Espaços Métricos
Aula 04
Thiago de Melo
26 de março de 2025
Thiago de Melo 1/7
Distância de ponto a conjunto
Sejam (M, d) um espaço métrico, X ⊆ M não-vazio e a ∈ M fixado.
Definimos a distância de a até X por
d(a, X) = inf{d(a, x); x ∈ X}.
{d(a, x); x ∈ X} é não-vazio e limitado inferiormente por 0.
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Distância de ponto a conjunto
Sejam (M, d) um espaço métrico, X ⊆ M não-vazio e a ∈ M fixado.
Definimos a distância de a até X por
d(a, X) = inf{d(a, x); x ∈ X}.
{d(a, x); x ∈ X} é não-vazio e limitado inferiormente por 0.
Exemplo
X = R+ , a = 0 d(0, X) = 0 mas d(a, x) > 0, ∀ x ∈ X.
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Distância de ponto a conjunto
Alguns fatos
1. se a ∈ X então d(a, X) = 0
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Distância de ponto a conjunto
Alguns fatos
1. se a ∈ X então d(a, X) = 0
2. se X ⊆ Y então d(a, Y) ≤ d(a, X)
Thiago de Melo 3/7
Distância de ponto a conjunto
Alguns fatos
1. se a ∈ X então d(a, X) = 0
2. se X ⊆ Y então d(a, Y) ≤ d(a, X)
3. d(a, X) = 0 ⇔ ∀ 𝜖 > 0, ∃ x ∈ X, d(a, x) < 𝜖
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Proposição
Dados a, b ∈ M e X ⊆ M não-vazio, temos |d(a, X) − d(b, X)| ≤ d(a, b).
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Proposição
Dados a, b ∈ M e X ⊆ M não-vazio, temos |d(a, X) − d(b, X)| ≤ d(a, b).
Demonstração.
Vamos mostrar que
−d(a, b) ≤ d(a, X) − d(b, X) ≤ d(a, b).
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Proposição
Dados a, b ∈ M e X ⊆ M não-vazio, temos |d(a, X) − d(b, X)| ≤ d(a, b).
Demonstração.
Vamos mostrar que
−d(a, b) ≤ d(a, X) − d(b, X) ≤ d(a, b).
d(a, X) ≤ d(a, x) ≤ d(a, b) + d(b, x), ∀ x ∈ X
d(a, X) − d(a, b) ≤ d(b, x), ∀ x ∈ X
d(a, X) − d(a, b) ≤ d(b, X) ⇔ d(a, X) − d(b, X) ≤ d(a, b)
d(b, X) − d(a, X) ≤ d(a, b) ⇔ −d(a, b) ≤ d(a, X) − d(b, X) (perm. a, b)
□
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Proposição
Dados a, b ∈ M e X ⊆ M não-vazio, temos |d(a, X) − d(b, X)| ≤ d(a, b).
Corolário
Dados a, b, x ∈ M, temos |d(a, x) − d(b, x)| ≤ d(a, b). (X = {x})
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Isometrias
Definição
Sejam (M, dM ) e (N, dN ) espaços métricos. Uma função f : M → N é uma imersão
isométrica se dN (f (x), f (y)) = dM (x, y), para quaisquer x, y ∈ M.
Uma imersão isométrica sobrejetiva é chamada isometria.
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Isometrias
Definição
Sejam (M, dM ) e (N, dN ) espaços métricos. Uma função f : M → N é uma imersão
isométrica se dN (f (x), f (y)) = dM (x, y), para quaisquer x, y ∈ M.
Uma imersão isométrica sobrejetiva é chamada isometria.
▶ imersão isométrica ⇒ injetividade
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Exemplos
Seja Rn com métrica induzida por alguma norma. Sejam a, u ∈ Rn com ∥u∥ = 1.
1. f : R → Rn , f (t) = a + tu (imersão isométrica de R em Rn )
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Exemplos
Seja Rn com métrica induzida por alguma norma. Sejam a, u ∈ Rn com ∥u∥ = 1.
1. f : R → Rn , f (t) = a + tu (imersão isométrica de R em Rn )
2. g : Rn → Rn , g(x) = x + a (isometria – translação por a)
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Exemplos
Seja Rn com métrica induzida por alguma norma. Sejam a, u ∈ Rn com ∥u∥ = 1.
1. f : R → Rn , f (t) = a + tu (imersão isométrica de R em Rn )
2. g : Rn → Rn , g(x) = x + a (isometria – translação por a)
3. h : R2 → R2 , h(z) = uz (isometria – mult. de complexos)
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Métrica induzida
Seja X um conjunto não-vazio. Se f : X → (M, dM ) é injetiva então f induz uma
métrica em X, dada por
d(x, y) := dM (f (x), f (y)), ∀ x, y ∈ X.
Note que, neste caso, f : (X, d) → (M, dM ) torna-se uma imersão isométrica.
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Fato surpreendente
Todo espaço métrico M pode ser imerso isometricamente no espaço vetorial
normado B (M; R).
▶ Se M é limitado:
f : M → B (M; R)
x ↦→ 𝜑x : M → R
a ↦→ 𝜑x (a) = d(a, x)
▶ Se M é ilimitado: Elon, p. 20
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Funções contı́nuas
Definição
Dizemos que f : (M, dM ) → (N, dN ) é contı́nua em a ∈ M se, para todo 𝜖 > 0 existe
𝛿 > 0 tal que
dM (x, a) < 𝛿 ⇒ dN (f (x), f (a)) < 𝜖 .
Se f é contı́nua em qualquer ponto a ∈ M, dizemos simplesmente que f é contı́nua.
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Funções contı́nuas
Exemplo
Se f : (M, dM ) → (N, dN ) é uma função constante, isto é, existe b ∈ N tal que
f (x) = b, para todo x ∈ M, então f é contı́nua.
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Funções contı́nuas
Exemplo
Se f : (M, dM ) → (N, dN ) é uma função constante, isto é, existe b ∈ N tal que
f (x) = b, para todo x ∈ M, então f é contı́nua.
De fato. Seja a ∈ M. Dado 𝜖 > 0, tome 𝛿 > 0 qualquer e daı́
dM (x, a) < 𝛿 ⇒ dN (f (x), f (a)) < 𝜖
pois dN (f (x), f (a)) = dN (b, b) = 0.
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Funções contı́nuas
Exemplo
A função identidade id : (M, dM ) → (M, dM ), id(x) = x, para todo x ∈ M, é contı́nua.
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Funções contı́nuas
Exemplo
A função identidade id : (M, dM ) → (M, dM ), id(x) = x, para todo x ∈ M, é contı́nua.
De fato. Seja a ∈ M. Dado 𝜖 > 0, tome 𝛿 = 𝜖 e daı́
dM (x, a) < 𝛿 ⇒ dM (id(x), id(a)) < 𝜖 .
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Funções contı́nuas
Uma definição equivalente pode ser dada em termos de bolas abertas.
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Funções contı́nuas
Definição
f : (M, dM ) → (N, dN ) é contı́nua em a ∈ M se, para toda bola aberta B(f (a), 𝜖) de
centro f (a) e raio 𝜖 > 0, existe uma bola aberta B(a, 𝛿) de centro a e raio 𝛿 > 0 tal
que
f (B(a, 𝛿)) ⊆ B(f (a), 𝜖). (1)
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Funções contı́nuas
Definição
f : (M, dM ) → (N, dN ) é contı́nua em a ∈ M se, para toda bola aberta B(f (a), 𝜖) de
centro f (a) e raio 𝜖 > 0, existe uma bola aberta B(a, 𝛿) de centro a e raio 𝛿 > 0 tal
que
f (B(a, 𝛿)) ⊆ B(f (a), 𝜖). (1)
def.
dM (x, a) < 𝛿 ⇒ dN (f (x), f (a)) < 𝜖
⇕ ⇕
(??)
x ∈ B(a, 𝛿) ⇒ f (x) ∈ B(f (a), 𝜖)
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