Aula 3: Pêndulo Simples
REALIZAÇÃO DO EXPERIMENTO: 10/04/2025
ALUNOS: Arthur Rocha(2024099135) Lorrany (2025107875)
PROFESSOR: Pedro Americo
TURMA: PU4
Introdução
Na natureza, é comum observarmos fenômenos com comportamento periódico, como
as ondas sonoras, a vibração de cordas em instrumentos musicais, as radiações
eletromagnéticas e até o movimento de partículas em campos elétricos alternados.
Apesar das diferenças físicas entre esses sistemas, muitos deles compartilham
descrições matemáticas semelhantes, o que permite que o estudo de um sistema
simples possa ser estendido a casos mais complexos.
Um exemplo clássico e didático de sistema oscilatório é o pêndulo simples, composto
por um corpo de massa m e volume pequeno, suspenso por um fio leve, inextensível e
de comprimento l, fixado em um ponto que permite sua oscilação em um plano
vertical. Quando afastado de sua posição de equilíbrio por um ângulo θ e solto, o
pêndulo realiza um movimento oscilatório sob a ação da gravidade.
Esse tipo de movimento é caracterizado por seu período T, o tempo necessário para
completar uma oscilação completa. A equação geral para o período de um pêndulo
simples, levando em conta ângulos maiores, é uma série infinita envolvendo funções
seno. No entanto, quando o ângulo de oscilação é pequeno (geralmente até cerca de
10°), essa equação pode ser aproximada por uma forma mais simples:
T≈2πlg
Onde g é a aceleração da gravidade. Dentro dessa aproximação, o período torna-se
independente do ângulo de oscilação.
Neste experimento, exploraremos o comportamento do pêndulo simples no regime de
pequenas oscilações, com o objetivo de verificar experimentalmente a relação entre o
período e o comprimento do fio, confirmando a validade da equação acima. Além
disso, o experimento permite reforçar conceitos como movimento harmônico simples,
periodicidade e análise de dados experimentais.
O pêndulo simples é um sistema clássico de estudo do movimento oscilatório. Consiste
em uma massa presa a um fio leve, inextensível e de massa desprezível, que oscila sob
a ação da gravidade. Para pequenas oscilações (θ≤10°), o movimento é aproximado
por um movimento harmônico simples, com período dado por: T=2πlg ou, de forma
linearizada: T²=4π2gl esta equação permite a determinação experimental da aceleração da
gravidade local g a partir da análise do gráfico de T^2 em função de l.
Procedimento Experimental
Objetivo:
• Determinar o valor da aceleração da gravidade.
Material utilizado:
• Barbante fino, esfera, cronômetro e régua.
Procedimentos
1. Meça cuidadosamente o comprimento l do fio, do ponto de fixação até o centro de
massa da bobina.
2. Desloque o pêndulo de sua posição de equilíbrio, formando um ângulo de até 10° com
a vertical, para garantir que a condição de pequena oscilação seja respeitada.
3. Solte o pêndulo sem empurrá-lo, apenas deixando-o oscilar livremente.
4. Usando o cronômetro, meça o tempo para 10 oscilações completas (ida e volta).
Repita essa medição três vezes para maior precisão.
5. Calcule o período T dividindo o tempo total por 10.
6. Repita os passos acima variando o comprimento do fio em valores diferentes.
7. Os valores de T² foram calculados e utilizados para construir um gráfico no software
SciDavis
Comprimento (L) [m] Tempo para 10 oscilações (T₁₀) [s] Período (T) [s] T² [s²]
0,30 6,16 0,616 0,379
0,60 7,78 0,778 0,605
Comprimento (L) [m] Tempo para 10 oscilações (T₁₀) [s] Período (T) [s] T² [s²]
1,00 9,94 0,994 0,988
1,50 12,62 1,262 1,592
2,00 13,88 1,388 1,927
ANÁLISE DOS RESULTADOS
A regressão linear do gráfico T² × l resultou em:
• Equação da reta: y=A⋅x+B
• A: 0,200943784988557 +/- 0,0198411365296203
• B: 0,315288331847547 +/- 0,0961264270457837
• R²: 0.993106003670811
• Chi²: 0,053083771737518
• Margem de erro: 7,9+/-0.8
CONCLUSÃO
O experimento permitiu determinar a aceleração da gravidade local com boa precisão. A
relação entre T² e l se mostrou linear, como previsto pela teoria do pêndulo simples para
pequenas oscilações. O valor obtido para g, de aproximadamente 10,09 m/s², apresentou um
erro de cerca de 3,17% em relação ao valor local de referência, o que é aceitável considerando
as limitações experimentais
REFERÊNCIAS
Roteiro do experimento: "Pêndulo Simples". Departamento de Física – UFMG.
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