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Características de Streptococcus e Enterococcus

Os gêneros Streptococcus e Enterococcus são cocos Gram-positivos encontrados na microbiota normal humana e em diversos ambientes, com alguns sendo patógenos clássicos e outros oportunistas. A identificação laboratorial envolve métodos fenotípicos e sorológicos, com destaque para o Streptococcus pyogenes, que causa várias síndromes clínicas, incluindo faringite e febre reumática. Os principais fatores de virulência incluem adesinas, toxinas e a capacidade de evasão do sistema imunológico.

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Características de Streptococcus e Enterococcus

Os gêneros Streptococcus e Enterococcus são cocos Gram-positivos encontrados na microbiota normal humana e em diversos ambientes, com alguns sendo patógenos clássicos e outros oportunistas. A identificação laboratorial envolve métodos fenotípicos e sorológicos, com destaque para o Streptococcus pyogenes, que causa várias síndromes clínicas, incluindo faringite e febre reumática. Os principais fatores de virulência incluem adesinas, toxinas e a capacidade de evasão do sistema imunológico.

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22/04/2024

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Streptococcus sp. & Enterococcus sp.


Prof. Rubens Dias

e-mail: [Link]@[Link]

Gêneros Streptococcus e Enterococcus


HABITAT NATURAL
 Encontrados em diferentes ambientes  bastante heterogêneos
 Microbiota normal humana (*via aérea superior e *trato intestinal)
Streptococcus sp. Enterococcus sp.

 Alguns  patógenos clássicos


Vários  patógenos oportunistas
(alguns raramente associados a infecções, enquanto outros
vêm apresentando uma importância crescente)
infecções associadas aos cuidados com a saúde e aquisição de novos
mecanismos de resistência aos antimicrobianos

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22/04/2024

Gêneros Streptococcus e Enterococcus


DESCRIÇÃO DOS GÊNEROS
- Streptococcus sp.* e Enterococcus sp.:
*

Cocos Gram-positivos dispostos em cadeias ou pares


Catalase negativos
Exigentes nutricionalmente
(ágar sangue ou caldo nutriente c/glicose)
Anaeróbios facultativos
(alguns crescem melhor c/5% CO2 ou em anaerobiose)
Mesófilos (30-40oC)
*CGP, catalase-negativos de > importância
na medicina humana e veterinária
H2O2 + H2O2 Catalase 2H2O + O2
(Água oxigenada)

Gêneros Streptococcus e Enterococcus


DESCRIÇÃO DOS GÊNEROS
- Streptococcus sp. e Enterococcus sp.:
Diferenciação dos principais gêneros (CGP catalase -)
 Características morfológicas
 Características fisiológicas
* Alternativamente  métodos moleculares

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Gêneros Streptococcus e Enterococcus


GÊNERO Streptococcus
Grupo heterogêneo de CGP que se dividem num só plano
Agrupamento em cadeias de tamanho variável
 129 espécies (23 subespécies): “04/2019 – EUZÉBY”
Algumas espécies: responsáveis por uma variedade de
manifestações clínicas (homem e animais)
Metabolismo  fermentativo (“glicose”  ácido láctico)

Gênero Streptococcus
IDENTIFICAÇÃO
 Até hoje: sistema dicotômico com base na observação inicial das
propriedades hemolíticas
Padrões de hemólise em ágar-sangue

-hemolíticos
- Streptococcus pyogenes
- Streptococcus agalactiae
-hemolítico -hemolítico Não-hemolítico -hemolíticos
(g-hemolítico)
- Streptococcus pneumoniae

Alguns -hemolíticos
 propriedades fisiológicas
não--hemolíticos
(ID presuntiva)
+ Teste Sorológico (confirmatório)
 propriedades fisiológicas

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Gênero Streptococcus
IDENTIFICAÇÃO
- Testes Sorológicos: Agrupamento de “Lancefield”
 Ac + Ag de grupo (polissacarídeo de composição variável na
superfície da bactéria – carboidrato C)
*Alguns grupos: Ag  ác. teicóicos (ex: D e N)
 Estreptococos do grupo A – Streptococcus pyogenes
 Estreptococos do grupo B – Streptococcus agalactiae
 Resultado negativo – Streptococcus pneumoniae
Reação de aglutinação (pneumococos)

20 grupos sorológicos (A-V) são observados


*Atualmente:
Grupo D  Enterococcus sp.
aglutinação pelo látex Grupo N  Lactococcus sp.

Gênero Streptococcus
IDENTIFICAÇÃO
- Testes Fenotípicos:
 Padrões de hemólise
 Teste da bacitracina
 Teste da optoquina
 Teste de bile-solubilidade
 Teste de CAMP
 Teste de bile-esculina
 Teste de PYR
 Teste de crescimento na presença de 6,5% NaCl
Não contemplam uma discriminação precisa! Mas, permitem a divisão:
 estreptococos -hemolíticos: S. pyogenes, S. agalactiae, S. dysgalactiae e outras
 espécies dos grupos C e G, assim como outras de menor ocorrência
 S. pneumoniae
 estreptococos do complexo S. bovis/S. equinus
aglutinação pelo látex  estreptococos do grupo viridans.

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Gênero Streptococcus
IDENTIFICAÇÃO
Esquema simplificado para a diferenciação das principais espécies ou categorias de
estreptococos encontrados em espécime clínico de origem humana

Espécie/categoria Grupo Bile NaCl


Hemólise Bacitracina Optoquina CAMP BE PYR
sorológico solub. 6,5%
S. pyogenes A  S R - - - + -
S. agalactiae B  R R - + - - (+)
Grupos C e G C ou G  R R - - - - -
S. bovis/equinus D /g R R - - + - -
S. pneumoniae -  R S + - - - -
Grupo Viridans (-)  (R) R - - (-) - -

aglutinação pelo látex

Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
- Identificação laboratorial:
 Coloração de GRAM
 Cultura em ágar sangue de carneiro
• Swab de orofaringe
• Secreção de lesões de pele
 Identificação
• Determinação do sorogrupo (A)
• Hemólise
• Susceptibilidade à bacitracina
• Kits comerciais

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Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
- Identificação laboratorial:
 Prova rápida
Exemplo:
SD BIOLINE Strep
- Teste imunocromatográfico
- Detecção qualitativa de Ag de GAS
Swab de orofaringe ou confirmação de presumíveis colônias de GAS (cultura)
Não diferencia viabilidade do microrganismo!
- Especificidade 95% e Sensibilidade 85%
- Pode guiar a decisão de entrar ou não com ATB!

Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
- Estreptococos -hemolíticos do grupo A (GAS):
 Presente na faringe e pele de seres humanos

 Síndromes Clínicas Supurativas

 Síndromes Clínicas Tóxicas

 Síndromes Clínicas Não-Supurativas

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Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
- Estreptococos -hemolíticos do grupo A (GAS):
 Presente na faringe e pele de seres humanos
 Síndromes Clínicas Supurativas
 Faringite Os sinais clínicos não devem ser
usados isoladamente para
• crianças de 5 a 15 anos (maior incidência) confirmar o quadro de faringite
• disseminação pessoa-pessoa, via respiratória estreptocócica, pois apresentam
baixo desempenho diagnóstico.
• não distinta da faringite viral
• hiperemia da orofaringe, hipertrofia das tonsilas
• febre, dor de garganta, fadiga

• Complicações: otite média e bacteremia

Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
- Estreptococos -hemolíticos do grupo A (GAS):
 Síndromes Clínicas Supurativas
 Impetigo
 Pápula  Vesícula soropurulenta e crosta
 Erisipela
 Infecção aguda da pele com dor local, febre e calafrios
 Idosos e crianças
 Celulite
 Infecção do tecido subcutâneo
 Fascite Necrozante
 Infecção profunda do tecido subcutâneo
com destruição muscular e adiposo

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Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
- Estreptococos -hemolíticos do grupo A (GAS):
 Síndromes Clínicas Tóxicas
 Febre escarlatina
 Cepa lisogenizada por bacteriófago temperado que estimula a produção
de uma exotoxina pirogênica
• complicação da faringite estreptocóccica
• amostras produtoras de toxinas
• rash cutâneo 1-2 dias após início de faringite
• língua com aspecto “morango”

Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
- Estreptococos -hemolíticos do grupo A (GAS):
 Síndromes Clínicas Tóxicas
 Síndrome do choque tóxico estreptocócico
 Infecção sistêmica em múltiplos órgãos – a maioria apresenta bacteremia
e fascite
• Pacientes de todas as faixas etárias
Maior risco: HIV+, câncer, diabetes, doença cardíaca ou pulmonar, usuários
de drogas IV, abuso de álcool.
• Sorotipos específicos
• Produção de exotoxinas pirogênicas (particularmente, SpeA e SpeC)

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Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
- Estreptococos -hemolíticos do grupo A (GAS):
 Síndromes Clínicas Tóxicas
 Sepse puerperal
 Processo infeccioso septicêmico e grave, que afeta a todo o
organismo e que desencadeia uma resposta inflamatoria geral.
 Afeta mulheres após parto ou aborto.
 Sepse puerperal: habitualmente causado por
S. agalactiae, S. pyogenes ou E. coli.

Colonizam e infectam o trato genitourinario durante a expulsão do feto.
 Geralmente produto de contaminação transmitida por mãos ou
instrumentos da equipe de parto.

Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
- Estreptococos -hemolíticos do grupo A (GAS):
 Síndromes Clínicas Não-Supurativas
 Febre Reumática
• Reação inflamatória que atinge o coração*, articulações, vasos
sanguíneos, tecidos subcutâneos e sistema nervoso central
• 2 a 5 semanas após faringite estreptocócica
• doença autoimune? (Proteína M da bactéria)

*Envolvimento do coração se manisfesta como uma pancardite


(endocardite, pericardite, miocardite)
- frequentemente associado a nódulos subcutâneos

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Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
- Estreptococos -hemolíticos do grupo A (GAS):
 Síndromes Clínicas Não-Supurativas
 Glomerulonefrite aguda
• 10 dias após faringite ou 21 dias após lesões de pele
• febre baixa, fraqueza, anorexia, edema facial e periorbital,
hipertensão arterial, hematúria e oligúria

Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
Principais fatores de virulência:
Da superfície celular
- Adesinas:
Proteína M  adesão à fibronectina; mascara a presença da bactéria por
interação com fibrinogênio e bloqueia a interação anticorpo-fagócito (fixa à
porção Fc do Ac); Ac  reação cruzada com tecido humano.
Proteína F  adesão à mucosa da faringe; uma das principais adesinas.
Ácido lipoteicóico  adesão e estimulação da produção de citocinas.
- Evasinas:
Cápsula  constituída de ácido hialurônico
(quimicamente idêntico ao existente no homem)
 não imunogênico!
Principal função: proteção contra as células fagocitárias.

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Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
Principais fatores de virulência:
Excretados
- Toxinas:
Estreptoquinase, DNAse e Hialuronidase  maioria das amostras.
Dissolve coágulos (fibrinolisina), degrada DNA e dissolve substância
fundamental do tecido conjuntivo, respectivamente.
Estreptolisinas O e S  hemolisinas.
“S”: halo de hemólise em torno das colônias, na presença ou ausência
do O2; aparentemente não-imunogênica; evidências sugerem ser
responsável pela morte dos fagócitos.
“O”: ativa apenas na ausência do O2; por ser antigênica, a maioria dos
pacientes apresenta Acs durante convalescência; contribui para
virulência pela sua capacidade de lisar hemácias, leucócitos e
possivelmente outras células.

Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
Principais fatores de virulência:
Excretados
- Toxinas:
Peptidase de C5  degrada componente C5 do complemento,
reduzindo o recrutamento de leucócitos para o sítio de infecção.
Proteína inibidora do complemento  secretada – inativa o
complexo de ataque do complemento (C5-C9), anulando sua função
lítica.
Exotoxinas pirogênicas  já foram descritas 6 SPE
Mais frequentes: SpeA, SpeB e SpeC
*“A” e “B”: se comportam como superantígenos (induzem a produção de IL-1, -2,
e -6, e TNF por linfócitos e macrófagos).
**Amostras produtoras da “SpeA e SpeC” costumam ser frequentemente
isoladas de casos de choque tóxico estreptocócico.

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Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
Patogênese:

a maioria das infecções tem início nas

vias aéreas superiores


ou
pele

Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
Patogênese:
 Vias aéreas superiores
Infecções de faringe:
Geralmente  bactéria transmitida por aerossóis
1ª Etapa da Infecção  adesão ao epitélio da mucosa
*Apesar de ter a capacidade de invadir células em culturas de tecidos, não se
sabe se na faringe ocorre a invasão da mucosa.
Carreadores: apenas a adesão não é suficiente para causar a faringite!!!
Faringite tem intensidade variável e é autolimitada, mas podem ocorrer
complicações (escarlatina, choque tóxico, bacteremias e infecções de outros
tecidos por contiguidade).
*Principal complicação não-supurativa  febre reumática
(processo com base imunológica)

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Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
Patogênese:
 Pele
Infecções de cutâneas:
Geralmente  adquiridas por contato com pacientes portadores de
piodermites.
Instalação  pele com algum tipo de lesão ou por outros meios nem
sempre evidentes.
 As infecções podem ser superficiais ou profundas (estas podem ser fatais)
*Sequela não-supurativa  glomerulonefrite difusa aguda
segue as infecções cutâneas, mas pode aparecer
com menos frequência após uma faringite

*febre reumática e glomerulonefrite: sequelas não-supurativas de natureza imunológica!

Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
Tratamento e Controle:
 Vários antibióticos apresentam boa atividade contra o S. pyogenes.
Sem necessidade de TSA!
Penicilina G: atb de escolha (eritromicina* p/alérgicos).
*Diversas regiões: ocorrência de amostras resistentes.
 Objetivo da terapêutica  erradicação da bactéria visando:
Faringite  prevenção da febre reumática
Piodermite  prevenção da glomerulonefrite
* Outros aspectos positivos:
diminuição do período de contagiosidade
 redução da duração da doença
 Vacina: ainda não há disponível contra as infecções estreptocócicas.
Estudos visam obtenção .
(proteína M o antígeno mais usado para a sua preparação).

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Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
Epidemiologia:
 Faringite estreptocócica: uma das infecções mais frequentes na
infância e juventude (maior incidência: 5-15 anos, com o pico nos
primeiros anos de escola).
Aglomerações (ex: escolas): favorecem sua transmissão (contato direto
pessoa a pessoa – perdigotos de saliva ou secreção nasal).
Maior incidência: épocas mais frias do ano.
Crianças: 20 – 30% das faringites (≈ 70% virais)
<2 anos  ≈ 90% são virais
Adultos: 5 – 15% das faringites
Maior percentual de carreadores assintomáticos é observado nas
crianças, enquanto que nos adultos esse percentual é bem menor.

Gênero Streptococcus
Streptococcus pyogenes
Epidemiologia:
 Piodermites: mais frequentes entre os 2 e 5 anos de idade, em crianças
que vivem em populações de más condições higiênicas.
Diferentemente da faringite, sua ocorrência é em épocas quentes do
ano e em regiões tropicais.
Transmissão não é bem conhecida, sendo as possíveis vias o contato
direto, contaminação do meio ambiente e certos vetores como moscas.

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Gênero Streptococcus
Streptococcus agalactiae
- Estreptococos -hemolíticos do grupo B (GBS):
 Microbiota normal do TGI e trato genital feminino
 Síndromes Clínicas
 Pneumonia, septicemia, meningite neonatal,
osteomielite*
 Fatores de risco: nascimento prematuro
colonização vaginal da parturiente
 Em adultos:
 Faringites, Infecções urinárias
 Infecções de ferida cirúrgica
 Endocardite, pneumonia, artrite séptica
 Meningite
 Sepse puerperal

Gênero Streptococcus
Streptococcus agalactiae
- Estreptococos -hemolíticos do grupo B (GBS):

Doença Neonatal por GBS


Aspectos Doença Doença
de início precoce de início tardio

Idade Até 7 dias 1 semana a 3 meses

Aquisição No útero ou no parto Pós-parto

Doença clínica Bacteremia, pneumonia Bacteremia, meningite e


e meningite osteomielite

Taxa de Elevada Baixa (até 20%)


mortalidade

Sequelas Frequentes Frequentes


neurológicas

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Gênero Streptococcus
Streptococcus agalactiae
Antígenos de superfície de Streptococcus agalactiae
Principais fatores de virulência:
Proteínas (alfa e beta, R, X)
Carboidrato de grupo B

Adesinas Polissacarídeo Capsular

- Ácido lipoteicóico
Parede celular
- Proteínas de superfície Membrana
Celular

Evasinas
- Cápsula
Toxinas
- Proteases, peptidases
- DNAses
- Hialuronidases

Gênero Streptococcus
Streptococcus pneumoniae
 Presente colonizando nasofaringe
 Síndromes Clínicas
 Sinusite, otite média, celulite
 Pneumonia comunitária

Bacteremia / Septicemia
 
Meningite Osteomielite

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Gênero Streptococcus
Streptococcus pneumoniae
Principais fatores de virulência:
Adesinas
- Ácido teicóico
- Ácido lipoteicóico
Evasinas
- Cápsula polissacarídica
Toxinas
- Pneumolisina
- Neuraminidase
- Hialuronidases
- IgA protease

Gênero Streptococcus
Streptococcus pneumoniae
Patogênese:
 Início: colonização da nasofaringe.
- podem alcançar o ouvido médio (através da tuba auditiva) e
pulmões (através dos brônquios).
- podem entrar na corrente sanguínea (mecanismo não bem
estabelecido).
Dependendo da via de disseminação: otite, pneumonia, meningite
ou outras (mais raras).

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Gênero Streptococcus
S. agalactiae e S. pneumoniae
Tratamento e Controle
S. agalactiae:
 Penicilina ou outros -lactâmicos
Eritromicina para alérgicos

S. pneumoniae:
 Resistência à penicilina e outros antimicrobianos
Necessidade de antibiograma (TSA)
 Vacinas:
Antígenos da cápsula: não imunogênica para crianças <2 anos
Novas vacinas: vacinas conjugadas ou de proteínas
Proteção para todas as idades!
SUS  VPC10: 2 e 4 meses + reforço aos 12 meses
Privado  VPC13: 2, 4 e 6 meses + reforço aos 12-15 meses
*Vacinar os não vacinados até <6 anos

Gênero Streptococcus
Outros Estreptococos
Outros -hemolíticos:
Faringite  S. dysgalactiae – semelhante a causada por S. pyogenes.
Pode complicar com glomerulonefrite aguda.
Formação de abcessos em tecidos profundos  S. anginosus
Estreptococos Viridans:
Endocardite subaguda S. gordonii, S. mutans, S. mitis, S. oralis
e S. sanguis
Formação de abcesso em tecidos profundos S. anginosus
Neoplasia do trato gastrointestinal S. bovis
Sepse em pacientes neutropênicos S. mitis
Cáries dentárias  S. mutans* e S. sobrinus

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Gênero Enterococcus
GÊNERO Enterococcus
 Inicialmente estreptococos do Grupo D (Ag grupo D)

 Características fisiológicas e susceptibilidade a agentes físicos e


químicos  diferenciação das espécies Grupo D não-enterococos

 Tais diferenças + hibridização DNA-DNA e sequenciamento


 Gênero Enterococcus
- 58 espécies (2 subespécies): “04/2019 – EUZÉBY”
- Várias espécies podem ser encontradas como membros da microbiota
normal (trato intestinal) de humanos e animais
 Enterococcus faecalis e Enterococcus faecium
 Mais frequentemente isolados de seres humanos

Gênero Enterococcus
GÊNERO Enterococcus
 Gênero Enterococcus
 Gênero peculiar:
 Resistência intrínseca (principais antimicrobianos usados).
 Capacidade de manifestar novos modelos e mecanismos de resistência
adquirida.
 Características responsáveis pela expressão desses microrganismos
no ambiente hospitalar.

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Gênero Enterococcus

 Síndromes Clínicas
 Infecção do Trato Urinário  Peritonite  Endocardite
 Diagnóstico Laboratorial
 Crescem rapidamente em meios não-seletivos, ágar sangue e ágar
chocolate.
 Características morfológicas, fenotípicas (testes fenotípicos)
Técnicas moleculares (Ex: sequenciamento de DNA)
 Tratamento
 Tradicionalmente consiste na associação de antimicrobianos
Aminoglicosídeo + agente ativo contra parede celular (ex: ampicilina).
 Necessidade de antibiograma (TSA).
* Característica marcante: resistência intrínseca a vários antimicrobianos usados
habitualmente no tratamento de infecções causadas por bactérias Gram-positivas

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