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Poder Executivo: Estrutura e Funções

O documento aborda o Poder Executivo no Brasil, detalhando suas funções, atribuições e o processo eleitoral para Presidente e Vice-Presidente da República. Ele descreve a estrutura de governo e as regras de sucessão e posse dos cargos executivos. Além disso, enfatiza a importância das leis e a responsabilidade civil e criminal em casos de infrações relacionadas ao conteúdo do material.

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Poder Executivo: Estrutura e Funções

O documento aborda o Poder Executivo no Brasil, detalhando suas funções, atribuições e o processo eleitoral para Presidente e Vice-Presidente da República. Ele descreve a estrutura de governo e as regras de sucessão e posse dos cargos executivos. Além disso, enfatiza a importância das leis e a responsabilidade civil e criminal em casos de infrações relacionadas ao conteúdo do material.

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DIREITO

CONSTITUCIONAL
Poder Executivo

Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes

Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.

CÓDIGO:
221104269777

LUCIANO DUTRA

Advogado da União desde 2009, com atuação no Supremo Tribunal Federal. Autor
de livros. Professor de Direito Constitucional com ampla experiência em cursos
preparatórios para concursos públicos e Exames de Ordem presenciais e on-line.
Aprovado em diversos concursos públicos. Graduado em Direito pela Universidade
Federal de Juiz de Fora e pós-graduado em Direito Público. Graduado e pós-graduado
em Ciências Militares.

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DIREITO CONSTITUCIONAL
Poder Executivo
Luciano Dutra

SUMÁRIO
Poder Executivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1. Considerações Iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
2. Atribuições do Presidente da República . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
3. Imunidades do Presidente da República. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4. Responsabilidades do Presidente da República. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
5. Ministros de Estado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
6. Conselho da República e Conselho de Defesa Nacional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
7. Súmulas e Jurisprudência Aplicáveis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Resumo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Questões de Concurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Gabarito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
Gabarito Comentado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57

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Poder Executivo
Luciano Dutra

PODER EXECUTIVO

1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Olá, meu(minha) aluno(a), tudo bem? Espero que este texto o encontre feliz e saudável.
Vamos estudar agora um tema importantíssimo: o Poder Executivo.
Comecemos lembrando como se dá o exercício do Poder Executivo no âmbito da nossa
federação brasileira. Na União, o Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República,
auxiliado por seu Vice-Presidente da República e seus Ministros de Estado (art. 76). Já nos
Estados-membros e no Distrito Federal, exercem o Poder Executivo os Governadores,
auxiliados pelos Vice-Governadores e seus Secretários Estaduais. Nos Municípios, o exercício
do Poder Executivo é realizado pelos Prefeitos, auxiliados pelos Vice-Prefeitos e seus
Secretários Municipais.

Presidente da República,
Vice-Presidente da República
e Ministros de Estado (art. 76)
UNIÃO

Governadores,
EXERCÍCIO NO Vice-Governadores
ÂMBITO DA e Secretários Estaduais
ESTADOS/DF
FEDERAÇÃO
Prefeitos,
Vice-Prefeitos
e Secretários Municipais
MUNICÍPIOS

Agora vamos rememorar as funções típicas e atípicas do Poder Executivo. Como função
típica, compete ao Poder Executivo administrar a coisa pública, realizando políticas públicas.
Atipicamente, legisla, editando medidas provisórias, leis delegadas e decretos autônomos
e julga processos administrativos, como os processos administrativos disciplinares, em que
a autoridade competente decidirá qual pena administrativa será aplicada.

administrar
TÍPICA

FUNÇÕES

legislar e julgar
ATÍPICAS

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Poder Executivo
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DE OLHO NA DIVERGÊNCIA
Quando tratamos dos Princípios Fundamentais, já falei dessa divergência, mas não nos custa
relembrar. Tem uma corrente minoritária que defende a impossibilidade de o Poder Executivo
julgar, amparada na falta de definitividade do julgamento administrativo. Entretanto, a corrente
majoritária afirma que o Poder Executivo exerce, sim, a função atípica de julgar. OK?
Dito isso, vamos tratar das eleições para Presidente e Vice-Presidente da República.

De acordo com o art. 77, a eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República


realizar-se-á, simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no
último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término
do mandato presidencial vigente.
A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado,
porque adotamos a sistemática de chapa única.
Será considerado eleito Presidente da República o candidato que, registrado por partido
político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos, ou
seja, maioria absoluta dos votos válidos.
Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova
eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos
mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.
Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento
legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.
E se remanescer, em segundo lugar, mais de um candidato com a mesma votação,
qualificar-se-á o mais idoso. Em verdade, a Constituição Federal está adotando para critérios
de desempate o caráter etário, isto é, em qualquer caso de empate terá preferência o
mais idoso.
Estas regras acima aplicam-se também aos Governadores e Vice-Governadores (arts.
28 e 32, § 2º) e, ainda, aos Prefeitos e Vice-Prefeitos de Municípios com mais de 200 mil
eleitores (art. 29, II). Agora, se o Município possui menos de 200 mil eleitores, a eleição
para Prefeito e Vice-Prefeito será em turno único.

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simultaneamente, no 1° domingo de outubro (1º turno) e


no último domingo de outubro (2º turno, se houver), do
ano anterior ao do término do mandato

eleito Presidente o candidato que obtiver maioria absoluta


dos votos válidos (não computados os em branco e os nulos)

caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta em 1°


turno, haverá 2° turno, concorrendo os dois mais votados
ELEIÇÕES DO
PRESIDENTE E DO em 2° turno, será eleito aquele que obtiver a
VICE-PRESIDENTE maioria dos votos válidos
(ART. 77)

se antes do 2° turno algum candidato não puder


participar, convoca-se o próximo mais votado

em caso de empate, qualificar-se-á o mais idoso

Aplica-se para Governadores (arts. 28 e 32, § 2°) e


Prefeitos de Municípios com mais de 200 mil eleitores
(art. 29, II)

Após as eleições, teremos a posse. O Presidente da República e o seu Vice-Presidente


tomam posse em sessão conjunta do Congresso Nacional (art. 57, § 3°, III), comprometendo-
se a manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral
do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil (art. 78).
Essa posse ocorrerá no dia 5 de janeiro do ano seguinte ao das eleições para um mandato
de 4 anos (art. 82, com redação dada pela EC n. 111, de 2021). No dia 6 de janeiro tomam
posse os Governadores e Vice-Governadores (art. 28) e no dia 1º de janeiro os Prefeitos e
Vice-Prefeitos (art. 29, III).
Se, decorridos 10 dias da data fixada para a posse (5 de janeiro do ano seguinte ao da
eleição), o Presidente ou o Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido
o cargo, este será declarado vago (art. 78, parágrafo único).

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sessão conjunta (art. 57, § 3°, III) do Congresso Nacional,


prestando o compromisso

se decorridos 10 dias da data da posse o Presidente ou o Vice-


Presidente não assumir o cargo este será declarado vago (salvo
POSSE (ART. 78) motivo de força maior)

5 de janeiro (art. 82)


DATA DA POSSE

4 anos (art. 82)


MANDATO

Cuidado com o que eu vou dizer agora! Quem substitui e sucede o Presidente da República
em caso de afastamento temporário (impedimento) e afastamento definitivo (vacância)? O
Vice-Presidente da República. Segundo a Constituição Federal, poderá o Vice-Presidente
substituir (no caso de impedimento) ou suceder (no caso de vacância) o Presidente da
República (art. 79). Importante dizer que, no caso de afastamento definitivo (vacância) do
Presidente da República, o Vice-Presidente sucede e cumpre o remanescente do mandato.
O impedimento é o afastamento temporário do Presidente da República (exemplo:
licença para tratamento de saúde). Já a vacância é o afastamento definitivo do exercício
do cargo (exemplo: condenação por crime de responsabilidade).

Substituição Sucessão
Afastamento temporário Afastamento definitivo
Impedimento Vacância
Ex.: tratamento de saúde Ex.: condenação por crime de responsabilidade

É importante lembrar que o Vice-Presidente da República, além de outras atribuições


que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele
convocado para missões especiais (art. 79, parágrafo único).
Já em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos
respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente
da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal (art. 80).
Deve-se respeitar a exata ordem sucessória apresentada. Se houver a dupla vacância do
Presidente da República e do Vice-Presidente, o próximo na linha sucessória assume e
convoca eleição. Falaremos desta eleição com mais profundidade um pouco a frente.

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001. O substituto e sucessor natural do Presidente da República é o vice-presidente, e, na


falta desse, serão sucessivamente chamados para ocupar, temporariamente, a Presidência
da República, os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do STF.

Exatamente!
Certo.

afastamento temporário
impedimento
SUBSTITUIÇÃO
exemplo: tratamento de saúde

afastamento definitivo

vacância
SUCESSÃO exemplo: condenação por crime
de responsabilidade
SUBSTITUIÇÃO E
SUCESSÃO (ARTS. 79 E 80) substitui e sucede o Presidente

NO CASO DE SUCESSÃO: cumpre o


restante do mandato

SUCESSIVAMENTE: Presidente
da Câmara, Presidente do Senado
e Presidente do STF

DUPLO AFASTAMENTO NO CASO DE SUCESSÃO:


assume e convoca eleição

No caso de dupla vacância, estabelece o art. 81 que, se os cargos de Presidente e Vice-


Presidente forem declarados vagos nos 2 primeiros anos de governo, assume o Presidente
da Câmara dos Deputados (ou o próximo na linha sucessória), que convocará eleições
DIRETAS em 90 dias.
Entretanto, se os cargos forem declarados vagos nos 2 últimos anos do mandato
presidencial, assume o Presidente da Câmara dos Deputados (ou o próximo na linha
sucessória), que convoca eleições INDIRETAS em 30 dias (única hipótese de eleição indireta
no Brasil).
Os sucessores do Presidente e do Vice-Presidente apenas completam o mandato
dos antecessores, aquilo que a doutrina denomina de “mandato tampão” (art. 81, § 2º).
Lembrando que o mandato é de quatro anos (art. 82).

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assume o próximo
na linha sucessória
convoca eleições
2 PRIMEIROS ANOS
DIRETAS em 90 dias

assume o próximo
na linha sucessória
DUPLA VACÂNCIA
convoca eleições
(ART. 81) 2 ÚLTIMOS ANOS
INDIRETAS em 30 dias

os eleitos completam o mandato

O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do


Congresso Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena
de perda do cargo (art. 83).

não podem se ausentar do País sem


licença do Congresso Nacional por
período superior a 15 dias
PRESIDENTE E
sob pena de perda do cargo
VICE-PRESIDENTE
AUSÊNCIA DO PAÍS
(ART . 83)

Dito isso, vejamos as atribuições do Presidente da República.

2. ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Com relação ao art. 84, que trata das competências privativas do Presidente da República,
o nosso papel é memorizar esse rol exemplificativo. Para facilitar nossa vida, vou transcrever a
Constituição Federal, intercalando questões para a leitura não ficar tão entendiante. Vamos lá!
Segundo o art. 84, compete privativamente ao Presidente da República:
I – nomear e exonerar os Ministros de Estado;
II – exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal;
III – iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;
IV – sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e
regulamentos para sua fiel execução;
Esse inciso IV trata do chamado decreto regulamentar, que possui natureza de ato
normativo secundário, pois se fundamenta diretamente na lei regulamentada e apenas de
maneira indireta na Constituição Federal.
V – vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
VI – dispor, mediante decreto sobre;
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a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento


de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;
Esse decreto citado no inciso VI é chamado de decreto autônomo, uma vez que busca
seu fundamento de validade direto da Constituição Federal.

002. Segundo a Constituição Federal, o Presidente da República pode, por meio de decreto,
promover todos os atos necessários à organização e ao funcionamento da administração
federal, salvo quando o ato implicar aumento de despesa ou criação ou extinção de
órgãos públicos.

De acordo com o art. 84, VI, a, compete privativamente ao Presidente da República dispor,
mediante decreto, sobre organização e funcionamento da Administração federal, quando
não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos.
Certo.

003. O Presidente da República tem competência para, por meio de decreto, extinguir
cargos públicos que eventualmente estejam sendo ocupados por servidores não estáveis.

De acordo com o art. 84, VI, a, compete privativamente ao Presidente da República dispor,
mediante decreto, sobre extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.
Errado.

004. O Presidente da República pode dispor sobre a organização da administração pública


por decreto autônomo, dispensado o exame pelo Congresso Nacional, quando não ocorrer
aumento de despesa ou criação ou extinção de órgão público.

De acordo com o art. 84, VI, compete privativamente ao Presidente da República dispor,
mediante decreto, sobre a organização e funcionamento da Administração federal, quando
não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos e, também,
sobre a extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.
Certo.

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005. Mediante medida provisória, o presidente da República poderá dispor sobre a organização
e o funcionamento da administração pública federal, desde que a proposta não implique
aumento de despesa nem a criação ou extinção de órgãos públicos.

Na verdade, é mediante decreto autônomo e não medida provisória.


Errado.

006. Quando um cargo público federal estiver vago, o presidente da República poderá
extingui-lo por decreto, sem a necessidade de lei.

Art. 84, VI.


Certo.

VII – manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes


diplomáticos;
VIII – celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do
Congresso Nacional;
IX – decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
X – decretar e executar a intervenção federal;
XI – remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura
da sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar
necessárias;
XII – conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos
instituídos em lei;

007. Compete privativamente ao Presidente da República conceder indulto e comutar


penas, ouvidos, se necessário, os órgãos instituídos em lei.

Art. 84, XII.


Certo.

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XIII – exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da


Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para
os cargos que lhes são privativos;
XIV – nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal
Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral
da República, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores, quando
determinado em lei;
XV – nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da União;
XVI – nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-
Geral da União;
XVII – nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII;
XVIII – convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional;
XIX – declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso
Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e,
nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional;
XX – celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;
XXI – conferir condecorações e distinções honoríficas;
XXII – permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras
transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente;
XXIII – enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes
orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;
XXIV – prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a
abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;
XXV – prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;
XXVI – editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62;
XXVII – exercer outras atribuições previstas nesta Constituição.
Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas
nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral
da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas
respectivas delegações.
Ler com atenção todos os incisos do art. 84 é muito importante para a prova.
Tenha especial cuidado com relação aos incisos delegáveis citados no parágrafo único
deste art. 84. Estes incisos VI, XII e XXV, primeira parte, podem ser delegados para os Ministros
de Estado, para o Procurador-Geral da República e para o Advogado-Geral da União.

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DICAS DO LD
1) quando o parágrafo único do art. 84 menciona o inciso XXV,
primeira parte, entende-se que é delegável a competência
para prover os cargos públicos federais.
2) o Brasil adota o sistema presidencialista de governo.
Assim, o Presidente da República exerce, a um só tempo, a
função de chefe de governo (como se percebe dos incisos
I, III, IV, V, IX, X, XI e XIII, do art. 84) e de chefe de Estado
(à luz dos incisos VII, VIII, XIX, XX e XXII, do mesmo art. 84).

008. A competência do Presidente da República para conceder indulto pode ser delegada
a alguns ministros de Estado.

Art. 84, XII, c/c art. 84, parágrafo único.


Certo.

009. De acordo com a CF, o Presidente da República pode, em caráter excepcional, delegar
aos ministros de Estado sua competência para editar medidas provisórias.

Somente são delegáveis os incisos VI, XII e XXV, primeira parte.


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010. A Constituição admite a delegação de competência do Presidente da República para


conceder indulto e comutar penas.

Art. 84, XII, c/c art. 84, parágrafo único.


Certo.

011. A CF admite a possibilidade de o advogado-geral da União conceder indulto e comutar


penas, com audiência dos órgãos instituídos em lei, se necessário.

Art. 84, XII, c/c art. 84, parágrafo único.


Certo.

012. Compete ao Presidente da República, em caráter privativo, prover os cargos públicos


federais, na forma da lei, podendo essa atribuição ser delegada aos ministros de Estado, ao
procurador-geral da República ou ao advogado-geral da União, os quais deverão observar
os limites traçados nas respectivas delegações.

Art. 84, XXV, primeira parte, c/c art. 84, parágrafo único.
Certo.

013. A Constituição Federal atribui amplo rol de competências privativas ao Presidente da


República, podendo algumas delas ser delegadas aos ministros de Estado.

Art. 84 e seu parágrafo único.


Certo.

014. A CF autoriza o Presidente da República a delegar ao Advogado-Geral da União o envio


de mensagem e de plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da
sessão legislativa.

Somente são delegáveis os incisos VI, XII e XXV, primeira parte.


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015. A concessão de indulto e a comutação de penas competem privativamente ao Presidente


da República, não podendo ser delegadas.

Art. 84, XII, c/c art. 84, parágrafo único.


Errado.

016. O Presidente da República poderá delegar ao Vice-Presidente a atribuição de vetar


projetos de lei.

Somente são delegáveis os incisos VI, XII e XXV, primeira parte, e, mesmo assim, para os
Ministros de Estado, para o Procurador-Geral da República e para o Advogado-Geral da União.
Errado.

017. Os ministros de Estado poderão prover os cargos públicos de sua pasta, desde que o
Presidente da República delegue a competência para tanto.

Art. 84, XXV, primeira parte, c/c art. 84, parágrafo único.
Certo.

018. A concessão de indulto é competência indelegável do presidente da República.

É uma competência delegável.


Errado.

admite delegação
(parágrafo único)
incs. VI. XII e XXV,
primeira parte
PRIVATIVAS
para Ministros,
ATRIBUIÇÕES PGR e AGU
DO PRESIDENTE
(ART. 84)
Chefe de Governo

PRESIDENCIALISMO Chefe de Estado

Dito isso, vamos para outro tema de suma importância no estudo do Poder Executivo:
as imunidades do Presidente da República.

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3. IMUNIDADES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA


De início, importante fixar que o Presidente da República não possui imunidade material,
apenas imunidades formais.
De acordo com o art. 86, § 3º, o Presidente não poderá ser preso durante o mandato,
salvo em razão de uma sentença penal condenatória com trânsito em julgado, isto é,
nenhum tipo de prisão cautelar é aplicável ao Presidente da República. Mesmo que o
Presidente seja flagrado cometendo um crime ligado às funções presidenciais, não poderá
receber ordem de prisão em flagrante delito.

019. Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente
da República não estará sujeito à prisão.

Art. 86, § 3º.


Certo.

020. Caso cometa infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito a prisão
enquanto não sobrevier sentença condenatória.

Art. 86, § 3º.


Certo.

Além disso, o Presidente, durante o mandato, não poderá ser processado criminalmente
por atos estranhos ao exercício da função, vale dizer, só poderá ser processado pela
prática de crimes cometidos em razão do exercício da função presidencial (art. 86, § 4º).
Caso cometa um crime que não tenha relação com a atividade presidencial, não poderá
ser responsabilizado na vigência do seu mandato, ocasião em que haverá a suspensão do
prazo prescricional do crime cometido.

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021. O fato de que o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não possa
ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções revela hipótese de
imunidade material.

Imunidade formal.
Errado.

022. As infrações penais praticadas pelo Presidente da República durante a vigência do


mandato, sem qualquer relação com a função presidencial, serão objeto de imediato
processo penal.

As infrações penais praticadas pelo Presidente da República durante a vigência do mandato


sem relação alguma com a função presidencial não serão objeto de imediato processo penal,
somente após o término do mandato.
Errado.

023. O Poder Executivo, além de administrar a coisa pública, também legisla e julga, e o seu
chefe, eleito pelo povo, possui várias prerrogativas e garantias que lhe são outorgadas para
o exercício, de forma independente e imparcial, da chefia da nação.

Como vimos, o Presidente da República possui algumas imunidades processuais (ou formais).
Certo.

É importante salientar que, segundo entendimento do STF, essas imunidades formais


não são extensíveis aos Governadores e Prefeitos, uma vez que são exclusivas do Presidente
da República, por se ligarem à condição de Chefe de Estado.

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SÓ FORMAL

só é preso por sentença judicial


transitada em julgado (art. 86, § 30)

IMUNIDADES DO
PRESIDENTE (ART. 86) na vigência do mandato, não pode ser
responsabilizado por atos estranhos ao
exercícios de suas funções (art. 86, § 40)

STF: não são extensíveis aos Governadores


e Prefeitos (só do Presidente na qualidade
de Chefe de Estado)

Vamos tratar agora das responsabilidades do Presidente da República. Venha comigo!

4. RESPONSABILIDADES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA


O Presidente da República poderá ser responsabilizado pela prática de crime de
responsabilidade ou pelo cometimento de uma infração penal comum. Mas o que é crime
de responsabilidade? O que é crime comum? Vamos às respostas.
Os crimes de responsabilidade são infrações político-administrativas previstas
no art. 85 e na Lei n. 1.079, de 1950. Segundo o mencionado art. 85, são crimes de
responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição
Federal e, especialmente, contra:
I - a existência da União;
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos
Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VI - a lei orçamentária;
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Esse rol é meramente exemplificativo, uma vez que o parágrafo único deste art. 85
dispõe que “esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de

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processo e julgamento”. A lei especial citada é a Lei n. 1.079, de 1950, que, apesar de antiga,
foi recepcionada e continua válida, de acordo com o entendimento do STF.
Já as infrações penais comuns são os crimes tipificados no Código Penal ou nas leis
penais extravagantes.
De acordo com o art. 86, caput, o Presidente da República será processado e julgado por
crimes de responsabilidade perante o Senado Federal e, nas infrações penais comuns,
perante o STF, após admitida a acusação por dois terços da Câmara dos Deputados.
Essa autorização prévia realizada pela Câmara dos Deputados é chamada de juízo de
admissibilidade.

024. Compete à Câmara dos Deputados autorizar a instauração de processo contra o


presidente da República, e ao Senado Federal compete o seu processamento e julgamento,
nos casos de crimes de responsabilidade.

Art. 86, caput.


Certo.

É importante dizer que o art. 52, parágrafo único, determina que, nos casos de julgamento
do Presidente da República pelo Senado Federal por crime de responsabilidade, funcionará
como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se à condenação, que somente
será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com
inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais
sanções judiciais cabíveis.

DE OLHO NA DOUTRINA
Conforme leciona Alexandre de Moraes, “a inabilitação, por oito anos, para o exercício de função
pública, compreende todas as funções públicas, sejam derivadas de concursos públicos, sejam
as de confiança, ou mesmo os mandatos eletivos. Desta forma, o Presidente da República
condenado por crime de responsabilidade, além de perder o mandato, não poderá candidatar-
se ou exercer nenhum outro cargo político eletivo nos oito anos seguintes”. (MORAES, Alexandre
de. Direito Constitucional. 33. ed. rev. e atual. – São Paulo: Atlas, 2017. Página 513)

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025. Admitida a acusação, por dois quintos da Câmara dos Deputados, o Presidente da
República será submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações
penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.

Admitida a acusação, por 2/3 da Câmara dos Deputados, o Presidente da República será
submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns,
ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
Errado.

026. Os atos do Presidente da República que atentem contra a probidade da administração


serão considerados crimes de responsabilidade, definidos em lei especial, e serão julgados
pelo Senado Federal, após admitida a acusação por dois terços da Câmara dos Deputados.

Exatamente isso!!!
Certo.

027. Compete privativamente ao Senado Federal autorizar, por dois terços de seus membros,
a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República.

Compete privativamente à Câmara dos Deputados autorizar, por dois terços de seus
membros, a instauração de processo contra o Presidente da República.
Errado.

028. O Presidente da República só pode ser submetido a julgamento pelo Supremo Tribunal
Federal (STF), nas infrações penais comuns, ou pelo Senado Federal, nos crimes de
responsabilidade, depois de admitida a acusação por dois terços dos membros da Câmara
dos Deputados.

De acordo com o art. 86, caput.


Certo.

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029. Os crimes de responsabilidade relativos ao Presidente da República devem ser


processados e julgados no Senado Federal, após autorização de pelo menos 2/3 da Câmara
dos Deputados.

À luz do art. 86, caput.


Certo.

030. As infrações penais comuns praticadas pelo Presidente da República deverão ser julgadas
pelo STF, depois de a acusação ser admitida por dois terços da Câmara dos Deputados.

Art. 86, caput.


Certo.

031. Se o Presidente da República atentar contra decisões judiciais poderá ser julgado
pelo Supremo Tribunal Federal, exigida a prévia autorização de dois terços dos membros
da Câmara dos Deputados.

Se o Presidente da República atentar contra decisões judiciais (crime de responsabilidade),


poderá ser julgado pelo Senado Federal, exigida a prévia autorização de dois terços dos
membros da Câmara dos Deputados.
Errado.

Segundo o art. 86, § 1º, I e II, o Presidente ficará suspenso por 180 dias de suas funções:
a) nos crimes de responsabilidade: após a instauração do processo pelo Senado Federal;
b) nas infrações penais comuns: após o recebimento da denúncia ou da queixa-
crime pelo STF.
Destaque-se que o STF entende que a autorização dada pela Câmara dos Deputados
por 2/3 dos seus membros não vincula o Senado Federal, que terá a liberdade para decidir
se instaura ou não o processo por crime de responsabilidade.

032. O presidente da República ficará suspenso de suas funções nos crimes de responsabilidade,
após instauração do processo pelo Senado Federal.

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Art. 86, § 1º, II.


Certo.

033. O Presidente da República ficará suspenso de suas funções, nas infrações penais
comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Superior Tribunal de Justiça.

O Presidente da República ficará suspenso de suas funções, nas infrações penais comuns,
se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal.
Errado.

034. Nos casos de infrações penais comuns, se, decorrido o prazo de cento e vinte dias, o
julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do
regular prosseguimento do processo.

Nos casos de infrações penais comuns, se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o
julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do
regular prosseguimento do processo.
Errado.

035. Nos crimes de responsabilidade, o Presidente da República ficará suspenso de suas


funções após a instauração do processo pelo Senado Federal.

De acordo com o art. 86, § 1º, II.


Certo.

036. O presidente da República ficará suspenso de suas funções nos crimes de responsabilidade,
após instauração do processo pelo Senado Federal.

Art. 86, § 1º, II.


Certo.

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Se, decorrido o prazo de 180 dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o
afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo (art.
86, § 2º).
Importante dizer que o Governador de Estado e do Distrito Federal submete-se à
chamada tripla imputação. Responderá criminalmente perante o STJ, à luz do art. 105,
I, a. Ademais, poderá ser responsabilizado politicamente por crime de responsabilidade
(impeachment), desde que ainda titular do mandato, conforme o art. 78, § 3º, da Lei n. 1.079,
de 1950. Nesse caso, o julgamento será proferido por um tribunal especial composto de
cinco membros do Poder Legislativo local e de cinco Desembargadores, sob a presidência
do Presidente do Tribunal de Justiça local, que terá direito de voto no caso de empate. Os
Deputados serão escolhidos mediante eleição pela respectiva Casa Legislativa (Assembleia
Legislativa do Estado ou Câmara Legislativa do Distrito Federal), e os Desembargadores
serão definidos mediante sorteio. Por fim, poderá responder civilmente por improbidade
administrativa (Lei n. 8.429, de 1992), cuja competência recairá no juízo de primeiro grau.

DE OLHO NA JURISPRUDÊNCIA
O STF fixou que a licença prévia a ser dada pela Câmara dos Deputados para processar
e julgar o Presidente da República não se aplica no âmbito dos Estados-membros e no
Distrito Federal. Vale dizer, não há necessidade de prévia autorização da Assembleia
Legislativa estadual (ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal) para o recebimento
de denúncia ou queixa e instauração de ação penal contra o Governador perante o
Superior Tribunal de Justiça (STJ), por crime comum, cabendo, ademais, ao STJ, no ato de
recebimento ou no curso do processo, dispor, fundamentadamente, sobre a aplicação
de medidas cautelares penais, inclusive o afastamento do cargo do Governador.

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art. 85 e Lei nº 1.079, de 1950 (STF:


recepcionada) presidido pelo Presidente do
STF
autorização da Câmara dos
Deputados por 2/3 Condenação por 2/3
julgamento pelo Senado Federal (art. Pena: perda do cargo com
CRIME DE 52, parágrafo único) inabilitação por 8 para o
exercícios de função pública
RESPONSABILIDADE
suspenso das atribuições após a instauração do processo
no Senado Federal (decisão discricionária)

cessa a suspensão após 180 dias, sem prejuízo


do andamento do processo

crimes previstos no Código Penal e nas


leis penais extravagantes
RESPONSABILIDADES autorização da Câmara
DO PRESIDENTE dos Deputados por 2/3
(ART. 85)
julgamento pelo STF
INFRAÇÃO PENAL
COMUM suspenso das atribuições após o recebimento da
denúncia ou queixa-crime pelo STF
cessa a suspensão após 180 dias, sem prejuízo
do andamento do processo

a licença prévia do parlamento


NÃO se aplica aos Governadores
durante julgamento perante o STJ
o afastamento do cargo não é
STF automático – será decidido pelo STJ a
aplicação desta medida cautelar

OK? Compreendeu? Vejamos, então, o que a Constituição Federal trata acerca dos
Ministros de Estado.

5. MINISTROS DE ESTADO
Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros (natos ou naturalizados,
com exceção do Ministro de Estado da Defesa que obrigatoriamente será brasileiro nato)
maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos (art. 87, caput).
Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas na Constituição
e na lei (art. 87, parágrafo único):
I – exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração
federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente
da República;

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II – expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;


III – apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério;
IV – praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas
pelo Presidente da República .
Por derradeiro, o art. 88 diz que a lei disporá sobre a criação e extinção de Ministérios
e órgãos da administração pública. Ou seja, trata-se de reserva legal.

natos ou naturalizados
exceto: Ministro de Estado da
brasileiros
Defesa (nato)

maiores de 21 anos

no exercício dos
MINISTROS DE
direitos políticos
ESTADOS (ART. 87)

COMPETÊNCIAS (art. 87,


parágrafo único)

art. 88
CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE
por lei (reserva legal)
MINISTÉRIOS

6. CONSELHO DA REPÚBLICA E CONSELHO DE DEFESA


NACIONAL
Querido(a) aluno(a), aqui, mais do que nunca, o examinador quer de você o pleno
conhecimento da Constituição Federal e apenas isso. Não há aspectos doutrinários ou jurisprudenciais
relevantes, basta ler com atenção a Constituição Federal. Para tanto, vou transcrever os
artigos pertinentes, coroando com mapas mentais para facilitar a assimilação. Vamos lá!
Segundo o art. 89, o Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente
da República, e dele participam:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados;
V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal;
VI - o Ministro da Justiça;

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VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo
dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos
pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
A competência do Conselho da República nos é dada pelo art. 90, segundo o qual
compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre:
I - intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio;
II - as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
Ademais, o Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar
da reunião do Conselho, quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo
Ministério. E a lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República.
Já a organização do Conselho de Defesa Nacional é regulamentada pelo art. 91,
que diz que este Conselho é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos
relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático, e dele participam
como membros natos:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - o Ministro da Justiça;
V - o Ministro de Estado da Defesa;
VI - o Ministro das Relações Exteriores;
VII - o Ministro do Planejamento.
VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
De acordo com o art. 91, § 1º, compete ao Conselho de Defesa Nacional:
I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz, nos termos
desta Constituição;
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal;
III - propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança
do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira e
nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo;
IV - estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a
garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.
E, por fim, a lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Nacional.

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Vice-Presidente da República
órgão superior de consulta Presidente da Câmara dos Deputados
do Presidente da República
Presidente do Senado Federal

líderes da maioria e da minoria na


Câmara dos Deputados
COMPOSIÇÃO
líderes da maioria e da minoria
no Senado Federal
Ministro da Justiça
CONSELHO DA 6 cidadãos brasileiros natos, com mais de 35 anos,
REPÚBLICA (ARTS. 89 E 90) sendo 2 nomeados pelo Presidente da República, 2
eleitos pelo Senado Federal e 2 eleitos pela Câmara
dos Deputados, todos com mandato de 3 anos,
vedada a recondução

pode ser covocado outros Min-


istros de Estados a depender do
assunto (art. 90, § 10)

pronunciar-se sobre intervenção federal, estado de


defesa e estado de sítio
pronunciar-se sobre questões relevantes para a
COMPETÊNCIA
estabilidade das instituições democráticas

órgão superior de consulta do Presidente da Repú-


blica nos assuntos relacionados com a soberania na-
cional e a defesa do Estado democrático

Vice-Presidente da República
Presidente da Câmara dos Deputados

Presidente do Senado Federal


Ministro da Justiça
COMPOSIÇÃO
Ministro da Defesa
CONSELHO DE DEFESA Ministro das Relações Exteriores
NACIONAL (ART. 91)
Ministro do Planejamento
Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica

opinar nas hipóteses de declaração de guerra e


celebração da paz
opinar sobre a decretação do estado de defesa,
do estado de sítio e da intervenção federal
COMPETÊNCIA propor os critérios e condições de utilização de
(art. 91, § 10) áreas indispensáveis à segurança nacional
estudar, propor e encaminhar iniciativas para
garantir a independência nacional e a defesa do
Estado democrático

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7. SÚMULAS E JURISPRUDÊNCIA APLICÁVEIS


1) ADI 2.564: Os arts. 76 e 84, I, II e VI, a, todos da CF, atribuem ao presidente da
República a posição de chefe supremo da administração pública federal, ao qual estão
subordinados os ministros de Estado. Ausência de ofensa ao princípio da reserva legal,
diante da nova redação atribuída ao inciso VI do art. 84 pela EC 32/2001, que permite
expressamente ao presidente da República dispor, por decreto, sobre a organização
e o funcionamento da administração federal, quando isso não implicar aumento de
despesa ou criação de órgãos públicos, exceções que não se aplicam ao decreto atacado.
[ADI 2.564, rel. min. Ellen Gracie, j. 8-10-2003, P, DJ de 6-2-2004.]

2) ADI 1.057: Na realidade, e tal como precedentemente acentuado, os Estados-


membros acham-se vinculados, em função de expressa determinação constitucional
inscrita no art. 28, caput, in fine, da Carta da República, ao modelo subordinante
estabelecido pelo art. 77 da CF, que se aplica, no entanto, por força dessa cláusula
de extensão, apenas às eleições ordinárias e populares realizadas para a seleção de
governador e de vice-governador de Estado, inexistindo, no que concerne à hipótese
de escolha suplementar pelo próprio Poder Legislativo, no caso excepcional da dupla
vacância, qualquer regramento constitucional que, limitando a autonomia estadual,
imponha a essa unidade da Federação a sua integral submissão aos padrões normativos
federais.
[ADI 1.057 MC, voto do rel. min. Celso de Mello, j. 20-4-1994, P, DJ de 6-4-2001.]

3) ADI 3.647: A ausência do presidente da República do país ou a ausência do governador


do Estado do território estadual ou do país é uma causa temporária que impossibilita o
cumprimento, pelo chefe do Poder Executivo, dos deveres e responsabilidades inerentes
ao cargo. Desse modo, para que não haja acefalia no âmbito do Poder Executivo, o
presidente da República ou o governador do Estado deve ser devidamente substituído
pelo vice-presidente ou vice-governador, respectivamente. (...) Em decorrência
do princípio da simetria, a Constituição estadual deve estabelecer sanção para o
afastamento do governador ou do vice-governador do Estado sem a devida licença
da Assembleia Legislativa. (...) Repristinação da norma anterior que foi revogada pelo
dispositivo declarado inconstitucional.
[ADI 3.647, rel. min. Joaquim Barbosa, j. 17-9-2007, P, DJE de 16-5-2008.]

4) ADPF 402: Os substitutos eventuais do Presidente da República – o Presidente da


Câmara dos Deputados, o Presidente do Senado Federal e o Presidente do Supremo

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Tribunal Federal (CF, art. 80) – ficarão unicamente impossibilitados de exercer, em


caráter interino, a Chefia do Poder Executivo da União, caso ostentem a posição de réus
criminais, condição que assumem somente após o recebimento judicial da denúncia ou
da queixa-crime (CF, art. 86, § 1º, I). Essa interdição, contudo – por unicamente incidir
na hipótese estrita de convocação para o exercício, por substituição, da Presidência
da República (CF, art. 80) –, não os impede de desempenhar a chefia que titularizam
no órgão de Poder que dirigem, razão pela qual não se legitima qualquer decisão que
importe em afastamento imediato de tal posição funcional em seu órgão de origem. A
ratio subjacente a esse entendimento (exigência de preservação da respeitabilidade das
instituições republicanas) apoia-se no fato de que não teria sentido que os substitutos
eventuais a que alude o art. 80 da Carta Política, ostentando a condição formal de
acusados em juízo penal, viessem a dispor, para efeito de desempenho transitório do
ofício presidencial, de maior aptidão jurídica que o próprio chefe do Poder Executivo da
União, titular do mandato, a quem a Constituição impõe, presente o mesmo contexto
(CF, art. 86, § 1º), o necessário afastamento cautelar do cargo para o qual foi eleito.
[ADPF 402 MC-REF, rel. p/ o ac. min. Celso de Mello, j. 7-12-2016, P, DJE de 29-8-2018.]

5) RE 655.647: Art. 75 da Lei Orgânica do Município de Manaus/AM, que dispõe sobre


os substitutos eventuais do prefeito e vice-prefeito no caso de dupla vacância. (...) A
jurisprudência da Corte fixou-se no sentido de que a disciplina acerca da sucessão e da
substituição da chefia do Poder Executivo municipal põe-se no âmbito da autonomia
política do Município, por tratar tão somente de assunto de interesse local, não havendo
dever de observância do modelo federal (...).
[RE 655.647 AgR, rel. min. Dias Toffoli, j. 11-11-2014, 1ª T, DJE de 19-12-2014.]

6) ADI 5.525: O legislador ordinário federal pode prever hipóteses de vacância de


cargos eletivos fora das situações expressamente contempladas na Constituição, com
vistas a assegurar a higidez do processo eleitoral e a preservar o princípio majoritário.
Não pode, todavia, disciplinar o modo de eleição para o cargo vago diferentemente
do que estabelece a Constituição Federal. Inconstitucionalidade do § 4º do art. 224
do Código Eleitoral, na redação dada pela Lei 13.165/2015, na parte em que incide
sobre a eleição para Presidente, Vice-Presidente e Senador da República, em caso de
vacância, por estar em contraste com os arts. 81, § 1º e 56, § 2º do texto constitucional,
respectivamente. É constitucional, por outro lado, o tratamento dado pela lei impugnada
à hipótese de dupla vacância dos cargos de Governador e Prefeito. É que, para esses
casos, a Constituição não prevê solução única. Assim, tratando-se de causas eleitorais de
extinção do mandato, a competência para legislar a respeito pertence à União, por força

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do disposto no art. 22, I, da Constituição Federal, e não aos entes da Federação, aos
quais compete dispor sobre a solução de vacância por causas não eleitorais de extinção
de mandato, na linha da jurisprudência do STF. No tocante à exigência de trânsito em
julgado da decisão que implica na vacância do cargo, prevista no art. 224, § 3º do Código
Eleitoral, seus efeitos práticos conflitam com o princípio democrático e a soberania
popular. Isto porque, pelas regras eleitorais que institui, pode ocorrer de a chefia do
Poder Executivo ser exercida, por longo prazo, por alguém que sequer tenha concorrido
ao cargo. Dessa forma, a decisão de última ou única instância da Justiça Eleitoral que
importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato
de candidato eleito em pleito majoritário, em regra, será executada imediatamente,
independentemente do julgamento dos embargos de declaração.
[ADI 5.525, rel. min. Roberto Barroso, j. 8-3-2019, P, DJE de 29-11-2019.]

7) RE 317.574: Afronta os princípios constitucionais da harmonia e independência entre


os Poderes e da liberdade de locomoção norma estadual que exige prévia licença da
assembleia legislativa para que o governador e o vice-governador possam ausentar-se
do País por qualquer prazo. Espécie de autorização que, segundo o modelo federal,
somente se justifica quando o afastamento exceder a quinze dias. Aplicação do
princípio da simetria.
[ADI 738, rel. min. Maurício Corrêa, j. 13-11-2002, P, DJ de 7-2-2003.]
= RE 317.574, rel. min. Cezar Peluso, j. 1º-12-2010, P, DJE de 1º-2-2011

8) ADI 4.218: É cediço na doutrina que “a finalidade da competência regulamentar é a


de produzir normas requeridas para a execução de leis quando estas demandem uma
atuação administrativa a ser desenvolvida dentro de um espaço de liberdade exigente
de regulação ulterior, a bem de uma aplicação uniforme da lei, isto é, respeitosa do
princípio da igualdade de todos os administrados” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de.
Curso de direito administrativo. 21. ed. São Paulo: Malheiros, 2006. p. 336).
[ADI 4.218 AgR, rel. min. Luiz Fux, j. 13-12-2012, P, DJE de 19-2-2013.]

9) RE 577.025: A Constituição da República não oferece guarida à possibilidade de o


governador do Distrito Federal criar cargos e reestruturar órgãos públicos por meio
de simples decreto.
[RE 577.025, rel. min. Ricardo Lewandowski, j. 11-12-2008, P, DJE de 6-3-2009, Tema 48.]

10) RE 582.487: (...) o STF assentou que é vedado ao chefe do Poder Executivo expedir
decreto a fim de suspender a eficácia de ato normativo hierarquicamente superior.
[RE 582.487 AgR, voto da rel. min. Cármen Lúcia, j. 25-9-2012, 2ª T, DJE de 25-9-2012.]

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11) ADI 6.121: Competência normativa. Administração pública. Órgãos colegiados.


Previsão legal. Extinção. Chancela parlamentar. Considerado o princípio da separação
dos poderes, conflita com a Constituição Federal a extinção, por ato unilateralmente
editado pelo Chefe do Executivo, de órgãos colegiados que, contando com menção
em lei em sentido formal, viabilizem a participação popular na condução das políticas
públicas – mesmo quando ausente expressa ‘indicação de suas competências ou dos
membros que o compõem’.
[ADI 6.121 MC, rel. min. Marco Aurélio, j. 13-6-2019, P, DJE de 28-11-2019.]

12) ADI 5.874: Em conclusão de julgamento, o Plenário, por maioria, não referendou
medida cautelar concedida em ação direta de inconstitucionalidade e julgou
improcedente o pedido nesta formulado contra os arts. 1º, I; 2º, § 1º, I; 8º; 10 e 11
do Decreto 9.246/2017. A norma impugnada dispõe sobre a concessão de indulto
natalino e a comutação de penas (Informativos 924 e 925). Prevaleceu o voto do
ministro Alexandre de Moraes, que sublinhou existir complexo mecanismo de freios
e contrapesos, de controles recíprocos, ao lado das funções preponderantes de cada
um dos Poderes. Dentro desse mecanismo, a Constituição Federal (CF) estabelece
a possibilidade da outorga, por parte do Presidente da República, de graça, indulto
ou comutação de penas [art. 84, XII]. Segundo o ministro, o indulto não faz parte
da doutrina penal, não é instrumento consentâneo à política criminal. É legítimo
mecanismo de freios e contrapesos para coibir excessos e permitir maior equilíbrio
na Justiça criminal. O exercício do poder de indultar não fere a separação de Poderes
por, supostamente, esvaziar a política criminal definida pelo legislador e aplicada
pelo Judiciário. Está contido na cláusula de separação de Poderes. O ato de clemência
privativo do presidente pode ser total, independentemente de parâmetros. Asseverou
que, ainda que não se concorde com esse instituto, ele existe e é ato discricionário,
trata-se de prerrogativa presidencial, portanto. O ministro relembrou que o decreto
genérico de indulto é tradição no Brasil. Citou, no ponto, o Decreto 20.082/1945,
que previu a possibilidade da concessão antecipada de indulto. A expressão ‘tenham
sido ou não julgados e condenados’, contida no seu art. 1º, revela não ser algo novo a
desnecessidade de se a aguardar o trânsito em julgado. Além disso, o ato estabeleceu
a possibilidade de comutação total ou parcial. Assinalou, quanto a esse decreto,
editado pelo então ministro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) no exercício
da Presidência da República, a legitimidade constitucional daquele que ocupa este
cargo para a edição do decreto, tenha ele sido eleito diretamente ou não. Em seguida,
assegurou não ser novidade, de igual modo, a possibilidade de o indulto abranger as
penas pecuniárias. Reportou-se ao art. 1º, parágrafo único, do Decreto 48.136/1960.

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Acrescentou que, após a promulgação da CF de 1988, o Decreto 97.164/1988, em


seu art. 4º, permitiu expressamente a aplicabilidade do indulto antes do trânsito em
julgado. Para o ministro Alexandre de Moraes, o decreto, no entanto, não é imune
ao controle jurisdicional e está sob o império da Constituição. O art. 5º, XLIII, da CF
fixa limitação expressa ao instituto. O indulto e a comutação da pena configuram
típicos atos de governo, caracterizados pela discricionariedade do presidente da
República, respeitados os limites manifestos na Constituição. Como limite implícito,
o STF já reconheceu a impossibilidade de eventualmente ser outorgada a clemência
soberana ao extraditando, uma vez que o objeto de indulgência principis se restringe
exclusivamente ao plano dos ilícitos penais sujeitos à competência jurisdicional do
Estado brasileiro. Por outro lado, o ato de indulto não é passível de restrição fora
dos parâmetros constitucionais. É admissível a revisão judicial de todas as espécies
dessa clemência para se verificar o cumprimento dos requisitos da CF. Entretanto,
não cabe a análise de seu mérito, do juízo de conveniência e oportunidade, ou seja,
adentrar o mérito das escolhas do Presidente da República feitas dentre as opções
constitucionalmente lícitas. Não é possível trocar o subjetivismo do Chefe do Executivo
pelo subjetivismo de outro Poder. Não compete ao Poder Judiciário reescrever o
decreto de indulto. Ou o STF entende que o Presidente extrapolou o exercício de sua
competência e declara a inconstitucionalidade do ato, ou, mesmo que não esteja de
acordo com a opção, compreende que ele cumpriu as exigências constitucionais. O
Tribunal não pode fixar requisitos, haja vista que, ao Poder Judiciário, também se
impõe o império da Constituição da República. Se o STF fixar condições para o decreto
analisado, estará fixando, também, para todos os subsequentes, e, portanto, estará
legislando. O ministro asseverou que, se fosse admitida, por via judicial, a exclusão
de certos crimes, como os de corrupção e os contra a Administração Pública, o Poder
Judiciário atuaria como legislador positivo. No ponto, reputou não haver comprovação,
mas apenas insinuação, de desvio de finalidade no decreto. Se houvesse desvio, pela
teoria dos motivos determinantes, o Judiciário poderia anulá-lo. (...) Asseverou a
constitucionalidade dos preceitos impugnados, restabelecido na íntegra o decreto de
indulto. Em suma, quanto ao art. 8º, salientou que o indulto não se direciona somente
às penas privativas de liberdade, mas também ao afastamento de sanções impostas
por condenação judicial. Não haveria lógica em perdoar delitos mais graves e não os
criminosos leves. Em relação ao art. 10, considerou ser tradicional no ordenamento
jurídico pátrio que a concessão de indulto ou comutação da pena possa alcançar a
sanção de multa, aplicada isolada ou cumulativamente. A pena de multa é uma das
sanções impostas e o indulto não abrange o ressarcimento ao erário. Em relação
aos arts. 1º e 2º, afirmou não ser possível excluir de sua abrangência crimes que a
Constituição não autoriza excluir.
[ADI 5.874, rel. p/ o ac. min. Alexandre de Moraes, j. 9-5-2019, P, Informativo 939.]
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13) Súmula 627, do STF: No mandado de segurança contra a nomeação de magistrado


da competência do presidente da República, este é considerado autoridade coatora,
ainda que o fundamento da impetração seja nulidade ocorrida em fase anterior ao
procedimento.

14) RE 608.848: Esta Corte firmou orientação no sentido da legitimidade de delegação


a ministro de Estado da competência do chefe do Executivo Federal para, nos termos
do art. 84, XXV, e parágrafo único, da CF, aplicar pena de demissão a servidores públicos
federais. (...) Legitimidade da delegação a secretários estaduais da competência do
governador do Estado de Goiás para (...) aplicar penalidade de demissão aos servidores
do Executivo, tendo em vista o princípio da simetria.
[RE 633.009 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, j. 13-9-2011, 2ª T, DJE de 27-9-2011.]
= RE 608.848 AgR, rel. min. Teori Zavascki, j. 17-12-2013, 2ª T, DJE de 11-2-2014

15) Súmula Vinculante 46: A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento


das respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa
privativa da União.

16) ADPF 378: A aplicação subsidiária do Regimento Interno da Câmara dos Deputados
e do Senado ao processamento e julgamento do impeachment não viola a reserva de lei
especial imposta pelo art. 85, parágrafo único, da Constituição, desde que as normas
regimentais sejam compatíveis com os preceitos legais e constitucionais pertinentes,
limitando-se a disciplinar questões interna corporis.
[ADPF 378 MC, rel. p/ o ac. min. Roberto Barroso, j. 16-12-2015, P, DJE de 8-3-2016.]

17) Inq. 4.483: A imunidade formal prevista nos arts. 86, caput e 51, I, da Constituição
Federal tem por finalidade tutelar o regular exercício dos cargos de Presidente da
República e de Ministro de Estado, razão pela qual não é extensível a codenunciados que
não se encontram investidos em tais funções. Incidência da Súmula 245 do Supremo
Tribunal Federal.
[Inq 4.483 AgR e Inq 4.327 AgR-segundo, rel. min. Edson Fachin, j. 19-12-2017, P, DJE
de 9-8-2018.]

18) AP 595: O art. 86, caput, da CF, na sua exegese, impõe não seja exigida a admissão,
pelo Legislativo, da acusação criminal contra o chefe do Executivo, quando já encerrado
o mandato do acusado.
[AP 595, rel. min. Luiz Fux, j. 25-11-2014, 1ª T, DJE de 10-2-2015.]

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19) ADPF 402: Os substitutos eventuais do presidente da República – o presidente da


Câmara dos Deputados, o presidente do Senado Federal e o presidente do STF (CF,
art. 80) – ficarão unicamente impossibilitados de exercer, em caráter interino, a chefia
do Poder Executivo da União, caso ostentem a posição de réus criminais, condição
que assumem somente após o recebimento judicial da denúncia ou da queixa-crime
(CF, art. 86, § 1º, I). Essa interdição, contudo – por unicamente incidir na hipótese
estrita de convocação para o exercício, por substituição, da Presidência da República
(CF, art. 80) –, não os impede de desempenhar a chefia que titularizam no órgão de
Poder que dirigem, razão pela qual não se legitima qualquer decisão que importe
em afastamento imediato de tal posição funcional em seu órgão de origem. A ratio
subjacente a esse entendimento (exigência de preservação da respeitabilidade das
instituições republicanas) apoia-se no fato de que não teria sentido que os substitutos
eventuais a que alude o art. 80 da Carta Política, ostentando a condição formal de
acusados em juízo penal, viessem a dispor, para efeito de desempenho transitório do
ofício presidencial, de maior aptidão jurídica que o próprio chefe do Poder Executivo da
União, titular do mandato, a quem a Constituição impõe, presente o mesmo contexto
(CF, art. 86, § 1º), o necessário afastamento cautelar do cargo para o qual foi eleito.
[ADPF 402 MC-REF, rel. p/ o ac. min. Celso de Mello, j. 7-12-2016, P, DJE de 29-8-2018.]

20) Inq. 4.483: O juízo político de admissibilidade por dois terços da Câmara dos
Deputados em face de acusação contra o Presidente da República, nos termos da norma
constitucional aplicável (CRFB, art. 86, caput), precede a análise jurídica pelo Supremo
Tribunal Federal, se assim autorizado for a examinar o recebimento da denúncia, para
conhecer e julgar qualquer questão ou matéria defensiva suscitada pelo denunciado.
[Inq 4.483 QO, rel. min. Edson Fachin, j. 21-9-2017, P, DJE de 13-6-2018.]

21) Inq. 3.983: A previsão constitucional do art. 86, § 4º, da Constituição da República
se destina expressamente ao chefe do Poder Executivo da União, não autorizando,
por sua natureza restritiva, qualquer interpretação que amplie sua incidência a outras
autoridades, nomeadamente do Poder Legislativo.
[Inq 3.983, rel. min. Teori Zavascki, j. 3-3-2016, P, DJE de 12-5-2016.]

É isso! Espero que você tenha assimilado todos os conhecimentos necessários sobre o Poder
Executivo. Havendo dúvidas, não deixe de me procurar no fórum de dúvidas. Aguardo você
lá. Gostaria de receber sua avaliação acerca da nossa aula. Isso é muito importante para nós.
Fique com Deus, fortíssimo abraço e bons estudos.

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RESUMO
Exercício no Âmbito da Federação: na União, o Poder Executivo é exercido pelo Presidente
da República, auxiliado por seu Vice-Presidente da República e seus Ministros de Estado. Já
nos Estados-membros e no Distrito Federal, exercem o Poder Executivo os Governadores,
auxiliados pelos Vice-Governadores e seus Secretários Estaduais. Já nos Municípios, o
exercício do Poder Executivo é realizado pelos Prefeitos, auxiliados pelos Vice-Prefeitos e
seus Secretários Municipais.
Funções: como função típica, compete ao Poder Executivo administrar a coisa pública,
realizando políticas públicas pela aplicação das verbas orçamentárias. Atipicamente, legisla,
editando medidas provisórias, leis delegadas e decretos autônomos e julga processos
administrativos, como os processos administrativos disciplinares, em que a autoridade
competente decidirá qual pena administrativa será aplicada.
Eleições do Presidente e do Vice-Presidente: no 1º domingo de outubro (1º turno) e no
último domingo de outubro (2º turno, se houver) do ano anterior ao do término do mandato.
A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente da República. Será
eleito Presidente da República o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos
(não computados os brancos e os nulos). Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta,
haverá nova eleição, concorrendo os 2 mais votados e considerando-se eleito aquele que
obtiver a maioria dos votos válidos. Se antes do 2º turno ocorrer morte, desistência ou
impedimento legal de candidato, convocar-se-á o de maior votação. Se houver empate no
segundo lugar, qualificar-se-á o mais idoso.
Governadores e Prefeitos: estas regras acima aplicam-se aos Governadores e Vice-
Governadores e, ainda, aos Prefeitos e Vice-Prefeitos de Municípios com mais de 200 mil eleitores.
Posse: o Presidente da República e o seu Vice-Presidente tomam posse em sessão conjunta
do Congresso Nacional, comprometendo-se a manter, defender e cumprir a Constituição,
observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade
e a independência do Brasil. Essa posse ocorrerá no dia 1º de janeiro do ano seguinte ao das
eleições para um mandato de 4 anos. Se, decorridos 10 dias da data fixada para a posse, o
Presidente ou o Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo,
este será declarado vago.
Substituição e Sucessão: substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-
lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-
Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício
da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo
Tribunal Federal. Se os cargos de Presidente e Vice-Presidente forem declarados vagos nos
2 primeiros anos de governo, assume o Presidente da Câmara dos Deputados (ou o próximo

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na linha sucessória), que convocará eleições diretas em 90 dias. Entretanto, se os cargos


forem declarados vagos nos 2 últimos anos do mandato presidencial, assume o Presidente
da Câmara dos Deputados (ou o próximo na linha sucessória), que convoca eleições indiretas
em 30 dias (única hipótese de eleição indireta no Brasil). Os sucessores do Presidente e do
Vice-Presidente apenas completam o mandato dos antecessores, aquilo que a doutrina
denomina de “mandato tampão”.
Afastamento do País: o Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem
licença do Congresso Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob
pena de perda do cargo.
Atribuições do Presidente da República: art. 84.
Possibilidade de Delegação: o Presidente da República poderá delegar as atribuições
mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-
Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas
respectivas delegações.
Imunidades do Presidente da República: o Presidente não poderá ser preso durante
o mandato, salvo em razão de uma sentença penal condenatória com trânsito em julgado,
isto é, nenhum tipo de prisão cautelar é aplicável ao Presidente da República. Além disso,
o Presidente, durante o mandato, não poderá ser processado criminalmente por atos
estranhos ao exercício da função, vale dizer, só poderá ser processado pela prática de crimes
praticados em razão do exercício da função presidencial. É importante salientar que essas
imunidades não são extensíveis aos Governadores e Prefeitos, uma vez que são exclusivas
do Presidente da República, por se ligarem à condição de Chefe de Estado.
Responsabilidades do Presidente da República: o Presidente da República será processado
e julgado por crimes de responsabilidade perante o Senado Federal e, nas infrações penais
comuns, perante o STF, após admitida a acusação por dois terços da Câmara dos Deputados.
O Presidente ficará suspenso por 180 dias de suas funções: a) nos crimes de responsabilidade:
após a instauração do processo pelo Senado Federal; b) nas infrações penais comuns: após o
recebimento da denúncia ou da queixa-crime pelo STF. Após decorridos os 180 dias, cessará
o afastamento, se o julgamento não estiver concluído, retornando o Presidente da República
ao exercício do cargo, sem prejuízo da continuação do processo.
Ministros de Estado: serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no
exercício dos direitos políticos. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições
estabelecidas na Constituição e na lei: I – exercer a orientação, coordenação e supervisão
dos órgãos e entidades da administração federal na área de sua competência e referendar
os atos e decretos assinados pelo Presidente da República; II – expedir instruções para a
execução das leis, decretos e regulamentos; III – apresentar ao Presidente da República
relatório anual de sua gestão no Ministério; IV – praticar os atos pertinentes às atribuições
que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente da República .
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Composição do Conselho da República: é órgão superior de consulta do Presidente


da República, e dele participam: I - o Vice-Presidente da República; II - o Presidente da
Câmara dos Deputados; III - o Presidente do Senado Federal; IV - os líderes da maioria e
da minoria na Câmara dos Deputados; V - os líderes da maioria e da minoria no Senado
Federal; VI - o Ministro da Justiça; VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta
e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo
Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três
anos, vedada a recondução.
Competência do Conselho da República: Compete ao Conselho da República pronunciar-
se sobre: I - intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio; II - as questões
relevantes para a estabilidade das instituições democráticas. O Presidente da República
poderá convocar Ministro de Estado para participar da reunião do Conselho, quando constar
da pauta questão relacionada com o respectivo Ministério. A lei regulará a organização e o
funcionamento do Conselho da República.
Composição do Conselho de Defesa Nacional: é órgão de consulta do Presidente
da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado
democrático, e dele participam como membros natos: I - o Vice-Presidente da República; II -
o Presidente da Câmara dos Deputados; III - o Presidente do Senado Federal; IV - o Ministro
da Justiça; V - o Ministro de Estado da Defesa; VI - o Ministro das Relações Exteriores; VII - o
Ministro do Planejamento; VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Competência do Conselho de Defesa Nacional: compete ao Conselho de Defesa Nacional:
I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz, nos termos desta
Constituição; II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da
intervenção federal; III - propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis
à segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa
de fronteira e nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais
de qualquer tipo; IV - estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas
necessárias a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático. A lei
regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Nacional.

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QUESTÕES DE CONCURSO

001. (2024/PREFEITURA DE CAPIVARI DO SUL – RS/ADVOGADO) O Art. 90 da Constituição


Federal trata da competência do Conselho da República de se manifestar sobre as seguintes
situações, EXCETO:
a) Intervenção federal.
b) Estado de defesa.
c) Estado de sítio.
d) Questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
e) Declaração de guerra e celebração de paz.

002. (2024/PREFEITURA DE CRUZALTENSE – RS/PROCURADOR GERAL) Em que casos o


Presidente ficará suspenso de suas funções?
a) Nos crimes de responsabilidade, porém somente após a autorização de 2/3 dos
Governadores.
b) Nos crimes de responsabilidade, após a instauração de processo pela Câmara dos Deputados
e submissão ao Senado Federal.
c) Nas infrações penais comuns, se autorizado pela Câmara dos Deputados.
d) Nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
e) Nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.

003. (2023/MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ/PROMOTOR SUBSTITUTO) De acordo com


o texto constitucional, o Presidente ficará suspenso de suas funções quando (assinale a
alternativa correta):
a) nas infrações penais comuns, após o oferecimento da denúncia ou queixa-crime pelo
Supremo Tribunal Federal.
b) nos crimes de responsabilidade após a instauração de processo pela Câmara dos Deputados
e submissão ao Senado Federal.
c) nos crimes comuns após a submissão à Câmara dos Deputados e determinação de seu
afastamento.
d) nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
e) nos crimes de responsabilidade, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo
Tribunal Federal.

004. (2023/POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO/DELEGADO DE POLÍCIA) Considere que Luísa tem
22 anos, é advogada recém-formada e gostaria de ser Ministra da Casa Civil. Com base na
situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que

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a) precisa estar no exercício dos direitos políticos e, se ocupar o cargo desejado, deve
apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério.
b) não preenche todos os requisitos para ocupar o cargo desejado, pois apenas pode ser
indicado(a) como Ministra(o) de Estado quem tem mais de 35 anos.
c) preenche todos os requisitos constitucionais, mas atualmente é impedida de expedir
instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos.
d) não preenche os requisitos exigidos, pois não é formada em Administração e não tem
35 anos.
e) precisa estar filiada a algum partido político para tomar posse no cargo de Ministra da
Casa Civil.

005. (2023/POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO/DELEGADO DE POLÍCIA) Assinale a alternativa que


corretamente contempla um dos integrantes do Conselho de Defesa Nacional e uma das
suas competências Constitucionais.
a) Ministro das Relações Exteriores e as questões relevantes para a estabilidade das
instituições democráticas.
b) Líderes da maioria e da minoria no Senado Federal e propor os critérios e condições de
utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu
efetivo uso.
c) Ministro do Planejamento e estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas
necessárias a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.
d) Presidente da Câmara dos Deputados e as questões relevantes para a estabilidade das
instituições democráticas.
e) Líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados e opinar nas hipóteses de
declaração de guerra e de celebração da paz.

006. (2023/PREFEITURA DE RIO CLARO – SP/PROCURADOR JUDICIAL) Na hipótese de o


Presidente da República, na vigência de seu mandato, cometer ato estranho ao exercício
de suas funções que se consubstanciou em crime, é correto afirmar, de acordo com a
Constituição Federal de 1988, que:
a) Como se trata de fato estranho ao exercício da função, o Presidente da República não
poderá ser criminalmente processado durante a vigência de seu mandato, em razão de
imunidade temporária.
b) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções por até 180
dias, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.
c) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções se a acusação
for admitida pelo Supremo Tribunal Federal.

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d) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções por até 280
dias, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.
e) A Constituição Federal de 1988 não trata sobre a responsabilidade do Presidente da
República.

007. (2023/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS


E REGISTRAIS – REMOÇÃO) Com base nas disposições da CF referentes ao presidente da
República, assinale a opção correta.
a) O presidente da República poderá ser preso em flagrante pelo cometimento de crime
inafiançável.
b) Compete ao presidente da República, em ato indelegável, conceder indulto e comutar
penas, com audiência, se necessária, dos órgãos instituídos em lei.
c) O presidente da República cometerá crime de responsabilidade se praticar ato que atente
contra a segurança interna do Brasil.
d) Em caso de vacância dos cargos de presidente e de vice-presidente da República no curso
do mandato, deve ser realizada nova eleição direta em até trinta dias depois da última vaga.
e) O presidente e o vice-presidente da República não poderão ausentar-se do Brasil por
mais de dez dias sem licença do Congresso Nacional, sob pena de afastamento do cargo.

008. (2023/POLÍCIA CIVIL DO ALAGOAS/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL) Caso o presidente da


República cometa crime comum, caberá ao procurador-geral da República acusá-lo, e, uma
vez oferecida por este a denúncia ao Supremo Tribunal Federal, o presidente será afastado
de suas funções por 180 dias.

009. (2023/PREFEITURA DE SANTANA DA VARGEM/PROCURADOR MUNICIPAL) O Presidente


da República, chefe de Estado e chefe de Governo, é escolhido de maneira democrática e
com mandato de duração de quatro anos. A ele são conferidas competências privativas
a seu cargo. Considerando o exposto, NÃO é de competência privativa do Presidente da
República:
a) Nomear e exonerar os Ministros de Estado.
b) Expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos.
c) Iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos na Carta Magna de 1988.
d) Sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos
para sua fiel execução.

010. (2023/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO MARANHÃO/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E


REGISTRAIS – PROVIMENTO) O Presidente da República tem a intenção de conceder indulto
às pessoas condenadas no Brasil pela prática de receptação culposa. Devido a compromissos

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internacionais que o afastarão do país pelo período de dez dias, resolveu delegar ao
Procurador-Geral da República a atribuição de dispor mediante decreto, durante sua
ausência, sobre o referido indulto. Considerando o fato narrado, trata-se de competência
a) constitucionalmente delegável.
b) privativa e, portanto, indelegável.
c) exclusiva e, portanto, indelegável.
d) para edição de ato normativo e, portanto, indelegável.

011. (2024/MINISTÉRIO PÚBLICO DE GOIÁS/ANALISTA - ÁREA: INFORMÁTICA) É ato indelegável


e de competência privativa do presidente da República dispor, mediante decreto, sobre
a organização e o funcionamento da administração pública federal, quando não implicar
aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos.

012. (2024/ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARANÁ/ANALISTA - ÁREA: ASSESSOR LEGISLATIVO)


São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e
o Judiciário. Entre as funções atípicas de cada um dos poderes, é correto afirmar que o
Poder executivo, excepcionalmente, poderá exercer a função
a) legislativa, quando editar medida provisória.
b) judicante, quando julgar parlamentar por crime comum praticado no exercício da função.
c) judicante, quando participar da investigação na Comissão Parlamentar de Inquérito.
d) administrativa, quando fizer a indicação para Ministros do Supremo Tribunal Federal.
e) legislativa, quando estender aumento de vencimentos de servidores públicos sob o
fundamento de isonomia.

013. (2024/ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARANÁ/ANALISTA - ÁREA: ASSESSOR LEGISLATIVO


- ADAPTADO) O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da
República e o Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República
nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático.
A partir do exposto e de acordo com o sistema constitucional vigente, é possível afirmar
que participarão do Conselho da República os Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica.

014. (2024/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ACRE/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA OFICIAL DE


JUSTIÇA) De acordo com o Direito Constitucional brasileiro, os Ministros de Estado serão
escolhidos entre:
a) os brasileiros maiores de dezoito anos e no exercício dos direitos políticos.
b) os brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos.

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c) os brasileiros maiores de trinta anos e no exercício dos direitos políticos.


d) os brasileiros maiores trinta e cinco anos e no exercício dos direitos políticos.

015. (2024/CÂMARA DE OLINDA – PE/TÉCNICO - ÁREA ADMINISTRATIVA) A Constituição


Federal preconiza que o Brasil adota o sistema de governo parlamentarista, em que o
Presidente da República exerce tanto a função de Chefe de Estado quanto de Chefe de
Governo, liderando o Executivo e o Legislativo.

016. (2024/CÂMARA DE VENÂNCIO AIRES – RS/PROCURADOR) Conforme a Constituição


Federal, compete privativamente ao Presidente da República:
a) Conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos
em lei.
b) Aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos
chefes de missão diplomática de caráter permanente.
c) Estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios.
d) Suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão
definitiva do Supremo Tribunal Federal.
e) Aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-
Geral da República antes do término de seu mandato.

017. (2024/INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL/ANALISTA DE PLANEJAMENTO


- ÁREA: GESTÃO E SUPORTE – DIREITO) É competência privativa do presidente da República
conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos
em lei, podendo delegar tal atribuição ao advogado-geral da União.

018. (2024/INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL/ANALISTA DE PLANEJAMENTO


- ÁREA: GESTÃO E SUPORTE – DIREITO) Compete ao presidente da República, na condição
de chefe de Estado, proceder à autorização de guerra no caso de agressão estrangeira.

019. (2024/INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL/ANALISTA DE PLANEJAMENTO


- ÁREA: GESTÃO E SUPORTE – DIREITO) A competência privativa do presidente da República
para iniciar o processo legislativo das leis ordinárias e complementares não pode ser delegada.

020. (2024/CORPO DE BOMBEIRO MILITAR DE PERNAMBUCO/SOLDADO) Para participar


de evento da ONU, que será realizado em Lisboa (Portugal), foi composta uma comitiva
do governo brasileiro com as seguintes autoridades: o Presidente e o Vice-Presidente da
República, o Ministro da Justiça e o Presidente da Câmara dos Deputados. Nesse caso, à

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luz da Constituição Federal, é correto afirmar que, enquanto tais autoridades estiverem
no exterior, exercerá a Presidência da República
a) o Presidente do Senado Federal.
b) o Presidente do Supremo Tribunal Federal.
c) o Ministro de Estado da Defesa.
d) o Comandante do Exército.
e) o Procurador-Geral da República.

021. (2024/TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 11ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO -


ÁREA: ADMINISTRATIVA) Diante do que estabelece a Constituição Federal, no caso de haver
agressão estrangeira que atinja territórios de alguns Estados da Federação brasileira,
caberia ao Presidente da República declarar guerra, autorizado pelo Congresso Nacional ou
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas
condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional.

022. (2024/PREFEITURA DE CAPIVARI DO SUL – RS/ADVOGADO) O Art. 90 da Constituição


Federal trata da competência do Conselho da República de se manifestar sobre as seguintes
situações, EXCETO:
a) Intervenção federal.
b) Estado de defesa.
c) Estado de sítio.
d) Questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
e) Declaração de guerra e celebração de paz.

023. (2024/TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 11ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO -


ÁREA: ADMINISTRATIVA) De acordo com a Constituição Federal, compete privativamente
ao Presidente da República
a) aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou
suspender qualquer uma dessas medidas.
b) autorizar referendo e convocar plebiscito.
c) conferir condecorações e distinções honorificas.
d) estabelecer limites globais e condições para o montante da divida mobiliária dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios.
e) apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão.

024. (2024/PREFEITURA DE SÃO LUDGERO – SC/AUXILIAR - ÁREA: ESCOLA) Em conformidade


com a Constituição Federal, compete privativamente ao Presidente da República:

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I. Nomear e exonerar os Ministros de Estado.


II. Exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal.
III. Iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.
Estão CORRETOS:
a) Somente os itens I e II.
b) Somente os itens I e III.
c) Somente os itens II e III.
d) Todos os itens.

025. (2024/PREFEITURA DE DOMINGOS MARTINS – ES/FISCAL DE POSTURAS) Órgãos são


centros unidades abstratas de atuação que integram a administração direta e indireta.
Tanto a criação quanto a extinção de órgão público necessitam ocorrer por meio de lei. No
entanto, a Constituição Federal permite que a organização e funcionamento interno seja
feito mediante decreto caso haja previsão de
a) estabelecimento de definições de funções públicas.
b) criação ou extinção de órgãos públicos.
c) aumento de despesa em setor estratégico.
d) extinção de cargos públicos, quando vagos.

026. (2024/PREFEITURA DE SERRA DA RAIZ – PB/ASSISTENTE SOCIAL) De acordo com a


Constituição Federal de 1988 é CORRETO afirmar que Os Ministros de Estado serão escolhidos
dentre brasileiros no exercício dos direitos políticos e maiores de:
a) trinta anos.
b) vinte e cinco anos.
c) trinta e cinco anos.
d) vinte e um anos.
e) dezoito anos.

027. (2024/PREFEITURA DE SERRA DA RAIZ – PB/ASSISTENTE SOCIAL) O órgão de consulta


do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa
do Estado democrático é denominado pela Constituição Federal de 1988 como:
a) Conselho Nacional de Justiça.
b) Conselho de Defesa Nacional.
c) Conselho Fiscal.
d) Conselho de Segurança.
e) Conselho Liberal.

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028. (2024/CÂMARA DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE/ANALISTA LEGISLATIVO) Os Ministros


de Estado, nomeados pelo Presidente da República, desempenham funções executivas e são
responsáveis pela condução de políticas específicas de suas respectivas pastas, contribuindo
para a efetividade das ações governamentais.

029. (2024/CÂMARA DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE/ANALISTA LEGISLATIVO) O Conselho


de Defesa Nacional (CDN) é um órgão de consulta do Presidente da República em assuntos
relacionados com a soberania nacional e a defesa do estado democrático. Entre suas
competências, estão opinar sobre a declaração de guerra, celebração da paz, estado de
defesa, estado de sítio e intervenção federal.

030. (2024/CÂMARA DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE/ANALISTA LEGISLATIVO) O Conselho


de Defesa Nacional é responsável por tomar decisões finais em assuntos de defesa nacional
e tem autoridade para implementar políticas de defesa sem a aprovação do Presidente da
República.

031. (2024/CÂMARA DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE/ANALISTA LEGISLATIVO) O Presidente


da República, embora chefe do Poder Executivo, não possui a prerrogativa de nomear e
exonerar ministros de Estado, sendo essa uma competência exclusiva do Congresso Nacional,
visando garantir a independência entre os poderes.

032. (2024/PREFEITURA DE CRUZALTENSE – RS/PROCURADOR GERAL) Em que casos o


Presidente ficará suspenso de suas funções?
a) Nos crimes de responsabilidade, porém somente após a autorização de 2/3 dos
Governadores.
b) Nos crimes de responsabilidade, após a instauração de processo pela Câmara dos Deputados
e submissão ao Senado Federal.
c) Nas infrações penais comuns, se autorizado pela Câmara dos Deputados.
d) Nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
e) Nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.

033. (2023/PREFEITURA DE LIMEIRA - PROCURADOR JURÍDICO) Entre os órgãos de


aconselhamento do Poder Executivo, está o Conselho da República. Em relação à sua
composição, assinale a alternativa correta.
a) Participa do Conselho da República o Presidente da Câmara dos Deputados, mas não o
Ministro da Justiça.
b) Integra o Conselho o Presidente do Senado Federal, mas não o Vice-Presidente da República.

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c) O Conselho é integrado por seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos
de idade, sendo três eleitos pelo Senado Federal e três eleitos pela Câmara dos Deputados,
todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
d) O Ministro das Relações Exteriores integra o Conselho da República.
e) O Ministro do Planejamento não integra o Conselho da República, ao contrário dos líderes
da maioria e da minoria do Senado Federal, que o integram.

034. (2023/MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ/PROMOTOR SUBSTITUTO) De acordo com


o texto constitucional, o Presidente ficará suspenso de suas funções quando (assinale a
alternativa correta):
a) nas infrações penais comuns, após o oferecimento da denúncia ou queixa-crime pelo
Supremo Tribunal Federal.
b) nos crimes de responsabilidade após a instauração de processo pela Câmara dos Deputados
e submissão ao Senado Federal.
c) nos crimes comuns após a submissão à Câmara dos Deputados e determinação de seu
afastamento.
d) nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
e) nos crimes de responsabilidade, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo
Tribunal Federal.

035. (2023/CONSELHO REGIONAL DOS TÉCNICOS INDUSTRIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO/


ANALISTA ADMINISTRATIVO) O presidente da República poderá extinguir funções ou cargos
públicos, quando estiverem vagos.

036. (2023/PREFEITURA DE NOVA FRIBURGO – RJ/AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE) A


respeito das atribuições do Poder Executivo, analise as afirmativas a seguir.
I. O Presidente da República poderá delegar aos Ministros de Estado a competência para
extinguir cargos públicos federais.
II. Compete ao Chefe do Poder Executivo Federal sancionar e publicar as leis, ficando a cargo
do Poder Legislativo a sua promulgação.
III. A nomeação do Procurador-Geral da República tem como critério único a indicação do
Presidente da República.
IV. O Advogado-Geral da União poderá, por meio de delegação do Presidente da República,
conceder indulto e comutar penas.
Está correto o que se afirma em
a) I, II, III e IV.
b) IV, apenas.

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c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.

037. (2023/POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO/DELEGADO DE POLÍCIA) Considere que Luísa tem
22 anos, é advogada recém-formada e gostaria de ser Ministra da Casa Civil. Com base na
situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que
a) precisa estar no exercício dos direitos políticos e, se ocupar o cargo desejado, deve
apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério.
b) não preenche todos os requisitos para ocupar o cargo desejado, pois apenas pode ser
indicado(a) como Ministra(o) de Estado quem tem mais de 35 anos.
c) preenche todos os requisitos constitucionais, mas atualmente é impedida de expedir
instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos.
d) não preenche os requisitos exigidos, pois não é formada em Administração e não tem
35 anos.
e) precisa estar filiada a algum partido político para tomar posse no cargo de Ministra da
Casa Civil.

038. (2023/POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO/DELEGADO DE POLÍCIA) Assinale a alternativa que


corretamente contempla um dos integrantes do Conselho de Defesa Nacional e uma das
suas competências Constitucionais.
a) Ministro das Relações Exteriores e as questões relevantes para a estabilidade das
instituições democráticas.
b) Líderes da maioria e da minoria no Senado Federal e propor os critérios e condições de
utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu
efetivo uso.
c) Ministro do Planejamento e estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas
necessárias a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.
d) Presidente da Câmara dos Deputados e as questões relevantes para a estabilidade das
instituições democráticas.
e) Líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados e opinar nas hipóteses de
declaração de guerra e de celebração da paz.

039. (2023/FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO/CARGO/ESPECIALISTA


EM FINANCIAMENTO) Quando se tratar de crime de responsabilidade, o presidente da
República ficará suspenso de suas funções após ser admitida a instauração do processo
de acusação pela Câmara dos Deputados.

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040. (2023/PREFEITURA DE RIO CLARO – SP/PROCURADOR JUDICIAL) Na hipótese de o


Presidente da República, na vigência de seu mandato, cometer ato estranho ao exercício
de suas funções que se consubstanciou em crime, é correto afirmar, de acordo com a
Constituição Federal de 1988, que:
a) Como se trata de fato estranho ao exercício da função, o Presidente da República não
poderá ser criminalmente processado durante a vigência de seu mandato, em razão de
imunidade temporária.
b) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções por até 180
dias, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.
c) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções se a acusação
for admitida pelo Supremo Tribunal Federal.
d) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções por até 280
dias, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.
e) A Constituição Federal de 1988 não trata sobre a responsabilidade do Presidente da
República.

041. (2023/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL/PROFESSOR - ÁREA DIREITO)


Compete privativamente ao presidente da República dispor, mediante decreto, acerca da
organização e do funcionamento da administração federal, quando implicar aumento de
despesa, bem como necessitar de criação ou extinção de órgãos públicos.

042. (2023/CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 4ª REGIÃO –


MG/AGENTE FISCAL) O Presidente da República exerce internamente a função de Chefe do
Governo Federal, sendo eleito pelo sistema majoritário para um mandato de quatro anos,
suscetível de uma recondução. São consideradas competências constitucionais privativas
do Presidente da República:
a) A celebração de tratados internacionais e a concessão de indulto.
b) A deliberação, mediante lei, sobre a extinção de funções ou cargos públicos vagos.
c) A nomeação dos Procuradores-Gerais dos Estados e dos Ministros do Supremo Tribunal
Federal.
d) A iniciativa de projeto de lei que altere a organização judiciária e a decretação de intervenção
estadual.

043. (2023/TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


O texto constitucional atribui ao presidente da República imunidade material, garantindo
sua inviolabilidade no que se refere às palavras e opiniões expressas.

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044. (2023/PREFEITURA DE SÃO PAULO/ANALISTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO


GOVERNAMENTAL) Considere que faltando exatamente 1 ano e 11 meses para o fim do
mandato, os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República vagaram simultaneamente.
Com base na situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que
a) como faltam menos de dois anos para o fim do mandato, o presidente da Câmara dos
Deputados deverá ocupar o cargo de Presidente da República até a realização das eleições
gerais.
b) far-se-á eleição noventa dias depois da declaração de vacância dos cargos.
c) uma vez realizada nova eleição, os eleitos deverão governar por quatro anos.
d) a eleição para ambos os cargos será feita quinze dias depois da última vaga, pelo Senado.
e) a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso
Nacional.
Letra e.

045. (2023/CÂMARA DE AGUDO – RS/TÉCNICO EM INFORMÁTICA) O Conselho da República,


órgão superior de consulta do Presidente da República, tem como atribuições pronunciar-se
sobre intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio, bem como sobre questões
relevantes para a estabilidade das instituições democráticas. Compõem o referido
conselho, EXCETO:
a) Comandante Geral do Exército.
b) Ministro da Justiça.
c) Vice-Presidente da República.
d) Presidente da Câmara dos Deputados.
e) Presidente do Senado Federal.

046. (2023/PREFEITURA DE FAXINAL DO SOTURNO – RS/PSICOPEDAGOGO) Nos termos da


Constituição Federal do Brasil, o Presidente da República e os Governadores dos Estados
serão eleitos, juntamente de seus vices, para cumprir mandato de quatro anos, e tomarão
posse, respectivamente, nos dias:
a) 1º e 02 de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição.
b) Ambos no dia 1º de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição.
c) Ambos no dia 1º de fevereiro do ano seguinte ao de sua eleição.
d) 05 e 06 de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição.
e) 05 e 06 de fevereiro do ano seguinte ao de sua eleição.

047. (2023/PREFEITURA DE ARARAQUARA/ANALISTA - ÁREA: PROCURADORIA) O art. 84, da


Constituição Federal de 1988 trata das competências privativas do Presidente da República.
A este respeito, assinale a alternativa CORRETA.

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a) O Presidente da República não possui a prerrogativa de nomear e exonerar Ministros de


Estado, sendo essa atribuição exclusiva do Congresso Nacional.
b) Ao Presidente da República compete privativamente iniciar o processo legislativo e
sancionar leis, sem a possibilidade de veto.
c) O Presidente da República é responsável por exercer o comando supremo das Forças
Armadas, nomear seus comandantes e promover oficiais-generais.
d) É atribuição do Presidente da República celebrar tratados, convenções e atos internacionais,
sem a necessidade de referendo do Congresso Nacional.

048. (2023/DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS/ANALISTA - ÁREA JURÍDICO)


Com relação à organização do Estado e dos Poderes, nos termos do que dispõe a Constituição
Federal, assinale a alternativa incorreta.
a) Admitida a acusação contra o presidente da República, por 3/5 da Câmara dos Deputados,
será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais
comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
b) Compete privativamente ao presidente da República sancionar, promulgar e fazer publicar
as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução.
c) Compete privativamente ao presidente da República exercer, com o auxílio dos Ministros
de Estado, a direção superior da administração federal.
d) São crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a
Constituição Federal e, especialmente, contra o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder
Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação.
e) São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a
Constituição Federal e, especialmente, contra a probidade na administração, a lei orçamentária
e o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

049. (2023/CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE SAÚDE COSTA OESTE DO PARANÁ/ASSESSOR


JURÍDICO) Os crimes de responsabilidade do Presidente da República são uma categoria
específica de infrações políticas e administrativas que podem levar à destituição do chefe do
Poder Executivo Federal. Esses crimes estão previstos na Constituição Federal, precisamente
no art. 85, e na Lei n. 1.079/1950, que regula o processo de impeachment no país. Em
relação aos crimes de responsabilidade do Presidente da República, de acordo com o art.
85, da Constituição Federal, assinale a alternativa correta:
a) O Presidente da República pode ser responsabilizado por atos que atentem contra a
existência da União, mas não por atos que atinjam a probidade na administração.

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b) Atos que atentem contra o livre exercício do Poder Legislativo e do Poder Judiciário são
considerados crimes de responsabilidade, mas não aqueles que afetem o cumprimento das
leis e das decisões judiciais.
c) Crimes de responsabilidade não envolvem o exercício dos direitos políticos, individuais
e sociais, uma vez que esses são considerados delitos comuns.
d) A segurança interna do país é um dos objetos de proteção dos crimes de responsabilidade
do Presidente da República.

050. (2023/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO AMAZONAS/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E


REGISTRAIS – PROVIMENTO) Admitida a acusação contra o Presidente da República, por
maioria absoluta dos membros da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento
perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade.

051. (2023/SEPLAN-RR/ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO/ESPECIALIDADE:


PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO) Nos casos de crimes de responsabilidade, admitida a
acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será
ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal.

052. (2023/SEPLAN-RR/ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO/ESPECIALIDADE:


PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO) É crime de responsabilidade ato do presidente da República
que atente contra o cumprimento de decisão judicial.

053. (2022/FACELI/CONTADOR ) A Câmara dos Deputados poderá autorizar a instauração


de processo contra o Presidente da República, desde que pela proporção mínima de seus
membros de:
a) dois terços.
b) um terço.
c) um sexto.
d) dois sextos.
e) dois quintos.

054. (2022/PGM RECIFE-PE/PROCURADOR JUDICIAL MUNICIPAL) Determinado presidente


da República praticou ato que atenta contra a Constituição Federal de 1988 (CF) e contra
a lei orçamentária. Nessa situação hipotética, caso a acusação contra esse presidente
seja admitida

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Poder Executivo
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a) por um terço dos membros da Câmara dos Deputados, ele será submetido a julgamento
junto ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade.
b) por um terço dos membros da Câmara dos Deputados, ele será submetido a julgamento
junto ao Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade, ou perante o Senado
Federal, nas infrações penais comuns.
c) por dois terços dos membros da Câmara dos Deputados, ele será submetido a julgamento
junto ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade.
d) por dois terços dos membros do Senado Federal, ele será submetido a julgamento junto
ao Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade, ou perante a Câmara dos
Deputados, nas infrações penais comuns.
e) por dois terços dos membros do Senado Federal, ele será submetido a julgamento junto
ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante a Câmara dos
Deputados, nos crimes de responsabilidade.

055. (2022/TRT-17ª REGIÃO/ES/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) De acordo com


a Constituição Federal, o Presidente da República, no caso de ser regularmente admitida
acusação contra ele por crime contra o cumprimento das decisões judiciais, praticado no
exercício de suas funções,
a) estará sujeito à prisão, desde o recebimento da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal,
por se tratar de hipótese de crime de responsabilidade.
b) ficará suspenso de suas funções se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo
Tribunal Federal, perante o qual será julgado.
c) não estará sujeito à prisão somente enquanto não sobrevier sentença condenatória, por
se tratar de hipótese de infração penal comum.
d) não poderá ficar suspenso de suas funções antes do trânsito em julgado da sentença
condenatória.
e) ficará suspenso de suas funções após a instauração do processo pelo Senado Federal,
perante o qual será submetido a julgamento.

056. (2022/PC-GO/AGENTE DE POLÍCIA) Segundo a Constituição Federal, nos crimes de


responsabilidade, o Presidente da República ficará suspenso de suas funções após a
instauração do processo pelo(a)
a) Supremo Tribunal Federal.
b) Senado Federal.
c) Câmara dos Deputados.

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d) Tribunal de Contas da União.


e) Ministério Público Federal.

057. (2022/IPREV/ANALISTA TÉCNICO ADMINISTRATIVO II) Cabe privativamente ao Presidente


da República:
a) aprovar previamente, por voto secreto, após arguição pública, a escolha de Presidente
e diretores do banco central.
b) resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem
encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional.
c) a alteração da organização e da divisão judiciária.
d) enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias
e as propostas de orçamento previstos.
e) aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou
suspender qualquer uma dessas medidas.

058. (2022/PREFEITURA DE BARREIRAS-BA/GUARDA CIVIL MUNICIPAL) Com relação à


organização dos poderes do Estado, assinale a alternativa correta.
a) O presidente da República é a autoridade competente para sancionar ou vetar as emendas à CF.
b) O presidente da República, na vigência do mandato, não pode ser responsabilizado por
atos estranhos ao exercício de suas funções.
c) A competência do presidente para conceder indulto e comutar penas é indelegável.
d) Os atos do presidente da República contra a probidade na Administração configuram
crime de responsabilidade, devendo ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal.

059. (2022/DETRAN-DF/TÉCNICO EM ATIVIDADES DE TRÂNSITO) De acordo com as disposições


constitucionais sobre o Poder Executivo, assinale a alternativa correta.
a) A eleição do Vice-Presidente dependerá de voto nominal nas eleições, separadamente
à eleição do Presidente da República
b) Será considerado eleito Presidente em primeiro turno o candidato que, registrado por
partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, computados os em branco e os nulos
c) Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente,
salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, haverá posse tácita
d) O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de
Estado

060. (2022/ANP/REGULADOR DE NOVAS ATRIBUIÇÕES I/CARGO 4) Compete ao ministro


de Estado, entre outras atribuições, exercer a orientação dos órgãos e das entidades da
administração federal na área de sua competência e expedir instruções para a execução das leis.

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061. (2022/TRT-8ª REGIÃO/PA E AP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) A


Constituição Federal prevê a possibilidade de que o presidente da República proveja e
extinga os cargos públicos federais. Acerca dessa prerrogativa, tal competência é
a) privativa do presidente da República, não podendo haver delegação.
b) exclusiva do presidente da República, podendo haver delegação apenas para extinguir
os cargos.
c) exclusiva do presidente da República, não podendo haver delegação.
d) privativa do presidente da República, podendo haver delegação para prover e extinguir
os cargos.
e) privativa do presidente da República, podendo haver delegação apenas para prover os cargos.

062. (2022/DPE-MT/DEFENSOR PÚBLICO DE 1ª CLASSE) Em matéria de incorporação de


tratados internacionais de proteção de direitos humanos no Brasil, segundo disposição
expressa da Constituição Federal, compete privativamente ao Presidente da República
a) celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso
Nacional.
b) sancionar tratados, convenções e atos internacionais promulgados pelo Congresso
Nacional.
c) aprovar tratados, convenções ou outros atos internacionais ratificados por Decreto
Legislativo.
d) propor ao Congresso Nacional a ratificação de tratados, atos e convenções cuja assinatura
é de interesse do Governo brasileiro.
e) negociar, aprovar, assinar e ratificar tratados, convenções e atos internacionais mediante
prévia autorização do Senado Federal.

063. (2022/CRP 9ª REGIÃO/GO E TO/ANALISTA ADMINISTRATIVO) O presidente da República


exerce a função de chefe de Estado, enquanto a função de chefe de governo é ocupada
pelo vice-presidente da República.

064. (2022/CRP 9ª REGIÃO/GO E TO/ANALISTA ADMINISTRATIVO) A nomeação dos ministros


de Estado compete ao presidente da República, que, no entanto, somente os poderá exonerar
após a aprovação da medida pelo Senado Federal.

065. (2022/CRP 9ª REGIÃO/GO E TO/ANALISTA ADMINISTRATIVO) Os ministros de Estado


são auxiliares do presidente da República na direção superior da Administração Federal.

066. (2022/CRP 9ª REGIÃO/GO E TO/ANALISTA ADMINISTRATIVO) No caso de impedimento ou


ausência do presidente e do vice-presidente da República, serão sucessivamente chamados

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ao exercício do cargo o presidente da Câmara dos Deputados, o presidente do Senado Federal


e o governador do Distrito Federal, conforme previsto na Constituição Federal de 1988.

067. (2022/CRP 9ª REGIÃO/GO E TO/ANALISTA ADMINISTRATIVO) O presidente da República é


eleito para um mandato de quatro anos, se obtiver a maioria absoluta dos votos, computados
os brancos e os nulos.

068. (2022/MC/ATIVIDADES TÉCNICAS DE SUPORTE/CARGO 3) Caso a Câmara dos Deputados


admita acusação contra o presidente da República por crime de homicídio simples, o
julgamento será realizado perante o Senado Federal.

069. (2022/CRT-04/ASSISTENTE JURÍDICO) Quando edita uma medida provisória, o presidente


da República está atuando atipicamente, visto que sua função principal é administrar.

070. (2022/AGERGS/TÉCNICO SUPERIOR ADVOGADO) O Conselho da República, conforme


previsto na Constituição Federal de 1988, é órgão superior de consulta do Presidente da
República, e dele participa, como membro nato, o:
a) Ministro de Estado da Defesa.
b) Ministro das Relações Exteriores.
c) Ministro do Planejamento.
d) Comandante da Marinha.
e) Ministro da Justiça.

071. (2022/CRC-PR/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) O presidente e o vice-presidente da


República não poderão, sem licença do Congresso Nacional, ausentar-se do País por período
superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo.

072. (2022/TCE-RJ/TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO) Caso o presidente da República


faleça no início do terceiro ano do mandato e, por conta disso, o vice-presidente renuncie
ao cargo logo em seguida, deverá ser organizada nova eleição direta em até noventa dias
depois de aberta a última vaga.

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GABARITO
1. e 36. b 71. C
2. d 37. a 72. E
3. d 38. c
4. a 39. E
5. c 40. a
6. a 41. E
7. c 42. a
8. E 43. E
9. b 44. e
10. a 45. a
11. E 46. d
12. a 47. c
13. E 48. a
14. b 49. d
15. E 50. E
16. a 51. E
17. C 52. C
18. E 53. a
19. C 54. c
20. a 55. e
21. C 56. b
22. e 57. d
23. c 58. b
24. d 59. d
25. d 60. C
26. d 61. e
27. b 62. a
28. C 63. E
29. C 64. E
30. E 65. C
31. E 66. E
32. d 67. E
33. e 68. E
34. d 69. C
35. C 70. e

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GABARITO COMENTADO

001. (2024/PREFEITURA DE CAPIVARI DO SUL – RS/ADVOGADO) O Art. 90 da Constituição


Federal trata da competência do Conselho da República de se manifestar sobre as seguintes
situações, EXCETO:
a) Intervenção federal.
b) Estado de defesa.
c) Estado de sítio.
d) Questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
e) Declaração de guerra e celebração de paz.

O Conselho da República, conforme definido na Constituição Federal, tem por função


aconselhar o Presidente da República em momentos de decisão sobre intervenção federal,
estado de defesa e estado de sítio, além de se manifestar sobre questões relevantes para a
estabilidade das instituições democráticas. No entanto, a declaração de guerra e a celebração
da paz não estão entre as competências do Conselho da República mencionadas no artigo
90 da Constituição Federal.
Letra e.

002. (2024/PREFEITURA DE CRUZALTENSE – RS/PROCURADOR GERAL) Em que casos o


Presidente ficará suspenso de suas funções?
a) Nos crimes de responsabilidade, porém somente após a autorização de 2/3 dos
Governadores.
b) Nos crimes de responsabilidade, após a instauração de processo pela Câmara dos Deputados
e submissão ao Senado Federal.
c) Nas infrações penais comuns, se autorizado pela Câmara dos Deputados.
d) Nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
e) Nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, especificamente no artigo 86, o Presidente


da República ficará suspenso de suas funções nos casos em que for instaurado contra ele
processo por crime de responsabilidade, após a admissão da acusação pelo Senado Federal.
A suspensão das funções do Presidente ocorre a partir da instauração do processo pelo
Senado, que deve ser precedida pela autorização de ao menos 2/3 dos membros da Câmara
dos Deputados para que o processo seja iniciado.
Letra d.

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003. (2023/MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ/PROMOTOR SUBSTITUTO) De acordo com


o texto constitucional, o Presidente ficará suspenso de suas funções quando (assinale a
alternativa correta):
a) nas infrações penais comuns, após o oferecimento da denúncia ou queixa-crime pelo
Supremo Tribunal Federal.
b) nos crimes de responsabilidade após a instauração de processo pela Câmara dos Deputados
e submissão ao Senado Federal.
c) nos crimes comuns após a submissão à Câmara dos Deputados e determinação de seu
afastamento.
d) nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
e) nos crimes de responsabilidade, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo
Tribunal Federal.

Este procedimento está delineado na Constituição Federal de 1988, especificamente no


artigo 86. Quando se trata de crimes de responsabilidade, o Presidente da República ficará
suspenso de suas funções se, após a autorização de 2/3 da Câmara dos Deputados, o Senado
Federal decidir instaurar o processo.
Letra d.

004. (2023/POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO/DELEGADO DE POLÍCIA) Considere que Luísa tem
22 anos, é advogada recém-formada e gostaria de ser Ministra da Casa Civil. Com base na
situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que
a) precisa estar no exercício dos direitos políticos e, se ocupar o cargo desejado, deve
apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério.
b) não preenche todos os requisitos para ocupar o cargo desejado, pois apenas pode ser
indicado(a) como Ministra(o) de Estado quem tem mais de 35 anos.
c) preenche todos os requisitos constitucionais, mas atualmente é impedida de expedir
instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos.
d) não preenche os requisitos exigidos, pois não é formada em Administração e não tem
35 anos.
e) precisa estar filiada a algum partido político para tomar posse no cargo de Ministra da
Casa Civil.

A Constituição Federal estabelece a idade mínima de 21 anos para ser Ministro de Estado,
como o cargo de Ministro da Casa Civil. Além disso, exige estar no exercício dos direitos

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políticos (art. 87, “caput”, da CF/1988). Ainda, conforme o art. 87, parágrafo único, III, da
CF/1988, é exigível que os Ministros de Estado apresentem relatório anual de sua gestão.
Letra a.

005. (2023/POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO/DELEGADO DE POLÍCIA) Assinale a alternativa que


corretamente contempla um dos integrantes do Conselho de Defesa Nacional e uma das
suas competências Constitucionais.
a) Ministro das Relações Exteriores e as questões relevantes para a estabilidade das
instituições democráticas.
b) Líderes da maioria e da minoria no Senado Federal e propor os critérios e condições de
utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu
efetivo uso.
c) Ministro do Planejamento e estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas
necessárias a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.
d) Presidente da Câmara dos Deputados e as questões relevantes para a estabilidade das
instituições democráticas.
e) Líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados e opinar nas hipóteses de
declaração de guerra e de celebração da paz.

O art. 91, da CF/1988, traz o rol taxativo dos integrantes do Conselho de Defesa Nacional,
dentre eles, está o Ministro do Planejamento. Por seu turno, o § 1º do mesmo art. 91,
contempla as competências desse Conselho, dentre as quais, temos a de estudar, propor
e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a independência
nacional e a defesa do Estado democrático (inciso IV).
Letra c.

006. (2023/PREFEITURA DE RIO CLARO – SP/PROCURADOR JUDICIAL) Na hipótese de o


Presidente da República, na vigência de seu mandato, cometer ato estranho ao exercício
de suas funções que se consubstanciou em crime, é correto afirmar, de acordo com a
Constituição Federal de 1988, que:
a) Como se trata de fato estranho ao exercício da função, o Presidente da República não
poderá ser criminalmente processado durante a vigência de seu mandato, em razão de
imunidade temporária.
b) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções por até 180
dias, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.

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c) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções se a acusação


for admitida pelo Supremo Tribunal Federal.
d) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções por até 280
dias, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.
e) A Constituição Federal de 1988 não trata sobre a responsabilidade do Presidente da
República.

É a expressão do art. 86, § 4º, da CF/1988, segundo o qual “O Presidente da República, na


vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício
de suas funções”.
Letra a.

007. (2023/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS


E REGISTRAIS – REMOÇÃO) Com base nas disposições da CF referentes ao presidente da
República, assinale a opção correta.
a) O presidente da República poderá ser preso em flagrante pelo cometimento de crime
inafiançável.
b) Compete ao presidente da República, em ato indelegável, conceder indulto e comutar
penas, com audiência, se necessária, dos órgãos instituídos em lei.
c) O presidente da República cometerá crime de responsabilidade se praticar ato que atente
contra a segurança interna do Brasil.
d) Em caso de vacância dos cargos de presidente e de vice-presidente da República no curso
do mandato, deve ser realizada nova eleição direta em até trinta dias depois da última vaga.
e) O presidente e o vice-presidente da República não poderão ausentar-se do Brasil por
mais de dez dias sem licença do Congresso Nacional, sob pena de afastamento do cargo.

Conforme o art. 85, IV, da CF/1988, “São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da
República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra a segurança
interna do País”.
Letra c.

008. (2023/POLÍCIA CIVIL DO ALAGOAS/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL) Caso o presidente da


República cometa crime comum, caberá ao procurador-geral da República acusá-lo, e, uma
vez oferecida por este a denúncia ao Supremo Tribunal Federal, o presidente será afastado
de suas funções por 180 dias.

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De acordo com o artigo 86 da Constituição Federal de 1988, o Presidente da República, na


vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício
de suas funções. No entanto, em caso de infrações penais comuns, se o Supremo Tribunal
Federal receber a denúncia ou queixa-crime contra o Presidente, ele ficará suspenso de
suas funções.
Errado.

009. (2023/PREFEITURA DE SANTANA DA VARGEM/PROCURADOR MUNICIPAL) O Presidente


da República, chefe de Estado e chefe de Governo, é escolhido de maneira democrática e
com mandato de duração de quatro anos. A ele são conferidas competências privativas
a seu cargo. Considerando o exposto, NÃO é de competência privativa do Presidente da
República:
a) Nomear e exonerar os Ministros de Estado.
b) Expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos.
c) Iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos na Carta Magna de 1988.
d) Sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos
para sua fiel execução.

A competência listada na letra “b” não é do Presidente da República, mas sim dos Ministros
de Estado, conforme o art. 87, parágrafo único, II, da CF/1988.
Letra b.

010. (2023/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO MARANHÃO/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E


REGISTRAIS – PROVIMENTO) O Presidente da República tem a intenção de conceder indulto
às pessoas condenadas no Brasil pela prática de receptação culposa. Devido a compromissos
internacionais que o afastarão do país pelo período de dez dias, resolveu delegar ao
Procurador-Geral da República a atribuição de dispor mediante decreto, durante sua
ausência, sobre o referido indulto. Considerando o fato narrado, trata-se de competência
a) constitucionalmente delegável.
b) privativa e, portanto, indelegável.
c) exclusiva e, portanto, indelegável.
d) para edição de ato normativo e, portanto, indelegável.

Conforme o art. 84, parágrafo único da CF/1988, “O Presidente da República poderá delegar
as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado,

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ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites


traçados nas respectivas delegações”. O mencionado inciso XII refere-se à competência de
“conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos
em lei”.
Letra a.

011. (2024/MINISTÉRIO PÚBLICO DE GOIÁS/ANALISTA - ÁREA: INFORMÁTICA) É ato indelegável


e de competência privativa do presidente da República dispor, mediante decreto, sobre
a organização e o funcionamento da administração pública federal, quando não implicar
aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos.

O artigo 84, parágrafo único, da Constituição Federal permite a delegação de certas


atribuições do Presidente da República mencionadas nos incisos VI, XII e XXV (primeira parte).
Essas podem ser delegadas a Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao
Advogado-Geral da União, desde que observados os limites estabelecidos na delegação.
E, conforme o artigo 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição Federal de 1988, compete
privativamente ao Presidente da República dispor, por meio de decreto, sobre a organização
e o funcionamento da administração pública federal, desde que isso não implique em
aumento de despesa, nem em criação ou extinção de órgãos públicos.
Errado.

012. (2024/ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARANÁ/ANALISTA - ÁREA: ASSESSOR LEGISLATIVO)


São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e
o Judiciário. Entre as funções atípicas de cada um dos poderes, é correto afirmar que o
Poder executivo, excepcionalmente, poderá exercer a função
a) legislativa, quando editar medida provisória.
b) judicante, quando julgar parlamentar por crime comum praticado no exercício da função.
c) judicante, quando participar da investigação na Comissão Parlamentar de Inquérito.
d) administrativa, quando fizer a indicação para Ministros do Supremo Tribunal Federal.
e) legislativa, quando estender aumento de vencimentos de servidores públicos sob o
fundamento de isonomia.

a) Certa. O Poder Executivo tem a função típica de administrar, mas, excepcionalmente,


pode exercer uma função de natureza legislativa ao editar medidas provisórias, conforme
previsto no artigo 62 da Constituição Federal de 1988. Essas medidas têm força de lei e

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Poder Executivo
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são adotadas pelo Presidente da República em casos de relevância e urgência, devendo ser
posteriormente apreciadas pelo Congresso Nacional para serem convertidas em lei.
b) Errada. Julgar parlamentares por crimes comuns é uma função do Poder Judiciário,
exercida pelo Supremo Tribunal Federal, e não cabe ao Executivo.
c) Errada. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) faz parte do Poder Legislativo.
d) Errada. Fazer indicações para cargos, como os de Ministros do STF, é uma função
administrativa do Poder Executivo, não sendo, portanto, uma função atípica.
e) Errada. A extensão de aumento de vencimentos com base em isonomia depende de lei
aprovada pelo Legislativo e não pode ser feita unilateralmente pelo Executivo.
Portanto, a única alternativa correta que exemplifica uma função atípica (legislativa) do
Poder Executivo é a alternativa A.
Letra a.

013. (2024/ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARANÁ/ANALISTA - ÁREA: ASSESSOR LEGISLATIVO


- ADAPTADO) O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da
República e o Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República
nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático.
A partir do exposto e de acordo com o sistema constitucional vigente, é possível afirmar
que participarão do Conselho da República os Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica.

Os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica não fazem parte do Conselho


da República. Eles participam do Conselho de Defesa Nacional (art. 91, CF/88). Conforme o
art. 89, da CF/1988, “O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente
da República, e dele participam: I - o Vice-Presidente da República; II - o Presidente da
Câmara dos Deputados; III - o Presidente do Senado Federal; IV - os líderes da maioria e
da minoria na Câmara dos Deputados; V - os líderes da maioria e da minoria no Senado
Federal; VI - o Ministro da Justiça; VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta
e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo
Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três
anos, vedada a recondução”.
Errado.

014. (2024/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ACRE/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA OFICIAL DE


JUSTIÇA) De acordo com o Direito Constitucional brasileiro, os Ministros de Estado serão
escolhidos entre:

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Poder Executivo
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a) os brasileiros maiores de dezoito anos e no exercício dos direitos políticos.


b) os brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos.
c) os brasileiros maiores de trinta anos e no exercício dos direitos políticos.
d) os brasileiros maiores trinta e cinco anos e no exercício dos direitos políticos.

Conforme o art. 87, da Constituição Federal de 1988, os Ministros de Estado são escolhidos
pelo Presidente da República entre brasileiros (natos ou naturalizados, salvo o Ministro da
Defesa que obrigatoriamente deverá ser brasileiro nato) maiores de 21 anos e que estejam
no exercício dos direitos políticos.
Letra b.

015. (2024/CÂMARA DE OLINDA – PE/TÉCNICO - ÁREA ADMINISTRATIVA) A Constituição


Federal preconiza que o Brasil adota o sistema de governo parlamentarista, em que o
Presidente da República exerce tanto a função de Chefe de Estado quanto de Chefe de
Governo, liderando o Executivo e o Legislativo.

A Constituição Federal de 1988 preconiza que o Brasil adota o sistema de governo


presidencialista, e não o parlamentarista. No sistema presidencialista, o Presidente da
República exerce as funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo. No entanto, ele lidera
apenas o Poder Executivo e não o Legislativo, que é independente. Assim, no Brasil, os
Poderes Executivo e Legislativo são separados e independentes, conforme o princípio da
separação dos poderes (art. 2º da CF/88).
Errado.

016. (2024/CÂMARA DE VENÂNCIO AIRES – RS/PROCURADOR) Conforme a Constituição


Federal, compete privativamente ao Presidente da República:
a) Conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos
em lei.
b) Aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos
chefes de missão diplomática de caráter permanente.
c) Estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios.
d) Suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão
definitiva do Supremo Tribunal Federal.
e) Aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-
Geral da República antes do término de seu mandato.

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Poder Executivo
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a) Certa. Esta é uma atribuição privativa do Presidente da República, conforme o art. 84,
XII, da Constituição Federal.
b) Esta competência é do Senado Federal (art. 52, IV, CF/88).
c) Esta competência é do Senado Federal (art. 52, IX, CF/88).
d) Esta é uma competência do Senado Federal, não do Presidente (art. 52, X, CF/88).
e) Esta competência é do Senado Federal (art. 52, XI, CF/88).
Letra a.

017. (2024/INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL/ANALISTA DE PLANEJAMENTO


- ÁREA: GESTÃO E SUPORTE – DIREITO) É competência privativa do presidente da República
conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos
em lei, podendo delegar tal atribuição ao advogado-geral da União.

De acordo com o art. 84, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988, o Presidente da
República pode delegar algumas de suas atribuições aos Ministros de Estado, ao Procurador-
Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, o que inclui a concessão de indulto e a
comutação de penas (art. 84, XII, da CF/1988).
Certo.

018. (2024/INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL/ANALISTA DE PLANEJAMENTO


- ÁREA: GESTÃO E SUPORTE – DIREITO) Compete ao presidente da República, na condição
de chefe de Estado, proceder à autorização de guerra no caso de agressão estrangeira.

Conforme o art. 84, XIX, da Constituição Federal de 1988, compete privativamente ao


Presidente da República, na condição de chefe de Estado, declarar guerra no caso de
agressão estrangeira. No entanto, essa declaração depende de autorização prévia do
Congresso Nacional, conforme estabelecido no art. 49, II, da CF/1988. Assim, o Presidente
não tem autonomia para autorizar a guerra por conta própria, sendo necessário o aval do
Congresso Nacional.
Errado.

019. (2024/INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL/ANALISTA DE PLANEJAMENTO


- ÁREA: GESTÃO E SUPORTE – DIREITO) A competência privativa do presidente da República
para iniciar o processo legislativo das leis ordinárias e complementares não pode ser delegada.

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Poder Executivo
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A competência privativa do Presidente da República para iniciar o processo legislativo em


certos temas, como os relacionados a leis ordinárias e complementares que tratem de
assuntos específicos previstos na Constituição Federal, não pode ser delegada (art. 84,
III, da CF/1988). De acordo com o art. 61, § 1º, da Constituição Federal de 1988, cabe ao
Presidente da República a iniciativa de leis que disponham, por exemplo, sobre organização
administrativa, servidores públicos, criação de cargos, funções ou empregos públicos, além
de outros temas de competência exclusiva. Já o art. 84, parágrafo único, permite que o
Presidente delegue apenas as atribuições previstas nos incisos VI, XII e XXV (primeira parte),
e nenhuma delas abrange a iniciativa legislativa. Portanto, a proposição de leis nas matérias
de sua competência exclusiva é indelegável.
Certo.

020. (2024/CORPO DE BOMBEIRO MILITAR DE PERNAMBUCO/SOLDADO) Para participar


de evento da ONU, que será realizado em Lisboa (Portugal), foi composta uma comitiva
do governo brasileiro com as seguintes autoridades: o Presidente e o Vice-Presidente da
República, o Ministro da Justiça e o Presidente da Câmara dos Deputados. Nesse caso, à
luz da Constituição Federal, é correto afirmar que, enquanto tais autoridades estiverem
no exterior, exercerá a Presidência da República
a) o Presidente do Senado Federal.
b) o Presidente do Supremo Tribunal Federal.
c) o Ministro de Estado da Defesa.
d) o Comandante do Exército.
e) o Procurador-Geral da República.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu art. 80, quando o Presidente e o Vice-
Presidente da República se ausentarem do país, ou em caso de impedimento, a Presidência
da República será exercida, respectivamente, pelo Presidente da Câmara dos Deputados,
pelo Presidente do Senado Federal e, na ausência destes, pelo Presidente do Supremo
Tribunal Federal. No caso de uma viagem oficial do Presidente, do Vice-Presidente e do
Presidente da Câmara dos Deputados ao exterior, a Presidência da República será exercida
pelo Presidente do Senado Federal, conforme o citado art. 80 da Constituição Federal.
Portanto, a alternativa correta é: a) o Presidente do Senado Federal.
Letra a.

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021. (2024/TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 11ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO -


ÁREA: ADMINISTRATIVA) Diante do que estabelece a Constituição Federal, no caso de haver
agressão estrangeira que atinja territórios de alguns Estados da Federação brasileira,
caberia ao Presidente da República declarar guerra, autorizado pelo Congresso Nacional ou
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas
condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional.

De acordo com o art. 84, inciso XIX, da Constituição Federal de 1988, é competência privativa
do Presidente da República “ declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado
pelo Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões
legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional”.
Além disso, conforme o art. 49, inciso II, do mesmo diploma, compete ao Congresso Nacional
autorizar o Presidente da República a declarar guerra. Ou seja, o Congresso Nacional deve
autorizar a declaração de guerra, ou ratificá-la, caso ocorra no intervalo das suas sessões.
Portanto, se houver agressão estrangeira, o Presidente da República pode declarar guerra,
com a autorização do Congresso Nacional, ou, se a agressão ocorrer no intervalo entre as
sessões legislativas, a declaração pode ser referendada pelo Congresso. Isso está conforme
a Constituição Federal no art. 84, § 1º, e art. 49, inciso II.
Certo.

022. (2024/PREFEITURA DE CAPIVARI DO SUL – RS/ADVOGADO) O Art. 90 da Constituição


Federal trata da competência do Conselho da República de se manifestar sobre as seguintes
situações, EXCETO:
a) Intervenção federal.
b) Estado de defesa.
c) Estado de sítio.
d) Questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
e) Declaração de guerra e celebração de paz.

O art. 90 da Constituição Federal trata das competências do Conselho da República, que


é um órgão de consulta ao Presidente da República. Ele se manifesta sobre as seguintes
situações: a) Intervenção federal; b) Estado de defesa; c) Estado de sítio; d) Questões
relevantes para a estabilidade das instituições democráticas. No entanto, o Conselho da
República não trata da declaração de guerra e celebração de paz, que são de competência
do Presidente da República, nos termos do art. 84, inciso XIX, da Constituição Federal, com
a autorização do Congresso Nacional, conforme o art. 49, inciso II.
Letra e.
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Poder Executivo
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023. (2024/TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 11ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO -


ÁREA: ADMINISTRATIVA) De acordo com a Constituição Federal, compete privativamente
ao Presidente da República
a) aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou
suspender qualquer uma dessas medidas.
b) autorizar referendo e convocar plebiscito.
c) conferir condecorações e distinções honorificas.
d) estabelecer limites globais e condições para o montante da divida mobiliária dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios.
e) apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão.

A única alternativa que está de acordo com as competências privativas do Presidente da


República é a letra C. Conforme o art. 84, inc. XXI, da CF/1988, “compete privativamente
ao Presidente da República conferir condecorações e distinções honoríficas”.
Letra c.

024. (2024/PREFEITURA DE SÃO LUDGERO – SC/AUXILIAR - ÁREA: ESCOLA) Em conformidade


com a Constituição Federal, compete privativamente ao Presidente da República:
I. Nomear e exonerar os Ministros de Estado.
II. Exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal.
III. Iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.
Estão CORRETOS:
a) Somente os itens I e II.
b) Somente os itens I e III.
c) Somente os itens II e III.
d) Todos os itens.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, as competências do Presidente da República


estão previstas principalmente no art. 84. Vamos analisar os itens:
I. Nomear e exonerar os Ministros de Estado. O Art. 84, inciso I, da Constituição Federal diz
que é competência privativa do Presidente da República nomear e exonerar os Ministros
de Estado, portanto, esse item está correto.
II. Exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal.
O Art. 84, inciso II, da CF/1988, estabelece que é competência privativa do Presidente da
República exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração
federal, o que também está correto.

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III. Iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. O Art. 84,
inciso III, da CF/1988, estabelece que é competência privativa do Presidente da República
iniciar o processo legislativo, conforme os casos previstos na Constituição, o que também
está correto.
Letra d.

025. (2024/PREFEITURA DE DOMINGOS MARTINS – ES/FISCAL DE POSTURAS) Órgãos são


centros unidades abstratas de atuação que integram a administração direta e indireta.
Tanto a criação quanto a extinção de órgão público necessitam ocorrer por meio de lei. No
entanto, a Constituição Federal permite que a organização e funcionamento interno seja
feito mediante decreto caso haja previsão de
a) estabelecimento de definições de funções públicas.
b) criação ou extinção de órgãos públicos.
c) aumento de despesa em setor estratégico.
d) extinção de cargos públicos, quando vagos.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu art. 84, VI, a, o Presidente da
República pode, mediante decreto, organizar e dar funcionamento interno aos órgãos da
administração pública federal, desde que não implique aumento de despesa nem criação
ou extinção de órgãos públicos. Além disso, a extinção de cargos públicos, quando vagos,
pode ser feita por meio de decreto, conforme estabelecido na Constituição Federal (art.
84, VI, b), sem necessidade de criação de lei. Portanto, a criação ou extinção de órgãos
públicos não pode ser feita apenas por decreto, mas sim por meio de lei. Já a extinção de
cargos públicos vagos é uma exceção que pode ser feita por decreto.
Letra d.

026. (2024/PREFEITURA DE SERRA DA RAIZ – PB/ASSISTENTE SOCIAL) De acordo com a


Constituição Federal de 1988 é CORRETO afirmar que Os Ministros de Estado serão escolhidos
dentre brasileiros no exercício dos direitos políticos e maiores de:
a) trinta anos.
b) vinte e cinco anos.
c) trinta e cinco anos.
d) vinte e um anos.
e) dezoito anos.

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Conforme prevê o art. 87, da CF/1988, “Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre
brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos”.
Letra d.

027. (2024/PREFEITURA DE SERRA DA RAIZ – PB/ASSISTENTE SOCIAL) O órgão de consulta


do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa
do Estado democrático é denominado pela Constituição Federal de 1988 como:
a) Conselho Nacional de Justiça.
b) Conselho de Defesa Nacional.
c) Conselho Fiscal.
d) Conselho de Segurança.
e) Conselho Liberal.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o Conselho de Defesa Nacional é o órgão de


consulta do Presidente da República em assuntos relacionados com a soberania nacional
e a defesa do Estado democrático (art. 91, “caput”). À luz do § 1º do art. 91, da CF/1988,
“Compete ao Conselho de Defesa Nacional: I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e
de celebração da paz, nos termos desta Constituição; II - opinar sobre a decretação do estado
de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal; III - propor os critérios e condições
de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu
efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira e nas relacionadas com a preservação e
a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo; IV - estudar, propor e acompanhar o
desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a independência nacional e a defesa
do Estado democrático”. Importante mencionar que o Conselho Nacional de Justiça (A) é
um órgão de controle interno do Poder Judiciário, não relacionado com defesa nacional,
enquanto os outros conselhos mencionados nas alternativas (C, D, E) não existem na
Constituição com essas denominações ou funções.
Letra b.

028. (2024/CÂMARA DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE/ANALISTA LEGISLATIVO) Os Ministros


de Estado, nomeados pelo Presidente da República, desempenham funções executivas e são
responsáveis pela condução de políticas específicas de suas respectivas pastas, contribuindo
para a efetividade das ações governamentais.

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Poder Executivo
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Os Ministros de Estado são nomeados pelo Presidente da República e têm a responsabilidade


de coordenar e gerir as políticas e as ações do Executivo em áreas específicas, como saúde,
educação, segurança, finanças, entre outras. Eles desempenham funções executivas, ajudando
o Presidente da República na direção da administração pública federal. A Constituição Federal
de 1988, no art. 87, “caput”, estabelece que “os Ministros de Estado serão escolhidos dentre
brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos”. Por seu turno,
o parágrafo único do art. 87 da CF/1988 prevê que “compete ao Ministro de Estado, além
de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei: I - exercer a orientação,
coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal na área de
sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República;
II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos; III - apresentar
ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério; IV - praticar os
atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente
da República”. Portanto, os Ministros de Estado são peças-chave para a efetividade das
ações do governo, pois executam as diretrizes estabelecidas pelo Presidente e colaboram
diretamente na administração pública federal.
Certo.

029. (2024/CÂMARA DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE/ANALISTA LEGISLATIVO) O Conselho


de Defesa Nacional (CDN) é um órgão de consulta do Presidente da República em assuntos
relacionados com a soberania nacional e a defesa do estado democrático. Entre suas
competências, estão opinar sobre a declaração de guerra, celebração da paz, estado de
defesa, estado de sítio e intervenção federal.

O Conselho de Defesa Nacional (CDN) é, de fato, um órgão de consulta do Presidente da


República em assuntos relativos à soberania nacional e à defesa do Estado democrático,
conforme previsto no art. 91, “caput”, da Constituição Federal de 1988. Entre as competências
do CDN, destacam-se (art. 91, § 1º, da CF/1988): I - opinar nas hipóteses de declaração de
guerra e de celebração da paz, nos termos desta Constituição; II - opinar sobre a decretação
do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal; III - propor os critérios
e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e
opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira e nas relacionadas com
a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo; IV - estudar, propor
e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a independência
nacional e a defesa do Estado democrático”.
Certo.
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030. (2024/CÂMARA DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE/ANALISTA LEGISLATIVO) O Conselho


de Defesa Nacional é responsável por tomar decisões finais em assuntos de defesa nacional
e tem autoridade para implementar políticas de defesa sem a aprovação do Presidente da
República.

O Conselho de Defesa Nacional (CDN) é um órgão consultivo do Presidente da República


em questões de defesa nacional e soberania, mas ele não possui autoridade para tomar
decisões finais ou implementar políticas de defesa. Sua função é apenas de aconselhamento;
ele emite pareceres e propõe diretrizes, mas a decisão final e a implementação de políticas
de defesa cabem ao Presidente da República, que é o chefe de Estado e de governo com
autoridade para tais ações. Conforme o art. 91, § 1º, da Constituição Federal de 1988,
as competências do CDN incluem: I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de
celebração da paz, nos termos desta Constituição; II - opinar sobre a decretação do estado
de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal; III - propor os critérios e condições
de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu
efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira e nas relacionadas com a preservação e
a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo; IV - estudar, propor e acompanhar o
desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a independência nacional e a defesa
do Estado democrático.
Errado.

031. (2024/CÂMARA DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE/ANALISTA LEGISLATIVO) O Presidente


da República, embora chefe do Poder Executivo, não possui a prerrogativa de nomear e
exonerar ministros de Estado, sendo essa uma competência exclusiva do Congresso Nacional,
visando garantir a independência entre os poderes.

Segundo a Constituição Federal de 1988, a prerrogativa de nomear e exonerar os Ministros


de Estado é privativa do Presidente da República. Isso está disposto no artigo 84, inciso I,
que estabelece que essa é uma competência exclusiva do chefe do Poder Executivo, sem
necessidade de aprovação do Congresso Nacional para essas ações. Essa autonomia do
Presidente em relação à escolha e exoneração de seus Ministros visa assegurar a coerência e
unidade na condução da administração federal, permitindo que ele possa escolher pessoas
de sua confiança para implementar as políticas de governo.
Errado.

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032. (2024/PREFEITURA DE CRUZALTENSE – RS/PROCURADOR GERAL) Em que casos o


Presidente ficará suspenso de suas funções?
a) Nos crimes de responsabilidade, porém somente após a autorização de 2/3 dos
Governadores.
b) Nos crimes de responsabilidade, após a instauração de processo pela Câmara dos Deputados
e submissão ao Senado Federal.
c) Nas infrações penais comuns, se autorizado pela Câmara dos Deputados.
d) Nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
e) Nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.

De acordo com o art. 86, § 1º, da Constituição Federal de 1988, o Presidente da República
ficará suspenso de suas funções: 1) nas infrações penais comuns: se a acusação for
admitida por dois terços da Câmara dos Deputados, o processo segue para o Supremo
Tribunal Federal (STF), que decidirá sobre o recebimento da denúncia ou queixa-crime. Se
o STF receber a denúncia, o Presidente será suspenso de suas funções; 2) nos crimes de
responsabilidade: após a instauração do processo pelo Senado Federal, também mediante
autorização de dois terços da Câmara dos Deputados.
Letra d.

033. (2023/PREFEITURA DE LIMEIRA - PROCURADOR JURÍDICO) Entre os órgãos de


aconselhamento do Poder Executivo, está o Conselho da República. Em relação à sua
composição, assinale a alternativa correta.
a) Participa do Conselho da República o Presidente da Câmara dos Deputados, mas não o
Ministro da Justiça.
b) Integra o Conselho o Presidente do Senado Federal, mas não o Vice-Presidente da República.
c) O Conselho é integrado por seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos
de idade, sendo três eleitos pelo Senado Federal e três eleitos pela Câmara dos Deputados,
todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
d) O Ministro das Relações Exteriores integra o Conselho da República.
e) O Ministro do Planejamento não integra o Conselho da República, ao contrário dos líderes
da maioria e da minoria do Senado Federal, que o integram.

A composição do Conselho da República está definida no art. 89 da Constituição Federal de


1988. Ele é composto por: I - o Vice-Presidente da República; II - o Presidente da Câmara
dos Deputados; III - o Presidente do Senado Federal; IV - os líderes da maioria e da minoria
na Câmara dos Deputados; V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal; VI - o

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Ministro da Justiça; VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de
idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal
e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a
recondução.
Letra e.

034. (2023/MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ/PROMOTOR SUBSTITUTO) De acordo com


o texto constitucional, o Presidente ficará suspenso de suas funções quando (assinale a
alternativa correta):
a) nas infrações penais comuns, após o oferecimento da denúncia ou queixa-crime pelo
Supremo Tribunal Federal.
b) nos crimes de responsabilidade após a instauração de processo pela Câmara dos Deputados
e submissão ao Senado Federal.
c) nos crimes comuns após a submissão à Câmara dos Deputados e determinação de seu
afastamento.
d) nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
e) nos crimes de responsabilidade, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo
Tribunal Federal.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o Presidente da República ficará suspenso


de suas funções em situações específicas: 1) nos crimes de responsabilidade: a suspensão
ocorre após a instauração do processo pelo Senado Federal, conforme o art. 86, § 1º, inciso
II, da CF/88; 2) nas infrações penais comuns: o Presidente ficará suspenso de suas funções se
o Supremo Tribunal Federal receber a denúncia ou queixa-crime, após a devida autorização
da Câmara dos Deputados (art. 86, § 1º, inciso I, da CF/88).
Letra d.

035. (2023/CONSELHO REGIONAL DOS TÉCNICOS INDUSTRIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO/


ANALISTA ADMINISTRATIVO) O presidente da República poderá extinguir funções ou cargos
públicos, quando estiverem vagos.

Conforme o art. 84, inciso VI, alínea “b”, da Constituição Federal de 1988, compete
privativamente ao Presidente da República dispor, mediante decreto, sobre a extinção de
funções ou cargos públicos, quando vagos. Essa possibilidade permite que o Presidente
possa, por decreto, extinguir cargos que não estejam ocupados, sem necessidade de
autorização legislativa. Essa regra facilita a reestruturação administrativa e a redução de

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cargos desnecessários, desde que estejam vagos, preservando a autonomia do Executivo


na organização interna da administração pública.
Certo.

036. (2023/PREFEITURA DE NOVA FRIBURGO – RJ/AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE) A


respeito das atribuições do Poder Executivo, analise as afirmativas a seguir.
I. O Presidente da República poderá delegar aos Ministros de Estado a competência para
extinguir cargos públicos federais.
II. Compete ao Chefe do Poder Executivo Federal sancionar e publicar as leis, ficando a cargo
do Poder Legislativo a sua promulgação.
III. A nomeação do Procurador-Geral da República tem como critério único a indicação do
Presidente da República.
IV. O Advogado-Geral da União poderá, por meio de delegação do Presidente da República,
conceder indulto e comutar penas.
Está correto o que se afirma em
a) I, II, III e IV.
b) IV, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.

Analisando cada afirmativa:


I. Incorreta. O Presidente da República não pode delegar a competência para extinguir
cargos públicos em geral, somente se estivem vagos, conforme estabelece no art. 84, VI,
“b”, combinado com o seu parágrafo único, da Constituição Federal.
II. Incorreta. Compete ao Chefe do Poder Executivo sancionar, promulgar e publicar as leis
(art. 84, IV, CF/88). A sanção, promulgação e publicação de uma lei são etapas que envolvem
o Poder Executivo, enquanto o Poder Legislativo participa na sua elaboração e aprovação.
III. Incorreta. A nomeação do Procurador-Geral da República depende não apenas da indicação
pelo Presidente da República, mas também da aprovação pelo Senado Federal por maioria
absoluta (art. 84, XIV, CF/88).
IV. Correta. O Presidente da República pode delegar ao Advogado-Geral da União a competência
para conceder indulto e comutar penas, conforme disposto no art. 84, XII, e seu parágrafo
único, da CF/88.
Letra b.

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037. (2023/POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO/DELEGADO DE POLÍCIA) Considere que Luísa tem
22 anos, é advogada recém-formada e gostaria de ser Ministra da Casa Civil. Com base na
situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que
a) precisa estar no exercício dos direitos políticos e, se ocupar o cargo desejado, deve
apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério.
b) não preenche todos os requisitos para ocupar o cargo desejado, pois apenas pode ser
indicado(a) como Ministra(o) de Estado quem tem mais de 35 anos.
c) preenche todos os requisitos constitucionais, mas atualmente é impedida de expedir
instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos.
d) não preenche os requisitos exigidos, pois não é formada em Administração e não tem
35 anos.
e) precisa estar filiada a algum partido político para tomar posse no cargo de Ministra da
Casa Civil.

Conforme o art. 87, “caput”, da Constituição Federal, “os Ministros de Estado serão escolhidos
dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos. Ademais,
o art. 87, parágrafo único, III, da CF/88, prevê que os Ministros de Estado são responsáveis
por apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão, o que se aplicaria
a Luísa, caso fosse Ministra da Casa Civil.
Letra a.

038. (2023/POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO/DELEGADO DE POLÍCIA) Assinale a alternativa que


corretamente contempla um dos integrantes do Conselho de Defesa Nacional e uma das
suas competências Constitucionais.
a) Ministro das Relações Exteriores e as questões relevantes para a estabilidade das
instituições democráticas.
b) Líderes da maioria e da minoria no Senado Federal e propor os critérios e condições de
utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu
efetivo uso.
c) Ministro do Planejamento e estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas
necessárias a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.
d) Presidente da Câmara dos Deputados e as questões relevantes para a estabilidade das
instituições democráticas.
e) Líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados e opinar nas hipóteses de
declaração de guerra e de celebração da paz.

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Conforme o art. 91, “caput”, da CF/1988, “o Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta
do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa
do Estado democrático, e dele participam como membros natos: I - o Vice-Presidente da
República; II - o Presidente da Câmara dos Deputados; III - o Presidente do Senado Federal;
IV - o Ministro da Justiça; V - o Ministro de Estado da Defesa; VI - o Ministro das Relações
Exteriores; VII - o Ministro do Planejamento; VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército
e da Aeronáutica”.
Letra c.

039. (2023/FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO/CARGO/ESPECIALISTA


EM FINANCIAMENTO) Quando se tratar de crime de responsabilidade, o presidente da
República ficará suspenso de suas funções após ser admitida a instauração do processo
de acusação pela Câmara dos Deputados.

Nos casos de crime de responsabilidade, o Presidente da República fica suspenso de suas


funções após a instauração do processo pelo Senado Federal, e não após a admissibilidade
pela Câmara dos Deputados. A Constituição Federal, em seu art. 86, § 1º, II, determina que,
nos crimes de responsabilidade, o Presidente somente será afastado após o Senado Federal
instaurar o processo. Já a Câmara dos Deputados é responsável apenas por autorizar a
instauração do processo, mediante votação de 2/3 dos seus membros, mas o afastamento
temporário só ocorre quando o Senado dá início ao julgamento.
Errado.

040. (2023/PREFEITURA DE RIO CLARO – SP/PROCURADOR JUDICIAL) Na hipótese de o


Presidente da República, na vigência de seu mandato, cometer ato estranho ao exercício
de suas funções que se consubstanciou em crime, é correto afirmar, de acordo com a
Constituição Federal de 1988, que:
a) Como se trata de fato estranho ao exercício da função, o Presidente da República não
poderá ser criminalmente processado durante a vigência de seu mandato, em razão de
imunidade temporária.
b) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções por até 180
dias, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.
c) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções se a acusação
for admitida pelo Supremo Tribunal Federal.

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d) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções por até 280
dias, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.
e) A Constituição Federal de 1988 não trata sobre a responsabilidade do Presidente da
República.

A Constituição Federal de 1988, em seu art. 86, § 4º, prevê que o Presidente da República
não será responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções enquanto durar
o mandato. Essa disposição estabelece uma imunidade temporária que impede o Presidente
de ser processado criminalmente por atos que não estejam relacionados com o exercício
de seu cargo, até o término do mandato. Essa imunidade visa assegurar a continuidade das
funções presidenciais, protegendo o chefe de Estado de eventuais interferências judiciais
relativas a fatos alheios às responsabilidades da Presidência.
Letra a.

041. (2023/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL/PROFESSOR - ÁREA DIREITO)


Compete privativamente ao presidente da República dispor, mediante decreto, acerca da
organização e do funcionamento da administração federal, quando implicar aumento de
despesa, bem como necessitar de criação ou extinção de órgãos públicos.

De acordo com a Constituição Federal, em seu art. 84, VI, não é permitido ao Presidente da
República dispor por decreto sobre organização e funcionamento da administração pública
federal quando houver aumento de despesa ou quando se tratar de criação ou extinção
de órgãos públicos. Nesses casos, é necessária a edição de uma lei para que tais alterações
possam ser realizadas. A competência do Presidente da República para dispor por decreto
restringe-se a questões de organização e funcionamento que não impliquem aumento de
despesa nem envolvam a criação ou extinção de órgãos públicos.
Errado.

042. (2023/CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 4ª REGIÃO –


MG/AGENTE FISCAL) O Presidente da República exerce internamente a função de Chefe do
Governo Federal, sendo eleito pelo sistema majoritário para um mandato de quatro anos,
suscetível de uma recondução. São consideradas competências constitucionais privativas
do Presidente da República:
a) A celebração de tratados internacionais e a concessão de indulto.
b) A deliberação, mediante lei, sobre a extinção de funções ou cargos públicos vagos.

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c) A nomeação dos Procuradores-Gerais dos Estados e dos Ministros do Supremo Tribunal


Federal.
d) A iniciativa de projeto de lei que altere a organização judiciária e a decretação de intervenção
estadual.

Compete privativamente ao Presidente da República, entre outras, a celebração de tratados


internacionais (art. 84, VIII, CF/1988), que devem ser aprovados pelo Congresso Nacional
para serem ratificados, e a concessão de indulto (art. 84, XII, CF/1988).
Letra a.

043. (2023/TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


O texto constitucional atribui ao presidente da República imunidade material, garantindo
sua inviolabilidade no que se refere às palavras e opiniões expressas.

A Constituição Federal não confere ao Presidente da República imunidade material, que é


uma garantia de inviolabilidade em relação a palavras e opiniões, típica dos parlamentares
(Deputados e Senadores), conforme o art. 53 da CF/1988. O Presidente da República
possui uma imunidade temporária (formal) relativa a atos estranhos ao exercício de suas
funções, ou seja, ele não pode ser responsabilizado penalmente por fatos que não estejam
relacionados com o exercício do cargo enquanto estiver no mandato, conforme previsto na
Constituição Federal (art. 86, § 4º). Portanto, a proteção conferida ao Presidente é distinta
e não abrange a mesma inviolabilidade por palavras e opiniões concedida aos membros do
Congresso Nacional.
Errado.

044. (2023/PREFEITURA DE SÃO PAULO/ANALISTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO


GOVERNAMENTAL) Considere que faltando exatamente 1 ano e 11 meses para o fim do
mandato, os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República vagaram simultaneamente.
Com base na situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que
a) como faltam menos de dois anos para o fim do mandato, o presidente da Câmara dos
Deputados deverá ocupar o cargo de Presidente da República até a realização das eleições
gerais.
b) far-se-á eleição noventa dias depois da declaração de vacância dos cargos.
c) uma vez realizada nova eleição, os eleitos deverão governar por quatro anos.
d) a eleição para ambos os cargos será feita quinze dias depois da última vaga, pelo Senado.

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e) a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso
Nacional.

Conforme o art. 81, § 1º, da Constituição Federal, na hipótese de vacância dos cargos de
Presidente e Vice-Presidente da República nos dois últimos anos do mandato, será realizada
uma eleição indireta pelo Congresso Nacional no prazo de trinta dias após a declaração
da última vaga. Os eleitos completarão o período restante do mandato, e não terão um
mandato de quatro anos, como ocorre em eleições regulares.
Letra e.

045. (2023/CÂMARA DE AGUDO – RS/TÉCNICO EM INFORMÁTICA) O Conselho da República,


órgão superior de consulta do Presidente da República, tem como atribuições pronunciar-se
sobre intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio, bem como sobre questões
relevantes para a estabilidade das instituições democráticas. Compõem o referido
conselho, EXCETO:
a) Comandante Geral do Exército.
b) Ministro da Justiça.
c) Vice-Presidente da República.
d) Presidente da Câmara dos Deputados.
e) Presidente do Senado Federal.

De acordo com o art. 89 da Constituição Federal de 1988, o Conselho da República é


composto pelos seguintes membros: Vice-Presidente da República, Presidente da Câmara
dos Deputados, Presidente do Senado Federal, líderes da maioria e da minoria na Câmara
dos Deputados, líderes da maioria e da minoria no Senado Federal, Ministro da Justiça
e seis cidadãos brasileiros natos, com mais de 35 anos de idade (sendo dois nomeados
pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal, e dois eleitos pela Câmara
dos Deputados). Portanto, o Comandante Geral do Exército não faz parte do Conselho da
República.
Letra a.

046. (2023/PREFEITURA DE FAXINAL DO SOTURNO – RS/PSICOPEDAGOGO) Nos termos da


Constituição Federal do Brasil, o Presidente da República e os Governadores dos Estados
serão eleitos, juntamente de seus vices, para cumprir mandato de quatro anos, e tomarão
posse, respectivamente, nos dias:

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a) 1º e 02 de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição.


b) Ambos no dia 1º de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição.
c) Ambos no dia 1º de fevereiro do ano seguinte ao de sua eleição.
d) 05 e 06 de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição.
e) 05 e 06 de fevereiro do ano seguinte ao de sua eleição.

De acordo com a Constituição Federal de 1988: 1) o Presidente da República e o Vice-


Presidente tomam posse no dia 5 de janeiro do ano seguinte à eleição (art. 82); 2) os
Governadores de Estado e seus Vices tomam posse no dia 6 de janeiro do ano seguinte à
eleição, conforme estipulado pelo art. 28, “caput”, da CF/1988
Letra d.

047. (2023/PREFEITURA DE ARARAQUARA/ANALISTA - ÁREA: PROCURADORIA) O art. 84, da


Constituição Federal de 1988 trata das competências privativas do Presidente da República.
A este respeito, assinale a alternativa CORRETA.
a) O Presidente da República não possui a prerrogativa de nomear e exonerar Ministros de
Estado, sendo essa atribuição exclusiva do Congresso Nacional.
b) Ao Presidente da República compete privativamente iniciar o processo legislativo e
sancionar leis, sem a possibilidade de veto.
c) O Presidente da República é responsável por exercer o comando supremo das Forças
Armadas, nomear seus comandantes e promover oficiais-generais.
d) É atribuição do Presidente da República celebrar tratados, convenções e atos internacionais,
sem a necessidade de referendo do Congresso Nacional.

Vamos analisar as alternativas:


a) Errada. O Presidente da República possui a prerrogativa de nomear e exonerar Ministros
de Estado. Conforme o inciso I do art. 84, e não é atribuição do Congresso Nacional.
b) Errada. O Presidente da República pode vetar projetos de lei (art. 66), ou seja, ele pode
sancionar ou vetar as leis, sendo o veto passível de revisão pelo Congresso Nacional.
c) Certa. O art. 84 da Constituição Federal de 1988 detalha as competências privativas do
Presidente da República. Dentre essas competências, está a de exercer o comando supremo
das Forças Armadas, nomear seus comandantes e promover oficiais-generais, conforme
o inciso XIII do artigo 84.
d) Errada. O Presidente da República pode celebrar tratados, convenções e atos internacionais,
mas é necessário referendo do Congresso Nacional, conforme o art. 84, VIII, da CF/1988.
Letra c.

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048. (2023/DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS/ANALISTA - ÁREA JURÍDICO)


Com relação à organização do Estado e dos Poderes, nos termos do que dispõe a Constituição
Federal, assinale a alternativa incorreta.
a) Admitida a acusação contra o presidente da República, por 3/5 da Câmara dos Deputados,
será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais
comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
b) Compete privativamente ao presidente da República sancionar, promulgar e fazer publicar
as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução.
c) Compete privativamente ao presidente da República exercer, com o auxílio dos Ministros
de Estado, a direção superior da administração federal.
d) São crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a
Constituição Federal e, especialmente, contra o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder
Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação.
e) São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a
Constituição Federal e, especialmente, contra a probidade na administração, a lei orçamentária
e o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

De acordo com a Constituição Federal, a acusação contra o Presidente da República em


casos de infrações penais comuns ou crimes de responsabilidade deve ser admitida por 2/3
dos membros da Câmara dos Deputados (art. 86, caput, CF/88). Após essa aprovação, o
Presidente será submetido a julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) para infrações
penais comuns ou no Senado Federal para crimes de responsabilidade.
Letra a.

049. (2023/CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE SAÚDE COSTA OESTE DO PARANÁ/ASSESSOR


JURÍDICO) Os crimes de responsabilidade do Presidente da República são uma categoria
específica de infrações políticas e administrativas que podem levar à destituição do chefe do
Poder Executivo Federal. Esses crimes estão previstos na Constituição Federal, precisamente
no art. 85, e na Lei n. 1.079/1950, que regula o processo de impeachment no país. Em
relação aos crimes de responsabilidade do Presidente da República, de acordo com o art.
85, da Constituição Federal, assinale a alternativa correta:
a) O Presidente da República pode ser responsabilizado por atos que atentem contra a
existência da União, mas não por atos que atinjam a probidade na administração.
b) Atos que atentem contra o livre exercício do Poder Legislativo e do Poder Judiciário são
considerados crimes de responsabilidade, mas não aqueles que afetem o cumprimento das
leis e das decisões judiciais.

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c) Crimes de responsabilidade não envolvem o exercício dos direitos políticos, individuais


e sociais, uma vez que esses são considerados delitos comuns.
d) A segurança interna do país é um dos objetos de proteção dos crimes de responsabilidade
do Presidente da República.

a) Errada. O Presidente da República pode, sim, ser responsabilizado por atos que atentem
contra a probidade na administração (art. 85, V, CF/88), além de outros como a existência
da União.
b) Errada. Além dos atos que atentem contra o livre exercício dos Poderes Legislativo e
Judiciário (art. 85, II, da CF/1988), também são considerados crimes de responsabilidade
atos que afetem o cumprimento das leis e das decisões judiciais (art. 85, VII, CF/88).
c) Errada. O art. 85, III, CF/88, inclui, entre os crimes de responsabilidade, atos que atentem
contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, o que mostra que tais atos
podem ser considerados crimes de responsabilidade e não apenas delitos comuns.
d) Certa. O art. 85 da Constituição Federal estabelece que são crimes de responsabilidade os
atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal, especialmente
quando comprometem, entre outros, a segurança interna do país.
Letra d.

050. (2023/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO AMAZONAS/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E


REGISTRAIS – PROVIMENTO) Admitida a acusação contra o Presidente da República, por
maioria absoluta dos membros da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento
perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade.

Segundo o art. 86, caput, da Constituição Federal de 1988, para que o Presidente da República
seja submetido a julgamento, seja por crimes comuns ou por crimes de responsabilidade,
a admissão da acusação pela Câmara dos Deputados deve ser aprovada por dois terços
de seus membros, e não por maioria absoluta. Assim, o procedimento correto é: a) crimes
comuns: se a acusação for admitida por dois terços dos membros da Câmara dos Deputados,
o Presidente será submetido a julgamento pelo Supremo Tribunal Federal; b) crimes de
responsabilidade: caso a Câmara dos Deputados admita a acusação com a aprovação de
dois terços dos seus membros, o julgamento será realizado pelo Senado Federal.
Errado.

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051. (2023/SEPLAN-RR/ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO/ESPECIALIDADE:


PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO) Nos casos de crimes de responsabilidade, admitida a
acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será
ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal.

Conforme o “caput” do art. 86 da CF/1988, “admitida a acusação contra o Presidente da


República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento
perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade”.
Errado.

052. (2023/SEPLAN-RR/ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO/ESPECIALIDADE:


PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO) É crime de responsabilidade ato do presidente da República
que atente contra o cumprimento de decisão judicial.

Segundo o art. 85, da CF/1988, “são crimes de responsabilidade os atos do Presidente da


República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: I - a existência
da União; II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e
dos Poderes constitucionais das unidades da Federação; III - o exercício dos direitos políticos,
individuais e sociais; IV - a segurança interna do País; V - a probidade na administração;
VI - a lei orçamentária; VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais”.
Certo.

053. (2022/FACELI/CONTADOR ) A Câmara dos Deputados poderá autorizar a instauração


de processo contra o Presidente da República, desde que pela proporção mínima de seus
membros de:
a) dois terços.
b) um terço.
c) um sexto.
d) dois sextos.
e) dois quintos.

À luz do “caput” do art. 86 da CF/1988, “admitida a acusação contra o Presidente da


República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento

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perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade”.
Letra a.

054. (2022/PGM RECIFE-PE/PROCURADOR JUDICIAL MUNICIPAL) Determinado presidente


da República praticou ato que atenta contra a Constituição Federal de 1988 (CF) e contra
a lei orçamentária. Nessa situação hipotética, caso a acusação contra esse presidente
seja admitida
a) por um terço dos membros da Câmara dos Deputados, ele será submetido a julgamento
junto ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade.
b) por um terço dos membros da Câmara dos Deputados, ele será submetido a julgamento
junto ao Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade, ou perante o Senado
Federal, nas infrações penais comuns.
c) por dois terços dos membros da Câmara dos Deputados, ele será submetido a julgamento
junto ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade.
d) por dois terços dos membros do Senado Federal, ele será submetido a julgamento junto
ao Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade, ou perante a Câmara dos
Deputados, nas infrações penais comuns.
e) por dois terços dos membros do Senado Federal, ele será submetido a julgamento junto
ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante a Câmara dos
Deputados, nos crimes de responsabilidade.

É o que estabelece o já transcrito art. 86, “caput”, da CF/1988.


Letra c.

055. (2022/TRT-17ª REGIÃO/ES/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) De acordo com


a Constituição Federal, o Presidente da República, no caso de ser regularmente admitida
acusação contra ele por crime contra o cumprimento das decisões judiciais, praticado no
exercício de suas funções,
a) estará sujeito à prisão, desde o recebimento da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal,
por se tratar de hipótese de crime de responsabilidade.
b) ficará suspenso de suas funções se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo
Tribunal Federal, perante o qual será julgado.

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c) não estará sujeito à prisão somente enquanto não sobrevier sentença condenatória, por
se tratar de hipótese de infração penal comum.
d) não poderá ficar suspenso de suas funções antes do trânsito em julgado da sentença
condenatória.
e) ficará suspenso de suas funções após a instauração do processo pelo Senado Federal,
perante o qual será submetido a julgamento.

Segundo o art. 86, § 1º, da CF/1988, “o Presidente ficará suspenso de suas funções: I
- nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo
Tribunal Federal; II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo
pelo Senado Federal”.
Letra e.

056. (2022/PC-GO/AGENTE DE POLÍCIA) Segundo a Constituição Federal, nos crimes de


responsabilidade, o Presidente da República ficará suspenso de suas funções após a
instauração do processo pelo(a)
a) Supremo Tribunal Federal.
b) Senado Federal.
c) Câmara dos Deputados.
d) Tribunal de Contas da União.
e) Ministério Público Federal.

É o que prevê o citado art. 86, § 1º, II, da CF/1988.


Letra b.

057. (2022/IPREV/ANALISTA TÉCNICO ADMINISTRATIVO II) Cabe privativamente ao Presidente


da República:
a) aprovar previamente, por voto secreto, após arguição pública, a escolha de Presidente
e diretores do banco central.
b) resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem
encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional.
c) a alteração da organização e da divisão judiciária.
d) enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias
e as propostas de orçamento previstos.

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e) aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou


suspender qualquer uma dessas medidas.

É o que diz o art. 84, XXIII, da CF/1988. As demais alternativas não são de competência do
Presidente da República.
Letra d.

058. (2022/PREFEITURA DE BARREIRAS-BA/GUARDA CIVIL MUNICIPAL) Com relação à


organização dos poderes do Estado, assinale a alternativa correta.
a) O presidente da República é a autoridade competente para sancionar ou vetar as emendas à CF.
b) O presidente da República, na vigência do mandato, não pode ser responsabilizado por
atos estranhos ao exercício de suas funções.
c) A competência do presidente para conceder indulto e comutar penas é indelegável.
d) Os atos do presidente da República contra a probidade na Administração configuram
crime de responsabilidade, devendo ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal.

Conforme o art. 86, § 4º, da CF/1988, “o Presidente da República, na vigência de seu mandato,
não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”.
Letra b.

059. (2022/DETRAN-DF/TÉCNICO EM ATIVIDADES DE TRÂNSITO) De acordo com as disposições


constitucionais sobre o Poder Executivo, assinale a alternativa correta.
a) A eleição do Vice-Presidente dependerá de voto nominal nas eleições, separadamente
à eleição do Presidente da República
b) Será considerado eleito Presidente em primeiro turno o candidato que, registrado por
partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, computados os em branco e os nulos
c) Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente,
salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, haverá posse tácita
d) O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de
Estado

De acordo com o art. 76, da CF/1988, “o Poder Executivo é exercido pelo Presidente da
República, auxiliado pelos Ministros de Estado”.
Letra d.

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060. (2022/ANP/REGULADOR DE NOVAS ATRIBUIÇÕES I/CARGO 4) Compete ao ministro


de Estado, entre outras atribuições, exercer a orientação dos órgãos e das entidades da
administração federal na área de sua competência e expedir instruções para a execução das leis.

Segundo o art. 87, parágrafo único, da CF/1988, “compete ao Ministro de Estado, além
de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei: I - exercer a orientação,
coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal na área de
sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República;
II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos; III - apresentar
ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério; IV - praticar os
atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente
da República”.
Certo.

061. (2022/TRT-8ª REGIÃO/PA E AP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) A


Constituição Federal prevê a possibilidade de que o presidente da República proveja e
extinga os cargos públicos federais. Acerca dessa prerrogativa, tal competência é
a) privativa do presidente da República, não podendo haver delegação.
b) exclusiva do presidente da República, podendo haver delegação apenas para extinguir
os cargos.
c) exclusiva do presidente da República, não podendo haver delegação.
d) privativa do presidente da República, podendo haver delegação para prover e extinguir
os cargos.
e) privativa do presidente da República, podendo haver delegação apenas para prover os
cargos.

Conforme o art. 84, XXV, da CF/1988, “compete privativamente ao Presidente da República


prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei”. A competência de prover
os cargos públicos federais é delegável, conforme estabelece o parágrafo único deste art.
84, que diz que “o Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas
nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral
da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas
respectivas delegações”.
Letra e.

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062. (2022/DPE-MT/DEFENSOR PÚBLICO DE 1ª CLASSE) Em matéria de incorporação de


tratados internacionais de proteção de direitos humanos no Brasil, segundo disposição
expressa da Constituição Federal, compete privativamente ao Presidente da República
a) celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso
Nacional.
b) sancionar tratados, convenções e atos internacionais promulgados pelo Congresso
Nacional.
c) aprovar tratados, convenções ou outros atos internacionais ratificados por Decreto
Legislativo.
d) propor ao Congresso Nacional a ratificação de tratados, atos e convenções cuja assinatura
é de interesse do Governo brasileiro.
e) negociar, aprovar, assinar e ratificar tratados, convenções e atos internacionais mediante
prévia autorização do Senado Federal.

À luz do art. 84, VIII, da CF/1988, “compete privativamente ao Presidente da República


celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso
Nacional”.
Letra a.

063. (2022/CRP 9ª REGIÃO/GO E TO/ANALISTA ADMINISTRATIVO) O presidente da República


exerce a função de chefe de Estado, enquanto a função de chefe de governo é ocupada
pelo vice-presidente da República.

No Brasil, o Presidente da República acumula as funções de chefe de Estado e de chefe de


Governo, em razão da adoção do sistema presidencialista de governo.
Errado.

064. (2022/CRP 9ª REGIÃO/GO E TO/ANALISTA ADMINISTRATIVO) A nomeação dos ministros


de Estado compete ao presidente da República, que, no entanto, somente os poderá exonerar
após a aprovação da medida pelo Senado Federal.

Segundo o art. 84, I, da CF/1988, “compete privativamente ao Presidente da República


nomear e exonerar os Ministros de Estado”.
Errado.

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065. (2022/CRP 9ª REGIÃO/GO E TO/ANALISTA ADMINISTRATIVO) Os ministros de Estado


são auxiliares do presidente da República na direção superior da Administração Federal.

Segundo o art. 84, II, da CF/1988, “compete privativamente ao Presidente da República exercer,
com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal”.
Certo.

066. (2022/CRP 9ª REGIÃO/GO E TO/ANALISTA ADMINISTRATIVO) No caso de impedimento ou


ausência do presidente e do vice-presidente da República, serão sucessivamente chamados
ao exercício do cargo o presidente da Câmara dos Deputados, o presidente do Senado Federal
e o governador do Distrito Federal, conforme previsto na Constituição Federal de 1988.

Conforme o art. 80, da CF/1988, “em caso de impedimento do Presidente e do Vice-


Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao
exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal
e o do Supremo Tribunal Federal”.
Errado.

067. (2022/CRP 9ª REGIÃO/GO E TO/ANALISTA ADMINISTRATIVO) O presidente da República é


eleito para um mandato de quatro anos, se obtiver a maioria absoluta dos votos, computados
os brancos e os nulos.

De acordo com o art. 77, § 2º, da CF/1988, “será considerado eleito Presidente o candidato
que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados
os em branco e os nulos”.
Errado.

068. (2022/MC/ATIVIDADES TÉCNICAS DE SUPORTE/CARGO 3) Caso a Câmara dos Deputados


admita acusação contra o presidente da República por crime de homicídio simples, o
julgamento será realizado perante o Senado Federal.

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Pelo cometimento de infração penal comum, admitida a acusação contra o Presidente da


República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento
perante o Supremo Tribunal Federal, de acordo com o art. 86, “caput”, da CF/1988”.
Errado.

069. (2022/CRT-04/ASSISTENTE JURÍDICO) Quando edita uma medida provisória, o presidente


da República está atuando atipicamente, visto que sua função principal é administrar.

Quando edita uma medida provisória, o Presidente da República exerce atipicamente a


função legislativa.
Certo.

070. (2022/AGERGS/TÉCNICO SUPERIOR ADVOGADO) O Conselho da República, conforme


previsto na Constituição Federal de 1988, é órgão superior de consulta do Presidente da
República, e dele participa, como membro nato, o:
a) Ministro de Estado da Defesa.
b) Ministro das Relações Exteriores.
c) Ministro do Planejamento.
d) Comandante da Marinha.
e) Ministro da Justiça.

De acordo com o art. 89, da CF/1988, “o Conselho da República é órgão superior de consulta
do Presidente da República, e dele participam: I - o Vice-Presidente da República; II - o
Presidente da Câmara dos Deputados; III - o Presidente do Senado Federal; IV - os líderes
da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados; V - os líderes da maioria e da minoria no
Senado Federal; VI - o Ministro da Justiça; VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais
de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois
eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato
de três anos, vedada a recondução”.
Letra e.

071. (2022/CRC-PR/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) O presidente e o vice-presidente da


República não poderão, sem licença do Congresso Nacional, ausentar-se do País por período
superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo.

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Segundo o art. 83, da CF/1988, “O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão,


sem licença do Congresso Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias,
sob pena de perda do cargo”.
Certo.

072. (2022/TCE-RJ/TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO) Caso o presidente da República


faleça no início do terceiro ano do mandato e, por conta disso, o vice-presidente renuncie
ao cargo logo em seguida, deverá ser organizada nova eleição direta em até noventa dias
depois de aberta a última vaga.

De acordo com o art. 81, § 1º, da CF/1988, “ocorrendo a vacância [dos cargos de Presidente
e Vice-Presidente da República] nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição
para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso
Nacional, na forma da lei”.
Errado.

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