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Formação e Direitos Humanos no Brasil

O documento apresenta a formação acadêmica e os cursos de Wely Kacio Ferreira Da Silva na área de segurança pública e privada, destacando sua experiência em diversas operações e estágios. Além disso, aborda a evolução histórica dos direitos humanos, desde a Antiguidade até a Constituição Brasileira de 1988, enfatizando a importância dos direitos civis, políticos e sociais. O texto também menciona a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 como um marco na proteção dos direitos fundamentais.

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Formação e Direitos Humanos no Brasil

O documento apresenta a formação acadêmica e os cursos de Wely Kacio Ferreira Da Silva na área de segurança pública e privada, destacando sua experiência em diversas operações e estágios. Além disso, aborda a evolução histórica dos direitos humanos, desde a Antiguidade até a Constituição Brasileira de 1988, enfatizando a importância dos direitos civis, políticos e sociais. O texto também menciona a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 como um marco na proteção dos direitos fundamentais.

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APRESENTAÇÃO

Nome: Wely Kacio Ferreira Da Silva


Grad. Ensino Superior: Segurança pública e privada

CURSOS
➢ Curso de ações de comandos ➢ Curso de segurança pessoal privada.
( Operações Especiais) .2008 2016
➢ Estágio de caatinga. 2008 ➢ Curso de transporte de valor. 2016
➢ Estágio de montanha. 2008 ➢ Estágio operacional de controle de
➢ Estágio de pantanal. 2008 distúrbios civis do DFNSP. 2017
➢ Paraquedista militar operacional. ➢ Estágio operacional de patrulhamento
2008 motorizado da força nacional. 2018
➢ Estágio de salto livre. 2009 ➢ Formação de formadores. 2018
➢ Curso de resgate APH. 2009
➢ Instrutor de armamento e tiro. 2016
➢ Curso de formação de vigilantes. 2016
➢ Curso de escolta armada. 2016
DIREITOS HUMANOS
DIREITOS HUMANOS
DIREITOS HUMANOS

Objetivo: Conhecer os seus direitos


constitucional como brasileiro e sua evolução,
que constituem hoje um dos mais importantes
instrumentos de nossa civilização, visando
assegurar um convívio social digno, justo e
pacífico. Apontar os incisos do artigo 5º da
Constituição Federal de 1988 que trata dos
direitos e garantias individuais.
DIREITOS HUMANOS
1. DIREITOS HUMANOS

Toda pessoa deve ter garantido os seus direitos


civis (como o direito à vida, segurança, justiça,
liberdade e igualdade), políticos (como o direito à
participação nas decisões políticas), econômicos
(como o direito ao trabalho), sociais (como o
direito à educação, saúde e bem-estar), culturais
(como o direito à participação na vida cultural) e
ambientais (como o direito a um meio ambiente
saudável).
DIREITOS HUMANOS

1.1 Evolução Histórica


1.1.1 Tempos Primitivos
Formação do Estado: necessidade de limitar o
poder estatal – precedentes. A evolução dos
Direitos comporta dois aspectos que se
destacam:
O filosófico situa-se no plano das cogitações;
O normativo situa-se no plano dos fatos. É
conjuntural: ex.: guerras, atentados, lei dos
crimes hediondos, etc.
DIREITOS HUMANOS
Quando nasceram as Normas Jurídicas?
As normas jurídicas são anteriores ao Estado;
Originou-se na tradição oral;
Precedem as cogitações filosóficas a respeito do
direito.
As cidades Greco-Romanas são os
primeiros modelos de Estado que se tem
conhecimento. Foi justamente nelas que nos
séculos VI e V A.C. surgiram as primeiras
cogitações filosóficas sobre o direito: Aristóteles,
Sócrates e Platão.
DIREITOS HUMANOS
1.1.2 Direitos na Antigüidade
As primeiras leis escritas da Antigüidade
que influenciaram até nossos dias:
• O Código de Hammurabi (séc. XVII, A.C.) tem
282 parágrafos com matéria processual, penal
patrimonial, obrigacional e contratual, família,
sucessão, regulamentação de profissões, preços
e remuneração de serviços. As penas adotadas
pelo código eram severas para os crimes de
lesão corporal e para homicídios, adotando-se o
talião (dente por dente...);
DIREITOS HUMANOS
• O Código de Manu (séc. XIII a.C.), compõe-se
de 12 livros. Este código protegia a propriedade
privada, a honra pessoal, a vida, a integridade
física das pessoas, a família – exigia do marido
comportamento digno em relação à mulher e à
família. Punia o adultério e admitia o divórcio.
Admitia a pena de morte, de proscrição, de exílio
e de confisco.
DIREITOS HUMANOS
• Lei Mosaica (séc. XIII a.C.), atribuída a Moisés
e reunida nos primeiros livros da Bíblia, a qual os
Judeus denominam Torá, ou Lei. Estes livros
contêm toda legislação Israelita,
compreendendo a organização política, religiosa,
civil e penal. Protegia a vida (não matarás); a
propriedade (não furtarás); a honra (não
prestarás falso testemunho); a família (honrarás
teu pai e tua mãe; não cometerás adultério;
DIREITOS HUMANOS
não cobiçarás a mulher do próximo), institui o
descanso semanal (no sétimo dia descansarás).
Admitia a pena de morte e a escravidão. Pela
primeira vez, governantes e governados estavam
sujeitos à mesma Lei. Só Javé (Deus) estava
acima da Lei.
Em todos os modelos de sociedade antiga, a
mulher para efeito político igualava-se aos
escravos
DIREITOS HUMANOS
1.1.3 Direitos na Idade Média
Exemplo do processo evolutivo das
Instituições Medievais, no sentido de proteger a
pessoa humana, encontra-se nos seguintes
documentos:
A Carta Magna firmada pelo rei inglês João Sem-
Terra (1215/1225), feita para proteger os
privilégios dos barões e os direitos dos homens
livres). É considerada o documento básico das
liberdades inglesas.
DIREITOS HUMANOS
A Bula Áurea, de André II, da Hungria, de
1222, que reconheceu o direito de resistência
dos governados ao governante.
As leis de Leão de Castela, de 1256,
denominadas as “Sete Partidas”, que visavam a
proteger a inviolabilidade da vida, da honra,
do domicílio e da propriedade, assegurando
aos acusados um processo legal, que
evitasse a punição injusta. A primeira das sete
regras dispunha: “os juízes devem garantir a
liberdade”.
DIREITOS HUMANOS
O código de Magnus Erikson, da Suécia, de
1350, segundo o qual o rei devia jurar “ser leal e
justo com seus cidadãos, de modo que não prive
nenhum, pobre ou rico, de sua vida ou de sua
integridade corporal sem processo judicial em
devida forma, como prescrevem o direito e a
justiça do país, e que tampouco a ninguém prive
de seus bens senão de conformidade com o
direito e mediante processo legal”.
As pragmáticas de Fernando e Isabel, de
Castela, em 1480, declarando a liberdade de
residência
DIREITOS HUMANOS
1.1.4 Os Direitos Humanos na Idade Moderna
e Contemporânea.
Profundas modificações sociais,
econômicas e culturais, produzidas na Europa
desde o final da Idade Média (séc. XV), entre
elas, a expansão do comércio marítimo, o
reflorescimento das cidades, a formação e
ascensão da burguesia mercantil, os
descobrimentos marítimos portugueses etc.; tudo
isso resultou em novas atitudes filosóficas e
científicas que situaram o homem no centro dos
estudos e dos acontecimentos.
DIREITOS HUMANOS
O Humanismo Renascentista: o homem como
um ser dotado de liberdade e dignidade
próprias;
O racionalismo, valorização do indivíduo
frente às autoridades científicas e à filosofia;
Na Idade Moderna a compreensão sobre o
mundo e a vida, mudou significativamente:
Concepção teocêntrica do mundo e da vida,
vigente na Idade Média;
Concepção antropocêntrica, da qual emergiu o
indivíduo com a afirmação de suas liberdades e
de seus direitos.
DIREITOS HUMANOS
No século XVIII tivemos igualmente três
documentos expressivos da preocupação com o
indivíduo:
A Declaração de Direitos do Bom Povo da
Virgínia, de 12.01.1776 – trata-se da primeira
declaração de direitos fundamentais no sentido
moderno:
DIREITOS HUMANOS

Consagrava o princípio da isonomia;


tripartição do poder; eleições livres para os
representantes do Executivo e Legislativo.
Esta declaração diferenciava-se das inglesas
porque aquelas importavam na limitação do
poder do Rei e a afirmar a supremacia do
Parlamento;
DIREITOS HUMANOS
A Declaração da Independência dos Estados
Unidos – 04.07.1776 (de Thomas Jefferson).
Caracterizou-se como afirmação dos direitos
inalienáveis do ser humano e a proclamação de
que os poderes dos governos derivam do
consentimento dos governados;
Declaração dos Direitos do Homem e do
Cidadão – 27.08.1789 - emergiu da Revolução
Francesa ocorrida no mesmo ano e sintetiza o
pensamento político, moral e social de todo o
século XVIII (Rosseau, Locke e Montesquieu
DIREITOS HUMANOS
É mais abstrata, mais universalizante, possuindo
três características: a) intelectualismo, b)
mundialismo e individualismo. É o documento
marcante do Estado Liberal e proclama os
seguintes princípios: Isonomia, liberdade,
propriedade, reserva legal, anterioridade da lei
penal, presunção de inocência, liberdade
religiosa, livre manifestação do pensamento.
Seu preâmbulo afirmava que “a ignorância e os
desprezos dos direitos do homem são as únicas
causas dos males públicos e da corrupção dos
governos
DIREITOS HUMANOS
1.1.5 Universalidade das Declarações de
Direitos: A Declaração Universal dos Direitos
Humanos de 1948.
Em 10.12.1948 a ONU aprovou a
Declaração Universal dos Direitos Humanos,
que arrola os direitos básicos e as liberdades
fundamentais que pertencem a todos os seres
humanos, sem distinção de raça, cor, sexo,
idade, religião, opinião política, origem
nacional ou social, ou qualquer outra.
DIREITOS HUMANOS
Seu conteúdo distribui-se por um Preâmbulo
(reconhece solenemente: a dignidade da
pessoa humana, ideal democrático, o direito
de resistência à opressão e a concepção
comum desses direitos); uma Proclamação e
30 artigos, que compreendem de direitos: civis,
políticos, econômicos, sociais e culturais.
DIREITOS HUMANOS

1.2 Evolução Histórica – Constitucional dos


Direitos Humanos no Brasil.
Nos países de Constituição rígida (o Brasil é
tradicionalmente, um desses), a Constituição é
a lei maior, Carta Magna, superior às demais leis.
Lei que contraria a Constituição é
inconstitucional. E entende-se por constitucional
tudo que diz respeito aos limites e atribuições
dos poderes políticos, bem como aos direitos
políticos e individuais dos cidadãos.
DIREITOS HUMANOS
1824 - A Constituição Imperial:
O sistema foi estrutura do pela Constituição
Política do Império do Brasil de 25/03/1824.
Declara de início, que o Império do Brasil é a
associação política de todos os cidadãos
brasileiros, que formam uma nação livre e
independente que não admite, com qualquer
outro, laço de união ou federação, que se oponha
à sua independência
DIREITOS HUMANOS
Princípio conservador dos direitos dos
cidadãos;
No art. 179, a Constituição trazia uma declaração
de direitos individuais e garantias que, nos seus
fundamentos, permaneceu nas constituições
posteriores.
1891 - A Constituição Imperial: A primeira
Constituição republicana brasileira, resultante do
movimento político-militar que derrubou o Império
em 1889, inspirou-se na organização política
norte-americana.
DIREITOS HUMANOS
No texto constitucional, debatido e aprovado pelo
Congresso Constituinte nos anos de 1890 e
1891, foram abolidas as principais instituições
monárquicas, como o Poder Moderador, o
Conselho de Estado e a vitaliciedade do Senado.
Foi introduzido o sistema de governo
presidencialista. O presidente da República,
chefe do Poder Executivo, passou a ser eleito
pelo voto direto para um mandato de quatro
anos, sem direito à reeleição. Tinham direito a
voto todos os homens alfabetizados maiores de
21 anos.
DIREITOS HUMANOS
1934 - A Constituição Brasileira de 1934:
promulgada em 16 de julho de 1934 pela
Assembléia Nacional Constituinte, foi redigida
segundo o próprio parágrafo de abertura, para
organizar um regime democrático, que assegure
à Nação a unidade, a liberdade, a justiça e o
bem-estar social e econômico.
Estabeleceu o voto obrigatório para maiores de
18 anos, propiciou o voto feminino, direito há
muito reivindicado, que já havia sido instituído em
1932 pelo Código Eleitoral do mesmo ano, previu
a criação da Justiça do Trabalho e a Justiça
Eleitoral.
DIREITOS HUMANOS
1937 – A Constituição Brasileira de 1937:
outorgada pelo presidente Getúlio Vargas em 10
de Novembro de 1937, mesmo dia em que
implanta a ditadura do Estado Novo. A essência
autoritária e centralista da Constituição de 1937 a
colocava em sintonia com os modelos
fascistizantes de organização político-
institucional então em voga em diversas partes
do mundo, rompendo com a tradição liberal dos
textos constitucionais anteriormente vigentes no
país.
DIREITOS HUMANOS

1946 – A Constituição Brasileira de 1946: A


mesa da Assembléia Constituinte promulgou
Constituição dos Estados Unidos do Brasil e o
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias
no dia 18 de setembro de 1946,
consagrando as liberdades expressas na
Constituição de 1934, que haviam sido retiradas
em 1937.
Foram dispositivos básicos regulados pela carta:
a igualdade de todos perante a lei;
a liberdade de manifestação de pensamento,
sem censura, a não ser em espetáculos e
diversões públicas; a inviolabilidade do sigilo de
correspondência; a liberdade de consciência, de
crença e de exercício de cultos religiosos; a
liberdade de associação para fins lícitos; a
inviolabilidade da casa como asilo do indivíduo; a
prisão só em flagrante delito ou por ordem escrita
de autoridade competente e a garantia ampla de
defesa do acusado. A Constituição Brasileira de
1946, bastante avançada para a época, foi
notadamente um avanço da democracia e das
liberdades individuais do cidadão.
DIREITOS HUMANOS

1967 – A Constituição Brasileira de 1967:


Comparada com a Constituição de 1946 a
Constituição de 24 de janeiro de 1967, que
entrou em vigor a 15 de março, apresenta graves
retrocessos: Restringiu a liberdade de opinião e
expressão, deixou o direito de reunião a
descoberto de garantias plenas, estendeu o foro
militar aos civis, nas hipóteses de crimes contra a
segurança interna, entre outros.
DIREITOS HUMANOS
A Constituição de 1967 inovou em alguns pontos:
a redução para 12 anos da idade mínima de
permissão do trabalho; a supressão da
estabilidade, como garantia constitucional, e o
estabelecimento do regime de fundo de garantia,
como alternativa; as restrições ao direito de
greve; a supressão da proibição de diferença de
salários, por motivo de idade e nacionalidade, a
que se referia a Constituição anterior.
DIREITOS HUMANOS
1988 – A Constituição Brasileira de 1988: É a
Lei Maior vigente no Brasil, segundo o qual se
rege todo o ordenamento jurídico do país. A
Constituição proclama que o Brasil é um Estado
Democrático de Direito, que tem como
fundamento a cidadania e a dignidade da pessoa
humana (artigo 1º, incisos II e III) e rege-se nas
relações internacionais pelo princípio de
prevalência dos direitos humanos (artigo 4º,
inciso II).
DIREITOS HUMANOS
Estabelece também que, além dos direitos e
garantias expressos no texto constitucional, o
sistema jurídico brasileiro reconhece a
possibilidade da proteção judicial de direitos
fundamentais decorrentes dos tratados
internacionais dos quais o Brasil é signatário
(artigo 5º, parágrafo 2).
DIREITOS HUMANOS
1.2.1 Dos direitos e deveres individuais e
coletivos
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no
País a inviolabilidade do direito à vida,
liberdade, igualdade, segurança e
propriedade.
DIREITOS HUMANOS

1.3 Conceito

Direitos Humanos são os direitos fundamentais


da pessoa humana. No regime democrático, toda
pessoa deve ter a sua dignidade respeitada e a
sua integridade protegida, independentemente da
origem, raça, etnia, gênero, idade, condição
econômica e social, orientação ou identidade
sexual, credo religioso ou convicção política.
DIREITOS HUMANOS
1.3.1 Princípios fundamentais
1.3.2 Direitos fundamentais da pessoa
humana
A expressão “direitos humanos” é uma forma
abreviada de mencionar os direitos fundamentais
da pessoa humana. Esses direitos são
considerados fundamentais porque sem eles a
pessoa humana não consegue existir ou não é
capaz de se desenvolver e de participar
plenamente da vida.
DIREITOS HUMANOS
Todos os seres humanos devem TER
ASSEGURADAS, desde o nascimento, as
mínimas condições necessárias para se tornarem
úteis à humanidade, como também devem TER a
possibilidade de receber os benefícios que a vida
em sociedade pode proporcionar. Esse conjunto
de condições e de possibilidades associa as
características naturais dos seres humanos, a
capacidade natural de cada pessoa pode valer-
se como resultado da organização social. É a
esse conjunto que se dá o nome de direitos
humanos
DIREITOS HUMANOS
1.3.3 Dos direitos e garantias fundamentais
Também chamados liberdades públicas ou
direitos fundamentais do homem ou da pessoa
humana, reconhecidos nas "declarações de
direitos" das constituições, ou autônomas. São
principalmente os direitos ou liberdades de
locomoção, associação, reunião, de consciência,
de culto, de igualdade perante a lei, de
pensamento ou opinião, de petição, de não ser
preso ilegalmente, de ser julgado na forma de
leis anteriores ao fato imputado,
DIREITOS HUMANOS
de imprensa, de trabalho, de profissão, de
propriedade obtida com o seu trabalho pessoal,
de informação, de ensino, de cátedra, de
inviolabilidade do domicílio, de calar, de fazer ou
deixar de fazer alguma coisa somente em virtude
de lei, de intimidade, de escolher governo, de
votar, de ser eleito, de autodeterminar-se, de não
estar submetido a leis retroativas, de indústria, de
comércio, de inviolabilidade de correspondência
e comunicações, de plenitude de defesa, sindical,
de escolher emprego e outros ou outras mais que
decorrem implicitamente da natureza dos
regimes democráticos.
DIREITOS HUMANOS
[Link] Tortura
A tortura e o tratamento desumano ou
degradante contra qualquer pessoa não são
tolerados. Esse dispositivo é completado por
outro que diz ser assegurado aos presos o
respeito à integridade física e moral.
[Link] Provas ilícitas
Na Constituição Federal em seu artigo 5o., Inciso
LVI diz são inadmissíveis, no processo, as provas
obtidas por meio ilícitos;
É a que foi obtida por meios que violam as
garantias individuais, provenha de particulares ou
do governo.
DIREITOS HUMANOS
[Link] Direito ao silêncio

Na Constituição Federal em seu artigo 5º., Inciso


LXIII diz o preso será informado de seus direitos,
entre os quais o de permanecer calado, sendo-
lhe assegurada a assistência da família e de
advogado;
DIREITOS HUMANOS
O acusado tem direito absoluto de não responder
em interrogatório. Esse direito é
fundamentalmente baseado no instinto de
conservação do indivíduo, e inclui o direito de
não denunciar seus próximos ou parentes e
ainda o de simular alienação mental
(procedimento incorreto de defesa, segundo
alguns autores). O acusado não tem nenhuma
obrigação de dizer a verdade ao juiz
DIREITOS HUMANOS
[Link] Princípio da presunção da inocência
Na Constituição Federal em seu artigo 5º., Inciso
LVII diz ninguém será considerado culpado até o
trânsito em julgado de sentença penal
condenatória.
Diz a Declaração Universal dos Direitos do
Homem, feita pela ONU: "Toda pessoa acusada
de delito tem direito a que se presuma a sua
inocência, enquanto não se provar a sua
culpabilidade,
DIREITOS HUMANOS
conforme a lei e em julgamento público no qual
se hajam assegurado todas as garantias
necessárias à sua defesa" (art. 11, nº. I). (Nota
do revisor - Espelham o mesmo princípio os
incisos LV e LVII do artigo 5º da CF/88)
Direitos fundamentais da pessoa detida
Na Constituição Federal em seu artigo 5o.,
encontramos o Direito à liberdade e à segurança.
Os principais direitos fundamentais da pessoa
detida são
DIREITOS HUMANOS
Toda a pessoa tem direito à liberdade e
segurança.
Qualquer pessoa presa deve ser informada, no
mais breve prazo e em língua que compreenda,
das razões da sua prisão e de qualquer
acusação formulada contra ela.
Qualquer pessoa presa ou detida nas condições
previstas no parágrafo 1, alínea c), do presente
artigo deve ser apresentada imediatamente a um
juiz ou outro magistrado habilitado pela lei para
exercer funções judiciais e tem direito a ser
julgado num prazo razoável ou posta em
liberdade durante o processo.
DIREITOS HUMANOS
A colocação em liberdade pode estar
condicionada a uma garantia que assegure o
comparecimento do interessado em juízo.
Qualquer pessoa privada da sua liberdade por
prisão ou detenção tem direito a recorrer a um
tribunal, a fim de que este se pronuncie, em curto
prazo de tempo, sobre a legalidade da sua
detenção e ordene a sua libertação, se a
detenção for ilegal.
.
DIREITOS HUMANOS
Qualquer pessoa vítima de prisão ou detenção
em condições contrárias às disposições deste
artigo tem direito a indenização
1.5 O crime de tortura no contexto dos
direitos humanos e o tratamento
constitucional (Art. 5º CF/88)
Na Constituição Federal em seu artigo 5 o inciso
XLIII diz que considera crime inafiançável e
insuscetível de graça ou anistia a prática de
tortura e que os mandantes, executores e
aqueles que, podendo evitá-la, omitem-se serão
responsabilizados.
DIREITOS HUMANOS
A polícia não pode torturar um preso para que
confesse um crime, seja lá o crime que for. Os
maus-tratos a presos não são admitidos, em
nenhuma circunstância.
A prática da tortura constitui crime inafiançável e
insuscetível de graça ou anistia.
Crime inafiançável é aquele que não admite
soltura mediante fiança.
Crime insuscetível de graça ou anistia é aquele
que não admite perdão individual (graça), nem
exclusão coletiva da punibilidade (anistia).
DIREITOS HUMANOS
1.6 Lei Nº. 9.455, de 7 de abril de 1997
A Lei nº. 9.455, de 7-4-97, regulamentando o
inc. XLIII do art. 5º da Constituição Federal,
trouxe à tona a definição dos crimes de
tortura.
Efetivamente, dispõe o inc. I do art. l º da Lei
nº. 9.455, de 7-4-97, que constitui crime de
tortura:
Constranger alguém com emprego de
violência ou grave ameaça, causando-lhe
sofrimento físico ou mental:
DIREITOS HUMANOS
a) Com o fim de obter informação, declaração ou
confissão da vítima ou de terceira pessoa;
b) Para provocar ação ou omissão de natureza
criminosa;
c) Em razão de discriminação racial ou religiosa;
Pena - reclusão, de dois a oito anos.
Cumpre destacar a semelhança entre o delito de
tortura, acima transcrito, e o crime de
constrangimento ilegal, previsto no art.146 do
Código Penal, pois em ambos o agente visa a
obter da vítima um determinado comportamento
positivo ou negativo.
DIREITOS HUMANOS
1.7 Da prisão e o direito a imagem.

Podemos encontrar na Constituição de 1988,


Artigo 5º, que:
V - é assegurado o direito de resposta,
proporcional ao agravo, além da indenização por
dano material, moral ou à imagem;
DIREITOS HUMANOS

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a


honra e a imagem das pessoas, asseguradas o
direito à indenização pelo dano material ou moral
decorrente de sua violação;
Assim o sendo, a divulgação, que envolva o
nome e/ou a imagem, de um suspeito, sem que
este tenha sequer autorizado, maculando sua
boa fama, influindo no conceito de sua pessoa
junto aos seus amigos, parentes, colegas de
trabalho, é sem dúvida, ato que deva gerar
imediata responsabilidade civil e/ou penal.
DIREITOS HUMANOS
Devemos preservar os direitos da personalidade
do suspeito, pois como dito antes, o Estado
assumiu o dever dessa preservação, quando
legislou sobre a proteção à imagem, à honra e à
intimidade, elevando tais direitos a nível
constitucional. Assim deve o Estado, não só
exercer a proteção a nível de garantir o processo
de ressarcimento, mas antecipar-se, visando a
não violação dos direitos da personalidade,
explicitando ao suspeito seus direitos, deixando-o
livre para decidir sobre a autorização da
veiculação de sua imagem.
DIREITOS HUMANOS
1.8 Do terrorismo, da Segurança do Cidadão,
do Estado e os Direitos humanos
fundamentais.
Na Constituição Federal em seu artigo 4o., diz
que prevalência dos direitos humanos(II); defesa
da paz(VI); repúdio ao terrorismo e ao
racismo(VIII) e concessão de asilo político(X).
É o modo de coagir ou influenciar outras
pessoas, ou de impor-lhes a vontade pelo uso
sistemático do terror. No Brasil, o terrorismo é
repudiado.
DIREITOS HUMANOS
1.9 Da responsabilidade civil objetiva e
subjetiva e o crime de tortura, tratamento
desumano ou degradante.

O elemento subjetivo do tipo é o dolo. Urge que a


tortura se revele como forma de aplicar castigo
pessoal ou medida de caráter preventivo.
O § 2º do art.1º da Lei nº. 9.455/97 dispõe o
seguinte:
DIREITOS HUMANOS
Aquele que se omite em face dessas condutas,
quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las,
incorre na pena de detenção de um a quatro
anos. O tipo penal em apreço se desdobra em
dois:
Omissão à prática do crime;
Omissão na apuração do crime.
Ambos são crimes próprios, porque exigem
que o omitente tenha o dever jurídico de impedir
o resultado. As hipóteses de dever jurídico
encontram-se no § 2º do art.13 do Código Penal.
DIREITOS HUMANOS
Incompreensível a atitude do legislador, que
confere tratamento benigno àquele que deixa de
evitar o crime, punindo-o com detenção, quando,
na condição de partícipe, deveria responder pela
mesma pena do autor principal, nos termos do
art. 29 do CP. Aliás, criou-se um tratamento
díspar entre os partícipes, pois o partícipe por
ação incide na mesma pena abstrata prevista
para o autor principal, ao passo que o partícipe
por omissão é punido apenas com detenção.
DIREITOS HUMANOS
Correta, no entanto, a suavização da pena em
relação àquele que deixa de apurar o crime, uma
vez que esta conduta ocorre após a
consumação, enquadrando-se como conivência
posterior, e não como participação. Na verdade,
a hipótese assemelha-se ao delito de
prevaricação. Todavia, no delito de tortura não
hánecessidade de o omitente ser funcionário
público. Também não é preciso que a omissão
seja para satisfazer interesse ou sentimento
pessoal.
DIREITOS HUMANOS
PREVENÇÃO E COMBATE À VIOLÊNCIA
CONTRA MULHER
Lei n 11.340, de 07 de Agosto de 2009
Art. 1º Esta Lei cria mecanismos para coibir e
prevenir a violência doméstica e familiar contra a
mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da
Constituição Federal, da Convenção sobre a
Eliminação de Todas as Formas de Violência
contra a Mulher, da Convenção Interamericana
para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência
contra a Mulher
DIREITOS HUMANOS

e de outros tratados internacionais ratificados


pela República Federativa do Brasil; dispõe sobre
a criação dos Juizados de Violência Doméstica e
Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas
de assistência e proteção às mulheres em
situação de violência doméstica e familiar.
DIREITOS HUMANOS

Art. 2º Toda mulher, independentemente de


classe, raça, etnia, orientação sexual, renda,
cultura, nível educacional, idade e religião, goza
dos direitos fundamentais inerentes à pessoa
humana, sendo-lhe asseguradas as
oportunidades e facilidades para viver sem
violência, preservar sua saúde física e mental e
seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.
DIREITOS HUMANOS
Art. 3º Serão asseguradas às mulheres as
condições para o exercício efetivo dos direitos à
vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à
educação, à cultura, à moradia, ao acesso à
justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à
cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e
à convivência familiar e comunitária.
§ 1º O poder público desenvolverá políticas que
visem garantir os direitos humanos das mulheres
no âmbito das relações domésticas e familiares
no sentido de resguardá-las de toda forma de
negligência, discriminação, exploração, violência,
crueldade e opressão.
DIREITOS HUMANOS
§ 2º Cabe à família, à sociedade e ao poder
público criar as condições necessárias para o
efetivo exercício dos direitos enunciados no
caput.
Art. 4º Na interpretação desta Lei, serão
considerados os fins sociais a que ela se destina
e, especialmente, as condições peculiares das
mulheres em situação de violência doméstica e
familiar.
DIREITOS HUMANOS
DIREITO DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Lei 8.069, de 13 de Julho de 1990
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção integral
à criança e ao adolescente.
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos
desta Lei, a pessoa até doze anos de idade
incompletos, e adolescente aquela entre doze e
dezoito anos de idade.
Parágrafo único. Nos casos expressos em lei,
aplica-se excepcionalmente este Estatuto às
pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade
DIREITOS HUMANOS

Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos


os direitos fundamentais inerentes à pessoa
humana, sem prejuízo da proteção integral de
que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei
ou por outros meios, todas as oportunidades e
facilidades, a fim de lhes facultar o
desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual
e social, em condições de liberdade e de
dignidade.
DIREITOS HUMANOS
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da
sociedade em geral e do poder público
assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação
dos direitos referentes à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária.
Parágrafo único. A garantia de prioridade
compreende:
DIREITOS HUMANOS
a) primazia de receber proteção e socorro em
quaisquer circunstâncias;
b) precedência de atendimento nos serviços
públicos ou de relevância pública;
c) preferência na formulação e na execução das
políticas sociais públicas;
d) destinação privilegiada de recursos públicos
nas áreas relacionadas com a proteção à infância
e à juventude.
DIREITOS HUMANOS

Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será


objeto de qualquer forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e
opressão, punido na forma da lei qualquer
atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos
fundamentais.
DIREITOS HUMANOS
Art. 6º Na interpretação desta Lei levar-se-ão em
conta os fins sociais a que ela se dirige, as
exigências do bem comum, os direitos e deveres
individuais e coletivos, e a condição peculiar da
criança e do adolescente como pessoas em
desenvolvimento.
DIREITOS DA PESSOA IDOSA
Lei n 10.741, de 1° de Outubro de 2003
Art. 1º É instituído o Estatuto do Idoso, destinado
a regular os direitos assegurados às pessoas
com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos
DIREITOS HUMANOS

Art. 2º O idoso goza de todos os direitos


fundamentais inerentes à pessoa humana, sem
prejuízo da proteção integral de que trata esta
Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros
meios, todas as oportunidades e facilidades, para
preservação de sua saúde física e mental e seu
aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e
social, em condições de liberdade e dignidade.
DIREITOS HUMANOS

Art. 3º É obrigação da família, da comunidade,


da sociedade e do Poder Público assegurar ao
idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do
direito à vida, à saúde, à alimentação, à
educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao
trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade,
ao respeito e à convivência familiar e
comunitária.
DIREITOS HUMANOS
Parágrafo único. A garantia de prioridade
compreende:
I – atendimento preferencial imediato e
individualizado junto aos órgãos públicos e
privados prestadores de serviços à população;
II – preferência na formulação e na execução de
políticas sociais públicas específicas;
III – destinação privilegiada de recursos públicos
nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso;
DIREITOS HUMANOS
IV – viabilização de formas alternativas de
participação, ocupação e convívio do idoso com
as demais gerações;
V – priorização do atendimento do idoso por sua
própria família, em detrimento do atendimento
asilar, exceto dos que não a possuam ou
careçam de condições de manutenção da própria
sobrevivência;
VI – capacitação e reciclagem dos recursos
humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e
na prestação de serviços aos idosos;
DIREITOS HUMANOS

VII – estabelecimento de mecanismos que


favoreçam a divulgação de informações de
caráter educativo sobre os aspectos
biopsicossociais de envelhecimento;
VIII – garantia de acesso à rede de serviços de
saúde e de assistência social locais.
IX – prioridade no recebimento da restituição do
Imposto de Renda. (Incluído pela Lei nº 11.765,
de 2008).
DIREITOS HUMANOS
Art. 4º Nenhum idoso será objeto de qualquer
tipo de negligência, discriminação, violência,
crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus
direitos, por ação ou omissão, será punido na
forma da lei.
§ 1º É dever de todos prevenir a ameaça ou
violação aos direitos do idoso.
§ 2º As obrigações previstas nesta Lei não
excluem da prevenção outras decorrentes dos
princípios por ela adotados.
DIREITOS HUMANOS
Art. 5º A inobservância das normas de
prevenção importará em responsabilidade à
pessoa física ou jurídica nos termos da lei.
Art. 6º Todo cidadão tem o dever de comunicar à
autoridade competente qualquer forma de
violação a esta Lei que tenha testemunhado ou
de que tenha conhecimento.
Art. 7º Os Conselhos Nacional, Estaduais, do
Distrito Federal e Municipais do Idoso, previstos
na Lei no 8.842, de 4 de janeiro de 1994,zelarão
pelo cumprimento dos direitos do idoso, definidos
nesta Lei.
Ao se deparar com montanhas
mais altas e escaladas mais difíceis,
apenas tenha a certeza de que tudo
isso é a prova de que os velhos
.
obstáculos não conseguiram te
derrubar e abriram novos horizontes
com sonhos que vão valer ainda
mais a pena realizar.

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