Divisão de Redes IPv4 em Sub-redes
Divisão de Redes IPv4 em Sub-redes
Introdução
Projetar, implementar e gerenciar um plano de endereçamento IP eficaz assegura que a rede opere com
eficácia e eficiência. Isso é especialmente verdadeiro à medida que o número de conexões de host em
uma rede aumenta. Entender a estrutura hierárquica do endereço IP e como modificar a hierarquia para
atender com mais eficiência requisitos de roteamento é uma parte importante no planejamento de um
esquema de endereçamento IP.
No endereço IPv4 original, há dois níveis de hierarquia: uma rede e um host. Esses dois níveis de
endereçamento permitem agrupamentos básicos de rede que facilitam o roteamento de pacotes em uma
rede destino. Um roteador encaminha pacotes de acordo com a parte da rede de um endereço IP; quando
a rede for localizada, a porção de host do endereço permitirá a identificação do dispositivo destino.
Entretanto, à medida que as redes crescem, com muitas organizações que adicionando centenas e até
milhares do hosts em sua rede, a hierarquia de dois níveis não é suficiente.
Subdividir uma rede adiciona um nível na hierarquia da rede, criando, basicamente, três níveis: uma rede,
uma sub-rede e um host. Inserir um nível adicional à hierarquia cria subgrupos adicionais em uma rede IP
que facilita uma entrega de pacotes mais rápida e adiciona filtragem, ajudando a minimizar o tráfego
“local”.
Este capítulo examina, em detalhes, a criação e a atribuição da rede IP e endereços de sub-rede com o
uso da máscara de sub-rede.
Neste capítulo, você vai aprender como os dispositivos podem ser agrupados em sub-redes, ou grupos
menores de rede, de uma grande rede.
Nesta atividade de modelagem, será solicitado que você pense em um número que provavelmente usa
todos os dias, um número como seu número de telefone. Ao concluir a atividade, pense em como seu
número de telefone pode se comparar a estratégias que os administradores de rede podem usar para
identificar hosts para uma comunicação de dados eficiente.
Execute as duas perguntas listadas abaixo e registre as suas respostas. Salve as duas seções no formato
de cópia impressa ou eletrônico para usar posteriormente para fins de discussão em sala de aula.
• Explique como seu número de smartphone ou de telefone fixo é dividido grupos de números de
identificação. Seu número de telefone usa um código de área? Um identificador do ISP? Uma
cidade, estado ou código de país?
• De que maneira separar seu número de telefone em partes gerenciadas ajuda no contato ou na
comunicação com os outros?
Considere como em uma LAN Ethernet, dispositivos usam broadcasts para localizar os serviços e os
dispositivos necessários. Lembre-se de que um broadcast é enviada a todos os hosts em uma rede IP. O
Protocolo de Configuração Dinâmica de Host (DHCP) é um exemplo de um serviço de rede que depende
de broadcasts. Dispositivos enviam broadcasts através da rede para localizar o servidor DHCP. Em uma
rede grande, isso poderia criar uma quantidade significativa de tráfego que deixaria lentas as operações
de rede. Além disso, como um broadcast é endereçado a todos os dispositivos, todos os dispositivos
devem aceitar e processar o tráfego, resultando nos requisitos de processamento avançado do
dispositivo. Se um dispositivo precisar processar uma quantidade significativa de broadcasts, ele poderá
até mesmo retardar operações do dispositivo. Por razões como essas, as redes maiores devem ser
segmentadas em sub-redes menores, mantendo-as localizadas em grupos menores de dispositivos e
serviços.
O processo de segmentação de uma rede, dividindo-a em vários espaços de rede pequenos, é chamado
de divisão em sub-redes. Essas sub-redes são chamadas de sub-redes. Os administradores de rede
podem agrupar dispositivos e serviços nas sub-redes que são determinadas pela localização geográfica
(talvez o 3º andar de um edifício), por unidade organizacional (talvez o departamento de vendas), por tipo
de dispositivo (impressoras, servidores, WAN) ou por qualquer outra divisão que faça sentido para a rede.
A divisão em sub-redes pode reduzir o tráfego total da rede e melhorar o desempenho da rede.
Observação: uma sub-rede é equivalente a uma rede e esses termos podem ser usados de forma
intercambiável. A maioria das redes são uma sub-rede de um bloco maior de endereços.
Em um espaço de rede dividido em sub-redes, isso funciona exatamente da mesma maneira. Como
mostrado na figura, a divisão em sub-redes cria várias redes lógicas de um único bloco de endereços ou
endereços de rede. Cada sub-rede é tratada como um espaço de rede separado. Os dispositivos na
mesma sub-rede devem usar o endereço, a máscara de sub-rede e um gateway padrão que corresponda
à sub-rede à qual fazem parte.
O tráfego não pode ser encaminhado entre sub-redes sem o uso de um roteador. Cada interface no
roteador deve ter um host IPv4 que pertença à rede à sub-rede na qual a interface do roteador está
conectada.
Conforme mostra a figura, planejar sub-redes de uma rede requer o exame das necessidades de
utilização da rede da organização e como as sub-redes serão estruturadas. Fazer um estudo das
exigências de rede é o ponto inicial. Isso significa exibir toda a rede e determinar as seções principais da
rede e como serão segmentadas. O plano de endereço inclui decidir as necessidades de cada sub-rede
em termos de tamanho, quantos hosts por sub-rede, como os endereços de host serão atribuídos, quais
hosts exigem endereços IP estáticos e quais hosts podem usar DHCP para obter as informações de
endereçamento.
O tamanho da sub-rede envolve o planejamento do número de hosts que exigirão endereços IP de host
em cada sub-rede da rede privada subdividida. Por exemplo, em um projeto de rede do campus você
pode ver quantos hosts são necessários na LAN administrativa, quantos na LAN do corpo docente e
quantos na LAN do aluno. Em uma rede residencial, uma consideração pode ser feita pelo número de
hosts na LAN principal da casa e o número de hosts na LAN dos escritórios domésticos.
Como discutido anteriormente, o intervalo de endereço IP privado usado em uma LAN é a escolha do
administrador de rede e precisa de cuidadosa consideração para certificar que o host estará disponível
para os hosts atualmente conhecidos e para expansão futura. Lembre-se de que os intervalos de
endereço IP privado são:
Endereços públicos usados para se conectar à Internet em geral são atribuídos de um provedor de
serviços. Enquanto os mesmos princípios das sub-redes se aplicariam, essa não é geralmente a
responsabilidade do administrador de rede da organização.
Crie padrões para atribuições de endereço IP dentro de cada intervalo de sub-rede. Por exemplo:
• O usuário receberá os endereços IP dos servidores DHCP que usam sub-redes /24
Dois fatores muito importantes que resultariam na determinação de qual bloco de endereços privado é
obrigatório, é o número de sub-redes necessárias e o número máximo de hosts necessários por sub-rede.
Cada um de esses blocos de endereços permitirá que você atribua adequadamente os hosts com base no
tamanho determinado de uma rede e seus hosts necessários atualmente e em um futuro próximo. Os
requisitos de espaço do seu IP determinarão o intervalo ou os intervalos de hosts que você implementar.
Nos próximos exemplos você verá a divisão em sub-redes com base em blocos de endereços que têm
máscaras de sub-rede [Link], [Link] e [Link].
Cada endereço de rede tem um intervalo válido de endereços de host. Todos os dispositivos conectados
à mesma rede terão um endereço de host IPv4 para essa rede e um prefixo de rede ou máscara de sub-
rede em comum.
O prefixo e a máscara de sub-rede são modos diferentes de representar a mesma coisa – a porção de
rede de um endereço.
As sub-redes IPv4 são criadas usando um ou mais bits de hosts como bits de rede. Isso é feito
estendendo-se a máscara para pegar emprestados alguns dos bits da porção de host do endereço a fim
de criar bits de rede adicionais. Quanto mais bits de host foram emprestados, mais sub-redes poderão ser
definidas. Para cada bit pego emprestado, dobramos o número de sub-redes disponíveis. Por exemplo, se
1 bit é emprestado, 2 sub-redes podem ser criadas. Se 2 bits, 4 sub-redes são criadas, se 3 bits forem
emprestados, 8 sub-redes são criadas, e assim por diante. Contudo, com cada bit que pegamos
emprestado, menos endereços de host ficam disponíveis por sub-rede.
Os bits só podem ser emprestados na porção de host do endereço. A porção de rede do endereço é
atribuída pelo provedor de serviços e não pode ser alterada.
Observação: nos exemplos nas figuras, apenas o último octeto é mostrado em binário porque somente
os bits da porção de host podem ser emprestados.
Como mostrado na Figura 1, a rede [Link]/24 tem 24 bits na porção de rede e 8 bits na porção de
host, que é indicado com a máscara de sub-rede [Link] ou a notação de /24. Sem a divisão de
sub-rede, essa rede oferece suporte a uma única interface de LAN. Se uma LAN adicional for necessária,
a rede precisaria ser dividida em sub-redes.
Na Figura 2, 1 bit é emprestado do bit mais significativo (bit mais à esquerda) na porção de host,
estendendo, assim, a porção de rede para 25 bits. Isso cria 2 sub-redes identificadas usando um 0 no bit
emprestado da primeira rede e o 1 no bit emprestado da segunda rede. A máscara de sub-rede de ambas
as redes usa um 1 na posição de bit emprestado para indicar que esse bit é agora porção de rede.
Como mostrado na Figura 3, quando convertemos o octeto binário para decimal vemos que o primeiro
endereço de sub-rede é [Link] e o segundo endereço de sub-rede é [Link]. Como um bit foi
emprestado, a máscara de sub-rede de cada sub-rede é [Link] ou /25.
No exemplo anterior, a rede [Link]/24 foi dividida em sub-redes para criar duas sub-redes:
[Link]/25
[Link]/25
Na Figura 1, observe que o roteador R1 tem dois segmentos da LAN conectados às suas interfaces de
GigabitEthernet. As sub-redes serão usadas nos segmentos conectados a essas interfaces. Para agir
como o gateway de dispositivos na LAN, a cada uma das interfaces do roteador deve ser atribuído um
endereço IP dentro da faixa de endereços válidos da sub-rede determinada. É comum usar o primeiro ou
último endereço disponível em um intervalo de rede do endereço da interface do roteador.
A primeira sub-rede, [Link]/25, é usada para a rede conectada à GigabitEthernet 0/0 e a segunda
sub-rede, [Link]/25, é usada para a rede conectada à GigabitEthernet 0/1. Para atribuir um
endereço IP em cada uma dessas interfaces, é necessário determinar o intervalo de endereços IP válidos
para cada sub-rede.
• Primeiro endereço de host – Todos os bits em 0 mais um bit em 1 mais à direita na porção host do
endereço.
• Último endereço de host – Todos os bits em 1 mais um bit em 0 mais à direita na porção host do
endereço.
Para atribuir o primeiro endereço de host de cada sub-rede à interface do roteador na sub-rede, use o
comando ip address no modo de configuração de interface como mostrado na Figura 4. Observe que
cada sub-rede usa a máscara de sub-rede [Link] para indicar que a porção de rede do
endereço é de 25 bits.
Uma configuração de host da rede [Link]/25 é mostrada na Figura 5. Observe que o endereço IP
do gateway é o endereço configurado na interface G0/1 de R1, [Link] e a máscara de sub-rede é
[Link].
Cálculo de sub-redes
2^1 = 2 sub-redes
Cálculo de hosts
2^7 = 128
Porque os hosts não podem usar o endereço de rede ou o endereço de broadcast da sub-rede, 2 de
esses endereços não são válidos para atribuição de host. Isso significa que cada uma das sub-redes tem
126 (128-2) endereços de host válidos.
Neste exemplo, pegar emprestado 1 bit de host resulta na criação de 2 sub-redes, e cada sub-rede pode
ter um total de 126 hosts atribuídos.
Mesmo usando o bloco de endereços [Link]/24, os bits de host devem ser emprestados para criar
pelo menos 3 sub-redes. Se pegássemos emprestado um único bit, só poderíamos ter duas sub-redes.
Para fornecer mais redes, mais bits de host devem ser emprestados. Calcule o número de sub-redes
criadas se 2 bits forem emprestados usando a fórmula 2^número de bits emprestados:
2^2 = 4 sub-redes
Lembre-se de que a máscara de sub-rede deve alterar para refletir os bits emprestados. Nesse exemplo,
quando 2 bits são emprestados, a máscara é estendida para 2 bits no último octeto. Em decimal, a
máscara é representada como [Link], porque o último octeto é 1100 0000 em binário.
Cálculo de host
Para calcular o número de hosts, examine o último octeto. Depois de pegar emprestado 2 bits para a sub-
rede, há 6 bits de host remanescentes.
Aplique a fórmula de cálculo de hosts conforme mostrado na figura 2.
2^6 = 64
Mas lembre-se de que todos os 0 bits na porção de host do endereço são o endereço de rede, e todos os
valores 1 na porção de host são um endereço de broadcast. Portanto, existem somente 62 endereços de
host que estão realmente disponíveis em cada sub-rede.
Como mostrado na Figura 3, o primeiro host da primeira sub-rede é [Link] e o último endereço de
host é [Link]. A Figura 4 mostra os intervalos de sub-redes 0 – 2. Lembre-se de que cada host
deve ter um endereço IP válido dentro do intervalo definido para esse segmento da rede. A sub-rede
atribuída à interface do roteador determinará a que segmento um host pertencerá.
Além disso, usando um plano de endereçamento comum, o primeiro endereço de host na sub-rede é
atribuído à interface do roteador. Os hosts em cada sub-rede usarão o endereço da interface de roteador
como o endereço de gateway padrão.
• O PC1 ([Link]/26) usará [Link] (endereço da interface G0/0 de R1) como seu endereço
de gateway padrão
• O PC2 ([Link]/26) usará [Link] (endereço da interface G0/1 de R1) como seu
endereço de gateway padrão
Observação: Todos os dispositivos na mesma sub-rede terão um endereço IPv4 de host no intervalo de
endereços de hosts e usarão a mesma máscara de sub-rede.
A seguir, considere uma rede interconectada que precisa de cinco sub-redes como mostrado na Figura 1.
Mesmo usando o bloco de endereços [Link]/24, os bits de host devem ser emprestados para criar
pelo menos 5 sub-redes. O empréstimo de 2 bits forneceria apenas 4 sub-redes conforme visto no
exemplo anterior. Para fornecer mais redes, mais bits de host devem ser emprestados. Calcule o número
de sub-redes criadas se 3 bits forem emprestados usando a fórmula:
2^3 = 8 sub-redes
Como mostrado nas Figuras 2 e 3, o empréstimo de 3 bits cria 8 sub-redes. Quando 3 bits são
emprestados, a máscara de sub-rede é estendida em 3 bits no último octeto (/27), resultando em uma
máscara de sub-rede [Link]. Todos os dispositivos nessas sub-redes usarão a máscara
[Link] (prefixo /27).
Cálculo de host
Para calcular o número de hosts, examine o último octeto. Depois de pegar emprestado 3 bits para a sub-
rede, há 5 bits de host remanescentes.
2^5 = 32, mas subtraia 2 por causa de todos os 0s na porção de host (endereço de rede) e todos os 1s na
porção de host (endereço de broadcast).
As sub-redes são atribuídas aos segmentos de rede necessários para a topologia como mostrado na
Figura 4.
Além disso, usando um plano de endereçamento comum, o primeiro endereço de host da sub-rede é
atribuído à interface do roteador, conforme mostrado na Figura 5. Os hosts em cada sub-rede usarão o
endereço da interface de roteador como o endereço de gateway padrão.
• O PC1 ([Link]/27) usará o endereço de [Link] como seu endereço de gateway padrão.
• Para conseguir 5 sub-redes, pegamos emprestados 3 bits dos 8 bits de hosts disponíveis de um
endereço IP que tenha uma máscara padrão [Link] ou um prefixo /24. Ao pegar
emprestados os 3 bits da porção de host do endereço, deixamos 5 hosts remanescentes. A
máscara de sub-rede resultante foi [Link], com um total de 8 sub-redes criadas e 30
endereços de hosts por sub-rede.
• Considere grandes empresas ou campus com uma rede interconectada que precisa de 100 sub-
redes. Como acontece nos exemplos anteriores, para atingir o objetivo de criar 100 sub-redes,
devemos pegar bits emprestados da porção de host do endereço IP da rede interna existente.
Como antes, para calcular o número de sub-redes, devemos ver o número de bits disponíveis do
host e usar a fórmula de cálculo de sub-rede 2^(número de bits emprestados) menos 2. Usando
o endereço IP do último exemplo, [Link]/24, temos 8 bits de host; para criar 100 sub-
redes, precisamos pegar emprestados 7 bits.
• Em uma situação que exige um número maior de sub-redes, é necessária uma rede IP que
tenha mais bits de hosts para pegar emprestados, tal como um endereço IP com um prefixo
padrão /16 ou uma máscara de sub-rede padrão [Link]. Endereços que têm um intervalo
de 128 a 191 no primeiro octeto têm uma máscara padrão [Link], ou /16. Os endereços
nesse intervalo têm 16 bits na porção de rede e 16 bits na porção de host. Esses 16 bits são os
bits que estão disponíveis para serem emprestados na criação de sub-redes.
• Usando um novo bloco de endereço IP de [Link]/16, os bits de host devem ser emprestados
para criar pelo menos 100 sub-redes. A partir da esquerda para a direita com o primeiro bit do
host disponível, pegaremos um único bit emprestado em um momento até que alcancemos o
número de bits necessários para criar 100 sub-redes. Ao pegarmos 1 bit emprestado, nós
criaríamos 2 sub-redes, pegando 2 bits emprestados, nós criaríamos 4 sub-redes, 3 bits, 8 sub-
redes, e assim por diante. Calcule o número de sub-redes criadas se 7 bits forem emprestados
usando a fórmula 2^número de bits emprestados:
• 2^7 = 128 sub-redes
• Lembre-se de que a máscara de sub-rede deve alterar para refletir os bits emprestados. Nesse
exemplo, quando 7 bits são emprestados, a máscara é estendida para 7 bits no terceiro octeto.
Em decimal, a máscara é representada como [Link] ou um prefixo /23, pois o terceiro
octeto é 11111110 em binário e no quarto octeto é 00000000 em binário. A divisão em sub-redes
será feita no terceiro octeto, com os bits de host no terceiro e no quarto octetos.
• Cálculo de host
• Para calcular o número de hosts, examine o terceiro e o quarto octeto. Depois de pegar
emprestados 7 bits para a sub-rede, há um bit de host que permanece no terceiro octeto e há 8
bits de host restantes no quarto octeto.
• 2^9 = 512
• Mas lembre-se de que todos os 0 bits na porção de host do endereço são o endereço de rede, e
todos os valores 1 na porção de host são um endereço de broadcast. Portanto, existem somente
510 endereços de host que estão realmente disponíveis em cada sub-rede.
• Lembrete:
• Usando o bloco de endereços [Link]/8, os bits do host devem ser emprestados para criar pelo
menos 1000 sub-redes. A partir da esquerda para a direita com o primeiro bit do host disponível,
pegaremos um único bit emprestado em um momento até que alcancemos o número de bits
necessários para criar 1000 sub-redes. Calcule o número de sub-redes criadas se 10 bits forem
emprestados usando a fórmula 2^número de bits emprestados:
• Cálculo de host
• Para calcular o número de hosts, examine o terceiro e o quarto octeto. Depois de pegar
emprestados 10 bits para a sub-rede, há 6 bits de host restantes no terceiro octeto e 8 bits de
host restantes no quarto octeto. Permaneceu um total de 14 bits de host.
• 2^14 - 2 = 16382
A decisão sobre quantos bits de host pegar emprestado para criar sub-redes é uma decisão de
planejamento importante. Há duas considerações no planejamento de sub-redes: o número de endereços
de host exigido para cada rede e o número de sub-redes individuais necessárias. A animação mostra as
possibilidades de sub-rede para a rede [Link]. A seleção de um número de bits para a ID da sub-
rede afeta o número de possíveis sub-redes e o número de endereços de hosts em cada sub-rede.
Note que há um relacionamento inverso entre o número de sub-redes e o número de hosts. Quanto mais
bits foram pegos emprestado para criar sub-redes, menos bits de host estarão disponíveis; portanto,
menos hosts por sub-rede. Se mais endereços de host forem necessários, mais bits de host são
necessários, resultando em menos sub-redes.
Número de Hosts
Ao pegar bits emprestado para criar várias sub-redes, você deixa bits suficientes de host para a sub-rede
maior. O número de endereços de host exigido na sub-rede maior determina quantos bits devem ser
deixados na porção de host. A fórmula 2^n (onde n é o número de bits de host restantes) é usada para
calcular quantos endereços estarão disponíveis em cada sub-rede. Lembre-se de que 2 dos endereços
não podem ser usados, de modo que o número usável de endereços pode ser calculado como 2^n-2.
A chave é equilibrar o número de sub-redes necessárias e o número de hosts necessários para a sub-
rede maior. Mais bits emprestados para criar sub-redes adicionais significa menos hosts disponíveis por
sub-rede.
Cada rede dentro de uma organização foi projetada para acomodar um número finito de hosts. A divisão
em sub-redes básica requer sub-redes suficientes para acomodar as redes além de fornecer endereços
suficientes de hosts por sub-rede.
Algumas redes, como os links WAN ponto-a-ponto, exigem apenas dois hosts. Outras redes, como uma
LAN de usuários num prédio grande ou departamento, talvez precise acomodar centenas de hosts. Os
administradores de rede precisam elaborar um esquema de endereçamento da rede interconectada que
acomoda o número máximo de hosts para cada rede. O número de hosts em cada divisão deve permitir o
crescimento do número de hosts.
Primeiro, considere o número total de hosts necessários para toda a rede corporativa interconectada.
Deve ser utilizado um bloco de endereços suficientemente grande para acomodar todos os dispositivos
em toda a rede corporativa. Esses dispositivos incluem dispositivos do usuário final, servidores,
dispositivos intermediários e interfaces de roteador.
Considere o exemplo de uma rede corporativa interconectada que precisa acomodar um total de 123
hosts em seus cinco locais (consulte a Figura 1). Neste exemplo, o provedor de serviços atribuiu um
endereço de rede de [Link]/21 (11 bits de host). Como mostrado na Figura 2, isso fornecerá 2.046
endereços de host, que acomodarão amplamente as necessidades de endereçamento dessa rede
interconectada.
O endereço da rede [Link]/22 tem 10 bits de host. Como a sub-rede maior exige 40 hosts, é
necessário um mínimo de 6 bits de host para fornecer endereçamento para 40 hosts. Isso é determinado
usando esta fórmula: 2^6 – 2 = 62 hosts. Os primeiros 4 bits de host podem ser usados para atribuir sub-
redes. Usando a fórmula para determinar sub-redes, isso resulta em 16 sub-redes: 2^4 = 16. Como a rede
interna do exemplo requer 9 sub-redes, ela atenderá ao requisito e permitirá algum crescimento adicional.
Quando 4 bits são emprestados, o novo tamanho do prefixo é /26 com uma máscara de sub-rede
[Link].
Como mostrado na Figura 1, usando o tamanho do prefixo /26, os 16 endereços de sub-rede podem ser
determinados. Apenas a porção de sub-rede do endereço é incrementada. Os 22 bits originais do
endereço de rede não podem alterar e a porção de host conterá todos os bits em 0.
Observação: observe que como a porção de sub-rede está no terceiro e no quarto octetos que um ou
ambos desses valores variarão na porção de endereços de sub-rede.
Como mostrado na Figura 2, a rede [Link]/22 original era uma única rede com 10 bits do host que
fornecem 1,022 endereços utilizáveis para atribuir aos hosts. Ao pegar 4 bits de host emprestados, 16
sub-redes (0000 até 1111) podem ser criadas. Cada sub-rede tem 6 bits de host ou 62 endereços de host
utilizáveis por sub-rede.
Como mostrado na Figura 3, as sub-redes podem ser atribuídas aos segmentos de LAN e conexões de
roteador a roteador.
Nesta atividade, você recebe o endereço de rede de [Link]/24 para a sub-rede e fornece o
endereçamento IP para a rede mostrada na topologia. Cada rede local na rede requer espaço suficiente
para, no mínimo, 25 endereços para dispositivos finais, o switch e o roteador. A conexão entre R1 a R2
exigirá um endereço IP para cada extremidade do link.
Nesta atividade, você recebe o endereço de rede [Link]/24 para dividir em sub-redes e fornece o
endereçamento IP para a rede mostrada na topologia. Os endereços de hosts necessários para cada link
de WAN e LAN são indicados na topologia.
Usando a divisão em sub-redes tradicional, o mesmo número de endereços é atribuído a cada sub-rede.
Se todas as sub-redes têm os mesmos requisitos quanto a número de hosts, esses blocos de endereços
de tamanhos fixos serão eficientes. Contudo, mais frequentemente esse não é o caso.
Por exemplo, a topologia mostrada na Figura 1 exige sete sub-redes, uma para cada uma das quatro
LANs e uma para cada uma das três conexões WAN entre os roteadores. Usando a divisão em sub-redes
tradicional com o dado endereço [Link]/24, 3 bits podem ser emprestados da porção de host no
último octeto para atender aos requisitos de sub-rede das sete sub-redes. Como mostrado na Figura 2, o
empréstimo de 3 bits cria 8 sub-redes e deixa 5 bits de host com 30 hosts por sub-rede. Esse esquema
cria as sub-redes necessárias e satisfaz o requisito de hosts da maior LAN.
Embora essa divisão em sub-redes atenda às necessidades da maior LAN e divida o espaço de endereço
em um número adequado de sub-redes, ela resulta em desperdício significativo de endereços não
usados.
Por exemplo, somente dois endereços são necessários em cada sub-rede para os links da WAN. Como
cada sub-rede tem 30 endereços utilizáveis, há 28 endereços não usados em cada uma dessas sub-
redes. Como mostrado na Figura 3, isso resulta em 84 endereços não usados (28x3).
Além disso, isso limita o crescimento futuro porque reduz o número total de sub-redes disponíveis. Esse
uso ineficiente de endereços é característico da criação tradicional de divisão de sub-redes de redes
classful.
A divisão de uma sub-rede ou usar a Máscara de Sub-Rede de Tamanho Variável (VLSM), foi projetada
para evitar desperdiçar endereços.
Em todos os exemplos anteriores de divisão em sub-redes, observe que a mesma máscara de sub-rede
foi aplicada em todas as sub-redes. Isso significa que cada sub-rede tem o mesmo número de endereços
de host disponíveis.
Como ilustrado na Figura 1, a divisão em sub-redes cria sub-redes de mesmo tamanho. Cada sub-rede
em um esquema tradicional usa a mesma máscara de sub-rede. Como mostrado na Figura 2, o VLSM
permite que um espaço de rede seja dividido em partes diferentes. Com o VLSM, a máscara de sub-rede
variará dependendo de quantos bits foram pegos emprestados em uma sub-rede específica, então a parte
“variável” de VLSM.
A divisão em sub-redes VLSM é semelhante à divisão em sub-redes tradicional na qual os bits foram
emprestados para criar sub-redes. As fórmulas para calcular o número de hosts por sub-rede e o número
de sub-redes criadas ainda se aplicam. A diferença é que a divisão em sub-redes não é uma atividade de
um único passo. Com o VLSM, primeiramente, a rede é dividida em sub-redes, e as sub-redes são
divididas em sub-redes novamente. Esse processo pode ser repetido várias vezes para criar sub-redes de
tamanhos diferentes.
No exemplo anterior, mostrado na Figura 1, a rede [Link]/24 foi dividia em sub-redes em oito sub-
redes do mesmo tamanho; sete de oito sub-redes foram atribuídas. Quatro sub-redes foram usadas para
as redes locais e três sub-redes para as conexões de WAN entre os roteadores. Lembre-se de que o
espaço de endereços desperdiçados estava em sub-redes usadas para conexões WAN, pois essas sub-
redes necessitavam de apenas dois endereços utilizáveis: um para cada interface do roteador. Para evitar
esse desperdício, o VLSM pode ser usado para criar sub-redes menores para as conexões WAN.
Para criar sub-redes menores para os links WAN, uma das sub-redes será dividida. Na Figura 2, a última
sub-rede, [Link]/27,será subdividida.
Lembre-se de que quando o número de endereços necessários de host for conhecido, a fórmula 2^n-2
(onde n é igual ao número de bits de host restantes) pode ser usada. Para fornecer dois endereços
utilizáveis, 2 bits do host devem ser deixados na porção de host.
2^2 - 2 = 2
Como há 5 bits de host no espaço do endereço [Link]/27, 3 bits podem ser pegos emprestados,
deixando 2 bits na porção de host.
Os cálculos desse ponto são exatamente os mesmos que aqueles usados para a divisão em sub-redes
tradicional. Os bits são pego emprestados e os intervalos de sub-rede são determinados.
Como mostrado na Figura 2, esse esquema de divisão em sub-redes do VLSM reduz o número de
endereços por sub-rede a um tamanho adequado para as WANs. Dividir a sub-rede 7 em sub-redes de
WANs, permite que as sub-redes 4, 5 e 6 fiquem disponíveis em redes futuras, além de várias outras sub-
redes disponíveis para WANs.
Usando as sub-redes VLSM, os segmentos de LAN e WAN podem ser enviados sem desperdício
desnecessário.
Aos hosts em cada uma das LANs será atribuído um endereço de host válido com o intervalo para essa
sub-rede e prefixo /27. Cada um dos quatro roteadores terá uma interface de LAN com uma sub-rede /27
e uma ou mais interfaces seriais com uma sub-rede /30.
Usando um esquema de endereçamento comum, o primeiro host do endereço IPv4 para cada sub-rede é
atribuído à interface LAN do roteador. Às interfaces WAN dos roteadores são atribuídas os endereços IP
e o prefixo das sub-redes /30.
Os hosts em cada sub-rede terão um endereço IPv4 de host no intervalo de endereços de host da sub-
rede com a máscara apropriada. Os hosts usarão o endereço da interface da LAN conectada ao roteador
como o endereço de gateway padrão.
planejamento de endereços também pode ser feito por meio de uma variedade de ferramentas. Um
método é usar um gráfico VLSM para identificar quais blocos de endereços estão disponíveis para uso e
quais já foram designados. Esse método ajuda a evitar a designação de endereços que já foram
alocados. Usando a rede do exemplo anterior, o gráfico VLSM pode ser usado para planejar a atribuição
do endereço.
Como mostrado na Figura 1, quando usa a divisão em sub-redes tradicional, os sete primeiros blocos de
endereço foram atribuídos para LANs e WANs. Lembre-se de que esse esquema resultou em 8 sub-redes
com 30 endereços utilizáveis cada (/27). Embora esse esquema tenha funcionado para os segmentos de
LAN, havia muitos endereços desperdiçados nos segmentos de WAN.
Ao projetar o esquema de endereçamento em uma nova rede, os blocos de endereços podem ser
atribuídos de maneira a minimizar o desperdício e manter contíguos os blocos de endereços não
utilizados.
Como mostrado na Figura 2, para usar o espaço de endereço de forma mais eficiente, sub-redes /30 são
criadas em links WAN. Para manter juntos os blocos de endereços não utilizados, a última sub-rede /27
foi então dividida em sub-redes para criar sub-redes /30. As 3 primeiras sub-redes foram atribuídas aos
links WAN.
• Intervalo de endereço de host .236/30 de 237 a 238: disponível para ser usado
• Intervalo de endereço de host .240/30 de 241 a 242: disponível para ser usado
• Intervalo de endereço de host .244/30 de 245 a 246: disponível para ser usado
• Intervalo de endereço de host .248/30 de 249 a 250: disponível para ser usado
• Intervalo de endereço de host .252/30 de 253 a 254: disponível para ser usado
Projetar o esquema de endereçamento dessa forma deixa 3 sub-redes /27 não utilizadas e 5 sub-redes
/30 não utilizadas.
Esquemas de endereçamento
Projeto estruturado
Como mostrado na figura, a alocação de espaço de endereço de camada de rede dentro da rede
corporativa precisa ser bem projetada. A atribuição de endereço não deve ser aleatória. Há três primeiras
considerações ao planejar a alocação de endereços.
• Evitar a duplicação de endereços –Cada host em uma rede interconectada deve ter um endereço
único. Sem o planejamento e a documentação adequados, um endereço pode ser atribuído a mais
de um host, resultando em problemas de acesso para ambos os hosts.
• Fornecer e controlar o acesso –Alguns hosts, como servidores, fornecem recursos aos hosts
internos assim como para hosts externos. O endereço da Camada 3 atribuído a um servidor pode
ser usado para controlar o acesso a esse servidor. Se, no entanto, o endereço for atribuído de
forma aleatória e não for bem documentado, é mais difícil controlar o acesso.
• Monitorar a segurança e o desempenho – Da mesma forma, a segurança e o desempenho de
hosts da rede e a rede como um todo devem ser monitorados. Como parte do processo de
monitoramento, examinamos o tráfego de rede à procura de endereços que estão gerando ou
recebendo pacotes em excesso. Se houver planejamento e documentação adequados de
endereçamento de rede, os dispositivos de rede problemáticos podem facilmente ser encontrados.
• Servidores e periféricos
• Dispositivos intermediários
• Gateway
Um plano de endereçamento de rede pode incluir o uso de diferentes intervalos de endereços em cada
sub-rede, para cada tipo de dispositivo.
Endereços de clientes
Devido aos desafios associados ao gerenciamento de endereços estáticos, os dispositivos dos usuários
finais em geral têm endereços dinamicamente atribuídos, usando o protocolo DHCP. O DHCP em geral é
o método preferido de designação de endereços IP para hosts em redes grandes porque reduz a carga
sobre a equipe de suporte da rede e praticamente elimina erros de entrada.
Outro benefício do DHCP é que o endereço não é permanentemente atribuído a um host, mas é só
“alugado” por um período. Se precisamos alterar o esquema de nossa rede, não temos que estaticamente
reatribuir endereços de host individualmente. Com o DHCP, só precisamos reconfigurar o servidor DHCP
com as novas informações de sub-rede. Depois que isso for feito, a única necessidade dos hosts será
renovar automaticamente os endereços IP.
Qualquer recurso de rede, como servidor ou impressora, deve receber um endereço IP estático, como
mostrado na figura. Os hosts do cliente acessam esses recursos usando os endereços IP desses
dispositivos. Portanto, são necessários endereços previsíveis para cada um desses servidores e
periféricos.
Os servidores e periféricos são pontos de concentração de tráfego de rede. Há muitos pacotes enviados
para e dos endereços IPv4 desses dispositivos. Ao monitorar o tráfego de rede com uma ferramenta
como o Wireshark, um administrador de rede deve poder identificar rapidamente esses dispositivos. Usar
um sistema consistente de numeração para esses dispositivos facilita a identificação.
No caso de servidores acessíveis pela Internet, cada um deles deve ter um endereço de espaço público
associado a ele. Além disso, variações nos endereços de um desses dispositivos tornará esses
dispositivo acessível a partir da Internet. Em muitos casos, esses dispositivos estão numa rede que é
numerada usando endereços privativos. Isso significa que o roteador ou firewall no perímetro da rede
deve ser configurado para converter o endereço interno do servidor num endereço público. Em vista
dessa configuração adicional no dispositivo intermediário do perímetro, é ainda mais importante que
esses dispositivos tenham um endereço previsível.
Os dispositivos intermediários também são pontos de concentração de tráfego de rede. Quase todo o
tráfego dentro ou entre redes passa por alguma forma de dispositivo intermediário. Portanto, esses
dispositivos de rede fornecem uma localização oportuna para gerenciamento, monitoramento e segurança
de rede.
À maioria dos dispositivos intermediários são atribuídos endereços da Camada 3, para gerenciamento de
dispositivos ou para sua operação. Dispositivos como hubs, switches e pontos de acesso sem fio não
precisam de endereços IPv4 para operar como dispositivos intermediários. Contudo, se precisarmos
acessar esses dispositivos como hosts para configurar, monitorar ou resolver problemas de operação de
rede, eles precisam ter endereços designados a eles.
Visto que precisamos saber como nos comunicar com dispositivos intermediários, eles precisam ter
endereços previsíveis. Portanto, seus endereços em geral são designados manualmente. Além disso, os
endereços desses dispositivos deve estar em um intervalo diferente dentro do bloco da rede em relação
aos endereços de dispositivos dos usuários.
As interfaces de roteador e firewall são pontos de concentração de tráfego que entra e sai da rede. Visto
que os hosts de cada rede usam uma interface de um dispositivo como um roteador ou um firewall como
gateway de saída da rede, muitos pacotes fluem por essas interfaces. Portanto, esses dispositivos têm
um papel importante na segurança da rede, ao filtrar pacotes com base nos endereços IP de origem e/ou
destino. Agrupar tipos diferentes de dispositivos em grupos lógicos de endereçamento torna mais eficiente
a designação e operação dessa filtragem de pacotes.
Nesta atividade, você recebe um endereço de rede para desenvolver um esquema de endereçamento
VSLM para a rede mostrada na topologia incluída.
A divisão em sub-redes IPv6 requer uma abordagem diferente da divisão em sub-redes IPv4. O principal
motivo é que com o IPv6 há tantos endereços, que o motivo para a divisão em sub-redes é
completamente diferente. Um espaço de endereço IPv6 não é dividido em sub-redes para conservar
endereços; em vez de isso, é dividido em sub-redes para suportar o projeto hierárquico lógico da rede.
Quando a divisão em sub-redes de IPv4 é sobre a escassez de gerenciamento de endereço, a divisão em
sub-redes do IPv6 está para criar uma hierarquia de endereçamento com base no número de roteadores
e de redes que eles suportam.
Lembre-se de que um bloco de endereço IPv6 com um prefixo /48 tem 16 bits para o ID da sub-rede,
como mostrado na figura 1. A divisão em sub-redes que usa o ID de sub-rede de 16 bits produz 65.536
sub-redes /64 possíveis e não exige o empréstimo de quaisquer bits do ID da interface, ou porção de host
do endereço. Cada sub-rede IPv6 /64 contém aproximadamente dezoito endereços de quintilhão,
obviamente mais do que será necessário em um segmento de rede IP.
As sub-redes criadas do ID de sub-rede são fáceis de representar porque não há conversão em binário
necessária. Para determinar a próxima sub-rede disponível, apenas conte acima em hexadecimal. Como
mostrado na Figura 2, isso significa a contagem por hexadecimal na porção de ID de sub-rede.
O prefixo global de roteamento é o mesmo para todas as sub-redes. Somente o quarteto de ID de sub-
rede é incrementado para cada sub-rede.
Com mais de 65.000 sub-redes para escolher, a tarefa do administrador de rede é a de projetar um
esquema lógico de endereçamento da rede.
Como mostrado na Figura 1, a topologia de exemplo exigirá sub-redes em cada rede local e para o link
WAN entre R1 e R2. Ao contrário do exemplo para IPv4, com o IPv6, a sub-rede de link WAN não será
subdividida. Embora isso possa “desperdiçar” endereços, essa não é uma preocupação ao usar IPv6.
Como mostrado na Figura 2, a alocação de 5 sub-redes IPv6, com o campo de ID da sub-rede 0001 a
0005 será usada neste exemplo. Cada sub-rede /64 fornecerá mais endereços do que é necessário.
Como mostrado na Figura 3, a cada segmento de LAN e ao link WAN são atribuídos uma sub-rede /64.
Semelhante a configurar o IPv4, a Figura 4 mostra que cada uma das interfaces do roteador foi
configurada para estar em uma sub-rede IPv6 diferente.
Semelhante a pegar bits emprestados da porção de host de um endereço IPv4, com IPv6, bits podem ser
pegos emprestado do ID de interface para criar sub-redes IPv6 adicionais. Isso é feito normalmente por
motivo de segurança para criar menos hosts por sub-rede e não necessariamente criar sub-redes
adicionais.
Dividir em sub-redes nos limites do nibble significa usar máscaras de sub-rede alinhadas de nibble.
Começando em /64, as máscaras de sub-rede alinhadas do nibble são /68, /72, /76, /80 etc.
A divisão em sub-redes em um limite de nibble cria sub-redes usando o valor hexadecimal adicional. No
exemplo, o novo ID de sub-rede consiste em 5 valores hexadecimais, no intervalo de 00000 a FFFFF.
É possível dividir em sub-redes dentro do limite de nibble, em um dígito hexadecimal, mas não é
recomendado ou mesmo necessário. Sub-redes em um nibble retira a vantagem que determina facilmente
o prefixo da ID da interface. Por exemplo, se um tamanho do prefixo /66 for usado, os dois primeiros bits
serão parte da ID da sub-rede e os segundos dois bits serão parte da ID da interface.
O administrador de rede deseja que você atribua cinco sub-redes IPv6 de /64 à rede mostrada na
topologia. Seu trabalho é determinar as sub-redes IPv6, atribuir endereços IPv6 aos roteadores e definir
os computadores que receberão automaticamente o endereçamento IPv6. A etapa final é verificar a
conectividade entre os hosts IPv6.
Resumo
Resumo
Observação: esta atividade pode ser concluída individualmente ou em pequenos/grandes grupos que
usam o software do Packet Tracer.
• Há seis andares com cinco salas de pacientes em cada andar para um total de trinta conexões.
Cada sala precisa de uma conexão de rede.
Como um técnico de rede familiarizado com as implementações de endereçamento IPv4 e IPv6, agora
você está pronto para lidar com uma infraestrutura de rede existente e aplicar seus conhecimentos e
habilidades para concluir a configuração. O administrador de rede já configurou alguns comandos nos
roteadores. Não apague nem altere essas configurações. Sua tarefa é completar o esquema de
endereçamento IPv4 e IPv6, implementar o endereçamento IPv4 e IPv6, e verificar a conectividade.
Como mostrado na figura, o processo de segmentação de uma rede, dividindo-a em vários espaços de
redes menores, é chamado de divisão em sub-redes.
Cada endereço de rede tem um intervalo válido de endereços de host. Todos os dispositivos conectados
à mesma rede terão um endereço de host IPv4 para essa rede e um prefixo de rede ou máscara de sub-
rede em comum. O tráfego pode ser encaminhado diretamente entre hosts se estiverem na mesma sub-
rede. O tráfego não pode ser encaminhado entre sub-redes sem o uso de um roteador. Para determinar
se o tráfego é local ou remoto, o roteador usa a máscara de sub-rede. O prefixo e a máscara de sub-rede
são modos diferentes de representar a mesma coisa – a porção de rede de um endereço.
As sub-redes IPv4 são criadas usando um ou mais bits de hosts como bits de rede. Dois fatores muito
importantes resultarão na determinação do bloco de endereços do IP e a máscara de sub-rede, são o
número de sub-redes necessárias e o número máximo de hosts necessários por sub-rede. Note que há
um relacionamento inverso entre o número de sub-redes e o número de hosts. Quanto mais bits forem
pegos emprestado para criar sub-redes, menos bits de host estarão disponíveis; portanto, menos hosts
por sub-rede.
A fórmula 2^n (onde n é o número de bits de host restantes) é usada para calcular quantos endereços
estarão disponíveis em cada sub-rede. No entanto, o endereço de rede e o endereço de broadcast dentro
de um intervalo não são utilizáveis; portanto, para calcular o número utilizável de endereços o cálculo 2^n-
2 é obrigatório.
A divisão em sub-redes IPv6 requer uma abordagem diferente da divisão em sub-redes IPv4. Um espaço
de endereço IPv6 não é dividido em sub-redes para conservar endereços; em vez de isso, é dividido em
sub-redes para suportar o projeto hierárquico lógico da rede. Quando a divisão em sub-redes de IPv4 é
sobre a escassez de gerenciamento de endereço, a divisão em sub-redes do IPv6 está para criar uma
hierarquia de endereçamento com base no número de roteadores e de redes que suportam.
Depois de implementada, uma rede IP precisa ser testada para verificar sua conectividade e seu
desempenho operacional.