
utilizando de seus princípios e valores para aprimoramento do bem-estar das pessoas e
consequentemente da ótica em que elas veem a economia e suas próprias características
pessoais em vários países do mundo, principalmente no Brasil. (CANTON,2009;
RODRIGUES,2009; CHAVAGLIA, 2009).
O ramo agropecuário tem um importante papel no desenvolvimento econômico e social
de seus associados e das comunidades onde está inserido. No entendimento de Bialoskorski
(2002), as cooperativas apresentam duas dimensões consideráveis, a econômica e a social. O
autor enfatiza que na dimensão econômica tem o melhoramento da renda através da melhor
disponibilidade do produto ou serviços do associado para o mercado consumidor. Na dimensão
social através da inclusão social e da disponibilização, ao associado, de novos conhecimentos,
além de aproximá-lo de uma rede de contato com outros associados.

3. METODOLOGIA

A metodologia aplicada nesta pesquisa contemplou os seguintes elementos:


categorização da pesquisa, coleta de dados e análise e interpretação dos dados. A pesquisa
aplicada garante empregar critérios práticos para solucionar os problemas e programar a
intervenção de acordo com o analisado, aumentando o poder de compreensão do caso
(VIANNA, 2001). A pesquisa qualitativa gera resultados mais abrangentes em relação a um
determinado assunto. Exige mais cuidado na elaboração e deve ser aplicado de forma direta,
portanto é importante relacionar-se bem com o entrevistado.
Na pesquisa qualitativa é possível analisar cada situação a partir de dados descritivos,
buscando identificar relações, causas, efeitos, consequências, opiniões, significados, categorias
e outros aspectos considerados necessários à compreensão da realidade estudada e que,
geralmente, envolve múltiplos aspectos. (VIANNA, 2001, p. 122). No presente trabalho, foi
utilizado também, a pesquisa descritiva, de acordo com as necessidades de observar e analisar
os dados coletados na organização. A pesquisa descritiva “[...] procura descobrir, com a maior
precisão possível, a frequência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com
outros, sua natureza e suas características. ” (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007, p. 61).

163
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943
A busca por referências teóricas que orientam o pesquisador a solucionar questões
problemáticas e até desconhecidas para ele acontece por meio da pesquisa bibliográfica, ou seja,
ela “é a consulta de obras escritas por outros autores a respeito do assunto a ser pesquisado. ”
(GÜLLICH; LOVATO; EVANGELISTA, 2007, p. 35). Com a aplicação da pesquisa
bibliográfica “[...] busca-se conhecer e analisar as contribuições culturais ou científicas do
passado sobre determinado assunto, tema ou problema. ” (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007,
p. 60). Ainda, foi utilizado a técnica de estudo de caso que “se concentra no estudo de um caso
particular, considerado representativo de um conjunto de casos análogos, por ele
significativamente representativo. [...]” (SEVERINO, 2007, p. 121).
O estudo de caso foi parte da metodologia, pois por meio dele é possível conhecer uma
determinada realidade relacionada a um assunto em questão de forma profunda e real, o que
garante uma investigação com sucesso e resultados de plena veracidade. Com a aplicação desta
metodologia, foi permitido obter resultados precisos de acordo com o analisado, podendo
transmitir possíveis problemas encontrados e até sugerir melhorias.
A coleta de dados primários ocorreu de forma direta, com a realização de entrevista aos
gestores e alguns colaboradores da Cooperativa e para isto foi utilizado um roteiro com questões
de auditoria de marketing. Desta forma, foi possível obter as informações das práticas e gestão
da cooperativa que são utilizadas considerando os elementos investigados sobre auditoria,
verificando as ameaças e oportunidades e os elementos do mix de marketing da cooperativa.
De acordo com Roesch (1996), as entrevistas caracterizam uma técnica para se obter
informações e entendimento do tema de pesquisa.
Para a análise dos dados obtidos com a entrevista, utilizou-se da técnica de análise de
conteúdo. Na visão de Bardin (2006), a análise de conteúdo consiste em um conjunto de
técnicas de análise de comunicações, que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de
descrição do conteúdo da mensagem. Assim, os dados foram analisados e interpretados
contrapondo as informações obtidos com a fundamentação teórica deste estudo.

164
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Após a atribuição de conteúdo teórico para contextualização do marketing, foi


direcionada uma pesquisa, auditoria, aos gestores e colaboradores da empresa cooperativa para
o registro de experiências e das ações vivenciadas pelos mesmos, no que se refere ao seu
cotidiano de trabalho no setor supermercadista. Inicialmente foi abordado em relação à gestão
do Sistema de informações em Marketing de Cooperativa visando entender se o atual sistema
de marketing possibilita, através de ferramentas de gestão, indicadores percentuais para os
gestores na tomada das suas decisões.
Frente a entrevista realizada com a coordenadora do departamento de Marketing, tais
ferramentas de gestão são precárias e até inexistentes na gestão da cooperativa. A Cooperativa
em sua atual gestão, apropriou-se de uma nova plataforma de sistema de dados, na qual obteve
um processo árduo para alimentar as informações. Esta adaptação e integração estão sendo lenta
e ainda há inúmeras modificações necessárias. Pode-se destacar a necessidade de investimento
em um sistema de informações de marketing.
Devido ao porte da cooperativa e seus negócios, faz-se imprescindível adotar formas de
gestão que minimizem o percentual de erro. No período do estudo, os gestores de negócio e de
unidades, não possuíam um suporte de dados, no que se refere à tomada de decisão, e estas,
partem da percepção própria, juntamente com as experiências profissionais e influências
externas. A empresa e o setor de marketing absorvem apenas a postura comunicativa, ou seja,
manter o associado comunicado a respeito de assuntos pertinentes e alimentar as mídias locais,
no sentido de manter a marca com boa impressão. Outro tema da auditoria está relacionado com
ameaças, oportunidades e propostas relacionadas à questão do microambiente de Marketing da
Cooperativa.

4.1 ELEMENTOS DO AMBIENTE DE MARKETING

Neste trabalho, em especial, já mencionado na introdução do artigo, a área em estudo e


na área de supermercados. No que se refere aos elementos do microambiente, foi questionado

165
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943
e analisado quanto a clientes, concorrentes, distribuição e revendedores, fornecedores e
públicos.
Em relação aos elementos de auditoria do marketing, foi constatado que os clientes
possuem uma boa relação com o supermercado. Visto que para uma empresa ter sucesso na sua
atividade ele precisa estar em sintonia com o seu cliente, no negócio de supermercado da
cooperativa essa relação é bastante próxima, pelo fato do cliente frequentar as lojas todos os
dias, ele acaba por se estabelecer um vínculo com os funcionários e a empresa, e é através dessa
proximidade que conseguimos medir o grau de satisfação do cliente, pois ele tem uma janela
direta para fazer suas reinvindicações e deixar suas sugestões e críticas.
Foi observado que em relação aos concorrentes, os principais concorrentes dos
mercados da Coopermil são as grandes redes que atuam na microrregião. Portanto há uma
competição no setor e a cooperativa faz muitas promoções para manter seus clientes. O estudo
constatou que a Coopermil não atua no mercado usando revendedores, a venda se dá
diretamente ao consumidor sem intermediários o que resultado e proporciona condições
favoráveis para repassar produtos com preço mais competitivos para os clientes. A auditoria
também verificou que o setor de compras dos supermercados da Coopermil tem uma parceria
forte com seus fornecedores, as negociações atualmente são em grandes volumes para garantir
preços melhores.
Foi identificado também que por ser uma empresa do ramo cooperativista, a Coopermil
tem um público muito variado, seu trabalho com o público de cidades de todas as faixas de
poder aquisitivo bem como das mais variadas idades, mas o principal foco da cooperativa é seu
associado.
Além dos elementos do microambiente, também foram estudados o macroambiente de
marketing da Cooperativa. Este último, consiste em forças sociais maiores que impactam no
negócio, tais como as forças demográficas, econômicas, naturais, tecnológicas, políticas e
culturais.
Segundo Kotler e Armstrong (2023), o ambiente de marketing que é analisado nas
auditorias é formado por um microambiente e um macroambiente. O microambiente é
constituído por agentes próximos à empresa que afetam sua capacidade de atender a seus
clientes, tais como fornecedores, intermediários, concorrentes e clientes. O macroambiente é

166
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943
constituído pelas forças societais mais amplas que afetam o microambiente, em especial forças
demográficas, tecnológicas, econômicas, políticas e culturais.
Quanto as forças demográficas, percebe-se uma tendência de envelhecimento da
população, o que é uma ameaça para a cooperativa no aspecto rural, pois não está havendo a
sucessão familiar. Consequentemente, as pequenas propriedades estão sendo incorporadas por
produtores maiores ou sendo simplesmente abandonadas. Por outro lado, a migração desse
público de mais idade para a cidade, oferece a oportunidade de atende-lo melhor em outros
negócios que a Cooperativa tem, como os supermercados e postos de combustível. Isto é
favorável para a empresa, uma vez que esse cliente já tem uma familiaridade com a Cooperativa.
Percebeu-se também por parte dos gestores, em relação as forças naturais, uma grande
preocupação para o negócio da cooperativa. Dentre esses, o mais preocupante para é o atual
estágio de poluição. Em destaque para a poluição dos mananciais das propriedades por meio
dos defensivos agrícolas, visto que é muito difícil convencer o agricultor do correto manejo dos
defensivos, da necessidade de comprar produtos de procedência, para poder devolver as
embalagens para os fornecedores para um descarte adequado.
Neste sentido, a cooperativa faz a sua parte, prestando assistência técnica, orientando o
correto manejo e dosagem dos agrotóxicos e fertilizantes, mas ainda há um longo caminho a
percorrer. A Coopermil tem um foco muito grande na inovação e na utilização de novas
tecnologias, em tudo que diz respeito a agricultura de precisão e na área leite, bem como investe
em software de gestão dos negócios.
Em relação ao processo de segmentação da cooperativa, constatou-se que muito pouco
a mesma se apropria desta estratégia, pelo fato de se caracterizarem por varejo e
comercializarem com fornecedores. Conforme constatado na entrevista, o ramo
supermercadista da Coopermil conta com dois tipos de públicos: cliente urbano e associados.
Como forma de proposição, remete-se a necessidade de a cooperativa pensar no
desenvolvimento de oportunidades financeiras diferenciadas, para não perder este seu público.

167
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943
4.2 ANÁLISE DO COMPOSTO MERCADOLÓGICO

As questões de auditoria também envolveram o composto mercadológico formado pelo


produto, preço, praça e promoção. Quanto aos seus produtos, a Coopermil possui nove ramos
de negócios, os quais são: leite, grãos, agropecuária, máquinas, postos de combustíveis,
supermercados, processamento de grãos, rações e sementes. Todos estes negócios cooperativos
possuem a essência de englobar seu associado numa amplitude maior e lhe trazer maior ganho
financeiro. Nesta direção entende-se de a necessidade da gestão estratégica ratear as sobras
sobre as movimentações dos associados, perante todos os ramos de negócios. Atualmente,
apenas a área de grãos e de leite, faz uso desta estratégia de fidelização de associado.
Em relação ao elemento praça e ou distribuição, verificou-se que a Coopermil possui
setor estruturado de compras, o qual intermedia as negociações entre fornecedor e cooperativa.
No setor supermercadista, a cooperativa conta com uma estrutura de um Centro de Distribuição,
o qual permite que seja feita armazenagem de grandes quantidades de produtos, que fornece
uma vantagem na negociação com os fornecedores, esta forma de armazenamento, também
contribui para diminuir o custo logístico da empresa.
Em relação ao preço, é preciso que a empresa tenha cuidado nos itens que fazem a
formação de preço de um produto, como margem de lucro, a qual engloba perdas e furtos do
produto, custos fixos do estabelecimento e custos fixas variáveis. Como uma vantagem
competitiva da Cooperativa, pode-se destacar a experiências dos profissionais responsáveis pela
compra na cooperativa, os quais possuem visão e amplo conhecimento do mercado
(fornecedores e indústria) e poder contar com um software que retêm todas as informações
necessárias para se formar um preço final bem atrativo.
Ainda, em relação a promoção, identificou-se por parte da Cooperativa, que a mesma
faz o uso da propaganda, o qual é intensivo, tanto para divulgar a marca, ações propostas pela
cooperativa e ofertas. Atualmente, os meios de comunicação utilizados pela cooperativa são:
rádio, televisão, redes sociais e matérias de jornais. Essas práticas ajudam a tornar público
principalmente as promoções e ofertas da rede de supermercados, visando atingir os diferentes
públicos e segmento de associados e clientes.

168
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943
5. CONCLUSÃO

Esse estudo se mostra como os elementos de uma auditoria de marketing podem trazer
informações e contribuições no processo de gestão, auxiliando para uma análise mais profundo
de pontos estratégicos e fundamentais para o negócio de supermercados de uma cooperativa
agropecuária.
De modo geral, conclui-se que a postura da Cooperativa é consequência da razão da sua
razão de existir que é abranger o seu associado, garantindo inserção de seus produtos e posterior
retorno financeiro, sem usufrui das estratégias fortes existentes no mercado competitivo. Sob
consequência desta ótica, o setor de Marketing da Coopermil relaciona-se com o viés de
comunicação e educação social.
Como ponto de contribuição, embora existe aspectos positivos a partir do impacto dos
elementos do macro e microambiente, constatou-se que a área de supermercados da
Cooperativa está inserida num ambiente competitivo e necessita aprofundar suas ações voltada
ao controle e análise dos elementos do macro e microambiente, bem como avaliar estratégicas
de segmentação e se manter vigilante em relação ao composto mercadológico com atenção
especial aos preços praticados e políticas de promoção.
Considerando que já faz alguns anos da realização da pesquia, é bem provável que o
cenário hoje esteja diferente e que algumas mudanças e inovações já possam ter acontecido na
Coopermil, alterando a situação inicialmente analisada e diagnosticada pelo presente estudo de
auditoria de marketing.
O estudo ainda sugere a realização de novas pesquisas voltadas exclusivamente para o
associado da cooperativa com o objetivo de investigar principalmente qual é o nível de
participação deste e quanto ele opera seus negócios com a empresa.

REFERÊNCIAS

ABE SCHUCHMAN, Analysing and lmproving Marketing Performance "Marketing Audits",


in Theory and Practice, Nova Iorque: American Management Association, Management Report, n.
32, 1959, págs. 11 a 19

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2006.

169
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943
BIALOSKORSKI, Neto. Estratégias e cooperativas agropecuárias: um ensaio analítico. In:
Seminário de Política Econômica em Cooperativismo e Agronegócios da UFV. Viçosa, 2002.

CANTON, Neivor. A Importância do Cooperativismo. Especial do Cooperativismo. Goiânia –


GO, p. 20, Julho 2009. Entrevista concedida à OCB.

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. Metodologia científica. 6.
ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.

CHAVAGLIA, Antônio. A Importância do Cooperativismo. Especial do Cooperativismo.


Goiânia – GO, p. 21, Julho 2009. Entrevista concedida à OCB.

CROCCO, Luciano; STREHLAU, Vívian I.; ROCHA, Thelma. Fundamentos de Marketing:


conceitos básicos - Coleção de Marketing, vol. 1 - 3ª edição . Editora Saraiva, 2013.

EL CHECK, Roberto, Marketing básico para pequenas e médias empresas. Petrópolis, RJ:
Editora Vozes Ltda., 1987.

FERBER, Robert; VERDOORN, P. J. Métodos de Pesquisa em Economia e Negócios, Nova


Iorque: MacMillan, 1962.

GÜLLICH, Roque Ismael da Costa; LOVATO, Adalberto; EVANGELISTA, Mário dos Santos.
Metodologia da Pesquisa: normas para apresentação de trabalhos: redação, formatação e
editoração. Três de Maio: Ed. SETREM, 2007.

KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de Marketing. São Paulo: Pearson; Porto Alegre:
Bookman, 2023.

KOTLER, P. KELLER, K. L., Administração de marketing. 12. Ed. São Paulo: Pearson Hall,
2006.

KOTLER, P. Administração de Marketing: a edição do novo milênio São Paulo: Prentice Hall,
2000.

ROESCH, Sylvia M.A. Projeto de estágio do curso de Administração: guia para pesquisa,
projetos. São Paulo: Atlas, 1996.

ROCHA, Ângela da; FERREIRA, Jorge B.; SILVA, Jorge Ferreira da. Administração de
marketing: conceitos, estratégias, aplicações. Grupo GEN, 2013.

RODRIGUES, Roberto. A Importância do Cooperativismo. Especial do Cooperativismo.


Goiânia – GO, p. 20, Julho 2009. Entrevista concedida à OCB.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. E atualizada. São
Paulo: Cortez, 2007.

VIANNA, Ilca Oliveira de Almeida. Metodologia do trabalho científico: um enfoque didático da


produção científica. São Paulo: E.P.U., 2001

170
Revista Campo da História, v. 9, n. 1, 2024. ISSN 2526-3943

Você também pode gostar