0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações13 páginas

Questões de Matemática do ITA 2001

O documento apresenta questões de matemática do ITA/2001, abordando temas como raízes de equações, polinômios, números complexos e geometria. Cada questão é seguida por uma resolução detalhada, explicando os passos para chegar à resposta correta. O conteúdo é técnico e voltado para candidatos a vestibulares, com foco em raciocínio lógico e matemático.

Enviado por

Guilherme Jesus
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações13 páginas

Questões de Matemática do ITA 2001

O documento apresenta questões de matemática do ITA/2001, abordando temas como raízes de equações, polinômios, números complexos e geometria. Cada questão é seguida por uma resolução detalhada, explicando os passos para chegar à resposta correta. O conteúdo é técnico e voltado para candidatos a vestibulares, com foco em raciocínio lógico e matemático.

Enviado por

Guilherme Jesus
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1 ITA/ 2001

Matemática
As questões de 01 a 15 não devem ser resolvidas no caderno de soluções. Para respondê-las, mar-
que a opção escolhida para cada questão na folha de leitura óptica e também na última página
do caderno de soluções.
IR é o conjunto dos números reais.
Ac denota o conjunto complementar de A ⊂ IR em IR.
AT é a matriz transposta da matriz A.
(a, b) representa o par ordenado.
[a, b] = {x ∈ IR; a  x  b} , ]a, b[ = {x ∈ IR; a  x  b}.
[a, b[ = {x ∈ IR; a  x  b} , ]a, b] = {x ∈ IR; a  x  b}.

QUESTÃO 01 Se a ∈ IR é tal que 3y 2 – y + a = 0 tem raiz dupla, então a solução da equação


Resposta: D 32x + 1 – 3x + a = 0
é:
A) log2 6
B) – log2 6
C) log3 6
D) – log3 6
E) 1 – log3 6

RESOLUÇÃO: Sendo y0 a raiz dupla da equação 3y2 – y + a = 0, temos:


1 1 1
y0 + y0 = ∴ 2 y0 = ∴ y0 =
3 3 6
1
Na equação 3 2x + 1 – 3x + a = 0, substituindo 3x por y, temos 3y2 – y + a = 0, cuja raiz é .
6
1 1
Logo, 3x = ∴ x = log 3 ∴ x = log 3 6 – 1
6 6
∴ x = – log3 6

QUESTÃO 02 O valor da soma a + b para que as raízes do polinômio 4x4 – 20x3 + ax2 – 25x + b estejam em pro-
Resposta: B gressão aritmética de razão 1/2 é:
A) 36 D) – 27
B) 41 E) – 20
C) 26

RESOLUÇÃO: Sendo x1, x2, x3 e x4 as raízes do polinômio 4x4 – 20x3 + ax2 – 25 x + b, então
1
x2 = x1 +
2
x3 = x1 + 1
3
x4 = x1 +
2
20
Daí, x1 + x2 + x3 + x4 =
4
1 3 1
∴ x1 + x1 + + x1 + 1 + x1 + =5 ∴ x1=
2 2 2
3 e x = 2.
Logo, x2 = 1, x3 = 4
2
Se 1 é raiz, então P(1) = 0, ou seja,
4 – 20 + a – 25 + b = 0 ∴ a + b = 41.
2 ITA/ 2001

QUESTÃO 03 – = 1 e α ∈ [0, 2π] é um argumento de z ⋅ w, então α é igual a:


Se z = 1 + i 3 , z ⋅ w
Resposta: C π 5π
A) D)
3 3

B) π E)
2

C)
3

π
RESOLUÇÃO: Os argumentos principais de z = 1 + i 3 e z w = 1 são, respectivamente, e 0.
3
π π

Como o argumento de z w é a soma dos argumentos de z e w , temos:

+ϕ=0 ∴ ϕ = – ; logo o
3 3


argumento de w é .
3

Como w e w são conjugados, então seus afixos são simétricos em relação ao eixo das partes reais;
π
logo o argumento de w é .
3

Assim o argumento de zw é .
3

QUESTÃO 04 O número complexo


Resposta: A 1 – cos a 1 – 2 cos a + 2 sen a
z= +i , a ∈ ] 0 , π/ 2 [
sen a cos a sen 2 a
tem argumento π/4. Neste caso, a é igual a:
π π
A) D)
6 5
π π
B) E)
3 9
π
C)
4

1 – cos a 1 – 2 cos a + 2 sen a π


RESOLUÇÃO: Se o argumento de z = +i⋅ é , então podemos afirmar que
sen a cos a sen 2a 4
Re(z) = Im(z). Assim,
1 – cos a 1 – 2 cos a + 2 sen a
=
sen a cos a sen 2a
2 (1 – cos a) 1 – 2 cos a + 2 sen a
=
sen 2a sen 2a
2 – 2cosa = 1 – 2cosa + 2sena
1
2sena = 1 ∴ sena =
2
π 5π
Logo, a = ou a= (não convém, pois a ∈ ]0, π /2[)
6 6
π
Portanto, a = .
6

QUESTÃO 05 Um triângulo tem lados medindo 3, 4 e 5 centímetros. A partir dele, constrói-se uma seqüência de
Resposta: A triângulos do seguinte modo: os pontos médios dos lados de um triângulo são os vértices do seguin-
te. Dentre as alternativas abaixo, o valor em centímetros quadrados que está mais próximo da soma
das áreas dos 78 primeiros triângulos assim construídos, incluindo o triângulo inicial, é:
A) 8 D) 11
B) 9 E) 12
C) 10
3 ITA/ 2001

RESOLUÇÃO: A partir do segundo triângulo, a razão de semelhança


1
de um triângulo para o anterior é e, portanto, a ra-
2
5
1
zão entre as áreas é . 3
4
Se considerarmos a progressão geométrica infinita na
qual o primeiro termo é a área do triângulo inicial, ou
1
seja, 6, e a razão é , a soma S das áreas dos infinitos
4 4
triângulos será:
6
S= , ou seja, S = 8.
1
1–
4
Assim, a soma das áreas dos 78 primeiros triângulos construídos será menor que 8. Logo, dentre
as alternativas, o valor que está mais próximo dessa soma é 8.

QUESTÃO 06 Sabendo que é de 1024 a soma dos coeficientes do polinômio em x e y, obtido pelo desenvolvimento do
Resposta: B binômio (x + y) m, temos que o número de arranjos sem repetição de m elementos, tomados 2 a 2, é:
A) 80 D) 100
B) 90 E) 60
C) 70

RESOLUÇÃO: Do enunciado: (1 + 1)m = 1024 ∴ 2m = 210 ∴ m = 10


Assim: A10,2 = 10 ⋅ 9 = 90

QUESTÃO 07 A respeito das combinações


Resposta: E  2n   2n 
an =   e bn =  
 n  n – 1
temos que, para cada n = 1, 2, 3, ..., a diferença an – bn é igual a:
n! 2
A) a D) a
n+1 n n+1 n
2n n
B) a E) a
n+1 n n+1 n
n
C) a
n+1 n

(2 n)!
RESOLUÇÃO: an =
n! ⋅ n!
(2 n)! n ⋅ (2 n)! n (2n)! n
bn = = = ⋅ = ⋅ an
(n – 1)! (n + 1)! n ⋅ (n – 1)! (n + 1) ⋅ n! (n + 1) n! ⋅ n! n + 1
Assim:
n n + 1– n 1
a n – bn = a n – ⋅ an = an ⋅ = ⋅ an
n+1 n+1 n+1

QUESTÃO 08 Sejam A e B matrizes n × n, e B uma matriz simétrica. Dadas as afirmações:


Resposta: E (I) AB + BAT é simétrica.
(II) (A + AT + B) é simétrica.
(III) ABAT é simétrica.
temos que:
A) apenas (I) é verdadeira.
B) apenas (II) é verdadeira.
C) apenas (III) é verdadeira.
D) apenas (I) e (III) são verdadeiras.
E) todas as afirmações são verdadeiras.
4 ITA/ 2001

RESOLUÇÃO: Do enunciado temos que BT = B.


Assim:
(I) é verdadeira. De fato:
(AB + BAT )T = (AB)T + (BAT )T
= BAT + AB
= AB + BAT
(II) é verdadeira. De fato:
(A + AT + B)T = AT + A + BT
= AT + A + B
= A + AT + B
(III) é verdadeira. De fato:
(ABAT)T = ABTAT
= ABAT

QUESTÃO 09 Considere a matriz


Resposta: A 1 1 1 1 
1 2 3 4 
A=
1 4 9 16 
 
1 8 27 64 
A soma dos elementos da primeira coluna da matriz inversa de A é:
A) 1 D) 4
B) 2 E) 5
C) 3

RESOLUÇÃO:  a e i m
b f j n
Seja A–1 =  
 c g k p  a matriz inversa de A.
 
d h l q
Temos que:
A ⋅ A–1 = I4

1 1 1 1   a e i m  1 0 0 0
1 2 3 4   b f j n   0 1 0 0
 =
1 4 9 16  c g k p   0 0 1 0
    
1 8 27 64   d h l q   0 0 0 1

Então,
14243

a + b+ c+ d=1
a + 2b + 3c + 4d = 0
a + 4b + 9c + 16d = 0
a + 8b + 27c + 64d = 0
Da primeira equação resulta que a soma dos elementos da primeira coluna da matriz inversa de
A é 1.

QUESTÃO 10 Sendo α e β os ângulos agudos de um triângulo retângulo, e sabendo que sen22 β – 2 cos 2 β = 0,
Resposta: C então sen α é igual a:
48
2
A) D)
2 4
42
B) E) zero
2
4
8
C)
2
5 ITA/ 2001

RESOLUÇÃO: sen22β – 2 cos2β = 0


4 sen2β ⋅ cos2β – 2 (2cos2β – 1) = 0
4 sen2β ⋅ cos2β – 4 cos2β + 2 = 0
– 4 cos2β (1 – sen2β) + 2 = 0
1
– 4cos4β + 2 = 0 ∴ cos4 β =
2

4
1 23 48
Como β é agudo: cos β = 42
⋅ = .
4
23 2

Como o triângulo é retângulo, α + β = 90º e sen α = cos β.


48
Assim: sen α =
2

QUESTÃO 11 O raio da base de um cone circular reto é igual à média aritmética da altura e a geratriz do cone.
Resposta: B Sabendo-se que o volume do cone é 128π m3, temos que o raio da base e a altura do cone medem,
respectivamente, em metros:
A) 9 e 8
B) 8 e 6
C) 8 e 7
D) 9 e 6
E) 10 e 8

RESOLUÇÃO: Considere a figura seguinte:


V

g h … medida da altura do cone


h R … medida do raio da base do cone
g … medida da geratriz do cone
A
O R B

h+g
Do enunciado temos que R = , ou seja, g = 2R – h (1).
2
Aplicando-se o teorema de Pitágoras no triângulo retângulo VOB, resulta que g2 = h2 + R2 (2).
De (1) e (2) temos:
(2R – h)2 = h2 + R2
4R2 – 4Rh + h2 = h2 + R2
3R2 – 4Rh = 0
3R
3R – 4h = 0 ∴ h = (3)
4
R ⋅ (3R – 4h) = 0 ou
R = 0 (não convém)
1 1
Como o volume do cone é 128 π, devemos ter ⋅ π ⋅ R2 ⋅ h = 128 π, ou seja, ⋅ R2 ⋅ h = 128 (4).
3 3
De (3) e (4) resulta que:
1 3
⋅ R2 ⋅ R = 128, ou seja, R3 = 512. Logo, R = 8.
3 4
Substituindo-se R = 8 na relação (3), resulta h = 6.

QUESTÃO 12 De dois polígonos convexos, um tem a mais que o outro 6 lados e 39 diagonais. Então, a soma total
Resposta: B dos números de vértices e de diagonais dos dois polígonos é igual a:
A) 63
B) 65
C) 66
D) 70
E) 77
6 ITA/ 2001

RESOLUÇÃO: Seja P1 um polígono convexo de n (n  3) lados cujo número de diagonais d1 é dado por
n (n – 3)
d1 = (1).
2
Considere um polígono convexo P2 com n + 6 lados.
(n + 6) ⋅ (n + 6 – 3)
O número de diagonais d2 do polígono P2 é tal que d2 = , ou seja,
2
(n + 6) (n + 3)
d2 = (2).
2
Do enunciado, d2 = d1 + 39 (3).
De (1), (2) e (3) resulta:
(n + 6) ⋅ (n + 3) n ⋅ (n – 3)
= + 39 ∴ n = 5
2 2
Sendo n = 5, o polígono P1 tem 5 lados e 5 diagonais e o polígono P2 tem 11 lados e 44 diagonais.
Como para todo polígono convexo o número de lados é igual ao número de vértices, a soma pedida
é 5 + 5 + 11 + 44, ou seja, 65.

QUESTÃO 13 Seja o ponto A = (r, 0), r  0. O lugar geométrico dos pontos P = (x, y) tais que é de 3r 2 a diferença
Resposta: E entre o quadrado da distância de P a A e o dobro do quadrado da distância de P à reta y = – r, é:
A) uma circunferência centrada em (r, – 2r) com raio r.
B) uma elipse centrada em (r, – 2r) com semi-eixos valendo r e 2r.
C) uma parábola com vértice em (r, – r).
D) duas retas paralelas distando r 3 uma da outra.
E) uma hipérbole centrada em (r, – 2r) com semi-eixos valendo r.

RESOLUÇÃO: Do enunciado, considere a diferença a seguir.


2
 
 (x – r)2 + (y – 0)2  – 2 ⋅  y + r  = 3r 2 ,
2
onde r  0.
   12 + 02 
 

Temos que:
(x – r)2 + y2 – 2 (y + r)2 = 3r2
Desenvolvendo-se e agrupando-se convenientemente, vem:
(x – r)2 – (y + 2r)2 = r2
Dividindo-se ambos os membros da igualdade por r2, resulta:
(x – r)2 ( y + 2r ) 2
2
– =1
r r2
Esta equação representa uma hipérbole centrada em (r, –2r), com semi-eixos valendo r.

QUESTÃO 14 Sejam X, Y e Z subconjuntos próprios de IR, não-vazios.


Com respeito às afirmações:
Resposta: B
(I) X  {[Y  (X  Y)c]  [X  (Xc  Yc)c]} = X.
(II) Se Z  X então (Z  Y)  [X  (Zc  Y)] = X  Y.
(III) Se (Z  Y)c  Z então Zc  X.
temos que:
A) apenas (I) é verdadeira.
B) apenas (I) e (II) são verdadeiras.
C) apenas (I) e (III) são verdadeiras.
D) apenas (II) e (III) são verdadeiras.
E) todas são verdadeiras.

RESOLUÇÃO: (I) Seja A = X  {[Y  (X  Y) c ]  [X  (X c  Y c ) c ] }


Como, para todo X e Y, (X  Y) c = X c  Y c e (X c  Y c ) c = X  Y, temos que:
A = X  {[Y  (X c  Y c )]  [X  (X  Y)] }
7 ITA/ 2001
Das propriedades comutativa e associativa da intersecção e da união podemos afirmar que:
A = X  {[X c  (Y  Y c )]  [(X  X)  Y] }
Sendo Y  Y c = ∅ e X  X = X, temos:
A = X  {[X c  ∅]  [X  Y] }
Como Xc  ∅ = ∅, temos A = X  {∅  [X  Y]}.
Como ∅  [X  Y] = X  Y, temos A = X  {X  Y}, ou seja, A = X.
Logo, X  {[Y  (X  Y) c ]  [X  (X c  Y c ) c ]} = X e, portanto, a afirmação (I) é verdadeira.
(II) Seja B = (Z  Y)  [X  (Zc  Y)].
Temos, então, que B = (Z  Y)  [(X  Zc)  (X  Y)].
Como Z  X, temos que X  Z c = IR e B = (Z  Y)  [ IR  (X  Y)].
B = (Z  Y)  [ X  Y]
Das propriedades associativa e comutativa da união temos B = (X  Z)  (Y  Y).
Como Z  X, temos que X  Z = X e, como Y  Y = Y, B = X  Y.
Logo, se Z  X, então (Z  Y)  [X  (Zc  Y)] = X  Y e, portanto, a afirmação (II) é verdadeira.
(III) Podemos mostrar, por meio de um exemplo, que a afirmação “se (X  Y)c  Z, então Zc  X” é falsa.
Consideremos os números reais distintos a e b e os conjuntos X = IR – {a}, Y = IR – {b} e Z = IR – {a}.
Nessas condições, temos:
X  Y = IR
(X  Y)c = ∅ ∴ (X  Y)c  Z
Sendo Z = IR – {a}, temos Zc = {a} e, portanto, Zc  X.

QUESTÃO 15 Se f :]0, 1[→ IR é tal que , ∀x ∈ ]0, 1[,


Resposta: E 1 1   x  x + 1
f(x)  e f(x) =  f   + f  
2 4   2  2  
então a desigualdade válida para qualquer n = 1, 2, 3, ... e 0  x  1 é:
1 1 1
A) f(x) + n  D) f(x)  n
2 2 2
1 1 1
B)  f(x)  E) f(x) 
2n 2 2n
1 1
C)  f(x) 
2n + 1 2

x x+1
RESOLUÇÃO: Primeiramente, devemos observar que, se x ∈ ]0, 1[, então ∈ ] 0, 1[ e ∈ ] 0, 1[ . Nas
2 2
condições do enunciado, podemos concluir, ainda, que, se existir um número natural k, tal que
1 1
|f (x)|  k , para todo real x, x ∈ ]0, 1[, então |f (x)|  k + 1 . Vejamos:
2 2

 x 1 x
Temos que f    k , pois ∈ ] 0, 1[ .
 2 2 2

 x + 1 1 x+1
f    k , pois ∈ ] 0, 1[ .
 2  2 2

 x  x + 1 1
Logo, f   + f   2⋅ k .
 2  2  2
Como |a + b|  |a| + |b |, temos:
 x  x + 1 1
f   +f   2⋅ k
 2  2  2

1   x  x + 1  1
e  f   + f    k + 1
4  2 2  2
8 ITA/ 2001

1
Portanto, |f (x)|  .
2k + 1
1
Finalmente, como é dado que |f (x)|  , podemos afirmar, pelo Princípio da Indução Finita,
21
1
que |f (x)|  , para qualquer n do conjunto IN*.
2n

As questões de 16 a 25 devem ser resolvidas no caderno de soluções. Marque também as opções


escolhidas para essas questões na folha de leitura óptica e no quadro que se encontra na últi-
ma página do caderno de soluções.
QUESTÃO 16 Considere as funções
Resposta: D 5 + 7x 5 – 7x
f(x) = , g(x) = e h(x) = arctg x
4 4
Se a é tal que h(f(a)) + h(g(a)) = π/4, então f(a) – g(a) vale:
7
A) 0 D)
2
B) 1 E) 7
7
C)
4

RESOLUÇÃO: h (f(a)) = α ∴ arctg (f(a)) = α ∴ tg α = f (a)


h(g(a)) = β ∴ arc tg (g (a)) = β ∴ tg β = g (a)
π π
α+β= ⇒ tg (α + β) = tg
4 4
tg α + tg β
=1 ∴ tg α + tg β = 1 – tg α tg β
1 – tg α tg β
Substituindo-se:
5 + 7a 5 – 7a 25 – 72a
+ = 1–
4 4 16
40 = 16 – 25 + 72a ∴ 72a = 72 ∴ a = 1
Assim:
 1 7
f (a) – g(a) = f (1) – g (1) = 3 –  –  =
 2 2

QUESTÃO 17 O conjunto de todos os valores de m para os quais a função


Resposta: D x 2 + ( 2m + 3 ) x + ( m 2 + 3 )
f (x) =
x 2 + ( 2m + 1 ) x + ( m 2 + 2 )
está definida e é não-negativa para todo x real é:
 1
A)  , 
1 7
D)  – ∞ , 
 4 4   4
1  1 7 
B)  , ∞  E)  , 
4  4 4

C)  0 , 
7
 4 

RESOLUÇÃO: Devemos ter as duas seguintes condições:


(I) x2 + (2m + 3)x + (m2 + 3)  0 para todo x real.
Nesta condição: ∆  0
(2m + 3)2 – 4(m2 + 3)  0
1
∴ 4m2 + 12m + 9 – 4m2 – 12  0 ∴ m 
4
9 ITA/ 2001
(II) x2 + (2m + 1)x + (m2 + 2)  0 para todo x real.
Nesta condição: ∆  0
(2m + 1)2 – 4(m2 + 2)  0
7
4m2 + 4m + 1 – 4m2 – 8  0 ∴ m 
4
1
De (I) e (II) resulta m  .
4

QUESTÃO 18 A parte imaginária de ((1 + cos 2x) + i sen 2x) k, k inteiro positivo, x real, é
Resposta: C A) 2 ⋅ senk x ⋅ cosk x
B) senk x ⋅ cosk x
C) 2k ⋅ sen kx ⋅ cosk x
D) 2k ⋅ senk x ⋅ cosk x
E) sen kx ⋅ cosk x

RESOLUÇÃO: (1 + cos 2 x + i sen 2 x)k = (1 + 2 cos2 x – 1 + i 2 sen x cos x)k =


= (2 cos x (cos x + i sen x))k = 2k ⋅ cosk x (cos k x + i sen k x) =
= 2k cosk x cos k x + i 2k ⋅ cosk x ⋅ sen k x
A parte imaginária é 2k ⋅ sen k x ⋅ cosk x.

QUESTÃO 19 O polinômio com coeficientes reais


Resposta: A P (x) = x5 + a4 x 4 + a3 x 3 + a2 x 2 + a1 x + a0
tem duas raízes distintas, cada uma delas com multiplicidade 2, e duas de suas raízes são 2 e i. Então,
a soma dos coeficientes é igual a:
A) – 4
B) – 6
C) – 1
D) 1
E) 4

RESOLUÇÃO: Indiquemos as cinco raízes da equação por x1, x2, x3, x4 e x5. Como há duas raízes distintas, cada
uma delas com multiplicidade 2, podemos escrever:
x1 = r , x2 = s, x3 = r, x4 = s e x5 = t, com r ≠ s, r ≠ t e s ≠ t.
Como os coeficientes da equação são todos reais, a quantidade de raízes imaginárias é um número
par. Como i é raiz, seu conjugado (– i) também é raiz.
Além disso, o número 2 é raiz.
Suponhamos que r = 2. Nesse caso, teríamos {i, – i}  {s, s, t}, o que é absurdo, pois haveria, então,
um número ímpar de raízes imaginárias. Analogamente, também chegamos ao absurdo com s = 2.
Com r = i, ou s = i, e t = 2, obtemos as raízes: i, – i, i, – i e 2.
Logo, P (x) = (x – i) (x + i) (x – i) (x + i) (x – 2).
A soma dos coeficientes de P (x) é dada por P (1) = (1 – i) (1 + i) (1 – i) (1 + i) (1 – 2).
P (1) = – 4
Portanto, a soma dos coeficientes de P (x) é – 4.

QUESTÃO 20 Seja m ∈ IR, m  0. Considere o sistema


 2 x – log m y + 5 z = 0
Resposta: A
 ( 4 )
 ( log2 m) x + y – 2 z = 0

( 2
 x + y – log2 m z = 0)
O produto dos valores de m para os quais o sistema admite solução não-trivial é:
A) 1
B) 2
C) 4
D) 8
E) 2 log2 5
10 ITA/ 2001

RESOLUÇÃO: Devemos ter D = 0, onde:


2 – (log m) 5
4
D= log m 1 –2
2
1 1 – (log m2)
2
Ou seja, (log 2 m) 3 – 2 log 2 m + 1 = 0.
Fazendo log 2 m = t, vem t3 – 2 t + 1 = 0.
t3 – t2 + t2 – 2 t + 1 = 0
t2 (t – 1) + (t – 1) 2 = 0
(t – 1) (t2 + t – 1) = 0
A equação t3 + 0 t2 – 2 t + 1 = 0 apresenta 3 raízes reais, pois o discriminante de t2 + t – 1 = 0 é
positivo.
Indicando essas raízes por t1, t2, e t3, temos que t1 + t2 + t3 = 0.
Como log 2 m = t, há 3 valores de m:
m1 = 2 t1, m2 = 2 t2 e m3 = 2 t3.
Logo, m1 ⋅ m2 ⋅ m3 = 2 t1 + t2 + t3 = 20 e, portanto, m1 ⋅ m2 ⋅ m3 = 1.

QUESTÃO 21 Considere os números de 2 a 6 algarismos distintos formados utilizando-se apenas 1, 2, 4, 5, 7 e 8.


Resposta: D Quantos destes números são ímpares e começam com um dígito par?
A) 375 D) 585
B) 465 E) 625
C) 545

RESOLUÇÃO: 2 1
2 algarismos: 4 5
8 7
ou 3 ⋅ 3 = 9
2 1
3 algarismos: 4 5
8 7
ou 3 ⋅ 4 ⋅ 3 = 36
2 1
4 algarismos: 4 5
8 7
ou 3 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 3 = 108
2 1
5 algarismos: 4 5
8 7
ou 3 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 3 = 216

2 1
6 algarismos: 4 5
8 7

3 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1 ⋅ 3 = 216
Assim, pelo Princípio da Adição, temos: 9 + 36 + 108 + 216 + 216 = 585 números.

QUESTÃO 22 Sendo dado


Resposta: C ( )
ln 2 4 3 6 4 8 … n 2n = an e ln ( 23344 … 2n
)
2n = bn
então,
ln 2 ln 3 ln 4 ln 5 ln 2n
– + – +…+
2 3 4 5 2n
é igual a:
A) an – 2bn D) bn – an
B) 2an – bn E) an + bn
C) an – bn
11 ITA/ 2001

RESOLUÇÃO: ln2 + ln 4 + ln 3 6 + ln 4 8 + … + ln n 2n = a n

ln 2 + ln 3 + ln 4 + ln 5 + … + ln 2n = bn
3 4 5 2n

 ln4 ln6 ln8 ln (2n)


ln2 + 2 + 3 + 4 + … + n
= an

 ln2 + ln3 + ln 4 + ln5 + … + ln (2n) = b
 2 3 4 5 2n
n

ln2 ln3 ln4 ln5 ln (2n)
– + – +…+ = a n – bn
2 3 4 5 n
Note que:
p
• an é a soma de n parcelas da forma ln 2p , com p ∈ {1, 2, 3, …, n}.
p
• bn é a soma de (2n – 1) parcelas da forma ln p , com p ∈ {2, 3, 4, …, 2n}.

QUESTÃO 23 A razão entre a área da base de uma pirâmide regular de base quadrada e a área de uma das faces
Resposta: C é 2. Sabendo que o volume da pirâmide é de 12 m3, temos que a altura da pirâmide mede (em metros):
A) 1
B) 2
C) 3
D) 4
E) 5

RESOLUÇÃO: Considere a figura seguinte.


V

a
h l … medida do lado do quadrado
a … medida do apótema da pirâmide
h … medida da altura da pirâmide
O M l

l2
Do enunciado temos que = 2 , ou seja, l = a (1).
1
⋅l⋅a
2
2
 l
Aplicando-se o teorema de Pitágoras no triângulo VOM, resulta a 2 = h 2 +   (2).
 2
4 2
De (1) e (2) vem l2 = h (3).
3
1 2
Como o volume da pirâmide é 12, devemos ter ⋅ l ⋅ h = 12 (4).
3
De (3) e (4) temos:
1 4
⋅ ⋅ h 2 ⋅ h = 12, ou seja, h3 = 27. Logo, h = 3.
3 3

QUESTÃO 24 Num trapézio retângulo circunscritível, a soma dos dois lados paralelos é igual a 18 cm e a diferença
Resposta: C dos dois outros lados é igual a 2 cm. Se r é o raio da circunferência inscrita e a é o comprimento do
menor lado do trapézio, então a soma a + r (em cm) é igual a:
A) 12
B) 11
C) 10
D) 9
E) 8
12 ITA/ 2001

RESOLUÇÃO: Considere a figura seguinte.

a
A B

r
r ... medida do raio
d
c c
O

E D C
a e
b

Do enunciado temos que a + b = 18 (1) e d – c = 2 (2).


Como o trapézio é circunscritível, d + c = 18 (3).
d – c = 2
De (2) e (3) temos o sistema  , onde d = 10 e c = 8.
d + c = 18
Como 2r = c, vem 2r = 8, ou seja, r = 4.
No triângulo retângulo BDC, pelo teorema de Pitágoras, temos e2 + c2 = d2, ou seja, e2 + 82 = 102.
Logo, e = 6.
Sendo e = 6 e sabendo-se que b – a = e, vem b – a = 6 (4).
a + b = 18
De (1) e (4) temos o sistema  , onde a = 6 e b = 12.
b – a = 6
Então, a soma a + r é 6 + 4, ou seja, 10.

QUESTÃO 25 O coeficiente angular da reta tangente à elipse


Resposta: D x2 y2
+ =1
16 9
no primeiro quadrante e que corta o eixo das abcissas no ponto P = (8, 0) é:

A) – 3
3
1
B) –
2

C) – 2
3

D) – 3
4

E) – 2
4

RESOLUÇÃO: A elipse tem centro na origem (0, 0), semi-eixo maior igual a 4 e semi-eixo menor igual a 3. Temos
a figura:
t y

T
3
P
0 4 8 x
13 ITA/ 2001
O coeficiente angular m pedido é um número negativo.
A equação da reta tangente à elipse que tem coeficiente angular m e que passa pelo ponto P (8,0) é
y – 0 = m (x – 8), ou seja, y = mx – 8 m.
Temos o sistema:
y = mx – 8m (1)
 2
9x + 16 y = 144 (2)
2

Substituindo-se (1) em (2), vem:


9x2 + 16 (mx – 8 m)2 = 144
Desenvolvendo e agrupando, temos:
(16 m2 + 9) x2 – 256 m2x + 16 (64 m2 – 9) = 0
Para que a reta seja tangente à elipse, devemos ter ∆ = 0, ou seja:
65536m4 – 64 [1024m4 + 432m2 – 81] = 0, isto é,
432m2 = 81
3
m= (não convém)
4
81
m2 = ou
432
3
m=–
4
3
Logo, o coeficiente angular pedido é – .
4

Você também pode gostar