Álgebra Linear: Complemento e Projeção
Ortogonal
Profa. Ana Gabriela
November 20, 2023
Complemento Ortogonal: Definição
Definição
O complemento ortogonal de um subespaço S em um espaço
vetorial V é o conjunto de todos os vetores em V que são
ortogonais a todos os vetores em S.
Notação
O complemento ortogonal de S é denotado por S ⊥ .
S ⊥ = {u ∈ V / u ⊥ v ∀v ∈ S}
Complemento Ortogonal: Definição
Definição
O complemento ortogonal de um subespaço S em um espaço
vetorial V é o conjunto de todos os vetores em V que são
ortogonais a todos os vetores em S.
Notação
O complemento ortogonal de S é denotado por S ⊥ .
S ⊥ = {u ∈ V / u ⊥ v ∀v ∈ S}
S⊥ = {u ∈ V / hu, v i = 0, ∀v ∈ S}
Complemento Ortogonal: Propriedades
Propriedades
I 0̄⊥ = V
I V ⊥ = 0̄
I S ⊥ é um subespaço vetorial de V .
I Se S é subespaço de V ⇒ (S ⊥ )⊥ = S
I S ∩ S ⊥ = {0}.
Complemento ortogonal
Proposição: Seja V um espaço vetorial com produto interno e
seja S um subespaço vetorial de V . Se {v1 , v2 , . . . , vn } é base
de S então,
S ⊥ = {u ∈ V / hu, vj i = 0, j = 1, 2, . . . , n}
Complemento ortogonal
Proposição: Seja V um espaço vetorial com produto interno e
seja S um subespaço vetorial de V . Se {v1 , v2 , . . . , vn } é base
de S então,
S ⊥ = {u ∈ V / hu, vj i = 0, j = 1, 2, . . . , n}
Note que a proposição permite calcular S ⊥ mais facilmente,
usando a ortogonalidad apenas com os vetores da base de S
Exemplo: Complemento Ortogonal
Suponha que V = R3 e S seja o subespaço gerado pelo vetor
u = (1, 4, 1). Encontre o complemento ortogonal de S.
Exemplo: Complemento Ortogonal
Suponha que V = R3 e S seja o subespaço gerado pelo vetor
u = (1, 4, 1). Encontre o complemento ortogonal de S.
S = span{(1, 4, 1)}
observe que os vetores formam uma base para S logo:
S ⊥ = {(x, y , z) ∈ R3 / h(x, y , z), (1, 4, 1)i = 0, }
S ⊥ = {(x, y , z) ∈ R3 / x + 4y + z = 0}
S ⊥ = {(x, y , −x − 4y ); x, y ∈ R} = span{(1, 0, −1); (0, 1, −4)}
Exemplo: Complemento Ortogonal
Suponha que V = R3 e S seja o subespaço gerado pelos vetores
u = (1, 0, 1) e v = (0, 1, 1). Encontre o complemento ortogonal de
S.
Exemplo: Complemento Ortogonal
Suponha que V = R3 e S seja o subespaço gerado pelos vetores
u = (1, 0, 1) e v = (0, 1, 1). Encontre o complemento ortogonal de
S.
S = span{(1, 0, 1); (1, 1, 0)}
observe que os vetores formam uma base para S logo:
S ⊥ = {(x, y , z) ∈ R3 / h(x, y , z), (1, 0, 1)i = 0, h(x, y , z), (1, 1, 0)i = 0}
S ⊥ = {(x, y , z) ∈ R3 / x + z = 0, x + y = 0}
S ⊥ = {(x, −x, −x); x ∈ R} = span{(1, −1, −1)}
Teorema da Decomposição Ortogonal
Seja V um espaço vetorial com produto interno e seja S um
subespaço de V . Então, para todo vetor v ∈ V , a seguinte
decomposição ortogonal é válida:
V = S ⊕ S⊥
isto é, todo vetor de V pode ser escrito de forma única como soma
de um vetor de s ∈ S e w ∈ S ⊥ : v = s + w
Teorema da Decomposição Ortogonal
Seja V um espaço vetorial com produto interno e seja S um
subespaço de V . Então, para todo vetor v ∈ V , a seguinte
decomposição ortogonal é válida:
V = S ⊕ S⊥
isto é, todo vetor de V pode ser escrito de forma única como soma
de um vetor de s ∈ S e w ∈ S ⊥ : v = s + w
Observe que, dim V = dim S + dim S ⊥
Teorema da Decomposição Ortogonal
V espaço vetorial com produto interno e S subespaço de V
V = S ⊕ S⊥
v = s + w, s∈S e w ∈ S⊥
s = projS v , w = v − projS v
Projeção Ortogonal de um vetor sobre outro vetor
Lembre que...
Definição
A projeção ortogonal de um vetor v sobre um vetor w é o vetor
paralelo a W mais próximo de v, denotado por projS (v).
Fórmula
hv, wi
projS (v) = ·w
hw, wi
onde h·, ·i é o produto interno e w é um vetor em S.
Projeção Ortogonal: Propriedades
Propriedades
I A diferença v − projw (v) é ortogonal a w .
I A projeção ortogonal é o vetor paralelo a w que minimiza a
distância euclidiana a v.
v − proj w (v) w
Figure: Visualização Geométrica da Projeção Ortogonal
Projeção ortogonal sobre um subespaço
Se {v1 , v2 , . . . , vk } são vetores ortogonais e não nulos, a Projeção
ortogonal de um vetor sobre o subespaço gerado por estes vetores,
isto é, S = span[v1 , v2 , . . . , vk ] é dada por:
hu, v1 i hu, v2 i hu, vk i
I Proj S (u) = v1 + v2 + . . . + vk
hv1 , v1 i hv2 , v2 i hvk , vk i
Projeção ortogonal sobre um subespaço
Se {v1 , v2 , . . . , vk } são vetores ortogonais e não nulos, a Projeção
ortogonal de um vetor sobre o subespaço gerado por estes vetores,
isto é, S = span[v1 , v2 , . . . , vk ] é dada por:
hu, v1 i hu, v2 i hu, vk i
I Proj S (u) = v1 + v2 + . . . + vk
hv1 , v1 i hv2 , v2 i hvk , vk i
Dado u ∈ V , a distância de u até S: d(u, S) = ku − Proj S (u)k
Exemplo: Em R3 com o produto interno usual considere
S = span{(1, 1, 1); (1, 1, 0)}.
(a) Calcule a projeção ortogonal de (1, 0, 1) sobre S.
(b) Qual é a distância de (1, 0, 1) a S?
Exemplo: Em R3 com o produto interno usual considere
S = span{(1, 1, 1); (1, 1, 0)}.
(a) Calcule a projeção ortogonal de (1, 0, 1) sobre S.
(b) Qual é a distância de (1, 0, 1) a S?
Resp: (a) O primeiro passo consiste em ortogonalizar a base de S.
Exemplo: Em R3 com o produto interno usual considere
S = span{(1, 1, 1); (1, 1, 0)}.
(a) Calcule a projeção ortogonal de (1, 0, 1) sobre S.
(b) Qual é a distância de (1, 0, 1) a S?
Resp: (a) O primeiro passo consiste em ortogonalizar a base de S.
Aplicando Gram-Schmidt obtem-se:
B = {(1, 1, 1); (1/3, 1/3, −2/3)} = {v1 , v2 }
.
Projetamos ortogonalmente o vetor u (que está fora de S) sobre S:
hu, v1 i hu, v2 i
ProjS u = v1 + v2
hv1 , v1 i hv2 , v2 i
Projetamos ortogonalmente o vetor u (que está fora de S) sobre S:
hu, v1 i hu, v2 i
ProjS u = v1 + v2
hv1 , v1 i hv2 , v2 i
Proj S u = (2/3)(1, 1, 1) − (1/2)(1/3, 1/3, −2/3) = (1/2, 1/2, 1).
Projetamos ortogonalmente o vetor u (que está fora de S) sobre S:
hu, v1 i hu, v2 i
ProjS u = v1 + v2
hv1 , v1 i hv2 , v2 i
Proj S u = (2/3)(1, 1, 1) − (1/2)(1/3, 1/3, −2/3) = (1/2, 1/2, 1).
(b) Qual é a distância de (1, 0, 1) a S?
Projetamos ortogonalmente o vetor u (que está fora de S) sobre S:
hu, v1 i hu, v2 i
ProjS u = v1 + v2
hv1 , v1 i hv2 , v2 i
Proj S u = (2/3)(1, 1, 1) − (1/2)(1/3, 1/3, −2/3) = (1/2, 1/2, 1).
(b) Qual é a distância de (1, 0, 1) a S?
Resp: Distância de u até S: d = ku − Proj S uk
√
d = ku − Proj S uk = k(1, 0, 1) − (1/2, 1/2, 1)k = 2/2.
Outra forma I
Matriz de Projeção sobre S:
Seja {q1 , q2 , . . . , qk } uma base ortonormal do subespaço S
então, a matriz de projeção sobre S é dada por
P = QQ t
onde Q = [q1 q2 . . . qk ] é a matriz que possui os vetores
da base nas colunas.
No exemplo anterior: S = span{(1, 1, 1); (1, 1, 0)}
Base ortogonal: S = span{(1, 1, 1); (1/3, 1/3, −2/3)}
√ √ √ √ √ √
3 3 3 6 6 − 6
Base ortonormal: S = span{( , , ); ( , , )}
3 3 3 6 6 3
1/2 1/2 0
PS = QQ T = 1/2 1/2 0
0 0 1
√ √
√ 3/3 √6/6
onde Q = [q1 q2 ] = √3/3 √6/6
3/3 − 6/3
Outra forma II
Podemos usar a fórmula da matriz de projeção que é dada por:
PA = A(At A)−1 At , onde A é a matriz 3 × 2 que
tem nas colunas a
1 1
base do espaço S. Desta forma A = 1 1 e
1 0
1/2 1/2 0 1/2
PA = 1/2 1/2 0 , logo Proj S u = PA u = 1/2 .
0 0 1 1
√
(b) d = ku − Proj S uk = k(1, 0, 1) − (1/2, 1/2, 1)k = 2/2.