Protocolos e comunicações de rede
Introdução
Cada vez mais, são as redes que nos conectam. As pessoas se comunicam on-line de todos
os lugares. As conversas nas salas de aula tomam conta das sessões de bate-papo por
mensagem instantânea, e os debates on-line continuam na escola. Novos serviços estão sendo
desenvolvidos diariamente para aproveitar a rede.
Em vez de desenvolver sistemas únicos e separados para fornecer cada novo serviço, o setor
de rede como um todo adotou uma estrutura de desenvolvimento que permite que os
projetistas entendam e mantenham as plataformas de rede atuais. Ao mesmo tempo, essa
estrutura é usada para facilitar o desenvolvimento de novas tecnologias para suportar as
futuras necessidades de comunicação e aprimoramentos de tecnologia.
O ponto central dessa estrutura de desenvolvimento é o uso de modelos geralmente aceitos
que descrevem as regras e as funções da rede.
Neste capítulo, você aprenderá sobre esses modelos, bem como os padrões que fazem as
redes funcionar e o modo como a comunicação ocorre em uma rede.
Vamos falar sobre isso…
Você acabou de comprar um automóvel novo para uso pessoal. Depois de conduzir o carro por
cerca de uma semana, você descobre que não está funcionando corretamente.
Depois de discutir o problema com vários colegas, você decide ir a uma oficina mecânica muito
recomendada por eles. É a única oficina localizada perto de você.
Ao chegar na oficina, você descobre que todos os mecânicos falam outra língua. Você tem
dificuldade para explicar os problemas de desempenho do automóvel, mas os reparos
realmente precisam ser feitos. Você não tem certeza de que pode conduzi-lo de volta para
casa para pesquisar outras opções.
Você deve encontrar uma forma de trabalhar com a oficina para assegurar que seu automóvel
seja consertado corretamente.
Como você se comunicará com os mecânicos nesta empresa? Projete um modelo de
comunicações para garantir que o carro seja reparado corretamente.
Atividade em classe – Vamos falar sobre isso... Instruções
Regras de Comunicação
As regras
Uma rede pode ser tão complexa quanto os dispositivos conectados pela Internet, ou tão
simples quanto dois computadores diretamente conectados um ao outro com um único cabo, e
qualquer estágio intermediário. As redes podem variar em tamanho, forma e função. No
entanto, apenas ter a conexão física entre os dispositivos finais não é suficiente para permitir a
comunicação. Para que ocorra comunicação, os dispositivos devem saber “como” se
comunicar.
As pessoas trocam ideias usando vários métodos de comunicação diferentes. No entanto,
independentemente do método escolhido, todos os métodos de comunicação possuem três
elementos em comum. O primeiro desses elementos é a fonte da mensagem, ou o remetente.
Fontes de mensagem são pessoas, ou dispositivos eletrônicos, que precisam enviar uma
mensagem a outros indivíduos ou dispositivos. O segundo elemento de comunicação é o
destino, ou receptor, da mensagem. O destino recebe a mensagem e a interpreta. Um terceiro
elemento, chamado de canal, consiste no meio físico que fornece o caminho sobre o qual a
mensagem trafega da fonte para o destino.
A comunicação começa com uma mensagem, ou informação, que deve ser enviada de uma
origem para um destino. O envio dessa mensagem, seja por meio da comunicação interpessoal
ou por uma rede, é regido por regras chamadas de protocolos. Esses protocolos são
específicos para o tipo de método de comunicação em questão. Em nossa comunicação
pessoal diária, as regras que usamos para nos comunicarmos sobre um meio físico, como uma
ligação telefônica, não são necessariamente as mesmas para o uso de outro meio físico, tal
como enviar uma carta.
Por exemplo, considere duas pessoas que se comunicam pessoalmente, como mostrado na
Figura 1. Antes da comunicação, devem acordar sobre como se comunicar. Se a comunicação
for através de voz, devem primeiro acordar sobre o idioma. Em seguida, quando há uma
mensagem para compartilhar, eles devem ser capazes de formatar a mensagem de forma que
seja compreensível. Por exemplo, se alguém usa o idioma inglês, mas a estrutura de frases for
deficiente, a mensagem poderá facilmente ser mal interpretada. Cada uma dessas tarefas
descreve os protocolos estabelecidos para realizar a comunicação. É o caso da comunicação
entre computadores, como mostrado na Figura 2.
Pense como várias regras ou protocolos diferentes regem todos os métodos diferentes de
comunicação que existem no mundo hoje.
Estabelecendo as regras
Antes de se comunicar um com o outro, os indivíduos devem usar regras ou acordos
estabelecidos para direcionar a conversa. Por exemplo, de acordo com a Figura 1, protocolos
são necessários para a comunicação eficaz. Os protocolos usados são específicos para as
características do método de comunicação, incluindo as características da origem, do destino e
do canal. Essas regras, ou protocolos, devem ser seguidas para que a mensagem seja
transmitida e entendida com sucesso. Há muitos protocolos disponíveis que regem a
comunicação humana bem-sucedida. Uma vez que houver um acordo sobre o método de
comunicação (pessoalmente, por telefone, por carta, por fotografia), os protocolos
estabelecidos devem levar em conta os seguintes requisitos:
• Um emissor e um receptor identificados
• Língua e gramática comum
• Velocidade e ritmo de transmissão
• Requisitos de confirmação ou recepção
Os protocolos usados nas comunicações de rede compartilham muitas características
fundamentais dos protocolos usados para reger as conversas humanas bem-sucedidas;
consulte a Figura 2. Além de identificar a origem e o destino, os protocolos de computadores e
de rede definem os detalhes sobre como uma mensagem é transmitida por uma rede para
atender aos requisitos acima. Embora haja muitos protocolos que devem interagir, os
protocolos de computador comuns incluem:
• Codificação de mensagens
• Formatação e encapsulamento de mensagem
• Tamanho da mensagem
• Tempo de mensagem
• Opções de envio de mensagem
Cada item será discutido com mais detalhes a seguir.
Codificação de Mensagens
Uma das primeiras etapas para enviar uma mensagem é codificá-la. A codificação é o
processo de conversão de informações em outra forma aceitável para a transmissão. A
decodificação inverte esse processo para interpretar as informações.
Imagine uma pessoa planejar uma viagem de feriado com um amigo, e ligar para ele, a fim de
discutir os detalhes de onde desejam ir, como mostrado na Figura 1. Para comunicar a
mensagem, o remetente deve primeiro converter, ou codificar, seus pensamentos e suas
percepções sobre o local em palavras. As palavras são faladas no telefone usando os sons e
as inflexões do idioma falado que expressem a mensagem. Na outra extremidade da linha
telefônica, a pessoa que aguarda a descrição, recebe e decodifica os sons para visualizar a
imagem do pôr do sol descrito pelo remetente.
A codificação também ocorre na comunicação entre computadores, como mostrado na Figura
2. A codificação entre hosts deve estar em um formato adequado para o meio físico. As
mensagens enviadas pela rede são convertidas primeiramente em bits pelo host emissor. Cada
bit é codificado em um padrão de sons, de ondas de luz ou de impulsos elétricos, dependendo
da mídia de rede em que os bits são transmitidos. O host destino recebe e decodifica os sinais
para interpretar a mensagem.
Formatação e Encapsulamento de Mensagem
Quando uma mensagem for enviada da origem para o destino, deve usar um formato ou uma
estrutura específico. Os formatos da mensagem dependem do tipo de mensagem e do canal
usado para entregar a mensagem.
A redação de cartas é uma das formas mais comuns de comunicação humana por escrito. Há
séculos, o formato acordado para cartas pessoais é alterado. Em muitas culturas, uma carta
pessoal contém os seguintes elementos:
• Um identificador de destinatário
• Uma saudação ou cumprimento
• O conteúdo da mensagem
• Uma frase de encerramento
• Um identificador de remetente
Além de ter o formato correto, a maioria das cartas pessoais também deve ser inserida, ou
encapsulada, em um envelope para entrega, como mostrado na Figura 1. O envelope tem o
endereço do remetente e do destinatário, cada um no local apropriado no envelope. Se o
endereço destino e a formatação não estiverem corretos, a carta não será entregue. O
processo de colocar um formato de mensagem (a carta) em outro formato de mensagem (o
envelope) é chamado encapsulamento. O desencapsulamento ocorre quando o processo é
invertido pelo destinatário e a carta é retirada do envelope.
Quem escreve a carta usa um formato aceito para garantir que ela seja entregue e
compreendida pelo destinatário. Da mesma forma, a mensagem enviada por uma rede de
computadores segue regras específicas de formato para que seja entregue e processada.
Assim como uma carta é encapsulada em um envelope para entrega, as mensagens de
computador também são encapsuladas. Cada mensagem de computador é encapsulada em
um formato específico, chamada de quadro, antes de ser enviada pela rede. Um quadro atua
como um envelope; fornece o endereço do destino desejado e o endereço do host origem,
como mostrado na Figura 2.
O formato e o conteúdo de um quadro são determinados pelo tipo de mensagem que está
sendo enviada e pelo canal no qual é comunicada. As mensagens que não são formatadas
corretamente não são entregues ao host destino com êxito, nem processadas por ele.
Tamanho da Mensagem
Outra regra de comunicação é o tamanho. Quando as pessoas se comunicam entre si, as
mensagens que enviam geralmente são quebradas em partes ou sentenças menores. Essas
frases têm limites de tamanho com base no que o receptor pode processar de uma só vez,
como mostrado na Figura 1. Uma conversa individual pode ser composta por muitas frases
menores para assegurar que cada parte da mensagem seja recebida e compreendida. Imagine
como seria ler este curso se todo ele fosse como uma longa frase. Não seria fácil de ler e
compreender.
Do mesmo modo, quando uma mensagem longa é enviada de um host a outro em uma rede, é
necessário dividir a mensagem em partes menores, como mostrado na Figura 2. As regras que
regem o tamanho das partes, ou quadros, transmitidos pela rede são muito rígidas. Também
podem diferir, dependendo do canal usado. Os quadros que são muito longos ou muito curtos
não são entregues.
As restrições de tamanho dos quadros exigem que o host origem divida uma mensagem longa
em pedaços individuais que atendam aos requisitos de tamanho mínimo e máximo. Isso é
conhecido como segmentação. Cada segmento é encapsulado em um quadro diferente com
informações de endereço e enviado através da rede. No host receptor, as mensagens são
desencapsuladas e colocadas de volta em conjunto para serem processadas e interpretadas.
Tempo de Mensagem
Outro fator que afeta a qualidade do recebimento e da compreensão de uma mensagem é a
temporização. As pessoas usam o tempo para determinar quando falar, com que velocidade
conversar e por quanto tempo aguardar uma resposta. Essas são as regras do envolvimento.
Método de Acesso
O método de acesso determina quando alguém pode enviar uma mensagem. Essas regras de
tempo baseiam-se no ambiente. Por exemplo, você pode falar sempre que tiver algo a dizer.
Nesse ambiente, uma pessoa deve aguardar até que ninguém esteja falando para dizer algo.
Se duas pessoas falarem ao mesmo tempo, haverá uma colisão de informações e será
necessário que ambos parem e comecem novamente, como mostrado na Figura 1. Do mesmo
modo, é necessário que os computadores definam um método de acesso. Os hosts em uma
rede precisam de um método de acesso para saber quando começar a enviar mensagens e
como proceder quando houver erros.
Controle de Fluxo
O tempo também afeta a quantidade de informações que podem ser enviadas e a velocidade
em que podem ser entregues. Se uma pessoa fala muito depressa, fica difícil para a outra
pessoa ouvir e entender a mensagem, como mostrado na Figura 2. O receptor deve pedir ao
emissor que fale mais devagar. Na comunicação de rede, um host origem pode transmitir
mensagens em um ritmo mais rápido do que o host destino pode receber e processar. Os hosts
origem e destino usam o controle de fluxo para negociar o tempo correto para uma
comunicação bem-sucedida.
Tempo limite da resposta
Se uma pessoa faz uma pergunta e não ouve uma resposta dentro de um período de tempo
aceitável, ela supõe que não haverá qualquer resposta e reage de acordo, como mostra a
Figura 3. A pessoa pode repetir a pergunta ou continuar a conversa. Os hosts na rede também
têm regras que especificam por quanto tempo aguardar respostas e que ação tomar se o
tempo limite de resposta for ultrapassado.
Opções de Envio de Mensagem
Uma mensagem pode ser entregue de formas diferentes, como mostrado na Figura 1. Às
vezes, uma pessoa deseja transmitir informações a uma única pessoa. Em outros casos, a
pessoa pode precisar enviar informações a um grupo de pessoas ao mesmo tempo, ou até
mesmo para todas as pessoas na mesma área. Uma conversa entre duas pessoas é um
exemplo de uma entrega um para um. Quando um grupo de destinatários precisa receber a
mesma mensagem simultaneamente, torna-se necessária a entrega de mensagem um para
muitos ou um para todos.
Também há momentos em que o remetente de uma mensagem precisa ter certeza de que a
mensagem foi entregue com êxito ao destino. Nesses casos, é necessário que o destinatário
retorne uma confirmação ao remetente. Se nenhuma confirmação for solicitada, a opção de
entrega será chamada de não confirmada.
Os hosts em uma rede usam opções de envio semelhantes para comunicação, como mostrado
na Figura 2.
Uma opção de entrega um para um é chamada unicast, o que significa que há apenas um
único destino para a mensagem.
Quando um host precisa enviar mensagens por meio de uma opção de entrega um para
muitos, ele utiliza um formato chamado de multicast. Multicast é a entrega da mesma
mensagem a um grupo de hosts destinos simultaneamente.
Se todos os hosts na rede precisam receber a mensagem ao mesmo tempo, utiliza-se um
broadcast. O broadcast representa uma opção de entrega de mensagem um para todos. Além
disso, os hosts têm requisitos para mensagens confirmadas versus não confirmadas.
Protocolos e padrões de rede
Protocolos
Assim como na comunicação humana, os diversos protocolos de rede e de computadores
devem ser capazes de interagir e trabalhar juntos para que a comunicação de rede seja bem-
sucedida. Um grupo de protocolos inter-relacionados necessário para desempenhar uma
função de comunicação é chamado de conjunto de aplicações de protocolo. Conjuntos de
protocolos são implementados por hosts e dispositivos de rede no software, no hardware ou
em ambos.
Uma das melhores maneiras de visualizar como os protocolos dentro de um conjunto
interagem é ver a interação como uma pilha. Uma pilha de protocolos mostra como os
protocolos individuais dentro de um conjunto são implementados. Os protocolos são
visualizados em camadas, com cada serviço de nível superior, dependendo da funcionalidade
definida pelos protocolos mostrados nos níveis inferiores. As camadas inferiores da pilha estão
relacionadas com a movimentação de dados pela rede e o fornecimento de serviços às
camadas superiores, que se concentram no conteúdo da mensagem que está sendo enviada.
Como mostra a figura, podemos usar camadas para descrever a atividade que ocorre em
nosso exemplo de comunicação presencial. Na camada inferior, a camada física, temos duas
pessoas, cada uma com uma voz que pode pronunciar palavras em voz alta. Na segunda
camada, a camada das regras, temos um acordo para falar em um idioma comum. Na camada
superior, a camada de conteúdo, há palavras que são realmente faladas. Este é o conteúdo da
comunicação.
Se fôssemos testemunhar essa conversa, não veríamos as “camadas” realmente flutuando no
espaço. O uso de camadas é um modelo que fornece uma forma de dividir convenientemente
uma tarefa complexa em partes e descrever como elas funcionam.
No nível humano, algumas regras de comunicação são formais e outras são simplesmente
entendidas com base em costume e prática. Para que os dispositivos se comuniquem com
sucesso, um conjunto de protocolos de rede deve descrever exigências e interações precisas.
Os protocolos de rede definem um formato e um conjunto de regras comuns para a troca de
mensagens entre dispositivos. Alguns protocolos de rede comuns são IP, HTTP e DHCP.
A figura ilustra os protocolos de rede que descrevem os seguintes processos:
• Como a mensagem está formatada ou estruturada, como mostrado na Figura 1
• O processo pelo qual os dispositivos de rede compartilham informações sobre caminhos
com outras redes, como mostrado na Figura 2
• Como e quando as mensagens de erro e do sistema são passadas entre dispositivos,
como mostrado na Figura 3
• A configuração e o término de sessões de transferência de dados, como mostrado na
Figura 4
Por exemplo, o IP define como um pacote de dados é entregue dentro de uma rede local ou
para uma rede remota. As informações do protocolo IPv4 são transmitidas em um formato
específico para que o receptor possa interpretá-las corretamente. Isso não é muito diferente do
protocolo usado para endereçar um envelope ao enviar uma carta. As informações devem
obedecer a um determinado formato ou não será possível entregar a carta ao destino pela
agência de correio.
Um exemplo do uso de um conjunto de protocolos nas comunicações de rede é a interação
entre um servidor Web e um cliente Web. Essa interação usa vários protocolos e padrões no
processo de troca de informações entre eles. Os diferentes protocolos trabalham em conjunto
para garantir que as mensagens sejam recebidas e entendidas por ambas as partes. Exemplos
desses protocolos são:
• Protocolo de Aplicação – O protocolo HTTP é um protocolo que rege a forma de
interação entre um servidor e um cliente Web. O HTTP define o conteúdo e formatação
das solicitações e respostas trocadas entre o cliente e o servidor. Tanto o software do
cliente quanto o do servidor Web implementam HTTP como parte da aplicação. O HTTP
conta com outros protocolos para reger o modo como as mensagens são transportadas
entre cliente e servidor.
• Protocolo de Transporte – O protocolo TCP é o protocolo de transporte que gerencia as
conversas individuais entre servidores e clientes Web. O TCP divide as mensagens HTTP
em partes menores, chamadas de segmentos. Esses segmentos são enviados entre os
processos do servidor e cliente Web em execução no host destino. O TCP também é
responsável por controlar o tamanho e o ritmo em que as mensagens são trocadas entre
o servidor e o cliente.
• O Protocolo de Internet – o IP é responsável por retirar os segmentos formatados do
TCP, encapsulá-los em pacotes, atribuir a eles endereços apropriados, além de entregá-
los pelo melhor caminho ao host destino.
• Protocolos de Acesso à Rede – os protocolos de acesso à rede descrevem duas
funções básicas, a comunicação por meio de um enlace de dados e a transmissão física
de dados na mídia de rede. Os protocolos de gerenciamento de enlace de dados retiram
os pacotes do IP e os formatam para serem transmitidos pelo meio físico. Os padrões e
protocolos para o meio físico regem como os sinais são enviados e como eles são
interpretados pelos clientes receptores. Um exemplo de um protocolo de acesso à rede é
a Ethernet.
Protocolos e padrões de rede
Conjuntos de Protocolos
Como já citado, um conjunto de protocolos é um grupo de protocolos que funciona em conjunto
para fornecer serviços abrangentes de comunicação de rede. Um conjunto de protocolos pode
ser especificado por uma organização de padrões ou ser desenvolvido por um fornecedor.
Os protocolos IP, HTTP e DHCP são parte do conjunto de protocolos da Internet conhecido
como Transmission Control Protocol/IP (TCP/IP). O conjunto de protocolos TCP/IP é um
padrão aberto, o que significa que esses protocolos estão totalmente disponíveis ao público, e
qualquer fornecedor pode implementar esses protocolos no hardware ou no software.
Um protocolo baseado em padrões é um processo ou protocolo que foi endossado pelo setor
de rede e ratificado, ou aprovado, por uma organização de padrões. O uso de padrões no
desenvolvimento e na implementação de protocolos assegura que produtos de diferentes
fabricantes possam interoperar com êxito. Se um protocolo não for rigidamente observado por
um fabricante específico, seu equipamento ou software pode não ser capaz de se comunicar
com sucesso com produtos fabricados por outros fabricantes.
Na comunicação de dados, por exemplo, se uma extremidade da conversação estiver usando
um protocolo para reger comunicação única e a outra extremidade estiver considerando um
protocolo descrevendo comunicação dupla, muito provavelmente não haverá troca de dados.
Alguns protocolos são proprietários. Proprietário, neste contexto, significa que uma empresa ou
um fornecedor controla a definição do protocolo e como ele funciona. Alguns protocolos
proprietários podem ser usados por diferentes organizações com permissão do proprietário.
Outros só podem ser implementados em equipamentos fabricados pelo fornecedor proprietário.
Exemplos de protocolos proprietários são Appletalk e Novell NetWare.
Várias empresas podem até trabalhar juntas para criar um protocolo proprietário. Não é raro
um fornecedor (ou grupo de fornecedores) desenvolver um protocolo proprietário para atender
às necessidades dos clientes e ajudar posteriormente a tornar o protocolo proprietário um
padrão aberto. Por exemplo, a Ethernet era um protocolo originalmente desenvolvido por Bob
Metcalfe no XEROX Palo Alto Research Center (PARC) nos anos 70. Em 1979, Bob Metcalfe
formou sua própria empresa, a 3COM, e trabalhou com a Digital Equipment Corporation (DEC),
a Intel e a Xerox para promover o padrão “DIX” para Ethernet. Em 1985, o Instituto de
Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) publicou o padrão IEEE 802.3 que era quase
idêntico à Ethernet. Hoje, o 802.3 é o padrão comum usado em redes locais (LANs). Outro
exemplo, mais recente, a Cisco abriu o protocolo de roteamento EIGRP como um RFC
informativo para atender às necessidades de clientes que desejam usar o protocolo em uma
rede de vários fornecedores.
O conjunto IP é um conjunto de protocolos necessários para transmitir e receber informações
usando a Internet. Geralmente, é conhecido como TCP/IP, pois os dois primeiros protocolos de
rede definidos para este padrão eram o TCP e o IP. O TCP/IP aberto baseado em padrões
substituiu conjuntos de protocolos proprietários de outros fornecedores, como o Appletalk da
Apple e o Internetwork Packet Exchange/Sequenced Package Exchange (IPX/SPX) da Novell.
A primeira rede de switching de pacotes e antecessora da Internet atual foi a Advanced
Research Projects Agency Network (ARPANET), que surgiu em 1969 conectando
computadores mainframe em quatro locais. A ARPANET foi financiada pelo Departamento de
Defesa dos EUA para ser usada por universidades e laboratórios de pesquisa. A Bolt, Beranek
and Newman (BBN) foi a contratada que colaborou muito no desenvolvimento inicial da
ARPANET, incluindo a criação do primeiro roteador conhecido IMP (Interface Message
Processor).
Em 1973, Robert Kahn e Vinton Cerf começaram a trabalhar no TCP para desenvolver a
próxima geração da ARPANET. O TCP foi projetado para substituir o Programa de Controle de
Rede (NCP) atual da ARPANET. Em 1978, o TCP foi dividido em dois protocolos: TCP e IP.
Mais tarde, outros protocolos foram adicionados ao conjunto de protocolos TCP/IP, incluindo
Telnet, FTP, DNS e muitos outros.
Clique na linha do tempo da figura para ver detalhes sobre o desenvolvimento de outros
protocolos e aplicações de rede.
Hoje, o conjunto inclui diversos protocolos, como mostrado na Figura 1. Clique em cada
protocolo para ver sua descrição. São organizados em camadas usando o modelo de protocolo
TCP/IP. Os protocolos TCP/IP são incluídos na camada de Internet para a camada de
aplicação ao fazer referência ao modelo TCP/IP. Os protocolos de camada inferior na camada
de enlace de dados ou de acesso à rede são responsáveis pela entrega desse pacote IP ao
meio físico. Esses protocolos da camada inferior são desenvolvidos por organizações de
padrões, como o IEEE.
O conjunto de protocolos TCP/IP é implementado como uma pilha TCP/IP nos hosts origem e
destino para o fornecimento da entrega de ponta a ponta de aplicações pela rede. Os
protocolos 802.3 ou Ethernet são usados para transmitir o pacote IP pelo meio físico usado
pela LAN.
As Figuras 2 e 3 demonstram o processo completo de comunicação usando um exemplo de
uma transmissão de dados do servidor Web a um cliente.
Clique no botão Reproduzir para ver as demonstrações animadas:
1. A página escrita em Linguagem de Marcação de Hipertexto (HTML) do servidor Web são os
dados a serem enviados.
2. O cabeçalho HTTP do protocolo de aplicação é adicionado à frente dos dados HTML. O
cabeçalho tem várias informações, incluindo a versão HTTP que o servidor está usando e um
código de status indicando que há informações para o cliente Web.
3. O protocolo da camada de aplicação HTTP fornece os dados da página Web formatados por
HTML para a camada de transporte. O protocolo da camada de transporte TCP é usado para
gerenciar a conversa individual entre o servidor e o cliente Web.
4. Em seguida, as informações de IP são adicionadas à frente das informações TCP. O IP
atribui os endereços IP origem e destino apropriados. Essa informação é conhecida como um
pacote IP.
5. O protocolo Ethernet adiciona informações às duas extremidades do pacote IP, conhecidas
como um quadro de enlace de dados. Esse quadro é entregue ao roteador mais próximo ao
longo do caminho para o cliente Web. Esse roteador remove as informações da Ethernet,
analisa o pacote IP, determina o melhor caminho para o pacote, introduz o pacote em um novo
quadro e o envia para o próximo roteador vizinho até o destino. Cada roteador remove e
adiciona novas informações de enlace de dados antes de enviar o pacote.
6. Esses dados são transportados pela rede, que consiste em meio físico e dispositivos
intermediários.
7. O cliente recebe as estruturas de enlace de dados contendo dados e cada cabeçalho de
protocolo é processado e, em seguida, removido na ordem inversa à da adição. As
informações da Ethernet são processadas e removidas, seguidas pelas informações de
protocolo IP, pelas informações do TCP e, por fim, pelas informações do HTTP.
8. As informações da página Web são transmitidas para o software do navegador do cliente.
Protocolos e padrões de rede
Organizações de padronização
Os padrões abertos incentivam a concorrência e a inovação. Asseguram também que nenhum
produto da empresa possa monopolizar o mercado ou ter uma vantagem injusta sobre a
concorrência. Um bom exemplo disso é ao comprar um roteador de rede sem fio para
residências. Há muitas opções diferentes disponíveis de uma variedade de fornecedores, que
incorporam protocolos padrão como o IPv4, DHCP, 802.3 (Ethernet) e 802.11 (LAN sem fio).
Esses padrões abertos também permitem que um cliente que executa o sistema operacional
OS X da Apple faça download de uma página Web de um servidor Web executado no sistema
operacional Linux. Isso porque ambos os sistemas operacionais implementam os protocolos
padrão abertos, como aqueles no conjunto TCP/IP.
As organizações de padrões são importantes na manutenção de uma Internet aberta com
especificações e protocolos de livre acesso que podem ser implementados por qualquer
fornecedor. Uma organização de padrões pode traçar um conjunto de regras por conta própria
ou, em outros casos, pode selecionar um protocolo proprietário como a base para o padrão. Se
um protocolo proprietário é usado, geralmente envolve o fornecedor que o criou.
As organizações de padrões geralmente são organizações sem fins lucrativos e independentes
de fornecedores estabelecidas para desenvolver e promover o conceito de padrões abertos.
Organizações de padrões incluem:
• A Internet Society (ISOC)
• A Internet Architecture Board (IAB)
• A Internet Engineering Task Force (IETF)
• O Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica (IEEE)
• A Organização Internacional para Padronização (ISO)
Cada uma dessas organizações será discutida com mais detalhes nas próximas páginas.
Na figura, clique em cada logotipo para exibir as informações de padrões.
A Internet Society (ISOC) é responsável por promover o desenvolvimento, a evolução e o uso
abertos de Internet no mundo todo. A ISOC facilita o desenvolvimento aberto de padrões e
protocolos para a infraestrutura técnica da Internet, incluindo a supervisão da Internet
Architecture Board (IAB).
A Internet Architecture Board (IAB) é responsável pelo gerenciamento e desenvolvimento total
de padrões da Internet. A IAB fornece a supervisão da arquitetura para os protocolos e os
procedimentos usados pela Internet. A IAB consiste em 13 membros, incluindo a direção da
Internet Engineering Task Force (IETF). Os membros da IAB servem como indivíduos, e não
como representantes de qualquer empresa, agência ou outra organização.
A missão da IETF é desenvolver, atualizar e manter as tecnologias da Internet e do TCP/IP.
Uma das responsabilidades principais da IETF é produzir documentos de Request for
Comments (RFC), que são um memorando que descreve protocolos, processos e tecnologias
para a Internet. A IETF consiste em grupos de trabalho (WGs), o principal mecanismo para
desenvolver especificações e diretrizes da IETF. Os WGs operam a curto prazo, e depois que
os objetivos do grupo são satisfeitos, o WG é concluído. A Internet Engineering Steering Group
(IESG) é responsável pelo gerenciamento técnico da IETF e do processo de padrões da
Internet.
A Internet Research Task Force (IRTF) se concentra na pesquisa a longo prazo relacionada
aos protocolos, aplicativos, arquiteturas e tecnologias da Internet e do TCP/IP. A IETF se
concentra nas questões a curto prazo da criação de padrões e a IRTF consiste em grupos de
pesquisa para esforços de desenvolvimento a longo prazo. Alguns dos grupos de pesquisa
atuais incluem o Anti-Spam Research Group (ASRG), o Crypto Forum Research Group
(CFRG), o Peer-to-Peer Research Group (P2PRG) e o Router Research Group (RRG).
O Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE, pronunciado “I3E”) é uma
organização profissional para aqueles nos campos de engenharia elétrica e eletrônica que se
dedicam à inovação tecnológica avançada e à criação de padrões. Desde 2012, o IEEE
consiste em 38 sociedades, publica 130 diários e patrocina mais de 1.300 conferências por ano
em todo o mundo. O IEEE tem mais de 1.300 padrões e projetos em desenvolvimento
atualmente.
O IEEE tem mais de 400.000 membros em mais de 160 países. Mais de 107.000 desses
membros são alunos. O IEEE fornece oportunidades para o crescimento educacional e
profissional para promover as habilidades e o conhecimento com o setor eletrônico.
O IEEE é uma das principais organizações que geram padrões do mundo. Cria e mantém
padrões que afetam uma ampla variedade de setores, incluindo energia, saúde,
telecomunicações e rede. A família de padrões 802 do IEEE lida com as redes locais e as
redes da área metropolitana, incluindo com e sem fio. Como mostrado na figura, cada padrão
IEEE consiste em um WG responsável pela criação e melhoria dos padrões.
Os padrões IEEE 802.3 e IEEE 802.11 são padrões IEEE significativos na rede de computador.
O padrão IEEE 802.3 define o Controle de Acesso à Mídia (MAC) para a Ethernet com fio.
Essa tecnologia geralmente é para LANs, mas também tem aplicativos de rede de longa
distância (WAN). O padrão 802.11 define um conjunto de padrões para implantar redes locais
sem fio (WLANs). Esse padrão define o MAC físico e de enlace de dados do Open Systems
Interconnection (OSI) para comunicações sem fio.
ISO, a organização internacional de padronização, é o maior desenvolvedor de padrões
internacionais do mundo para uma grande variedade de produtos e serviços. ISO não é uma
sigla para o nome da organização. O termo ISO baseia-se na palavra grega “isos”, que significa
igual. A Organização Internacional para Padronização escolheu o termo ISO para afirmar sua
posição como sendo igual em todos os países.
Na rede, ISO é mais conhecido por seu modelo de referência da Interconexão de Sistemas
Abertos (OSI, Open Systems Interconnection). O ISO publicou o modelo de referência OSI em
1984 para desenvolver uma estrutura em camadas para protocolos de rede. O objetivo original
deste projeto era não só criar um modelo de referência, mas também funcionar como uma base
para um conjunto de protocolos a serem usados para a Internet. Isso ficou conhecido como o
conjunto de protocolos do OSI. No entanto, devido à popularidade crescente do conjunto
TCP/IP, desenvolvido por Robert Kahn, Vinton Cerf e outros, o conjunto de protocolos do OSI
não foi escolhido como o conjunto de protocolo para a Internet. Em vez disso, o conjunto de
protocolos TCP/IP foi selecionado. O conjunto de protocolos do OSI foi implementado em
equipamentos de telecomunicações e ainda pode ser encontrado em redes de
telecomunicações existentes.
Você talvez esteja familiarizado com alguns dos produtos que usam normas ISO. A extensão
do arquivo ISO é usada em várias imagens de CD para indicar foi usado o padrão ISO 9660 no
sistema de arquivos. O ISO também é responsável pela criação de padrões para protocolos de
roteamento.
Os padrões de rede envolvem várias outras organizações de padrões. As mais comuns são:
• EIA – A Aliança de Indústrias Eletrônicas (EIA), conhecida anteriormente como a
Associação de Indústrias Eletrônicas, é uma organização comercial e de padrões
internacional para organizações de eletrônica. A EIA é mais conhecida por seus padrões
relacionados à fiação elétrica, conectores e racks de 19 polegadas usados para montar o
equipamento de rede.
• TIA – A Associação de Indústrias de Telecomunicações (TIA) é responsável pelo
desenvolvimento de padrões de comunicação em uma variedade de áreas que incluem
equipamentos de rádio, torres de celular, dispositivos de voz sobre IP (VoIP),
comunicação por satélite e muito mais. Muitos padrões são produzidos em colaboração
com a EIA.
• ITU-T – o Setor de Padronização de Telecomunicações da União Internacional de
Telecomunicações (ITU-T) é uma das maiores e mais antigas organizações de padrões
de comunicação. O ITU-T define padrões para a compactação de vídeo, televisão por
protocolo de Internet (IPTV) e comunicações de banda larga, como uma linha digital do
assinante (DSL). Por exemplo, ao discar para outro país, os códigos dos países ITU são
usados para fazer a conexão.
• ICANN – A Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) é uma
organização sem fins lucrativos com base nos Estados Unidos que coordena a atribuição
de endereço IP, o gerenciamento de nomes de domínio usados por DNS e os números de
identificadores de protocolo ou número da porta usados por protocolos TCP e UDP. A
ICANN cria políticas e tem a responsabilidade total por essas tarefas.
• IANA – A Internet Assigned Numbers Authority (IANA) é um departamento da ICANN
responsável por supervisionar e gerenciar a alocação de endereços IP, o gerenciamento
de nomes de domínio e os identificadores de protocolos para ICANN.
A familiaridade com as organizações que criam padrões usados na rede ajudará você a ter
uma melhor compreensão de como esses padrões criam uma Internet aberta e independente
de fornecedores, e permitirá que você conheça os novos padrões criados.
Protocolos e padrões de rede
Organizações de padronização
Nesse laboratório, você atingirá os seguintes objetivos:
• Parte 1: Pesquisar organizações de padronização de rede
• Parte 2: Refletir nas experiências de rede da Internet e do computador
Laboratório - Pesquisa dos Padrõ
Protocolos e padrões de rede
Modelos de Referência
Um modelo de camadas, como o modelo TCP/IP, é muitas vezes usado para ajudar a
visualizar a interação entre vários protocolos. Um modelo de camadas representa a operação
dos protocolos que ocorrem dentro de cada camada, bem como a interação dos protocolos
com as camadas acima e abaixo dela.
Há benefícios no uso de um modelo de camadas para descrever protocolos de rede e
operações. O uso de um modelo de camadas:
• Auxilia na elaboração do protocolo porque os protocolos que operam em uma camada
específica tem definidas as informações que eles irão manipular assim como as interfaces
com as camadas inferior e superior.
• Estimula a competição porque os produtos de diferentes fornecedores podem trabalhar
em conjunto.
• Impede que mudanças de tecnologia ou habilidade em uma camada afetem outras
camadas acima e abaixo.
• Fornece um idioma comum para descrever funções e habilidades de rede.
Existem dois tipos básicos de modelos de rede:
• Modelo de protocolo – esse modelo corresponde muito bem à estrutura de um conjunto
específico de protocolo. O conjunto hierárquico de protocolos relacionados em um
conjunto geralmente representa toda a funcionalidade necessária para fazer a interface
da rede humana com a rede de dados. O modelo TCP/IP é um modelo de protocolo, visto
que descreve as funções que ocorrem em cada camada de protocolos dentro do conjunto
TCP/IP.
• Modelo de referência – Esse modelo oferece consistência em todos os tipos de
protocolos e serviços de rede descrevendo o que precisa ser feito em uma camada
específica, mas não prescrevendo como devem ser executados. Um modelo de referência
não tem a intenção de ser uma especificação de implementação ou de fornecer um nível
suficiente de detalhe para definir de maneira precisa os serviços da arquitetura de rede. O
principal propósito de um modelo de referência é o de auxiliar em um entendimento mais
claro das funções e dos processos envolvidos.
O modelo de referência OSI é o modelo de referência de rede mais amplamente conhecido. Ele
é usado para elaboração de rede de dados, especificações de operação e resolução de
problemas.
Como mostrado na figura, os modelos TCP/IP e OSI são os modelos básicos usados ao
discutir a funcionalidade da rede. Os criadores de protocolos, serviços ou dispositivos de rede
podem criar seus próprios modelos para representar seus produtos. Essencialmente, os
designers precisam se comunicar com o setor ao relacionar seu produto ou serviço com o
modelo OSI ou o modelo TCP/IP, ou com ambos.
Inicialmente, o modelo OSI foi elaborado pela ISO para fornecer uma estrutura na qual fosse
possível criar um conjunto de protocolos de sistemas abertos. A visão foi a de que este
conjunto de protocolos seria usado para desenvolver uma rede internacional que não seria
dependente de sistemas proprietários.
Por fim, a velocidade na qual a Internet baseada em TCP/IP foi adotada, e a frequência na qual
se expandia, causaram atraso no desenvolvimento e na aceitação do conjunto de protocolos do
OSI. Embora poucos protocolos desenvolvidos usando as especificações OSI sejam
amplamente usados atualmente, o modelo OSI de sete camadas fez grandes contribuições ao
desenvolvimento de outros protocolos e produtos para todos os tipos de novas redes.
O modelo OSI fornece uma lista extensiva de funções e serviços que podem ocorrer em cada
camada. Ele também descreve a interação de cada camada com as camadas diretamente
acima e abaixo dela. Embora o conteúdo deste curso seja estruturado em torno do modelo de
referência OSI, o foco da discussão são os protocolos identificados no modelo de protocolo
TCP/IP. Clique em cada nome de camada para ver os detalhes.
Observação: considerando que as camadas do modelo TCP/IP sejam mencionadas somente
pelo nome, as sete camadas do modelo OSI são mais frequentemente chamadas por número
do que por nome. Por exemplo, a camada física é chamada de Camada 1 do modelo OSI.
O modelo de protocolo TCP/IP para comunicações de rede foi criado no início dos anos 70 e
costuma ser chamado de modelo de Internet. Conforme mostrado na figura, ele define quatro
categorias de funções que devem ocorrer para que as comunicações sejam bem-sucedidas. A
arquitetura do conjunto de protocolos TCP/IP segue a estrutura deste modelo. Por causa disso,
o modelo de Internet é geralmente chamado de modelo TCP/IP.
A maioria dos modelos de protocolo descreve uma pilha de protocolos específica do
fornecedor. No entanto, como o modelo TCP/IP é um padrão aberto, uma empresa não
controla a definição do modelo. As definições do padrão e dos protocolos TCP/IP são
discutidas em um fórum público e definidas em um conjunto publicamente disponível de RFCs.
Os RFCs contêm a especificação formal de protocolos de comunicação de dados e recursos
que descrevem o uso dos protocolos.
Os RFCs também contêm documentos técnicos e organizacionais sobre a Internet, incluindo as
especificações técnicas e os documentos de política produzidos pela IETF.
Os protocolos que compõem o conjunto de protocolos TCP/IP podem ser descritos em termos
do modelo de referência OSI. No modelo OSI, a camada de acesso à rede e a camada de
aplicação do modelo TCP/IP são, posteriormente, divididas para descrever funções discretas
que devem ocorrer nessas camadas.
Na camada de acesso à rede, o conjunto de protocolos TCP/IP não especifica que protocolos
usar ao transmitir sobre um meio físico; ele descreve somente a transmissão da camada de
Internet aos protocolos da rede física. As Camadas 1 e 2 do modelo OSI discutem os
procedimentos necessários para acessar a mídia e o meio físico para enviar dados por uma
rede.
Conforme mostrado na figura, as analogias essenciais entre os dois modelos de rede ocorrem
nas Camadas 3 e 4 do modelo OSI. A Camada 3 do modelo OSI, a camada de rede, é usada
quase universalmente para descrever o intervalo dos processos que ocorrem em todas as
redes de dados para lidar com mensagens e roteá-las por uma rede. O IP é o protocolo do
conjunto TCP/IP que inclui a funcionalidade descrita na Camada 3 do modelo OSI.
A camada 4, a camada de transporte do modelo OSI, descreve os serviços e as funções gerais
que fornecem uma entrega ordenada e confiável de dados entre os hosts origem e destino.
Essas funções incluem reconhecimento, recuperação de erros e sequenciamento. Nessa
camada, os protocolos TCP/IP, o protocolo TCP e o protocolo UDP fornecem a funcionalidade
necessária.
A camada de aplicação TCP/IP inclui uma série de protocolos que fornecem uma
funcionalidade específica a uma variedade de aplicações de usuário final. As Camadas 5, 6 e 7
do modelo OSI são usadas como referências para desenvolvedores e fornecedores de
software de aplicativo para produzir produtos que operem nas redes.
Esta atividade de simulação destina-se a fornecer uma base para entender o conjunto de
protocolos TCP/IP e a relação com o modelo OSI. O modo de simulação permite visualizar o
conteúdo dos dados enviados pela rede em cada camada.
Conforme os dados se movem pela rede, são divididos em pedaços menores e identificados de
modo que as partes possam ser novamente reunidas quando chegarem ao destino. Cada parte
recebe um nome específico (unidade de dados de protocolo [PDU]) e é associada a uma
camada específica dos modelos OSI e TCP/IP. O modo simulação do Packet Tracer permite
que você visualize cada uma das camadas e a PDU associada. As etapas a seguir conduzem
usuário no processo de solicitação da página Web de um servidor Web por meio do aplicativo
do navegador disponível em um PC cliente.
Mesmo que muitas das informações exibidas sejam discutidas em mais detalhes
posteriormente, essa é uma oportunidade de explorar a funcionalidade do Packet Tracer e de
poder visualizar o processo de encapsulamento.
Packet Tracer – Investigação dos modelos TCP/IP e OSI em instruções de ação
Packet Tracer – Investigação dos modelos TCP/IP e OSI em ação – PKA
Nesse laboratório, você atingirá os seguintes objetivos:
• Parte 1: Editor de RFC
• Parte 2: Publicando RFCs
Laboratório - Pesquisa de RFCs
Movendo dados na rede
Encapsulamento de Dados
Em teoria, uma única comunicação, tal como um vídeo de música ou uma mensagem de email,
poderia ser enviada por uma rede de uma origem a um destino como um fluxo de bits massivo
e contínuo. Se as mensagens fossem realmente transmitidas dessa maneira, isso significaria
que nenhum outro dispositivo seria capaz de enviar mensagens na mesma rede enquanto essa
transferência de dados estivesse em andamento. Esses grandes fluxos de dados resultariam
em atrasos consideráveis. Além disso, se um link na infraestrutura de rede interconectada
falhasse durante a transmissão, a mensagem completa seria perdida e teria de ser
retransmitida por completo.
Uma melhor abordagem seria dividir os dados em partes menores e mais gerenciáveis para o
envio pela rede. Essa divisão do fluxo de dados em partes menores é chamada de
segmentação. A segmentação de mensagens apresenta dois benefícios principais:
• Ao enviar partes individuais menores da origem para o destino, várias conversas
diferentes podem ser intercaladas na rede. O processo usado para intercalar as partes de
conversas separadas na rede é chamado de multiplexação. Clique em cada botão na
Figura 1 e, em seguida, clique no botão Reproduzir para visualizar as animações de
segmentação e multiplexação.
• A segmentação pode aumentar a confiabilidade das comunicações de rede. As partes
separadas de cada mensagem não precisam percorrer o mesmo caminho pela rede da
origem até o destino. Se um caminho específico se tornar congestionado com tráfego de
dados ou falhar, partes individuais da mensagem ainda poderão ser direcionadas ao
destino usando caminhos alternativos. Se uma parte da mensagem falhar em chegar ao
destino, somente as partes perdidas precisarão ser retransmitidas.
O aspecto negativo de utilizar segmentação e multiplexação para a transmissão de mensagens
por uma rede é o nível de complexidade que é agregado ao processo. Imagine se você tivesse
de enviar uma carta de 100 páginas, porém cada envelope conteria somente uma página. O
processo de endereçar, rotular, enviar, receber e abrir os 100 envelopes consumiria muito
tempo tanto para o remetente quanto para o destinatário.
Nas comunicações de rede, cada segmento da mensagem deve passar por um processo
semelhante para assegurar que chegará ao destino correto e que poderá ser remontado no
conteúdo da mensagem original, como mostrado na Figura 2.
Vários tipos de dispositivos por toda a rede participam na garantia de que as partes da
mensagem chegarão de maneira confiável ao seu destino.
À medida que os dados da aplicação são passados pela pilha de protocolos em seu caminho
para serem transmitidos pelo meio físico de rede, vários protocolos agregam informações a
eles em cada nível. Isso é geralmente conhecido como o processo de encapsulamento.
O formato uma parte de dados assume em qualquer camada é chamada de unidade de dados
de protocolo (PDU). Durante o encapsulamento, cada camada sucessora encapsula a PDU
que recebe da camada acima, de acordo com o protocolo que está sendo usado. Em cada
etapa do processo, uma PDU possui um nome diferente para refletir suas novas funções.
Embora não haja uma convenção universal de nomes para PDUs, neste curso, as PDUs são
chamadas de acordo com os protocolos do conjunto TCP/IP, como mostrado na figura:
• Dados – o termo geral para a PDU usada na camada de aplicação
• Segmento – PDU da camada de Transporte
• Pacote – PDU da camada de rede
• Quadro – PDU da camada de enlace de dados
• Bits – uma PDU da camada física usada na transmissão física de dados pelo meio físico
• O encapsulamento de dados é o processo que adiciona mais informações de
cabeçalho de protocolo aos dados antes da transmissão. Na maioria das formas de
comunicação de dados, os dados originais são encapsulados ou envolvidos em vários
protocolos antes de serem transmitidos.
• Ao enviar mensagens em uma rede, a pilha de protocolos em um host opera de cima
para baixo. No exemplo do servidor Web, podemos usar o modelo TCP/IP para ilustrar
o processo de envio de uma página da Web em HTML a um cliente.
• O protocolo de camada de aplicação, HTTP, inicia o processo ao entregar os dados da
página Web formatados por HTML à camada de transporte. Lá, os dados de aplicação
são quebrados em segmentos de TCP. Cada segmento de TCP recebe um rótulo,
chamado de cabeçalho, contendo informações sobre qual processo que está sendo
executado no computador destino deve receber a mensagem. Além disso, contém as
informações que permitem que o processo destino remonte os dados de volta ao seu
formato original.
• A camada de transporte encapsula os dados HTML da página Web dentro do
segmento e os envia à camada de Internet, onde o protocolo IP é implementado. Aqui,
todo o segmento TCP é encapsulado dentro de um pacote IP, que agrega outro rótulo,
chamado de cabeçalho IP. O cabeçalho IP contém os endereços IP dos hosts origem e
destino, bem como as informações necessárias para entregar o pacote ao seu
processo destino correspondente.
• A seguir, o pacote IP é enviado à camada de acesso à rede, onde é encapsulado
dentro de um cabeçalho de quadro e trailer. Cada cabeçalho de quadro contém um
endereço físico origem e destino. O endereço físico identifica unicamente os
dispositivos na rede local. O trailer contém informações de verificação de erros. Por
fim, os bits são codificados no meio físico pela placa de rede (NIC) do servidor. Clique
no botão Reproduzir na figura para ver o processo de encapsulamento.
Esse processo é revertido no host destino e é conhecido como desencapsulamento. O
desencapsulamento é o processo usado por um dispositivo receptor para remover um ou mais
cabeçalhos de protocolo. Os dados são desencapsulados à medida que se movem na pilha em
direção ao aplicativo do usuário final. Clique no botão Reproduzir na figura para ver o processo
de desencapsulamento.
Movendo dados na rede
Acesso a recursos locais
O modelo OSI descreve os processos de codificação, formatação, segmentação e
encapsulamento de dados para transmissão pela rede. A camada de rede e a camada de
enlace de dados são responsáveis por fornecer os dados do dispositivo origem ou remetente
para o dispositivo destino ou destinatário. Os protocolos nas duas camadas contêm os
endereços origem e destino, mas os endereços têm finalidades diferentes.
Endereço de Rede
O endereço lógico da camada de rede, ou Camada 3, contém as informações necessárias para
entregar o pacote IP do dispositivo origem para o dispositivo destino. Um endereço IP da
Camada 3 tem duas partes, o prefixo da rede e a parte do host. O prefixo da rede é usado por
roteadores para encaminhar o pacote para a rede apropriada. A parte do host é usada pelo
último roteador no caminho para entregar o pacote ao dispositivo destino.
Um pacote IP contém dois endereços IP:
• Endereço IP origem – o endereço IP do dispositivo emissor.
• Endereço IP destino – o endereço IP do dispositivo receptor. O endereço IP destino é
usado por roteadores para encaminhar um pacote ao seu destino.
Endereço de enlace de dados
O endereço físico de enlace de dados, ou Camada 2, desempenha um papel diferente. A
finalidade do endereço de enlace de dados é fornecer o quadro de enlace de dados de uma
interface de rede para outra na mesma rede. Para que um pacote IP possa ser enviado pela
rede com ou sem fio, deve ser encapsulado em um quadro de enlace de dados para que possa
ser transmitido pelo meio físico, a rede real. As LANs Ethernet e sem fio são dois exemplos de
redes que têm meios físicos diferentes, cada um com seu próprio tipo de protocolo de enlace
de dados.
O pacote IP é encapsulado em um quadro de enlace de dados a ser entregue à rede destino.
Os endereços de enlace de dados origem e destino são adicionados, como mostrado na figura:
• Endereço de enlace de dados origem – o endereço físico do dispositivo que está
enviando o pacote. Inicialmente, essa é a placa de rede que é a origem do pacote IP.
• Endereço de enlace de dados destino – o endereço físico da interface de rede do
roteador do próximo salto ou da interface de rede do dispositivo destino.
Para entender como a comunicação é bem-sucedida na rede, é importante entender as
funções dos endereços da camada de rede e dos endereços de enlace de dados quando um
dispositivo está se comunicando com outro dispositivo na mesma rede. Neste exemplo, temos
um computador cliente, o PC1, comunicando-se com um servidor de arquivos, servidor FTP, na
mesma rede IP.
Endereços de Redes
Os endereços da camada de rede, ou endereços IP, indicam o endereço da rede e do host
origem e destino. A parte da rede do endereço será a mesma; apenas a parte do host ou do
dispositivo do endereço será diferente.
• Endereço IP origem – o endereço IP do dispositivo emissor, o computador cliente PC1:
[Link].
• Endereço IP destino – o endereço IP do dispositivo receptor, servidor FTP: [Link].
Endereços de Enlace de Dados
Quando o remetente e o destinatário do pacote IP estiverem na mesma rede, o quadro de
enlace de dados será enviado diretamente para o dispositivo receptor. Em uma rede Ethernet,
os endereços da camada de enlace de dados são conhecidos como endereços MAC Ethernet.
Os endereços MAC têm 48 bits que estão incorporados fisicamente à placa de rede Ethernet.
Um endereço MAC também é conhecido como o endereço físico ou burned-in address
(endereço gravado na ROM).
• Endereço MAC origem – trata-se do endereço de enlace de dados, ou endereço MAC
Ethernet, do dispositivo que envia o pacote IP, PC1. O endereço MAC da placa de rede
Ethernet do PC1 é AA-AA-AA-AA-AA-AA.
• Endereço MAC destino – quando o dispositivo receptor estiver na mesma rede do
dispositivo emissor, esse será o endereço de enlace de dados do dispositivo receptor.
Neste exemplo, o endereço MAC destino é o endereço MAC do servidor FTP: CC-CC-
CC-CC-CC-CC.
Os endereços origem e destino são adicionados ao quadro Ethernet. O quadro com o pacote IP
encapsulado pode agora ser transmitido do PC1 diretamente ao servidor FTP.
Deve-se esclarecer que, para enviar dados a outro host na mesma LAN, o host origem deve
saber o endereço físico e lógico do host destino. Quando este for conhecido, será possível criar
um quadro e enviá-lo na mídia de rede. O host origem pode aprender o endereço IP destino de
diversas maneiras. Por exemplo, pode aprender o endereço IP com o uso do sistema de nome
de domínio (DNS), ou pode saber o endereço IP destino quando o endereço for inserido
manualmente no aplicativo, como quando um usuário especifica o endereço IP de um servidor
FTP destino. Mas como um host determina o endereço MAC Ethernet de outro dispositivo?
A maioria dos aplicativos de rede baseia-se no endereço IP lógico destino para identificar o
local dos hosts de comunicação. O endereço MAC de enlace de dados é necessário para
entregar esse pacote IP encapsulado dentro do quadro Ethernet pela rede ao destino.
O host emissor usa um protocolo chamado ARP (Address Resolution Protocol) para descobrir o
endereço MAC de qualquer host na mesma rede local. O host emissor envia uma mensagem
de Solicitação ARP para toda a LAN. A Solicitação ARP é uma mensagem de broadcast. A
Solicitação ARP contém o endereço IP do dispositivo destino. Cada dispositivo na LAN
examina a Solicitação ARP para ver se ela contém seu próprio endereço IP. Apenas o
dispositivo com o endereço IP contido na Solicitação ARP envia uma Resposta ARP. A
Resposta ARP inclui o endereço MAC associado ao endereço IP da Solicitação ARP.
Movendo dados na rede
Acesso a Recursos Remotos
O método que um host usa para enviar mensagens a um destino em uma rede remota difere
da forma que um host envia mensagens para um destino na mesma rede local. Quando um
host precisa enviar uma mensagem a outro host na mesma rede, encaminhará a mensagem
diretamente. Um host usará o ARP para descobrir o endereço MAC do host destino. Ele inclui o
endereço IP destino no cabeçalho do pacote e encapsula o pacote em um quadro que contém
o endereço MAC destino e o encaminha.
Quando um host precisa enviar uma mensagem a uma rede remota, deve usar o roteador,
também conhecido como gateway padrão. O gateway padrão é o endereço IP de uma interface
em um roteador na mesma rede do host emissor.
É importante que o endereço do gateway padrão seja configurado em cada host na rede local.
Se não houver um endereço de gateway padrão definido nas configurações TCP/IP do host, ou
se um gateway padrão incorreto for especificado, não será possível entregar as mensagens
endereçadas aos hosts nas redes remotas.
Na figura, os hosts na LAN estão usando R1 como o gateway padrão com seu endereço
[Link] definido em suas configurações TCP/IP. Se o destino de uma PDU estiver em uma
rede IP diferente, os hosts enviarão as PDUs ao gateway padrão no roteador para transmissão
posterior.
Mas quais são as funções do endereço da camada de rede e do endereço da camada de
enlace de dados quando um dispositivo está se comunicando com um dispositivo em uma rede
remota? Neste exemplo, temos um computador cliente, PC1, comunicando-se com um
servidor, chamado servidor Web, em uma rede IP diferente.
Endereços de Redes
Os endereços IP indicam os endereços de rede e de dispositivos origem e destino. Quando o
remetente do pacote estiver em uma rede diferente do destinatário, os endereços IP origem e
destino representarão hosts em redes diferentes. Isso será indicado pela porção da rede do
endereço IP do host destino.
• Endereço IP origem – o endereço IP do dispositivo emissor, o computador cliente PC1:
[Link].
• Endereço IP destino – o endereço IP do dispositivo receptor, o servidor, Servidor Web:
[Link].
Endereços de Enlace de Dados
Quando o remetente e o destinatário do pacote IP estiverem em redes diferentes, não será
possível enviar o quadro de enlace de dados Ethernet diretamente ao host destino, visto que o
host não poderá ser alcançado diretamente na rede do remetente. O quadro Ethernet deve ser
enviado a outro dispositivo conhecido como o roteador ou gateway padrão. Em nosso exemplo,
o gateway padrão é R1. O R1 tem uma interface e um endereço IP que está na mesma rede do
PC1. Isso permite que o PC1 acesse o roteador diretamente.
• Endereço MAC origem – o endereço MAC Ethernet do dispositivo emissor, PC1. O
endereço MAC da interface Ethernet do PC1 é AA-AA-AA-AA-AA-AA.
Endereço MAC destino – Quando o dispositivo receptor estiver em uma rede diferente do
dispositivo emissor, este será o endereço MAC Ethernet do gateway ou do roteador padrão.
Neste exemplo, o endereço MAC destino é o endereço MAC da interface Ethernet do R1
conectada à rede do PC1, que é 11-11-11-11-11-11.
Agora, o quadro Ethernet com o pacote IP encapsulado poderá ser transmitido ao R1. O R1
encaminha o pacote para o destino, o servidor Web. Isso pode significar que o R1 encaminha o
pacote a outro roteador ou diretamente ao servidor Web se o destino estiver em uma rede
conectada ao R1.
Como o dispositivo emissor determina o endereço MAC do roteador?
Cada dispositivo conhece o endereço IP do roteador pelo endereço do gateway padrão definido
nas configurações TCP/IP. O endereço do gateway padrão é o endereço da interface do
roteador conectada à mesma rede local do dispositivo origem. Todos os dispositivos na rede
local usam o endereço do gateway padrão para enviar mensagens ao roteador. Depois que o
host conhece o endereço IP do gateway padrão, é possível usar o ARP para determinar o
endereço MAC do gateway padrão. O endereço MAC do gateway padrão é colocado no
quadro.
Esta atividade de simulação destina-se a ajudar você a entender o fluxo de tráfego e o
conteúdo dos pacotes de dados enquanto trafegam por uma rede complexa. As comunicações
serão pesquisadas em três locais diferentes que simulam negócios e redes domésticas
comuns.
Packet Tracer – Explorar Instruções da Rede
Packet Tracer – Explorar uma Rede – PKA
Nesse laboratório, você atingirá os seguintes objetivos:
• Parte 1: Baixar e instalar o Wireshark
• Parte 2: Capturar e analisar dados locais ICMP no Wireshark
• Parte 3: Capturar e analisar dados remotos ICMP no Wireshark
Laboratório - Uso do Wireshark para Visualizar o Tráfego de Rede
Resumo
Resumo
Garantia de funcionamento!
Você acabou de concluir o conteúdo do capítulo 3 sobre os protocolos e padrões de rede.
Suponha que você resolveu o início da atividade de modelagem deste capítulo, como você
compararia as seguintes etapas para projetar um sistema de comunicações para os modelos
de rede usados para comunicações?
• Estabelecendo uma linguagem para a comunicação
• Dividindo a mensagem em pequenas etapas, fornecida em pequenas quantidades por
vez, para facilitar a compreensão do problema
• Verificando se os dados foram entregues corretamente e completamente
• O tempo necessário para assegurar a qualidade da comunicação e a entrega de dados
Atividade em Classe – Garantia de Funcionamento! Instruções
As redes de dados são sistemas de dispositivos finais, dispositivos intermediários e o meio
físico que conecta os dispositivos. Para que haja comunicação, esses dispositivos devem saber
se comunicar.
Esses dispositivos devem obedecer às regras e protocolos de comunicação. O TCP/IP é um
exemplo de conjunto de protocolos. A maioria dos protocolos é criada por uma organização de
padronização, como o IETF ou o IEEE. O Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos é
uma organização profissional para aqueles nos campos da engenharia elétrica e eletrônica.
ISO, a organização internacional de padronização, é o maior desenvolvedor de padrões
internacionais do mundo para uma grande variedade de produtos e serviços.
Os modelos de rede mais amplamente utilizados são o OSI e o TCP/IP. Associar os protocolos
que estabelecem as regras para a comunicação de dados com as diferentes camadas desses
modelos é útil para determinar quais dispositivos e serviços serão aplicados em pontos
específicos à medida que os dados passam por LANs e WANs.
Os dados que passam pela pilha do modelo OSI são segmentados em pedaços e
encapsulados com endereços e outras identificações. O processo é revertido à medida que as
partes são desencapsulados e passadas pela pilha de protocolo de destino. O modelo OSI
descreve os processos de codificação, formatação, segmentação e encapsulação de dados
para transmissão pela rede.
O conjunto de protocolos TCP/IP é um protocolo padrão aberto que é endossado pelo setor de
rede e ratificado, ou aprovado, por uma organização de padronização. O conjunto de
protocolos de Internet é um conjunto de protocolos necessários para transmitir e receber
informações por meio da Internet.
As unidades de dados de protocolo (PDUs) são nomeadas de acordo com os protocolos do
conjunto TCP/IP: dados, segmento, pacote, quadro e bits.
A aplicação de modelos permite que indivíduos, empresas e associações comerciais analisem
as redes atuais e planejem as redes do futuro.