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Verificação de Endereço IPv6

O documento aborda o endereçamento IP, destacando a importância do IPv4 e IPv6 na comunicação entre hosts. Ele explora a estrutura dos endereços IP, a conversão entre notações binária e decimal, e a função da máscara de sub-rede na identificação de redes e hosts. Além disso, discute a Internet de Todas as Coisas (IoE) e a necessidade de um plano de endereçamento IP eficaz para a operação eficiente da rede.

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Verificação de Endereço IPv6

O documento aborda o endereçamento IP, destacando a importância do IPv4 e IPv6 na comunicação entre hosts. Ele explora a estrutura dos endereços IP, a conversão entre notações binária e decimal, e a função da máscara de sub-rede na identificação de redes e hosts. Além disso, discute a Internet de Todas as Coisas (IoE) e a necessidade de um plano de endereçamento IP eficaz para a operação eficiente da rede.

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Endereçamento IP

Introdução

O endereçamento é uma função principal de protocolos de camada de rede que permitem a comunicação
de dados entre os hosts, independentemente de hosts estarem na mesma rede ou em redes diferentes. O
Internet Protocol versão 4 (IPv4) e o Internet Protocol versão 6 (IPv6) fornecem o endereçamento
hierárquico de pacotes que transportam dados.

Projetar, implementar e gerenciar um plano de endereçamento IP eficaz assegura que a rede opere com
eficácia e eficiência.

Este capítulo examina em detalhes a estrutura dos endereços IP e sua aplicação à construção e teste de
redes e sub-redes IP.

A Internet de Todas as Coisas

Se a natureza, o tráfego, o transporte, a rede e a exploração de espaço dependessem do


compartilhamento de informações digitais, como a informação seria identificada da origem até o destino?

Nesta atividade, você vai começar a pensar não apenas no que será identificado no mundo IoE, mas
também em tudo que será abordado no mesmo mundo!

• Leia a fonte do blog/notícias fornecida por John Chambers em relação à Internet de Todas as
Coisas – IoE –[Link] Veja o vídeo que está localizado
abaixo dessa página.

• Em seguida, acesse a página principal do IoE –[Link]


here/[Link]. Clique em uma categoria que interessa a você.

• Veja o vídeo, o blog, ou o .pdf que pertence à sua categoria de IoE.

• Escreva 5 comentários ou perguntas sobre o que você viu ou leu – compartilhe com a classe.

Atividade em aula – Instruções da Internet de Todas as Coisas (IoE)

Endereços de rede IPv4


Estrutura de endereço IPv4

Para entender a operação dos dispositivos na rede, precisamos ver os endereços e outros dados da
forma que os dispositivos fazem – em notação binária. A notação binária é uma representação de
informações usando apenas o um e o zero. Os computadores se comunicam usando dados binários. Os
dados binários podem ser usados para representar muitas formas diferentes de dados. Por exemplo,
quando você digita letras em um teclado, as letras aparecem na tela de uma forma que você pode ler e
entender; no entanto, o computador converte cada letra em uma série de dígitos binários para
armazenamento e transporte. Para converter as letras, o computador usa o código americano padrão de
troca de informações (ASCII).

Usando o ASCII, a letra “A” é representada na forma de bit como: 01000001, enquanto a letra minúscula
“a” é representada na forma de bit como 01100001. Use o conversor ASCII na figura 1 para converter
caracteres ASCII em binários.

Embora geralmente não seja necessário que as pessoas se preocupem com a conversão binária de
letras, é necessário entender o uso de binário para endereçamento IP. Cada dispositivo em uma rede
deve ser identificado exclusivamente usando um endereço binário. Em redes IPv4, esse endereço é
representado usando uma sequência de 32 bits (0s e 1s). Na camada de rede, os pacotes incluem essa
informação de identificação exclusiva para os sistemas origem e destino. Portanto, em uma rede IPv4,
cada pacote inclui um endereço origem de 32 bits e um endereço destino de 32 bits no cabeçalho da
camada 3.

Para a maioria das pessoas, uma sequência de 32 bits é difícil de interpretar e ainda mais difícil de
lembrar. Portanto, representamos endereços IPv4 usando o formato decimal em vez do binário. Isso quer
dizer que olharemos para cada byte (octeto) como número decimal no intervalo de 0 a 255. Para entender
como isso funciona, precisamos ter alguma habilidade na conversão binário para decimal.

Notação Posicional

Aprender a converter de binário para decimal exige entendimento de matemática de um sistema chamado
de notação posicional. A notação posicional significa que um dígito representa valores diferentes
dependendo da posição que o dígito ocupa. Em um sistema de notação posicional, a base do número é
chamada de raiz. No sistema com base dez, a raiz é 10. No sistema binário usamos uma raiz de 2. Os
termos raiz e base podem ser usados de forma intercambiável. Mais especificamente, o valor que o dígito
representa é esse valor multiplicado pela potência da base, ou raiz, representada pela posição que o
dígito ocupa. Alguns exemplos vão ajudar a esclarecer como esse sistema funciona.

Para o número decimal 192, o valor que o 1 representa é 1*10^2 (1 vezes 10 elevado à potência de 2). O
1 está no que costumamos chamar de posição das centenas. A notação posicional se refere a essa
posição como a posição de base^2, pois a base, ou raiz, é 10 e a potência é 2. O 9 representa 9*10^1 (9
vezes 10 elevado à potência de 1). A notação posicional para o número decimal 192 é mostrada na figura
2.

Usando a notação posicional no sistema de numeração de base 10, 192 representa:

192 = (1 * 10^2) + (9 * 10^1) + (2 * 10^0)

ou

192 = (1 * 100) + (9 * 10) + (2 * 1)

No IPv4, os endereços são números binários de 32 bits. Entretanto, para facilidade de uso por pessoas,
os padrões binários que representam endereços IPv4 são expressos como decimais pontuados. Isso é
feito primeiro separando cada byte (8 bits) do padrão binário de 32 bits, chamado octeto, com um ponto. É
chamado de octeto porque cada número decimal representa um byte ou 8 bits.

O endereço binário:

11000000 10101000 00001010 00001010

é expresso em decimal pontuado como:

[Link]

Na figura 1, selecione cada botão para ver como o endereço binário de 32 bits é representado em octetos
decimais com pontos.

Mas como os equivalentes decimais são determinados?

Sistema de Numeração Binário

No sistema de numeração binário a raiz é 2. Portanto, cada posição representa potências crescentes de
2. Em números binários de 8 bits, as posições representam estas quantidades:
2^7 2^6 2^5 2^4 2^3 2^2 2^1 2^0

128 64 32 16 8 4 2 1

O sistema de numeração de base 2 só tem dois dígitos: 0 e 1.

Quando interpretamos um byte como número decimal, temos a quantidade que a posição representa se o
dígito for 1 e não temos a quantidade se o dígito for 0, como mostrado na figura 1.

A figura 2 ilustra a representação do número decimal 192 em binário. O 1 em uma certa posição significa
que adicionamos esse valor ao total. Um 0 significa que não adicionamos esse valor. O número binário
11000000 tem um 1 na posição 2^7 (valor decimal 128) e um 1 na posição 2^6 (valor decimal 64). Os bits
restantes são todos 0s, por isso não adicionamos os valores decimais correspondentes. O resultado da
adição 128+64 é 192, equivalente decimal de 11000000.

Aqui estão dois exemplos:

Exemplo 1: um octeto que contém tudo 1s: 11111111

Um 1 em cada posição significa que acrescentamos o valor daquela posição ao total. Tudo significa que
os valores de cada posição são incluídos no total, portanto, o valor de tudo 1s em um octeto é 255.

128 + 64 + 32 + 16 + 8 + 4 + 2 + 1 = 255

Exemplo 2: um octeto que contém tudo 0s: 00000000

Um 0 em cada posição indica que o valor para aquela posição não está incluído no total. Um 0 em cada
posição dá um total de 0.

0+0+0+0+0+0+0+0=0

Uma combinação diferente de uns e zeros dará um valor decimal diferente.

Cada octeto é composto de 8 bits e cada bit tem um valor 0 ou 1. Os quatro grupos de 8 bits têm o
mesmo conjunto de valores válidos no intervalo de 0 a 255, inclusive. O valor de cada posição de bit, da
direita para a esquerda é 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64 e 128.

Determine o valor do octeto adicionando os valores das posições onde houver um binário 1.

• Se há um 0 em uma posição, não adicione o valor.

• Se todos os 8 bits são 0s, 00000000, o valor do octeto é 0.

• Se todos os 8 bits são 1s, 11111111, o valor do octeto é 255 (128+64+32+16+8+4+2+1)

• Se os 8 bits são misturados, os valores são somados. Por exemplo, o octeto 00100111 tem um
valor de 39 (32+4+2+1).

O valor de cada um dos quatro octetos pode variar entre 0 e um máximo de 255.

Usando o endereço IPv4 de 32 bits, 11000000101010000000101000001010, converta a representação


binária em decimal pontuado usando as seguintes etapas:

Etapa 1. Divida os 32 bits em 4 octetos.


Etapa 2. Converta cada octeto para decimal.

Etapa 3. Acrescente um “ponto” entre cada decimal.

Clique em Reproduzir na figura para ver como um endereço binário é convertido em decimal pontuado.

Além de poder converter de binário para decimal, também é necessário entender como converter decimal
para binário.

Como representamos endereços IPv4 usando o formato decimal pontuado, apenas é necessário que
examinemos o processo de conversão de binário de 8 bits para os valores decimais de 0 a 255 para cada
octeto em um endereço IPv4.

Para começar o processo de conversão, começamos determinando se o número decimal é igual ou maior
que nosso maior valor decimal representado pelo bit mais significativo. Na posição mais alta,
determinamos se o número do octeto é igual ou maior que 128. Se o número do octeto for menor que
128, colocamos um 0 na posição do bit do valor decimal 128 e passamos para a posição do bit do valor
decimal 64.

Se o número do octeto na posição do bit do valor decimal 128 for maior ou igual a 128, colocamos um 1
na posição do bit do valor decimal 128 e subtraímos 128 do número do octeto que está sendo convertido.
Comparamos o restante dessa operação com o próximo valor menor, 64. Continuamos esse processo em
todas as posições de bit restantes.

Clique nas figuras 1-6 para ver o processo de conversão de 168 ao equivalente binário de 10101000.

Siga os passos de conversão nas figuras para ver como um endereço IP é convertido para binário.

Figura 1: Converter 192 em binário.

Figura 2: Converter 168 em binário.

Figura 3: Converter 10 em binário.

Figura 4: Converter 10 em binário.

Figura 5: Junte os octetos convertidos começando com o primeiro octeto.

Endereços de rede IPv4


Máscara de sub-rede IPv4

A compreensão da notação binária é importante ao determinar se dois hosts estão na mesma rede.
Lembre-se de que um endereço IP é um endereço hierárquico que é composto por duas partes: uma
porção de rede e uma porção de host. Mas quando a porção de rede é comparada com a porção de host,
é preciso analisar, não o valor decimal, mas no fluxo de 32 bits. Dentro do fluxo de 32 bits, uma porção
dos bits forma a rede e uma porção dos bits compõe o host.

Os bits na porção de rede do endereço devem ser iguais em todos os dispositivos que residem na mesma
rede. Os bits na porção do host do endereço devem ser exclusivos para identificar um host específico
dentro de uma rede. Se dois hosts tiverem o mesmo padrão de bits na porção de rede especificada do
fluxo de 32 bits, esses dois hosts residirão na mesma rede.

Mas como os hosts sabem qual porção dos 32 bits é a rede e qual é o host? Esse é a função da máscara
de sub-rede.
Quando um host IP é configurado, uma máscara de sub-rede é atribuída juntamente com um endereço IP.
Como o endereço IP, a máscara de sub-rede é de 32 bits. A máscara de sub-rede sinaliza qual parte do
endereço IP é rede e qual parte é host.

A máscara de sub-rede é comparada ao endereço IP da esquerda para a direita, bit por bit. Os 1s na
máscara de sub-rede representam a porção de rede; os 0s representam a porção de host. Como
mostrado na Figura 1, a máscara de sub-rede é criada ao colocar o binário 1 em cada posição de bit que
representa a porção da rede e ao colocar o binário 0 em cada posição de bit que representa a porção de
host. Observe que a máscara de sub-rede não contém realmente a porção de rede ou de host de um
endereço IPv4, ela apenas informa ao computador onde procurar essas porções em um endereço IPv4
especificado.

Semelhante aos endereços IPv4, a máscara de sub-rede é representada no formato decimal com pontos
para facilidade de uso. A máscara de sub-rede é configurada em um dispositivo de host, em conjunto com
um endereço IPv4 e é necessária para que o host possa determinar à qual rede pertence. A figura 2
mostra as máscaras de sub-rede válidas de um octeto IPv4.

Prefixos de Rede

O comprimento do prefixo é uma outra forma de expressar a máscara de sub-rede. O comprimento do


prefixo é o conjunto do número de bits definido como 1 na máscara de sub-rede. Escreve-se em “notação
de barra”, uma “/”, seguida pelo número de bits definido como 1. Por exemplo, se a máscara de sub-rede
for [Link], existem 24 bits definidos como 1 na versão binária da máscara de sub-rede, de modo
que o tamanho do prefixo seja de 24 bits ou /24. O prefixo e a máscara de sub-rede são modos diferentes
de representar a mesma coisa – a porção de rede de um endereço.

Nem sempre se designa um prefixo /24 às redes. Dependendo do número de hosts na rede, o prefixo
designado pode ser diferente. Ter um número de prefixo diferente muda o intervalo do host e o endereço
de broadcast de cada rede.

A figura ilustra prefixos diferentes usando o mesmo endereço de [Link]. A figura 1 ilustra os prefixos de
/24 a /26. A figura 2 ilustra os prefixos de /27 a /28.

Note que o endereço de rede pode continuar o mesmo, mas o intervalo de host e o endereço de
broadcast são diferentes para tamanhos de prefixo diferentes. Nas figuras, você pode ver que o número
de hosts que podem ser endereçados em rede também muda.

Existem três tipos de endereços dentro do intervalo de endereço de cada rede IPv4:

• Endereço de rede

• Endereços de host

• Endereço de broadcast

Endereço de Rede

O endereço de rede é um modo padrão de se referir a uma rede. A máscara de sub-rede ou o


comprimento do prefixo também podem ser utilizados para se referir ao endereço de rede. Por exemplo, a
rede mostrada na Figura 1 pode ser chamada de rede [Link], rede [Link] [Link] ou
[Link]/24. Todos os hosts na rede [Link]/24 terão os mesmos bits da porção de rede.

Como mostrado na Figura 2, dentro do intervalo de endereços IPv4 de uma rede, o primeiro endereço é
reservado para o endereço de rede. Esse endereço tem um 0 para cada bit de host na porção host do
endereço. Todos os hosts na rede compartilham o mesmo endereço de rede.
Endereço do host

Todo dispositivo final precisa de um endereço exclusivo para se comunicar na rede. Nos endereços IPv4,
os valores entre o endereço de rede e o endereço de broadcast podem ser designados aos dispositivos
finais em uma rede. Como mostrado na Figura 3, esse endereço tem qualquer combinação de bits 0 e 1
na porção host do endereço mas não pode conter todos os bits 0 ou todos os bits 1.

Endereço de Broadcast

O endereço de broadcast IPv4 é um endereço especial de cada rede que permite a comunicação com
todos os hosts naquela rede. Para enviar dados imediatamente a todos os hosts de uma vez, um host
pode enviar um único pacote que é endereçado para o endereço de broadcast da rede e cada host da
rede que recebe esse pacote processará seu conteúdo.

O endereço de broadcast usa o endereço mais alto no intervalo da rede. Esse é o endereço no qual os
bits na porção host são todos 1s. Tudo 1s em um octeto na forma binária é igual ao número 255 em
formato decimal. Portanto, como mostrado na Figura 4, na rede [Link]/24, na qual o último octeto é
usado para uma porção de host, o endereço de broadcast seria [Link]. Observe que a porção de host
não será sempre um octeto completo. Esse endereço também é chamado de broadcast direcionada.

Para garantir que a todos os hosts em uma rede sejam atribuídos um endereço IP exclusivo dentro do
intervalo de rede, é importante identificar o primeiro e o último endereços de host. Hosts em uma rede
podem ter endereços IP atribuídos nesse intervalo.

Primeiro Endereço de Host

Como ilustrado na Figura 1, a porção de host do primeiro endereço de host conterá todos os 0 bits com
um bit 1 no bit de ordem mais baixa ou no bit mais à direita. Esse endereço é sempre o endereço de rede
mais 1. Nesse exemplo, o primeiro endereço de host na rede [Link]/24 é [Link]. É comum em muitos
esquemas de endereçamento usar o primeiro endereço de host como endereço do roteador ou do
gateway padrão.

Último Endereço de Host

A porção de host do último endereço de host conterá 1s e um 0 na ordem mais baixa ou no bit mais à
direita. Esse endereço sempre é uma unidade menor que o endereço de broadcast. Como ilustrado na
Figura 2, o último endereço de host na rede [Link]/24 é [Link].

Quando um endereço IPv4 é atribuído a um dispositivo, ele usa a máscara de sub-rede para determinar o
endereço de rede ao qual o dispositivo pertence. O endereço de rede é o endereço que representa todos
os dispositivos na mesma rede.

Ao enviar os dados da rede, o dispositivo usa essas informações para determinar se ele pode enviar
pacotes localmente ou se deverá enviar os pacotes para um gateway padrão para a entrega remota.
Quando um host envia um pacote, ele compara a porção de rede de seu próprio endereço IP à porção de
rede do endereço IP destino, com base nas máscaras de sub-rede. Se os bits de rede corresponderem, o
host origem e destino estarão na mesma rede e o pacote poderá ser entregue localmente. Se eles não
corresponderem, o host origem encaminhará o pacote ao gateway padrão para ser enviado para a outra
rede.

Operação com AND

O AND é uma das três operações binárias básicas usadas na lógica digital. As outras duas são OR e
NOT. Embora as três sejam usadas em redes de dados, AND é usado para determinar o endereço de
rede. Portanto, nossa análise se limitará ao AND lógico. O AND lógico é a comparação de dois bits que
dá os seguintes resultados:
1 AND 1 = 1 (Figura 1)

0 AND 1 = 0 (Figura 2)

0 AND 0 = 0 (Figura 3)

0 AND 0 = 4 (Figura 1)

A operação AND é realizada, bit por bit, entre o endereço de host IPv4 e a sua máscara de sub-rede para
determinar o endereço de rede ao qual o host é associado. Quando o AND bit a bit é realizado entre o
endereço e a máscara de sub-rede, o resultado é o endereço de rede.

Qualquer AND realizado entre um bit de endereço e um bit com valor 1 da máscara de rede resultará no
valor do bit original do endereço. Assim, um 0 (do endereço IPv4) AND 1 (da máscara de sub-rede) é 0.
Assim, um 1 (do endereço IPv4) AND 1 (da máscara de sub-rede) é 1. Assim, um AND entre qualquer
coisa e um 0 resulta em um 0. Essas propriedades do AND são utilizadas com a máscara de sub-rede
para “mascarar” os bits do host de um endereço IPv4. O AND é realizado entre cada bit do endereço e o
bit correspondente da máscara de sub-rede.

Visto que todos os bits da máscara de sub-rede que representam bits de host são 0s, a porção de host do
endereço de rede resultante só tem 0s. Lembre que um endereço IPv4 só com 0s na porção de host
representa o endereço de rede.

Da mesma maneira, todos os bits da máscara de sub-rede que indicam a porção de rede são 1s. Quando
um AND é realizado entre cada um desses 1s e o bit do endereço correspondente, os bits resultantes são
idênticos aos bits do endereço original.

Como mostrado na figura, os bits 1 na máscara de sub-rede resultarão na porção de rede do endereço de
rede que tem os mesmos bits da porção de rede do host. A porção de host do endereço de rede resultará
em 0s.

Para um determinado endereço IP e sua sub-rede, o AND pode ser usado para determinar à qual sub-
rede o endereço pertence, bem como quais outros endereços pertencem à mesma sub-rede. Lembre-se
de que se dois endereços estão na mesma rede ou sub-rede, eles são considerados locais entre si e
portanto podem se comunicar diretamente. Os endereços que não estão na mesma rede ou sub-rede são
considerados remotos entre si e portanto devem ter um dispositivo de camada 3 (como um roteador ou
um switch de camada 3) entre eles para se comunicar.

Na verificação/solução de problemas da rede, muitas vezes precisamos determinar se dois hosts estão na
mesma rede local. Precisamos determinar isso da perspectiva dos dispositivos de rede. Devido à
configuração inadequada, um host pode se ver numa rede da qual não se tencionava que ele fizesse
parte. Isso pode criar uma operação que parece errática a menos que se diagnostique o problema ao
examinar os processos de AND usados pelo host.

Nesse laboratório, você atingirá os seguintes objetivos:

• Parte 1: Acesso à Calculadora do Windows

• Parte 2: Converter entre os sistemas numéricos

• Parte 3: Converter endereços IPv4 de host e máscaras de sub-rede para binário

• Parte 4: Determinar o número de hosts em uma rede usando potência de 2

• Parte 5: Converter endereços MAC e endereços IPv6 para binário


Laboratório – Uso da calculadora do Windows com endereços de rede

esse laboratório, você atingirá os seguintes objetivos:

• Parte 1: Converter endereços IPv4 de decimal pontuada para binária

• Parte 2: Usar operação AND Bitwise para determinar endereços de rede

• Parte 3: Aplicar cálculos de endereço de rede

Laboratório – Conversão de endereços IPv4 em binário

Endereços de rede IPv4


Unicast, broadcast, multicast IPv4

Endereços para Dispositivos de Usuário

Na maioria das redes de dados, a maior população de hosts inclui os dispositivos finais, como PCs,
telefones IP, impressoras e PDAs. Visto que essa população representa o maior número de dispositivos
dentro de uma rede, o maior número de endereços precisa ser alocado a esses hosts. Esses hosts são
endereços IP atribuídos do intervalo de endereços disponível na rede. Os endereços IP podem ser
atribuídos estática ou dinamicamente.

Atribuição estática

Com uma atribuição estática, o administrador de rede deve configurar manualmente as informações da
rede para um host. A Figura 1 mostra a janela para as propriedades do adaptador de rede. Para
configurar um endereço IPv4 estático, escolha IPv4 na tela do adaptador de rede e então introduza o
endereço, a máscara de sub-rede e o gateway padrão estáticos. A Figura 2 mostra a configuração
estática mínima: o endereço IP do host, máscara de sub-rede e o gateway padrão.

Existem várias vantagens no endereçamento estático. Por exemplo, são úteis para impressoras,
servidores e outros dispositivos de rede que não alterem o local com frequência e não precisam ser
acessíveis aos clientes na rede baseado em um endereço IP fixo. Se os hosts normalmente acessam um
servidor num determinado endereço IP, haveria problemas se esse endereço mudasse. Além disso, a
designação estática de informações de endereçamento pode fornecer maior controle dos recursos da
rede. Por exemplo, é possível criar filtros de acesso com base no tráfego para e de um endereço IP
específico. No entanto, o endereçamento estático pode levar muito tempo para ser inserido em cada host.

Ao usar o endereçamento IP estático, é necessário manter uma lista exata de designação de endereços
IP para cada dispositivo. Esses são endereços permanentes e normalmente não são reutilizados.

Atribuição dinâmica

Em redes locais, é geralmente o caso em que a população de usuários muda frequentemente. Novos
usuários podem chegar com laptops e precisar de uma conexão. Outros têm estações de trabalho novas
ou outros dispositivos de rede, como smartphones, que precisam ser conectados. Em vez de fazer com
que o administrador de rede atribua endereços IP em cada estação de trabalho, é mais eficiente ter
endereços IP atribuídos automaticamente. Isso é feito usando um protocolo conhecido como Dynamic
Host Configuration Protocol (DHCP), como mostrado na Figura 1.

O DHCP ativa a designação automática de informações de endereçamento, como endereço IP, máscara
de sub-rede, gateway padrão e outras informações de configuração. A configuração do servidor DHCP
requer que um bloco de endereços, chamado de pool de endereços, seja usado para atribuído aos
clientes DHCP em uma rede. Os endereços atribuídos para esse pool devem ser planejados para que
excluam todos os endereços estáticos usados por outros dispositivos.

O DHCP em geral é o método preferido de designação de endereços IPv4 para hosts em redes grandes
porque reduz a carga sobre a equipe de suporte da rede e praticamente elimina erros de entrada.

Outro benefício do DHCP e que o endereço não é permanentemente designado a um host, mas é só
“alugado” por um período. Se o host é desligado ou retirado da rede, o endereço retorna ao conjunto para
ser reutilizado. Essa característica é especialmente útil para usuários móveis que entram e saem da rede.

Se o DHCP estiver ativado em um dispositivo do host, o comando ipconfigpoderá ser usado para
visualizar informações de endereço IP atribuídas pelo servidor DHCP, como mostrado na Figura 2.

Em uma rede IPv4, os hosts podem se comunicar de um de três modos:

• Unicast – O processo de envio de um pacote de um host para um host individual

• Broadcast – O processo de envio de um pacote de um host para todos os hosts na rede

• Multicast – O processo de envio de um pacote de um host para um grupo de hosts selecionados,


possivelmente em redes diferentes

Esses três tipos de comunicação são usados para fins diferentes nas redes de dados. Em todos os três
casos, o endereço IPv4 do host origem é colocado no cabeçalho do pacote como endereço fonte.

Tráfego Unicast

A comunicação Unicast é usada como uma comunicação normal de host a host tanto em redes
cliente/servidor e ponto-a-ponto. Os pacotes Unicast usam os endereços do dispositivo destino como o
endereço destino e podem ser roteados por meio de uma rede interconectada.

Toque a animação para ver um exemplo de transmissão unicast.

Numa rede IPv4, os endereços unicast aplicados a um dispositivo final é chamado de endereço de host.
Para comunicação unicast, os endereços de host atribuídos aos dois dispositivos finais são usados como
endereços IPv4 origem e destino. Durante o processo de encapsulamento, o host origem coloca seu
endereço IPv4 no cabeçalho do pacote unicast como endereço do host origem e o endereço IPv4 do host
destino no cabeçalho do pacote como endereço destino. Independentemente do destino especificado de
um pacote for um unicast, broadcast ou multicast; o endereço origem de qualquer pacote é sempre o
endereço unicast do host origem.

Observação: nesse curso, todas as comunicações entre os dispositivos são comunicações unicast, a
menos que outra coisa seja observada.

Os endereços de host IPv4 são endereços unicast e estão no intervalo de endereço de [Link] a
[Link]. Entretanto, dentro desse intervalo há muitos endereços que já são reservados para fins
especiais. Esses endereços para fins especiais serão discutidos mais adiante neste capítulo.

Transmissão de Difusão

O tráfego de broadcast é usado para enviar pacotes a todos os hosts na rede utilizando o endereço de
broadcast da rede. Com um broadcast, o pacote contém um endereço IP destino que só tem números um
(1s) na porção de host. Isso significa que todos os hosts naquela rede local (domínio de broadcast)
receberão e verificarão o pacote. Muitos protocolos de rede, como o DHCP, utilizam broadcasts. Quando
um host recebe um pacote enviado para o endereço de broadcast da rede, o host processa o pacote
como um pacote endereçado ao seu endereço de unicast.
Alguns exemplos de uso de transmissão de broadcast são:

• Mapear os endereços da camada superior para os endereços da camada inferior.

• Solicitar um endereço

• Diferentemente do unicast, em que os pacotes podem ser roteados por todas as redes
interconectadas, os pacotes de broadcast em geral são restritos à rede local. Essa restrição
depende da configuração do roteador do gateway e do tipo de broadcast. Há dois tipos de
broadcasts: broadcast direcionada e broadcast limitada.

Broadcast direcionada

Uma broadcast direcionada é enviada para todos os hosts em uma rede específica. Esse tipo de
broadcast é útil para enviar uma broadcast para todos os hosts numa rede não local. Por exemplo, em um
host fora da [Link]/24 para se comunicar com todos os hosts nessa rede, o endereço destino do
pacote seria [Link]. Embora os roteadores não encaminhem difusões direcionadas por padrão,
podem ser configurados para fazer isso.

Broadcast limitada

A broadcast limitada é usada para comunicação que é limitada a hosts da rede local. Esses pacotes
sempre usam um endereço IPv4 destino [Link]. Os roteadores não encaminham uma
broadcast limitada. Por essa razão, uma rede IPv4 também é conhecida como domínio de broadcast. Os
roteadores foram a fronteira para um domínio de broadcast.

Como exemplo, um host dentro da rede [Link]/24 poderia fazer a broadcast de todos os hosts em
sua rede usando um pacote com um endereço destino [Link].

Reproduza a animação para ver um exemplo de transmissão de broadcast.

Quando um pacote é transmitido por broadcast, ele usa recursos da rede e faz com que cada host
receptor na rede processe o pacote. Portanto, o tráfego de broadcast deve ser limitado para que não
tenha um efeito prejudicial no desempenho da rede ou dos dispositivos. Visto que os roteadores separam
domínios de broadcast, subdividir as redes com tráfego excessivo de difusão pode melhorar o
desempenho da rede.

Transmissão Multicast

A transmissão multicast é projetada para preservar a largura de banda da rede IPv4. Ela reduz o tráfego
permitindo que um host envie um único pacote a um conjunto de hosts selecionados que fazem parte de
um grupo de multicast assinantes. Para alcançar múltiplos hosts destino usando a comunicação unicast,
um host fonte teria que enviar um pacote individual endereçado para cada host. Com multicast, host fonte
pode enviar um único pacote que pode atingir milhares de hosts destino. A responsabilidade das redes
interconectadas é replicar os fluxos multicast em uma maneira eficiente de modo que atinjam somente os
destinatários pretendidos.

Alguns exemplos de transmissão multicast são:

• Transmissões de vídeo e áudio

• Roteamento de troca de informações por protocolos de roteamento

• Distribuição de software

• Jogos remotos
Endereços Multicast

O IPv4 tem um bloco de endereços reservados para lidar com grupos multicast. Essa faixa de endereços
é [Link] a [Link]. O intervalo de endereços multicast é subdividido em diferentes tipos de
endereço: endereços link local reservados e endereços globalmente restritos. Um tipo adicional de
endereço multicast são os endereços restritos pelo administrador, também chamados de endereços
restritos e limitados.

Os endereços multicast IPv4 de [Link] a [Link] são endereços link local reservados. Esses
endereços são usados para grupos multicast em uma rede local. Um roteador conectado à rede local
reconhece que esses pacotes sejam abordadas em um grupo multicast local de conexão e não os
encaminha mais. Um uso típico de endereços locais de conexão reservados está nos protocolos de
roteamento usando a transmissão multicast para trocar informações de roteamento.

Os endereços globalmente restritos são de [Link] a [Link]. Eles podem ser usados para
dados multicast pela Internet. Por exemplo, [Link] foi reservado para o Network Time Protocol (NTP) a
fim de sincronizar os relógios com a hora do dia em dispositivos de rede.

Clientes Multicast

Os hosts que querem receber determinados dados multicast são chamados de clientes multicast. Os
clientes multicast usam serviços solicitados por um programa cliente para fazer a inscrição no grupo
multicast.

Cada grupo multicast é representado por um único endereço multicast destino IPv4. Quando um host IPv4
se inscreve em um grupo multicast, o host processa os pacotes endereçados a esse endereço multicast e
pacotes endereçados a seu endereço unicast com alocação exclusiva.

A animação demonstra os clientes aceitando pacotes multicast.

Esta atividade examinará o comportamento do unicast, broadcast e multicast. A maior parte do tráfego em
uma rede é unicast. Quando um PC envia uma echo request ICMP a um roteador remoto, o endereço
origem no cabeçalho do pacote IP é o endereço IP do PC de envio. O endereço destino no cabeçalho do
pacote IP é o endereço IP da interface no roteador remoto. O pacote é enviado somente ao destino
pretendido.

Usando o comando ping ou o recurso Adicionar PDU complexo do Packet Tracer, você pode fazer ping
diretamente em endereços de broadcast para ver o tráfego de broadcast.

No tráfego de multicast, você verá o tráfego do EIGRP. O EIGRP é utilizado pelos roteadores Cisco para
trocar informações de roteamento entre roteadores. Os roteadores que usam o EIGRP enviam os pacotes
para o endereço multicast [Link], que representa o grupo de roteadores EIGRP. Embora esses
pacotes sejam recebidos por outros dispositivos, são descartados na camada 3 por todos os dispositivos
exceto os roteadores EIGRP, sem outro processamento necessário.

Packet Tracer – Instruções de tráfego de investigação unicast, broadcast e multicast

Packet Tracer – Investigação unicast, broadcast e multicast – PKA

Endereços de rede IPv4


Tipos de endereços IPv4

Embora a maioria dos endereços de host IPv4 sejam endereços públicos designados para uso em redes
que são acessíveis pela Internet, há blocos de endereços que são usados em redes que precisam acesso
limitado ou nenhum acesso à Internet. Esses endereços são chamados de endereços privativos.
Endereços Particulares

Os blocos de endereços particulares são:

[Link] a [Link] ([Link]/8)

[Link] a [Link] ([Link]/12)

[Link] a [Link] ([Link]/16)

Os endereços privativos são definidos no RFC 1918, alocação de endereço de Internet privada, e
algumas vezes chamados de endereços RFC 1918. Os blocos de endereço do espaço particular, como
mostrado na figura, são em redes privadas usadas. Hosts que não requerem acesso à Internet poderão
usar endereços particulares. No entanto, dentro da rede privada, os hosts ainda exigem endereços IP
exclusivos no espaço privado.

Muitos hosts em redes diferentes podem usar os mesmos endereços de espaço particular. Os pacotes
que usam esses endereços como fonte ou destino não devem aparecer na Internet pública. O roteador ou
dispositivo de firewall no perímetro dessas redes particulares deve bloquear ou converter esses
endereços. Mesmo que esses pacotes escapassem para a Internet, os roteadores não teriam rotas para
as quais encaminhá-los para a rede particular adequada.

No RFC 6598, o IANA reservou outro grupo de endereços conhecidos como o espaço de endereço
compartilhado. Semelhante ao espaço de endereço privado RFC 1918, os endereços de espaço de
endereço compartilhado não são roteáveis globalmente. Entretanto, esses endereços são destinados
somente para uso em redes de provedores de serviços. O bloco de endereços é compartilhado
[Link]/10.

Endereços Públicos

A vasta maioria dos endereços no intervalo de host unicast IPv4 são endereços públicos. Esses
endereços são projetados para serem usados nos hosts que são acessíveis publicamente a partir da
Internet. Mesmo nesses blocos de endereços IPv4, há muitos endereços que foram atribuídos a outros
fins especiais.

Há alguns endereços que não podem ser atribuídos a hosts. Há também endereços especiais que podem
ser atribuídos a hosts, mas com restrições sobre como esses hosts podem interagir com a rede.

Endereços de rede e de broadcast

Como explicado antes, dentro de cada rede o primeiro e o último endereços não podem ser designados a
hosts. Esses são o endereço de rede e o endereço de broadcast, respectivamente.

Loopback

Um desses endereços reservados é o endereço de loopback IPv4 [Link]. O loopback é um endereço


especial que os hosts usam para direcionar o tráfego para si mesmos. O endereço de loopback cria um
método de atalho para aplicações e serviços TCP/IP que rodam no mesmo dispositivo para se
comunicarem com outros. Usando um endereço de loopback em vez dos endereços de host designados
IPv4, dois serviços no mesmo host podem se desviar das camadas inferiores da pilha TCP/IP. Também é
possível fazer um ping do endereço de loopback para testar a configuração do TCP/IP no host local.

Embora apenas um único endereço [Link] seja usado, os endereços [Link] a [Link] são
reservados. Qualquer endereço dentro desse bloco executará o loop dentro do host local. Nenhum
endereço dentro desse bloco deve aparecer em qualquer rede.
Endereços link local

Os endereços IPv4 no bloco de endereços de [Link] a [Link] ([Link]/16) são


atribuídos como endereços link local. Esses endereços podem ser automaticamente designados ao host
local pelo sistema operacional nos ambientes em que não houver configuração IP disponível. Isso pode
ser usado como uma pequena rede ponto-a-ponto ou por um host que não conseguiu obter
automaticamente um endereço do servidor de protocolo DHCP.

A comunicação usando os endereços link local IPv4 só é adequada para comunicação com outros
dispositivos conectados à mesma rede, como mostrado na figura. Um host não deve enviar um pacote
com um endereço destino local de conexão IPv4 para nenhum roteador para envio e deve configurar o
IPv4 TTL desses pacotes para 1.

Os endereços link local não fornecem serviços fora da rede local. Contudo, muitas aplicações
cliente/servidor e ponto-a-ponto operam adequadamente com endereços link local IPv4.

Endereços TEST-NET

O bloco de endereços [Link] a [Link] ([Link]/24) é separado para fins de ensino e


aprendizado. Esses endereços podem ser usados em documentação e exemplos de rede. Diferentemente
dos endereços experimentais, os dispositivos de rede aceitará aceitar esses endereços nas suas
configurações. Você pode encontrar com frequência esses endereços usados em nomes de domínio
[Link] ou [Link] em RFCs ou documentação dos distribuidores ou de protocolo. Endereços
dentro desse bloco não devem aparecer na Internet.

Endereços Experimentais

Os endereços no bloco [Link] a [Link] são listados como reservados para uso futuro (RFC
3330). Atualmente, esses endereços podem ser usados apenas para fins de pesquisa ou de
experimentação, mas não podem ser usados em uma rede IPv4. Embora, de acordo com o RFC 3330,
eles possam, tecnicamente, ser convertidos para endereços utilizáveis no futuro.

Historicamente, o RFC1700, números atribuídos, agrupava os intervalos unicast em tamanhos específicos


chamados endereços classe A, classe B e classe C. Também definia os endereços de classe D
(multicast) e classe E (experimental), como mencionado anteriormente. As classes A, B, C do endereço
unicast definiram redes especificamente dimensionadas e blocos de endereços específicos nessas redes.
Toda uma rede foi atribuída a uma empresa ou organização do bloco de endereços de classe A, classe B
ou classe C. Esse uso de espaço de endereços é chamado de endereço utilizando a classe completa.

Blocos de Classe A

Um bloco de endereços classe A foi projetado para suportar redes extremamente grandes, com mais de
16 milhões de endereços de host. Os endereços IPv4 classe A usavam um prefixo fixo /8 com o primeiro
octeto para indicar os endereços na rede. Os três octetos finais eram usados para endereços de host.
Todos os endereços de classe A precisavam que o bit mais significativo do octeto de alta ordem fosse um
zero. Isso quer dizer que havia apenas 128 redes possíveis de classe A, [Link]/8 a [Link]/8. Embora
os endereços de classe A reservassem metade do espaço de endereço, por causa do seu limite de 128
redes, eles só podiam alocar aproximadamente 120 companhias ou organizações.

Blocos de Classe B

O espaço de endereços Classe B era projetado para suportar as necessidades de redes de tamanho
grande moderado a muito grande com mais de 65.000 hosts. Um endereço IP classe B usava os dois
mais altos octetos para indicar o endereço de rede. Os outros dois octetos especificavam os endereços
de host. Como no caso da classe A, o espaço para endereços das classes de endereços restantes
precisava ser reservado também. No caso de endereços classe B, os dois bits mais significativos do
octeto de alta ordem eram 10. Isso restringia o bloco de endereços para a classe B a [Link]/16 para
[Link]/16. A classe B tinha uma alocação de endereços ligeiramente mais eficiente do que a da
classe A porque dividia igualmente 25% do espaço total de endereços IPv4 entre aproximadamente
16.000 redes.

Blocos de Classe C

O espaço de endereços classe C era a mais comumente disponível das classes de endereços históricas.
Esse espaço de endereço fornecia endereços para redes pequenas, com no máximo 254 hosts. Os
blocos de endereço classe C usavam um prefixo /24. Isso quer dizer que uma rede classe C usava
apenas o último octeto como endereço de host, e os três octetos de alta ordem eram usados para indicar
o endereço da rede. Os blocos de endereço de classe C reservavam espaço de endereço usando um
valor fixo de 110 para os três dígitos mais significativos do octeto de alta ordem. Isso restringia o bloco de
endereços para a classe C de [Link]/24 para [Link]/24. Embora ocupasse apenas 12,5% do
total de espaço de endereços IPv4, poderia fornecer endereços para 2 milhões de redes.

A Figura 1 ilustra como essas classes de endereço são divididas.

Limites do Sistema com Base em Classes

Nem todos os requisitos das organizações se ajustam bem em uma dessas três classes. A alocação
classful de espaço de endereço em geral desperdiçava muitos endereços, o que acabava com a
disponibilidade de endereços IPv4. Por exemplo, uma companhia com uma rede de 260 hosts precisava
receber um endereço classe B com mais de 65.000 endereços.

Embora esse sistema classful tenha sido abandonado no fim dos ano 1990, você verá restos dele nas
redes hoje. Por exemplo, quando você atribui um endereço IPv4 a um computador, o sistema operacional
examina o endereço sendo atribuído para determinar se esse endereço é de classe A, classe B ou classe
C. O sistema operacional assume então o prefixo usado por cada classe e torna a atribuição de máscara
de sub-rede padrão.

Endereçamento Classless

O sistema em uso hoje é conhecido como o endereçamento sem classe. O nome formal é Classless Inter-
Domain Routing (CIDR, pronunciado “cider”). A alocação classful dos endereços IPv4 era muito
ineficiente, permitir somente /8, /16 ou o comprimento do prefixo de /24, cada espaço de endereço
separado. Em 1993, a IETF criou um conjunto novo de padrões que permite aos provedores de serviços
atribuírem endereços IPv4 em qualquer fronteira do bit do endereço (comprimento do prefixo) em vez de
apenas um endereço de classe A, B ou C.

A IETF sabia que o CIDR era apenas uma solução temporária e que um novo protocolo IP teria de ser
desenvolvido para acomodar o rápido crescimento no número de usuários da Internet. Em 1994, a IETF
começou o trabalho para localizar um sucessor para o IPv4, que acabou se tornando IPv6.

A figura 2 mostra os intervalos de endereços classful.

Para que uma empresa ou organização tenha hosts de rede, como servidores web, acessíveis pela
Internet, a empresa deve ter um bloco de endereços públicos designados. Lembre-se de que endereços
públicos devem ser exclusivos, e o uso desses endereços públicos é regulado e atribuído a cada
organização separadamente. Isso vale para endereços de IPv4 e IPv6.

IANA e RIRs

A Internet Assigned Numbers Authority (IANA) ([Link] gerencia a alocação de endereços


IPv4 e IPv6. Até meados dos anos 1990, todo espaço de endereços IPv4 era gerenciado diretamente pela
IANA. Naquele tempo, o restante do espaço de endereço IPv4 era alocado a vários outros registros para
gerenciamento para fins especiais ou para áreas regionais. Essas companhias de registro são chamadas
de Registros Internet Regionais (RIRs), como mostrado na figura.
As principais companhias de registro são:

• AfriNIC (African Network Information Centre) – Região da África[Link]

• APNIC (Asia Pacific Network Information Centre) – Região da Ásia/Pacífico [Link]

• ARIN (American Registry for Internet Numbers) – Região da América do Norte [Link]

• LACNIC (Regional Latin-American and Caribbean IP Address Registry) – América Latina e algumas
ilhas do Caribe [Link]

• RIPE NCC (Reseaux IP Europeans) – Europa, Oriente Médio e Ásia Central[Link]

Provedores de Internet

RIRs são responsáveis por atribuir endereços IP aos provedores de Internet (ISPs). A maioria das
companhias ou organizações obtém seus blocos de endereços IPv4 de um ISP. Um ISP em geral fornece
um pequeno número de endereços IPv4 utilizáveis (6 ou 14) ao seus clientes como parte dos seus
serviços. Pode-se obter blocos maiores de endereços com base na justificativa de necessidade e por
custos de serviço adicionais.

Em certo sentido, o ISP empresta ou aluga esses endereços para a organização. Se decidirmos mover
nossa conectividade de Internet para outro ISP, o novo ISP nos fornecerá endereços dos blocos de
endereços que lhe foram fornecidos, e nosso ISP anterior retorna os blocos que nos emprestou à sua
alocação para serem empregados a outro cliente.

Os endereços IPv6 podem ser obtidos do ISP ou em alguns casos diretamente do RIR. Os endereços
IPv6 e tamanhos de bloco de endereços típicos serão discutidos mais adiante neste capítulo.

Serviços de ISP

Para obter acesso aos serviços de Internet, temos de conectar nossa rede de dados à Internet usando um
provedor de Internet (ISP).

Os ISPs têm seu próprio conjunto de redes de dados internas para gerenciar a conectividade com a
Internet e fornecer serviços relacionados. Entre outros serviços, um ISP em geral fornece aos seus
clientes serviços DNS, de e-mail e de site. Dependendo do nível de serviço exigido e disponível, os
clientes usam camadas diferentes de ISP.

Camadas de ISP

Os ISPs são designados por uma hierarquia com base no seu nível de conectividade com o backbone de
Internet. Cada camada mais baixa obtém conectividade ao backbone por conexão a um ISP de camada
mais alta, como mostrado nas figuras.

Camada 1

Como mostrado na Figura 1, no topo da hierarquia de ISPs estão os ISPs de camada 1. Esses ISPs são
grandes ISPs nacionais ou internacionais que se conectam diretamente ao backbone de Internet. Os
clientes de ISPs camada 1 são ISPs de camada inferior ou grandes empresas e organizações. Visto que
estão no topo da conectividade com a Internet, eles apresentam conexões e serviços altamente
confiáveis. Entre as tecnologias usadas para suportar essa confiabilidade estão conexões múltiplas ao
backbone de Internet.
As vantagens primárias para clientes de ISPs camada 1 são a confiabilidade e a velocidade. Visto que
esses clientes estão a apenas uma conexão de distância da Internet, há menos possibilidades de falhas
ou congestionamento no tráfego. A desvantagem para os clientes de ISP camada 1 é o alto custo.

Camada 2

Como mostrado na figura 2, os ISPs camada 2 adquirem seus serviços de Internet de ISPs camada 1. Os
ISPs camada 2 em geral focalizam clientes empresariais. Os ISPs camada 2 em geral oferecem mais
serviços do que as outras duas camadas de ISPs. Os ISPs camada 2 costumam ter os recursos de TI
para operar seus próprios serviços, como DNS, servidores de e-mail e servidores web. Outros serviços
que os ISPs camada 2 podem oferecer incluem desenvolvimento e manutenção de sites, e-commerce/e-
business e VoIP.

A principal desvantagem dos ISPs camada 2, em comparação com os ISPs camada 1, é o acesso mais
lento à Internet. Visto que os ISPs camada 2 estão a pelo menos mais uma conexão de distância do
backbone de Internet, eles também tendem a ser menos confiáveis do que os ISPs camada 1.

Camada 3

Como mostrado na Figura 3, os ISPs camada 3 adquirem seus serviços de Internet de ISPs camada 2. O
foco desses ISPs são os mercados doméstico e de serviços em um local específico. Os clientes de
camada 3 em geral não precisam muitos serviços necessários aos clientes camada 2. Sua necessidade
primária é conectividade e suporte.

Esses clientes muitas vezes têm pouca ou nenhuma experiência com computadores ou redes. Os ISPs
camada 3 muitas vezes incluem conectividade com a Internet como parte de seus contratos de serviços
de rede e computadores para seus clientes. Embora a largura de banda e a confiabilidade deles seja
menor do que a dos provedores camada 1 e 2, em geral são boas opções para companhias pequenas a
médias.

Nesse laboratório, você atingirá os seguintes objetivos:

• Parte 1: Identificar endereços IPv4

• Parte 2: Classificar os endereços IPv4

Laboratório: identificação de endereços IPv4

Endereços de rede IPv6


Problemas do IPv4

O IPv6 é projetado para ser o sucessor do IPv4. O IPv6 tem um maior espaço de endereços de 128 bits,
fornecendo 340 endereços de undecilhão. (O número 340, seguido de 36 zeros.) Contudo, o IPv6 é muito
mais do que apenas endereços maiores. Quando o IETF começou o desenvolvimento de um sucessor de
IPv4, ele usou essa oportunidade de corrigir as limitações de IPv4 e incluir aprimoramentos adicionais.
Um exemplo é a versão 6 do Internet Control Message Protocol (ICMPv6), incluindo a resolução de
endereço e a configuração automática de endereços não encontradas no ICMP para IPv4 (ICMPv4).
ICMPv4 e ICMPv6 serão discutidos mais adiante neste capítulo.

Necessidade de IPv6

A redução do espaço do endereço IPv4 era o fator de motivação para migrar para IPv6. À medida que
África, Ásia e outras áreas do mundo tornam-se mais conectadas à Internet, não há endereços IPv4
suficientes para acomodar esse crescimento. Na segunda-feira, 31 de janeiro de 2011, a IANA atribuiu os
últimos dois blocos de /8 um endereço IPv4 para os registros regionais (RIRs) da Internet. Várias
projeções mostram que todos os cinco RIRs terão sido executados nos endereços IPv4 entre 2015 e
2020. Neste ponto, os endereços IPv4 restantes terão sido atribuídos aos ISPs.

O IPv4 tem um máximo teórico de 4,3 bilhões de endereços. Os endereços privados RFC 1918 em
combinação com a Network Address Translation (NAT) foi imprescindível para retardar a redução do
espaço de endereços IPv4. A NAT tem limitações que impedem a comunicação ponto-a-ponto.

A Internet das Coisas

A Internet atualmente é bastante diferente da Internet das últimas décadas. A Internet de hoje é mais do
que o e-mail, páginas Web e a transferência de arquivos entre computadores. A Internet em evolução
está se tornando uma Internet das coisas. Os únicos dispositivos que acessam a Internet não serão mais
só os computadores, tablets e smartphones. Os dispositivos equipados com sensor com Internet de
amanhã incluirão tudo, de automóveis e dispositivos biomédicos a aparelhos electrodomésticos e os
ecossistemas naturais. Imagine uma reunião na empresa do cliente que está agendada automaticamente
no seu aplicativo de calendário, para iniciar uma hora antes de começar normalmente o trabalho. Isso
pode ser um problema significativo, especialmente se você tiver esquecido de verificar o calendário ou
definir o despertador. Agora imagine que o aplicativo de calendário comunica essas informações
diretamente ao despertador para você e ao carro. Seu carro automaticamente se aquece para derreter o
gelo no para-brisas antes de você entrar no carro e ir à reunião.

Com uma população crescente da Internet, espaço limitado de endereços IPv4, problemas com NAT e um
Internet de coisas, o tempo veio iniciar a transição para o IPv6.

Não há uma única data a avançar para o IPv6. Em um futuro próximo, o IPv4 e IPv6 coexistirão. A
transição deve levar anos. O IETF criou vários protocolos e ferramentas para ajudar os administradores
de rede a migrar as redes para IPv6. As técnicas de migração podem ser divididas em três categorias:

• Pilha dupla – Como mostrado na figura 1, a pilha dupla permite que o IPv4 e IPv6 coexistam na
mesma rede. Os dispositivos de pilha dupla executam o protocolo IPv4 e o IPv6 simultaneamente.

• Encapsulamento – Como mostrado na figura 2, o encapsulamento é um método de transportar um


pacote de IPv6 em uma rede IPv4. O pacote IPv6 é encapsulado dentro de um pacote IPv4,
semelhante a outros tipos de dados.

• Conversão – Como mostrado na figura 3, a Network Address Translation 64 (NAT64) permite que
dispositivos com IPv6 ativo se comuniquem com dispositivos com IPv4 ativo usando uma técnica de
conversão semelhante à NAT para IPv4. Um pacote IPv6 é traduzido em um pacote IPv4, e vice-
versa.

Endereços de rede IPv6


Endereçamento IPv6

Diferentemente dos endereços IPv4 que são expressos em notação decimal com ponto, os endereços
IPv6 são representados usando valores hexadecimais. Você viu o hexadecimal utilizado na seção de byte
de Pacotes do Wireshark. No Wireshark, o hexadecimal é utilizado para representar valores binários
dentro de quadros e pacotes. O hexadecimal é também usado para representar Ethernet Media Access
Control (MAC).

Numeração Hexadecimal
Hexadecimal (“Hex”) é uma forma conveniente de representar valores binários. Assim como o decimal é
um sistema de numeração com base dez e o binário é base dois, hexadecimal é um sistema com base
16.

O sistema de numeração com base 16 utiliza números de 0 a 9 e letras de A a F. A figura 1 mostra o valor
decimal, binário e hexadecimal equivalentes. Há 16 combinações exclusivas de quatro bits, de 0000 a
1111. O hexadecimal de 16 dígitos é o sistema numérico perfeito para uso, porque todos os quatro bits
podem ser representados com um único valor hexadecimal.

Compreensão de Bytes

Como 8 bits (um byte) é um agrupamento binário comum, 00000000 a 11111111 binários podem ser
representados em hexadecimal como a faixa 00 a FF. Zeros na frente são sempre exibidos para
completar a representação de 8 bits. Por exemplo, o valor binário 0000 1010 é mostrado em hexadecimal
como 0A.

Representação de Valores Hexadecimais

Observação: é importante diferenciar valores hexadecimais de valores decimais com relação aos
caracteres de 0 a 9.

Hexadecimal é normalmente representado no texto pelo valor precedido por 0x (por exemplo 0x73) ou um
16 subscrito. Com menos frequência, pode ser seguido por um H, por exemplo 73H. No entanto, como o
texto subscrito não é reconhecido em ambientes de linha de comando ou programação, a representação
técnica do hexadecimal é precedida de “0x” (zero X). Portanto, os exemplos acima seriam mostrados
respectivamente como 0x0A e 0x73.

Conversões Hexadecimais

As conversões de números entre valores decimais e hexadecimais são diretas, mas dividir ou multiplicar
rapidamente por 16 nem sempre é conveniente.

Com prática, é possível reconhecer os padrões de bits binários que correspondem aos valores The
translation 'Redefinir' for 'Reset' is not wrong. It is preferential, and since it was translated in all project as
'Redefinir', I suggest to maintain this [Link] e hexadecimal. A figura 2 mostra esses padrões
para valores de 8 bits selecionados.

Os endereços IPv6 têm 128 bits de comprimento e são escritos como uma sequência de valores
hexadecimais. Cada 4 bits são representados por um único dígito hexadecimal; para um total de 32
valores hexadecimais. Os endereços IPv6 não diferenciam maiúsculas e minúsculas e podem ser escritos
em minúsculas ou em maiúsculas.

Formato de preferência

Como mostrado na figura 1, o formato de preferência para gravar um endereço IPv6 é x: x: x: x: x: x: x: x,


com cada “x” que consiste em quatro valores hexadecimais. Quando falamos de 8 bits de um endereço
IPv4, usamos o termo octeto. No IPv6, um hextet é o termo não-oficial usado para se referir a um
segmento de 16 bits ou de quatro valores hexadecimais. Cada “x” é um único hextet, 16 bits ou quatro
dígitos hexadecimais.

O formato de preferência significa que o endereço IPv6 é gravado usando todos os 32 dígitos
hexadecimais. Isso não significa necessariamente que é o método ideal para representar o endereço
IPv6. Nas páginas a seguir, veremos duas regras para ajudar a reduzir o número de dígitos necessários
para representar um endereço IPv6.

A figura 2 tem exemplos de endereços IPv6 no formato de preferência.


A primeira regra para ajudar a reduzir a notação de endereços IPv6 é 0s principal (zero) em qualquer
seção de 16 bits ou o hextet pode ser omitido. Por exemplo:

• 01AB pode ser representado como 1AB

• 09F0 pode ser representado como 9F0

• 0A00 pode ser representado como A00

• 00AB pode ser representado como AB

Essa regra se aplica somente a 0s da frente, NÃO 0s de trás, se não o endereço seria ambíguo. Por
exemplo, o hextet “ABC” poderia ser “0ABC” ou “ABC0”.

As figuras 1 a 8 mostram vários exemplos de como omitir os 0s da frente ou podem ser usados para
reduzir o tamanho de um endereço IPv6. Para cada exemplo o formato preferido é exibido. Observe como
omitir 0s da frente na maioria de exemplos resulta em uma representação menor do endereço.

A segunda regra para ajudar a reduzir a notação de endereços IPv6 é que os dois pontos em dobro (::)
podem substituir uma única, sequência contígua de um ou mais segmentos de 16 bits (hextets) que
consistem em 0s.

Os dois pontos em dobro (::) podem ser usados apenas uma vez em um endereço, se não houvesse mais
do que um endereço resultante possível. Quando usado com a técnica de omissão dos 0s na frente, a
notação de endereço IPv6 pode normalmente ser bastante reduzido. Isso é comumente conhecido como
o formato compactado.

endereço incorreto:

• 2001:0DB8::ABCD::1234

Expansões possíveis de endereços ambíguos compactados:

• 2001:0DB8::ABCD:0000:0000:1234

• 2001:0DB8::ABCD:0000:0000:0000:1234

• 2001:0DB8:0000:ABCD::1234

• 2001:0DB8:0000:0000:ABCD::1234

As figuras 1 a 7 mostram vários exemplos de como utilizar os dois pontos em dobro (::) e omitir 0s na
frente pode reduzir o tamanho de um endereço IPv6.

Endereços de rede IPv6


Tipos de endereços IPv6

Há três tipos de mensagens IPv6:

• Unicast – Um endereço IPv6 unicast identifica exclusivamente uma interface em um dispositivo


habilitado com IPv6. Como mostrado na figura, um endereço IPv6 origem deve ser um endereço
unicast.
• Multicast – Um endereço IPv6 multicast é usado para enviar um único pacote IPv6 para vários
destinos.

• Anycast – Um endereço de anycast IPv6 é qualquer endereço unicast IPv6 que pode ser atribuído
para vários dispositivos. Um pacote enviado a um endereço de anycast é roteado para o dispositivo
mais próximo que tem esse endereço. Os endereços de anycast estão fora do escopo deste curso.

Ao contrário do IPv4, o IPv6 não possui um endereço de broadcast. No entanto, há apenas um endereço
multicast de todos os nós IPv6 que fornece essencialmente o mesmo resultado.

Lembre-se de que o prefixo, ou porção de rede, de um endereço IPv4 pode ser identificado pela máscara
de sub-rede decimal com ponto ou pelo tamanho do prefixo (notação de barra). Por exemplo, o endereço
IP de [Link] com máscara de sub-rede decimal com ponto [Link] é equivalente a
[Link]/24.

O IPv6 usa o comprimento do prefixo para representar a porção de prefixo do endereço. O IPv6 não usa a
notação de máscara de sub-rede decimal com ponto. O comprimento do prefixo é usado para indicar a
porção de rede de um endereço IPv6 usando o endereço IPv6/tamanho do prefixo.

O tamanho do prefixo pode variar de 0 a 128. Um tamanho típico de prefixo IPv6 de LANs e a maioria dos
outros tipos de redes é /64. Isso significa que porção de prefixo ou de rede do endereço é de 64 bits,
deixando outros 64 bits para o ID da interface (porção de host) do endereço.

Um endereço IPv6 unicast identifica exclusivamente uma interface em um dispositivo habilitado com IPv6.
Um pacote enviado a um endereço unicast é recebido pela interface que recebe esse endereço.
Semelhante ao IPv4, o endereço IPv6 origem deve ser um endereço unicast. O endereço IPv6 destino
pode ser um unicast ou um endereço de multicast.

Há seis tipos de endereços IPv6 unicast.

Unicast global

Um endereço global unicast é semelhante a um endereço IPv4 público. Eles são endereços roteáveis da
Internet globalmente únicos. Os endereços globais unicast podem ser configurados estaticamente ou
atribuídos de forma dinâmica. Há algumas diferenças importantes em como um dispositivo recebe o
endereço IPv6 dinamicamente em comparação ao DHCP do IPv4.

Link local

Os endereços locais de conexão são usados para a comunicação com outros dispositivos na mesma
conexão local. Com o IPv6, o link do termo se refere a uma sub-rede. Os endereços locais de conexão
são limitados a uma única conexão. A exclusividade só deve ser confirmada nessa conexão porque não
são roteáveis além da conexão. Em outras palavras, os roteadores não encaminham pacotes com um
endereço origem ou destino de conexão local.

Loopback

O endereço de loopback é usado por um host para enviar um pacote para ele mesmo e não pode ser
atribuído a uma interface física. Semelhante a um endereço de loopback IPv4, você pode fazer ping em
um endereço de loopback IPv6 para testar a configuração do TCP/IP no host local. O endereço de
loopback IPv6 é all-0s com exceção do último bit, representados como ::1/128 ou apenas ::1 em formato
compactado.

Endereço não especificado


Um endereço especificado não é um endereço de all-0s representado em formato compactado como ::
/128 ou apenas :: em formato compactado. Ele não pode ser atribuído a uma interface e só pode ser
usado como um endereço origem em um pacote IPv6. Um endereço não especificado será usado como o
endereço origem quando o dispositivo ainda não possuir um endereço permanente IPv6 ou quando a
origem do pacote for irrelevante ao destino.

Unique local

Os endereços unique local de IPv6 têm alguma similaridade com os endereços privados RFC 1918 de
IPv4, mas há diferenças significativas também. Os endereços unique local são utilizados para
endereçamento local dentro de um local ou entre um número limitado de unidades. Esses endereços não
devem ser roteáveis no IPv6 global. Os endereços unique local estão no intervalo de FC00:: /7 a FDFF::
/7.

Com o IPv4, os endereços privativos são combinados com o NAT/PAT para fornecer a conversão de
vários para um de endereços privado a público. Isso é feito devido à disponibilidade limitada do espaço de
endereços IPv4. Muitos locais usam a natureza privada de endereços RFC 1918 para proteger ou ocultar
a sua rede de riscos potenciais de segurança. No entanto, essa nunca foi a finalidade dessas tecnologias
e o IETF sempre recomendou que os sites tomassem as devidas precauções de segurança em seu
roteador de Internet. Embora o IPv6 forneça o endereçamento específico do site, ele não se destina a ser
usado para ajudar a ocultar dispositivos internos habilitados com IPv6 da Internet IPv6. A IETF
recomenda que limitar o acesso a dispositivos deve ser realizado usando as devidas medidas de
segurança de práticas recomendadas.

Observação: a especificação original do IPv6 definiu os endereços locais do site para uma finalidade
semelhante, usando o intervalo de prefixo FEC0:: /10. Há várias ambiguidades na especificação e nos
endereços locais do site que foram reprovadas pelo IETF em favor de endereços unique local.

IPv4 incorporado

O último tipo de tipo de endereço unicast é o endereço IPv4 incorporado. Esses endereços são usados
para ajudar na transição de IPv4 para IPv6. Os endereços IPv4 incorporados estão além do escopo deste
curso.

Um endereço de link local IPv6 permite que um dispositivo se comunique com outros dispositivos
habilitados com IPv6 no mesmo link e somente nesse link (sub-rede) Os pacotes com um endereço de
link local de origem ou de destino não podem ser roteados além do link de onde o seu pacote se originou.

Diferentemente dos endereços locais de conexão IPv4, os endereços locais de conexão IPv6 têm um
papel fundamental em vários aspetos de rede. O endereço global unicast não é obrigatório; entretanto,
cada interface de rede habilitada com IPv6 é necessária para ter um endereço local de conexão.

Se um endereço local de conexão não estiver configurado manualmente a uma interface, o dispositivo
criará automaticamente o seu próprio sem se comunicar com um servidor DHCP. Os hosts de habilitados
com IPv6 criam um endereço local de conexão IPv6 mesmo se o dispositivo não tiver sido atribuído a um
endereço global IPv6 unicast. Isso permite que os dispositivos habilitados com IPv6 se comuniquem com
outros dispositivos habilitados com IPv6 na mesma sub-rede. Isso inclui a comunicação com o gateway
padrão (roteador).

Os endereços de link local IPv6 estão no intervalo FE80::/10. O /10 Indica que os primeiros 10 bits são
1111 1110 10xx xxxx. O primeiro hextet tem um intervalo de 1111 1110 1000 0000 (FE80) a 1111 1110
1011 1111 (FEBF).

A figura 1 mostra um exemplo de comunicação usando endereços locais de conexão IPv6.

A figura 2 mostra o formato do endereço local de conexão IPv6.


Os endereços locais de conexão IPv6 também são usados por protocolos de roteamento IPv6 para trocar
mensagens e como o endereço do próximo salto na tabela de roteamento IPv6. Os endereços link local
serão discutidos com mais detalhes em um curso posterior.

Observação: geralmente, é o endereço local de conexão do roteador e não o endereço global unicast
que é usado como gateway padrão para outros dispositivos no link.

Endereços de rede IPv6


Endereços unicast IPv6

O endereço global unicast IPv6 é globalmente exclusivo e roteável na Internet IPv6. Esses endereços são
equivalentes aos endereços públicos de IPv4. O Internet Committee for Assigned Names and Numbers
(ICANN), o operador de Internet Assigned Numbers Authority (IANA), aloca os blocos de endereço IPv6
para os cinco RIRs. Atualmente, somente endereços globais unicast com os primeiros três bits de 001 ou
2000::/3 estão sendo atribuídos. Isso é apenas um oitavo do espaço de endereçamento disponível total
de IPv6, excluindo apenas uma porção muito pequena de outros tipos de endereços unicast e multicast.

Observação: o endereço 2001:0DB8::/32 foi reservado para fins de documentação, incluindo a utilização
nos exemplos.

A figura 1 mostra a estrutura e o alcance de um endereço global unicast.

Um endereço unicast global tem três partes:

• Prefixo de roteamento global

• ID da sub-rede

• ID da interface

Prefixo de roteamento global

O prefixo global de roteamento é porção do endereço do prefixo, ou da rede, atribuída pelo provedor,
como um ISP, a um cliente ou para um local. Atualmente, RIRs atribuem um prefixo global de roteamento
/48 a clientes. Isso inclui todas as redes corporativas da empresa para residências individuais. Isso é mais
do que o espaço de endereço suficiente para a maioria dos clientes.

A Figura 2 mostra a estrutura de um endereço unicast global usando um prefixo global de roteamento de
/48. Os prefixos de /48 são o roteamento global mais comum atribuídos e serão usados na maioria dos
casos ao longo deste curso.

Por exemplo, o endereço IPv6 2001:0DB8:ACAD::/48 têm um prefixo que indica que os primeiros 48 bits
(3 hextets) (2001:0DB8: ACAD) são a porção de prefixo ou de rede do endereço. Os dois pontos duplos
(::) antes do tamanho do prefixo de /48 significa que o restante do endereço contém todos os 0s.

ID da sub-rede

O ID da sub-rede é usado por uma organização para identificar sub-redes dentro da sua localização.

ID da interface

O ID da interface IPv6 é equivalente à porção de host de um endereço IPv4. O ID de interface do termo é


usado porque um único host pode ter várias interfaces, cada um com um ou mais endereços IPv6.
Observação: ao contrário do IPv4, no IPv6, todos os endereços de host de all-0s e de all-1s podem ser
atribuídos a um dispositivo. O endereço de all-1s pode ser usado devido ao fato de os endereços de
broadcast não serem usados em IPv6. O endereço de all-0s também pode ser usado, mas é reservado
como endereço de anycast de Sub-rede- Roteador, e deve ser atribuído somente aos roteadores.

Uma maneira fácil de ler a maioria dos endereços IPv6 é contar o número de hextets. Como mostrado na
Figura 3, em um endereço unicast global de /64, os primeiros quatro hextets são para a porção de rede do
endereço, com o quarto hextet que exibe o ID da sub-rede Os quatro hextets restantes são para o ID da
interface.

Configuração de roteador

A maioria dos comandos de configuração e de verificação do IPv6 no Cisco IOS são semelhantes às suas
contrapartes de IPv4. Em muitos casos a única diferença é o uso do ipv6 em vez do IP dentro dos
comandos.

O comando interface para configurar um endereço global de IPv6 em um interface éipv6


address ipv6-address/prefix-length.

Observe que não um espaço entre ipv6-address e prefix-length.

A configuração do exemplo usará a topologia mostrada na figura 1 e nestas sub-redes IPv6:

• 2001:0DB8:ACAD:0001:/64 (ou2001:DB8:ACAD:1::/64)

• 2001:0DB8:ACAD:0002:/64 (ou2001:DB8:ACAD:2::/64)

• 2001:0DB8:ACAD:0003:/64 (ou2001:DB8:ACAD:3::/64)

Como mostrado na figura 2, os comandos necessários para configurar o endereço global unicast IPv6 na
interface 0/0 GigabitEthernet de R1 seriam:

Router(config)#interface GigabitEthernet 0/0

Router(config-if)#ipv6 address 2001:db8:acad:1::1/64

Router(config-if)#no shutdown

Configuração do host

Configurar manualmente o endereço IPv6 em um host é semelhante a configurar um IPv4.

Como mostrado na Figura 3, o endereço de gateway padrão configurado para o PC 1 é


2001:DB8:ACAD:1::1, o endereço unicast global da interface GigabitEthernet de R1 na mesma rede.

Use o verificador de sintaxe na figura 4 para configurar o endereço global unicast IPv6.

Como com um IPv4, configurar endereços estáticos em clientes não escala para ambientes maiores. Por
esse motivo, a maioria dos administradores de rede em uma rede IPv6 permitem a atribuição dinâmica de
endereços IPv6.

Há duas maneiras pelas quais um dispositivo pode obter um endereço global unicast IPv6
automaticamente:

• Configuração automática do endereço de vida curta (SLAAC)


• DHCPv6

Configuração automática do endereço de vida curta (SLAAC)

Configuração automática do endereço de vida curta (SLAAC) é um método que permite que um
dispositivo obtenha o prefixo, tamanho do prefixo, e informações do endereço do gateway padrão de
umroteador IPv6 sem o uso de um servidores DHCPv6. Usando a SLAAC, os dispositivos dependem do
Anúncio do roteador (RA) ICMPv6 do roteador local para obter as informações necessárias.

Os roteadores IPv6 enviam periodicamente mensagens do Anúncio de roteador (RA) ICMPv6 a todos os
dispositivos de habilitados com IPv6 na rede. Por padrão, os roteadores Cisco têm mensagens de RA
enviadas a cada 200 segundos para o endereço do grupo de multicast de todos os nós IPv6. Um
dispositivo IPv6 na rede não tem de esperar por essas mensagens periódicas do RA. Um dispositivo pode
enviar uma mensagem de Solicitação de roteador (RS) para o roteador, usando o endereço de grupo de
multicast de todos os roteadores IPv6. Quando um roteador IPv6 receber uma mensagem de RS, ele
imediatamente responderá com um anúncio de roteador.

Mesmo que uma interface em um roteador Cisco possa ser configurada com um endereço IPv6, isso não
os torna “roteador IPv6”. Um roteador IPv6 é um roteador que:

• Encaminha pacotes IPv6 entre redes

• Pode ser configurado com rotas estáticas IPv6 ou um protocolo de roteamento dinâmico IPv6

• Envia mensagens de RA ICMPv6

O roteamento IPv6 não é ativado por padrão. Para permitir que um roteador como o roteador IPv6, o
comando da configuração global ipv6 unicast-routing deve ser usado.

Observação: os roteadores Cisco são permitidos como os roteadores IPv4 por padrão.

A mensagem do RA ICMPv6 contém o prefixo, o tamanho do prefixo e outras informações para o


dispositivo IPv6. A mensagem do RA também informa o dispositivo IPv6 como obter as informações de
endereçamento. A mensagem do RA pode conter uma das três opções, como mostrado na figura:

• Opção 1 – SLAAC apenas – O dispositivo deve usar o prefixo, o tamanho do prefixo e as


informações de endereço de gateway padrão contidas na mensagem do RA. Nenhuma outra
informação está disponível em um servidor DHCPv6.

• Opção 2 – SLAAC e DHCPv6 – O dispositivo deve usar o prefixo, o tamanho do prefixo e as


informações de endereço de gateway padrão contidas na mensagem do RA. Há outras informações
disponíveis de um servidor DHCPv6 como o endereço de servidor DNS. O dispositivo, com o
processo normal de descobrir e de consultar um servidor DHCPv6 obtém essas informações
adicionais. Isso é conhecido como DHCPv6 sem estado porque o servidor DHCPv6 não precisa
atribuir ou acompanhar qualquer atribuições de endereço IPv6, mas só fornece informações
adicionais como endereço de servidor DNS.

• Opção 3 – DHCPv6 apenas – O dispositivo não deve usar informações nessa mensagem do RA
para suas informações de endereçamento. Em vez de isso, o dispositivo usará o processo normal
de descobrir e de fazer um servidor DHCPv6 para obter todas as suas informações de
endereçamento. Isso inclui um endereço global unicast IPv6, o tamanho do prefixo, um endereço de
gateway padrão e os endereços dos servidores DNS. Nesse caso, o servidor DHCPv6 está atuando
como um servidor DHCP dinâmico semelhante ao DHCP para IPv4. O servidor DHCPv6 atribui e
rastreia endereços de IPv6 para que não atribuam o mesmo endereço IPv6 a vários dispositivos.
Roteadores enviam mensagens de RA de ICMPv6 usando o endereço local de conexão como o endereço
IPv6 origem. Os dispositivos que usam SLAAC usam o endereço local de conexão do roteador como o
endereço de gateway padrão.

DHCPv6

O Protocolo de Configuração de Host Dinâmico para IPv6 (DHCPv6) é semelhante ao DHCP para IPv4.
Um dispositivo pode receber automaticamente as informações de endereçamento que inclui um endereço
global unicast, o tamanho do prefixo, o endereço de gateway padrão e os endereços dos servidores DNS
que usam os serviços de um servidor DHCPv6.

Um dispositivo pode receber todas ou algumas de suas as informações de endereçamento IPv6 de um


servidor DHCPv6 dependendo se a opção 2 (SLAAC e DHCPv6) ou a opção 3 (DHCPv6 apenas) for
especificada na mensagem do RA ICMPv6. Além de isso, o sistema operacional do host pode ignorar o
que está na mensagem do RA do roteador e obter o endereço IPv6 e outras informações diretamente de
um servidor DHCPv6.

Antes da implantação de dispositivos IPv6 em uma rede ele, é uma boa ideia primeiro verificar se o host
observa as opções na mensagem RA de ICMPv6 do roteador.

Um dispositivo pode obter o endereço global unicast IPv6 dinamicamente e também para ser configurado
com vários endereços estáticos IPv6 na mesma interface. O IPv6 permite vários endereços IPv6, que
pertencem à mesma rede IPv6, para ser configurado na mesma interface.

Um dispositivo pode também ser configurado com mais de um endereço IPv6 do gateway padrão. Para
obter mais informações sobre como a decisão é feita sobre qual endereço é usado como um endereço
IPv6 origem ou que endereço de gateway padrão é usado, consulte RFC 6724, seleção de endereço
padrão de IPv6.

O ID da interface

Se o cliente não usar as informações contidas na mensagem do RA e confiar apenas no DHCPv6, o


servidor DHCPv6 fornecerá todo o endereço global unicast IPv6, incluindo o prefixo e o ID da interface

No entanto, se a opção 1 (SLAAC apenas) ou a opção 2 (SLAAC com DHCPv6) forem utilizadas, o cliente
não será a porção real de ID de interface do endereço desses processos. O dispositivo cliente deve
determinar seu próprio ID de interface de 64 bits, tanto ao usar o processo EUI-64 ou ao gerar um número
de 64 bits aleatório.

Processo EUI-64

O IEEE definiu o identificador exclusivo estendido (EUI) ou modificou o processo EUI-64. Esse processo
usa o endereço MAC Ethernet de 48 bits de um cliente e insere outros 16 bits no meio do endereço MAC
de 48 bits para criar um ID de interface de 64 bits.

Os endereços MAC Ethernet geralmente são representados em hexadecimal e compõe-se de duas


partes:

• Organizationally unique identifier (OUI) – O OUI é um código de fornecedor de 24 bits (6 dígitos


hexadecimais) designado pelo IEEE.

• Identificador de dispositivo – O identificador do dispositivo é um valor exclusivo de 24 bits (6


dígitos hexadecimais) com um OUI em comum.

Um ID de interface EUI-64 é representado em binário e composto por três partes:


• OUI de 24 bits do endereço MAC do cliente, mas o sétimo bit (o bit universal/local (U/L) bits) é
revertido. Isso significa que se o sétimo bit for um 0, ele se torna 1, e vice-versa.

• O valor de 16 bits inserido FFFE (em hexadecimal)

• Identificador do dispositivo de 24 bits do endereço MAC do cliente

O processo EUI-64 é ilustrado na figura 1, usando o endereço MAC de R1 GigabitEthernet de


FC99:4775:CEE0.

Etapa 1: Divida o endereço MAC entre o OUI e o identificador do dispositivo.

Etapa 2: Insira o valor hexadecimal FFFE, o qual em binário: 1111 1111 1111 1110.

Etapa 3: Converta os primeiros 2 valores hexadecimais do OUI em binário e inicie o bit de U/L (7 bits).
Neste exemplo o 0 em 7 bits é alterado para 1.

O resultado é um ID de interface gerado do EUI-64 de FE99:47FF:FE75:CEE0.

Observação: O uso do bit de U/L e os motivos para reverter o valor são discutidos em RFC 5342.

A vantagem do EUI-64 é o endereço MAC Ethernet que pode ser usado para determinar a ID da interface.
Ele também permite que os administradores de rede monitorem facilmente um endereço IPv6 para um
dispositivo final usando o endereço MAC exclusivo. Entretanto, isso causava preocupações com
privacidade entre vários usuários. Eles estão preocupados que os pacotes possam ser rastreados para o
computador físico real. Devido a essas preocupações, um ID da interface gerado de forma aleatória pode
ser utilizado.

IDs de interface geradas aleatoriamente

Dependendo do sistema operacional, um dispositivo pode usar um ID de interface gerado de forma


aleatória em vez de usar o endereço MAC e o processo EUI-64. Por exemplo, começando com o
Windows Vista, o Windows usa um ID de interface gerado de forma aleatória em vez de um criado com o
EUI-64. Windows XP e sistemas operacionais com Windows anteriores usaram EUI-64.

Uma maneira fácil de identificar que um endereço foi criado usando EUI-64 é o FFFE localizado no meio
do ID de interface, como mostrado na figura 2.

Depois que a ID da interface for estabelecida, com o processo EUI-64 ou através da criação aleatória, ela
poderá ser combinada com um prefixo IPv6 para criar um endereço global unicast ou um endereço local
de conexão:

• Endereço global unicast – Ao usar SLAAC, o dispositivo recebe o prefixo do RA ICMPv6 e o


combina com o ID da interface

• Endereço local de conexão – Um prefixo local de conexão começa com o FE80::/10. Um


dispositivo usa normalmente FE80::/64 como o prefixo/comprimento, seguido pelo ID da interface.

Ao usar SLAAC (SLAAC apenas ou SLAAC com DHCPV6), um dispositivo recebe seu prefixo e o
comprimento do prefixo do RA ICMPv6. Como o prefixo do endereço foi designado pela mensagem do
RA, o dispositivo deve fornecer apenas a porção de ID da interface do seu endereço. Conforme
mencionado anteriormente, o ID de interface pode ser gerado automaticamente usando o processo EUI-
64, ou dependendo do SO, gerado de forma aleatória. Usando as informações de mensagens do RA e ID
da interface, o dispositivo pode configurar o endereço global unicast.
Depois que um endereço global unicast é atribuído a uma interface, o dispositivo habilitado com IPv6 gera
automaticamente o seu endereço link local. O dispositivo habilitado com IPv6 deverá ter, pelo menos, o
endereço link local. Lembre-se de que um endereço link local IPv6 permite que um dispositivo se
comunique com outros dispositivos habilitados com IPv6 na mesma sub-rede.

Os endereços link local IPv6 são usados para uma variedade de finalidades, incluindo:

• O host usa o endereço link local do roteador local para o endereço IPv6 do gateway padrão.

• Os roteadores trocam mensagens do protocolo de roteamento dinâmico usando endereços link


local.

• As tabelas de roteamento dos roteadores usam o endereço link local para identificar o roteador do
próximo salto ao encaminhar pacotes IPv6.

Um endereço link local pode ser estabelecido dinamicamente ou configurado manualmente com um
endereço link local estático.

Endereço Link local dinamicamente atribuído

O endereço link local é criado dinamicamente usando o prefixo FE80::/10 e o ID da interface.

Por padrão, os roteadores Cisco IOS usam EUI-64 para gerar a ID da interface para qualquer endereço
link local nas interfaces IPv6. Em interfaces seriais, o roteador usará o endereço MAC da interface
ethernet. Lembre-se de que um endereço link local deve ser exclusivo somente nesse link ou rede. No
entanto, uma desvantagem ao usar o endereço link local dinamicamente está atribuído à sua extensão,
fazendo com que seja um desafio identificar e lembrar de endereços atribuídos.

Endereço link local estático

Configurar o endereço link local fornece manualmente a capacidade de criar um endereço que seja
reconhecível e fácil de lembrar.

Os endereços link local podem ser configurados manualmente usando o mesmo comando de interface
usado para criar endereços globais unicast IPv6 mas com um parâmetro adicional:

Router(config-if)#ipv6 address link-local-address link-local

A figura 1 mostra que um endereço link local tem um prefixo no intervalo FE80 a FEBF. Quando um
endereço começa com esse hextet (segmento de 16 bits), o parâmetro link local deverá seguir o
endereço.

A figura 2 mostra a configuração de um endereço link local usando o comandoipv6 address


interface. O endereço link local FE80::1 é usado para reconhecer facilmente que é pertencente ao
roteador R1. O mesmo endereço link local IPv6 é configurado em todas as interfaces de R1. FE80::1 pode
ser configurado em cada link porque só precisa ser exclusivo nesse link.

Semelhante a R1, o roteador R2 seria configurado com FE80::2 como o endereço link local IPv6 em todas
as interfaces

Como mostrado na figura 1, o comando para verificar a configuração da interface IPv6 é parecido com o
comando usado para IPv4.

O comando show interface exibe o endereço MAC das interfaces Ethernet. O EUI-64 usa esse
endereço MAC para gerar o ID de interface para o endereço link local. Além disso, o comando show
ipv6 interface brief exibe a saída abreviada para cada uma das interfaces. A saída [up/up] na
linha da interface indica que o estado da interface é Camada 1/Camada 2. Isso é o mesmo que as
colunas de status e de protocolo no comando IPv4 equivalente.

Observe que aqui cada interface possui dois endereços IPv6. O segundo endereço para cada interface é
o endereço global unicast configurado. O primeiro endereço, que começa com o FE80, é o endereço link
local unicast para a interface. Lembre-se de que o endereço link local será automaticamente adicionado à
interface quando um endereço unicast global for atribuído.

Além disso, observe que o endereço link local serial 0/0/0 de R1 é o mesmo que sua interface
GigabitEthernet 0/0. As interfaces seriais não têm endereços Ethernet MAC portanto o Cisco IOS usa o
endereço MAC da primeira interface Ethernet disponível. Isso é possível porque as interfaces link local só
precisam ser exclusivas nesse link.

O endereço link local da interface do roteador é geralmente o endereço de gateway padrão para
dispositivos naquele link ou rede.

Como mostrado na figura 2, o comandoshow ipv6 route pode ser usado para verificar se as redes
IPv6 e endereços específicos de interface IPv6 foram instalados na tabela de roteamento IPv6. O
comando show ipv6 route só exibirá redes IPv6, não redes IPv4.

Na tabela de rotas, a C próxima a uma rota indica que isso é uma rede conectada diretamente. Quando a
interface de um roteador está configurada com um endereço global unicast e está no estado “up/up”, o
prefixo IPv6 e o comprimento do prefixo são adicionados à tabela de roteamento IPv6 como uma rota
conectada.

O endereço global unicast IPv6 configurado na interface também é instalado na tabela de roteamento
como rota local. A rota local tem um prefixo de /128. As rotas locais são usadas pela tabela de roteamento
para processar de forma eficiente pacotes com um endereço destino do endereço da interface do
roteador.

O comando ping de IPv6 é idêntico ao comando usado com IPv4, exceto quando um endereço IPv6 é
usado. Como mostrado na figura 3, o comando é usado para verificar a conectividade da camada 3 entre
R1 e o PC 1. Ao fazer ping em um endereço link local de um roteador, o Cisco IOS solicitará que o
usuário saia da interface. Como o endereço link local destino pode estar em um ou mais de seus links ou
redes, o roteador precisa saber para qual interface enviar o ping.

Use o verificador de sintaxe na figura 4 para verificar a configuração de endereço IPv6.

Endereços de rede IPv6


Endereços multicast IPv6

Os endereços IPv6 multicast são semelhantes aos endereços multicast IPv4. Lembre-se de que um
endereço multicast é usado para enviar um único pacote a um ou vários destinos (grupo multicast). Os
endereços multicast IPv6 têm o prefixo FF00:: /8.

Observação: Os endereços multicast só podem ser endereços destino e não endereços origem.

Há dois tipos de endereços IPv6 multicast:

• Multicast atribuído

• Multicast do nó solicitado

Multicast atribuído
Os endereços multicast atribuídos são endereços multicast reservados para grupos predefinidos de
dispositivos. Um endereço multicast atribuído é um único endereço usado para acessar um grupo de
dispositivos que implementam um protocolo ou serviço comum. Os endereços multicast atribuídos são
usados no contexto com protocolos específicos como o DHCPv6.

Dois grupos comuns de multicast atribuído IPv6 incluem:

• Grupo de multicast de todos os nós FF02::1 – Esse é um grupo de multicast que todos os
dispositivos com IPv6 habilitado participam. Um pacote enviado a esse grupo é recebido e
processado por todas as interfaces IPv6 no link ou na rede. Isso tem o mesmo efeito que um
endereço de broadcast em IPv4. A figura mostra um exemplo de comunicação usando o endereço
multicast de todos os nós. Um roteador IPv6 enviar mensagens do RA do Internet Control Message
Protocol version 6 (ICMPv6) RA para o grupo multicast de todos os nós. A mensagem do RA
informa todos os dispositivos habilitados com IPv6 na rede sobre informações de endereçamento,
como o prefixo, o comprimento do prefixo e o gateway padrão.

• Grupo multicast de todos os roteadores FF02::2 – Esse é um grupo de multicast que todos os
roteadores IPv6 participam. Um roteador se torna um membro desse grupo quando é habilitado com
um roteador IPv6 com o comando de configuração global ipv6 unicast-routing. Um pacote
enviado a esse grupo é recebido e processado por todos os roteadores IPv6 no link ou na rede.

Dispositivos habilitados com IPv6 enviam mensagens de solicitação do roteador (RS) ICMPv6 para o
endereço de multicast de todos os roteadores. A mensagem de RS solicita uma mensagem de RA do
roteador IPv6 para ajudar o dispositivo em sua configuração de endereço.

Um multicast de nó solicitado é semelhante ao endereço de multicast de todos os nós. Lembre-se de que


o endereço de multicast de todos os nós é basicamente a mesma coisa que um broadcast IPv4. Todos os
dispositivos na rede precisam processar o tráfego enviado para o endereço de todos os nós. Para reduzir
o número de dispositivos que precisam processar tráfego, use um endereço multicast de nó solicitado.

Um endereço de multicast de nó solicitado é um endereço que combina somente os 24 últimos bits do


endereço global unicast IPv6 de um dispositivo. Os únicos dispositivos que precisam processar esses
pacotes são os dispositivos que tiverem esses mesmos 24 bits na porção menos significativa à extrema
direita do ID de interface.

Um endereço de multicast de nó solicitado IPv6 é criado automaticamente quando o unicast global ou o


endereço unicast local de conexão são atribuídos. O endereço multicast de nó solicitado IPv6 é criado ao
combinar um prefixo especial FF02:0:0:0:0:1:FF00::/104 com os 24 bits da extrema direita de seu
endereço unicast.

O endereço multicast de nó solicitado consiste em duas partes:

• Prefixo multicast FF02:0:0:0:0:1:FF00::/104 – Esse é o primeiro 104 bits do endereço multicast do


nó solicitado.

• 24 bits menos significativos – Esses são os bits dos últimos 24 bits ou os da extrema direita do
endereço multicast do nó solicitado. Esses bits são copiados dos 24 bits da extrema direita do
unicast global ou do endereço link local unicast do dispositivo.

É possível que vários dispositivos tenham o mesmo endereço multicast de nó solicitado. Embora raro,
isso pode ocorrer quando os dispositivos têm os mesmos bits à extrema direita 24 em seus IDs de
interface. Isso não cria nenhum problema porque o dispositivo ainda processará a mensagem
encapsulada, isso inclui o endereço completo do IPv6 de dispositivo em questão.

Nesta atividade, você vai praticar a configuração de endereços IPv6 em um roteador, servidores e
clientes. Você também vai praticar a verificação da implementação de endereçamento IPv6.
Packet Tracer – Instruções de configuração de endereçamento IPv6

Packet Tracer – Configuração de endereçamento IPv6 – PKA

Nesse laboratório, você atingirá os seguintes objetivos:

• Parte 1: Identificar os diferentes tipos de endereços IPv6

• Parte 2: Examinar uma interface de rede e um endereço de um host IPv6

• Parte 3: Praticar a abreviação de endereço IPv6

• Parte 4: Identificar a hierarquia do prefixo da rede de endereço unicast global IPv6

Laboratório – Identificação de endereços IPv6

Nesse laboratório, você atingirá os seguintes objetivos:

• Parte 1: Configurar a topologia e definir as configurações básicas de roteadores e switches

• Parte 2: Configurar endereços IPv6 manualmente

• Parte 3: Verificar a conectividade de ponto-a-ponto

Laboratório - Configuração de endereços IPv6 em dispositivos de rede

Verificação de conectividade
ICMP

Embora o IP não seja um protocolo confiável, o conjunto TCP/IP proporciona mensagens no caso de
certos erros. Essas mensagens são enviadas usando os serviços ICMP. O objetivo dessas mensagens é
dar feedback sobre questões relativas ao processamento de pacotes IP sob certas condições, não tornar
o IP confiável. As mensagens ICMP não são exigidas e muitas vezes não são permitidas por questões de
segurança.

O ICMP está disponível para IPv4 e IPv6. O ICMPv4 é o protocolo de mensagens para IPv4. O ICMPv6
fornece os mesmos serviços para IPv6 mas inclui a funcionalidade adicional. Neste curso, o termo ICMP
será usado quando falamos de ICMPv4 e ICMPv6.

Os tipos de mensagens ICMP e as razões por que são enviadas são vastos. Vejamos algumas das
mensagens mais comuns.

As mensagens ICMP comuns a ICMPv4 e a ICMPv6 incluem:

• Confirmação de host

• Destino ou serviço não alcançável

• Tempo ultrapassado

• Redirecionamento da rota

Confirmação de host
Uma Mensagem de Eco ICMP pode ser usada para determinar se um host está operacional. O host local
envia uma ICMP Echo Request para um host. Se o host estiver disponível, o host destino responde com
uma resposta Echo. Na figura, clique no botão reproduzir para ver uma animação do ICMP Echo
Request/Echo Reply. Esse uso de mensagens de eco ICMP é a base do utilitário ping.

Destino ou serviço não alcançável

Quando um host ou gateway recebe um pacote que não pode entregar, ele pode usar uma mensagem
destino inalcançável ICMP para notificar a fonte que o destino ou serviço está inalcançável. A mensagem
conterá um código que indica por que o pacote não pode ser entregue.

Alguns dos códigos destino inalcançável para ICMPv4 são:

• 0 – rede inalcançável.

• 1 – host inalcançável.

• 2 – protocolo inalcançável.

• 3 – porta inalcançável.

Observação: o ICMPv6 tem códigos semelhantes mas levemente diferentes para mensagens destino
inalcançável.

Tempo excedido

Uma mensagem ICMPv4 de tempo excedido é usada por um roteador para indicar que um pacote não
pode ser encaminhado porque o campo de (TTL) de Time-to-live de pacotes foi reduzido a 0. Se um
roteador recebe um pacote e diminui o campo TTL do pacote IPv4 para zero, ele descarta o pacote e
envia uma mensagem de tempo excedido para o host origem.

O ICMPv6 também envia uma mensagem de tempo excedido se o roteador não consegue encaminhar
um pacote IPv6 porque o pacote expirou. O IPv6 não tem um campo TTL; ele usa o campo limite de
saltos para determinar se o pacote expirou.

Redireção da Rota

Um roteador talvez use uma Mensagem de Redirecionamento ICMP para notificar os hosts de uma rede
que uma rota melhor está disponível para determinado disponível. Essa mensagem só pode ser usada
quando o host fonte está na mesma rede física como ambos os gateways.

O ICMPv4 e o ICMPv6 distribuem mensagens de redirecionamento.

As mensagens informativas e de erro encontradas em ICMPv6 são muito semelhantes às mensagens de


controle e de erros realizadas por ICMPv4. No entanto, o ICMPv6 tem novos recursos e funcionalidade
aprimorada não encontrados em ICMPv4.

O ICMPv6 inclui quatro novos protocolos como parte do Neighbor Discovery Protocol (ND ou NDP):

• Mensagem de solicitação de roteador

• Mensagem de anúncio de roteador

• Mensagem de solicitação de vizinhos


• Mensagem do anúncio de vizinhos

Solicitação de roteador e mensagens de anúncio de roteador

Os dispositivos habilitados com IPv6 podem ser divididos em duas categorias, roteadores e hosts. A
solicitação do roteador e mensagens de anúncio do roteador são enviadas entre hosts e os roteadores.

• Mensagem de solicitação de roteador (RS): quando um host é configurado para obter as


informações de endereçamento automaticamente usando a Configuração automática do endereço
de vida curta (SLAAC), o host envia uma mensagem de RS ao roteador. A mensagem de RS é
enviada como uma mensagem multicast de todos os roteadores IPv6.

• Mensagem de anúncio do roteador (RA): as mensagens de RA são enviadas pelos roteadores


para fornecer informações de endereçamento para hosts que usam SLAAC. A mensagem do RA
pode incluir informações de endereçamento do host como o prefixo e o comprimento do prefixo. Um
roteador enviará uma mensagem do RA periodicamente ou em resposta a uma mensagem de RS.
Por padrão, os roteadores Cisco enviam mensagens de RA a cada 200 segundos. As mensagens
de RA são enviadas para os endereços multicast de todos os nós IPv6. Um host usando SLAAC
configurará o gateway padrão para o endereço link local do roteador que enviou o RA.

O Protocolo de descoberta de vizinhos ICMPv6 inclui dois tipos de mensagens adicionais, a solicitação de
vizinhos (NS) e mensagens de vizinhos de (NA) de anúncio.

As mensagens de solicitação do vizinho e de anúncio de vizinho são usadas para:

• Resolução de endereços

• Detecção de endereço duplicado (DAD)

Resolução de endereços

A resolução é usado quando um dispositivo na LAN sabe o endereço IPv6 unicast de um destino mas não
sabe seu endereço MAC Ethernet. Para determinar o endereço MAC do destino, o dispositivo enviará
uma mensagem NS para o endereço do nó solicitado. A mensagem incluirá o endereço (destino) IPv6
conhecido. O dispositivo que tem o endereço destino IPv6 responderá com uma mensagem NA contendo
o seu endereço MAC Ethernet.

Detecção duplicada de endereço

Quando um dispositivo é atribuído um unicast global ou endereço link local unicast, o DAD é
recomendado para ser executado no endereço para garantir que seja exclusivo. Para verificar a
exclusividade de um endereço, o dispositivo enviará uma mensagem NS com seu próprio endereço IPv6
como endereço destino IPv6. Se outro dispositivo na rede tem esse endereço, ele responderá com uma
mensagem NA. Esta mensagem NA notificará o dispositivo de envio de que o endereço está em uso. Se
uma mensagem NA correspondente não for devolvida em um determinado período, o endereço unicast
será exclusivo e aceitável para uso.

Observação: o DAD não é obrigatório, mas o RFC 4861 recomenda que o DAD seja executado em
endereços unicast.

Verificação de conectividade
Teste e verificação

O ping é um utilitário de teste que usa uma ICMP echo request e mensagens de resposta de echo ICMP e
de eco para testar a conectividade entre hosts. O ping funciona com os hosts de IPv4 e IPv6.
Para testar a conectividade para outro host em uma rede, uma echo request é enviada ao host usando o
comando ping. Se o host do endereço especificado receber a echo request, ele responderá com uma
echo reply. À medida que cada resposta echo é recebida, o ping fornece feedback em tempo entre
quando a solicitação foi enviada e quando a resposta foi recebida. Esta pode ser uma medida de
desempenho da rede.

O ping tem um valor de tempo de espera para a resposta. Se a resposta não é recebida dentro do tempo
de espera, o ping fornece uma mensagem que indica que a resposta não foi recebida. Isso em geral
indica que há um problema, mas também pode indicar que os recursos de segurança que bloqueiam
mensagens ping foram permitidos na rede.

Os pedidos foram enviados, o ping fornece um resumo que inclua o tempo de ida de taxa de sucesso e o
tempo médio para o destino.

Ping para o Loopback Local

Há alguns casos especiais de teste e verificação para os quais usamos o ping. Um caso é o teste da
configuração interna do IPv4 ou IPv6 no host local. Para realizar esse teste, fazemos um ping para o
endereço de loopback local de [Link] para IPv4 (::1 para IPv6). O teste do loopback IPv4 é mostrado
na figura.

Uma resposta de [Link] para IPv4, ou ::1 para IPv6, indica que o IP está adequadamente instalado no
host. Essa resposta vem da camada da rede. Esta resposta é não, é indício de que os endereços,
máscaras ou gateways estão adequadamente configurados. Nem indica nada a respeito do status da
camada inferior da pilha de rede. Isso simplesmente testa o IP até a camada de rede do IP. Se
obtivermos uma mensagem de erro, é indício de que o TCP/IP não está operacional no host.

Você também pode usar o ping para testar a habilidade do host de se comunicar com a rede local. Isso é
feito normalmente fazendo ping do endereço IP do gateway do host. Um ping para o gateway indica que o
host e a interface do roteador que serve como gateway estão operacionais na rede local.

Para esse teste, o endereço de gateway é usado com mais frequência, porque o roteador em geral está
sempre operacional. Se o endereço do gateway não responder, um ping pode ser enviado para o
endereço IP de outro host na rede local conhecida por ser operacional.

Se o gateway ou outro host responder, os hosts locais podem se comunicar pela rede local. Se o gateway
não responder, mas outro host responder, isso pode indicar um problema com a interface do roteador que
serve como gateway.

Uma possibilidade é que o endereço errado do gateway foi configurado no host. Outra possibilidade é que
a interface do roteador esteja plenamente operacional, mas tem segurança aplicada a ela que a impede
de processar ou responder as solicitações do ping.

O ping também pode ser usado para testar a habilidade de um host local de se comunicar através de uma
rede interconectada. O host local pode fazer o ping de um host operacional IPv4 de uma rede remota,
como mostrado na figura.

Se esse ping tiver êxito, a operação de uma grande parte da rede interconectada pode ser verificada. Um
ping bem-sucedido na rede interconectada confirma a comunicação na rede local, a operação do roteador
que serve como nosso gateway e a operação de todos os outros roteadores que poderiam estar no
caminho entre a rede local e a rede do host remoto.

Além disso, a funcionalidade do host remoto pode ser verificada. Se o host remoto não puder se
comunicar fora de sua rede local, ele não responderá.

Observação: muitos administradores de rede limitam ou proíbem a entrada de mensagens ICMP na rede
corporativa; portanto, a falta de uma resposta de ping pode ser devido a restrições de segurança.
O ping é usado para testar a conectividade entre dois hosts, mas não fornece informações sobre os
detalhes dos dispositivos entre os hosts. O Traceroute (tracert) é um utilitário que gera uma lista de saltos
que foram alcançados com sucesso ao longo do caminho. Essa lista pode nos dar informações
importantes para a verificação e solução de erros. Se os dados atingirem o destino, o trace listará a
interface de cada roteador no caminho entre os hosts. Se os dados falham em algum salto ao longo do
caminho, o endereço do último roteador que respondeu ao trace pode fornecer uma indicação de onde o
problema ou as restrições de segurança foram encontrados.

Tempo de ida e volta (RTT)

Usar o traceroute fornece o tempo de ida e volta de cada salto ao longo do caminho e indica se um salto
deixou de responder. O tempo de ida e volta é o tempo que um pacote leva para alcançar o host remoto e
para a resposta do host voltar. Um asterisco (*) é usado para indicar um pacote não respondido.

Essa informação pode ser usada para localizar um roteador problemático no caminho. Se a exibição
mostra tempos de resposta altos ou perdas de dados de um salto particular, essa é uma indicação que os
recursos do roteador ou suas conexões podem ficar sobrecarregados.

IPv4 TTL e limite de salto IPv6

O traceroute usa uma função do campo TTL em IPv4 e o campo limite de salto em IPv6 nos cabeçalhos
da camada 3, juntamente com a mensagem de tempo ultrapassado ICMP.

Toque a animação para ver como o Traceroute usa o TTL.

A primeira sequência de mensagens enviadas do traceroute terá um campo TTL de valor 1. Isso faz o
TTL ficar em espera no pacote IPv4 no primeiro roteador. Esse roteador responde então com uma
mensagem ICMPv4. O Traceroute tem então o endereço do primeiro salto.

O Traceroute aumenta progressivamente o campo TTL (2, 3, 4...) para cada sequência de mensagens.
Isso fornece ao trace o endereço de cada salto à medida que os pacotes sofrem tempo de espera cada
vez maior à medida que avançam pelo caminho. O campo TTL continua a ser aumentado até se alcançar
o destino ou até que ele aumente até um máximo pré-determinado.

Depois de alcançar o destino, o host responde com uma mensagem inalcançável da porta ICMP ou uma
mensagem de resposta de Echo ICMP em vez de uma mensagem de tempo excedido.

O IPv4 e o IPv6 podem coexistir na mesma rede. No prompt de um comando de um computador há


algumas diferenças da mesma forma que os comandos são emitidos e da forma que a saída é exibida.

Packet Tracer – Instruções para verificar o endereçamento IPv4 e IPv6

Packet Tracer – Verificar o endereçamento IPv4 e IPv6 – PKA

Há problemas de conectividade nesta atividade. Além da coleta e documentação de informações sobre a


rede, você localizará os problemas e implementará soluções aceitáveis para restaurar a conectividade.

Packet Tracer – Instruções de ping e de rastreamento para o caminho

Packet Tracer – Ping e rastreamento para testar o caminho – PKA

Nesse laboratório, você atingirá os seguintes objetivos:

• Parte 1: Criar e configurar a rede

• Parte 2: Usar o comando ping para o teste básico de rede


• Parte 3: Usar os comandos tracert e traceroute para testes de rede básicos

• Parte 4: Solucionar problemas da topologia

Laboratório – Teste da conectividade de rede com Ping e Traceroute

Você é um técnico de rede que trabalha para uma empresa que decidiu migrar de IPv4 para IPv6. Nesse
ínterim, eles devem suportar os protocolos (pilha dupla). Três colegas de trabalho chamaram o help desk
para resolver problemas e receberam assistência limitada. O help desk passou o problema para você, um
técnico de suporte de nível 2.

Packet Tracer – Instruções para solucionar problemas do endereçamento IPv4 e IPv6

Packet Tracer – Solução de problemas do endereçamento IPv4 e IPv6 – PKA

Resumo
Resumo

A Internet de Tudo… claro!

Neste capítulo, você aprendeu como empresas de pequeno e médio portes estão conectadas às redes
em grupos. A Internet de Todas as Coisas foi introduzida também no início da atividade de modelagem.

Nesta atividade, selecione uma das seguintes opções:

• Banco on-line

• Notícias mundiais

• Previsão do tempo/clima

• Condições de tráfego

Elabore um esquema de endereçamento IPv6 para a área escolhida. Inclua em seu esquema de
endereçamento como você planejaria fazer:

• Divisão em sub-redes

• Unicasts

• Multicasts

• Broadcasts

Mantenha uma cópia do seu esquema para compartilhar com a classe ou com a comunidade de
aprendizagem. Esteja preparado para explicar:

• Como as sub-redes, os unicasts, os multicasts e os broadcasts serão inseridas.

• Onde seu esquema de endereçamento pode ser usado.

• Como pequenas e médias empresas de médio porte são afetadas usando seu plano.

Atividade em aula – Instruções da Internet de Todas as Coisas... Claro


Sua empresa conseguiu um contrato para configurar uma pequena rede para um dono de restaurante. Há
dois restaurantes próximos um do outro e todos compartilham uma conexão. Os equipamentos e o
cabeamento estão instalados e o administrador de rede projetou o plano de implementação. Seu trabalho
é implementar o restante do esquema de endereçamento de acordo com a Tabela de Endereçamento
abreviada e verificar a conectividade.

Packet Tracer – Instruções do desafio de integração de habilidades

Packet Tracer – Desafio de integração de habilidades – PKA

Os endereços IP são hierárquicos, com porções de rede, sub-rede e host. Um endereço IP pode
representar uma rede completa, um host específico ou o endereço de broadcast da rede.

A compreensão da notação binária é importante ao determinar se dois hosts estão na mesma rede. Os
bits na porção de rede do endereço IP devem ser iguais em todos os dispositivos que residem na mesma
rede. A máscara de sub-rede ou o prefixo são usados para determinar a parte da rede de um endereço
IP. Os endereços IP podem ser designados estática ou dinamicamente. O DHCP ativa a designação
automática de informações de endereçamento, como endereço IP, máscara de sub-rede, gateway padrão
e outras informações de configuração.

Os hosts IPv4 podem se comunicar por um dos três modos: unicast, broadcast e multicast. Além disso, os
blocos de endereços que são usados em redes que precisam de acesso limitado ou nenhum acesso à
Internet são chamados endereços particulares. Os blocos do endereço IPv4 privado são: [Link]/8,
[Link]/12 e [Link]/16.

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