Poder Executivo: Estrutura e Funções
Poder Executivo: Estrutura e Funções
CONSTITUCIONAL
Poder Executivo
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
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do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
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penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
221104269777
LUCIANO DUTRA
Advogado da União desde 2009, com atuação no Supremo Tribunal Federal. Autor
de livros. Professor de Direito Constitucional com ampla experiência em cursos
preparatórios para concursos públicos e Exames de Ordem presenciais e on-line.
Aprovado em diversos concursos públicos. Graduado em Direito pela Universidade
Federal de Juiz de Fora e pós-graduado em Direito Público. Graduado e pós-graduado
em Ciências Militares.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Poder Executivo
Luciano Dutra
SUMÁRIO
Poder Executivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1. Considerações Iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
2. Atribuições do Presidente da República . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
3. Imunidades do Presidente da República. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4. Responsabilidades do Presidente da República. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
5. Ministros de Estado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
6. Conselho da República e Conselho de Defesa Nacional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
7. Súmulas e Jurisprudência Aplicáveis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Resumo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Questões de Concurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Gabarito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
Gabarito Comentado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
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Poder Executivo
Luciano Dutra
PODER EXECUTIVO
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Olá, meu(minha) aluno(a), tudo bem? Espero que este texto o encontre feliz e saudável.
Vamos estudar agora um tema importantíssimo: o Poder Executivo.
Comecemos lembrando como se dá o exercício do Poder Executivo no âmbito da nossa
federação brasileira. Na União, o Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República,
auxiliado por seu Vice-Presidente da República e seus Ministros de Estado (art. 76). Já nos
Estados-membros e no Distrito Federal, exercem o Poder Executivo os Governadores,
auxiliados pelos Vice-Governadores e seus Secretários Estaduais. Nos Municípios, o exercício
do Poder Executivo é realizado pelos Prefeitos, auxiliados pelos Vice-Prefeitos e seus
Secretários Municipais.
Presidente da República,
Vice-Presidente da República
e Ministros de Estado (art. 76)
UNIÃO
Governadores,
EXERCÍCIO NO Vice-Governadores
ÂMBITO DA e Secretários Estaduais
ESTADOS/DF
FEDERAÇÃO
Prefeitos,
Vice-Prefeitos
e Secretários Municipais
MUNICÍPIOS
Agora vamos rememorar as funções típicas e atípicas do Poder Executivo. Como função
típica, compete ao Poder Executivo administrar a coisa pública, realizando políticas públicas.
Atipicamente, legisla, editando medidas provisórias, leis delegadas e decretos autônomos
e julga processos administrativos, como os processos administrativos disciplinares, em que
a autoridade competente decidirá qual pena administrativa será aplicada.
administrar
TÍPICA
FUNÇÕES
legislar e julgar
ATÍPICAS
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DE OLHO NA DIVERGÊNCIA
Quando tratamos dos Princípios Fundamentais, já falei dessa divergência, mas não nos custa
relembrar. Tem uma corrente minoritária que defende a impossibilidade de o Poder Executivo
julgar, amparada na falta de definitividade do julgamento administrativo. Entretanto, a corrente
majoritária afirma que o Poder Executivo exerce, sim, a função atípica de julgar. OK?
Dito isso, vamos tratar das eleições para Presidente e Vice-Presidente da República.
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Cuidado com o que eu vou dizer agora! Quem substitui e sucede o Presidente da República
em caso de afastamento temporário (impedimento) e afastamento definitivo (vacância)? O
Vice-Presidente da República. Segundo a Constituição Federal, poderá o Vice-Presidente
substituir (no caso de impedimento) ou suceder (no caso de vacância) o Presidente da
República (art. 79). Importante dizer que, no caso de afastamento definitivo (vacância) do
Presidente da República, o Vice-Presidente sucede e cumpre o remanescente do mandato.
O impedimento é o afastamento temporário do Presidente da República (exemplo:
licença para tratamento de saúde). Já a vacância é o afastamento definitivo do exercício
do cargo (exemplo: condenação por crime de responsabilidade).
Substituição Sucessão
Afastamento temporário Afastamento definitivo
Impedimento Vacância
Ex.: tratamento de saúde Ex.: condenação por crime de responsabilidade
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Exatamente!
Certo.
afastamento temporário
impedimento
SUBSTITUIÇÃO
exemplo: tratamento de saúde
afastamento definitivo
vacância
SUCESSÃO exemplo: condenação por crime
de responsabilidade
SUBSTITUIÇÃO E
SUCESSÃO (ARTS. 79 E 80) substitui e sucede o Presidente
SUCESSIVAMENTE: Presidente
da Câmara, Presidente do Senado
e Presidente do STF
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assume o próximo
na linha sucessória
convoca eleições
2 PRIMEIROS ANOS
DIRETAS em 90 dias
assume o próximo
na linha sucessória
DUPLA VACÂNCIA
convoca eleições
(ART. 81) 2 ÚLTIMOS ANOS
INDIRETAS em 30 dias
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002. Segundo a Constituição Federal, o Presidente da República pode, por meio de decreto,
promover todos os atos necessários à organização e ao funcionamento da administração
federal, salvo quando o ato implicar aumento de despesa ou criação ou extinção de
órgãos públicos.
De acordo com o art. 84, VI, a, compete privativamente ao Presidente da República dispor,
mediante decreto, sobre organização e funcionamento da Administração federal, quando
não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos.
Certo.
003. O Presidente da República tem competência para, por meio de decreto, extinguir
cargos públicos que eventualmente estejam sendo ocupados por servidores não estáveis.
De acordo com o art. 84, VI, a, compete privativamente ao Presidente da República dispor,
mediante decreto, sobre extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.
Errado.
De acordo com o art. 84, VI, compete privativamente ao Presidente da República dispor,
mediante decreto, sobre a organização e funcionamento da Administração federal, quando
não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos e, também,
sobre a extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.
Certo.
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005. Mediante medida provisória, o presidente da República poderá dispor sobre a organização
e o funcionamento da administração pública federal, desde que a proposta não implique
aumento de despesa nem a criação ou extinção de órgãos públicos.
006. Quando um cargo público federal estiver vago, o presidente da República poderá
extingui-lo por decreto, sem a necessidade de lei.
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DICAS DO LD
1) quando o parágrafo único do art. 84 menciona o inciso XXV,
primeira parte, entende-se que é delegável a competência
para prover os cargos públicos federais.
2) o Brasil adota o sistema presidencialista de governo.
Assim, o Presidente da República exerce, a um só tempo, a
função de chefe de governo (como se percebe dos incisos
I, III, IV, V, IX, X, XI e XIII, do art. 84) e de chefe de Estado
(à luz dos incisos VII, VIII, XIX, XX e XXII, do mesmo art. 84).
008. A competência do Presidente da República para conceder indulto pode ser delegada
a alguns ministros de Estado.
009. De acordo com a CF, o Presidente da República pode, em caráter excepcional, delegar
aos ministros de Estado sua competência para editar medidas provisórias.
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Art. 84, XXV, primeira parte, c/c art. 84, parágrafo único.
Certo.
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Somente são delegáveis os incisos VI, XII e XXV, primeira parte, e, mesmo assim, para os
Ministros de Estado, para o Procurador-Geral da República e para o Advogado-Geral da União.
Errado.
017. Os ministros de Estado poderão prover os cargos públicos de sua pasta, desde que o
Presidente da República delegue a competência para tanto.
Art. 84, XXV, primeira parte, c/c art. 84, parágrafo único.
Certo.
admite delegação
(parágrafo único)
incs. VI. XII e XXV,
primeira parte
PRIVATIVAS
para Ministros,
ATRIBUIÇÕES PGR e AGU
DO PRESIDENTE
(ART. 84)
Chefe de Governo
Dito isso, vamos para outro tema de suma importância no estudo do Poder Executivo:
as imunidades do Presidente da República.
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019. Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente
da República não estará sujeito à prisão.
020. Caso cometa infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito a prisão
enquanto não sobrevier sentença condenatória.
Além disso, o Presidente, durante o mandato, não poderá ser processado criminalmente
por atos estranhos ao exercício da função, vale dizer, só poderá ser processado pela
prática de crimes cometidos em razão do exercício da função presidencial (art. 86, § 4º).
Caso cometa um crime que não tenha relação com a atividade presidencial, não poderá
ser responsabilizado na vigência do seu mandato, ocasião em que haverá a suspensão do
prazo prescricional do crime cometido.
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021. O fato de que o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não possa
ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções revela hipótese de
imunidade material.
Imunidade formal.
Errado.
023. O Poder Executivo, além de administrar a coisa pública, também legisla e julga, e o seu
chefe, eleito pelo povo, possui várias prerrogativas e garantias que lhe são outorgadas para
o exercício, de forma independente e imparcial, da chefia da nação.
Como vimos, o Presidente da República possui algumas imunidades processuais (ou formais).
Certo.
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SÓ FORMAL
IMUNIDADES DO
PRESIDENTE (ART. 86) na vigência do mandato, não pode ser
responsabilizado por atos estranhos ao
exercícios de suas funções (art. 86, § 40)
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processo e julgamento”. A lei especial citada é a Lei n. 1.079, de 1950, que, apesar de antiga,
foi recepcionada e continua válida, de acordo com o entendimento do STF.
Já as infrações penais comuns são os crimes tipificados no Código Penal ou nas leis
penais extravagantes.
De acordo com o art. 86, caput, o Presidente da República será processado e julgado por
crimes de responsabilidade perante o Senado Federal e, nas infrações penais comuns,
perante o STF, após admitida a acusação por dois terços da Câmara dos Deputados.
Essa autorização prévia realizada pela Câmara dos Deputados é chamada de juízo de
admissibilidade.
É importante dizer que o art. 52, parágrafo único, determina que, nos casos de julgamento
do Presidente da República pelo Senado Federal por crime de responsabilidade, funcionará
como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se à condenação, que somente
será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com
inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais
sanções judiciais cabíveis.
DE OLHO NA DOUTRINA
Conforme leciona Alexandre de Moraes, “a inabilitação, por oito anos, para o exercício de função
pública, compreende todas as funções públicas, sejam derivadas de concursos públicos, sejam
as de confiança, ou mesmo os mandatos eletivos. Desta forma, o Presidente da República
condenado por crime de responsabilidade, além de perder o mandato, não poderá candidatar-
se ou exercer nenhum outro cargo político eletivo nos oito anos seguintes”. (MORAES, Alexandre
de. Direito Constitucional. 33. ed. rev. e atual. – São Paulo: Atlas, 2017. Página 513)
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025. Admitida a acusação, por dois quintos da Câmara dos Deputados, o Presidente da
República será submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações
penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
Admitida a acusação, por 2/3 da Câmara dos Deputados, o Presidente da República será
submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns,
ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
Errado.
Exatamente isso!!!
Certo.
027. Compete privativamente ao Senado Federal autorizar, por dois terços de seus membros,
a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República.
Compete privativamente à Câmara dos Deputados autorizar, por dois terços de seus
membros, a instauração de processo contra o Presidente da República.
Errado.
028. O Presidente da República só pode ser submetido a julgamento pelo Supremo Tribunal
Federal (STF), nas infrações penais comuns, ou pelo Senado Federal, nos crimes de
responsabilidade, depois de admitida a acusação por dois terços dos membros da Câmara
dos Deputados.
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030. As infrações penais comuns praticadas pelo Presidente da República deverão ser julgadas
pelo STF, depois de a acusação ser admitida por dois terços da Câmara dos Deputados.
031. Se o Presidente da República atentar contra decisões judiciais poderá ser julgado
pelo Supremo Tribunal Federal, exigida a prévia autorização de dois terços dos membros
da Câmara dos Deputados.
Segundo o art. 86, § 1º, I e II, o Presidente ficará suspenso por 180 dias de suas funções:
a) nos crimes de responsabilidade: após a instauração do processo pelo Senado Federal;
b) nas infrações penais comuns: após o recebimento da denúncia ou da queixa-
crime pelo STF.
Destaque-se que o STF entende que a autorização dada pela Câmara dos Deputados
por 2/3 dos seus membros não vincula o Senado Federal, que terá a liberdade para decidir
se instaura ou não o processo por crime de responsabilidade.
032. O presidente da República ficará suspenso de suas funções nos crimes de responsabilidade,
após instauração do processo pelo Senado Federal.
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033. O Presidente da República ficará suspenso de suas funções, nas infrações penais
comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Superior Tribunal de Justiça.
O Presidente da República ficará suspenso de suas funções, nas infrações penais comuns,
se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal.
Errado.
034. Nos casos de infrações penais comuns, se, decorrido o prazo de cento e vinte dias, o
julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do
regular prosseguimento do processo.
Nos casos de infrações penais comuns, se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o
julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do
regular prosseguimento do processo.
Errado.
036. O presidente da República ficará suspenso de suas funções nos crimes de responsabilidade,
após instauração do processo pelo Senado Federal.
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Se, decorrido o prazo de 180 dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o
afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo (art.
86, § 2º).
Importante dizer que o Governador de Estado e do Distrito Federal submete-se à
chamada tripla imputação. Responderá criminalmente perante o STJ, à luz do art. 105,
I, a. Ademais, poderá ser responsabilizado politicamente por crime de responsabilidade
(impeachment), desde que ainda titular do mandato, conforme o art. 78, § 3º, da Lei n. 1.079,
de 1950. Nesse caso, o julgamento será proferido por um tribunal especial composto de
cinco membros do Poder Legislativo local e de cinco Desembargadores, sob a presidência
do Presidente do Tribunal de Justiça local, que terá direito de voto no caso de empate. Os
Deputados serão escolhidos mediante eleição pela respectiva Casa Legislativa (Assembleia
Legislativa do Estado ou Câmara Legislativa do Distrito Federal), e os Desembargadores
serão definidos mediante sorteio. Por fim, poderá responder civilmente por improbidade
administrativa (Lei n. 8.429, de 1992), cuja competência recairá no juízo de primeiro grau.
DE OLHO NA JURISPRUDÊNCIA
O STF fixou que a licença prévia a ser dada pela Câmara dos Deputados para processar
e julgar o Presidente da República não se aplica no âmbito dos Estados-membros e no
Distrito Federal. Vale dizer, não há necessidade de prévia autorização da Assembleia
Legislativa estadual (ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal) para o recebimento
de denúncia ou queixa e instauração de ação penal contra o Governador perante o
Superior Tribunal de Justiça (STJ), por crime comum, cabendo, ademais, ao STJ, no ato de
recebimento ou no curso do processo, dispor, fundamentadamente, sobre a aplicação
de medidas cautelares penais, inclusive o afastamento do cargo do Governador.
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OK? Compreendeu? Vejamos, então, o que a Constituição Federal trata acerca dos
Ministros de Estado.
5. MINISTROS DE ESTADO
Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros (natos ou naturalizados,
com exceção do Ministro de Estado da Defesa que obrigatoriamente será brasileiro nato)
maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos (art. 87, caput).
Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas na Constituição
e na lei (art. 87, parágrafo único):
I – exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração
federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente
da República;
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natos ou naturalizados
exceto: Ministro de Estado da
brasileiros
Defesa (nato)
maiores de 21 anos
no exercício dos
MINISTROS DE
direitos políticos
ESTADOS (ART. 87)
art. 88
CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE
por lei (reserva legal)
MINISTÉRIOS
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VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo
dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos
pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
A competência do Conselho da República nos é dada pelo art. 90, segundo o qual
compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre:
I - intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio;
II - as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
Ademais, o Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar
da reunião do Conselho, quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo
Ministério. E a lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República.
Já a organização do Conselho de Defesa Nacional é regulamentada pelo art. 91,
que diz que este Conselho é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos
relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático, e dele participam
como membros natos:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - o Ministro da Justiça;
V - o Ministro de Estado da Defesa;
VI - o Ministro das Relações Exteriores;
VII - o Ministro do Planejamento.
VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
De acordo com o art. 91, § 1º, compete ao Conselho de Defesa Nacional:
I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz, nos termos
desta Constituição;
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal;
III - propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança
do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira e
nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo;
IV - estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a
garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.
E, por fim, a lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Nacional.
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Vice-Presidente da República
órgão superior de consulta Presidente da Câmara dos Deputados
do Presidente da República
Presidente do Senado Federal
Vice-Presidente da República
Presidente da Câmara dos Deputados
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do disposto no art. 22, I, da Constituição Federal, e não aos entes da Federação, aos
quais compete dispor sobre a solução de vacância por causas não eleitorais de extinção
de mandato, na linha da jurisprudência do STF. No tocante à exigência de trânsito em
julgado da decisão que implica na vacância do cargo, prevista no art. 224, § 3º do Código
Eleitoral, seus efeitos práticos conflitam com o princípio democrático e a soberania
popular. Isto porque, pelas regras eleitorais que institui, pode ocorrer de a chefia do
Poder Executivo ser exercida, por longo prazo, por alguém que sequer tenha concorrido
ao cargo. Dessa forma, a decisão de última ou única instância da Justiça Eleitoral que
importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato
de candidato eleito em pleito majoritário, em regra, será executada imediatamente,
independentemente do julgamento dos embargos de declaração.
[ADI 5.525, rel. min. Roberto Barroso, j. 8-3-2019, P, DJE de 29-11-2019.]
10) RE 582.487: (...) o STF assentou que é vedado ao chefe do Poder Executivo expedir
decreto a fim de suspender a eficácia de ato normativo hierarquicamente superior.
[RE 582.487 AgR, voto da rel. min. Cármen Lúcia, j. 25-9-2012, 2ª T, DJE de 25-9-2012.]
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12) ADI 5.874: Em conclusão de julgamento, o Plenário, por maioria, não referendou
medida cautelar concedida em ação direta de inconstitucionalidade e julgou
improcedente o pedido nesta formulado contra os arts. 1º, I; 2º, § 1º, I; 8º; 10 e 11
do Decreto 9.246/2017. A norma impugnada dispõe sobre a concessão de indulto
natalino e a comutação de penas (Informativos 924 e 925). Prevaleceu o voto do
ministro Alexandre de Moraes, que sublinhou existir complexo mecanismo de freios
e contrapesos, de controles recíprocos, ao lado das funções preponderantes de cada
um dos Poderes. Dentro desse mecanismo, a Constituição Federal (CF) estabelece
a possibilidade da outorga, por parte do Presidente da República, de graça, indulto
ou comutação de penas [art. 84, XII]. Segundo o ministro, o indulto não faz parte
da doutrina penal, não é instrumento consentâneo à política criminal. É legítimo
mecanismo de freios e contrapesos para coibir excessos e permitir maior equilíbrio
na Justiça criminal. O exercício do poder de indultar não fere a separação de Poderes
por, supostamente, esvaziar a política criminal definida pelo legislador e aplicada
pelo Judiciário. Está contido na cláusula de separação de Poderes. O ato de clemência
privativo do presidente pode ser total, independentemente de parâmetros. Asseverou
que, ainda que não se concorde com esse instituto, ele existe e é ato discricionário,
trata-se de prerrogativa presidencial, portanto. O ministro relembrou que o decreto
genérico de indulto é tradição no Brasil. Citou, no ponto, o Decreto 20.082/1945,
que previu a possibilidade da concessão antecipada de indulto. A expressão ‘tenham
sido ou não julgados e condenados’, contida no seu art. 1º, revela não ser algo novo a
desnecessidade de se a aguardar o trânsito em julgado. Além disso, o ato estabeleceu
a possibilidade de comutação total ou parcial. Assinalou, quanto a esse decreto,
editado pelo então ministro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) no exercício
da Presidência da República, a legitimidade constitucional daquele que ocupa este
cargo para a edição do decreto, tenha ele sido eleito diretamente ou não. Em seguida,
assegurou não ser novidade, de igual modo, a possibilidade de o indulto abranger as
penas pecuniárias. Reportou-se ao art. 1º, parágrafo único, do Decreto 48.136/1960.
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16) ADPF 378: A aplicação subsidiária do Regimento Interno da Câmara dos Deputados
e do Senado ao processamento e julgamento do impeachment não viola a reserva de lei
especial imposta pelo art. 85, parágrafo único, da Constituição, desde que as normas
regimentais sejam compatíveis com os preceitos legais e constitucionais pertinentes,
limitando-se a disciplinar questões interna corporis.
[ADPF 378 MC, rel. p/ o ac. min. Roberto Barroso, j. 16-12-2015, P, DJE de 8-3-2016.]
17) Inq. 4.483: A imunidade formal prevista nos arts. 86, caput e 51, I, da Constituição
Federal tem por finalidade tutelar o regular exercício dos cargos de Presidente da
República e de Ministro de Estado, razão pela qual não é extensível a codenunciados que
não se encontram investidos em tais funções. Incidência da Súmula 245 do Supremo
Tribunal Federal.
[Inq 4.483 AgR e Inq 4.327 AgR-segundo, rel. min. Edson Fachin, j. 19-12-2017, P, DJE
de 9-8-2018.]
18) AP 595: O art. 86, caput, da CF, na sua exegese, impõe não seja exigida a admissão,
pelo Legislativo, da acusação criminal contra o chefe do Executivo, quando já encerrado
o mandato do acusado.
[AP 595, rel. min. Luiz Fux, j. 25-11-2014, 1ª T, DJE de 10-2-2015.]
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20) Inq. 4.483: O juízo político de admissibilidade por dois terços da Câmara dos
Deputados em face de acusação contra o Presidente da República, nos termos da norma
constitucional aplicável (CRFB, art. 86, caput), precede a análise jurídica pelo Supremo
Tribunal Federal, se assim autorizado for a examinar o recebimento da denúncia, para
conhecer e julgar qualquer questão ou matéria defensiva suscitada pelo denunciado.
[Inq 4.483 QO, rel. min. Edson Fachin, j. 21-9-2017, P, DJE de 13-6-2018.]
21) Inq. 3.983: A previsão constitucional do art. 86, § 4º, da Constituição da República
se destina expressamente ao chefe do Poder Executivo da União, não autorizando,
por sua natureza restritiva, qualquer interpretação que amplie sua incidência a outras
autoridades, nomeadamente do Poder Legislativo.
[Inq 3.983, rel. min. Teori Zavascki, j. 3-3-2016, P, DJE de 12-5-2016.]
É isso! Espero que você tenha assimilado todos os conhecimentos necessários sobre o Poder
Executivo. Havendo dúvidas, não deixe de me procurar no fórum de dúvidas. Aguardo você
lá. Gostaria de receber sua avaliação acerca da nossa aula. Isso é muito importante para nós.
Fique com Deus, fortíssimo abraço e bons estudos.
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RESUMO
Exercício no Âmbito da Federação: na União, o Poder Executivo é exercido pelo Presidente
da República, auxiliado por seu Vice-Presidente da República e seus Ministros de Estado. Já
nos Estados-membros e no Distrito Federal, exercem o Poder Executivo os Governadores,
auxiliados pelos Vice-Governadores e seus Secretários Estaduais. Já nos Municípios, o
exercício do Poder Executivo é realizado pelos Prefeitos, auxiliados pelos Vice-Prefeitos e
seus Secretários Municipais.
Funções: como função típica, compete ao Poder Executivo administrar a coisa pública,
realizando políticas públicas pela aplicação das verbas orçamentárias. Atipicamente, legisla,
editando medidas provisórias, leis delegadas e decretos autônomos e julga processos
administrativos, como os processos administrativos disciplinares, em que a autoridade
competente decidirá qual pena administrativa será aplicada.
Eleições do Presidente e do Vice-Presidente: no 1º domingo de outubro (1º turno) e no
último domingo de outubro (2º turno, se houver) do ano anterior ao do término do mandato.
A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente da República. Será
eleito Presidente da República o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos
(não computados os brancos e os nulos). Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta,
haverá nova eleição, concorrendo os 2 mais votados e considerando-se eleito aquele que
obtiver a maioria dos votos válidos. Se antes do 2º turno ocorrer morte, desistência ou
impedimento legal de candidato, convocar-se-á o de maior votação. Se houver empate no
segundo lugar, qualificar-se-á o mais idoso.
Governadores e Prefeitos: estas regras acima aplicam-se aos Governadores e Vice-
Governadores e, ainda, aos Prefeitos e Vice-Prefeitos de Municípios com mais de 200 mil eleitores.
Posse: o Presidente da República e o seu Vice-Presidente tomam posse em sessão conjunta
do Congresso Nacional, comprometendo-se a manter, defender e cumprir a Constituição,
observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade
e a independência do Brasil. Essa posse ocorrerá no dia 1º de janeiro do ano seguinte ao das
eleições para um mandato de 4 anos. Se, decorridos 10 dias da data fixada para a posse, o
Presidente ou o Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo,
este será declarado vago.
Substituição e Sucessão: substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-
lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-
Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício
da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo
Tribunal Federal. Se os cargos de Presidente e Vice-Presidente forem declarados vagos nos
2 primeiros anos de governo, assume o Presidente da Câmara dos Deputados (ou o próximo
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QUESTÕES DE CONCURSO
004. (2023/POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO/DELEGADO DE POLÍCIA) Considere que Luísa tem
22 anos, é advogada recém-formada e gostaria de ser Ministra da Casa Civil. Com base na
situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que
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a) precisa estar no exercício dos direitos políticos e, se ocupar o cargo desejado, deve
apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério.
b) não preenche todos os requisitos para ocupar o cargo desejado, pois apenas pode ser
indicado(a) como Ministra(o) de Estado quem tem mais de 35 anos.
c) preenche todos os requisitos constitucionais, mas atualmente é impedida de expedir
instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos.
d) não preenche os requisitos exigidos, pois não é formada em Administração e não tem
35 anos.
e) precisa estar filiada a algum partido político para tomar posse no cargo de Ministra da
Casa Civil.
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d) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções por até 280
dias, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.
e) A Constituição Federal de 1988 não trata sobre a responsabilidade do Presidente da
República.
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internacionais que o afastarão do país pelo período de dez dias, resolveu delegar ao
Procurador-Geral da República a atribuição de dispor mediante decreto, durante sua
ausência, sobre o referido indulto. Considerando o fato narrado, trata-se de competência
a) constitucionalmente delegável.
b) privativa e, portanto, indelegável.
c) exclusiva e, portanto, indelegável.
d) para edição de ato normativo e, portanto, indelegável.
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luz da Constituição Federal, é correto afirmar que, enquanto tais autoridades estiverem
no exterior, exercerá a Presidência da República
a) o Presidente do Senado Federal.
b) o Presidente do Supremo Tribunal Federal.
c) o Ministro de Estado da Defesa.
d) o Comandante do Exército.
e) o Procurador-Geral da República.
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c) O Conselho é integrado por seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos
de idade, sendo três eleitos pelo Senado Federal e três eleitos pela Câmara dos Deputados,
todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
d) O Ministro das Relações Exteriores integra o Conselho da República.
e) O Ministro do Planejamento não integra o Conselho da República, ao contrário dos líderes
da maioria e da minoria do Senado Federal, que o integram.
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c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
037. (2023/POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO/DELEGADO DE POLÍCIA) Considere que Luísa tem
22 anos, é advogada recém-formada e gostaria de ser Ministra da Casa Civil. Com base na
situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que
a) precisa estar no exercício dos direitos políticos e, se ocupar o cargo desejado, deve
apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério.
b) não preenche todos os requisitos para ocupar o cargo desejado, pois apenas pode ser
indicado(a) como Ministra(o) de Estado quem tem mais de 35 anos.
c) preenche todos os requisitos constitucionais, mas atualmente é impedida de expedir
instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos.
d) não preenche os requisitos exigidos, pois não é formada em Administração e não tem
35 anos.
e) precisa estar filiada a algum partido político para tomar posse no cargo de Ministra da
Casa Civil.
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b) Atos que atentem contra o livre exercício do Poder Legislativo e do Poder Judiciário são
considerados crimes de responsabilidade, mas não aqueles que afetem o cumprimento das
leis e das decisões judiciais.
c) Crimes de responsabilidade não envolvem o exercício dos direitos políticos, individuais
e sociais, uma vez que esses são considerados delitos comuns.
d) A segurança interna do país é um dos objetos de proteção dos crimes de responsabilidade
do Presidente da República.
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a) por um terço dos membros da Câmara dos Deputados, ele será submetido a julgamento
junto ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade.
b) por um terço dos membros da Câmara dos Deputados, ele será submetido a julgamento
junto ao Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade, ou perante o Senado
Federal, nas infrações penais comuns.
c) por dois terços dos membros da Câmara dos Deputados, ele será submetido a julgamento
junto ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade.
d) por dois terços dos membros do Senado Federal, ele será submetido a julgamento junto
ao Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade, ou perante a Câmara dos
Deputados, nas infrações penais comuns.
e) por dois terços dos membros do Senado Federal, ele será submetido a julgamento junto
ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante a Câmara dos
Deputados, nos crimes de responsabilidade.
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GABARITO
1. e 36. b 71. C
2. d 37. a 72. E
3. d 38. c
4. a 39. E
5. c 40. a
6. a 41. E
7. c 42. a
8. E 43. E
9. b 44. e
10. a 45. a
11. E 46. d
12. a 47. c
13. E 48. a
14. b 49. d
15. E 50. E
16. a 51. E
17. C 52. C
18. E 53. a
19. C 54. c
20. a 55. e
21. C 56. b
22. e 57. d
23. c 58. b
24. d 59. d
25. d 60. C
26. d 61. e
27. b 62. a
28. C 63. E
29. C 64. E
30. E 65. C
31. E 66. E
32. d 67. E
33. e 68. E
34. d 69. C
35. C 70. e
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GABARITO COMENTADO
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004. (2023/POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO/DELEGADO DE POLÍCIA) Considere que Luísa tem
22 anos, é advogada recém-formada e gostaria de ser Ministra da Casa Civil. Com base na
situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que
a) precisa estar no exercício dos direitos políticos e, se ocupar o cargo desejado, deve
apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério.
b) não preenche todos os requisitos para ocupar o cargo desejado, pois apenas pode ser
indicado(a) como Ministra(o) de Estado quem tem mais de 35 anos.
c) preenche todos os requisitos constitucionais, mas atualmente é impedida de expedir
instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos.
d) não preenche os requisitos exigidos, pois não é formada em Administração e não tem
35 anos.
e) precisa estar filiada a algum partido político para tomar posse no cargo de Ministra da
Casa Civil.
A Constituição Federal estabelece a idade mínima de 21 anos para ser Ministro de Estado,
como o cargo de Ministro da Casa Civil. Além disso, exige estar no exercício dos direitos
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políticos (art. 87, “caput”, da CF/1988). Ainda, conforme o art. 87, parágrafo único, III, da
CF/1988, é exigível que os Ministros de Estado apresentem relatório anual de sua gestão.
Letra a.
O art. 91, da CF/1988, traz o rol taxativo dos integrantes do Conselho de Defesa Nacional,
dentre eles, está o Ministro do Planejamento. Por seu turno, o § 1º do mesmo art. 91,
contempla as competências desse Conselho, dentre as quais, temos a de estudar, propor
e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a independência
nacional e a defesa do Estado democrático (inciso IV).
Letra c.
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Conforme o art. 85, IV, da CF/1988, “São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da
República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra a segurança
interna do País”.
Letra c.
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A competência listada na letra “b” não é do Presidente da República, mas sim dos Ministros
de Estado, conforme o art. 87, parágrafo único, II, da CF/1988.
Letra b.
Conforme o art. 84, parágrafo único da CF/1988, “O Presidente da República poderá delegar
as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado,
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são adotadas pelo Presidente da República em casos de relevância e urgência, devendo ser
posteriormente apreciadas pelo Congresso Nacional para serem convertidas em lei.
b) Errada. Julgar parlamentares por crimes comuns é uma função do Poder Judiciário,
exercida pelo Supremo Tribunal Federal, e não cabe ao Executivo.
c) Errada. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) faz parte do Poder Legislativo.
d) Errada. Fazer indicações para cargos, como os de Ministros do STF, é uma função
administrativa do Poder Executivo, não sendo, portanto, uma função atípica.
e) Errada. A extensão de aumento de vencimentos com base em isonomia depende de lei
aprovada pelo Legislativo e não pode ser feita unilateralmente pelo Executivo.
Portanto, a única alternativa correta que exemplifica uma função atípica (legislativa) do
Poder Executivo é a alternativa A.
Letra a.
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Conforme o art. 87, da Constituição Federal de 1988, os Ministros de Estado são escolhidos
pelo Presidente da República entre brasileiros (natos ou naturalizados, salvo o Ministro da
Defesa que obrigatoriamente deverá ser brasileiro nato) maiores de 21 anos e que estejam
no exercício dos direitos políticos.
Letra b.
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a) Certa. Esta é uma atribuição privativa do Presidente da República, conforme o art. 84,
XII, da Constituição Federal.
b) Esta competência é do Senado Federal (art. 52, IV, CF/88).
c) Esta competência é do Senado Federal (art. 52, IX, CF/88).
d) Esta é uma competência do Senado Federal, não do Presidente (art. 52, X, CF/88).
e) Esta competência é do Senado Federal (art. 52, XI, CF/88).
Letra a.
De acordo com o art. 84, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988, o Presidente da
República pode delegar algumas de suas atribuições aos Ministros de Estado, ao Procurador-
Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, o que inclui a concessão de indulto e a
comutação de penas (art. 84, XII, da CF/1988).
Certo.
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De acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu art. 80, quando o Presidente e o Vice-
Presidente da República se ausentarem do país, ou em caso de impedimento, a Presidência
da República será exercida, respectivamente, pelo Presidente da Câmara dos Deputados,
pelo Presidente do Senado Federal e, na ausência destes, pelo Presidente do Supremo
Tribunal Federal. No caso de uma viagem oficial do Presidente, do Vice-Presidente e do
Presidente da Câmara dos Deputados ao exterior, a Presidência da República será exercida
pelo Presidente do Senado Federal, conforme o citado art. 80 da Constituição Federal.
Portanto, a alternativa correta é: a) o Presidente do Senado Federal.
Letra a.
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De acordo com o art. 84, inciso XIX, da Constituição Federal de 1988, é competência privativa
do Presidente da República “ declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado
pelo Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões
legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional”.
Além disso, conforme o art. 49, inciso II, do mesmo diploma, compete ao Congresso Nacional
autorizar o Presidente da República a declarar guerra. Ou seja, o Congresso Nacional deve
autorizar a declaração de guerra, ou ratificá-la, caso ocorra no intervalo das suas sessões.
Portanto, se houver agressão estrangeira, o Presidente da República pode declarar guerra,
com a autorização do Congresso Nacional, ou, se a agressão ocorrer no intervalo entre as
sessões legislativas, a declaração pode ser referendada pelo Congresso. Isso está conforme
a Constituição Federal no art. 84, § 1º, e art. 49, inciso II.
Certo.
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III. Iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. O Art. 84,
inciso III, da CF/1988, estabelece que é competência privativa do Presidente da República
iniciar o processo legislativo, conforme os casos previstos na Constituição, o que também
está correto.
Letra d.
De acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu art. 84, VI, a, o Presidente da
República pode, mediante decreto, organizar e dar funcionamento interno aos órgãos da
administração pública federal, desde que não implique aumento de despesa nem criação
ou extinção de órgãos públicos. Além disso, a extinção de cargos públicos, quando vagos,
pode ser feita por meio de decreto, conforme estabelecido na Constituição Federal (art.
84, VI, b), sem necessidade de criação de lei. Portanto, a criação ou extinção de órgãos
públicos não pode ser feita apenas por decreto, mas sim por meio de lei. Já a extinção de
cargos públicos vagos é uma exceção que pode ser feita por decreto.
Letra d.
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Conforme prevê o art. 87, da CF/1988, “Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre
brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos”.
Letra d.
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De acordo com o art. 86, § 1º, da Constituição Federal de 1988, o Presidente da República
ficará suspenso de suas funções: 1) nas infrações penais comuns: se a acusação for
admitida por dois terços da Câmara dos Deputados, o processo segue para o Supremo
Tribunal Federal (STF), que decidirá sobre o recebimento da denúncia ou queixa-crime. Se
o STF receber a denúncia, o Presidente será suspenso de suas funções; 2) nos crimes de
responsabilidade: após a instauração do processo pelo Senado Federal, também mediante
autorização de dois terços da Câmara dos Deputados.
Letra d.
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Ministro da Justiça; VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de
idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal
e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a
recondução.
Letra e.
Conforme o art. 84, inciso VI, alínea “b”, da Constituição Federal de 1988, compete
privativamente ao Presidente da República dispor, mediante decreto, sobre a extinção de
funções ou cargos públicos, quando vagos. Essa possibilidade permite que o Presidente
possa, por decreto, extinguir cargos que não estejam ocupados, sem necessidade de
autorização legislativa. Essa regra facilita a reestruturação administrativa e a redução de
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037. (2023/POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO/DELEGADO DE POLÍCIA) Considere que Luísa tem
22 anos, é advogada recém-formada e gostaria de ser Ministra da Casa Civil. Com base na
situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que
a) precisa estar no exercício dos direitos políticos e, se ocupar o cargo desejado, deve
apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério.
b) não preenche todos os requisitos para ocupar o cargo desejado, pois apenas pode ser
indicado(a) como Ministra(o) de Estado quem tem mais de 35 anos.
c) preenche todos os requisitos constitucionais, mas atualmente é impedida de expedir
instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos.
d) não preenche os requisitos exigidos, pois não é formada em Administração e não tem
35 anos.
e) precisa estar filiada a algum partido político para tomar posse no cargo de Ministra da
Casa Civil.
Conforme o art. 87, “caput”, da Constituição Federal, “os Ministros de Estado serão escolhidos
dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos. Ademais,
o art. 87, parágrafo único, III, da CF/88, prevê que os Ministros de Estado são responsáveis
por apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão, o que se aplicaria
a Luísa, caso fosse Ministra da Casa Civil.
Letra a.
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Conforme o art. 91, “caput”, da CF/1988, “o Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta
do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa
do Estado democrático, e dele participam como membros natos: I - o Vice-Presidente da
República; II - o Presidente da Câmara dos Deputados; III - o Presidente do Senado Federal;
IV - o Ministro da Justiça; V - o Ministro de Estado da Defesa; VI - o Ministro das Relações
Exteriores; VII - o Ministro do Planejamento; VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército
e da Aeronáutica”.
Letra c.
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d) O Presidente da República será imediatamente suspenso de suas funções por até 280
dias, se recebida a denúncia pelo Senado Federal.
e) A Constituição Federal de 1988 não trata sobre a responsabilidade do Presidente da
República.
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 86, § 4º, prevê que o Presidente da República
não será responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções enquanto durar
o mandato. Essa disposição estabelece uma imunidade temporária que impede o Presidente
de ser processado criminalmente por atos que não estejam relacionados com o exercício
de seu cargo, até o término do mandato. Essa imunidade visa assegurar a continuidade das
funções presidenciais, protegendo o chefe de Estado de eventuais interferências judiciais
relativas a fatos alheios às responsabilidades da Presidência.
Letra a.
De acordo com a Constituição Federal, em seu art. 84, VI, não é permitido ao Presidente da
República dispor por decreto sobre organização e funcionamento da administração pública
federal quando houver aumento de despesa ou quando se tratar de criação ou extinção
de órgãos públicos. Nesses casos, é necessária a edição de uma lei para que tais alterações
possam ser realizadas. A competência do Presidente da República para dispor por decreto
restringe-se a questões de organização e funcionamento que não impliquem aumento de
despesa nem envolvam a criação ou extinção de órgãos públicos.
Errado.
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e) a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso
Nacional.
Conforme o art. 81, § 1º, da Constituição Federal, na hipótese de vacância dos cargos de
Presidente e Vice-Presidente da República nos dois últimos anos do mandato, será realizada
uma eleição indireta pelo Congresso Nacional no prazo de trinta dias após a declaração
da última vaga. Os eleitos completarão o período restante do mandato, e não terão um
mandato de quatro anos, como ocorre em eleições regulares.
Letra e.
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a) Errada. O Presidente da República pode, sim, ser responsabilizado por atos que atentem
contra a probidade na administração (art. 85, V, CF/88), além de outros como a existência
da União.
b) Errada. Além dos atos que atentem contra o livre exercício dos Poderes Legislativo e
Judiciário (art. 85, II, da CF/1988), também são considerados crimes de responsabilidade
atos que afetem o cumprimento das leis e das decisões judiciais (art. 85, VII, CF/88).
c) Errada. O art. 85, III, CF/88, inclui, entre os crimes de responsabilidade, atos que atentem
contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, o que mostra que tais atos
podem ser considerados crimes de responsabilidade e não apenas delitos comuns.
d) Certa. O art. 85 da Constituição Federal estabelece que são crimes de responsabilidade os
atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal, especialmente
quando comprometem, entre outros, a segurança interna do país.
Letra d.
Segundo o art. 86, caput, da Constituição Federal de 1988, para que o Presidente da República
seja submetido a julgamento, seja por crimes comuns ou por crimes de responsabilidade,
a admissão da acusação pela Câmara dos Deputados deve ser aprovada por dois terços
de seus membros, e não por maioria absoluta. Assim, o procedimento correto é: a) crimes
comuns: se a acusação for admitida por dois terços dos membros da Câmara dos Deputados,
o Presidente será submetido a julgamento pelo Supremo Tribunal Federal; b) crimes de
responsabilidade: caso a Câmara dos Deputados admita a acusação com a aprovação de
dois terços dos seus membros, o julgamento será realizado pelo Senado Federal.
Errado.
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perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade”.
Letra a.
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c) não estará sujeito à prisão somente enquanto não sobrevier sentença condenatória, por
se tratar de hipótese de infração penal comum.
d) não poderá ficar suspenso de suas funções antes do trânsito em julgado da sentença
condenatória.
e) ficará suspenso de suas funções após a instauração do processo pelo Senado Federal,
perante o qual será submetido a julgamento.
Segundo o art. 86, § 1º, da CF/1988, “o Presidente ficará suspenso de suas funções: I
- nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo
Tribunal Federal; II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo
pelo Senado Federal”.
Letra e.
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É o que diz o art. 84, XXIII, da CF/1988. As demais alternativas não são de competência do
Presidente da República.
Letra d.
Conforme o art. 86, § 4º, da CF/1988, “o Presidente da República, na vigência de seu mandato,
não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”.
Letra b.
De acordo com o art. 76, da CF/1988, “o Poder Executivo é exercido pelo Presidente da
República, auxiliado pelos Ministros de Estado”.
Letra d.
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Segundo o art. 87, parágrafo único, da CF/1988, “compete ao Ministro de Estado, além
de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei: I - exercer a orientação,
coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal na área de
sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República;
II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos; III - apresentar
ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério; IV - praticar os
atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente
da República”.
Certo.
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Segundo o art. 84, II, da CF/1988, “compete privativamente ao Presidente da República exercer,
com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal”.
Certo.
De acordo com o art. 77, § 2º, da CF/1988, “será considerado eleito Presidente o candidato
que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados
os em branco e os nulos”.
Errado.
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De acordo com o art. 89, da CF/1988, “o Conselho da República é órgão superior de consulta
do Presidente da República, e dele participam: I - o Vice-Presidente da República; II - o
Presidente da Câmara dos Deputados; III - o Presidente do Senado Federal; IV - os líderes
da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados; V - os líderes da maioria e da minoria no
Senado Federal; VI - o Ministro da Justiça; VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais
de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois
eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato
de três anos, vedada a recondução”.
Letra e.
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De acordo com o art. 81, § 1º, da CF/1988, “ocorrendo a vacância [dos cargos de Presidente
e Vice-Presidente da República] nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição
para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso
Nacional, na forma da lei”.
Errado.
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