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Notações Matemáticas e Resoluções ITA/2006

O documento apresenta uma série de problemas de matemática, incluindo conceitos de conjuntos, progressões aritméticas, e funções. Cada problema é seguido de uma resolução detalhada, mostrando os passos necessários para chegar à resposta correta. Os tópicos abordados incluem números complexos, combinações, e propriedades de funções matemáticas.

Enviado por

Guilherme Jesus
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Notações Matemáticas e Resoluções ITA/2006

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MATEMÁTICA

NOTAÇÕES

C: conjunto dos números complexos i: unidade imaginária; i2 = – 1


Q: conjunto dos números racionais z = x + iy, x, y ∈ R
R: conjunto dos números reais z–: conjugado do número z ∈ C
: conjunto dos números inteiros | z |: módulo do número z ∈ C
IN: {0, 1, 2, 3 , …} Re z: parte real de z ∈ C
IN* = {1, 2, 3 , …} Imz: parte imaginária de z ∈ C
∅: conjunto vazio [a, b] = {x ∈ R: a  x  b}
A \ B = {x ∈ A: x ∉ B} (a, b) = {x ∈ R: a  x  b}
detA: determinante da matriz A [a, b) = {x ∈ R: a  x  b}
A–1: inversa da matriz A (a, b] = {x ∈ R: a  x  b}
( ba ) : combinação de a elementos, b a b, onde a e b são inteiros maiores ou iguais a zero

AB: segmento de reta unindo os pontos A e B
P(X): conjunto de todos os subconjuntos de X
n(X): número de elementos do conjunto X (X finito)
Obs.: São cartesianos ortogonais os sistemas de coordenadas considerados

1-
— —
Seja E um ponto externo a uma circunferência. Os segmentos EA e ED interceptam essa circunferência nos pon-
— —
tos B e A, e, C e D, respectivamente. A corda AF da circunferência intercepta o segmento ED no ponto G. Se
EB = 5, BA = 7, EC = 4, GD = 3 e AG = 6, então GF vale
A) 1 D) 4
B) 2 E) 5
C) 3

RESOLUÇÃO
Do enunciado, temos a figura:

7
Da potência do ponto E em relação à circunferência, temos:
B EC ⋅ ED = EB ⋅ EA ∴ 4 ⋅ ED = 5 ⋅ 12 ∴ ED = 15
5
Sendo EC + CG + GD = ED, temos que 4 + CG + 3 = 15, ou seja,
E 6 CG = 8.
4 Da potência do ponto G em relação à circunferência, temos:
C
AG ⋅ GF = CG ⋅ GD ∴ 6 ⋅ GF = 8 ⋅ 3 ∴ GF = 4
3
G Resposta: D
D

ITA/2006
1
2-
Seja U um conjunto não vazio com n elementos, n  1. Seja S um subconjunto de P(U) com a seguinte pro-
priedade:
Se A, B ∈ S, então A ⊂ B ou B ⊂ A.
Então, o número máximo de elementos que S pode ter é
A) 2n – 1
n ( n + 1)
B) , se n for par, e se n for ímpar
2 2
C) n + 1
D) 2n – 1
E) 2n – 1 +1

RESOLUÇÃO

Sejam A e B, com A ≠ ∅ e B ≠ ∅, elementos distintos de S. Como S ⊂ P(U), podemos concluir que A ∈ P(U) e
B ∈ P(U).
Suponhamos que n(A) = n(B). Como A ≠ B, existe a, a ∈ A e existe b, b ∈ A, tais que a ∉ B e b ∉ A e, portanto,
A ⊄ B e B ⊄ A.
• Logo, o conjunto S não pode ter, como elementos, dois conjuntos A e B, com A ≠ ∅ e B ≠ ∅, com
n(A) = n(B). (1)
• Seja U = {u1, u2, u3, …, un}, com n ∈ IN*.

Se A ∈ S, então A ∈ P(U) e, portanto, A ⊂ U. Logo, 0  n(A)  n. (2)


• De (1) e (2), podemos concluir que n(S)  n + 1. (3)
• Consideremos o conjunto
S1 = {∅, {a1}, {a1, a2}, …, {a1, a2, …, an}}.

Temos que n(S1) = n + 1. (4)

• De (3) e (4), podemos concluir que o número máximo de elementos que S pode ter é n + 1.
Resposta: C

3-
Sejam A e B subconjuntos finitos de um mesmo conjunto X, tais que n(B\A), n(A\B) e n(A ∩ B) formam, nesta
ordem, uma progressão aritmética de razão r  0. Sabendo que n(B\A) e n(A ∪ B) + r = 64, então, n(A\B) é
igual a
A) 12
B) 17
C) 20
D) 22
E) 24

RESOLUÇÃO

Como n(B\A), n(A\B) e n(A ∩ B) formam, nessa ordem, uma progressão aritmética de razão r e n(B\A) = 4,
temos n(A\B) = 4 + r e n(A ∩ B) = 4 + 2r.

ITA/2006 2
Como n(B\A) + n(A\B) + n(A ∩ B) = n(A ∪ B) e n(A ∪ B) = 64 – r, temos:
(4) + (4 + r) + (4 + 2r) = 64 – r
4r = 64 – 12
r = 13
Comon(A\B) = 4 + r, temos n(A\B) = 17.

Resposta: B

4-
  π 
Seja f: IR → IR definida por f ( x ) = 77 sen 5  x +  e seja B o conjunto dado por B = {x ∈ IR: f(x) = 0}. Se m
  6 
é o maior elemento de B ∩ (– ∞, 0) e n é o menor elemento de B ∩ (0, + ∞), então m + n é igual a

A)
15
π
B)
15
π
C) −
30
π
D) −
15

E) −
15

RESOLUÇÃO

  π 
f(x) = 0 ⇒ 77 ⋅ sen  5 ⋅  x + =0
6 
 π 
sen  5 ⋅  x + =0
6 
π 
5 ⋅  x + =k⋅π (k ∈ )
6 
π kπ
∴x = – + (k ∈ )
6 5

 π kπ 
Logo, B =  x = – + : k ∈ 
 6 5 

π
•k=0→x= –
6
π
•k=1→x=
30

π π 2π
Portanto, m = – ,n= em+n= – .
6 30 15

Resposta: E

ITA/2006 3
5-
Considere a equação (ax – a–x)/(ax + a–x) = m, na variável real x, como 0  a ≠ 1. O conjunto de todos os valores
de m para os quais esta equação admite solução real é
A) (– 1, 0) ∪ (0, 1)
B) (– ∞, – 1) ∪ (1, + ∞)
C) (– 1, 1)
D) (0, ∞)
E) (– ∞, + ∞)

RESOLUÇÃO

ax – a–x
=m
ax + a–x
Com ax = t, temos:
1
t–
t =m
1
t+
t
1 m
t– = mt +
t t
t2 – 1 = mt2 + m
(1 – m)t2 = m + 1 (*)
• Com m = 1, temos 0 ⋅ t2 = 2, equação que não admite solução.
m+1
• Com m ≠ 1, temos de (*): t 2 = .
1– m
m+1
Essa equação admite solução positiva se, e somente se,  0.
1– m
m+1
– 0 + E – sinal de
1–m

–1 1 m

O conjunto de todos os valores de m que satisfazem essa condição é o intervalo aberto (– 1, 1).

Resposta: C

6-
Considere uma prova com 10 questões de múltipla escolha, cada questão com 5 alternativas. Sabendo que
cada questão admite uma única alternativa correta, então o número de formas possíveis para que um
candidato acerte somente 7 das 10 questões é
A) 44 ⋅ 30
B) 43 ⋅ 60
C) 53 ⋅ 60
7  3
D)   ⋅ 4
 3
10 
E)  
7 

ITA/2006
4
RESOLUÇÃO

O candidato tem uma única opção para assinalar a alternativa correta (acertar a questão) e 4 opções para assi-
nalar uma incorreta (errar a questão). Assim:
acertar quaisquer errar as
e outras 3
7 questões
10
  ⋅ 43 = 120 ⋅ 43 = 30 ⋅ 44
7

Resposta: A

7-
Considere as seguintes afirmações sobre a expressão S = ∑ 101
k = 0 log8 ( 4
k
2 ):
I. S é a soma dos termos de uma progressão geométrica finita.
II.S é a soma dos termos de uma progressão aritmética finita de razão 2/3
III.S = 3451
IV.S  3434 + log8 2
Então, pode-se afirmar que é(são) verdadeira(s) apenas
A) I e III
B) II e III
C) II e IV
D) II
E) III

RESOLUÇÃO

Note que:
1
2k +
log8 ( 4 ⋅ 2 ) = log23 (2
k 2)

1  1
= ⋅ 2k +  ⋅ log2 2
3  2

1 2
∴ log8 ( 4k ⋅ 2 ) = + k
6 3

Assim:
S = ∑ 101 k
k = 0 log8 ( 4 ⋅ 2 )

1 2
é a soma dos 102 primeiros elementos de uma progressão aritmética cujo primeiro termo é e cuja razão é .
6 3
Desse modo, a afirmação (I) é falsa e a (II) é verdadeira.
Como o 102º termo dessa P.A. é
1 2 405
+ ⋅ 101 = , S é dada por:
6 3 6

 1 405 
 +  ⋅ 102
6 6 
S= ∴ S = 3451.
2

ITA/2006
5
A afirmação (III) é verdadeira.
Temos ainda que S = 3434 + 17
1
∴ S  3434 +
6

1 1
S  3434 + ⋅ ⋅ log22
3 2

1
S  3434 + log23 2 2

S  3434 + log8 2
Assim, a afirmação (IV) é falsa.
Logo, apenas as afirmações (II) e (III) são verdadeiras.
Resposta: B

8- — —
Se para todo z ∈ C, |f(z)| = |z| e |f(z) – f(1)| = |z – 1|, então, para todo z ∈ C, f(1) f(z) + f(1) f(z) é igual a
A) 1
B) 2z
C) 2Re z
D) 2Im z
E) 2|z|2

RESOLUÇÃO

• De |f(z)| = |z|, temos |f(1)| = |1| e, portanto, |f(1)| = 1.


• De |f(z) – f(1)| = |z – 1|, temos:
|f(z) – f(1)|2 = |z – 1|2

[f( z) – f(1)] ⋅ [f( z) – f(1)] = ( z – 1)( z – 1)


––1
[ f( z) – f(1)] ⋅ [ f( z) – f(1)] = ( z – 1) (z )

– – 1)
[ f( z) – f(1)] [ f( z) – f(1)] = ( z – 1) (z

f( z) ⋅ f( z) – f( z) ⋅ f(1) – f(1) ⋅ f( z) + f(1) ⋅ f(1) = z ⋅ –z – z – –z + 1

| f( z) |2 – [ f(1) ⋅ f( z) + f(1) ⋅ f( z)] + | f(1) |2 = | z |2 – z – –z + 1

| z |2 – [ f(1) ⋅ f( z) + f(1) ⋅ f( z)] + 1 = | z |2 – z – –z + 1

f(1) ⋅ f( z) + f(1) ⋅ f( z) = z + –z

Sendo z = a + bi, com a e b reais, temos que z + –z = 2a, isto é, z + –z = 2 Re z.

Portanto, f(1) ⋅ f( z) + f(1) ⋅ f( z) = 2Re z.

Resposta: C

ITA/2006
6
9-
O conjunto solução de (tg2x – 1) (1 – cotg2x) = 4, x ≠ kπ/2, k ∈ , é
A) {π/3 + kπ/4, k ∈ } D) {π/8 + kπ/4, k ∈ }
B) {π/4 + kπ/4, k ∈ } E) {π/12 + kπ/4, k ∈ }
C) {π/6 + kπ/4, k ∈ }

RESOLUÇÃO

(tg2x – 1) (1 – cotg2x) = 4
 
1 
(tg2x – 1) 1 − =4
 
 tg2 x 
(tg2x – 1)2 = 4 tg2x
 2
 2 tgx  = 1
 2 
 1 – tg x 
tg22x = 1 ∴ tg 2x = ± 1
Assim:
π kπ
2x = + ,k∈
4 2
π kπ
∴ x= + ,k∈
8 4
 π kπ 
O conjunto solução é  + , k ∈  .
8 4 

Resposta: D

10-
Se α ∈ [0, 2π) é o argumento de um número complexo z ≠ 0 e n é um número natural tal que (z/|z|)n = isen(nα),
então, é verdade que
A) 2nα é múltiplo de 2π D) 2nα – π é múltiplo não nulo de 2
B) 2nα – π é múltiplo de 2π E) nα – 2π é múltiplo de π
C) nα – π/4 é múltiplo de π/2

RESOLUÇÃO
Sendo α ∈ [0; 2π) o argumento de z ≠ 0, temos:
 z n
  = i sen(nα)
 |z| 
 | z | ⋅ (cos α + isen α ) n
  = i sen(nα)
 |z| 
cos (nα) + i sen(nα) = i sen(nα)
∴ cos(nα) = 0.
Logo:
π
nα = + kπ , k ∈ 
2
2nα = π + 2kπ, k ∈ 
2nα – π = 2kπ, k ∈ , ou seja, 2nα – π é múltiplo de 2π.
Resposta: B

ITA/2006 7
11-  x + y + 3z = 2

A condição para que as constantes reais a e b tornem incompatível o sistema linear  x + 2y + 5z = 1 é

 2x + 2y + az = b

A) a – b ≠ 2 D) a/b = 3/2
B) a + b = 10 E) a ⋅ b = 24
C) 4a – 6b = 0

RESOLUÇÃO
1 1 3
Para que o sistema linear dado seja incompatível é necessário que: 1 2 5 =0 ∴ a– 6=0 ∴ a=6
2 2 a

Substituindo a = 6 no sistema linear dado e escalonando:


 x + y + 3z = 2 ⋅ (– 1) ⋅ (– 2)  x + y + 3z = 2
 
 x + 2y + 5z = 1 +  y + 2z = – 1
 + 
 2x + 2y + 6z = b  0=b–4
Para que o sistema seja incompatível:
b–4≠0
b≠4
Com a = 6 e b ≠ 4, temos:
b≠4
–b ≠ –4
a–b≠6–4
a–b≠2
Resposta: A

12-
a b c  – 2a – 2b – 2c 
   
Se det p q r  = – 1 , então o valor do det 2 p + x 2q + y 2r + z é igual a
   
x y z  3x 3y 3z 
A) 0 D) 12
B) 4 E) 16
C) 8

RESOLUÇÃO

– 2a – 2b – 2c – 2a – 2b – 2c – 2a – 2b – 2c
2p + x 2q + y 2r + z = 2p 2q 2r + x y z
3x 3y 3z 3x 3y 3z 3x 3y 3z

a b c
= (– 2) ⋅ (2) ⋅ (3) ⋅ p q r + 0
x y z
= (– 2) ⋅ (2) ⋅ (3) ⋅ (– 1)
= 12
Resposta: D

ITA/2006 8
13-
Seja p um polinômio com coeficientes reais, de grau 7, que admite 1 – i como raiz de multiplicidade 2. Sabe-se que
a soma e o produto de todas as raízes de p são, respectivamente, 10 e –40. Sendo afirmado que três raízes de p são
reais e distintas e formam uma progressão aritmética, então, tais raízes são
3 193 3 193
A) – , 3, +
2 6 2 6
B) 2 – 4 13 , 2 , 2 + 4 13
C) – 4, 2, 8
D) – 2, 3, 8
E) –1, 2, 5

RESOLUÇÃO
Podemos representar as três raízes reais por a – r, r e a + r, em que a e r são números reais. (1)
Como os coeficientes do polinômio são reais e 1 – i é raiz dupla, podemos afirmar que 1 + i também é raiz
dupla.
Como a soma dessas raízes é 10, temos:
(a – r) + (a) + (a + r) + (1 – i) + (1 + i) + (1 – i) + (1 + i) = 10
3a + 4 = 10 ∴ a = 2. (2)
Como o produto dessas raízes é –40, temos:
(2 – r)(2)(2 + r)(1 – i)(1 + i)(1 – i)(1 + i) = – 40
Como (1 – i)(1 + i) = 2, temos:
(2 – r)(2)(2 + r) ⋅ 2 ⋅ 2 = – 40
4 – r2 = – 5
r2 = 9 ∴ r = ± 3 (3)
De (1), (2) e (3), podemos concluir que as raízes reais são os números – 1, 2 e 5.
Resposta: E

14-
Sobre o polinômio p(x) = x5 – 5x3 + 4x2 – 3x – 2 podemos afirmar que
A) x = 2 não é raiz de p
B) p só admite raízes reais, sendo uma delas inteira, duas racionais e duas irracionais
C) p admite uma única raiz real, sendo ela uma raiz inteira
D) p só admite raízes reais, sendo duas delas inteiras
E) p admite somente 3 raízes reais, sendo uma delas inteira e duas irracionais

RESOLUÇÃO
1 0 –5 4 –3 –2
2 1 2 –1 2 1 0
∴ p(x) = (x – 2)(x4 + 2x3 – x2 + 2x + 1)
• Temos p(2) = 0 e, portanto, 2 é raiz de p. (1)
De x4 + 2x3 – x2 + 2x + 1 = 0, temos:
2 1
x2 + 2x – 1 + + =0
x x2
1  1
x2 + + 2 x +  – 1 = 0
x2  x

ITA/2006 9
1  1
x2 + + 2 + 2 x +  – 3 = 0
x2  x

 1
2
 1
 x +  + 2 x +  – 3 = 0
 x  x

1 1
x+ = 1 ou x + = – 3
x x
1
• De x + = 1, temos x2 – x + 1 = 0.
x
Essa equação não admite raízes reais, pois seu discriminante é negativo (∆ = – 3).

1 –3 ± 5
• De x + = – 3 , temos x2 + 3x + 1 = 0 e, portanto, x = .
x 2
Logo, p admite somente 3 raízes reais, sendo uma inteira e duas irracionais.
Resposta: E

15-
Seja o sistema linear nas incógnitas x e y, com a e b reais, dado por
 (a – b)x – (a + b)y = 1

 (a + b)x + (a – b)y = 1

Considere as seguintes afirmações:


I. O sistema é possível e indeterminado se a = b = 0
II. O sistema é possível e determinado se a e b não são simultaneamente nulos
III. x2 + y2 = (a2 + b2)–1, se a2 + b2 ≠ 0
Então, pode-se afirmar que é(são) verdadeira(s) apenas
A) I
B) II
C) III
D) I e II
E) II e III

RESOLUÇÃO

O determinante do sistema
 (a – b)x – (a + b)y = 1
 é:
 (a + b)x + (a – b)y = 1

(a – b) –(a + b)
D= = 2(a2 + b2 )
(a + b) (a – b)

• Se D = 0, ou seja, 2 ⋅ (a2 + b2) = 0, então a = 0 e b = 0, pois a e b são reais.


Nessas condições o sistema será dado por:

 0x + 0y = 1
 (O sistema não admite solução.)
 0x + 0y = 1

Logo, a afirmação (I) é falsa.

ITA/2006 10
• Se D ≠ 0, então a2 + b2 ≠ 0, ou seja, a e b não são simultaneamente nulos.
Nessas condições o sistema é possível e determinado, e x e y serão dados por:

1 –(a + b)
1 (a – b) a
x= ∴ x=
2 ⋅ (a + b )
2 2
a + b2
2

(a – b) 1
(a + b) 1 –b
y= ∴ y=
2 ⋅ (a2 + b2 ) a2 + b2

Assim:

 2  2
 a   –b 
2
x +y = 2
 2
+ ∴
2  2 2
a + b  a + b 

x2 + y2 = (a2 + b2) – 1.
Logo, as afirmações (II) e (III) são verdadeiras.
Resposta: E

16-
Considere o polinômio p(x) = x3 – (a + 1)x + a, onde a ∈ . O conjunto de todos os valores de a, para os quais
o polinômio p(x) só admite raízes inteiras, é
A) {2n, n ∈ IN}
B) {4n2, n ∈ IN}
C) {6n2 – 4n, n ∈ IN}
D) {n(n + 1), n ∈ IN}
E) IN

RESOLUÇÃO

1 0 – a –1 a
1 1 1 –a 0

p(x) = (x – 1) (x2 + x – a)
• Para todo a, a ∈ , 1 é raiz.
• Consideremos a expressão x2 + x – a.
Seu discriminante é ∆ = 1 + 4a.
–1
Para que a equação x2 + x – a = 0 admita raízes inteiras, devemos ter ∆  0, ou seja, a  .
4
Como a ∈ , devemos ter a  0 e, portanto, a ∈ IN.
Ainda, sendo r uma raiz inteira da equação x2 + x – a = 0, temos:
r2 + r – a = 0
∴ a = r2 + r
∴ a = r(r + 1)
• Como a é um número natural, podemos afirmar que ele é da forma n(n + 1), com n ∈ IN.
Resposta: D

ITA/2006 11
17-
Numa circunferência C1 de raio r1 = 3 cm está inscrito um hexágono regular H1; em H1 está inscrita uma
circunferência C2; em C2 está inscrito um hexágono regular H2 e, assim, sucessivamente. Se An (em cm2) é a
área do hexágono Hn, então Σ∞ 2
n=1 An (em cm ) é igual a

A) 54 2

B) 54 3

(
C) 36 1 + 3 )
27

(2 – 3 )
D)

E) 30 (2 + 3 )

RESOLUÇÃO

Do enunciado, temos a figura, em que rn é a medida, em cm, do raio da circunferência Cn:

Cn
Cn + 1 O: centro da circunferência Cn
Hn
OT: raio da circunferência Cn + 1

rn rn

T
A B
rn

— r ⋅ 3 rn + 1 3
OT é a altura do triângulo eqüilátero OAB, de lado rn. Logo, OT = rn + 1 = n , ou seja, = .
2 rn 2
Como os hexágonos regulares Hn + 1 e Hn são semelhantes, temos:

An + 1  rn + 1  2 An + 1  3 2
=   ∴ =   ∴ An + 1 = 3 ⋅ An
An  rn  An  2  4

3 32 ⋅ 3
Logo, a seqüência (A1, ..., An, ...) é uma progressão geométrica de razão . Como A1 = 6 ⋅ , ou seja,
4 4

27 3
A1 = , temos:
2
27 3
∞ ∞
∑ An = 2 ∴ ∑ An = 54 3 cm2
n =1 3 n =1
1–
4

Resposta: B

ITA/2006
12
18-
Sejam a reta s: 12x – 5y + 7 = 0 e a circunferência C: x2 + y2 + 4x + 2y = 11. A reta p, que é perpendicular a s e
é secante a C, corta o eixo Oy num ponto cuja ordenada pertence ao seguinte intervalo
 91 81   30 74 
A)  – , –  D)  , 
 12 12  12 12 
 81 74   75 91 
B)  – , –  E)  , 
 12 12  12 12 
 74 30 
C)  – ,– 
 12 12 

RESOLUÇÃO
x2 + y2 + 4x + 2y = 11
x2 + 4x + 4 + y2 + 2y + 1 = 11 + 4 + 1
(x + 2)2 + (y + 1)2 = 16
Assim, a circunferência C tem centro O(– 2, – 1) e raio 4.
Temos que:
12 7
(s) 12x – 5y + 7 = 0 ⇒ y = x+
5 5

12 –5
O coeficiente angular da reta s é . Como p ⊥ s, então o coeficiente angular da reta p é .
5 12
5
Sendo q a ordenada do ponto onde a reta p corta o eixo Oy, uma equação de p é y = – x + q , ou seja,
12
5x + 12y – 12q = 0.
Como p é secante a C, a distância do centro O(–2, –1) até a reta p é menor do que o raio. Assim,

|5 ⋅ (– 2) + 12 ⋅ (– 1) – 12q |
4
2 2
5 + 12
| –22 – 12q|  52
74 30
– q
12 12
Portanto, não é correto afirmar que a ordenada do ponto onde a reta p corta o eixo Oy pertence a qualquer um
dos intervalos apresentados.
Sem resposta

19-
Os focos de uma elipse são F1(0, – 6) e F2(0, 6). Os pontos A(0, 9) e B(x, 3), x  0, estão na elipse. A área do
triângulo com vértices em B, F1 e F2 é igual a

A) 22 10

B) 18 10

C) 15 10

D) 12 10

E) 6 10

ITA/2006 13
RESOLUÇÃO

Do enunciado, temos a figura:

A(0, 9)
• semi-eixo maior: a = 9
F2 • semi-eixo menor: b
a • semidistância focal: c = 6
B(x, 3)
x
6

12 0 x

c 6

F1

Temos que: b2 + c2 = a2
b2 + 62 = 92 ∴ b2 = 45

y2 x2
Assim, uma equação da elipse é + = 1.
81 45
Como B(x, 3) pertence à elipse, temos:

32 x2
+ = 1 ∴ x = 2 10
81 45

1
Logo, a área do triângulo BF1F2 é igual a ⋅ 12 ⋅ 2 10 , ou seja, 12 10.
2
Resposta: D

20-
Uma pirâmide regular tem por base um hexágono cuja diagonal menor mede 3 3 cm. As faces laterais desta
pirâmide formam diedros de 60° com o plano da base. A área total da pirâmide, em cm2, é

3
A) 81
2
2
B) 81
2
81
C)
2

D) 27 3

E) 27 2

ITA/2006
14
RESOLUÇÃO

Do enunciado temos a figura, cotada em cm, em que está representada a pirâmide regular hexagonal
VABCDEF, de vértice V:

O ... centro do hexágono regular ABCDEF;


l ... medida de cada lado do hexágono
regular ABCDEF;

DF = 3√3 .

D C

B
E 120º O 60º l

2
M
l

F A 2
l

Aplicando o teorema dos co-senos ao triângulo DEF, temos:


(DF)2 = (DE)2 + (EF)2 – 2 ⋅ DE ⋅ EF ⋅ cos120º

( )
2  1
3 3 = l2 + l2 – 2 ⋅ l ⋅ l ⋅  –  ∴ l = 3
 2

— 3 3
Sendo OM uma altura do triângulo eqüilátero OAB, temos que OM = .
2
No triângulo retângulo VOM, temos:

3 3
OM 1
cos 60º = ∴ = 2 ∴ VM = 3 3
VM 2 VM
Logo, a área S pedida é tal que:

32 3 3⋅3 3 81 3
S=6⋅ +6⋅ ∴ S=
4 2 2

Resposta: A

21-
Considere A um conjunto não vazio com um número finito de elementos. Dizemos que F = {A1, ..., Am } ⊂ P (A)
é uma partição de A se as seguintes condições são satisfeitas:
I. Ai  ∅, i = 1, ..., m
II. Ai ∩ Aj = ∅, se i  j, para i,j = 1, ..., m
III. A = A1 ∪ A2 ∪ ... ∪ Am
Dizemos ainda que F é uma partição de ordem k se n(Ai ) = k, i = 1, …, m.
Supondo que n(A) = 8, determine:
a) As ordens possíveis para uma partição de A
b) O número de partições de A que têm ordem 2

ITA/2006 15
RESOLUÇÃO
Seja A = {a1, a2, a3, a4, a5, a6, a7, a8}, com ai ≠ aj, se i ≠ j, 1  i  8 e 1  j  8.
a) Consideremos os seguintes exemplos de partições de A:
• de ordem 1: F = {A1, A2, A3, A4, A5, A6, A7, A8}, com A1 = {a1}, A2 = {a2}, ...…, A8 = {a8}.
• de ordem 2: F = {A1, A2, A3, A4}, com A1 = {a1, a2}, A2 = {a3, a4}, A3 = {a5, a6} e A4 = {a7, a8}.
• de ordem 4: F = {A1, A2}, com A1 = {a1, a2, a3, a4} e A2 = {a5, a6, a7, a8}.
• de ordem 8: F = {A}.
Sedo F = {A1, A2, ..., Am} uma partição de ordem k, temos que k ⋅ m = 8.
Logo, k deve ser um divisor natural de 8 e, portanto, k = 1, ou k = 2, ou k = 4, ou k = 8.
Resposta: 1, 2, 4 ou 8

b) Uma partição de A de ordem 2 é da forma F = {A1, A2, A3, A4}, em que cada um dos conjuntos A1, A2, A3 e
A4 possui exatamente dois dos oito elementos de A.
Nessas condições, o número de maneiras de definir a partição F é dado por:

8 6  4 2


  ⋅   ⋅   ⋅  
 2  2  2 2
= 105
4!
Resposta: 105

22-
14243

2x, 0  x  1/2
Seja f: [0,1) → IR definida por f(x) = .
2x – 1, 1/2  x  1
14243

f(x + 1/2), –1/2  x  0


 –1 1 
Seja g:  ,  → IR dada por g(x) = , com f definida acima. Justificando a res-
 2 2
1 – f(x + 1/2), 0  x  1/2

posta, determine se g é par, ímpar ou nem par nem ímpar.

RESOLUÇÃO

1 1 1  1
• Para –  x  0 , temos 0  x +  e g(x) = 2 x +  ∴ g( x) = 2x + 1.
2 2 2  2

1 1 1   1 
• Para 0  x  , temos  x +  1 e g(x) = 1 – 2 ⋅  x +  – 1 ∴ g( x) = – 2x + 1.
2 2 2   2  

1 1
• Com 0  t  , temos –  – t  0, g(– t) = 2 ⋅ (– t) + 1 e, portanto, g(– t) = g(t).
2 2

Logo, g(x) é par.


Resposta: par

ITA/2006
16
23-
Determine o coeficiente de x4 no desenvolvimento de (1 + x + x2)9.

RESOLUÇÃO

Considere o binômio [(1 + x) + x2]9, cujo termo geral T é dado por:


9
I) T =   ⋅ (1 + x )9 – p ⋅ ( x2 )p , com p ∈ IN e p  9
p 
Considere o binômio (1 + x)9 – p cujo termo geral T’ é dado por:
9 – p 9 – p – q q 9 – p q
II) T’ =   ⋅ 1 ⋅ x =   ⋅ x , com q ∈ IN e q  9 – p
 q   q 
Substituindo (II) em (I), temos:
 9 9 – p q 2p
T =   ⋅   ⋅ x ⋅ x
p  q 
 9 9 – p 2p + q
III) T =   ⋅   ⋅ x
p  q 
Assim, devemos ter:
x2p + q = x4, ou seja, 2p + q = 4
Portanto,
q = 0 e p = 2 ou q = 2 e p = 1 ou q = 4 e p = 0.
Substituindo os valores de q e p em III:
 9  7  9 8 9  9 
T =   ⋅   ⋅ x4 +   ⋅   ⋅ x4 +   ⋅   ⋅ x4
2 0  1 2 0 4 
T = 36 x4 + 252 x4 + 126 x4
∴ T = 414 x4
Logo, o coeficiente pedido é 414.
Resposta: 414

24-
 π π 
Determine para quais valores de x ∈  – ,  vale a desigualdade
 2 2 

logcosx(4 sen2 x – 1) – logcosx(4 – sec2 x)  2.

RESOLUÇÃO
Considerando as condições:
• cos x  0 e cos x ≠ 1 (I)
1 1
• 4sen2 x – 1  0 ∴ sen x  – ou sen x  (II)
2 2
1
• 4 – sec2 x  0 ∴ 4– 0 ∴
cos2 x
4 cos2 x – 1 1 1
2
0 ∴ cos x  – ou cos x  (III)
cos x 2 2

ITA/2006
17
 π π π π π π
Como x ∈  – ,  , de (I), (II) e (III) tem-se: –  x  – ou x (IV)
 2 2 3 6 6 3

 1 
Nessas condições, temos: logcos x(4sen2 x – 1)  logcos xcos2 x + logcos x  4 – 
 cos2 x 
logcos x(4sen2 x – 1)  logcos x(4cos2 x – 1)
Como 0  cos x  1, temos: 4sen2 x – 1  4cos2 x – 1 ∴ tg2 x  1
∴ –1  tgx  1 (V)
De IV e V, temos:
π π π π
– x– ou x
4 6 6 4
π π π π
Resposta: – x– ou x
4 6 6 4

25-
Considere o polinômio p(x) = x3 + ax2 + x + 1, com raízes reais. O coeficiente a é racional e a diferença entre
duas de suas raízes também é racional. Nestas condições, analise se a seguinte afirmação é verdadeira:
“Se uma das raízes de p(x) é racional, então todas as suas raízes são racionais.”

RESOLUÇÃO

Sejam x1; x2; x3 ∈ IR as raízes de p(x) = x3 + ax2 + x + 1, com a ∈ Q , tais que (x1 – x2) ∈ Q, isto é, x1 – x2 = d, d ∈ Q.
Considere a afirmação:
“Se uma das raízes de p(x) é racional, então todas as suas raízes são racionais”.
Existem três possibilidades:
1) Se x1 ∈ Q, então x2 = –d – x1, ou seja:
x2 ∈ Q
Das relações de Girard:
x1 + x2 + x3 = –a
x3 = –a – x1 – x2 ∴ x3 ∈ Q
Nesse caso, a afirmação é verdadeira.
2) Se x2 ∈ Q, então x1 = d + x2, ou seja:
x1 ∈ Q
Das relações de Girard:
x1 + x2 + x3 = –a
x3 = –a – x1 – x2 ∴ x3 ∈ Q
Nesse caso, a afirmação também é verdadeira.
3) Se x3 ∈ Q, então, das relações de Girard:
x1 + x2 = –a – x3 ∴ (x1 + x2) ∈ Q
 x + x2 = – a – x3
Assim:  1 ∴
 x1 – x2 = d

– a – x3 + d
x1 = ∴ x1 ∈ Q, e
2
– a – x3 – d
x2 = ∴ x2 ∈ Q,
2
Nessas condições, a afirmação também é verdadeira.
De (1), (2) e (3), a afirmação sempre é verdadeira.

ITA/2006 18
26-
As medidas, em metros, do raio da base, da altura e da geratriz de um cone circular reto formam, nesta ordem,
uma progressão aritmética de razão 2 metros. Calcule a área total deste cone em m2.

RESOLUÇÃO
Do enunciado temos a figura, cotada em m, em que O é o centro do círculo de raio medindo r:
V

r = OA;
h h… medida da altura do cone;
g g… medida da geratriz do cone;
r  0, h  0 e g  0.

O A

Como r, h e g formam, nesta ordem, uma progressão aritmética de razão 2 metros, temos que r = h – 2 e g = h + 2.
Aplicando o teorema de Pitágoras ao triângulo retângulo VOA, temos:
r2 + h2 = g2 ∴ (h – 2)2 + h2 = (h + 2)2 ∴ h = 8, r = 6 e g = 10.
A área S pedida é tal que:
S = π ⋅ 62 + π ⋅ 6 ⋅ 10 ∴ S = 96 π
Resposta: 96 π

27-
Sejam as matrizes
 1   1 
 1 0 –1  1 3 – 1
 2   2 
–2 5 – 3
2  1 –2 –2 3
A=  e B =  –1 1 
 1 –1 2
1   1 1
–5 1 3 
0   1 
 2   5 – 1 2 5

Determine o elemento c34 da matriz C = (A + B)–1.

RESOLUÇÃO

 2 3 0 0
 
 –1 3 0 0
A+B=  
 0 0 3 2
 
 0 0 2 5

2 3 3 2
det( A + B) = ⋅ ∴ det( A + B) = 99
–1 3 2 5

ITA/2006 19
Como C = (A + B) – 1, o elemento c34 será dado por:
1
c 34 = ⋅ Cof43 ( A + B)
det( A + B)
2 3 0
1
c 34 = (– 1)4 + 3 ⋅ – 1 3 0
99
0 0 2

1
c 34 = (– 1)(12 + 6)
99
2
c 34 = –
11
–2
Resposta:
11

28-
Seja (a1 , a2, a3, ..., an, ...) uma progressão geométrica infinita de razão positiva r, em que a1 = a é um número
real não nulo. Sabendo que a soma de todos os termos de índices pares desta progressão geométrica é igual
a 4 e que a soma de todos os termos de índices múltiplos de 3 é 16/13, determine o valor de a + r.

RESOLUÇÃO

Como as somas dadas são limitadas, podemos afirmar que (a1; a2; a3; ...; an; ...) é uma progressão geométrica
convergente.
Como a razão r é positiva, temos:
0r1
Do enunciado, temos:
 a + a + a + ... + a + ... = 4
 2 4 6 2k
 16 , k ∈ IN*
 a3 + a6 + a9 + ... + a3k + ... =
 13
Com a1 = a, a ∈ IR*:
 3 5
 ar + ar + ar + ... = 4 (1)

 ar 2 + ar5 + ar 8 + ... = 16 (2)
 3
Note que (1) representa a soma dos elementos de uma P.G. de primeiro termo ar e razão r2, e (2), a soma de
outra P.G. de primeiro termo ar2 e razão r3.
Nessas condições, temos:
 ar
 =4 (3)
 1 – r2
 2
 ar 16
 = ( 4)
3 13
 1– r

Dividindo-se (4) por (3), vem:


ar 2 16
(1 – r )(1 + r + r 2 ) 13
=
ar 4
(1 – r )(1 + r )

ITA/2006 20
r (1 + r ) 4
=
2 13
1+ r + r
9r2 + 9r – 4 = 0
1 4
∴ r= ou r = – (não convém)
3 3
Substituindo em (3), temos:
1
a⋅
3 = 4 ∴ a = 32
 1 2 3
1–  
 3

32 1
Assim: a + r = + , ou seja, a + r = 11.
3 3

Resposta: 11

29-
Sabendo que 9y 2 – 16x 2 – 144y + 224x – 352 = 0 é a equação de uma hipérbole, calcule sua distância focal.

RESOLUÇÃO

9y2 – 16x2 – 144y + 224x – 352 = 0


9y2 – 144y – 16x2 + 224x = 352
9(y2 – 16y + 64 ) – 16(x2 – 14x + 49 ) = 352 + 9 ⋅ 64 – 16 ⋅ 49
9(y – 8)2 – 16(x – 7)2 = 144
9 ( y – 8)2 16( x – 7)2 144
– =
144 144 144
( y – 8)2 ( x – 7)2
– =1
16 9
Assim, a2 = 16 e b2 = 9. Temos que: c2 = a2 + b2 ∴ c2 = 16 + 9 ∴ c = 5
Portanto, a distância focal é 2 ⋅ 5, ou seja, 10.
Resposta: 10

30-
Considere um losango ABCD cujo perímetro mede 100 cm e cuja maior diagonal mede 40 cm. Calcule a área,
em cm2, do círculo inscrito neste losango.

B
RESOLUÇÃO
25 T O: centro do círculo inscrito
Do enunciado, 25 no losango ABCD;
temos a figura r: medida do raio desse círculo.
r
ao lado cotada
em cm: A C
20 O 20

25 25

D
40

ITA/2006 21
No triângulo retângulo ABO, temos:
(OB)2 + (OA)2 = (AB)2 ∴ (OB)2 + 202 = 252 ∴ OB = 15
Ainda,
(AB) ⋅ (OT) = (OB) ⋅ (OA) ∴ 25 ⋅ r = 15 ⋅ 20 ∴ r = 12
Logo, a área pedida é igual a π ⋅ 122, ou seja, 144π.
Resposta: 144π

ITA/2006 22

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