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Responsabilidade Civil e Legislação Europeia

A Amis du Consommateur processa a Neues Welt, GmbH por cláusulas ilícitas em contratos, enquanto a empresa argumenta que o Regulamento Roma II não se aplica. Louis e Mirko, após um acidente na Itália, desejam aplicar a lei austríaca, mas a aplicabilidade depende da escolha da lei e da residência habitual. A Blauen Donau, GmbH enfrenta uma ação por danos ambientais, e a lei aplicável varia com a localização dos danos causados.

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Responsabilidade Civil e Legislação Europeia

A Amis du Consommateur processa a Neues Welt, GmbH por cláusulas ilícitas em contratos, enquanto a empresa argumenta que o Regulamento Roma II não se aplica. Louis e Mirko, após um acidente na Itália, desejam aplicar a lei austríaca, mas a aplicabilidade depende da escolha da lei e da residência habitual. A Blauen Donau, GmbH enfrenta uma ação por danos ambientais, e a lei aplicável varia com a localização dos danos causados.

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1.

A Amis du Consommateur, associação de Direito Privado sediada e administrada a partir


de França, tem como objetivo a defesa e proteção dos interesses dos consumidores. Neste
sentido, a associação intenta uma ação contra a Neues Welt, GmbH, sociedade sediada e
administrada a partir da Alemanha, pelo facto de esta incluir determinadas cláusulas ilícitas
nos contratos que celebra com consumidores. Na referida ação, a Amis du Consommateur
assume a aplicação do Regulamento Roma II ao caso. A Neues Welt, GmbH defende que o
Regulamento Roma II não é aplicável ao caso, porque:
(i) O caso em questão se encontra fora do âmbito de aplicação material do Regulamento
Roma II, não só porque não está em causa «matéria extracontratual»;
(ii) Como também porque o caso em questão deve ser dirimido pelos tribunais
administrativos;
(iii) Além disso, alega ainda que não existem quaisquer danos cuja origem possa ser
imputada à Neues Welt, GmbH, pelo que «qualquer potencial dano é irrelevante para efeitos
da determinação do âmbito de aplicação do Regulamento».
Comente as afirmações em causa.

2. Louis, residente habitual no Liechtenstein, encontrava-se a passear de automóvel no norte


da Itália quando embate contra a viatura de Mirko, residente habitual na Croácia.
a) Após o acidente, Louis e Mirko pretendem que a lei austríaca se aplique à responsabilidade
civil daí emergente. Podem fazê-lo? A sua resposta seria a mesma se a viatura de Louis
tivesse embatido contra um táxi operado pela Easy Way Out, S.A.?
b) Assumindo que as partes não escolheram a lei aplicável à responsabilidade emergente do
acidente, qual a lei aplicável? A sua resposta seria a mesma se Louis e Mirko residissem
habitualmente na República Checa?
c) Imagine que na sequência do acidente de viação em causa, Mirko veio a falecer devido aos
ferimentos sofridos. Furioso, o pai de Mirko, residente habitualmente na Croácia, pretende
intentar uma ação contra a seguradora de Louis, exigindo uma indemnização pelos danos
não-patrimoniais sofridos, nos termos da lei croata em vigor. Qual a lei aplicável?

3. A Blauen Donau, GmbH, sociedade dedicada ao fabrico de adubo, tem uma fábrica situada
na margem do rio Danúbio, perto de Munique. No seguimento de uma falha na supervisão do
funcionamento do sistema de filtragem da fábrica, vários químicos nocivos contaminam o rio,
bem como várias plantações situadas na Áustria, causando um prejuízo estimado em
400.000,00€. Assumindo que os proprietários das referidas plantações pretendem intentar
uma ação de responsabilidade civil contra a Blauen Donau, GmbH pelos danos causados,
qual a lei aplicável? A sua resposta seria a mesma se a referido derrame tivesse também
afetado plantações situadas na Hungria e na Sérvia, com prejuízos estimados em 300.000,00€
e 500.000,00€, respetivamente?

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