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Fontes de Financiamento Empresarial

O documento aborda as fontes de financiamento empresarial, dividindo-as em capital próprio e capital de terceiros, cada uma com suas características, vantagens e desvantagens. Além disso, apresenta um guia para identificar a necessidade de financiamento, incluindo a análise de demonstrações financeiras e cálculos de rácios financeiros para avaliar a situação da empresa. A escolha entre as fontes de financiamento deve considerar a estratégia financeira, custos e nível de endividamento aceitável.

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Fontes de Financiamento Empresarial

O documento aborda as fontes de financiamento empresarial, dividindo-as em capital próprio e capital de terceiros, cada uma com suas características, vantagens e desvantagens. Além disso, apresenta um guia para identificar a necessidade de financiamento, incluindo a análise de demonstrações financeiras e cálculos de rácios financeiros para avaliar a situação da empresa. A escolha entre as fontes de financiamento deve considerar a estratégia financeira, custos e nível de endividamento aceitável.

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Contabilidade

[Link] de Financiamento

Fontes de financiamento: Capital próprio e capital de terceiros

O financiamento empresarial pode ser classificado em duas categorias principais: Capital próprio(
recursos dos sócios ou acionistas) e capital de terceiros( empréstimos e financiamentos
externos). Cada uma dessas fontes possui características e implicações distintas para estrutura
financeira e a gestão da empresa.

1. Capital próprio ( financiamento interno)


Segundo Marion (2018, p.215), o capital próprio representa uma fonte de financiamento mais
segura, pois não gera obrigações financeiras fixas, mas pode reduzir a rentabilidade dos
acionistas devido a diluição do capital.
O capital próprio refere-se aos recursos investidos pelos proprietários da empresa, como sócios
ou acionistas, sem obrigação de reembolso imediato. Esses recursos podem ser provenientes de:

• Investimento inicial dos sócios (capital social);


• Lucros retidos( reservas e reinvestimentos);
• Emissão de novas ações (para empresas de capital aberto)

As suas características são:


• Não exige distribuição de dividendos (no caso de sociedades anônimas)
•Aumenta o patrimônio líquido da empresa;
•Diluição do controle (no caso de emissão de novas ações).

Vantagens
• Maior estabilidade financeira;
• Não gera endividamento
• Melhora à capacidade de crédito da empresa

Desvantagens
• Custos de oportunidade( os sócios esperam retorno sobre o investimento);
• Em empresas familiares, pode haver limitação de recursos.

2. Capital de Terceiros ( financiamento externo)


Conforme Padovexe (2020, p.178), o uso excessivo de capital de terceiros pode elevar o risco
financeiro da empresa, especialmente se os fluxos de caixa não forem suficientes para honrar as
obrigações.
O capital de terceiros consiste em recursos obtidos por meio de empréstimos, financiamentos
que devem ser devolvidos com juros. As principais fontes incluem:
•Empréstimos bancários (curto e longo prazo)
• Financiamentos com instituições financeiras ( bancos comerciais);
•Debêntures (títulos de dívida emitidos por empresas);
•Leasing ( arrendamento mercantil).

As características são:
• Exige pagamento de juros e principal em prazos determinados;
• Pode exigir garantias (avais, hipotecas, penhor);
• Aumento o passivo exigível da empresa.

vantagens
• Mantém o controle acionário: não dilui a participação dos sócios;
• Os juros são dedutíveis do imposto de renda (benéfico fiscal)
• Permite alavancagem financeira (o aumento de retorno sobre o patrimônio).

Desvantagens
• Aumenta o endividamento e o risco de insolvência;
• Exige garantias e pode limitar novas operações de crédito;
• Custo financeiros elevados em períodos de altas taxas de juros.

A escolha entre capital próprio e capital de terceiros depende da estratégia financeira da


empresa, do custo de cada fonte e do nível de endividamento aceitável. Enquanto o capital
próprio oferece maior segurança, o capital de terceiros pode ser vantajoso para alavancagem,
desde que bem administrado.

2. Para identificar s necessidade de financiamento de uma empresa e analisar sua situação


financeira, é necessário seguir os seguintes passos:

1. Identificação da Necessidade de Financiamento


Uma empresa pode necessitar de financiamento por diversos motivos, como:

• Expansão de operações : nvestimentos em novos projectos, aquisição de activas;


•Capital de giro: liquidez para cobrir despesas operacionais
•Reestruturação de dívidas: alongamento de prazo ou redução de custos financeiros
• Cobertura de déficits temporários: sazonalidade ou crises financeiras.

2. Demonstrações financeiras necessárias


para calcular os índices financeiros, são essenciais:

•Balanço Patrimonial: activos, passivos e patrimônio líquido;


•Demonstração do resultado do exercício (DRE): receitas, custos, lucros;
• fluxo de caixa: entrada e saídas de recursos.

3. Cálculo e interpretação de Rácios


A. Rácios de Liquidez: avaliam a capacidade de pagar obrigações de curto prazo
a) Liquidez Corrente= activo Circulante / Passivo Circulante
* Se >1, a empresa consegue cobrir dívidas de curto prazo.
b) Liquidez Seca= (activo circulante - estoques) / passivo circulante
* Exclui estoques, mostrando liquidez mais conservadora.

B. Rácios de Endividamento: avaliam a estrutura de capital e dependência de terceiros


a) Endividamento Geral= (passivo total/ ativot total) x100
* Se >50%, a empresa está altamente alavancada

b) Composição de Endividamento= passivo circulante/ (passivo circulante + passivo não


circulante)
* Se >50%, maior dependência de dívidas de curto prazo.

C. Capacidade de Serviço da Dívida: Avalia se a empresa gera caixa suficiente para pagar
dívidas
a) Coverage Ratio= Lucro operacional/ Despesas Financeiras
*Se <1, a empresa não cobre juros com seu lucro operacional

D. Sugestão de Financiamento
Com base nos indicadores, a melhor opção depende:

•Se a liquidez é baixa e o endividamento alto: Financiamento de longo prazo para reduzir pressão
no curto prazo ( Gitman, 2009)
• Se a capacidade de pagamento é boa: Dívida pode ser viável, mas com taxas
competitivas( Assaf Neto, 2014)
• Se a empresa tem ativos tangíveis: Financiamento lastreado

Se a empresa possui liquidez aceitável, mas alto endividamento, o ideal seria uma emissão de
ações( aumento de capital) para evitar mais dívidas ou um empréstimos de longo prazo com
carência.

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