GEOLOGIA ESTRUTURAL I
Questões Prova Teórica I
Prova 2011
1) Na figura abaixo, estabeleça uma ordem coerente de incrementos deformacionais para
sair do estado inicial (a) e chegar ao estado final de deformação (f).
A ordem coerente é a-4-2-1-3-f. Na imagem observamos uma deformação por
cisalhamento simples em que os eixos principais do elipsoide de deformação
rotacionam à medida que a deformação progride.
2) No Diagrama de Flinn, plote qualitativamente os seguintes casos:
a) Rocha muito foliada, mas sem estrutura linear contemporânea. Fica no eixo das
abscissas.
b) Rocha com lineação de estiramento muito forte e foliação presente, mas pouco
desenvolvida. Fica no campo prolato.
c) Rocha com foliação e lineação igualmente bem desenvolvidas. Fica na diagonal
principal (deformação plana).
d) Rocha sem foliação e sem lineação. Fica na origem.
3) Observe a figura abaixo, onde a seta preta representa a força e a seta
vermelha a tensão e responda às perguntas:
a) Por que a seta vermelha tem comprimento menor que a da seta preta? A
seta preta representa o vetor força e o seu tamanho representa a
magnitude da força. A seta vermelha representa o vetor tensão, e o seu
tamanho (magnitude da tensão) é representado pela divisão entre a
magnitude da força e a área de atuação da força. Consequentemente, o
vetor tensão deverá ser menor já que sua magnitude é a força distribuída
em uma área de atuação.
b) O que se deve esperar do ângulo θ, se a superfície considerada girar no sentido
horário de uns 20°? E no sentido anti-horário?
Sentido horário = diminui o θ
Sentido anti-horário= aumenta o θ
c) Nas mesmas 2 situações colocadas em (b), o que se espera que aconteça
com a tensão normal?
Sentido horário= aumenta a tensão normal
Sentido anti-horário = diminui a tensão normal
d) Em que posição de θ se deve esperar que a tensão cisalhante seja zero?
θ = 0°
θ = 90°
4) No Círculo de Mohr, as tensões principais somente
podem ser representadas no eixo das abcissas. Por quê?
O círculo de Mohr é uma representação bidimensional dos esforços que atuam
tridimensionalmente em dado sólido. Os valores máximo e mínimo dos esforços
principais são plotados no eixo horizontal, pois o esforço cisalhante
correspondente nessas direções é zero. As tensões principais no elipsoide de
tensões são perpendiculares entre si (θ = 90o). No círculo de Mohr as tensões
principais apresentam ângulo de 180 graus entre si (2θ =180o). Portanto, para
obter os ângulos das estruturas tridimensionais no círculo de Mohr, é
necessário dividi-lo por dois.
5) Em relação ao modelo de Anderson (1951), que classifica os regimes tectônicos
(normal, transcorrente e de empurrão) em função da posição espacial dos eixos
de tensão principal:
a) Liste os 3 pressupostos básicos nos quais se apoia o modelo;
Não há esforço de cisalhamento na superfície da Terra (esforços de
cisalhamento não podem ocorrer em fluidos).
Um dos esforços principais tem que ser vertical e, portanto, os outros
dois devem ser horizontais.
Válido apenas para regimes deformacionais coaxiais.
b) Discuta porque cada um deles é necessário e o que aconteceria se cada
pressuposto não se cumprisse.
Se as tensões não fossem uma vertical e duas horizontais, elas estariam
em ângulo o que resultaria em componentes oblíquas e
consequentemente, a falha seria oblíqua.
Se os eixos principais rotacionassem, as tensões não estariam
perpendiculares entre si, o que geraria cisalhamento angular, mas sem
encurtamento nem extensão.
Considera-se a rocha isótropa para que as tensões não se dissipem em
uma direção preferencial, mas sim homogeneamente pela crosta.
Prova 2012
1) No Diagrama de Flinn (figura abaixo) estão plotados diversos casos de objetos
deformados (de 1 a 8). Compare e ordene a intensidade de deformação dos
objetos (1 a 8) e caracterize a sua deformação com base no valor do parâmetro
k, elipticidade, tipo de deformação e estruturas que se espera encontrar como
resultado da deformação em cada uma das situações. Indique no diagrama a
região onde o parâmetro k será nulo e demonstre o porquê.
a) Intensidade de deformação: 7-3-2-4-8-1-6-5
b) Objeto 7 (k = 0): o objeto não sofreu deformação (elipticidade = 0).
Objetos 2 e 6 (k < 1): os objetos se encontram no campo dos oblatos (deformação
triaxial) em que o achatamento é maior que o estiramento. Portanto, apresentam
mais foliação do que lineação. O objeto 6 apresenta maior elipticidade.
Objetos 4 e 5 (K =1): os objetos se encontram na linha diagonal (deformação
plana) e, portanto, não há variação ao longo o eixo Y. A elipticidade do objeto 5 é
maior.
Objeto 8 (k > 1): o objeto se encontra no campo dos prolatos (deformação triaxial)
em que o estiramento é maior que o achatamento. Portanto, apresenta mais
lineação do que foliação. Apresenta elevada elipticidade já que se encontra bem
afastado da origem.
Objeto 3 (k = ∞): o objeto se encontra no eixo vertical que representa a extensão
axialmente simétrica. Portanto, apresenta apena lineação como a trama de um
tectonito-L.
Objeto 1 (k = 0): o objeto se encontra no eixo horizontal que representa o
achatamento axialmente simétrico. Portanto, apresenta apenas foliação como a
trama de um tectonito-S.
c) O parâmetro K será nulo no eixo horizontal (ponto 1). Nesse eixo o valor de a é igual
a 1. Portanto, o numerador da equação do parâmetro K será zero.
2) Combine as colunas da esquerda com as da direita, abaixo, de modo que as
frases fiquem corretas:
A. Razão tensão/deformação elástica (E) Deformação por cisalhamento
(σ/e). simples
B. Deformação permanente sem perda (Q) (σ1-σ3)
de coesão. (V) Tensões trativas
C. Mudança de forma por unidade de (U) Cisalhamento angular máximo
tempo. (T) σ1 vertical + comportamento rúptil
D. Tensão ativa perpendicular a uma (L) σ1
superfície. (M) Eixos principais de deformação
E. Exemplo: deformação de um cubo (O) Comportamento rúptil
resulta num romboedro. (A) Módulo de Young
F. Tensão a partir da qual a deformação (Y) Tensão hidrostática
é permanente. (H) Strain softening
G. Deformação não-rotacional, (D) Tensão normal (σN)
homogênea. (K) Tensão diferencial
H. É necessário cada vez menos tensão (R) σ3
para manter a deformação (X) Strain hardening
acontecendo (G) Deformação por cisalhamento puro
I. É zero quando a tensão cisalhante é (F) Tensão de cedência
máxima (P) Tensão cisalhante (σS)
J. Falha de empurrão (C) Taxa de deformação
K. (σ1 – σ3) diferente de 0 (B) Comportamento plástico
L. Igual a σn, define o extremo direito
do Círculo de Mohr
M. Não sofrem cisalhamento angular
N. Linhas de não-elongação finita
O. Deformação permanente com perda
de coesão
P. É zero quando a tensão normal é
máxima
Q. Diâmetro do Círculo de Mohr
R. Igual a σn, define o extremo esquerdo
do Círculo de Mohr
S. Círculo de Mohr situado no lado
negativo das ordenadas
T. Falha normal
U. A 45° dos eixos principais de
deformação
V. Círculo de Mohr situado no lado
negativo das abcissas
W. A rocha se torna cada vez mais
resistente e mais difícil de deformar
X. σ1=σ2=σ3
3) Analise o comportamento de cada uma das linhas numeradas durante a
deformação progressiva apresentada nos incrementos a seguir (t=0 até t=4)
e classifique o tipo de cisalhamento do conjunto dado pela elipse finita.
Cisalhamento puro progressivo
Prova 2013
1) Para as afirmativas abaixo, indique V para as questões verdadeiras e F para as
que são falsas.
(F) Os vetores deslocamento são linhas retas se a deformação for homogênea. Não tem
relação com a homogeneidade ou heterogeneidade da deformação.
(V) A elipse recíproca equivale à matriz inversa, capaz de reverter a deformação.
(V) A deformação plana é representada ao longo da diagonal principal do Diagrama de
Flinn
(F) Durante o cisalhamento puro progressivo, os eixos principais de deformação mantêm
o comprimento e mudam de orientação. Não alteram a orientação e alteram o
comprimento (se alongam perpendicularmente ao eixo principal tensão).
(F) No cisalhamento puro instantâneo, os eixos principais de deformação mudam o
comprimento e a orientação. Não alteram a orientação e alteram o comprimento.
(F) Quantificando-se a deformação de um marcador qualquer, pode-se estabelecer a
trajetória da deformação. É muito difícil determinar a trajetória da deformação,
pois a rocha deformada é o processo final da deformação. Através dos padrões
de fluxo é possível estimar a trajetória da deformação.
(V) A deformação progressiva é dada pela combinação da elipse finita com a infinitesimal
(F) Se λ é igual a zero, então não houve deformação (strain=0). Se não houve
deformação a elongação será nula (e = 0). Dessa forma, o estiramento será 1
(S = 1 + e), ou seja, não haverá modificação. Portanto, o estiramento
quadrático (λ = S2) será 1.
(V) ISA3 representa o eixo mínimo de deformação finita
(F) Os eixos principais de tensão correspondem aos eixos principais de deformação. Os
eixos principais de deformação são consequências dos eixos principais de
tensão. Portanto, quando há uma tensão máxima (σ 1) em uma dada direção, a
direção do eixo de menor deformação estará perpendicular a ela.
2) Combine as colunas da esquerda com as da direito, abaixo, de modo que as
frases fiquem corretas.
A. cisalhamento puro progressivo (B) Diferença de ângulo entre duas
B. cisalhamento angular linhas originalmente perpendiculares
C. planos de falhas normais (F) Tangente do ângulo de cisalhamento
D. comportamento frágil (M) Comportamento plástico ideal
E. limite de elasticidade (C) Mergulham no sentido de σ3
F. deformação cisalhante (A) As linhas paralelas aos ISA não são
G. planos de falhas inversas rotacionadas durante a deformação
H. tensão dependente da taxa de (E) Tensão de cedência
deformação (L) Aumento da pressão litostática
I. taxa de deformação muito alta (D) Não há deformação permanente
J. planos de falhas transcorrentes antes da ruptura
K. diminuição da resistência efetiva das (I) Ruptura mais provável
rochas
L. aumento da resistência efetiva das
rochas
M. tensão independente da taxa de
deformação
3) Uma história de deformação não coaxial:
a) Implica incrementos sucessivos de deformação com rotação dos eixos
principais.
b) É sinônimo de cisalhamento puro progressivo.
c) É sinônimo de cisalhamento simples.
d) Todas as alternativas são corretas.
e) Nenhuma das alternativas é correta.
4) No Diagrama de Flinn,
a) Rochas indeformadas plotam sobre o eixo das abscissas.
b) Rochas indeformadas plotam sobre o eixo das ordenadas.
c) Rochas que mantêm o eixo principal intermediário constante plotam na
diagonal principal.
d) Rochas muito deformadas plotam na diagonal principal.
e) Nenhuma das alternativas é correta.
5) O valor da tensão varia em função:
a) Da magnitude e orientação da força global.
b) Do tamanho da área de aplicação.
c) Da orientação da área de aplicação.
d) Todas as alternativas são corretas.
e) Nenhuma das alternativas é correta.
6) No Círculo de Mohr:
a) Um plano é representado por um arco de círculo.
b) Uma tensão normal pode corresponder a duas cisalhantes diferentes no mesmo plano.
c) Quanto maior o diâmetro do círculo, maior é a componente deviatórica da
tensão.
d) Todas as alternativas são corretas.
e) Nenhuma das alternativas é correta.
Prova 2014
1) Na figura abaixo:
i. Descreva o comportamento de cada linha dada no estado indeformado (t0):
a) No tempo t1:
Linha 1: se encontra no campo de estiramento instantâneo e
apresenta elongação positiva. Não sofre rotação.
Linha 4: se encontra no campo de encurtamento instantâneo e
apresenta elongação negativa. Não sofre rotação.
Linha 2: se encontra no campo de estiramento, sofreu elongação
positiva e foi deslocada no sentido anti-horário em relação a t0.
Linha 5: se encontra no campo encurtamento, sofreu elongação
negativa e foi deslocado no sentido horário.
Linha 3: foi deslocada no sentido anti-horário e adentrou no campo
de estiramento instantâneo.
Linha 6: foi deslocada no sentido horário e adentrou no campo de
estiramento instantâneo.
b) No tempo t2:
Linha 1: se encontra no campo de estiramento instantâneo e
apresenta elongação positiva. Não sofre rotação.
Linha 4: se encontra no campo de encurtamento instantâneo e
apresenta elongação negativa. Não sofre rotação.
Linha 2: foi deslocada no sentido anti-horário, permaneceu no
campo de estiramento e sofreu elongação positiva.
Linha 5: foi deslocada no sentido horário, permaneceu no campo de
encurtamento e sofreu elongação negativa.
Linha 3: foi deslocada no sentido anti-horário, permaneceu no
campo de estiramento e sofreu elongação positiva.
Linha 6: foi deslocada no sentido horário, permaneceu no campo de
estiramento e sofreu elongação positiva.
c) No tempo t3:
Linha 1: se encontra no campo de estiramento instantâneo e
apresenta elongação positiva. Não sofre rotação.
Linha 4: se encontra no campo de encurtamento instantâneo e
apresenta elongação negativa. Não sofre rotação.
Linha 2: foi deslocada no sentido anti-horário, permaneceu no
campo de estiramento e sofreu elongação positiva.
Linha 5: foi deslocada no sentido horário, adentrou no campo de
estiramento e sofreu elongação positiva.
Linha 3: foi deslocada no sentido anti-horário, permaneceu no
campo de estiramento e sofreu elongação positiva.
Linha 6: foi deslocada no sentido horário, permaneceu no campo de
estiramento e sofreu elongação positiva.
ii. Classifique a deformação total do conjunto com base na elipse finita
Deformação por cisalhamento puro.
iii. Determine o comportamento das mesmas linhas caso seja aplicada sucessivamente
no mesmo conjunto, num tempo t4, uma elipse recíproca.
No tempo t4:
Linha 1: se encontra no campo de estiramento instantâneo e apresenta
elongação positiva. Não sofre rotação.
Linha 4: se encontra no campo de encurtamento instantâneo e
apresenta elongação negativa. Não sofre rotação.
Linha 2: foi deslocada no sentido anti-horário, permaneceu no campo
de estiramento e sofreu elongação positiva.
Linha 5: foi deslocada no sentido horário, permaneceu no campo de
estiramento e sofreu elongação positiva.
Linha 3: foi deslocada no sentido anti-horário, permaneceu no campo
de estiramento e sofreu elongação positiva.
Linha 6: foi deslocada no sentido horário, permaneceu no campo de
estiramento e sofreu elongação positiva.
2) Analise as afirmativas a seguir e determine se elas são verdadeiras ou falsas.
Justifique cada opção com um desenho esquemático e um comentário de no
máximo 01 linha.
a) “No círculo de Mohr, as tensões principais somente podem ser representadas no eixo
das abscissas”. (V) os valores máximo e mínimo dos esforços principais são
plotados no eixo horizontal, pois o esforço cisalhante correspondente nessas
direções é zero e os planos principais não contêm esforço de cisalhamento.
b) “A intensidade da deformação num diagrama de Flinn é dada pela distância do ponto
à origem, enquanto o tipo de deformação é dado pela sua posição em relação à
diagonal principal do diagrama.” (V) quanto mais próximo da origem, menos
deformada está a rocha.
c) “Na deformação por cisalhamento puro não pode haver rotação”(F) pois não há
rotação dos eixos principais. No entanto, as demais linhas materiais não
paralelas aos eixos principais rotacionam durante a deformação por
cisalhamento puro.
d) “No Círculo de Mohr, um plano de aplicação situado a 30° de σ 1, é representado por
um ponto que, ligado à origem, forma uma reta situada a 60° no sentido anti-horário
do eixo das abscissas”. (V) O ângulo de 30o é duplicado no círculo de Mohr pois
este é uma representação bidimensional do elipsoide de esforços que é o
espaço tridimensional real. É por esse motivo que dois esforços principais se
situam no eixo horizontal, ou seja, são separados por um ângulo de 180 o. No
elipsoide tridimensional eles perpendiculares entre si.
3) Discuta, com base em exemplos geológicos, a influência dos fatores abaixo no
comportamento das rochas quando tensionadas.
a) Valor das tensões diferenciais:
O aumento da tensão diferencial favorece a ruptura.
O comportamento do material passa através dos seguintes estágios: elástico →
viscoso → rúptil.
Em baixas tensões: comportamento elástico ou viscoelástico.
b) Pressão litostática:
Aumento da pressão de confinamento aumenta resitência efetiva das
rochas:
Aumenta a tensão de cedência (limite de plasticidade). Ou seja, aumenta o
limite em que um material passa de um comportamento elástico para o plástico.
Aumenta a tensão de ruptura (σr).
c) Fluidos:
Diminui a tensão de cedência (σ y). Se a pressão de fluidos aumentar mais
que a ressão de confinamento, o comportamento será o oposto. Ou seja,
ao invés de aumentar a ductilidade a rocha vai tender a quebrar
(fraturamento hidráulico
Aumenta a tensão de rupruta (σr): torna a rocha
Amolecimento por deformação: torna a rocha 5 a 10 vezes mais
deformável (mais dúctil).
d) Taxa de deformação:
O aumento da taxa de deformação aumenta a tensão de cedência.
A diinuição da taxa de deformação diminui a tensão de cedência.
e) Temperatura:
Aumento da temperatura:
Diminui a tensão de cedência (σy).
Aumenta a tensão de rupruta (σr).
4) A figura abaixo mostra a distribuição das forças globais geradas pela tectônica
de placas (setas azuis) e a distribuição dos regimes de tensão esperados em
consequência delas (setas vermelhas). Descreva e discuta cada um dos
regimes apresentados usando como base o modelo de Anderson (1951) para os
regimes tectônicos. Os termos usados em inglês na figura estão traduzidos
abaixo.
Asthenospheric mantle = manto astenosférico
basal drag = arrasto basal
collisional resistance = resistência colisional
continental crust = crosta continental
oceanic crust = crosta oceânica
lithospheric mantle = manto litosférico
magmatic arc = arco magmático
orogenic belt = cinturão rogênico
ridge push = empurrão de crista mesoceânica
slab pull = puxõ da placa subductante
transform resistance = resistência de falha transformante
No limite de placas convergentes se encontra o regime de falha de
cavalgamento/empurrão (σν = σ3) da classificação de Anderson de esforço
tectônico. Nesse ambiente ocorre o puxão da placa subductante, que
corresponde ao puxão gravitacional que a placa em subducção exerce sobre o
restante da placa. Esse feito é maior na litosférica oceânica antiga, fria e densa, e
é negativo quando há subducção de crosta continental leve.
No ambiente de limites de placas divergentes se encontra o regime de falha
normal (σν = σ1), nas regiões elevadas da cadeia mesoceânica, e o regime de
falha transcorrente (σν = σ2), nas regiões mais distantes, da classificação de
Anderson de esforço tectônico. Nesse ambiente ocorre o empurrão das
cadeias mesoceânicas, que corresponde ao empurrão causado pelo alto relevo
das cadeias mesoceânicas, que define o limite de placas divergentes. Essas
cadeias elevam-se a vários quilômetros acima do fundo oceânico e, assim,
produzem uma significativa força lateral. O regime de esforços relacionado ao
empurrão das cadeias apresenta falhas normais nas regiões elevadas da cadeia e
falhas reversas nas regiões mais distantes.
Ainda observar nas setas azuis as seguintes fontes de esforços:
Arrasto basal: corresponde à resistência friccional ou à força de cisalhamento
que age na base da litosfera. Essa força pode tanto promover como opor-se ao
movimento de placas, dependendo da cinemática de placas relativa ao
comportamento local de células de convecção do manto.
Resistência colisional: é uma forma similar ao arrasto basal que age no topo
das placas em subducção. Depende da resistência do acoplamento de duas
placas em colisão, sendo maior em zonas de colisão continente-continente.
Prova 2015
1) Analise cada situação abaixo considerando o comportamento reológico do
material e o fator tempo. Descreva o comportamento de cada material e
representa cada situação descrita em um ou mais diagramas tensão x
deformação.
i. Durante um terremoto, um prédio desaba.
a) Comportamento reológico: comportamento frágil.
b) Diagrama tensão versus deformação:
c) Justificativa ou comentário: no início do terremoto, o prédio começa a deformar-
se elasticamente. Com o aumento da tensão, o limite de resistência do material
foi ultrapassado e o prédio desabou.
d) Comentário Matheus monitor: A tensão é muito maior, então há comportamento
rúptil do material.
ii. No mesmo terremoto, os trilhos de uma mesma ferrovia foram dobrados em um
trecho e quebrados em outro.
a) Comportamento reológico:
Trilhos dobrados: deformação elástica.
Trilhos quebrados: deformação rúptil.
b) Diagrama tensão versus deformação:
Trilhos dobrados:
Trilhos quebrados:
c) Justificativa ou comentário: taxas de deformação distintas ao longo dos trilhos
promoveram comportamentos distintos em diferentes porções dos trilhos. Em
algumas regiões, de alta taxa de deformação, ocorreu a ruptura, enquanto em
outras regiões, de menores taxas de deformação, ocorreu o dobramento dos
trilhos.
d) Comentário Matheus monitor: Pode haver uma heterogenidade da deformação,
o que faz com que em alguns trechos os trilhos sejam amassados e em outros
ele seja fraturadas.
iii. Uma dada rocha tem diversas dobras em todas as escalas
a) Comportamento reológico: deformação plástica.
b) Diagrama tensão versus deformação:
c) Justificativa ou comentário: a rocha passou por um processo de deformação
plástica (permanente) que é possível determinar através das dobras. Se esse
processo ocorreu em escala sísmica, mesoscópica e microscópica, os átomos
que compõem a rocha mantiveram as ligações atômicas unidas pelo processo
de fluência como a migração de deslocamentos, durante a deformação.
d) Comentário Matheus monitor: Há comportamento plástico e dúctil em toda a sua
deformação.
iv. Um pacote de rochas está dobrado, com fraturas desenvolvidas em seus planos
axiais.
a) Comportamento reológico:
Flancos: deformação plástica.
Planos axiais: deformação rúptil.
b) Diagrama tensão versus deformação:
c) Justificativa ou comentário: o plano axial divide a dobra o mais simetricamente
possível. Durante uma deformação progressiva do pacote de rocha situados na
zona superficial rúptil da crosta continental, a resistência à ruptura nos planos
axiais é ultrapassada, produzindo fraturas.
d) Comentário Matheus monitor: É um caso dúctil-ruptil, em que há uma
deformação devido a tensão aplicada durante determinado tempo de maneira
plástica, mas a partir de determinado momento há fraturamento, Isso pode
ocorrer por duas motivações distintas. A primeira diz respeito a uma deformação
que inicia de maneira plástica em maiores temperaturas (ou seja, em um nível
mais basal da crosta) e por soerguimento a temperatura se modifica, as
condições são modificadas e ela fratura (muda a temperatura e a pressão
confinante). A outra situação é quando está ocorrendo um dobramento, a taxa
de deformação eleva muito e começa a ocorrer fraturas nos planos axiais.
v. Um pacote de rochas está dobrado e é cortado discordantemente por diversas
zonas de falha.
a) Comportamento reológico:
Porção dobrada: deformação plástica.
Porção com falhas: deformação rúptil.
b) Diagrama tensão versus deformação
Porção dobrada:
Porção com falhas:
c) Justificativa ou comentário: primeiramente, o pacote de rochas está situado na
crosta profunda dúctil, sofrendo dobramentos. Posteriormente, esse pacote de
rochas é soerguido para a crosta continental rúptil com diferenças nas
orientações das tensões em relação à crosta profunda dúctil, resultando em
falhas discordantes às dobras produzidas anteriormente.
d) Comentário Matheus monitor: A questão de ser cortado discordantemente exige
uma questão temporal diferenciada no pacote. Possivelmente a dobra foi gerada
em uma condição dúctil, mas após o passar do tempo, as condições não eram
mais dúcteis e a deformação gerou fraturas discordantes. Caso a deformação
tivesse ocorrido na mesma época, os fraturamentos teriam sido paralelos.
vi. Um segmento crustal é atingido por uma zona de cisalhamento em condições
equivalentes às da fácies anfibolito.
Comportamento reológico: deformação dúctil (500 a 750oC).
Diagrama tensão versus deformação:
Justificativa ou comentário: a alta temperatura e a deformação cisalhante
promovem o estiramento dos minerais perpendicular à tensão máxima, na zona
de cisalhamento, resultando em uma foliação milonítica em milonitos.
Comentário Matheus monitor: Condições em fácies anfibolito são aquelas rochas
que deformam entre temperaturas de 600°C até 780°C. Devido a essa
temperatura ser relativamente elevada, a deformação ocorre de maneira dúctil e
plástica, pois a maioria dos minerais que estão ali presentes irão deformar desta
maneira nesta temperatura. É um regime plástico que irá se manter de maneira
dúctil no final da deformação nessa zona de cisalhamento, gerando milonitos por
exemplo.
2) Analise comparativamente os vetores deslocamento e a trajetória das
partículas nas seguintes situações:
a) Rotação corporal: os vetores deslocamentos são linhas retas e a trajetória das
partículas são curvas.
b) Cisalhamento simples: os vetores deslocamento e a trajetória das partículas são
linhas retas com mesma direção e sentido.
c) Cisalhamento puro: os vetores deslocamentos são linhas retas e a trajetória das
partículas são curvas.
3) Discuta os diferentes significados do termo rotação em Geologia Estrutural,
utilizando exemplos ilustrativos.
O termo rotação é usado em referência a rotação rígida do volume interior de rocha
deformada.
A rotação também é utilizada para se referir a rotação dos eixos da elipse de deformação
durante uma deformação progressiva:
Cisalhamento puro: os eixos principais não rotacionam, mas as demais linhas
materiais rotacionam.
Cisalhamento simples: os eixos principais rotacionam sem cisalhamento angular
entre eles. As demais linhas materiais sofrem rotação e cisalhamento angular.
4) Discuta o significado físico da linha diagonal que divide o Diagrama de Flinn,
utilizando situações geológicas como exemplo.
O diagrama de Flinn representa dois campos, o prolato e o oblato. No campo prolato os
sólidos apresentam estiramento na direção X compensado por igual encurtamento no
plano ortogonal a X (extensão uniforme). Nas rochas essa deformação causa a lineação
estrutural. No campo oblato os sólidos apresentam encurtamento na direção Z
compensado por igual estiramento no plano ortogonal a Z (achatamento uniforme). Nas
rochas essa deformação causa planos de foliação. A linha que divide esses dois campos,
linha diagonal, representa um estado de deformação intermediário entre a extensão
uniforme e o achatamento uniforme, em que o estiramento em uma direção é
perfeitamente compensado por um encurtamento em uma única direção perpendicular.
O eixo intermediário (Y) se mantém constante. Essa deformação é denominada de
deformação plana e produz nas rochas tanto lineações como foliações em igual medida.
5) Represente esquematicamente o Círculo de Mohr para cada uma das situações
abaixo:
a) Tensões compressivas em duas dimensões e os planos (A, B, C e D) afetados por elas,
situados a 15°, 45°, 60° e 120°, respectivamente, de σ1.
b) Tensões compressivas em três dimensões (apenas qualitativo; não é necessário o
valor exato das tensões).
c) Tensões compressivas em três dimensões, sendo uma das tensões igual a zero.
d) Tensões trativas em condição uniaxial.
Prova 2016
1) As questões abaixo tratam do comportamento reológico dos materiais quando
solicitados por um ou mais campos tensionais em um ou mais intervalos de
tempo. As situações colocadas abaixo podem ser representadas em um ou mais
diagramas tensão versus deformação qualitativos, que traduzam o
comportamento dos materiais. Analise cada uma delas e a seguir faça o que é
pedido. Por favor, não junte as questões e mantenha suas respostas
devidamente separadas e organizadas como pede a questão, tendo o cuidado
de identificar cada resposta.
i. Durante um terremoto, um prédio desaba.
a) Comportamento reológico: frágil.
b) Diagrama tensão versus deformação:
c) Justificativa ou comentário: no início do terremoto, o prédio começa a deformar-
se elasticamente. Com o aumento da tensão, o limite de resistência do material
foi ultrapassado e o prédio desabou.
ii. No mesmo terremoto, os trilhos de uma mesma ferrovia foram dobrados em um
trecho e quebrados em outro.
a) Comportamento reológico:
Trilhos dobrados: deformação elástica e deformação plástica.
Trilhos quebrados: deformação rúptil.
b) Diagrama tensão versus deformação:
Trilhos dobrados:
Trilhos quebrados:
c) Justificativa ou comentário: taxas de deformação distintas ao longo dos trilhos
promoveram comportamentos distintos em diferentes porções dos trilhos. Em
algumas regiões, de alta taxa de deformação, ocorreu a ruptura, enquanto em
outras regiões, de menores taxas de deformação, ocorreu o dobramento dos
trilhos.
iii. Uma dada rocha tem diversas dobras em todas as escalas
a) Comportamento reológico: deformação elástica e deformação plástica.
b) Diagrama tensão versus deformação:
c) Justificativa ou comentário: a rocha passou por um processo de deformação
plástica (permanente) que é possível determinar através das dobras. Se esse
processo ocorreu em escala sísmica, mesoscópica e microscópica, os átomos
que compõem a rocha mantiveram as ligações atômicas unidas pelo processo
de fluência como a migração de deslocamentos, durante a deformação.
iv. Um pacote de rochas está dobrado, com fraturas desenvolvidas em seus planos
axiais.
a) Comportamento reológico:
Flancos: deformação elástica e deformação plástica.
Planos axiais: deformação elástica, deformação plástica e deformação rúptil.
b) Diagrama tensão versus deformação:
c) Justificativa ou comentário: o plano axial divide a dobra o mais simetricamente
possível. Durante uma deformação progressiva do pacote de rocha situados na
zona superficial rúptil da crosta continental, a resistência à ruptura nos planos
axiais é ultrapassada, produzindo fraturas.
v. Um pacote de rochas está dobrado e é cortado discordantemente por diversas zonas
de falha.
a) Comportamento reológico:
Porção dobrada: deformação elástica e deformação plástica.
Porção com falhas: deformação elástica e deformação plástica e deformação
rúptil.
b) Diagrama tensão versus deformação
Porção dobrada:
Porção com falhas:
c) Justificativa ou comentário: primeiramente, o pacote de rochas está situado na
crosta profunda dúctil, sofrendo dobramentos. Posteriormente, esse pacote de
rochas é soerguido para a crosta continental rúptil com diferenças nas orientações
das tensões em relação à crosta profunda dúctil, resultando em falhas discordantes
às dobras produzidas anteriormente.
2) A deformação por rotação corporal e translação sofrida por um dado corpo de
rocha pode ser corretamente traduzida por um elipsoide de deformação? Ou
poderia ser apenas parcialmente traduzida? Em qualquer dos casos, justifique
sua opção com um comentário de no máximo 02 linhas.
Não pode ser corretamente traduzida por um elipsoide de deformação. Como não há
modificação da forma nesses dois tipos de deformação, o elipsoide terá elipticidade zero
(círculo). O que irá mudar é a coordenada dos seus pontos materiais em um sistema de
coordenadas:
No caso da rotação corporal, todo o corpo rotaciona ao redor de um eixo (centro da
esfera):
No caso da translação, todo o corpo se desloca homogeneamente de uma
determinada coordena a outra.
Prova 2017
1) Em relação às 22 afirmativas a seguir, escolha V (verdadeira) ou F (falsa):
(F) No Círculo de Mohr, as tensões principais somente podem ser representadas no eixo
vertical de deformação cisalhante nula. São representados no eixo horizontal pois nesses
eixos a tensão cisalhante é nula.
(F) A linha diagonal, no Diagrama de Flinn, reflete condições de deformação onde Y é
nulo. Na linha diagonal, que representa a deformação plana, o eixo Y se mantém
constante (Y =1).
(V) Na deformação dos materiais, o aumento da taxa de deformação gera aumento da
tensão de cedência.
(F) Na deformação por cisalhamento puro não pode haver rotação. Não a rotação dos
eixos principais. Porém, há rotação das linhas materiais que não são paralelas aos eixos
principais.
(F) A deformação por rotação corporal e translação sofrida por um dado corpo de rocha
pode ser corretamente traduzida por um elipsoide de deformação.
(V) No Círculo de Mohr, um plano de aplicação situado a 30° de σ, é representado por um
ponto que, ligado à origem, forma uma reta situada a 60° no sentido anti-horário do eixo
das abcissas.
(F) Rochas indeformadas plotam na origem do Diagrama de Flinn, onde os valores da
ordenada e abcissa são nulos. As rochas indeformadas são plotadas na origem. Porém, os
valores da ordenada e da abscissa não são nulos (valem 1).
(F) É possível determinar a orientação de uma linha contida num plano sabendo-se
apenas a atitude do plano e o valor do rake da linha no plano. É possível determinar a
atitude.
(V) A intensidade da deformação num diagrama de Flinn é dada pela distância do ponto à
origem.
(F) A deformação coaxial não envolve cisalhamento. A deformação coaxial (irrotacional)
ocorre no cisalhamento puro.
(F) No cisalhamento puro instantâneo, os eixos principais de deformação mudam de
comprimento e orientação. Os eixos principais mudam de comprimento, porém não
mudam de orientação.
(V) A deformação progressiva e continuada por cisalhamento simples resulta em
estruturas assimétricas.
(F) Quantificando-se a deformação de um marcador passivo, pode-se estabelecer a
trajetória da deformação.
(F) Os eixos principais de tensão correspondem aos eixos principais de deformação.
(V) Uma história de deformação não-coaxial implica incrementos sucessivos de
deformação com rotação dos eixos principais.
(V) No Círculo de Mohr, uma tensão normal pode corresponder a duas cisalhantes
diferentes no mesmo plano. Ao plotar uma linha a 90° é gerado duas cisalhantes a 45°
dessa linha, então sim, é verdadeira.
(V) O desabamento de um prédio durante um terremoto, se colocado num diagrama
tensão versus deformação, é representado por uma linha reta que passa pela origem.
(F) No mesmo caso acima, este comportamento reológico é denominado rúptil. Falso,
esse comportamento é denominado frágil. Ruptil é a questão de se romper.
(V) Durante o mesmo terremoto, um dos resultados da taxa de deformação variável é
que um determinado trilho de trem é dobrado enquanto em outra ferrovia próxima ele se
parte. Sim, porque o regime começa no elástico, ou seja, começa na origem e depois vai
para direto para o regime rúptil. Em alguns locais, onde a taxa de deformação é maior, o
trem irá fraturar porque a deformação é muito intensa em um intervalo de tempo muito
curto e o corpo não consegue acomodar essa deformação, rompendo (devido a taxa de
deformação). Quando as mesmas condições ocorrem em um maior tempo, essa
deformação seria plástica.
(V) A diferença de tempo e de nível crustal na deformação de um segmento qualquer
pode resultar em dobras cortadas discordantemente por zonas de falhas. A diferença de
tempo muito grande gera ângulos diferentes entre as camadas, por isso as falhas são
discordantes. Se o intervalo de tempo for menos, as falhas serão paralelas.
(F) A deformação progressiva de um pacote de rochas em temperatura crescente pode
gerar dobras com fraturas paralelas aos seus planos axiais. A pegadinha está na palavra
“crescente”, pois com o aumento da temperatura, mais a deformação pode ser
acomodada, pois isso moviemnta toda a termodinâmica envolvida (deformação internas
dos átomos e das estruturas internas dos minerais). Em temperatura crescente ela
estaria sempre se formando de maneira ductil.
Prova 2018
1) No Diagrama de Flinn (figura abaixo), estão plotados diversos casos de objetos
deformados (de 1 a 8)
Compare e ordene a intensidade de deformação os objetos (1 a 8) e caracterize sua
deformação com base no valor do parâmetro k, elipticidade, tipo de deformação e
estruturas que se espera encontrar como resultado da deformação em cada uma
dessas situações. Indique no diagrama a região onde o parâmetro k será nulo e
demonstre o porquê.
d) Intensidade de deformação: 7-3-2-4-1-8-6-5
e) Objeto 7 (k = 0): o objeto não sofreu deformação (elipticidade = 0).
Objetos 2 e 6 (k < 1): os objetos se encontram no campo dos oblatos (deformação
triaxial) em que o achatamento é maior que o estiramento. Portanto, apresentam
mais foliação do que lineação. O objeto 6 apresenta maior elipticidade.
Objetos 4 e 5 (K =1): os objetos se encontram na linha diagonal (deformação
plana) e, portanto, não há variação ao longo o eixo Y. A elipticidade do objeto 5 é
maior.
Objeto 8 (k > 1): o objeto se encontra no campo dos prolatos (deformação triaxial)
em que o estiramento é maior que o achatamento. Portanto, apresenta mais
lineação do que foliação. Apresenta elevada elipticidade já que se encontra bem
afastado da origem.
Objeto 3 (k = ∞): o objeto se encontra no eixo vertical que representa a extensão
axialmente simétrica. Portanto, apresenta apena lineação como a trama de um
tectonito-L. A elipticidade RXY (X/Y) é maior que 1 enquanto a elipticidade R YZ (Y/Z) é
1.
Objeto 1 (k = 0): o objeto se encontra no eixo horizontal que representa o
achatamento axialmente simétrico. Portanto, apresenta apenas foliação como a
trama de um tectonito-S. A elipticidade R YZ (Y/Z) é maior que 1 enquanto a
elipticidade RXY (X/Y) é 1.
f) O parâmetro K será nulo no eixo horizontal (ponto 1). Nesse eixo o valor de a é igual
a 1. Portanto, o numerador da equação do parâmetro K será zero.
OUTRA VERSÃO DA RESPOSTA:
- Caracterização das deformações com base no valor de k:
• 7: este caso está localizado na origem, onde não há deformação e consequentemente não há
estruturas. A elipsidade é X=Y=Z.
• 3: este caso está no eixo vertical, onde k = ∞, logo, ele está no campo dos prolatos (1 < k < ∞).
Por isso, deve apresentar lineações pouco desenvolvidas e não apresenta foliações. A elipsidade
é X >> Y ≥ Z.
• 2: este caso está no campo dos oblatos (0 < K < 1), logo, ele apresentará forma de panqueca,
com foliação moderadamente desenvolvida e lineação mal desenvolvidas. A elipsidade é X ≥ Y
>> Z.
• 4: este caso está na diagonal principal, ou seja, k=1, logo, a deformação é plana, onde a
extensão é zero no eixo principal de deformação intermediário, o que faz com que se tenha
tanto foliação quanto lineação moderadamente desenvolvidas. A elipsidade é (X> Y > Z, Y = 1).
• 1: este caso está no eixo horizontal, onde k=0, logo, ele está no campo dos oblatos (0 < K < 1).
De tal modo, ele apresenta foliação bem desenvolvida e não apresenta lineações.
• 8: este caso está no campo dos prolatos (1 < k < ∞). Por isso, deve apresentar lineações bem
desenvolvidas e foliações mal desenvolvidas. A elipsidade é X >> Y ≥ Z.
• 5: este caso está diagonal principal, ou seja, k=1, logo, a deformação é plana, onde a extensão é
zero no eixo principal de deformação intermediário, o que faz com que se tenha tanto foliação
quanto lineação bem desenvolvidas. A elipsidade é (X> Y > Z, Y = 1).
• 6: este caso está no campo dos oblatos (0 < K < 1), logo, ele apresentará forma de panqueca,
com foliação bem desenvolvida e lineação moderadamente desenvolvidas. A elipsidade é X ≥ Y
>> Z.
- A região do diagrama em que o parâmetro k é nulo (ou seja, k=0), é no eixo x. Isso se deve a razão
X/Y ser 1, o que faz com que se tenha:
k= (1-1)/(b-1)= 0
2) O diagrama abaixo, retirado de Fossen (2012, p. 160), relaciona o
comportamento estrutural com os mecanismos de deformação em microescala,
cuja combinação resulta em quatro extremos, numerados de 1 a 4. Com base
neste diagrama, discuta o significado dos termos plástico, dúctil e rúptil e o
significado geológico das combinações ilustradas no diagrama e seus extremos
numerados.
Material dúctil: é aquele que acumula deformação permanente ou flui sem
fraturamentos macroscópicos perceptíveis, ao menos, até o ponto que o limite de
resistência for excedido.
Material rúptil: é aquele que deforma por fraturamento quando submetido a
esforços além do seu limite de elasticidade.
Deformação dúctil: preserva a continuidade de estruturas e camadas originalmente
contínuas e descreve um estilo de deformação dependente da escala, que pode
formar-se por vários mecanismos de deformação.
Deformação rúptil: característica reológica de material que, em determinadas
condições termodinâmicas, ao ultrapassar o limite de rigidez, deforma-se
permanentemente em microescala por mecanismos de deformação rúptil como o
fraturamento rúptil, a rolagem ou o deslizamento friccional de grãos.
Deformação plástica: é, em geral, definida como a mudança permanente na forma
ou no tamanho de um corpo, sem a ocorrência de fraturas e produzida por um
esforço mantido além do limite de elasticidade do material e pela migração de
deslocamentos (em escala de estrutura cristalina). A teoria dos deslocamentos indica
que a plasticidade se inicia onde os minerais começam a se deformar pela migração
de seus deslocamentos, o que, em geral, ocorre em profundidades de 10 a 15 km. Os
mecanismos plásticos ou por plasticidade cristalina ocorrem em escala atômica sem
rompimento das ligações atômicas por meio de processos de fluência, como, por
exemplo, a migração de deslocamentos.
Estilos de deformação e mecanismos de deformação:
O termo rúptil pode ser usado em relação:
Mecanismos de deformação rúptil: indica uma deformação friccional
em microescala.
Estilo da deformação (regime rúptil): onde tais mecanismo predominam.
Dessa forma, podemos apresentar três situações distintas:
Estilo rúptil e mecanismo rúptil: fraturas e microfraturas.
Estilo dúctil e mecanismo rúptil: ausência de fraturas e presença de
microfraturas.
Estilo dúctil e mecanismo plástico: ausência de fraturas e microfraturas.
OUTRA VERSÃO:
O comportamento plástico está ligado a deformações permanentes, em que o
material sofre deformações, mas não sofre fraturas (não se parte).
O comportamento dúctil está ligado a quando a rocha é estirada e deformada
sob determinada tensão e condição.
O comportamento rúptil está ligado a quando as forças ultrapassam o limite
de rigidez, deformando permanentemente a rocha, gerando fraturamentos.
• Em 1: Há comportamento ruptil, ou seja, há fraturas macroscópicas e
microscópicas. Ex: falhas.
• Em 2: Há comportamento dúctil, ou seja, ela pode estar macroscopicamente
dobrada e microscopicamente fraturada. Ex: zonas de cisalhamento dúctil.
• Em 3: Há comportamento plástico, ou seja, está macroscopicamente e
microscopicamente dobrada. Ex: zonas de cisalhamento plástico
• Em 4: Há comportamento ruptil-plástico. Neste caso, este comportamento é
fisicamente impossível, visto que não há como haver deformação ruptil em um
mecanismo plástico.
Prova 2019
1) O termo “rotação” tem significados diversos em Geologia Estrutural,
principalmente se acompanhado de outros termos qualificadores. Discuta pelo
menos 3 significados possíveis, utilizando exemplos para demonstrar os
diferentes casos.
O termo rotação é usado em referência a rotação rígida do volume interior de rocha
deformada.
A rotação também é utilizada para se referir a rotação dos eixos da elipse de deformação
durante uma deformação progressiva:
Cisalhamento puro: os eixos principais não rotacionam, mas as demais linhas
materiais rotacionam.
Cisalhamento simples: os eixos principais rotacionam sem cisalhamento angular
entre eles. As demais linhas materiais sofrem rotação e cisalhamento angular.
Prova 2020
1) Assinale as afirmativas a seguir, referentes à representação das tensões no
Círculo de Mohr, e assinale a alternativa correta.
I. Uma tensão normal pode corresponder a duas cisalhantes diferentes no mesmo
plano. V
II. Quanto maior o diâmetro do círculo, maior é a componente deviatórica da tensão. V
III. Um plano é representado por um arco de círculo. F
( ) Todas as afirmativas são verdadeiras.
( ) Todas as afirmativas são falsas.
( ) Apenas a afirmativa II é verdadeira.
(X) As afirmativas I e II são verdadeiras.
( ) As afirmativas II e III são verdadeiras.
2) (i) A deformação progressiva e continuada por cisalhamento simples resulta
em estruturas assimétricas, porque (ii) esta deformação segue uma trajetória
não coaxial contínua.
Considerando as duas afirmativas, é correto dizer que:
( ) A primeira é uma afirmativa verdadeira e a segunda é falsa.
( ) As duas são verdadeiras e a segunda é uma decorrência verdadeira da primeira.
( ) As duas afirmativas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si.
( ) As duas afirmativas são falsas.
(X) A primeira é uma afirmativa falsa e a segunda verdadeira.
3) (i) Em um mesmo evento deformacional, uma rocha que sofre strain hardening
tende a romper antes de outra que sofreu strain softening, porque
(ii) sua capacidade de acomodar a deformação subsequente diminui.
Considerando as duas afirmativas é correto dizer que:
(X) A primeira é uma afirmativa verdadeira e a segunda é falsa.
( ) As duas são verdadeiras e a segunda é uma decorrência verdadeira da
primeira.
( ) As duas afirmativas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si.
( ) As duas afirmativas são falsas.
( ) A primeira é uma afirmativa falsa e a segunda verdadeira.
4) Verifique as afirmativas abaixo e depois escolha a alternativa correta.
I. A distribuição de pequenas quantidades de deformação num dado tempo favorece a
ruptura das rochas
II. Toda deformação possui uma parte recuperável, ainda que ela nem sempre seja
mensurável.
III. O comportamento plástico ideal implica deformação constante uma vez atingida a
tensão de cedência. A tensão é constante.
( ) Apenas a afirmativa III é verdadeira.
( ) Apenas a afirmativa I é verdadeira.
( ) Todas as afirmativa são falsas.
( ) As afirmativas I e II são verdadeiras.
(X) Apenas a afirmativa II é verdadeira.
5) (i) É possível determinar a orientação de uma linha contida num plano
sabendo-se apenas a atitude do plano e o valor do rake da linha no plano,
porque
(ii) há apenas uma linha contida no plano que satisfaz esta relação.
Considerando as duas afirmativas, é correto dizer que:
( ) A primeira é uma afirmativa verdadeira e a segunda é falsa.
( ) As duas são verdadeiras e a segunda é uma decorrência verdadeira da primeira.
( ) As duas afirmativas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si.
( ) As duas afirmativas são falsas.
(X) A primeira é uma afirmativa falsa e a segunda verdadeira.
6) Nas questões a seguir, escolha a alternativa correta.
(i) A condição reológica de um mesmo material pode ser dúctil ou rúptil,
porque
(ii) depende das condições do meio, mas não da tensão aplicada.
Considerando as duas afirmativas, é correto dizer que:
(X) A primeira é uma afirmativa verdadeira e a segunda é falsa.
( ) As duas são verdadeiras e a segunda é uma decorrência verdadeira da primeira.
( ) As duas afirmativas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si.
( ) As duas afirmativas são falsas.
( ) A primeira é uma afirmativa falsa e a segunda verdadeira.
7) (i) Um elipsoide de deformação representa corretamente qualquer tipo de
deslocamento e deformação, porque (ii) ele traduz a deformação homogênea
na escala de observação.
Considerando as duas afirmativas, é correto dizer que:
( ) A primeira é uma afirmativa verdadeira e a segunda é falsa.
( ) As duas são verdadeiras e a segunda é uma decorrência verdadeira da primeira.
( ) As duas afirmativas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si.
( ) As duas afirmativas são falsas.
(X) A primeira é uma afirmativa falsa e a segunda verdadeira.
8) (i) Um conjunto de dobras cortadas discordantemente por zonas de falhas
implica diferença de tempo significativa porque
(ii) representa diferença de nível crustal na deformação de um mesmo
segmento.
Considerando as duas afirmativas, é correto dizer que?
( ) A primeira é uma afirmativa verdadeira e a segunda é falsa.
(X) As duas são verdadeiras e a segunda é uma decorrência verdadeira da primeira.
( ) As duas afirmativas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si.
( ) As duas afirmativas são falsas.
( ) A primeira é uma afirmativa falsa e a segunda verdadeira.
9) (i) A deformação plana é representada ao longo da diagonal principal do
Diagrama de Flinn, porque
(ii) ao longo desta linha o valor do eixo principal Y é nulo.
Considerando as duas afirmativas, é correto dizer que:
(X) A primeira é uma afirmativa verdadeira e a segunda é falsa.
( ) As duas são verdadeiras e a segunda é uma decorrência verdadeira da primeira.
( ) As duas afirmativas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si.
( ) As duas afirmativas são falsas.
( ) A primeira é uma afirmativa falsa e a segunda verdadeira.
10) (i) Uma história de deformação progressiva não coaxial implica incrementos
sucessivos de deformação com rotação dos eixos principais, portanto,
(ii) é possível prever e calcular a rotação que representa, sem necessidade de
referencial externo.
Considerando as duas afirmativas é correto dizer que:
(X) A primeira é uma afirmativa verdadeira e a segunda é falsa.
( ) As duas são verdadeiras e a segunda é uma decorrência verdadeira da primeira.
( ) As duas afirmativas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si.
( ) As duas afirmativas são falsas.
( ) A primeira é uma afirmativa falsa e a segunda verdadeira.
11) Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a alternativa correta.
I. No Círculo de Mohr, as tensões principais somente podem ser representadas no
eixo vertical de deformação cisalhante nula. (F)
II. Os eixos principais de tensão correspondem aos eixos principais de deformação.
(F)
III. III. O eixo ISA3 representa o eixo mínimo de deformação finita.
(X) Apenas a afirmativa III é verdadeira.
( ) As afirmativas I e II são verdadeiras.
( ) Todas as afirmativas são falsas.
( ) Todas as afirmativas são verdadeiras.
( ) Apenas a afirmativa II é verdadeira.
12) Analise as afirmativas a seguir, referentes à representação da deformação no
Diagrama de Flinn, e assinale a alternativa correta.
I – rochas muito deformadas plotam na diagonal principal. (F)
II – rochas indeformadas plotam sobre o eixo das ordenadas ou das abcissas. (F)
III – a intensidade da deformação é tanto maior quanto mais longe da diagonal
principal. (F)
( ) Apenas a afirmativa II é verdadeira.
(X) Todas as afirmativas são falsas.
( ) As afirmativas II e III são verdadeiras.
( ) Apenas a afirmativa III é verdadeira.
( ) As afirmativas I e III são verdadeiras.
Questões aleatórias
1) Assinale V ou F:
(a) O Elipsóide de deformação (Strain Ellipsoid) que constitui-se de uma
representação em 3D (dimensões) da deformação de um determinado volume de
rocha tem três eixos principais X, Y e Z.
(F) O eixo maior “Z” é paralelo à direção da menor das tensões sofridas pela rocha que é
materializada pelo eixo “Sigma 1” do Elipsóide de Tensões (Stress Ellipsoid). Não, o Z é o eixo
menor.
(F) O eixo menor “Z” é paralelo à direção da menor das tensões sofridas pela rocha que
corresponde à tensão “Sigma 1” do Elipsóide de Tensões (Stress Ellipsoid); Não, é a maior das
tensões.
(F) O eixo menor “Z” é paralelo à direção da menor das tensões sofridas pela rocha que é
materializada pelo eixo “Sigma 1” do Elipsóide de Tensões (Stress Ellipsoid); Não, é a maior
das tensões.
(F) O eixo menor “Z” é paralelo à direção da menor das tensoes sofridas pela rocha que
corresponde à tensão “Sigma 3” do Elipsóide de Tensões (Stress Ellipsoid); Não, é a maior das
tensões.
(V) N/A.
(b) O Elipsóide de deformação (Strain Ellipsoid) que constitui-se de uma
representação em 3D (dimensões) da distorção de um determinado volume de
rocha tem três eixos principais X, Y e Z. Esse elipsóide fornece dados sobre a:
(V) Distorção (Strain) sofrida por um determinado volume de rocha mas não pod ser
interpretado como representando a deformação total pois não fornece dados sobre rotação e
translação que afetou as rochas;
(F) Distorção (Strain) sofrida por um determinado volume de rocha mas não pode ser
interpretado como representando a deformação total (Bulk Deformation) de um determinado
volume de rocha visto não fornecer dados sobre a quantidade de rotação e translação que
afetou as mesmas. Nem mesmo é capaz de fornecer evidências sobre a direção de transporte
tectônico indicado pela sua maior (“Eixo X”); Fornece evidências sobre a direção de
transporte tectônico indicado pela sua maior (“Eixo X”).
(F) Distorção (Strain) sofrida por um determinado volume de rocha mas não pode ser
interpretado como representando a deformação total (Bulk Deformation) de um determinado
volume de rocha visto não fornecer dados sobre a quantidade de rotação e translação que
afetou as mesmas. Onde representando as menores distorções sofridas pelas rochas
analisadas (Elipsóide do tipo “Panqueca” – X:Y:Z ~ 10:1:1) capaz de fornecer evidências sobre
a direção de transporte tectônico indicado pelo seu maior (“X”); Fornece evidências sobre a
direção de transporte tectônico indicado pela sua maior (“Eixo X”). O elipsoide em panqueca
é X ≥Y>>>Z.
(F) Distorção (Strain) sofrida por um determinado volume de rocha mas não pode ser
interpretado como representando a deformação total (Bulk Deformation) de um determinado
volume de rocha visto não fornecer dados sobre a quantidade de rotação e translação
sofridas pelas rochas analisadas (Elipsóide do tipo “Panqueca” – X:Y:Z ~ 10:1:1) capaz de
fornecer evidências sobre a direção de transporte tectônico indicada pelo seu maior (“X”); O
elipsoide em panqueca é X ≥Y>>>Z.
(V) Distorção (Strain) sofrida por um determinado volume de rocha mas não pode ser
interpretado como representando a deformação total (Bulk Deformation) de um determinado
volume de rocha visto não fornecer dados sobre a quantidade de rotação e translação que
afetou as mesmas em alguns casos, onde representando as menores distornões sofridas
pelas rochas analisadas (Elipsóide do tipo “Charuto” – X:Y:Z ~10:1:1) capaz de fornecer
evidências sobre a direção de transporte tectônico indicada pelo seu maior (“X”).
(c) O Elipsóide de Tensóes (Stress Ellipsoid) constitui-se na representação em 3D
(dimensões) do campo de tensões que afeta um determinado volume de rochas tem
três eixos principais “Sigma 1”, “Sigma 2” e “Sigma 3”:
(F) O eixo maior “Sigma 3” é paralelo à direção da menor deformação sofrida pela rocha que
é materializada pelo eixo “Z” do Elipsóide de Deformação (Strain Ellipsoid);
(F) O eixo maior “Sigma 1” é paralelo à direção da menor deformação sofrida pela rocha que
é materializada pelo eixo “Z” do Elipsóide de Deformação (Strain Ellipsoid);
(F) O eixo maior “Sigma 1” é paralelo à direção da menor deformação sofrida pela rocha que
é materializada pelo eixo “X” do Elipsóide de Deformação (Strain Ellipsoid);
(F) O eixo menor “Sigma 1” é paralelo à direção da menor deformação sofrida pela rocha que
é materializada pelo eixo “Z” do Elipsóide de Deformação (Strain Ellipsoid);
(V) N/A.
(d) O Elipsóide de Tensões (Stress Ellipsoid) constitui-se na representação em 3D
(dimensões) do campo de tensões que afeta um determinado volume de rochas tem
três eixos principais “Sigma 1”, “Sigma 2” e “Sigma 3”:
(F) O Elipsoide de Tensões (Stress Ellipsoid) apresenta-se com uma rotação (em torno do eixo
intermediário “Y”) de 270 graus anti-horária na sua orientação espacial em relação ao
Elipsóide de Deformação (Strain Ellipsoid) equivalente;
(V) O Elipsóide de Tensões (Stress Ellipsoid) apresenta-se com uma rotação (em torno do eixo
intermediário “Y”) de 90 graus na sua orientação espacial em relação ao Elipsóide de
Deformação (Strain Ellipsoid) equivalente;
(F) O Elipsóide de Tensões (Stress Ellipsoid) apresenta-se com uma rotação (em torno do eixo
menor “Z”) de 270 graus na sua orientação espacial em relação ao Elipsóide de Deformação
(Strain Ellipsoid) equivalente;
(F) O Elipsóide de Tensões (Stress Ellipsoid) apresenta-se com uma rotação (em torno do eixo
maior “X”) de 270 graus na sua orientação espacial em relação ao Elipsóide de Deformação
(Strain Ellipsoid) equivalente;
(F) N/A.
(e) A deformação pode ser por “Cisalhamento Simples” e/ou “Cisalhamento Puro”
sendo “Homogênea”ou “Não-Homogênea” (“Heterogênea”), mas isso depende da
escala de observação. Na natureza predomina a deformação por “Cisalhamento
Simples” e “não-homogênea”. Esse tipo de deformação é conhecida como
“rotacional”, pois os eixos do Elipsóide de Deformação Finita sofrem rotação
durante a sua progressão. Assim,
(F) Esse tipo de deformação não tem problemas de espaço para acomodar os volumes das
rochas afetadas e todas as partes das rochas sofrem distorções, rotações e translações
idênticas;
(F) Esse tipo de deformação não tem problemas de espaço para acomodar os volumes das
rochas afetadas e diferentes partes das rochas sofrem distorções, rotações e translações
idênticas;
(F) Esse tipo de deformação tem problemas de espaço para acomodar os volumes das rochas
afetadas e diferentes partes das rochas sofrem distorções, rotações e translações idênticas;
(F) Esse tipo de deformação tem problemas de espaço para acomodar dos volumes das
rochas afetadas e todas as partes das rochas sofrem distorções, rotações e translações
idênticas;
(V) N/A
2) Na figura abaixo, é apresentada a deformação progressiva de um objeto circular
a partir do original (t=0) segundo incrementos designados t=1, t=2 e t=3. Com
base nessas informações:
a) Analise cada incremento e classifique a deformação ocorrida em cada etapa;
Em t1: cisalhamento puro.
Em t2: cisalhamento puro.
Em t3: rotação rígida do volume inteiro do corpo.
b) Descreva o comportamento de cada uma das linhas numeradas (de 1 a 6) com a
pressão da deformação desde t=0 até t=3;
a) No tempo t1:
Linha 1: se encontra no campo de estiramento instantâneo e
apresenta elongação positiva. Não sofre rotação.
Linha 4: se encontra no campo de encurtamento instantâneo e
apresenta elongação negativa. Não sofre rotação.
Linha 2: se encontra no campo de estiramento, sofreu elongação
positiva e foi deslocada no sentido anti-horário em relação a t0.
Linha 5: se encontra no campo encurtamento, sofreu elongação
negativa e foi deslocado no sentido horário.
Linha 3: foi deslocada no sentido anti-horário e adentrou no campo
de estiramento instantâneo.
Linha 6: foi deslocada no sentido horário e adentrou no campo de
estiramento instantâneo.
b) No tempo t2:
Linha 1: se encontra no campo de estiramento instantâneo e
apresenta elongação positiva. Não sofre rotação.
Linha 4: se encontra no campo de encurtamento instantâneo e
apresenta elongação negativa. Não sofre rotação.
Linha 2: foi deslocada no sentido anti-horário, permaneceu no
campo de estiramento e sofreu elongação positiva.
Linha 5: foi deslocada no sentido horário, permaneceu no campo de
encurtamento e sofreu elongação negativa.
Linha 3: foi deslocada no sentido anti-horário, permaneceu no
campo de estiramento e sofreu elongação positiva.
Linha 6: foi deslocada no sentido horário, permaneceu no campo de
estiramento e sofreu elongação positiva.
c) No tempo t3: rotação do volume inteiro do corpo.
d) Classifique o tipo de cisalhamento do conjunto considerando a elipse finita em t=3:
deformação progressiva por cisalhamento puro.
e) Classifique o tipo de cisalhamento do conjunto considerando a elipse finita em t=?
3) Comente os fatores importantes na deformação: anisotropia, temperatura,
pressão litostática, pressão de fluidos e tempo. Qual deles é o mais importante
e por quê?
Anisotropia: o termo pode estar relacionado com diferentes definições. Em uma
deformação que houve modificação do volume da rocha é utilizado deformação
volumétrica anisotrópica. Também pode estar se referindo as diferentes magnitudes de
tensões que um dado corpo sofre, ou seja, tensão anisotrópica. Esse tipo de tensão
também reflete em uma anisotropia da fábrica cristalográfica produzindo planos
penetrativos nas rochas, ou seja, as foliações e lineações. Nesse caso, a extensão da
rocha se torna mais difícil na direção paralela à foliação, pois é preciso um esforço
diferencial maior para obter a mesma quantidade de deformação. Esse efeito diminui
com o aumento da temperatura.
Aumento da temperatura:
a. Diminui a tensão de cedência (σy).
b. Aumenta a tensão de rupruta (σr).
c. Ativa processos plásticos em microescala nos cristais, como a migração de
deslocamentos e a difusão.
Aumento da pressão de confinamento aumenta resitência efetiva das rochas
(pressão litostática):
a. Aumenta a tensão de cedência (limite de plasticidade). Ou seja, aumenta o
limite em que um material passa de um comportamento elástico para o plástico.
b. Aumenta a tensão de ruptura (σr).
Presença de fluidos:
a. Diminui a tensão de cedência (σy).
b. Aumenta a tensão de rupruta (σr).
c. Amolecimento por deformação: torna a rocha 5 a 10 vezes mais deformável (mais
dúctil).
d. A pressão efetiva é a pressão de confinamento menos a pressão de fluidos. Se a
pressão de fluidos aumentar mais que a ressão de confinamento, o comportamento
será o oposto. Ou seja, ao invés de aumentar a ductilidade a rocha vai tender a
quebrar (fraturamento hidráulico).
Taxa de deformação (deformação por tempo):
a. O aumento da taxa de deformação aumenta a tensão de cedência.
b. A diinuição da taxa de deformação diminui a tensão de cedência.
c. Sob taxadas de deformações normais (≈10-14/s) a deformação é da ordem de 10% em
1Ma.
A pressão confinante é o mais importante pois essa pressão é capaz de promover através das
tensões diferenciais horizontais ou das tensões isotrópicas horizontais diferentes estados de
referências para os distintos modelamentos de estado de referência utilizado no estudo da
geologia estrutural. Além disso, classificações de esforços tectônicos como a classificação de
Anderson utilizam a pressão de confinamento juntamente com a pressão litostática.