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Fisiopatologia do HIV e suas Implicações

O HIV ataca o sistema imunológico, especialmente os linfócitos T CD4+, enfraquecendo a defesa do corpo e tornando-o vulnerável a doenças. A infecção pode ser assintomática por anos, mas o tratamento com antirretrovirais é essencial para aumentar a qualidade de vida e prevenir complicações. A prevenção, diagnóstico precoce e direitos das pessoas vivendo com HIV são fundamentais para o controle da epidemia.
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Fisiopatologia do HIV e suas Implicações

O HIV ataca o sistema imunológico, especialmente os linfócitos T CD4+, enfraquecendo a defesa do corpo e tornando-o vulnerável a doenças. A infecção pode ser assintomática por anos, mas o tratamento com antirretrovirais é essencial para aumentar a qualidade de vida e prevenir complicações. A prevenção, diagnóstico precoce e direitos das pessoas vivendo com HIV são fundamentais para o controle da epidemia.
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FISIOPATOLOGIA DO

HIV

ACADEMICAS: Camilli Cruz


Érica Vitória
Rebeca Louisi
Ana Carolina Santos
Ana Laura Fernandes
1 Fisiopatologia;

2 Sistema imunológico;

3 Janela imunológica;

Infecções sexualmente
4
transmissíveis;
Direito das pessoas vivendo
5

Temas 6
com HIV;
Diagnóstico;
Tópicos
7 Prevenção;

8 Sintomas;

9 Tratamento;

10 Transmissão;
Fisiopatologia

O HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico, especialmente as células


chamadas de linfócitos T CD4+. Essas células são como "soldados" que
defendem nosso corpo contra ameaças, como vírus e bactérias. Quando o
HIV invade essas células, ele usa o mecanismo delas para se replicar e, aos
poucos, destrói grande parte do "exército" do nosso sistema imunológico.
Com o passar do tempo, se não tratado, essa destruição deixa o corpo
vulnerável a doenças que normalmente seriam facilmente combatidas, como
infecções ou até certos tipos de câncer.
É como se o HIV enfraquecesse lentamente o sistema de proteção do corpo,
tornando mais difícil se recuperar de problemas de saúde. Por isso, o
tratamento é tão importante, pois ajuda a impedir que o vírus avance e dá
suporte para o corpo se [Link] texto
Sistema imunológico

O corpo reage diariamente aos ataques de bactérias, vírus e outros micróbios, por meio do
sistema imunológico. Muito complexa, essa barreira é composta por milhões de células de
diferentes tipos e com diferentes funções, responsáveis por garantir a defesa do organismo e por
manter o corpo funcionando livre de doenças.
Entre as células de defesa estão os linfócitos T-CD4+, principais alvos do HIV, vírus causador da
Aids, e do HTLV, vírus causador de outro tipo de doença sexualmente transmissível. São esses
glóbulos brancos que organizam e comandam a resposta diante dos agressores. Produzidos na
glândula timo, eles aprendem a memorizar, reconhecer e destruir os microrganismos estranhos
que entram no corpo humano.
O HIV liga-se a um componente da membrana dessa célula, o CD4, penetrando no seu interior para
se multiplicar. Com isso, o sistema de defesa vai pouco a pouco perdendo a capacidade de
responder adequadamente, tornando o corpo mais vulnerável a doenças. Quando o organismo não
tem mais forças para combater esses agentes externos, a pessoa começar a ficar doente mais
facilmente e então se diz que tem Aids.
Janela imunológica

Janela imunológica é o intervalo de tempo decorrido entre a infecção pelo HIV até a primeira
detecção de anticorpos anti-HIV produzidos pelo sistema de defesa do organismo. Na maioria dos
casos, a duração da janela imunológica é de 30 dias. Porém, esse período pode variar, dependendo
da reação do organismo do indivíduo frente à infecção e do tipo do teste (método utilizado e
sensibilidade).
Se um teste para detecção de anticorpos anti-HIV é realizado durante o período da janela
imunológica, há a possibilidade de gerar um resultado não reagente, mesmo que a pessoa esteja
infectada.
Dessa forma, recomenda-se que, nos casos de testes com resultados não reagentes em que
permaneça a suspeita de infecção pelo HIV, a testagem seja repetida após 30 dias com a coleta de
uma nova amostra.
É importante ressaltar que, no período de janela imunológica, o vírus do HIV já pode ser transmitido,
mesmo nos casos em que o resultado do teste que detecta anticorpos anti-HIV for não reagente.
Infecções Sexualmente Transmissíveis

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus,


bactérias ou outros microrganismos. São transmitidas, principalmente,
por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha
masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. A
transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança
durante a gestação, o parto ou a amamentação.
O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e
interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e
o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS. A
terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passa a ser
adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente
Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter
e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.
Direitos das pessoas vivendo com HIV/Aids

Pela Constituição brasileira, as pessoas vivendo com HIV, assim como todo e qualquer cidadão
brasileiro, têm obrigações e direitos garantidos; entre eles, estão a dignidade humana e o acesso à
saúde pública e, por isso, são amparadas pela lei. O Brasil possui legislação específica quanto aos
grupos mais vulneráveis ao preconceito e à discriminação, como homossexuais, mulheres, negros,
crianças, idosos, portadores de doenças crônicas infecciosas e de deficiência.
Diagnóstico

Conhecer o quanto antes a sorologia positiva para o HIV aumenta muito a expectativa de
vida de uma pessoa que vive com o vírus. Quem se testa com regularidade, busca
tratamento no tempo certo e segue as recomendações da equipe de saúde ganha muito
em qualidade de vida.
Por isso, se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou
compartilhado seringas, faça o teste anti-HIV. O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito
a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. No Brasil, temos os exames laboratoriais e
os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos.
Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas
unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).
Os exames podem ser feitos de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da
execução dos testes, há um processo de aconselhamento para facilitar a correta
interpretação do resultado pelo(a) usuário(a). Também é possível saber onde fazer o teste
pelo Disque Saúde (136).
Em todos os casos, a infecção pelo HIV pode ser detectada em, pelo menos, 30 dias a
contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca
por anticorpos contra o HIV no material coletado. Esse é o período chamado de janela
imunológica.
Prevenção

A prevenção do HIV é essencial para proteger a saúde e promover o bem-estar. Ela envolve uma
abordagem combinada, que inclui o uso de preservativos, a profilaxia pré e pós-exposição (PrEP e
PEP), e a testagem regular para diagnóstico precoce. Além disso, é importante combater o estigma e
a discriminação, promovendo a educação e o diálogo aberto sobre o tema. O acesso a informações e
serviços de saúde é um direito de todos e um passo fundamental para reduzir novas infecções e
cuidar de quem vive com o vírus. Prevenir é um ato de cuidado consigo mesmo e com os outros.
sintomas

Os sintomas do HIV variam conforme as fases da infecção.


Inicialmente, na fase aguda, podem surgir sinais semelhantes aos de
uma gripe, como febre e mal-estar, que muitas vezes passam
despercebidos. Após essa etapa, a infecção pode permanecer
assintomática por anos, enquanto o vírus interage com as células de
defesa sem provocar grandes danos aparentes. Com o tempo, o
organismo enfraquece, e surgem sintomas como febre prolongada,
diarreia, suores noturnos e emagrecimento, marcando a fase
sintomática inicial. Na fase avançada, conhecida como Aids, a baixa
imunidade favorece o aparecimento de doenças oportunistas, como
pneumonia, tuberculose e alguns tipos de câncer. A testagem e o
acompanhamento médico são essenciais para o cuidado e tratamento
adequado.
Tratamento

Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação


do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema
imunológico. Por isso, o uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade
de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por
doenças oportunistas.
Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente os ARV a todas as pessoas vivendo com HIV que
necessitam de tratamento.
Transmissão

A transmissão do HIV e, por consequência da Aids, acontece das seguintes formas:


Sexo vaginal sem camisinha;
Sexo anal sem camisinha;
Sexo oral sem camisinha;
Uso de seringa por mais de uma pessoa;
Transfusão de sangue contaminado;
Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.
É importante quebrar mitos e tabus, esclarecendo que a pessoa NÃO se infecta por HIV das seguintes
maneiras:
Beijo no rosto ou na boca;
Suor e lágrimas;
Picada de inseto;
Aperto de mão ou abraço;
Sabonete / toalha / lençóis;
Talheres/copos;
Piscina;
Banheiro;
fontes utilizadas: [Link]

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