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Probabilidades: Conceitos e Cálculos

O documento aborda o estudo das probabilidades, explicando conceitos fundamentais como experimentos aleatórios, pontos amostrais, espaços amostrais e eventos. Ele detalha como calcular probabilidades através da razão entre casos favoráveis e casos possíveis, além de apresentar exemplos práticos e questões para aplicação do conhecimento. A multiplicação de probabilidades em eventos independentes também é discutida, fornecendo uma base teórica para a análise de situações probabilísticas.

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Probabilidades: Conceitos e Cálculos

O documento aborda o estudo das probabilidades, explicando conceitos fundamentais como experimentos aleatórios, pontos amostrais, espaços amostrais e eventos. Ele detalha como calcular probabilidades através da razão entre casos favoráveis e casos possíveis, além de apresentar exemplos práticos e questões para aplicação do conhecimento. A multiplicação de probabilidades em eventos independentes também é discutida, fornecendo uma base teórica para a análise de situações probabilísticas.

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AULA OLÍMPICA MATEMÁTICA – PROFESSOR HAROLDO FEITOZA

ESTUDO DAS PROBABILIDADES


Probabilidade é o estudo das chances de ocorrência de um resultado, que são obtidas pela razão
entre casos favoráveis e casos possíveis.

Probabilidade é um ramo da Matemática em que as chances de ocorrência de experimentos são


calculadas. É por meio de uma probabilidade, por exemplo, que podemos saber desde a chance de
obter cara ou coroa no lançamento de uma moeda até a chance de erro em pesquisas.
Para compreender esse ramo, é extremamente importante conhecer suas definições mais básicas,
como a fórmula para o cálculo de probabilidades em espaços amostrais equiprováveis,
probabilidade da união de dois eventos, probabilidade do evento complementar etc.
Experimento aleatório
É qualquer experiência cujo resultado não seja conhecido. Por exemplo: ao jogar uma moeda e
observar a face superior, é impossível saber qual das faces da moeda ficará voltada para cima,
exceto no caso em que a moeda seja viciada (modificada para ter um resultado mais
frequentemente).
Suponha que uma sacola de supermercado contenha maçãs verdes e vermelhas. Retirar uma maçã
de dentro da sacola sem olhar também é um experimento aleatório.
Ponto amostral
Um ponto amostral é qualquer resultado possível em um experimento aleatório. Por exemplo: no
lançamento de um dado, o resultado (o número que aparece na face superior) pode ser 1, 2, 3, 4, 5
ou 6. Então, cada um desses números é um ponto amostral desse experimento.
Espaço amostral
O espaço amostral é o conjunto formado por todos os pontos amostrais de um experimento
aleatório, ou seja, por todos os seus resultados possíveis. Dessa maneira, o resultado de um
experimento aleatório, mesmo que não seja previsível, sempre pode ser encontrado dentro do
espaço amostral referente a ele.
Como os espaços amostrais são conjuntos de resultados possíveis, utilizamos as representações de
conjuntos para esses espaços. Por exemplo: O espaço amostral referente ao experimento
“lançamento de um dado” é o conjunto Ω, tal que:
Ω = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
Esse conjunto também pode ser representado pelo diagrama de Venn ou, dependendo do
experimento, por alguma lei de formação.
O número de elementos dos espaços amostrais é representado por n(Ω). No caso do exemplo
anterior, n(Ω) = 6. Lembre-se de que os elementos de um espaço amostral são pontos amostrais, ou
seja, resultados possíveis de um experimento aleatório.
Evento
Os eventos são subconjuntos de um espaço amostral. Um evento pode conter desde zero a todos os
resultados possíveis de um experimento aleatório, ou seja, o evento pode ser um conjunto vazio ou
o próprio espaço amostral. No primeiro caso, ele é chamado de evento impossível. No segundo, é
chamado de evento certo.
Ainda no experimento aleatório do lançamento de um dado, observe os seguintes eventos:
A = Obter um número par:
A = {2, 4, 6} e n(A) = 3
B = Sair um número primo:
B = {2, 3, 5} e n(B) = 3
C = Sair um número maior ou igual a 5:
C = {5, 6} e n(C)= 2
D = Sair um número natural:
D = {1, 2, 3, 4, 5, 6} e n(D) = 6

Espaços equiprováveis
Um espaço amostral é chamado equiprovável quando todos os pontos amostrais dentro dele têm a
mesma chance de ocorrer. É o caso de lançamentos de dados ou de moedas não viciados, escolha
de bolas numeradas de tamanho e peso idênticos etc. Um exemplo de espaço amostral que pode ser
considerado não equiprovável é o formado pelo seguinte experimento: escolher entre tomar sorvete
ou fazer caminhada.
Cálculo de probabilidades
As probabilidades são calculadas dividindo-se o número de resultados favoráveis pelo número de
resultados possíveis, ou seja:

𝒏 (𝑨)
P=
𝒏 (𝜴)

Nesse caso, E é um evento (amostra) que se quer conhecer a probabilidade, e Ω é o espaço amostral
que o contém. Por exemplo, no lançamento de um dado, qual a probabilidade de sair o número um?
Nesse exemplo, sair o número um é o evento A. Assim, n(A) = 1. O espaço amostral desse
experimento contém seis elementos: 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Logo, n(Ω) = 6. Desse modo:
P = n(A)
n(Ω)

P=1
6

P = 0,1666…

P = 16,6%

Outro exemplo: qual a probabilidade de obtermos um número par no lançamento de um dado?

Os números pares possíveis em um dado são 2, 4 e 6. Logo, n(A) = 3.

P = n(A)
n(Ω)

P=3
6
P = 0,5
P = 50%

Observe que as probabilidades sempre resultarão em um número dentro do intervalo 0 ≤ x ≤ 1. Isso


acontece porque E é um subconjunto de Ω. Dessa maneira, E pode conter desde zero até, no
máximo, o mesmo número de elementos que Ω"
P(A): probabilidade da ocorrência de um evento A.
n(A): número de casos favoráveis ou, que nos interessam (evento A).
n(Ω): número total de casos possíveis.
O resultado calculado também é conhecido como probabilidade teórica.
Para expressar a probabilidade na forma de porcentagem, basta multiplicar o resultado por 100.
Exemplo 1
Se lançarmos um dado perfeito, qual a probabilidade de sair um número menor que 3?
Resolução
Sendo o dado perfeito, todas as 6 faces têm a mesma chance de caírem voltadas para cima. Vamos
então, aplicar a fórmula da probabilidade.
Para isso, devemos considerar que temos 6 casos possíveis (1, 2, 3, 4, 5, 6) e que o evento "sair um
número menor que 3" tem 2 possibilidades, ou seja, sair o número 1 ou 2. Assim, temos:

Para responder na forma de uma porcentagem, basta multiplicar por 100.


Portanto, a probabilidade de sair um número menor que 3 é de 33%.
Exemplo 2
O baralho de cartas é formado por 52 cartas divididas em quatro naipes (copas, paus, ouros e
espadas) sendo 13 de cada naipe. Dessa forma, se retirar uma carta ao acaso, qual a probabilidade
de sair uma carta do naipe de paus?
Solução
Ao retirar uma carta ao acaso, não podemos prever qual será esta carta. Sendo assim, esse é um
experimento aleatório.
Neste caso, temos 13 cartas de paus que representam o número de casos favoráveis.
Substituindo esses valores na fórmula da probabilidade, temos:

Ou, multiplicando o resultado por 100:

Questão 1 - Ao jogar um dado, qual a probabilidade de obtermos um número ímpar voltado para
cima?

Questão 2 - Se lançarmos dois dados ao mesmo tempo, qual a probabilidade de dois números
iguais ficarem voltados para cima?

Questão 3 - Um saco contém 8 bolas idênticas, mas com cores diferentes: três bolas azuis,
quatro vermelhas e uma amarela. Retira-se ao acaso uma bola. Qual a probabilidade da bola
retirada ser azul?

Questão 4 - Qual a probabilidade de tirar um ás ao retirar ao acaso uma carta de um baralho


com 52 cartas, que possui quatro naipes (copas, paus, ouros e espadas) sendo 1 ás em cada
naipe?

Questão 5 - Sorteando-se um número de 1 a 20, qual a probabilidade de que esse número seja
múltiplo de 2?
Questão 6 – No lançamento de um dado, determine a probabilidade de obter:
a) O número 1;
b) Um número primo;
c) Um número divisível por 2;
d) Um número menor que 5;
e) Um número maior que 6;
Questão 7 – Uma urna contém 30 bolinhas numeradas de 1 a 30. Retirando-se uma bola ao acaso,
qual a probabilidade de que seu número seja:
a) Par;
b) Ímpar;
c) Par e menor que 15;
d) Múltiplo de 4 ou 5;
Questão 8 – Lançando-se simultaneamente dois dados, cujas faces são numeradas de 1 a 6, qual a
probabilidade de:
a) Obter um total de 7 pontos?
b) Serem obtidos números cujo produto seja um número Par?
c) Serem obtidos números cuja soma seja um número Par?
d) Obter um número cuja soma seja maior que 9?
Questão 9 – Escolhendo uma carta ao acaso de um baralho com 52 cartas, qual a probabilidade de:
a) Se retirar uma dama?
b) Se retirar uma carta de paus?
c) Se retirar um Rei ou uma carta de ouros?
d) Um valete de copas?
e) Uma figura?
Questão 10 – Uma urna contém 50 cartões, numerados de 1 a 50. Se retirarmos ao acaso um cartão
dessa urna, qual a probabilidade de o número escrito no cartão:
a) Ser um múltiplo de 4?
b) Ser um divisor de 20?
c) Ser um múltiplo de 5?
d) Ser um número maior do que 35?
Questão 11 -(EsPCEx - 2012) A probabilidade de se obter um número divisível por 2 na escolha
ao acaso de uma das permutações dos algarismos 1, 2, 3, 4, 5 é

Questão 12 - PUC/RJ - 2013) Se a = 2n + 1 com n ∈ {1, 2, 3, 4}, então a probabilidade de o


número a ser par é
a) 1
b) 0,2
c) 0,5
d) 0,8
e) 0
Questão 13 - (UPE - 2013) Em uma turma de um curso de espanhol, três pessoas pretendem fazer
intercâmbio no Chile, e sete na Espanha. Dentre essas dez pessoas, foram escolhidas duas para a
entrevista que sorteará bolsas de estudo no exterior. A probabilidade de essas duas pessoas
escolhidas pertencerem ao grupo das que pretendem fazer intercâmbio no Chile é

Multiplicação de probabilidade e eventos independentes


Quando temos uma situação envolvendo dois espaços amostrais com dois eventos independentes,
realizamos a multiplicação entre as probabilidades. Confira o exemplo:
Uma urna possui 50 bolas, sendo 20 bolas vermelhas e 30 bolas amarelas. Ao sortearmos 2 bolas,
1 de cada vez com reposição de bola na urna sorteada, qual será a probabilidade da 1º bola ser
vermelha e a 2ª ser amarela?
Veja como se resolve a seguir:
Probabilidade da bola vermelha – 20 em 50
Probabilidade da bola amarela – 30 em 50
Em virtude de os eventos serem independentes, devemos realizar a multiplicação:
Multiplicação de Probabilidades

A Probabilidade de ocorrer p (A  B) é igual ao produto da probabilidade de um deles pela probabilidade do outro em


relação ao primeiro pronto.
P (A  B) = p (A/B). p (B)
Esta fórmula é denominada Lei das Probabilidades Compostas. Esta importante fórmula, permite calcular a
probabilidade da ocorrência simultânea dos eventos A e B, sabendo-se que já ocorreu o evento B.

Se a ocorrência do evento B, não mudar a probabilidade da ocorrência do evento A, então p (A/B) = p (A) e, neste
caso, os eventos são ditos independentes, e a fórmula acima fica:

Se A e B forem eventos independentes, então: p (A  B) = p (A) . p (B)

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