Antes de tudo, temos que entender que nem
sempre nós (humanidade) compreendemos como
a matéria do nosso mundo funciona.
Inicialmente, na grécia antiga, a humanidade tinha
a crença de que a matéria era composta
basicamente pelos 4 elementos (sim, os mesmos
Modelos
do avatar)
Atômicos Entretanto, no século V A.c, dois carinhas,
chamados de Leucipo e Demócrito, criaram uma
hipótese (nada científico ainda) de que a matéria
era na verdade composta de pequenas partículas
que seriam chamadas de átomos e essas
partículas seriam indivisíveis.
Entretanto, é importante salientar que a hipótese
deles ainda não era científica, era mais como um
“ah, eu acho que é isso”
Entretanto, é a partir do século XVIII que a química
começa a ter um caráter mais cientifico, perceba que isso
é bem recente e por isso a química ainda não é um
assunto que a humanidade possui tanto domínio quanto
a matemática
Por volta de 1743, o jogo começa a virar, com o cientista
Lavoisier e surgem as primeiras leis ponderais que
serviram de base para os primeiros modelos atômicos e
A Lei de Lavoisier (Lei da conservação das massas)
No interior de um recipiente fechado, a massa total não varia,
quaisquer que sejam as transformações que venham a ocorrer!
Perceba que de fato faz sentido o que ele afirmou.
Não há muito segredo aqui
Se 3g de Oxigênio reagem com 8g de Carbono e
é formado somente Gás carbônico, então a massa
desse gás é obrigatoriamente 11g
“Na natureza nada se cria nem se perde, apenas se transforma”
E claro, temos mais uma lei ponderal hehe...
A Lei de Proust (Lei das proporções)
Uma mesma substância composta só pode ser formada por
substâncias simples unidas na mesma proporção!
Voltando pro exemplo anterior, gás carbônico só pode ser
formado na proporção fixa de 3:8 (Oxigênio:Carbono)
Basicamente, é impossível formar gás carbônico com
outras proporções dessas substâncias mais simples!
Ou seja , se quisermos fazer 22g de gás carbônico, precisamos
necessariamente de 6g de oxigênio de 16g de carbono!
Essas duas leis , contribuiram com o que seria, no futuro,
o primeiro modelo atômico (modelo de Dalton)!
A Hipótese de Dalton...
Dalton queria um modelo que contribuisse com as leis
ponderais descritas anteriormente e para isso criou o primeiro
modelo atômico!
Dalton então crio o modelo do átomo da
Bola de bilhar e com isso viriam algumas propriedades.
1° Modelo : Dalton / Bola de bilhar
Dalton então crio o modelo do átomo da
Bola de bilhar e com isso viriam algumas propriedades.
I - Matéria formada por partículas Maciças e indivisíveis.
II - Não podem ser criados ou destruidos.
III - Átomos de um elemento são determinados
por suas MASSAS
IV - Atomos de mesmo elemento possuem
mesmas propriedades
Por mais que sabemos que esteja errado...
Ainda representamos moléculas de acordo com
o modelo da Dalton:
Ta, mas porque isso ta errado?
...
Cargas elétricas/Eletricidade!
Pouco depois do modelo de Dalton, descobrimos a eletricidade e
faltava em seu modelo, algo que explicasse esse fenômeno e por
isso mais uma teoria com experimentos teve que ser formulada!
Ok, mas que experimento foi feito?
Bem simples, vejamos:
Experimento de Thomson:
ânodo
cátodo
Thomson basicamente pegou um circuito com uma fonte de tensão, pegou uma
âmpola com gás a BAIXA PRESSÃO no meio e ligou a fonte de tensão e verificou
que o gás “acendia” e ele falou que essa “luz” seriam os raios catódicos
Experimento de Thomson:
Cátodo
ânodo
Além disso, ele verificou também que ao colocar duas placas carregadas com
sinais opostos perto da âmpola, os raios catódicos se desviavam para a placa
positivamente carregada, indicando que os raios possuiam carga negativa.
Com isso, surgiu a explicação que isso se devia ao fato do átomo ser divisível
em partículas menores, em específico o elétron seria uma parte do átomo
com carga negativa e o restante do átomo seria positivo.
Modelo atômico de Thomson
Com isso surgiu o modelo atômico de thomson que levava
em consideração as observações do experimento anterior.
Esse modelo ficou conhecido como “pudim de passas” e tinha
as seguintes propriedades:
Átomo não era mais indivisível, agora temos elétrons que podem
“sair” do átom
Átomo continua sendo uma “bola maciça” mas agora possui
pequenas partículas “grudadas” que são os elétron
Não existia, ainda, um “núcleo” atômico
Ta, e porque isso ta errado?...
Experiment de rutherford!
Modelo atômico de Rutherford
Meu mano Rutherford fez um experimento com folhas de ouro que
consistia no seguinte dispositivo:
Uma câmara de chumbo, com polônio dentro, que possuia um
pequeno orifício que permitia somente a saída de partículas alfa
(devido a um filtro existente) que bombardeavam uma finíssima
lâmina de ouro e, ao redor dela, possuia um grande papel fotográfico
(daqueles que marcam quando a luz toca).
E a conclusão foi
Grande parte das partículas passou diret
Algumas poucas , refletiam parcialmente ou totalmente
E qual o ponto disso?
Se a maior parte das partículas ultrapassaram e a menor parte delas
ricochetearam, então o átomo certamente consistia de uma
pequeníssima parte muito positivamente carregada e o restante do
átomo era praticamente vazio
Modelo atômico de Rutherford
Ok, mas se grande parte do átomo era na verdade vazio e ele
tinha um pequeno núcleo muito positivo, como o átomo seria
neutro?
Órbitas!
A resposta para isso, seriam de que os elétrons (parte
negativa) estariam orbitando esses espaços vazios, mas o
modelo de Rutherford não descrevia bem como seriam essas
órbitas, ele apenas modelou que os elétrons estariam em
órbitas circulares ao redor do núcleo, nada além disso!
Ok, mas como raios eu teria um núcleo cheio de particulas
positivas (prótons), sem que elas colapsem pela repulsão
elétrica?
Isso veremos mais para a frente, antes, vamos para as
características do modelo de Rutherford!
Modelo atômico de Rutherford
As principais características do modelo de Rutherford são:
- O átomo é na verdade um grande espaço vazio
- O núcleo do átomo é positivo e denso
- Os elétrons se encontram em órbita do núcleo
- O átomo tem formato esférico (ainda)
- Os elétrons são minúsculos
Entretanto, ainda havia um pequeno problema, nós sabiamos
que partículas elétricas em movimento circular emitiam
energia de forma constante (radiação eletromagnética) e
dado isso, o elétron deveria perder velocidade
constantamente até colapsar no núcleo, porque isso não
acontecia? Dai urge que façamos um novo modelo...
Modelo atômico de Bohr
Diferente dos outros modelos, Bohr não realizou experimentos
para criar seu modelo, apenas se baseou em observações já
existentes na época.
Bohr observou o espectro de luz de alguns elementos da tabela
periódica e observou que todos eles eram descontínuos,
entretanto, se o modelo anterior fosse correto, os espectros
deveriam ser contínuos. Logo, algo estava errado
Bohr então postulou que as órbitas dos elétrons (que eram
quem causavam as emissões de luz) eram muito bem definidas
e quantizadas, ou seja, cada órbita não era aleatória, mas sim
muito bem definida por um nível de energia (n).
As propriedades desse modelo são:
Modelo atômico de Bohr
- Elétrons só podem estar em órbitas quantizadas de acordo
com um número inteiro (n)
- Cada órbita possui um nível de energia que depende somente
do número da camada e essa energia, obviamente, é quantizada.
- Os elétrons só podem trocar de camada absorvendo ou
perdendo EXATAMENTE a mesma quantidade que o delta de
energia entre uma camada e outra
- Em cada órbita, o elétron não perde nem absorve energia.
Dessa forma, como a variação de energia entre cada camada é
discreta (quantizada), fica explicado o espectro descontínuo. E
nossos problemas são todos sanados... né?
Não! Ainda temos 2 problemas e o principal dela é a
instabilidade nuclear que foi comentada alguns slides atrás
Estabilidade nuclear (Chadwick, 1931)
O modelo de Bohr foi desenvolvido em 1913 e até então não tinhamos
explicação porque o núcleo não colapsava devido a repulsão dos
prótons até o experimento de Chadwick em 1931
O experimento foi similar a descoberta da radioatividade em 1896,
aqui, uma camada de berílio foi bombardeada por uma radiação de
polônio, sendo que uma das 3 radiações observadas não era afetada
por nenhum tipo de campo elétrico e era uma radiação altamente
penetrante, e então foi dito que essa radiação era formada por
partículas pesadas e eletricamente neutras chamadas de Neutrôns.
Com a descoberta dos nêutrons, foi observado que ele era uma parte
do núcleo atômico, e se encontrava entre os prótons, fazendo com que
não ocorresse repulsão elétrica.
Antes dessa descoberta, achavam até que o neutron poderia ser uma
particula composta de um próton e um elétron
Modelo de Schrödinger (Orbitais)
É importante ressaltar que muitas coisas aconteciam na época, a
mecânica quântica estava dando seus primeiros passos na época e a
química começava a se desenvolver, então coisas que pra nós
atualmente são óbvias, não eram tão óbvias na época.
Dito isso, ainda havia um problema no modelo de Bohr, a quantidade de
“Deltas” de energia entre as camadas ainda não era grande o bastante,
pois existiam elementos com mais raias no espectro de luz do que
“variações de energia” entre camadas e isso gerou um absurdo na
época, um novo modelo atômico era necessário.
Com isso, e com o crescimento da mecânica quântica, descobrimos
que é impossível calcular a velocidade e a posição de um elétron e que
na verdade, o elétron não assumia órbitas, mas que na verdade ele
circundava o que chamamos atualmente de “orbitais”
Modelo de Schrödinger (Orbitais)
Um orbital nada mais é do que a região com maior probabilidade de se
encontrar um elétron e existem diferentes tipos de orbitais, mas todos
eles são concêntricos ao núcleo atômico.
Atualmente esse é o modelo mais utilizado e na verdade estamos mais
preocupados com a quantidade de energia de um elétron do que sua
posição ou velocidade.
Veremos mais sobre níveis de energia na próxima aula quando
falaremos de distribuição eletrônica
Me aprofundarei mais na parte desse modelo também na próxima aula,
antes de entrar em distribuição eletrônica.