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Preparação de Demonstrações Financeiras SNC

O documento aborda o Sistema de Normalização Contabilística (SNC) e a preparação das demonstrações financeiras, destacando a importância de princípios contábeis como a gestão continuada, prudência e não compensação. Também menciona a obrigatoriedade da contabilidade em Portugal, detalhando as entidades abrangidas e as normas aplicáveis, incluindo as IAS/IFRS. Além disso, define os elementos constituintes das demonstrações financeiras e as características qualitativas que a informação financeira deve apresentar.

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Preparação de Demonstrações Financeiras SNC

O documento aborda o Sistema de Normalização Contabilística (SNC) e a preparação das demonstrações financeiras, destacando a importância de princípios contábeis como a gestão continuada, prudência e não compensação. Também menciona a obrigatoriedade da contabilidade em Portugal, detalhando as entidades abrangidas e as normas aplicáveis, incluindo as IAS/IFRS. Além disso, define os elementos constituintes das demonstrações financeiras e as características qualitativas que a informação financeira deve apresentar.

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SNC

SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILISTICA PREPARAÇÃO DAS


DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

• a estrutura conceptual da contabilidade terá que ser capaz de efectuar o enquadramento


basilar do corpo normativo produzido, através da inclusão de um referencial contabilístico
de aceitação generalizada por todos os interessados para que os factos patrimoniais de
natureza económicofinanceira relativos á vida da entidade de relato, possam ser:
◦ * classificados,
◦ * homogeneizados e
◦ * relatados.

• Em presença de informação tão variada, importa saber:


• Quem tem interesse?
• O que quer saber?
• Para quê?
• Como lhe deve ser transmitida a informação?
• Quais os pressupostos em que esta informação se deve basear?
• Que elementos devem ser os veículos desta informação?
Princípios ligados à periodização da informação financeira

Princípio do Acréscimo - Quando


Princípio de correlação entre custos e proveitos - Como
Princípio de imputação da transacção - Que componentes
Princípio de Gestão Continuada - Porquê
Princípio de Uniformidade - De que forma

Princípios de avaliação dos elementos do Balanço - Que critério de avaliação

Princípios utilizáveis em qualquer modelo contabilístico

Princípio da prudência - Qual o valor em caso de incerteza


Princípio de registo – Quando reconhecer um determinado facto patrimonial
Princípio da não compensação – Manutenção da especificidade da informação
Princípio da importância relativa – Quando em conflito que princípio privilegiar

A Gestão continuada aparece-nos pois, como a determinante para encontrar esse resultado, o porquê
de calcular a contribuição de um determinado período para o desempenho global da entidade.

Assim podemos definir o princípio de gestão continuada da seguinte forma:

• * Considera-se que a organização opera continuamente com duração ilimitada. Assim


entende-se que não existe a intenção nem a necessidade de reduzir significativamente o
nível de actividade ou de entrar em liquidação, podendo então concluir que, a aplicação dos
presentes princípios não terá como objectivo a determinação do valor de liquidação do
património.

Já vimos a razão da existência da gestão continuada, a necessidade de periodização da informação


financeira, mas para sabermos quando se deve reconhecer os acontecimentos ou as transacções
temos que nos socorrer do Princípio do Acréscimo, que para além de designar o momento em que
se reconhece os factos contabilísticos, define ainda os requisitos que presidem à incorporação dos
proveitos e respectivos gastos num determinado período.

De uma forma geral podemos enunciar este princípio do seguinte modo:

• * “A imputação temporal de custos e proveitos deve ser feita de acordo com a corrente real
de bens e/ou serviços que os mesmos representam, e não no momento em que se produz a
vertente monetária ou financeira resultante daquela corrente real de bens, devendo ser
incluídos no período a que respeitam.
O Princípio do custo de produção ou de aquisição aparece-nos, assim configurado numa
metodologia de avaliação por activos, em que se esquece o valor das forças sinérgicas emergentes
de uma forma definida de combinação de activos, para se dar valor a cada um dos activos de per si

Claro que qualquer modelo contabilístico tem que se basear no princípio do registo para que se
consiga a coerência interna da informação. Para este princípio todos os factos contabilísticos devem
ser registados por ordem cronológica, não podendo existir saltos nem vazios na informação
financeira, devendo ser feitos de acordo com linhas de actuação previamente definidas como as
mais apropriadas à organização contabilística existente na entidade em causa.

Sobre o princípio da prudência podemos afirmar que qualquer sistema de registo deve ter sempre
este princípio em presença, como orientador dos registos a efectuar, em especial quando em
presença de situações pouco clarificadas quanto à inclusão dos custos e dos proveitos a incluir no
período ou quando em condições de incerteza sendo necessário recorrer a previsões. Com este
princípio, pretende-se imprimir às contas um grau de precaução, quando em presença da
necessidade de efectuar estimativas exigidas em condições de incerteza, de forma a não criar
reservas ocultas nem provisões excessivas, em resultado da premeditada subavaliação de activos e
de proveitos, ou da sobreavaliação de passivos ou de custos.
O primeiro, o da não compensação, estabelece a não compensação de rubricas do activo e do
passivo do balanço, bem como as dos custos e dos proveitos quando nos referimos às
Demonstrações de Resultados, devendo valorizar-se distintamente cada um dos elementos das
demonstrações financeiras.

O segundo princípio, o da importância relativa, vem chamar a atenção para o facto de existirem
situações que, por vezes, implicam a impossibilidade de aplicação de todos os princípios
estabelecidos, entrando em concorrência uns com os outros. Neste caso é importante hierarquizar a
importância de cada um deles, e, no sentido de obter uma imagem verdadeira e apropriada da
situação patrimonial da entidade e dos resultados do período, aplicar apenas alguns e não outros de
acordo com a importância relativa dos efeitos que deles possam resultar, contudo a aplicação deste
princípio não poderá implicar a transgressão de regras impostas por força de Lei.

2.4 - A OPÇÃO DA U.E.


Assim o Regulamento 1606/2002 de 19 de Julho impõe a obrigatoriedade da aplicação das normas
IAS/IFRS nas contas consolidadas de empresas com valores cotadas em bolsa na EU, não
impedindo os Estados Membros de permitirem ou imporem a aplicação destas normas a outras
entidades nacionais.

3 – A OBRIGAÇÃO DE POSSUIR CONTABILIDADE EM PORTUGAL

Iniciámos esta pesquisa pelo Código Comercial (CC) que determina no seu artigo 29º que “Todo o
comerciante é obrigado a ter escrituração mercantil efectuada de acordo com a lei”.

no artigo 13º deste mesmo Código que encontramos resposta a esta pergunta, explicitando este
artigo que são comerciantes:

• 1.º As pessoas, que, tendo capacidade para praticar actos de comércio, fazem deste
profissão;

• 2.º As sociedades comerciais


À data presente sem dúvida que a lei mais relevante para a generalidade das empresas, é o Decreto-
Lei nº 35/2005 de 17 de Fevereiro37, mas em 01.01.2010 será o conjunto de diplomas legais assim
constituído:

• Aprovação do SNC e Bases para a Apresentação das Demonstrações - Decreto-Lei 158/2009


de 13 de Julho, posteriormente rectificado pela declaração de rectificação 67-B/2009
publicado em onze de Setembro. -
• Demonstrações Financeira - Portaria 986/2009 publicado em sete de Setembro -
• Código de Contas - Portaria 1011/2009 publicado em nove de Setembro -
• Estrutura Conceptual - Aviso 15652/09 publicado em sete de Setembro -
• Normas Interpretativas – Aviso 15653/09 publicado em sete de Setembro
• Norma Contabilística e de Relato Financeiro – PE – Aviso 15654/09 publicado em sete de
Setembro -
• Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro – Aviso 15655/09 publicado em sete de
Setembro

Nos termos do Decreto-Lei 158/2009. no seu artigo 3º encontramos as entidades que estão
abrangidas pelo SNC:

• a) Sociedades abrangidas pelo Código das Sociedades Comerciais (CSC)


• b) Empresas comerciais reguladas pelo Código Comercial
• c) Estabelecimentos Individuais de Responsabilidade Limitada
• d) Empresas Públicas
• e) Cooperativas
• f) Acordos Complementares de Empresas e Acordos Europeus de Interesse Económico

Comparando o preceituado no artigo anterior com o constante do artigo 2º do Decreto-Lei 410/89,


não alterado pelo Decreto-lei 35/2005, do ainda em vigor, POC, que estabelece é obrigatoriamente
aplicável às seguintes entidades:

• a) Sociedades nacionais e estrangeiras abrangidas pelo Código das Sociedades Comerciais;


• b) Empresas individuais reguladas pelo Código Comercial;
• c) Estabelecimentos individuais de responsabilidade limitada;
• d) Empresas públicas;
• e) Cooperativas;
• f) Agrupamentos complementares de empresas e agrupamentos europeus de interesse
económico;
• g) Outras entidades que, por legislação específica, já se encontrem sujeitas à sua adopção ou
venham a estar.

Assim teremos em Portugal três Níveis de Normalização:


1. 1 - Para as entidades que se enquadrem no artigo 9 no seu ponto 1, podendo optar pela
utilização da NCRF-PE.
2. 2 – As entidades sem título à negociação terão que produzir as suas demonstrações
financeiras nas suas contas individuais e consolidadas de acordo com o modelo geral
aplicando as 28 NCRF e as 2 IT, já publicadas.
3. 3 – As entidades com títulos à negociação são obrigadas à utilização das IAS adoptadas pela
EU na produção da sua informação financeira relativa ás contas consolidadas, podendo
utilizar este referencial nas suas contas individuais desde que estas estejam sujeitas a
Certificação Legal de Contas.
Para elencar os utentes desta informação a “Estrutura Conceptual” baseia-se na necessidade de
informação para poderem tomar decisões económicas. Assim os utilizadores desta informação são
utentes que num qualquer momento da sua actividade, necessitem de:
• (a) decidir quando comprar, deter ou vender um investimento em capital próprio;
• (b) avaliar o zelo ou a responsabilidade do órgão de gestão;
• (c) avaliar a capacidade de a entidade pagar e proporcionar outros benefícios aos seus
empregados;
• (d) avaliar a segurança das quantias emprestadas à entidade;
• (e) determinar as políticas fiscais;
• (f) determinar os lucros e dividendos distribuíveis;
• (g) preparar e usar as estatísticas sobre o rendimento nacional;
• ou (h) regular as actividades das entidades

A expressão Demonstrações Financeiras exige ser definida de forma mais efectiva, assim a
Estrutura Conceptual, expressa, no seu parágrafo 8, um conjunto de Demonstrações Financeiras,
sem prejuízo da preparação de mapas suplementares que se espera que sejam lidos juntamente com
as Demonstrações Financeiras estas são constituídas, normalmente, pelos seguintes documentos:
• Balanço
• Demonstração dos Resultados
• Demonstração das alterações na posição financeira
• Demonstração de Fluxos de Caixa Notas e outras demonstrações e material explicativo que
constituam parte integrante das
• Demonstrações Financeiras.

Estas Demonstrações Financeiras são a base da transmissão de informação aos utentes, na


Estrutura Conceptual estes são os definidos no seu ponto 9, os seguintes:
• (a) - Investidores - Os fornecedores de capital de risco e os seus consultores estão ligados ao
risco inerente aos, e ao retorno proporcionado pelos, seus investimentos. Necessitam de
informação para os ajudar a determinar se devem comprar, deter ou vender. Os accionistas
estão também interessados em informação que lhes facilite determinar a capacidade da
entidade pagar dividendos.
• (b) Empregados – Os empregados e os seus grupos representativos estão interessados na
informação acerca da estabilidade e da lucratividade dos seus empregadores. Estão também
interessados na informação que os habilite a avaliar a capacidade da entidade proporcionar
remuneração, benefícios de reforma e oportunidades de emprego.
• (c) Mutuantes – Os mutuantes estão interessados em informação que lhes permita
determinar se os seus empréstimos, e os juros que a eles respeitam, serão pagos quando
vencidos.
• (d) Fornecedores e outros credores comerciais - Os fornecedores e outros credores estão
interessados em informação que lhes permita determinar se as quantias que lhes são devidas
serão pagas no vencimento. Os credores comerciais estão provavelmente interessados numa
entidade durante um período mais curto que os mutuantes a menos que estejam dependentes
da continuação da entidade como um cliente importante.

• (e) Clientes - Os clientes têm interesse em informação acerca da continuação de uma


entidade, especialmente quando com ela têm envolvimentos a prazo, ou dela estão
dependentes.
• (f) Governo e seus departamentos – O Governo e os seus departamentos estão interessados
na alocação de recursos e, por isso, nas actividades das entidades. Também exigem
informação a fim de regularem as actividades das entidades, determinar as políticas de
tributação e como base para estatísticas do rendimento nacional e outras semelhantes.
• (g) Público - As entidades afectam o público de diversos modos. Por exemplo, podem dar
uma contribuição substancial à economia local de muitas maneiras incluindo o número de
pessoas que empregam e patrocinar comércio dos fornecedores locais. As demonstrações
financeiras podem ajudar o público ao proporcionar informação acerca das tendências e
desenvolvimentos recentes na prosperidade da entidade e leque das suas actividades.

Para a Estrutura Conceptual são quatro as características qualitativas que a informação financeira
deve apresentar:
1. 1. Compreensibilidade 2.
2. Relevância
3. 3. Fiabilidade
4. 4. Comparabilidade

2) Definições:

Capital próprio ( património líquido ou situação líquida): analisado


de uma perspetiva, o capital próprio é o saldo patrimonial, positivo
ou negativo, que resulta do valor do ativo depois de abatido o valor
do passivo . Corresponde à diferença para mais ou para menos
entre o valor do ativo e o valor do passivo (CP = A – P); (A = P +/-
CP). Esta última é a equação fundamental da contabilidade [1] .
Capital social : deve ser entendido, primordialmente, em termos
nominais; com efeito, é neste sentido que, na maioria das vezes, na
Lei e na prática, é empregue esta expressão [2] . Assim, o capital
social (nominal) é a cifra numérica, expressa em Euros, constante
do pacto social (contrato de sociedade, estatutos ou ato
constitutivo) da sociedade e, por isso, tendencialmente estável,
representativa da soma dos valores nominais das participações
sociais (quotas, ações ou partes) fundadas em entradas em
dinheiro e/ou em espécie [3] e que deve ser inscrita no balanço,
dentro da rubrica do capital próprio , concretamente na sub-rubrica
do capital subscrito (capital social = capital subscrito).

3.1 – DEFINIÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTITUINTES DAS DEMONSTRAÇÃO


FINANCEIRA Para que a comunicação se efectue sem elementos de ruído entre quem prepara e
quem a utiliza, impõe-se a definição de cada um destes elementos formando os mapas da
informação financeira:
• Balanço
◦ Activos
◦ Passivos
◦ Capital Próprio
• Demonstração dos Resultados
◦ Gastos
◦ Rendimentos
◦ Lucro

Para dar
corpo às

necessidades informativas para fins gerais dos seus utentes as demonstrações financeiras devem
proporcionar informação acerca dos seguintes elementos de uma entidade:
• Activos;
• Passivos;
• Capital Próprio;
• Rendimentos (réditos e ganhos);
• Gastos (gastos e perdas;
• Outras alterações no capital próprio;
• Fluxos de Caixa.
Da análise dos dois quadros anteriores salientamos o seguinte:

• Ordenação do activo – Ordem


crescente de Liquidez;
• Ordenação do capital próprio –
Ordem cronológica de constituição
das suas rubricas;
• Ordenação do passivo – Ordem
crescente de Exigibilidade;
• Indexação ao anexo – permitida
pela existência de uma coluna
designada por “notas” que
evidenciará o número da nota do
Anexo que se referirá ás exigências
de divulgação referente àquela linha
do balanço. A introdução desta coluna permite a rápida leitura dos complementos de
informação que se encontram no anexo, potenciando a assertividade da procura desses
elementos;
• Evidenciação das perdas de valor dos elementos do activo – Ao apresentar-se na face do
balanço duas colunas destinadas aos valores do exercício actual (31 Dez N) e aos valores do
exercício anterior (31 Dez N+1) tem implícito o tratamento destas realidades pelo método
directo60;
• Denominação das rubricas do balanço – A denominação das rubricas do balanço
apresenta-se de forma distinta face à denominação das contas que agregam os registos dos
factos patrimoniais, passandose de uma contabilidade de registo para uma preocupação de
relato, assim podemos estabelecer as seguintes relações para o Activo:
2.1.2 –

DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO

Parcela 1 da DACP è constituída apenas pela:

Posição no início do período – Nesta linha evidencia-se os valores iniciais do período que serão
agregados às alterações que ocorreram no exercício presente.

Parcela 2 da DACP expressa as alterações ocorridas no período e é constituída pelos seguintes


elementos:
Primeira adopção de novo referencial contabilistico – Nesta coluna deve-se evidenciar as
alterações resultantes da aplicação pela primeira vez do SNC, de acordo com a NCRF 3, no seu § 7
(atendendo às restrições constantes dos seus § 9 a 12) uma entidade de relato deve

(a) reconhecer todos os activos e passivos cujo reconhecimento seja exigido pelas NCR
(b) não reconhecer itens como activos ou passivos se as NCRF não permitirem esse
reconhecimento;
(c) reclassificar itens que reconheça segundo os PCGA anteriores como um tipo de activo, passivo
ou componente do capital próprio, mas que são um tipo diferente de activo, passivo ou componente
do capital próprio segundo as NCRF;
e (d) aplicar as NCRF na mensuração de todos os activos e passivos reconhecidos.

Parcela 3 da DACP è constituída apenas pelo:

Resultado líquido do período – Esta linha recebe o valor do resultado do período evidenciado na
demonstração dos resultados por naturezas ou demonstração dos resultados por funções.

Parcela 4 da DACP evidencia o:

Resultado Integral – De acordo com o que evidenciámos anteriormente o resultado extensivo é a


junção do resultado líquido do período com as alterações de valor resultantes de alterações no valor
do capital próprio resultante de factos e operações não integradas no resultado líquido do período.
De salientar que este resultado designado por “resultado extensivo” está ligado à Estrutura
Conceptual no seu ponto “Conceitos base para a preparação das demonstrações financeiras” e
integra o conceito de manutenção física do capital.

Parcela 5 da DACP evidencia as operações realizadas no período com os detentores de capital e é


constituída pelos seguintes itens:

Realizações de Capital: esta linha recebe os aumentos de capital bem como as reduções de capital,
sendo evidenciados na 1ª coluna.

Realizações de Prémios de emissão: nesta linha evidenciam-se os prémios de emissão referentes


aos aumentos de capital, devendo utilizar-se a 4ª coluna.

Distribuições: Nos casos em que haja distribuição de lucros os valores afectos a essa distribuição
deverão ser evidenciados nesta linha devendo ser colocados na 6ª; 10ª e 11ª colunas.

Entradas para cobertura de perdas: Quando for exigido aos detentores do capital contribuições
para cobertura de prejuízos é esta a linha utilizada para evidenciar os valores tendo que se usar a 10ª
coluna.

Outras operações: Esta linha recebe as operações com detentores de capital que não se enquadrem
nas linhas anteriormente descritas, apresentando, por isso, uma natureza residual. Em concordância
com a natureza desta linha as colunas a usar poderão ser todas as existentes.

Parcela 6 da DACP evidenciará os valores constantes no capital próprio da entidade de relato no


final do período sendo encontrado pelo somatório das parcelas 1; 2; 3 e 5. SNC – PREPARAÇAÕ
DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
O desempenho de uma entidade de relato pode ser vista a diferentes níveis, que a título de exemplo
indicam-se os seguintes:

• • Por natureza;
• • Por produtos;
• • Por localização geográfica;
• • Por funções;
• • Segundo o grau de dependência do volume de produção;
• • Segundo a intensidade da relação de causalidade.
RESUMOS MEUS

regime de contabilidade simplificada aplica-se apenas ao IRS, mais concretamente a:

Trabalhadores independentes (categoria B)

Empresários em nome individual

Ou seja, não se aplica ao IRC.

No regime de contabilidade simplificada:


O rendimento tributável é apurado com base em coeficientes fixos aplicados ao volume de
negócios, e não por contabilidade organizada.

Este regime é automático até certos limites de rendimento (por exemplo, 200.000 € de
rendimentos brutos anuais, salvo opção pela contabilidade organizada).

No caso do IRC:
As entidades sujeitas a IRC (como sociedades por quotas, anónimas, etc.) são obrigadas
a ter contabilidade organizada, não existindo um regime de contabilidade simplificada.

Se quiseres, posso fazer um quadro comparativo entre IRS (categoria B) e IRC neste
ponto.

Dito por si:


Então para efeitos de IRC é sempre contabilidade organizada?
Dito pelo ChatGPT:
Sim, para efeitos de IRC é sempre obrigatória a contabilidade organizada.

Explicando melhor:
Todas as entidades sujeitas a IRC (como:

sociedades por quotas (Lda.),

sociedades anónimas (S.A.),

cooperativas,

associações com atividade comercial,

e outras pessoas coletivas ou entidades equiparadas com ou sem personalidade jurídica)

são obrigadas a dispor de contabilidade organizada, conforme previsto no Código do IRC


e no Sistema de Normalização Contabilística (SNC).
Porquê?
Porque:

O IRC exige um apuramento rigoroso do lucro tributável, com base na contabilidade,

E há necessidade de entregar demonstrações financeiras como o balanço, demonstração


de resultados, anexo, etc.

Não existe, portanto, um "regime simplificado" de IRC como há no IRS para os pequenos
empresários em nome individual.

Se precisares de exemplos práticos ou artigos de apoio, posso indicar também.

Dito por si:


Ou seja, têm de seguir a norma do SNC que tem princípios como o da continuidade e
assenta em questões como demonstração de resultados e que tem por objetivo expor
ativo, passivo e capital social, certo?
Dito pelo ChatGPT:
Exatamente, é isso mesmo!

As entidades sujeitas a IRC têm de seguir o Sistema de Normalização Contabilística


(SNC), que:

1. Assenta em princípios fundamentais, como:


Princípio da continuidade: presume-se que a empresa continuará a operar no futuro
previsível.

Princípio da consistência: os critérios contabilísticos devem ser aplicados de forma


uniforme ao longo do tempo.

Princípio da especialização dos exercícios: os rendimentos e gastos são reconhecidos no


período a que dizem respeito, mesmo que o recebimento ou pagamento ocorra noutro.

Princípio da materialidade, prudência, entre outros.

2. Obriga à elaboração das demonstrações financeiras, como:


Balanço (ativa, passivo e capital próprio),

Demonstração dos resultados (rendimentos, gastos e resultado líquido),

Demonstração de alterações no capital próprio (quando aplicável),

Anexo às demonstrações financeiras, com informação complementar relevante.

3. Objetivo:
Apresentar uma imagem verdadeira e apropriada da posição financeira da entidade (ativo,
passivo, capital próprio), do seu desempenho (resultados) e dos fluxos de caixa (se
aplicável).

Portanto, como disseste, o SNC estrutura toda a contabilidade das entidades sujeitas a
IRC, que devem manter contabilidade organizada e rigorosa.
Se quiseres, posso enviar um resumo dos principais modelos das demonstrações
financeiras exigidas pelo SNC.

Dito por si:


O que é o fluxo de caixa?
Dito pelo ChatGPT:
O fluxo de caixa (ou cash flow) representa todas as entradas e saídas de dinheiro de uma
entidade num determinado período de tempo.

Em termos simples:
É o dinheiro que efetivamente entra e sai da empresa — diferente do lucro, que pode
incluir receitas e despesas contabilizadas mas ainda não pagas ou recebidas.

Tipos de fluxos de caixa (segundo o SNC):


Operacional
Relacionado com a atividade principal da empresa (vendas, pagamentos a fornecedores,
salários, etc.)

Investimento
Relacionado com compra ou venda de ativos (ex: máquinas, edifícios, ações, etc.)

Financiamento
Relacionado com empréstimos, aumento de capital ou distribuição de dividendos.

Para que serve o fluxo de caixa?


Avaliar a liquidez da empresa (se tem dinheiro para pagar despesas)

Ajudar na tomada de decisões de gestão

Controlar pagamentos e recebimentos

Apoiar no planeamento de financiamentos ou investimentos

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