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A História Sombria de Christian Chu

Christian Chu, nascido em Sydney, Austrália, tem uma infância marcada por eventos traumáticos, incluindo a morte de sua mãe e o comportamento perturbador de seu pai, que envolve experimentos com venenos e mutações. Após escapar de seu pai e retornar à Austrália, ele busca entender seu passado e se envolve em pesquisas sobre anomalias, levando-o a se conectar com a Fundação SCP. Agora, como Dr. Chris, ele investiga e estuda criaturas anômalas, refletindo sobre sua própria natureza e as consequências de suas ações.
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A História Sombria de Christian Chu

Christian Chu, nascido em Sydney, Austrália, tem uma infância marcada por eventos traumáticos, incluindo a morte de sua mãe e o comportamento perturbador de seu pai, que envolve experimentos com venenos e mutações. Após escapar de seu pai e retornar à Austrália, ele busca entender seu passado e se envolve em pesquisas sobre anomalias, levando-o a se conectar com a Fundação SCP. Agora, como Dr. Chris, ele investiga e estuda criaturas anômalas, refletindo sobre sua própria natureza e as consequências de suas ações.
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Christian “Evans” Chu

Nascimento: 09/09/1989 - Sidney, Austrália


Cabelo: Curto/médio e branco
Olhos: Olhos castanhos com manchas verdes (Hazel eyes with green fleeks)
Altura: 1,85cm
Peso: 75kg
OBS: Traços birraciais (Australiano-coreano), piercings nos lábios, alguns brincos nas duas orelhas, uma cicatriz na
jugular, sobrancelhas espessas, lábio superior menor e em forma de arco, sempre usa roupa preta e calças.

Em meados de 1980 uma mulher cujo os cabelos eram escuros como a


noite e a pele clara como a luz da lua conhece um rapaz cinco anos mais
velho, caucasiano com um forte sotaque e olhos tão verdes quanto uma
floresta tropical. Alguns anos depois, os dois se tornam três e bem vindo ao
mundo, Christian Chu. A criança era em parte albina, com sua pele tão
branca quanto a da mãe e os cabelos sem cor do pai,
1998 chegou e a Família Evans estava sendo apedrejada na porta de casa,
ao que tudo indica o pai XXXX Evans estava desaparecendo com os animais
da vizinhança, domésticos ou não, eles sumiram e para finalizar o
depoimento: sons estranhos provenientes da residência por volta das 03AM.
A senhora Chu por outro lado acreditava fielmente que seu marido não era
nenhum psicopata insano, porém não poderia estar mais errada, essa sua
crença cega lhe rendeu consequências irreversíveis.
Ao completar 10 anos, o pequeno Christian perde sua mãe por motivos
desconhecidos e é aí que tudo desanda. Evans decide se mudar para a Coreia
do Sul, nada mais justo para uma criança coreana nos bairros brancos da
Austrália. Então os dois descem no aeroporto de Seul e vão em direção a
cidade de Iksan, cidade natal da matriarca da família.

Estava descendo as escadas quando ouvi uma conversa na sala, meus pai
estava falando com alguns homens de terno, eles pareciam bem sérios e tinha
algumas caixas em mãos. Estranhei, lógico,mas resolvi voltar para o andar de
cima e deitar no topo da escada para ouvir em segurança aquela história.

– Sr. Evans, conseguimos a mutação que comentamos, vindas da austrália,


acho que terá interesse.

– Taipan? – Meu pai questiona com um tom de voz diferente do habitual.

– Sim, dois dos nossos foram mortos na busca. Fora esse detalhe trivial, a
missão foi realizada com sucesso.
– As “cobras” estão sedadas e deverão acordar em alguns dias. Infelizmente
só conseguimos dois exemplares, mas não achamos que houvessem muitos de
qualquer forma. – Uma voz diferente falou dessa vez.

– Certo, vamos até o subsolo. Poderão deixá-las lá. Vou providenciar um


viveiro para hoje a noite por precaução. – Meu pai falou e me surpreendi.
Subsolo? – Monroe, vá conferir o andar de cima por gentileza, pelo o que me
lembro, meu filho deverá estar dormindo, caso não esteja, pode sedá-lo e
trazê-lo.

Eu paralisei por alguns segundos antes de reagir e correr em passos


silenciosos até meu quarto deixando a porta como estava, antes de ser
acordado de madrugada pelas luzes que agora sei que vieram do carro desses
estranhos, deitei em minha cama com as luzes apagadas e deitei na mesma
posição em que acordei começando a respirar fundo. Foi o momento exato
em que uma sombra surgiu na porta, aquilo fez meu corpo estremecer, então
me mexi na cama como qualquer um fazia enquanto dormia e murmurei
qualquer coisa enquanto agarrava o travesseiro de boca aberta. O tal Monroe
fechou a porta e a trancou indo embora em passos pesados.
Sei que ainda tenho 11 anos, mas de uns anos pra cá, talvez antes da morte
da mamãe, ele começou a ficar estranho, meu pai passou a trancar minha
porta de madrugada e agir de maneira completamente indiferente a mim. Não
tenho muitas lembranças vívidas de momentos que não fossem assim. Da
escola para casa, de casa para a escola e conversas bizarras sobre como
algum tipo de veneno fechava algum canal respiratório em poucos segundos.
Comecei a aprender a temer aquele homem que vivia comigo, comecei a
andar mais devagar, a falar mais baixo, a concordar e apenas seguir suas
ordens. Para mim, um garoto de onze anos, isso me tirou várias noites de
sono,
Me levantei e peguei um caderno de anotações que havia dado início no
ano passado, misturava inglês e coreano básico junto com uma língua
inventada por mim, havia alguns desenhos fofos e até feinhos, meu pai não
implicaria com o que não entendia se ele imagina ser coisa de criança
solitária com todo aquele papo de amigo imaginário e criar alfabetos. Isso era
irrelevante para ele. Me coloquei abaixo da janela e comecei a anotar sobre
hoje, pondo os números que ouvi em ordem bagunçada e repetida entre coisas
aleatórias. Isso já estava se tornando corriqueiro.

Era, literalmente, minha festa de aniversário. Nada muito grande, apenas


alguns vizinhos, e algumas crianças aleatórias, comidas e bebidas surgiam ao
monte e como um “filho exemplar” eu resolvi não questionar. Nunca tivemos
tanto dinheiro, mas aquilo era realmente estranho. Anyway, a velha saiu dali
e meu pai me lançou um olhar indecifrável, por pouco eu não eu não comecei
a tremer. Estava ficando bom nisso!
Uma mulher de terno apareceu, do nada, ao lado do meu pai e sussurrou
algumas coisas em seu ouvido. Logo depois meu pai havia sumido de vista e
comecei a me sentir observado, como havia treinado: Fui até a mesa e roubei
alguns docinhos, brinquei e briguei com algumas crianças, soprei minhas
velas e fiquei triste quando todos foram embora. Uma criança normal.

– Filho? Acho que já deu sua hora de dormir. – Meu pai apareceu na cozinha,
também do nada.

– Claro! – Sorri largo e o encarei.

– O que?

– Obrigado pela festa, Papai. – Disse e sai correndo com a minha garrafinha
de água para o quarto.

Após minha descoberta sobre o subsolo, nunca mais tive a porta do meu
quarto trancada e nunca mais presenciei uma conversa como aquela antes.
Sinistro não? Foi o que pensei. Me deitei no chão e olhei o corredor por uma
pequena fresta, notei dois pés virados em minha direção, parados. Me
levantei quase automaticamente e encarei aquela madeira clara por um tempo
até começar a andar para trás, meu bloco de notas e minha caneta estavam no
bolso da calça, esbarrei na minha cama e o derrubei no chão quase
tropeçando. Depois disso foram segundos.
Um cara grande invadiu meu quarto e avançou até mim em pouco menos de
quatro passos, me agarrou pelo pescoço…
…eu caí
Depois
disso
borrão,
tudo apagou
e eu não sentia mais
meu corpo.

Quando me dei conta de que ainda estava vivo, também percebi que estava
envolto em alguma coisa de ferro que prendia meus braços ao meu corpo e
mantinha minha cabeça imóvel, aquilo era aterrorizante. Então eu o vi.

– As agulhas estão prontas? – Disse o homem muito parecido comigo ao


longe.

– Tudo pronto, Sr. Evans.

– Não vai doer nada, Christian. – Ele tinha um rosto sério e concentrado,
puxou uma alavanca ao meu lado e eu senti alguma coisa furando o meu
braço, até aí, suportável.

Mas pude sentir mais uma agulha no meu pulso, outra no pescoço, no
ombro, clavícula e coxa, foi nesse momento que eu percebi a ausência de
roupas. A essa altura eu já me encontrava gritando alto com todas as forças
do meu pulmão e foi ai que tudo parou e eu fui jogado num profundo
compartimento cheio de um líquido desconhecido por mim. Só que… Meus
olhos começaram a arder, minhas veias recém furadas pareciam que iam
explodir, minha cabeça começou a girar e meus sentidos foram jogados para
fora do meu cérebro numa velocidade chocante. Depois disso eu sequer
cogitei pensar em algo.

– Bom dia, Chris. – Ele abriu as cortinas da pequena sala, a luz forte invadiu
meus olhos que nem se moveram. – Amanhã é seu aniversário, sabia?
O encarei com a mesma frieza de ano e ri, ri incrédulo com toda aquela
situação, meu corpo já não era o mesmo, meu cérebro havia mudado
consideravelmente. Mas ainda questionava, contava e planejava nessa mente
fodida, como poderia me livrar daquilo.

– Quantos anos?

– Quinze. Vocês crescem tão rápido. – Ele afagou minha cabeça e


aproximou-se mais de mim. – E pra mostrar como eu sou um ótimo pai,
preparei um presente.

Esperei o pior, sempre se deve esperar o pior do Dr. Evans. E para a


surpresa de ninguém, recebi meu presente. Ele rodou uma lâmina com uma
das mãos livres e ergueu minha cabeça cortando minha jugular, recolheu meu
sangue e em pouco tempo, minha pele estava costurada, não consegui falar
por longos dias até que numa sexta feira ele apareceu novamente.
Era esgotante, humilhante, desconfortável. A última vez que dormi, deve
ter sido há duas semanas atrás e com sedativos, meu corpo adquiriu tiques
que antes não tinha, meu abdômen faz um som oco quando o toco, meu corpo
está gelado, opaco, meus de que ainda não caíram ele os quebrou ainda em
minha boca. Comecei a ouvir vozes, a falar sozinho. Que estado de
decadência.
Quatro meses se passaram, meu progenitor deveria estar na casa dos
cinquenta anos, seu rosto estava tomado em rugas e linhas de expressão e no
momento que ele se aproximou de mim com uma lâmina… Ele não pode
mais me conter, ele não havia conferido a minha contenção na noite passada,
isso me deu tempo para me livrar de uma parte considerável delas. Agarrei
seu pulso e o joguei no chão e tomei sua arma, em momento algum ele
deveria ter me treinado. Monroe não trabalhava mais para meu pai, eu havia
anotado mentalmente suas saídas e suas chegadas, Hoje ele estava só. Apenas
eu e ele naquele chão, suas mãos já não emitem mais nenhuma luz ou seja lá
o que fosse. Evans me arranhava e tirava pedaços de minha pele, uma dor
insignificante comparado com o que já havia sentido. O virei de costas e
respirei fundo com os olhos tomados por lágrimas e deixei meu corpo fazer o
trabalho.
Hoje eu estava livre.
Olhei para a poça de sangue e os olhos vazios daquele que um dia foi meu
pai e gritei o mais alto que pude com todo o meu âmago.
Eu confesso que não esperava voltar a Sidney. Era dois mil e cinco quando
pisei novamente naquela vizinhança… Eu gostaria muito de começar a
chorar, mas não consegui, não conseguia mais. Após sair da Coreia, precisava
de algumas respostas, então pensei em casa. A sala de estar estava igual nas
fotos, e por falar em fotos, várias fotos da “família” pela parede, pelos
cômodos.

– Desculpe mãe, mas você foi muito burra. Ou aquele cara era só um canalha
mesmo.

Depois de muito perambular pelo loteamento achei uma entrada no chão da


cozinha “Mas que surpresa!”. Abri a portinha com algumas ferramentas
enferrujadas e acendi uma lanterna fraca enquanto descia escada a baixo. Ao
ligar o interruptor mais próximo (o qual eu não faço ideia de como ainda
funcionava.), quase cai no chão com o que presenciei. Haviam corpos
separados em uma espécie de arara giratória, me aproximei relutante e
comecei a olhar as descrições, as placas tinham fotos de animais, seus nomes,
raças, donos, etc. Até chegar em uma amostra de corpo aberto. XXXX Evans
Chu. Que puta choque eu levei. Não passava nada na minha mente naquele
momento. Eu só tinha quinze anos. Quinze, por que eu não podia ser um
adolescente comum?
Depois desse episódio apenas resolvi guardá-lo no fundo do meu
subconsciente e tentar viver uma vida normal, na Austrália. E o fiz, fui em
busca da minha formação, só não esperava ser tão semelhante a Ele.

Treze anos depois estava nos EUA, sentado numa mesa oval erguendo a
mão para mais uma votação naquela manhã gelada. Eu fiz a escolha certa
quando resolvi comprar essas ações ainda novo, mas confesso que o dinheiro
é mais importante. Estava morando em Los Angeles quando vi uma
movimentação, era algo fora da minha imaginação até encará-la com mais
clareza enquanto algumas pessoas morriam… Eu já vi algo daquilo em algum
lugar. “Sidney” picou em minha mente e me lembrei muito vagamente de
alguns papéis do Dr. Evans. Mas o que seriam SCPs de fato e o que aquele
canalha estava fazendo com aquelas informações, claramente não continuei
olhando aquele possível SCP e sumi para minha casa. E se não for um caso
isolado? Posso procurar mais sobre, não posso?

A partir dali, Christian Chu passou seus anos não só investindo e


aumentando seu patrimônio líquido enquanto procurava mais sobre essas
anomalias, no Brasil, na Índia, no Japão, na China, etc. E vez ou outra se
pegava fazendo pesquisas confidenciais e contratando alguns funcionários
especiais, até descobrir alguns grupos como A Mão da Serpente, até chegar
na Fundação. E alguns SCPs que se tornaram bem úteis e um que até poderia
classificar como amigo, uma cobra Taipan de sua casa, aquilo era
reconfortante até certo ponto, talvez porque fossem iguais.. O Dr. Chris
matava algumas criaturas quando era necessário e as estudava quando tinha
interesse, mas precisava de mais, o que eram aquelas coisas, como surgiram,
como podia acabar com aquelas coisas ou até mesmo se fundir a elas. Era
intrigante demais. Precisava achar as respostas com as próprias mãos,
independente se elas carregavam sangue alheio ou se não estavam de acordo
com a moral ou algo parecido.

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